Imposto de Renda
Governo Trump aplica novo tarifaço para Brasil e outros 59 países; veja a lista dos afetados
RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica
Governo Trump aplica novo tarifaço para Brasil e outros 59 países; veja a lista dos afetados
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 00:51
Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por
O presidente dos EUA, Donald Trump, em reunião com o presidente libanês, Joseph Aoun (não aparece na foto), no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. — Foto: Evelyn Hockstein / Reuters
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) que vão aplicar uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros. A taxa corresponde ao teto previsto nesta etapa da investigação comercial sobre trabalho forçado e entra em vigor à 0h01 desta sexta-feira (24). Para além do Brasil, outros 59 países também serão afetados pela nova medida de Donald Trump.
Nesta fase, os EUA estabeleceram duas alíquotas. Países que, na avaliação do governo americano, adotaram medidas para proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado pagarão 10%. Já aqueles considerados insuficientes nesse combate, caso do Brasil, estarão sujeitos à taxa de 12,5%.
A decisão é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.
Tarifaço de Trump: EUA confirmam nova tarifa de até 12,5% sobre trabalho forçado para Brasil e outros parceiros comerciaisTarifaço de Trump: EUA confirmam nova tarifa de até 12,5% sobre trabalho forçado para Brasil e outros parceiros comerciaisTarifa de 12,5% (54 economias)
Argélia — 12,5%Angola — 12,5%Argentina — 12,5%Austrália — 12,5%Bahamas — 12,5%Bahrein — 12,5%Bangladesh — 12,5%Brasil — 12,5%Camboja — 12,5%Chile — 12,5%China — 12,5%Colômbia — 12,5%Costa Rica — 12,5%República Dominicana — 12,5%Egito — 12,5%El Salvador — 12,5%Guatemala — 12,5%Guiana — 12,5%Honduras — 12,5%Hong Kong — 12,5%Índia — 12,5%Iraque — 12,5%Israel — 12,5%Japão — 12,5%Jordânia — 12,5%Cazaquistão — 12,5%Kuwait — 12,5%Líbia — 12,5%Malásia — 12,5%Marrocos — 12,5%Nova Zelândia — 12,5%Nicarágua — 12,5%Nigéria — 12,5%Noruega — 12,5%Omã — 12,5%Peru — 12,5%Filipinas — 12,5%Catar — 12,5%Rússia — 12,5%Arábia Saudita — 12,5%Singapura — 12,5%África do Sul — 12,5%Coreia do Sul — 12,5%Sri Lanka — 12,5%Suíça — 12,5%Taiwan — 12,5%Tailândia — 12,5%Trinidad e Tobago — 12,5%Turquia — 12,5%Emirados Árabes Unidos — 12,5%Reino Unido — 12,5%Uruguai — 12,5%Venezuela — 12,5%Vietnã — 12,5%
Canadá — 10%Equador — 10%União Europeia — 10%Indonésia — 10%México — 10%Paquistão — 10%
No documento divulgado nesta quinta-feira, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) afirmou que o Brasil está entre os países que "falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado".
O órgão acrescentou que a decisão levou em conta as conclusões da investigação, as contribuições recebidas durante a consulta pública e as orientações do presidente Donald Trump.
Conforme o documento, tanto a cobrança quanto as exceções previstas são "apropriadas para obter a eliminação dos atos, políticas e práticas" identificados ao longo da apuração.
Na prática, isso significa que alguns produtos permanecerão isentos da tarifa. Segundo o governo americano, ficarão de fora da cobrança itens considerados estratégicos para a economia dos EUA ou cuja tributação poderia comprometer os objetivos da própria investigação.
matérias-primas cuja taxação possa provocar escassez no mercado americano;produtos que possam causar impactos econômicos amplos caso sejam tributados;itens que não possam ser produzidos ou cultivados em quantidade suficiente nos EUA nem obtidos de outros fornecedores;produtos cuja isenção possa incentivar outros países a adotar medidas para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado; eprodutos para os quais a tarifa adicional não contribuiria de forma significativa para combater as práticas investigadas pelos Estados Unidos.
De acordo com um relatório divulgado no início de julho pelo USTR, a prática foi considerada "irracional" e prejudica o comércio americano ao criar condições de concorrência consideradas desleais para empresas e trabalhadores dos EUA.
"A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável", afirmou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, na época. "Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual. Não toleraremos mais."
A investigação concluiu que a entrada desses produtos nos mercados globais não apenas prejudica a lucratividade de empresas éticas, mas também incentiva a manutenção do trabalho escravo moderno ao permitir a circulação de mercadorias produzidas a custos artificialmente baixos.
Em relação ao Brasil, o relatório afirma que, embora o país assuma compromissos de combate ao trabalho escravo em acordos de comércio e investimentos, ainda não possui uma proibição considerada efetiva pelos EUA para impedir a entrada de mercadorias produzidas nessas condições no mercado interno.
O documento menciona a existência da Lista Suja do Trabalho Escravo, atualizada semestralmente pelo governo federal, mas ressalta que o foco da investigação americana foi a ausência de mecanismos para impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado em outros países.
Na prática, as novas tarifas substituem a taxa global de 10% anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, em fevereiro deste ano, logo após a Suprema Corte dos EUA derrubar as "tarifas recíprocas" impostas pelo republicano no ano passado.
A medida havia sido adotada com base na Seção 122 da legislação comercial americana, que permite ao presidente impor tarifas temporárias por até 150 dias. Esse prazo se encerra nesta sexta-feira (24).
Na ocasião, o presidente americano havia adiantado que recorreria à Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais.
O governo brasileiro já esperava a aplicação da nova tarifa de 12,5% e agora mantém conversas com representantes dos setores afetados para definir uma resposta à medida.
A principal iniciativa do governo para apoiar empresas afetadas pelas tarifas é o Plano Brasil Soberano. Lançado em 2025, o programa prevê linhas de financiamento, ampliação das garantias para exportadores e ações de promoção comercial para ajudar empresas brasileiras a conquistar novos mercados.
Na última quarta-feira (22), o governo anunciou a terceira etapa do plano, que liberou R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas comerciais dos EUA. A medida atende companhias de setores industriais estratégicos, como os segmentos farmacêutico, de fertilizantes e têxtil, além de empresas que tiveram as exportações para o Golfo Pérsico afetadas.
Nesse último caso, o objetivo do governo é ampliar o apoio a empresas afetadas pela guerra no Oriente Médio. O conflito, que envolve os EUA, o Irã, Israel e outros países da região, provocou o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais do mundo, por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em um comício para dar início à Great American State Fair (Grande Feira Estadual Americana) em celebração ao 250º aniversário da independência dos EUA, no National Mall, em Washington, D.C., EUA, 24 de junho de 2026. — Foto: Reuters/Evan Vucci
Há 3 horas Política Durigan diz que nova taxa é jeito de Trump retomar ‘na marra’ tarifa derrubada pela Suprema CorteHá 3 horas’Nós estamos trabalhando, diz presidente da Confederação Nacional da IndústriaHá 3 horasCarne, café, madeira: veja os principais itens isentos da nova tarifa
Há 5 horas Economia ANA FLOR: Cerca de 3 mil produtos brasileiros serão afetadosHá 5 horasAcidente em VinhedoFalhas da empresa, pilotos e Anac causaram acidente da Voepass em 2024, aponta Cenipa
Há 6 horas Campinas e Região Cenipa aponta ‘cultura de normalização de desvios’ na Voepass Há 6 horasAnac diz que vai analisar recomendações feitas pelo Cenipa em até 4 meses Há 6 horasVÍDEO: simulação do Cenipa mostra o trajeto do voo da Voepass que caiu
Há 3 horas Campinas e Região Pilotos tiveram conversas pessoais durante voo e esqueceram de acionar sistema de degeloHá 3 horasVeja as falhas apontadas pelo relatório do CenipaHá 3 horasPrepare o casaco 🌬️🥶Frente fria mantém chuva no Sudeste e no Paraná; temporais voltam ao Sul no domingo
Há 17 minutos Meio Ambiente Caso ‘Dark Horse’STF autoriza investigação sobre repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro
Há 3 horas Jornal Nacional Eleições 2026’Eu te desculpo, vamos conversar’: Michelle responde Flávio Bolsonaro
Há 5 horas Eleições 2026 Flávio publica vídeo pedindo desculpas a Michelle e a convida para campanhaHá 5 horasMichelle queria um pedido público de desculpa para voltar à campanha, diz ValdemarHá 5 horas’Me maltratou no telefone’ x ‘Ninguém é perfeito’: compare FRASES dos vídeos de Michelle e Flávio
