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Ações da Tesla caem após empresa ampliar investimentos em IA e robotáxis

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 18:59

Carros Ações da Tesla caem após empresa ampliar investimentos em IA e robotáxis Fabricante registrou fluxo de caixa negativo pela primeira vez em mais de dois anos; receita superou as expectativas, mas lucro ficou abaixo do esperado. Por Reuters

As ações da Tesla caiam cerca de 3% nas negociações após o fechamento do mercado nesta quarta-feira (22), depois que a empresa divulgou resultados financeiros que mostraram aumento dos investimentos em inteligência artificial (IA), robotáxis, baterias e novas tecnologias de fabricação.

A fabricante de carros elétricos de Elon Musk registrou fluxo de caixa livre negativo de US$ 1,1 bilhão no segundo trimestre, o primeiro resultado negativo nesse indicador em mais de dois anos. O movimento ocorre enquanto a companhia acelera os gastos para desenvolver novas áreas de negócio além da venda de veículos.

🔍O fluxo de caixa livre negativo significa que a empresa gastou mais dinheiro do que gerou após despesas e investimentos. Isso não quer dizer necessariamente que teve prejuízo, mas indica que houve saída de recursos do caixa no período.

Apesar do resultado negativo, a Tesla teve um desempenho melhor do que o esperado pelos analistas, que projetavam uma saída de caixa ainda maior.

A Tesla registrou receita de US$ 28,24 bilhões entre abril e junho, acima da previsão média dos analistas, que esperavam US$ 25,71 bilhões, segundo dados compilados pela LSEG.

O lucro ajustado, porém, ficou abaixo das expectativas. A empresa registrou ganho de 33 centavos de dólar por ação, enquanto o mercado esperava 51 centavos.

A companhia entregou 480.126 veículos no segundo trimestre, acima das previsões de Wall Street e dos 384.122 carros entregues no mesmo período do ano passado.

A produção ficou em 451.758 veículos, fazendo com que as entregas superassem a fabricação em mais de 28 mil unidades no período. O resultado ajudou a reduzir os estoques acumulados pela empresa no início do ano.

Mesmo com a recuperação nas vendas, analistas avaliam que a Tesla ainda enfrenta desafios para manter o ritmo de crescimento, principalmente diante do avanço da concorrência no mercado de carros elétricos, com modelos mais baratos lançados por outras fabricantes.

Os investidores têm acompanhado cada vez mais os planos de Elon Musk para transformar a Tesla em uma empresa de tecnologia, com foco em inteligência artificial, direção autônoma e robótica.

A empresa ampliou seu serviço de robotáxis sem motorista nos Estados Unidos e busca aprovação para expandir a tecnologia em outros mercados, incluindo Europa e China.

A expectativa de investidores é que esses negócios possam gerar margens maiores no futuro do que a venda tradicional de veículos.

Além dos carros, a área de armazenamento de energia se tornou um dos principais motores de crescimento da Tesla.

A empresa instalou 13,5 gigawatts-hora (GWh) em sistemas de armazenamento de energia no segundo trimestre, acima dos 9,6 GWh registrados um ano antes.

O segmento atende principalmente redes elétricas, projetos de energia renovável e data centers, que demandam cada vez mais capacidade de armazenamento.

Mesmo com queda superior a 15% das ações em 2026, a Tesla continua como a montadora mais valiosa do mundo, avaliada em cerca de US$ 1,4 trilhão. O valor da empresa ainda é sustentado pela expectativa de que inteligência artificial, robotáxis e robôs humanoides possam se tornar fontes importantes de crescimento no futuro.

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Tarifaço de Trump: veja as medidas do governo para tentar conter impacto das tarifas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 17:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%Oferecido por

Para minimizar os efeitos da nova rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governo criou um conjunto de medidas que inclui linhas de crédito, garantias para exportadores, benefícios tributários e ações para ampliar a abertura de novos mercados.

Mesmo com uma ampla lista de exceções, o governo calcula que cerca de 2,4 mil empresas brasileiras foram afetadas pelo tarifaço. Elas representam aproximadamente 18% das exportações do Brasil para os EUA e movimentaram, juntas, US$ 7,4 bilhões (R$ 37,5 bilhões) em vendas ao mercado americano em 2024.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), 74% delas já exportam para outros países, o que pode facilitar o redirecionamento das vendas para novos mercados.

Entre os setores mais afetados estão madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar.

A principal iniciativa é o Plano Brasil Soberano, programa criado pelo governo para apoiar empresas afetadas pelas tarifas americanas. A medida prevê linhas de financiamento, ampliação das garantias para exportadores e ações de promoção comercial para ajudar empresas brasileiras a encontrar novos mercados.

O governo separou até R$ 30 bilhões do Fundo de Garantia à Exportação (FGE). A primeira liberação foi de R$ 15 bilhões, que estão sendo transformados em linhas de crédito pelo BNDES para financiar as empresas.

Além disso, hoje mesmo o g1 registrou outro aporte dentro do plano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a liberação de mais R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetas. Chamado de Brasil Soberano 3, ele amplia o pacote de apoio. (Leia mais aqui)

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Desse total, R$ 13,5 bilhões virão de recursos utilizados do Brasil Soberano 1 e de renegociações de dívidas rurais, e R$ 5 bilhões serão aportados pelo BNDES.

capital de giro, ajudando empresas a manter suas operações enquanto reorganizam vendas;compra de máquinas e investimentos produtivos;adaptação de produtos e processos para novos mercados;inovação tecnológica;fortalecimento de fornecedores ligados às cadeias exportadoras.

Os beneficiários também precisam assumir compromissos relacionados à manutenção ou ampliação de empregos.

A demanda pelo montante já supera o volume inicialmente disponibilizado – os pedidos de financiamento já somam R$ 18,2 bilhões. O BNDES aprovou até agora R$ 8,3 bilhões em operações.

Outra frente de apoio é o fortalecimento do Seguro de Crédito à Exportação (SCE). Diferentemente de uma linha de financiamento, o mecanismo funciona como uma proteção contra riscos de uma operação internacional.

Na prática, o seguro ajuda a cobrir possíveis perdas caso um comprador estrangeiro deixe de pagar ou ocorram problemas que impeçam a conclusão do negócio, como restrições políticas ou eventos extraordinários.

Com isso, bancos e instituições financeiras ficam mais seguros para conceder crédito aos exportadores.

Além das medidas emergenciais, o governo mantém mecanismos já existentes de apoio ao comércio exterior, como o Programa de Financiamento às Exportações (Proex).

O programa oferece financiamento para exportações brasileiras em condições semelhantes às praticadas internacionalmente, ajudando empresas a competir com fornecedores de outros países.

Enquanto o SCE funciona como uma garantia contra riscos, o Proex atua diretamente no financiamento da venda externa.

Outro instrumento utilizado é o regime de drawback, que reduz custos tributários de empresas que produzem bens destinados ao mercado externo.

O mecanismo permite suspender ou eliminar determinados impostos sobre matérias-primas e insumos usados na fabricação de produtos exportados.

Para empresas afetadas pelo tarifaço, o governo prorrogou prazos do drawback suspensão, dando mais tempo para que exportadores cumpram compromissos ou encontrem novos mercados sem perder o benefício.

Além das medidas de apoio às empresas, o governo também passou a contar com a Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso.

O mecanismo permite que o Brasil adote medidas equivalentes quando sofrer restrições consideradas injustificadas de outros países.

Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, o instrumento não representa uma retaliação automática, mas uma ferramenta que poderá ser utilizada caso seja considerada necessária.

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TCU alerta governo para risco fiscal de manter universalização dos Correios sem compensação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 17:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%Oferecido por

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai alertar o governo federal sobre o risco fiscal de manter a política de universalização dos serviços postais sem um mecanismo permanente, transparente e explícito para compensar seus custos.

O tribunal observa que a ausência desse aparato pode comprometer a sustentabilidade econômico-financeira do serviço nos médio e longo prazos, reduzir a capacidade dos Correios de garantir a continuidade, a regularidade e a atualização dos serviços postais universais.

Em 2025, os custos da universalização dos serviços postais somaram cerca de R$ 24,69 bilhões, enquanto as receitas alcançaram R$ 15,19 bilhões. Para os auditores, o resultado revela um "descompasso expressivo entre custos e receitas".

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"Esse processo vem reduzindo a capacidade de os Correios autofinanciarem a execução da política pública, levando à necessidade de operações de crédito, à formulação de planos de reestruturação e ao aumento da dependência de fontes externas de financiamento", destacam os técnicos.

A maior parte das despesas está relacionada à manutenção da estrutura necessária para atender todo o país, incluindo gastos com pessoal, infraestrutura operacional e áreas administrativas. Cerca de 68% dos custos correspondem às operações diretamente ligadas à prestação dos serviços postais.

Na avaliação do TCU, a combinação entre a queda estrutural das receitas e o aumento contínuo dos custos agravou o desequilíbrio financeiro da política pública.

Como resultado, destacam os técnicos, os Correios se viram com redução da capacidade de autofinanciamento, o que levou a empresa a recorrer com maior frequência a operações de crédito, planos de reestruturação e fontes externas de financiamento.

Apesar das dificuldades financeiras, os auditores destacam que os serviços postais continuam essenciais em regiões com baixa conectividade digital, isolamento geográfico e pouca presença da iniciativa privada.

Nessas localidades, a rede dos Correios funciona como instrumento de integração territorial, acesso a direitos e apoio à execução de outras políticas públicas.

"Constatou‑se que a capilaridade da rede postal confere à política função que extrapola a prestação do serviço em si, atuando como instrumento de equidade territorial e de acesso a direitos, inclusive como suporte à implementação de outras políticas públicas. Em parcela relevante do território nacional, os Correios permanecem como a única infraestrutura pública federal com presença permanente, o que reforça a relevância da universalização sob a ótica da necessidade social, e não apenas da demanda observada", ressaltam os técnicos.

Ainda assim, o diagnóstico é de que a política de universalização ainda não assegura acesso igualitário aos serviços. Embora as metas de cobertura municipal sejam cumpridas, o mesmo não é verificado em comunidades tradicionais, áreas rurais remotas e periferias urbanas, que seguem enfrentando dificuldades de atendimento.

Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Os auditores observam que os critérios que têm sido adotados não contemplam desigualdades regionais e acabam confundindo baixa demanda com ausência de necessidade.

"Adicionalmente, fatores estruturais como a precariedade do endereçamento urbano, a insuficiente coordenação interfederativa, as restrições de segurança pública e a inexistência de diagnósticos sistemáticos sobre a situação postal de populações vulneráveis contribuem para a invisibilidade estatística e institucional desses grupos, dificultando a formulação de respostas coordenadas e baseadas em evidências", avaliam os técnicos.

O somatório desses fatores, apontam os técnicos, fazem com que o modelo atual coloque os Correios diante de um impasse: reduzir custos pode comprometer a capilaridade da rede, enquanto ampliar a universalização exige recursos que a empresa já não consegue suportar.

Segundo o tribunal, sem mudanças na governança e na forma de financiamento a sustentabilidade financeira e a continuidade do serviço postal universal permanecem em risco.

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OpenAI diz que sua IA agiu por conta própria e lançou um ataque cibernético ‘sem precedentes’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 16:52

Tecnologia OpenAI diz que sua IA agiu por conta própria e lançou um ataque cibernético 'sem precedentes' Empresa informou que algumas de suas IAs invadiram uma startup. Empresa disse que seu agente estava sendo testado em um ambiente controlado, mas teve vulnerabilidades. Por BBC

A OpenAI informou que modelos avançados de inteligência artificial agiram autonomamente e invadiram a startup Hugging Face durante um teste de segurança.

O sistema escapou de um ambiente controlado para obter acesso à startup, que já corrigiu as vulnerabilidades em seus sistemas.

A OpenAI classificou o incidente como "sem precedentes". A companhia afirmou ainda conduzir uma investigação em conjunto com a Hugging Face sobre o ocorrido.

O incidente levantou novas questões sobre as capacidades de sistemas avançados de IA e se as salvaguardas existentes são suficientes à medida que a tecnologia se torna mais poderosa.

A OpenAI informou que alguns de seus modelos de inteligência artificial mais avançados agiram por conta própria e invadiram uma startup após a empresa perder o controle sobre eles durante um teste de segurança.

A criadora do ChatGPT declarou que seu agente — um sistema de IA capaz de operar autonomamente após receber instruções iniciais de humanos — estava sendo testado em um ambiente controlado, mas teve vulnerabilidades.

O sistema teve como alvo a Hugging Face, uma das maiores plataformas do mundo para compartilhamento de modelos de IA, obtendo acesso a alguns sistemas internos da empresa.

A OpenAI classificou o incidente como "sem precedentes" e afirmou estar conduzindo uma investigação em conjunto com a Hugging Face.

O CEO da Hugging Face, Clement Delangue, declarou em uma publicação no X que era "impressionante que tudo isso tenha acontecido de forma autônoma". "A investigação está em andamento, e compartilharemos mais aprendizados sobre o que pode ser o primeiro incidente desse tipo", acrescentou.

Gina Neff, diretora do Centro Minderoo de Tecnologia e Democracia da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, disse ao programa Today, da BBC Radio 4, que os testes de segurança — conhecidos como sandboxes — "deveriam ser ambientes seguros onde é possível observar do que os modelos são capazes".

"Neste caso, parece que a OpenAI não criou um ambiente de teste suficientemente seguro", acrescentou ela.

Em vez disso, os agentes criaram seu próprio ataque cibernético contra o ambiente de teste, encontrando uma vulnerabilidade que lhes permitiu escapar.

Uma vez fora, a IA identificou a Hugging Face como uma provável fonte das respostas que buscava no teste e tentou obter acesso.

Neil Lawrence, professor de aprendizado de máquina na Universidade de Cambridge, classificou o feito como "impressionante", mas ressaltou que ele "está totalmente dentro das capacidades conhecidas da geração atual" de modelos de IA de alto desempenho.

Ele observou que a OpenAI busca abrir seu capital na bolsa de valores e enfrenta forte pressão da rival Anthropic, que ganhou destaque com sua própria ferramenta de IA poderosa, a Mythos.

"A OpenAI está agora correndo atrás do prejuízo; eles estão tentando demonstrar as capacidades de seus próprios sistemas em segurança cibernética."

"Isso nos mostra que a OpenAI não é capaz de implementar sua própria tecnologia com segurança", acrescentou.

Em seu comunicado inicial sobre a invasão, em 16 de julho, a Hugging Face informou que ainda estava avaliando se dados de clientes ou parceiros haviam sido afetados e que entraria em contato com as partes atingidas, se necessário.

A empresa afirmou que já corrigiu as vulnerabilidades apontadas pelo incidente e reconstruiu os sistemas afetados.

"Ferramentas ofensivas autônomas impulsionadas por IA já não são algo teórico", declarou a empresa. "Defender uma plataforma online agora significa tratar os dados e a superfície do modelo como uma superfície de ataque de primeira ordem, e utilizar IA na defesa para acompanhar o ritmo.

O incidente levantou novas questões sobre as capacidades de sistemas avançados de IA e se as salvaguardas existentes são suficientes à medida que a tecnologia se torna mais poderosa.

Spencer Starkey, executivo da empresa de cibersegurança SonicWall, disse à BBC que o episódio deixou claro que as organizações precisam "intensificar" suas defesas e "tratar a resiliência cibernética como uma prioridade operacional fundamental".

"A verdade desconfortável é que muitas organizações ainda se defendem na velocidade humana, enquanto os adversários estão avançando para a velocidade das máquinas", afirmou.

Enquanto isso, Travis Lelle, engenheiro-chefe de segurança da consultoria Guidepoint Security, disse que a atualização marcou um "momento de reflexão na cibersegurança". "Isso evidencia uma assimetria conhecida", disse ele.

"Os agentes ofensivos não têm restrições, enquanto as melhores ferramentas de defesa estão limitadas por mecanismos de controle que não conseguem compreender o contexto."

No entanto, Jake Moore, consultor global de cibersegurança da ESET, observou que o anúncio também poderia ter uma dimensão competitiva.

Ele argumentou que a OpenAI pode estar tentando destacar suas próprias capacidades de IA, uma vez que a rival Anthropic atrai cada vez mais atenção com seu modelo Claude Mythos.

"Isso levanta a questão de se a OpenAI estaria tentando alcançar o sucesso de marketing da Anthropic", disse.

O fato ocorre uma semana após a startup chinesa de IA Moonshot apresentar o Kimi K3 — um novo e gigantesco modelo de inteligência artificial que, segundo a empresa, pode rivalizar com as principais companhias dos EUA.

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Adolescente que processava a Meta por danos à saúde mental desiste das acusações contra a empresa dias antes do julgamento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 16:52

Tecnologia Adolescente que processava a Meta por danos à saúde mental desiste das acusações contra a empresa dias antes do julgamento Jovem de 15 anos alegava que Instagram e outras redes sociais contribuíram para sua depressão e ansiedade; decisão ocorreu dias antes do início do julgamento em Los Angeles. Por Reuters

Um adolescente da Flórida retirou o processo contra a Meta, dona do Instagram e do Facebook, no qual alegava que as plataformas da empresa contribuíram para sua depressão e ansiedade. A decisão foi tomada poucos dias antes do início do julgamento em Los Angeles, segundo os advogados do jovem informaram nesta quarta-feira (22).

O processo, movido pelo adolescente de 15 anos identificado pelas iniciais R.K.C., inicialmente envolvia quatro empresas: Google, responsável pelo YouTube; Meta, dona do Instagram; Snap, proprietária do Snapchat; e ByteDance, controladora do TikTok. O YouTube e o TikTok chegaram a acordos para encerrar a disputa em junho.

De acordo com documentos judiciais, R.K.C. começou a usar redes sociais por volta dos 8 anos e afirmou que desenvolveu dependência das plataformas, o que teria levado à perda de sono, além de sintomas de depressão e ansiedade.

"Diante do resultado geral bem-sucedido do litígio e de suas preocupações em enfrentar um julgamento exaustivo de várias semanas, ele decidiu retirar as acusações contra a Meta", afirmaram os advogados de R.K.C. em um comunicado.

"Ele está pronto para encerrar esse capítulo, concentrar-se em sua recuperação e dedicar-se à terapia, na busca por uma vida normal."

"As alegações nunca se sustentaram, e esse desfecho deixa claro que não recuaremos na defesa contra processos infundados", afirmou a empresa.

Paralelamente ao caso do joven de 15 anos, a Meta enfrenta cada vez mais represália de usuários e estados.

A Meta Platforms informou à Justiça dos Estados Unidos que quatro estados norte-americanos pedem US$ 1,4 trilhão (R$ 7,15 trilhões) em multas em um processo que acusa a empresa de ter criado o Facebook e o Instagram com recursos destinados a tornar jovens usuários dependentes das plataformas e de ter enganado o público sobre a segurança dos serviços.

O valor foi revelado em um documento apresentado pela companhia no começo deste mês, em resposta aos cálculos feitos pelos procuradores-gerais da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey.

Segundo os estados, a cifra foi estimada com base no número de supostas violações cometidas pela Meta e nas multas previstas nas leis estaduais de proteção ao consumidor.

A empresa classificou o cálculo como "absurdo" e afirmou que a penalidade não tem base nos fatos nem na legislação. A Meta também negou as acusações e disse que não há provas de que tenha enganado usuários ou criado plataformas com o objetivo de gerar dependência.

O julgamento está previsto para agosto, na Califórnia, e analisará acusações de que a Meta violou leis de proteção ao consumidor e a Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças (COPPA), ao coletar dados de menores sem autorização adequada dos pais.

Ao todo, 29 estados processam a empresa por práticas relacionadas ao uso das plataformas por crianças e adolescentes.

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Após tarifaço, Lula sanciona lei que liberou crédito para empresas afetadas pelo tarifaço

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 15:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,058-0,32%Dólar TurismoR$ 5,263-0,25%Euro ComercialR$ 5,771-0,24%Euro TurismoR$ 6,018-0,17%B3Ibovespa177.288 pts2,29%MoedasDólar ComercialR$ 5,058-0,32%Dólar TurismoR$ 5,263-0,25%Euro ComercialR$ 5,771-0,24%Euro TurismoR$ 6,018-0,17%B3Ibovespa177.288 pts2,29%MoedasDólar ComercialR$ 5,058-0,32%Dólar TurismoR$ 5,263-0,25%Euro ComercialR$ 5,771-0,24%Euro TurismoR$ 6,018-0,17%B3Ibovespa177.288 pts2,29%Oferecido por

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quarta-feira (22) a liberação de R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas adicionais de 25% aplicadas a produtos brasileiros vendidos no mercado americano e também aquelas impactadas pela guerra no Oriente Médio.

O presidente também sancionou uma lei que liberou R$ 15 bilhões em recursos para linhas de crédito do Plano Brasil Soberano, ampliando assim o programa criado no ano passado para responder ao primeiro tarifaço dos Estados Unidos. A lei deriva de uma medida provisória (MP) de março de 2026.

O crédito será destinado a empresas exportadoras de diversos setores, como indústria, agricultura, pecuária, mineração, florestas plantadas, pesca e aquicultura.

O governo impôs algumas regras para as empresas que aderirem ao programa como, por exemplo, a manutenção de pelo menos parte dos empregos.

Outras medidas continuam em estudo e podem ser colocadas em prática na medida em que as empresas perceberem dificuldades na vazão dos produtos tarifados, como adiantou o blog da Ana Flor.

A sanção da lei ocorre um dia após o governo federal iniciar uma rodada de reuniões com representantes dos setores mais afetados pelo "tarifaço" dos Estados Unidos.

Os encontros são para ouvir as demandas das empresas e discutir medidas para reduzir os impactos das tarifas sobre as exportações brasileiras.

Conforme a avaliação de integrantes do governo brasileiro envolvidos nas conversas, quando as negociações começaram no ano passado — após o encontro Lula e o presidente norte-americano Donald Trump na Malásia —, foi possível obter avanços junto ao governo americano.

Entretanto, a partir do fim de maio e o início de junho, os representantes da Casa Branca passaram a se mostrar “inflexíveis”, apresentando questões “inegociáveis” para o Brasil, como mudanças no PIX e na legislação sobre minerais críticos — matérias-primas consideradas essenciais para setores estratégicos, como baterias, veículos elétricos, eletrônicos, energia e defesa.

Além disso, conforme integrantes da diplomacia brasileira, os dados apresentados sobre desmatamento, por exemplo, foram desconsiderados, sem contrapropostas ou indicações por parte dos americanos.

Cerca de dez dias antes do anúncio, houve uma reunião técnica entre negociadores dos dois países, e o Brasil apresentou uma proposta de encaminhamento acerca dos seis pontos levantados pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) na abertura da investigação comercial, mas não recebeu resposta.

Em razão do prazo dado pelo governo americano, e a sinalização de que os argumentos brasileiros seriam rejeitados, um eventual adiamento do tarifaço passou a ser considerado “improvável” pelo governo brasileiro, mesmo assim, auxiliares do presidente Lula passaram a tentar contato com interlocutores de Donald Trump para tentar uma última rodada de negociação. Essa rodada aconteceu, o Brasil disse que o tarifaço era injusto.

De acordo com ministros, a ordem do presidente Lula foi que o Brasil não deixasse a mesa de negociação nem deixasse a ideologia contaminar as conversas. Entretanto, a avaliação do governo brasileiro foi que a decisão do USTR de recomendar as tarifas foi política e ideológica.

Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil. De acordo com o governo, dos 10 produtos americanos mais vendidos no Brasil, oito entram sem tarifa.

Além disso, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, a tarifa média aplicada aos principais produtos com origem americana têm tarifa média de 3%. Diante disso, Alckmin passou a dizer que o tarifaço americano não faz "sentido".

Nesta terça, Alckmin disse que “a ideia não é retaliação”. No entendimento do vice-presidente, o uso da Lei de Reciprocidade Econômica pelo Brasil é diferente de retaliar os produtos americanos, e a medida pode vir a ser adotada no momento “adequado”.

Ele deu a declaração após uma série de encontros com representantes de setores afetados pelo tarifaço.

Esses representantes do setor produtivo têm defendido que o Brasil não use a lei da reciprocidade, entendem que a medida poderia prejudicar ainda mais a economia, os setores e os consumidores. Diante disso, têm pedido ao governo que insista na via diplomática.

O Brasil Soberano é uma medida criada pelo governo federal via BNDES para apoiar empresas brasileiras em momentos de instabilidade no cenário internacional. O programa oferece linhas de crédito para empresas exportadoras.

O plano foi criado no ano passado para oferecer apoio financeiro aos exportadores que foram afetados no primeiro tarifaço.

Nesta segunda etapa do plano, o crédito será destinado a empresas exportadoras e seus fornecedores que sofrem os impactos do segundo "tarifaço" imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. A medida também alcança empresas afetadas pela instabilidade no Golfo Pérsico e setores industriais considerados importantes para as exportações do país.

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Canadá cancela inauguração conjunta de ponte com os EUA após tarifaço de Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 14:52

Mundo Canadá cancela inauguração conjunta de ponte com os EUA após tarifaço de Trump Cerimônia estava prevista para esta sexta-feira (24) e marcaria a inauguração da Ponte Internacional Gordie Howe, que liga Detroit, nos Estados Unidos, a Windsor, no Canadá. Por Redação g1 — São Paulo

O Canadá cancelou o evento de inauguração conjunta de uma ponte com os EUA. A decisão ocorreu após Donald Trump anunciar tarifas de 50% sobre produtos canadenses.

O governo americano anunciou nesta segunda-feira (20) a cobrança adicional de 50%. Trump argumentou que a medida compensa desvantagens comerciais contra o seu país.

A cerimônia bilateral estava marcada para esta sexta-feira (24) na Ponte Gordie Howe. O Canadá planeja realizar um evento próprio no mesmo dia.

A abertura ao tráfego está prevista para 27 de julho. O Canadá financiou a obra de quase US$ 4,4 bilhões, iniciada em 2018.

A Ponte Internacional Gordie Howe é vista de River Rouge, Michigan, ligando Detroit a Windsor, Ontário — Foto: Foto AP/Paul Sancya

O governo do Canadá cancelou um evento de inauguração de uma ponte que liga o país aos Estados Unidos após o presidente Donald Trump anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos canadenses. A informação foi divulgada pela Associated Press.

➡️O governo dos EUA anunciou, nesta segunda-feira (20), a imposição de uma tarifa adicional de 50% sobre uma ampla gama de produtos importados do Canadá.Segundo Trump, o objetivo é compensar "o ônus ou a desvantagem decorrentes da discriminação contra o comércio dos Estados Unidos". (Saiba mais).

A cerimônia entre os dois países estava prevista para esta sexta-feira (24) e marcaria a inauguração da Ponte Internacional Gordie Howe, que conecta as cidades de Detroit, nos Estados Unidos, e Windsor, na província canadense de Ontário.

"Diante das ameaças de medidas comerciais feitas pelos Estados Unidos no início desta semana, seria inadequado prosseguir com um evento comemorativo entre os dois países", afirmou Jenna Ghassabeh, porta-voz do ministro da Infraestrutura do Canadá, Gregor Robertson, em comunicado.

De acordo com a Associated Press, Canadá e Estados Unidos haviam chegado a um acordo no início deste mês para realizar a cerimônia após atrasos provocados por divergências entre os dois governos. Agora, o governo canadense planeja fazer um evento próprio na sexta-feira, enquanto ainda não há confirmação sobre uma eventual cerimônia organizada pelos Estados Unidos.

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Dois funcionários americanos ouvidos pela agência, sob condição de anonimato, disseram que a expectativa é manter a abertura da ponte ao tráfego em 27 de julho, embora haja menos certeza sobre o cronograma do que anteriormente.

A ponte tem 2,4 quilômetros de extensão, atravessa o Rio Detroit e liga Detroit a Windsor. A inauguração estava inicialmente prevista para 12 de junho, mas foi adiada porque os dois governos ainda discutiam questões pendentes.

De acordo com a AP, o Canadá financiou a construção da ponte por meio de um acordo que prevê a recuperação dos custos com a arrecadação de pedágios. O governo Trump buscava alterar esse modelo. O projeto, negociado durante a gestão do ex-governador de Michigan Rick Snyder, começou a ser construído em 2018 e custou quase US$ 4,4 bilhões.

Saídas da Interestadual 75 para a Ponte Internacional Gordie Howe e a Ponte Ambassador, que ligam Windsor, Ontário, a Detroit — Foto: Foto AP/Paul Sancya

A estrutura recebeu o nome de Gordie Howe, ídolo canadense do hóquei no gelo que atuou por 25 temporadas no Detroit Red Wings, e deve se tornar uma das principais rotas comerciais entre os dois países.

Em fevereiro, Trump chegou a exigir, em uma publicação nas redes sociais, que o Canadá cedesse aos Estados Unidos pelo menos metade da propriedade da ponte, além de atender a outras exigências não especificadas.

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Como nova tarifa contra o Brasil faz parte de estratégia maior de Trump para inimigos (e aliados)

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 14:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,059-0,3%Dólar TurismoR$ 5,263-0,24%Euro ComercialR$ 5,772-0,21%Euro TurismoR$ 6,018-0,17%B3Ibovespa177.026 pts2,13%MoedasDólar ComercialR$ 5,059-0,3%Dólar TurismoR$ 5,263-0,24%Euro ComercialR$ 5,772-0,21%Euro TurismoR$ 6,018-0,17%B3Ibovespa177.026 pts2,13%MoedasDólar ComercialR$ 5,059-0,3%Dólar TurismoR$ 5,263-0,24%Euro ComercialR$ 5,772-0,21%Euro TurismoR$ 6,018-0,17%B3Ibovespa177.026 pts2,13%Oferecido por

A nova tarifa dos Estados Unidos contra exportações do Brasil entra em vigor nesta quarta-feira (22). A medida integra estratégia de Donald Trump para reconstruir taxas protecionistas.

A Suprema Corte barrou tarifas anteriores em fevereiro. Por isso, o governo americano passou a usar investigações sobre práticas desleais para fundamentar as novas cobranças tarifárias.

A taxa de 25% sobre o Brasil baseia-se na Seção 301 da lei de 1974. Outros 16 parceiros comerciais também são alvo de inquéritos sob o mesmo dispositivo.

Cerca de 65% das exportações brasileiras para os Estados Unidos estão isentas da taxação. Para analistas, a lista de exceções revela os limites do protecionismo na economia global.

Brasil não é o único país alvo de uma investigação com base na Seção 301, que permite que o governo americano apure práticas consideradas prejudiciais ao comércio dos EUA — Foto: Getty Images via BBC

A nova tarifa dos Estados Unidos contra parte das exportações do Brasil – que entra em vigor nesta quarta-feira (22/07) – faz parte de uma estratégia maior do governo de Donald Trump para contornar uma proibição imposta pela Suprema Corte americana e reconstruir as maiores e mais abrangentes tarifas implementadas no início de seu segundo mandato.

Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, a taxação aplicada contra os produtos brasileiros após uma investigação sobre práticas comerciais consideradas injustas pode ser apenas a primeira de uma série de novas medidas protecionistas com base em inquéritos semelhantes.

"Em resposta à decisão da Suprema Corte, o governo Trump está implementando um plano B e identificando uma estratégia mais robusta do ponto de vista jurídico", resume Oliver Stuenkel, pesquisador da Universidade Harvard e do Carnegie Endowment for International Peace e professor da FGV.

Desde antes de assumir a Casa Branca pela segunda vez, Trump tem defendido uma agenda econômica conservadora e protecionista para os EUA.

Ainda nos primeiros meses de 2025, o presidente americano anunciou as chamadas tarifas recíprocas, que estavam no núcleo da estratégia tarifária do governo.

Dezenas de países foram alvos de alíquotas extras entre 10% e 41%, impostas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês). Segundo Trump, a legislação nacional de 1977 o autorizaria a adotar esse tipo de medida em situações excepcionais.

Mas entre negociações bilaterais e idas e vindas anunciadas pela própria Casa Branca, a Suprema Corte decidiu em fevereiro deste ano que o republicano extrapolou sua autoridade e que a IEEPA não permite ao presidente criar tarifas por conta própria.

Imediatamente após a decisão judicial, Trump assinou uma ordem executiva para impor uma nova tarifa global de 10%, dessa vez usando a seção 122 da Lei de Comércio americana de 1974.

Esta seção da legislação americana permitiu que o presidente impusesse taxas de até 15% por até 150 dias sobre as importações de todos os países, sem necessidade de aprovação do Congresso.

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É nesse contexto que entram as investigações sobre práticas comerciais desleais e ameaças à segurança nacional conduzidas pelo governo americano.

Essa foi a alternativa encontrada por Trump e seus assessores para manter sua agenda protecionista, avaliam economistas e analistas políticos consultados pela BBC News Brasil.

Em entrevista ao podcast The Daily, do jornal The New York Times, o próprio representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, disse que o governo está reconstruindo as bases jurídicas para restabelecer parte das sobretaxas derrubadas ou impor novas.

Ele também falou sobre uma outra frente de tarifas em preparação, que poderá atingir mais de 40 países acusados de práticas como subsídios à indústria e manipulação cambial.

Segundo Ana Swanson, repórter do jornal que entrevistou Greer, a administração americana acredita que esse caminho pode ser muito mais duradouro e prevê a entrada em vigor de tarifas de cerca de 10% contra mais de 80 países, provavelmente até o final deste mês.

O primeiro país efetivamente taxado seguindo essa estratégia no segundo mandato de Trump é o Brasil. Após uma investigação de quase um ano, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou a aplicação das tarifas de 25% sobre uma série de produtos brasileiros.

O inquérito tem como base uma outra parte da mesma lei de 1974 usada pelo presidente republicano para aplicar as tarifas temporárias que expiram nesta semana.

A Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos permite que o governo americano apure práticas consideradas prejudiciais ao comércio dos EUA.

O instrumento segue um trâmite que passa pelo início de diálogo com o parceiro comercial, investigação, mediação e, por fim, medidas para corrigir eventuais irregularidades. O processo completo dura pelo menos 12 meses, podendo ser estendido.

No caso brasileiro, a tarifa foi justificada pelos EUA alegando práticas como favorecimento ao Pix, acesso ao mercado de etanol e problemas relacionados à corrupção e desmatamento.

Segundo Jamieson Greer, a medida é necessária "para enfrentar práticas comerciais desleais e garantir que trabalhadores e empresas americanas possam competir em condições justas."

Nova tarifa dos EUA contra o Brasil segue nova estratégia do governo americano para burlar decisão da Suprema Corte — Foto: Getty Images via BBC

A lista dos produtos alvo das tarifas inclui etanol, máquinas agrícolas, roupas e calçados e material elétrico. Já itens como café, laranja, suco de laranja e carne bovina entraram na lista de exceções.

O USTR conduz atualmente um inquérito que tem como alvo dezesseis dos maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos — China, União Europeia (UE), Singapura, Suíça, Noruega, Indonésia, Malásia, Camboja, Tailândia, Coreia do Sul, Vietnã, Taiwan, Bangladesh, México, Japão e Índia — por se envolverem em práticas comerciais supostamente desleais. Essa investigação está em curso e os resultados são esperados em breve.

Outro processo recente, que também se baseia na 301, concluiu que 60 parceiros comerciais dos EUA, incluindo a UE, o Japão e o Brasil, adotaram práticas comerciais desleais ao não impedirem o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado.

O USTR propõe que o Brasil e outros 53 países citados no relatório recebam tarifas adicionais de 12,5%. Outras seis economias devem receber taxação de 10%.

O período de consulta pública sobre as taxas já encerrou e elas podem ser impostas a qualquer momento.

Os EUA também investigam Alemanha e Vietnã em processos individuais por questões relacionadas à indústria farmacêutica e propriedade intelectual, respectivamente.

Há ainda inquéritos sendo conduzidos a partir de outro artigo da legislação americana, a Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962.

Esse artigo permite que o presidente americano ajuste as importações por meio de tarifas ou cotas, caso o Departamento de Comércio reconheça que determinados bens estão sendo importados em quantidades ou circunstâncias que ameacem a segurança nacional dos EUA.

Essa seção foi usada, por exemplo, para aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos feitos com aço, alumínio e cobre importados, que também afeta o Brasil.

Mais recentemente, o presidente americano acionou o artigo novamente, mas para reduzir as tarifas sobre alguns desses itens e favorecer empresas que se comprometerem a fortalecer a produção dos metais no país.

Na última segunda-feira (20/7), o governo americano ainda usou mais um artigo, de outra lei comercial americana, para anunciar uma tarifa de 50% sobre uma série de produtos importados do Canadá, em retaliação ao que Trump chamou de "tratamento desigual" dado a carros, laticínios e bebidas alcoólicas dos EUA.

A Seção 338 da Lei Tarifária de 1930 foi a escolhida da vez. Segundo essa peça da legislação americana, o presidente pode impor tarifas sobre as importações de um país estrangeiro para compensar o ônus ou a desvantagem decorrente da discriminação ou da imposição desigual de tarifas sobre o comércio nacional.

Para Filipe Mendonça, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a taxação do Canadá confirmou o padrão da nova estratégia americana de tentar reconstruir, de forma mais durável, o mesmo "poder de coerção tarifária que a IEEPA permitia".

Segundo o especialista, Seção 338 é "um instrumento praticamente esquecido, nunca usado na política comercial moderna, ressuscitado para ampliar o arsenal disponível".

Nesse contexto, o caso do Brasil foi uma primeira tentativa para o governo de Donald Trump em sua estratégia, afirma Oliver Stuenkel.

Segundo Filipe Mendonça, o Brasil é um caso emblemático dessa reconfiguração da estratégia tarifária americana.

"O Brasil combina, de forma pouco comum, atrito regulatório e desalinhamento político com os Estados Unidos", diz.

"Historicamente, o Brasil já é 'veterano' da Seção 301, pois fomos alvos desse tipo de unilateralismo agressivo em 1985 (informática), em 1987 (patentes farmacêuticas) e em 2021 (Imposto sobre Serviços Digitais), o que facilita, na perspectiva trumpista, reativar o instrumento contra o Brasil com custo relativamente baixo."

Ainda segundo Mendonça, a investigação sob a Seção 301 "já nasceu mais política do que comercial", reunindo acusações heterogêneas e pouco comuns para esse tipo de instrumento.

Trump usou o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como um dos motivos para a implementação de taxas em 2025 — Foto: Getty Images via BBC

Stuenkel aponta ainda que por ser governado pela esquerda, o Brasil atrai certo descontentamento em Washington.

Ao mesmo tempo, o país é considerado um adversário de "baixo risco". Isto é, se o Brasil decide retaliar e uma guerra tarifária se inicia, o impacto não seria tão extenso devido à menor relevância comercial em comparação com, por exemplo, um parcerio americano de mais peso como a China, diz o especialista.

E enquanto em 2025, quando o Brasil foi alvo de uma taxa extra de 50% diante da insatisfação do governo Trump com o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado, a motivação para as tarifas "era abertamente política", agora foi preciso "encontrar um verniz técnico" para justificar a ação americana.

Donald Trump disse muitas vezes que as tarifas protegem e criam empregos nos EUA. Ele as vê como uma forma de fazer a economia dos EUA crescer e aumentar as receitas fiscais.

"Sob meu plano, os trabalhadores americanos não ficarão mais preocupados em perder seus empregos para nações estrangeiras", disse Trump, quando anunciou o primeiro tarifaço de seu segundo mandato. "Em vez disso, as nações estrangeiras ficarão preocupadas em perder seus empregos para a América."

Trump também defende as tarifas como uma forma de suprimir as vendas de produtos importados e promover as vendas de produtos nacionais. Esse foi seu motivo para impor tarifas no passado à UE, por exemplo.

Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, disse que o governo americano está reconstruindo as bases jurídicas para restabelecer parte das sobretaxas derrubadas ou impor novas — Foto: Bloomberg via Getty Images/BBC

Em sua entrevista ao The Daily, o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, disse ainda que o protecionismo é uma questão de "emergência" nos EUA, como forma de reduzir o déficit comercial do país e recuperar sua industrialização, elevando os salários dos americanos.

No ano passado, o Tesouro dos EUA registrou um forte aumento de arrecadação graças ao tarifaço do presidente. No primeiro semestre de 2025, a receita proveniente das tarifas de importação atingiu US$ 87 bilhões (R$ 442 bilhões), valor que supera toda a arrecadação de 2024.

Mas desde que a Suprema Corte decidiu, em fevereiro, que as tarifas impostas por Trump eram ilegais, os importadores receberam cerca de US$ 71 bilhões em reembolsos, de acordo com o relatório mensal do Tesouro dos EUA. E outros US$ 166 bilhões ainda devem ser pagos de volta pelo governo americano.

Para alguns especialistas, esses resultados também têm motivado os EUA a buscar novas estratégias para a implementação de tarifas.

Por outro lado, aponta Filipe Mendonça, o déficit comercial e a arrecadação do governo americano não são os objetivos centrais de Trump.

"O que está por trás é a busca de realinhamento estratégico dos parceiros comerciais dos EUA no contexto da rivalidade com a China", afirma o professor da UFU. "O acesso ao mercado americano é usado como instrumento de disciplina política, não apenas como resposta a distorções comerciais específicas."

"A lógica de fundo é reposicionar o Brasil na órbita americana num momento de disputa por cadeias produtivas, tecnologia e influência regulatória com a China, justamente na véspera da disputa presidencial brasileira", diz.

Embora a nova política tarifária americana esteja cada vez mais clara, ainda não é possível afirmar se as novas tarifas contribuirão para os objetivos do governo Trump – e, principalmente, se resistirão a novas contestações judiciais.

Em seu primeiro mandato, o presidente americano usou a Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos (a mesma utilizada atualmente contra o Brasil) para impor tarifas de 25% sobre aproximadamente US$ 250 bilhões em importações chinesas.

E embora tenham sido contestadas por cortes nos Estados Unidos, as tarifas de Trump sobre a China não foram anuladas pelos tribunais.

Os especialistas ouvidos pela reportagem também enxergam a estratégia de usar a lei comercial americana para apoiar as tarifas como mais consistente e robusta do ponto de vista jurídico do que a aplicação da IEEPA.

"A Seção 338, último capítulo desta nova onda tarifária trumpista, não é usada há quase um século e sua aplicação contra o Canadá certamente será contestada", diz Mendonça.

"Já as determinações de Seção 301 também podem ser questionadas por vícios processuais ou por serem consideradas arbitrárias pelos tribunais, mas acho muito difícil a reversão pela via jurídica neste caso", completa.

Donald Trump defende que as tarifas protegem e criam empregos nos EUA — Foto: CFOTO/Future Publishing via Getty Images

No caso brasileiro, Jamieson Greer afirmou que Washington continua aberto a conversas com Brasília em relação à nova tarifa de 25%.

O sentimento do governo Lula, porém, é de pessimismo. Segundo uma fonte no Palácio do Planalto, a decisão dos EUA tem mais motivações políticas do que econômicas, e os argumentos apresentados pelo Brasil para contestar as acusações não foram sequer considerados.

Mas para a economista e pesquisadora do Instituto Peterson de Economia Internacional (PIIE), Monica de Bolle, a extensa lista de itens que não serão alvo das tarifas americanas contra o Brasil revela os limites do protecionismo e da margem de manobra de Donald Trump no mundo globalizado de hoje.

A lista de produtos isentos das tarifas inclui mais de 2,2 mil itens, entre eles carnes bovinas, frutas, café, minerais, fertilizantes e aeronaves, itens de maior importância entre os exportados pelo Brasil aos EUA.

"Pelas minhas contas, cerca de 65%, senão mais, das exportações do Brasil para os Estados Unidos ficarão completamente isentas", disse De Bolle em entrevista à BBC News Brasil.

"Ou seja, a tarifa de 25% se aplica apenas a um terço dos bens exportados. Além disso, já havia uma lista de isenções publicada no início de junho, e novos itens foram acrescentados agora", afirmou.

"Tudo isso é muito revelador dos limites dessa ação norte-americana. Apesar de aparentemente não quererem mais isso, os Estados Unidos são uma economia muito integrada com o resto do mundo."

Para Monica de Bolle, o caso do Brasil deve servir como um sinalizador para outros países que também estão sendo investigados sob a Seção 301: ao mesmo tempo em que os EUA adotaram uma nova estratégia comercial, há um limite para o protecionismo norte-americano.

Pressões internas, especialmente antes das eleições para o Congresso marcadas para novembro e diante da perspectiva de alta da inflação, também podem dificultar o caminho de Trump para manter sua estratégia.

Por tudo isso, diz Mendonça, da UFU, "o sucesso da estratégia depende menos da blindagem jurídica do instrumento e mais da capacidade do governo de sustentar capital político doméstico e internacional simultaneamente".

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Agro Cidade espanhola presenteia campeões da Copa com tomates equivalentes ao próprio peso; veja vídeo Município espanhol usou um de seus principais produtos agrícolas para homenagear Gavi e Fabián Ruiz, que nasceram na cidade. Por Redação g1 — São Paulo

Os espanhóis Gavi e Fabián Ruiz receberam uma homenagem nesta terça-feira (21). A prefeitura de Los Palacios y Villafranca os presenteou com tomates equivalentes aos seus pesos.

A ação ocorreu 2 dias após o título da Copa de 2026. Após subirem na balança do evento, Gavi recebeu 68 quilos de tomates e Fabián Ruiz levou 84.

O município andaluz é referência na produção de tomates, que movimentam a economia local. O fruto, incluindo a variedade Bombón Colorao, é um símbolo da identidade da região.

Dois campeões da Copa do Mundo de 2026 pela Espanha receberam uma homenagem inusitada nesta terça-feira (21). Naturais de Los Palacios y Villafranca, na região da Andaluzia, Gavi e Fabián Ruiz ganharam tomates em quantidade equivalente ao próprio peso durante uma cerimônia organizada pela prefeitura.

A homenagem ocorreu dois dias depois da vitória da Espanha por 1 a 0 sobre a Argentina na final da Copa do Mundo. Os dois meio-campistas foram peças importantes da equipe comandada pelo técnico Luis de la Fuente na campanha do bicampeonato mundial.

Antes da entrega dos presentes, os jogadores subiram em uma balança instalada no evento para definir a quantidade de tomates que receberiam. Gavi levou 68 quilos e Fabián Ruiz 84 quilos.

A escolha do presente não foi por acaso. Los Palacios y Villafranca é uma referência na produção de tomates na Andaluzia, e o cultivo do fruto é uma das atividades que ajudam a movimentar a economia local.

O tomate também faz parte da identidade do município, que promove eventos e ações para valorizar os produtores e a cultura ligada ao produto. Entre as variedades associadas à região está o Bombón Colorao, um dos símbolos agrícolas locais.

Por isso, em vez de oferecer uma lembrança tradicional aos campeões, a prefeitura decidiu transformar um dos principais produtos da cidade em uma homenagem aos jogadores.

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Desmatamento no Brasil coloca agricultores dos EUA em desvantagem, diz representante comercial americano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 12:53

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Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, fala à imprensa no dia em que participa de um almoço de trabalho com ministros do comércio da UE, em Bruxelas, Bélgica, 24 de novembro de 2025. — Foto: Piroschka van de Wouw/Reuters

O representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou, durante uma audiência no Comitê de Finanças do Senado americano nesta quarta-feira (22), que práticas de desmatamento no Brasil colocam os agricultores americanos em desvantagem competitiva.

Greer também afirmou que "padrões ambientais mais baixos em outros países justificam tarifas mais altas" e reiterou que os EUA trabalham para manter e expandir o acesso ao mercado agrícola em outros países, como o México e o Canadá.

Como o g1 já mostrou, o desmatamento ilegal foi um dos principais argumentos usados pelo governo americano para justificar o novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros. A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os Estados Unidos.

Entre essas práticas, segundo a investigação americana, estaria a oferta de produtos como madeira e carne a preços mais competitivos porque eles seriam produzidos em áreas associadas a crimes ambientais.

Para sustentar essa acusação, o documento recorre principalmente a dados de desmatamento, mas cita indicadores já defasados. Um deles é a alta do desmatamento registrada em 2021, durante o governo Jair Bolsonaro, quando o país teve um dos piores resultados da série histórica recente.

Embora os dados citados sejam reais, o documento ignora números mais recentes que apontam queda nos índices de desmatamento. Um exemplo é o fato de o país ter registrado, em 2025, a menor taxa de desmatamento na Amazônia em mais de dez anos.

Na semana passada, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os argumentos sobre o desmatamento no Brasil utilizados pelos Estados Unidos para justificar o novo tarifaço contra produtos brasileiros são "absolutamente improcedentes".

"Os argumentos utilizados pelo governo norte-americano para justificar as tarifas são absolutamente improcedentes, não tem nenhum fundamento técnico, não está baseado em nenhuma informação comprovável", afirmou Capobianco.

O ministro afirmou que toda a madeira exportada pelo Brasil é certificada e passa por um sistema rigoroso de fiscalização, reiterando que a informação utilizada pelo governo americano é "absolutamente inverídica".

"O sistema de exportação de madeira é hoje um dos mais rigorosos de todo o sistema de controle ambiental por exigência, inclusive, do mercado internacional. Toda a madeira exportada é certificada. Ela tem acompanhamento desde a origem na floresta até o embarque, os técnicos do Ibama e da Receita monitoram as cargas. Não é possível, em nenhum porto brasileiro, exportar uma madeira sem a verificação e a comprovação da cadeia de custódia", disse o ministro.

As declarações foram feitas no mesmo dia em que o novo tarifaço de 25% imposto pelo governo americano sobre produtos brasileiros entrou em vigor.

As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e considerados inegociáveis. A avaliação em Brasília é de que a tarifa tem motivação política.

A nova taxa deixa de fora uma extensa lista de produtos, incluindo petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, setores como etanol, máquinas agrícolas e papel serão afetados pela medida.

A expectativa é que outra tarifa adicional, estimada entre 10% e 12,5%, seja anunciada nos próximos dias para cerca de 60 países, incluindo o Brasil. Nesse caso, a cobrança estaria relacionada a investigações sobre supostas práticas de trabalho forçado.

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