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Petróleo supera US$ 95 pela primeira vez desde junho após escalada da guerra entre EUA e Irã

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Petróleo supera US$ 95 pela primeira vez desde junho após escalada da guerra entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 08:56

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O barril do Brent superou US$ 95 nesta quarta-feira (22) devido à escalada das tensões entre EUA e Irã. O mercado teme interrupções no fornecimento.

Na madrugada, os EUA bombardearam alvos iranianos pela 11ª noite consecutiva. O Irã realizou ataques contra instalações militares americanas no Bahrein, Kuwait e Jordânia.

Um petroleiro foi atingido no Estreito de Ormuz. Além disso, os Houthis anunciaram um bloqueio naval contra a Arábia Saudita no estreito de Bab el-Mandeb.

Na terça-feira (21), dois petroleiros sauditas mudaram de rota no Mar Vermelho após ameaças dos Houthis. O episódio reforçou receios de comprometimento do abastecimento mundial.

A disparada impulsionou bolsas europeias, enquanto futuros americanos caíram. O avanço da commodity eleva desafios para bancos centrais ante o risco de maior pressão inflacionária.

Os preços internacionais do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira (22), em meio à escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent ultrapassou os US$ 95 pela primeira vez desde o início de junho, impulsionado pelos temores de uma interrupção prolongada no fornecimento de petróleo do Oriente Médio.

🔎 Por volta das 6h45 (horário de Brasília), o contrato do Brent para entrega em setembro avançava 4,4%, para US$ 95,02 por barril. O petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos EUA, subia 4,5%, para US$ 88,16.

Às 8h19, o Brent reduzia parte dos ganhos, mas ainda registrava alta de 3,85%, cotado a US$ 94,51 por barril. No mesmo horário, o WTI avançava 3,59%, para US$ 87,37 por barril.

A alta ocorre em meio à intensificação do conflito entre Washington e Teerã. Na madrugada desta quarta-feira (horário local do Irã), os eua bombardearam alvos iranianos pela 11ª noite consecutiva, atingindo centros de comando, sistemas de defesa aérea, lançadores de mísseis e drones, segundo as forças americanas.

Nos últimos dias, o Irã também realizou ataques contra instalações militares dos EUA no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia.

Além disso, um petroleiro foi atingido no Estreito de Ormuz, principal corredor para o transporte de petróleo da região, aumentando as preocupações sobre a segurança do fluxo global da commodity.

As tensões se ampliaram ainda mais após os Houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã, anunciarem um bloqueio naval contra a Arábia Saudita.

A medida ameaça o estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e é uma das principais rotas de exportação de petróleo do Oriente Médio para a Ásia e a Europa.

Na terça-feira (21), dois petroleiros carregados com petróleo saudita e destinados à Ásia mudaram de rota no Mar Vermelho após ameaças de ataque dos Houthis. O episódio reforçou os receios de que o conflito possa comprometer o abastecimento mundial de petróleo.

O mercado teme que tanto o Estreito de Ormuz quanto Bab el-Mandeb enfrentem restrições ao tráfego de embarcações.

Juntas, as duas passagens concentram uma parcela significativa do comércio marítimo global de petróleo, e qualquer interrupção pode reduzir a oferta da commodity e elevar os preços internacionais.

A disparada do petróleo favoreceu ações do setor de energia e ajudou a impulsionar as bolsas europeias. O índice pan-europeu STOXX 600 avançava cerca de 0,6%, apoiado pelas empresas de petróleo e gás.

Já os futuros das bolsas americanas operavam em queda antes da divulgação dos balanços trimestrais de grandes empresas de tecnologia, como Alphabet e Tesla.

No mercado de moedas, o dólar perdia força frente a outras divisas importantes, enquanto o iene japonês se recuperava após autoridades do Japão indicarem preocupação com os riscos de inflação e a possibilidade de uma alta de juros mais rápida do que a esperada pelo mercado.

O avanço da commodity também aumenta os desafios para os principais bancos centrais, já que preços mais elevados de energia tendem a pressionar a inflação.

Nesta quinta-feira (23), o Banco Central Europeu (BCE) divulgará sua decisão de política monetária. Na próxima semana, será a vez do Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA.

A expectativa predominante é de que ambas as instituições mantenham os juros inalterados neste mês.

No entanto, operadores passaram a precificar pelo menos uma alta adicional de 0,25 ponto percentual tanto nos EUA quanto na zona do euro até o fim do ano, diante do risco de que a inflação volte a ganhar força com a escalada dos preços do petróleo.

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