RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Trump ameaça tarifa de 100% a países que taxarem serviços digitais de empresas dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 13:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,166-0,22%Dólar TurismoR$ 5,373-0,3%Euro ComercialR$ 5,883-0,1%Euro TurismoR$ 6,137-0,1%B3Ibovespa173.439 pts0,84%MoedasDólar ComercialR$ 5,166-0,22%Dólar TurismoR$ 5,373-0,3%Euro ComercialR$ 5,883-0,1%Euro TurismoR$ 6,137-0,1%B3Ibovespa173.439 pts0,84%MoedasDólar ComercialR$ 5,166-0,22%Dólar TurismoR$ 5,373-0,3%Euro ComercialR$ 5,883-0,1%Euro TurismoR$ 6,137-0,1%B3Ibovespa173.439 pts0,84%Oferecido por

O presidente Donald Trump fala no Salão Oval da Casa Branca durante a assinatura de uma ordem executiva sobre computação quântica, na segunda-feira, 22 de junho de 2026, em Washington — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou nesta sexta-feira (26) impor uma tarifa de 100% sobre todos os produtos de qualquer país que passe a cobrar imposto sobre serviços digitais de empresas americanas.

"Diversos países europeus vêm discutindo a implementação iminente de um Imposto sobre Serviços Digitais para empresas americanas. Alguns desses países estão perto de realmente fazer isso", comentou em sua rede social Truth Social.

"Que esta declaração sirva para deixar claro que qualquer país que imponha tal imposto será imediatamente alvo de uma tarifa de 100%. […] Essa tarifa se sobreporá a acordos comerciais feitos com o país, tenham eles sido implementados, assinados ou não", declarou.

Segundo ele, a tarifa será imediatamente imposta, caso algum implemente impostos sobre serviços digitais.

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Como a família real britânica é financiada e em que investe seus recursos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 13:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,166-0,22%Dólar TurismoR$ 5,373-0,3%Euro ComercialR$ 5,883-0,1%Euro TurismoR$ 6,137-0,1%B3Ibovespa173.439 pts0,84%MoedasDólar ComercialR$ 5,166-0,22%Dólar TurismoR$ 5,373-0,3%Euro ComercialR$ 5,883-0,1%Euro TurismoR$ 6,137-0,1%B3Ibovespa173.439 pts0,84%MoedasDólar ComercialR$ 5,166-0,22%Dólar TurismoR$ 5,373-0,3%Euro ComercialR$ 5,883-0,1%Euro TurismoR$ 6,137-0,1%B3Ibovespa173.439 pts0,84%Oferecido por

Rei Charlles III, usando a Coroa Imperial do Estado e o Manto de Estado, está sentado no Trono do Soberano enquanto discursa na Câmara dos Lordesda Grã-Bretanha, usando a Coroa Imperial do Estado e o Manto de Estado, está sentado no Trono do Soberano enquanto discursa na Câmara dos Lordes — Foto: CHRIS JACKSON / POOL / AFP

O rei Charles III tornou-se o primeiro monarca britânico a divulgar publicamente quanto pagou em impostos. Desde que assumiu o trono, em setembro de 2022, ele desembolsou cerca de 30 milhões de libras (aproximadamente R$ 207,5 milhões), provenientes de suas receitas privadas.

O dado faz parte de um conjunto de informações que ajudam a entender como a família real britânica se financia: uma combinação de recursos públicos, rendimentos de propriedades históricas e fortunas pessoais.

A Sovereign Grant é a principal verba pública destinada ao rei para custear suas funções oficiais.

manutenção das residências reaissalários de funcionáriosviagens oficiais do monarca e membros da família real em representação da Coroa

Entre 2025 e 2026, o valor foi de cerca de US$ 174,5 milhões (aproximadamente R$ 905,4 milhões). Para 2026-2027, a previsão subiu para US$ 182 milhões (cerca de R$ 944,3 milhões), impulsionada principalmente pelas obras de renovação do Palácio de Buckingham. Já para 2027-2028, a dotação deve cair para US$ 132 milhões (cerca de R$ 685 milhões).

No mesmo período, os custos com pessoal aumentaram cerca de US$ 44,5 milhões (aproximadamente R$ 230,9 milhões).

a visita de três dias do príncipe William à Arábia Sauditaa viagem de quatro dias do rei Charles III e da rainha Camilla à Itália

Os custos de segurança, no entanto, não entram na Sovereign Grant e são pagos separadamente pelo governo.

A Sovereign Grant é vinculada ao desempenho financeiro do Crown Estate, o patrimônio imobiliário da Coroa.

O valor corresponde atualmente a 12% dos lucros gerados dois anos antes, percentual que pode ser revisado ao longo do tempo.

Nos últimos anos, o aumento da dotação foi impulsionado por receitas extraordinárias, especialmente com o arrendamento de áreas marítimas para parques eólicos.

O Crown Estate é uma empresa pública independente que administra um vasto portfólio imobiliário da monarquia.

imóveis em áreas nobres de Londresterras ruraiszonas costeiraso Castelo de Windsordireitos sobre o fundo do mar na Inglaterra, País de Gales e Irlanda do NorteO patrimônio é estimado em cerca de US$ 22 bilhões (aproximadamente R$ 114,1 bilhões).

Embora associado à Coroa, o Crown Estate não pertence ao monarca como propriedade privada. Ele também não pode ser vendido nem administrado diretamente pela família real.

No ano encerrado em março de 2026, o fundo registrou lucro líquido de US$ 643 milhões (cerca de R$ 3,3 bilhões), queda em relação ao ano anterior.

Na Escócia, os ativos são administrados separadamente pelo Crown Estate Scotland, com receitas destinadas ao governo escocês.

Esses patrimônios históricos geram receita principalmente por meio de aluguel de terras agrícolas e imóveis comerciais e residenciais.

Apesar de não administrarem diretamente os bens no dia a dia, o rei e o herdeiro definem diretrizes e aprovam decisões estratégicas. Os ducados também não podem ser vendidos.

O vice-almirante Sir Tony Johnstone-Burt, mestre da casa do Soberano, segura um pequeno ventilador a bateria para o rei Carlos III da Grã-Bretanha durante uma recepção da Semana do Clima de Londres — Foto: CHRIS JACKSON / POOL / AFP

Desde 1993, o monarca britânico passou a pagar impostos voluntariamente sobre rendas privadas, prática iniciada no reinado de Elizabeth II.

Desde a morte da rainha Elizabeth II, Charles III e o príncipe William declararam ter pago, juntos, cerca de US$ 66 milhões (aproximadamente R$ 342,5 milhões) em impostos.

A divulgação ocorre em meio a maior escrutínio público sobre as finanças da monarquia, especialmente após debates sobre gastos com reformas de palácios.- Fortuna pessoal –

Os membros da família real também possuem patrimônio pessoal. O rei é proprietário das propriedades de Balmoral e Sandringham, herdadas de sua mãe.

Os bens transmitidos diretamente de um monarca ao seu sucessor estão isentos do imposto sobre sucessões.

O rei Charles III, por exemplo, é proprietário das propriedades de Balmoral e Sandringham, herdadas da rainha Elizabeth II.

Familia real britânica a caminho da cerimônia de Natal na Igreja de Santa Maria Madalena em Sandringham — Foto: AP Photo/Jon Super

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Michelle alertou sobre vídeos e chegou a ser procurada por Flavio antes de publicação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 12:44

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro deu sinal de que faria uma publicação crítica à aliança da campanha do senador Flavio Bolsonaro com Ciro Gomes, no Ceará, e chegou a ser procurada pelo enteado na manhã de quarta-feira (24), antes de divulgar os vídeos.

No início da tarde de segunda-feira (22), Michelle fez uma postagem na rede social X anunciando o vídeo que publicaria no Instagram:

"Nunca foi para tirar o PT, e sim por projeto de poder: já gravei um vídeo explicando o que aconteceu no Ceará e vou publica-lo em breve", escreveu ela na publicação, sobre uma reprodução de entrevista de Ciro Gomes com título "Os dois sao iguais", em que o candidato ao governo do Ceará equipara Lula a Bolsonaro e os filhos.

Segundo duas fontes da campanha de Flávio, o senador foi alertado e ligou na manhã de quarta-feira (24) para Michelle, mas a esposa do pai não respondeu.

Horas depois, veio o vídeo em duas partes em que Michelle relata que Flávio a humilhou e teria dito que ela "chegou ontem" e "não entende de política". Os vídeos foram publicados no Instagram na quarta por volta de 16h30.

Outra fonte próxima da família diz que Jair Bolsonaro sabia que Michelle gravaria um vídeo em defesa própria, mas não tinha conhecimento dos ataques aos filhos, em especial Flávio, pré-candidato à Presidência pelo PL.

Nesta semana, Michelle publicou vídeos nas redes sociais em que afirmou ter sido maltratada e humilhada por Flávio Bolsonaro.

A crise envolve divergências dentro do PL sobre a articulação do partido no Ceará, onde aliados discutem uma aproximação com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB).

Michelle criticou a possibilidade de aliança com Ciro. Depois da repercussão, Flávio reagiu publicamente, e a ex-primeira-dama afirmou que o senador havia sido ríspido com ela em uma conversa por telefone.

Na postagem, Flávio diz que Michelle gravou vídeos após não retornar mensagem dele, afirmou estar de "coração aberto" e que não teve a intenção de ofendê-la.

"Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas. Tenho por ela respeito e reconhecimento pelo trabalho no PL Mulher, pelo cuidado com meu pai e por tudo o que representa para o Brasil", afirmou o senador em suas redes sociais.

Flávio fez duas publicações: um texto no X (ex-Twitter), na quarta-feira (24), e, nesta quinta-feira (25), publicou um vídeo com a mesma mensagem no Instagram.

A ex-primeira-dama também defendeu união entre aliados para “derrotar o atual desgoverno” nas eleições. Já Flávio Bolsonaro afirmou que a direita precisa estar unida e que Michelle terá papel importante na campanha.

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Imposto milionário: quanto o Rei Charles paga e de onde vem sua fortuna

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 11:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,164-0,26%Dólar TurismoR$ 5,378-0,2%Euro ComercialR$ 5,8950,09%Euro TurismoR$ 6,1490,08%B3Ibovespa172.285 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,164-0,26%Dólar TurismoR$ 5,378-0,2%Euro ComercialR$ 5,8950,09%Euro TurismoR$ 6,1490,08%B3Ibovespa172.285 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,164-0,26%Dólar TurismoR$ 5,378-0,2%Euro ComercialR$ 5,8950,09%Euro TurismoR$ 6,1490,08%B3Ibovespa172.285 pts0,17%Oferecido por

O rei Charles III durante um almoço com autoridades no Palácio de Buckingham. — Foto: TOBY MELVILLE / POOL / AFP

O rei Charles III pagou 12,9 milhões de libras em impostos no ano fiscal de 2024-2025, o equivalente a cerca de R$ 88,6 milhões. O valor representa um aumento em relação ao ano anterior, quando o monarca pagou 11,7 milhões de libras (aproximadamente R$ 80,3 milhões).

Essa é a primeira vez que o pagamento de impostos pessoais do rei é divulgado. Segundo o Palácio de Buckingham, o valor pago por Charles III desde sua ascensão ao trono já ultrapassa os 30 milhões de libras (R$ 205,9 milhões), o que o coloca entre os 100 maiores contribuintes do Reino Unido.

Charles também pagou impostos sobre ganhos de capital relacionados à venda de ativos. A Coroa não detalhou, no entanto, como o imposto foi calculado.

Embora a monarquia receba recursos de diversas fontes, o rei paga impostos apenas sobre sua renda pessoal — grande parte proveniente de propriedades privadas, como Balmoral, na Escócia, e Sandringham, na costa leste da Inglaterra, entre outros. (entenda mais abaixo)

Pela lei, o monarca britânico não é obrigado a pagar impostos — nem de renda, nem sobre ganhos de capital, nem sobre herança.

A tradição, no entanto, mudou em 1993, quando a rainha Elizabeth II concordou em pagar voluntariamente o imposto de renda, em um momento em que a reputação da monarquia estava abalada, em meio a uma série de divórcios.

Além da separação formal de Charles de sua primeira esposa, a falecida princesa Diana, também se separaram no mesmo período Andrew e Sarah Ferguson, assim como a princesa Anne e seu primeiro marido.

O príncipe William, atual príncipe de Gales, também divulgou detalhes de seus impostos na quinta-feira. Ele pagou aproximadamente 7,8 milhões de libras (R$ 53,5 milhões) em impostos sobre renda e ganhos de capital no ano fiscal de 2024-2025, valor inferior aos 8,3 milhões de libras (R$ 57 milhões) pagos no ano anterior, segundo seu gabinete.

Pela primeira vez, os números dão ao público uma ideia concreta da fortuna pessoal do rei, em contraste com castelos, joias e obras de arte associados ao cargo, mas que não pertencem ao monarca.

Desde 1399, o monarca reinante recebe rendimentos do Ducado de Lancaster, uma propriedade de 16.960 hectares que inclui imóveis comerciais no centro de Londres e em outras cidades. Em março de 2026, o patrimônio líquido da propriedade foi avaliado em 687,3 milhões de libras (cerca de R$ 4,7 bilhões).

O monarca em exercício não pode usar nenhum recurso proveniente da venda de suas terras, mas recebe o excedente da receita — que, foi de 25,2 milhões de libras (R$ 172,9 milhões) em 2025/2026.

Os recursos recebidos são usados para manter suas residências particulares e para os rendimentos dos membros da família real que trabalham — e que, embora recebam uma residência oficial gratuita em troca do cumprimento de seus deveres, não têm permissão para obter rendimentos externos.

Atualmente, essa lista inclui a irmã de Charles, a princesa Anne, seu irmão mais novo, o príncipe Edward, e sua esposa, o duque e a duquesa de Gloucester, o duque de Kent e a princesa Alexandra.

O filho mais novo de Charles , o príncipe Harry, e seu irmão, Andrew Mountbatten-Windsor, embora ainda sejam membros da família real, não recebem dinheiro público, já que não exercem funções oficiais na realeza.

O rei também possui bens e investimentos pessoais não divulgados e recebe renda de suas propriedades, o Castelo de Balmoral na Escócia e Sandringham no leste da Inglaterra. O Palácio de Buckingham não divulgou mais detalhes sobre de quanto seria essa renda.

Já o Ducado da Cornualha, criado em 1337, está entre as rendas recebidas pelo herdeiro do trono — atualmente o Príncipe William e sua esposa Kate.

A propriedade abrange 51.861 hectares, distribuídos pela Inglaterra e País de Gales, com ativos líquidos de 1,2 bilhão de libras (R$ 8,2 bilhões) segundo dados divulgados no final de março. William recebe a receita líquida excedente — que, em 2025/2026, foi de 21,55 milhões de libras (R$ 147,9 milhões).

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União Europeia planeja taxar exportação de sucata de alumínio, diz jornal

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 11:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,164-0,26%Dólar TurismoR$ 5,378-0,2%Euro ComercialR$ 5,8950,09%Euro TurismoR$ 6,1490,08%B3Ibovespa172.285 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,164-0,26%Dólar TurismoR$ 5,378-0,2%Euro ComercialR$ 5,8950,09%Euro TurismoR$ 6,1490,08%B3Ibovespa172.285 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,164-0,26%Dólar TurismoR$ 5,378-0,2%Euro ComercialR$ 5,8950,09%Euro TurismoR$ 6,1490,08%B3Ibovespa172.285 pts0,17%Oferecido por

Segundo o Financial Times, a União Europeia estuda impor uma taxa para a exportação de sucata de alumínio. A medida busca prevenir a saída desse metal valioso para os Estados Unidos e países da Ásia.

A reportagem do periódico britânico diz que, segundo duas pessoas familiarizadas com o assunto, o plano prevê a cobrança de uma taxa de 15% sobre a exportação do material.

Esta será a primeira vez que serão aplicadas cobranças sobre mercadorias que saem do bloco econômico. A previsão é que as taxas entrem em vigor no dia 9 de setembro. A proposta precisa ser aprovada por uma maioria dos estados-membros da União Europeia.

Segundo a reportagem, a associação European Aluminium, que representa os produtores, informou que as exportações de sucata de alumínio da União Europeia atingiram o recorde de 1,27 milhão de toneladas em 2025, o que representa uma alta de cerca de 50% desde 2019. A maior parte do volume foi destinada para a Índia e para a China.

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Desemprego fica em 5,6% no trimestre até maio, menor taxa para o período, diz IBGE

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%Oferecido por

A taxa de desocupação ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, segundo a PNAD Contínua divulgada nesta sexta-feira (26) pelo IBGE.

O índice representa uma estabilidade frente ao trimestre encerrado em fevereiro deste ano, quando estava em 5,8%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, porém, houve queda de 0,6 ponto percentual, quando estava em 6,2%.

No trimestre encerrado em maio, o Brasil tinha 6,1 milhões de pessoas desempregadas. O número representa uma estabilidade em relação ao trimestre abterior, encerrado em fevereiro (6,2 milhões).

Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 9,3%, o equivalente a 624 mil pessoas a menos em busca de trabalho.

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Dólar abre em queda, de olho em dados de emprego

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,177-0,47%Dólar TurismoR$ 5,389-0,37%Euro ComercialR$ 5,889-0,29%Euro TurismoR$ 6,144-0,18%B3Ibovespa171.990 pts0,87%Oferecido por

O dólar inverteu o sinal negativo da abertura e passou a operar em alta nesta sexta-feira (26), com um avanço de 0,13% perto das 9h40, cotado a R$ 5,1839. Já as negociações no Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ Os novos dados do mercado de trabalho de maio são o destaque da sessão desta sexta-feira. Após a prévia da inflação brasileira ter indicado uma nova alta de preços em junho, os novos dados da Pnad indicaram uma leve desaceleração da taxa de desemprego, de 5,8% para 5,6%.

O indicador reforça a perspectiva de uma atividade econômica ainda forte e traz mais pistas sobre quais devem ser os próximos passos do Banco Central (BC) na condução dos juros.

▶️ No mercado acionário, o setor de tecnologia segue no centro das atenções. Bolsas globais têm sido penalizadas pela queda generalizada dos papéis do setor, em meio a dúvidas sobre a capacidade de retorno dessas empresas e diante dos altos gastos com inteligência artificial.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país, subiu 0,41% em junho. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses alcançou 4,80%.

O indicador continua acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2026, a meta central de inflação é de 3%, com limite máximo de 4,5%.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, os preços de Alimentação e bebidas subiram 0,74% no mês e tiveram o maior impacto na inflação, enquanto o grupo de Habitação avançou 0,72%. Juntos, esses dois grupos explicam cerca de dois terços da alta da inflação no período.

Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, destaca que a alta dos alimentos foi puxada principalmente por carnes, pães e outros panificados, leite e derivados e, sobretudo, frutas, legumes e verduras.

“Parte disso é sazonal, mas a alimentação no domicílio tem vindo acima da sazonalidade para o período, ou seja, mais forte do que normalmente se observa nesta época do ano”, disse.

De acordo com o economista, o movimento ainda reflete fatores ligados à oferta e à demanda, além de problemas climáticos pontuais que afetam especialmente a produção de frutas, legumes e verduras.

No caso das carnes, ele afirma que o aumento das exportações para a China também tem contribuído para pressionar os preços no curto prazo.

Nos EUA, o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), medida de inflação acompanhada de perto pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano, avançou 4,1% em maio, em linha com as expectativas do mercado. Foi a primeira vez em três anos que o indicador superou a marca de 4%.

Ao desconsiderar os preços de alimentos e energia, que costumam apresentar maior volatilidade, a inflação ficou em 3,4% no acumulado de 12 meses, acima dos 3,3% registrados em abril. Na comparação mensal, o núcleo do indicador avançou 0,3%, repetindo o resultado do mês anterior.

"Nós acreditamos que a inflação continua elevada neste momento, embora possa desacelerar gradualmente ao longo do tempo", afirma Michele Morganti, estrategista sênior de ações da Generali Investments.

O aumento da inflação ocorre em meio à alta dos preços da energia provocada pelo conflito no Oriente Médio e reforça a atenção do banco central americano sobre a evolução dos preços. A meta de inflação do Fed é de 2%.

Na semana passada, a autoridade monetária manteve os juros entre 3,5% e 3,75%, mas sinalizou que novas altas poderão ser necessárias caso as pressões inflacionárias persistam.

Por outro lado, a queda recente dos preços do petróleo e dados que apontam para uma economia ainda resiliente alimentam a expectativa de que a inflação possa perder força nos próximos meses sem a necessidade de aumentos mais intensos nos juros.

Dados revisados divulgados nesta quinta-feira também mostraram que a economia dos EUA cresceu 2,1% no primeiro trimestre, acima da estimativa anterior, de 1,6%.

Diante disso, Morganti acrescenta que ainda existe o risco de que o Federal Reserve aumente os juros mais adiante neste ano.

Na Ásia, as bolsas da região tiveram uma queda generalizada nesta sexta-feira, puxada pela onda de vendas no setor de tecnologia.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu, 3,03%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em queda de 2,26%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve perdas de 1,76%, enquanto o Nikkei, do Japão, recuou 4,15% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma desvalorização de 5,81%.

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STF suspende multas da NR-1 sobre saúde mental no trabalho por 90 dias

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 09:44

Trabalho e Carreira STF suspende multas da NR-1 sobre saúde mental no trabalho por 90 dias Decisão do ministro André Mendonça abre tentativa de conciliação para esclarecer como empresas devem cumprir as regras; obrigação de prevenir riscos psicossociais continua valendo. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

O ministro André Mendonça, do STF, suspendeu por 90 dias a aplicação de multas e outras sanções da NR-1 relacionadas aos riscos psicossociais no trabalho e determinou a abertura de uma conciliação entre governo, empregadores e trabalhadores.

A decisão não suspende a norma. As empresas continuam obrigadas a identificar, avaliar e prevenir riscos à saúde mental no ambiente de trabalho; o que fica suspensa é apenas a aplicação de punições.

A medida atende a uma ação da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), que alega falta de critérios claros na norma para orientar empresas e fiscalizadores.

Durante os próximos 90 dias, o STF pretende buscar um acordo para tornar as regras mais objetivas. Depois desse prazo, o processo voltará ao ministro André Mendonça para nova análise.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu por 90 dias a aplicação de multas e outras punições previstas na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) relacionadas aos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

A decisão é provisória, vale para empresas de todo o país e foi tomada para permitir uma tentativa de conciliação entre representantes do governo, empregadores e demais envolvidos sobre como a norma deve ser aplicada.

Na prática, as empresas continuam obrigadas a identificar, avaliar e prevenir riscos psicossociais relacionados ao trabalho, como excesso de carga de trabalho, pressão constante, assédio e falhas na organização do trabalho.

O que fica suspenso, por enquanto, é a aplicação de multas e outras sanções relacionadas aos dispositivos da NR-1 que tratam dos riscos psicossociais. Com isso, os auditores-fiscais do trabalho não poderão aplicar punições pelo descumprimento dessas regras durante os próximos 90 dias.

A decisão atende a uma ação apresentada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen).

A entidade argumenta que a NR-1 não define de forma clara quais critérios devem ser seguidos pelas empresas para identificar, avaliar e gerenciar os chamados riscos psicossociais. Segundo a confederação, essa falta de objetividade pode gerar insegurança jurídica e levar à aplicação de multas sem regras claras.

A decisão também amplia os efeitos de uma liminar concedida no fim de maio à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que suspendia as punições apenas para as cerca de 130 mil empresas paulistas representadas pela entidade.

As mudanças na NR-1 entraram em vigor em 26 de maio deste ano. Na ocasião, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que, nos primeiros 90 dias de vigência da norma, a fiscalização teria caráter prioritariamente orientativo.

Agora, a liminar de Mendonça suspende, por mais 90 dias, a aplicação de multas e outras sanções relacionadas aos riscos psicossociais previstos na NR-1 (veja abaixo o que muda). A decisão do STF ocorre em meio a uma série de questionamentos judiciais sobre a atualização da norma.

Na segunda-feira (22), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) ajuizou uma ação no STF pedindo que a regulamentação estabeleça critérios objetivos e garanta segurança jurídica para empresas e trabalhadores.

Ao conceder a liminar, Mendonça afirmou que a inclusão dos riscos psicossociais na NR-1 é importante para proteger a saúde dos trabalhadores e acompanha uma preocupação crescente, no Brasil e no exterior, com os impactos do trabalho sobre a saúde mental.

No entanto, em uma análise preliminar, o ministro entendeu que ainda há dúvidas sobre quais condutas são exigidas das empresas e em quais situações elas podem ser punidas.

Por isso, determinou a abertura de uma conciliação no Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) do STF.

A expectativa é que, nesse período, governo, empregadores e demais participantes discutam formas de tornar as regras mais objetivas, sem reduzir a proteção à saúde mental dos trabalhadores. Ao fim da conciliação, o processo voltará ao relator para nova análise.

O g1 Advocacia-Geral da União (AGU), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Ministério Público do Trabalho (MPT), mas não havia recebido resposta até a última atualização desta reportagem.

André Mendonça concluiu voto sobre responsabilidade das redes sociais nesta quarta (5) — Foto: Gustavo Moreno/STF

As empresas continuam obrigadas a cumprir as diretrizes da NR-1 sobre prevenção de riscos psicossociais.Ficam suspensas, por 90 dias, multas, autuações e outras sanções baseadas nos dispositivos questionados da norma.Também ficam suspensas, durante esse período, punições que já tenham sido aplicadas com fundamento nesses dispositivos.A decisão é liminar e ainda será analisada pelo plenário do STF entre os dias 7 e 18 de agosto.

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entrou em vigor em maio deste ano, foi anunciada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em agosto de 2024 para incluir os riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais das empresas e permitir sua fiscalização.

Inicialmente, as novas regras passariam a valer em maio de 2025. Após pressão de entidades empresariais e sindicatos patronais, o governo adiou a entrada em vigor por um ano.

Mesmo depois do adiamento, representantes do setor produtivo defenderam um novo prazo para adaptação, alegando falta de clareza técnica sobre a aplicação da norma.

O Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho, por outro lado, afirmaram que houve tempo suficiente para debate e preparação das empresas. Em abril, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que não pretendia conceder um novo adiamento.

“Já houve uma prorrogação no ano passado e, neste momento, não há disposição para novo adiamento”, disse. Segundo o ministro, uma nova mudança só ocorreria com acordo entre empresas e representantes dos trabalhadores — o que não existe hoje.

Para orientar empresas e trabalhadores, o MTE publicou um Manual de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, um Guia sobre Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho e um documento de perguntas e respostas sobre a atualização da norma.

Em nota enviada ao g1 na época, o ministério esclareceu que nunca publicou uma norma suspendendo a aplicação de multas relacionadas à NR-1.

Segundo a pasta, o que passou a valer com a entrada em vigor da atualização foi o critério da dupla visita, previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), pelo qual a fiscalização prioriza ações de orientação, instrução e notificação das empresas antes da aplicação de penalidades, sem impedir medidas administrativas quando cabíveis.

Na prática, durante esse período, os auditores podem verificar documentos, procedimentos internos e medidas adotadas pelas empresas, além de orientar sobre eventuais adequações necessárias. Segundo o MTE, a fiscalização tem caráter prioritariamente pedagógico e preventivo.

O ministério reforça que a NR-1 continua obrigatória e que, após esse período inicial, empresas que permanecerem em situação de descumprimento poderão ser autuadas conforme os critérios previstos na legislação trabalhista.

A atualização da norma ocorre em meio ao agravamento dos problemas de saúde mental relacionados ao trabalho. Especialistas ouvidos pelo g1 consideram a medida urgente.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 840 mil pessoas morrem todos os anos no mundo por problemas de saúde ligados a riscos psicossociais no trabalho, como jornadas longas, assédio e insegurança no emprego.

No Brasil, o cenário também preocupa. No ano passado, o g1 revelou com exclusividade, com base em dados do Ministério da Previdência Social, que o Brasil já vivia uma crise de saúde mental, com o maior número de afastamentos por transtornos mentais em 10 anos, registrado em 2024.

Em 2025, o cenário não só se repetiu como se agravou: mais de meio milhão de afastamentos foram concedidos por transtornos mentais, estabelecendo um novo recorde.

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Governo vai obrigar que propagandas de bets incluam aviso de danos como as de bebidas alcoólicas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 09:44

Política Governo vai obrigar que propagandas de bets incluam aviso de danos como as de bebidas alcoólicas Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a pasta estuda outras medidas para limitar propagandas de bets durante o torneio, mas não deu detalhes sobre conteúdo. Por Alexandro Martello, Túlio Amâncio, Ana Flávia Castro, g1 e GloboNews — Brasília

O Ministério da Fazenda vai impor regras para a exibição de propagandas de casas de aposta, as chamadas bets, durante transmissões de jogos da Copa do Mundo de 2026.

Pela nova norma, qualquer propaganda de bet durante a Copa ou após a competição terá que incluir mensagens de conscientização no final da veiculação, em um formato semelhante às propagandas de bebidas alcóolicas.

Por exemplo: "jogue com responsabilidade", "apostas são atividades com riscos de perdas financeiras", "apostar pode causar dependência", "saiba quando apostar e quando parar", ou "aposta é assunto para adultos".

A determinação tem como base uma definição do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar).

As restrições estarão em vigor já na segunda fase da competição, que começa no domingo (28), segundo a Fazenda.

A seleção brasileira estreia no mata-mata contra o Japão na segunda-feira (29) às 14hFrança x Noruega e Espanha x Uruguai: veja os jogos de hoje e onde assistir

Segundo informações do Ministério da Fazenda obtidas pela GloboNews, as novas normas serão publicadas em formato de medida provisória (MP) da Presidência da República.

Em conversa com jornalistas reunidos em Pequim, nesta sexta-feira (26), o ministro Dario Durigan afirmou que a pasta ianda estuda outras medidas para limitar a quantidade de propaganda de apostas durante os jogos.

Na última sexta-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que o governo federal vai bloquear recursos de bets ilegais e enviar ao fundo de segurança pública, respeitando o processo legal.

O anúncio da medida ocorre no dia seguinte à realização de uma operação contra um esquema criminoso de movimentação bilionária por meio de bets ilegais (relembre mais aqui).

Brasil é o quinto maior mercado mundial de bets, segundo levantamento recente. — Foto: Getty Images via BBC

Segundo a instituição, as propagandas de apostas deverão ser veiculadas de forma socialmente responsável, por se tratar da divulgação de um serviço com restrições de uso e inadequado para determinados públicos.

O texto proíbe que as peças publicitárias, por meio de textos, imagens ou slogans, incentivem a prática de apostas, estimulem o jogo excessivo, a repetição contínua ou comportamentos considerados irresponsáveis.

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Volkswagen planeja cortar até 100 mil empregos, diz Financial Times

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/06/2026 08:44

Trabalho e Carreira Volkswagen planeja cortar até 100 mil empregos, diz Financial Times Se confirmado, o plano eliminará quase um em cada seis dos cerca de 625 mil empregos da empresa no mundo, tornando-se um dos maiores programas de demissão da história da indústria automobilística. Por Redação g1

A Volkswagen planeja cortar até 100 mil empregos e encerrar a produção em quatro fábricas na Alemanha, publicou o jornal inglês Financial Times nesta sexta-feira (26).

A medida marca uma intensificação do programa de corte de custos da companhia, pressionada pelo rápido avanço das montadoras chinesas no mercado global.

Se confirmado, o plano eliminará quase um em cada seis dos cerca de 625 mil empregos da empresa no mundo, tornando-se um dos maiores programas de demissão da história da indústria automobilística.

Se for implementado, o plano pode se tornar um dos maiores programas de demissão da história, superando os 74 mil empregos cortados pela General Motors nos anos 1990 e os 60 mil eliminados pela IBM em 1993.

A Volkswagen, sediada em Wolfsburg, já havia anunciado a intenção de eliminar 50 mil empregos na Alemanha até o fim de 2030 e reduzir em 500 mil veículos sua capacidade de produção no país.

Segundo uma fonte familiarizada com o plano, a nova proposta — revelada inicialmente pela revista alemã Manager Magazin — pode levar ao corte de mais 50 mil postos de trabalho, além do previsto anteriormente.

No passado, metas de redução de empregos na Volkswagen acabaram sendo suavizadas após negociações com os trabalhadores.

As novas medidas de reestruturação foram anunciadas logo após a venda da divisão de motores marítimos Everllence para a gestora americana Bain Capital, operação que deve render 7,4 bilhões de euros à companhia.

O presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, vem promovendo um enxugamento da estrutura do grupo para concentrar esforços no negócio principal de automóveis. A expectativa é que a empresa também venda outros ativos para reforçar o caixa, diante da pressão crescente sobre o setor.

No fim de 2024, a Volkswagen fechou um acordo histórico com os sindicatos para reduzir empregos e a capacidade de produção na Alemanha. Agora, a montadora afirma que as tarifas impostas pelos Estados Unidos, o conflito no Oriente Médio e o agravamento da situação no mercado chinês tornaram necessárias novas medidas.

Pelo plano anterior, a empresa fechou uma pequena fábrica em Dresden, no leste da Alemanha. Também busca um comprador para sua unidade em Osnabrück, cuja produção deve ser encerrada no próximo ano, e chegou a negociar a venda da fábrica com uma empresa ligada ao sistema de defesa antimísseis israelense Iron Dome.

A nova proposta prevê o fim da produção em outras quatro fábricas: as unidades da Volkswagen em Emden, Zwickau e Hanover, além da fábrica da Audi em Neckarsulm.

Blume já afirmou que fechar fábricas definitivamente não era sua opção preferida. Segundo ele, a empresa buscava soluções "inteligentes", como produzir nessas unidades modelos chineses da Volkswagen ou transferi-las para outras montadoras ou empresas do setor de defesa.

As montadoras europeias vêm perdendo espaço para as fabricantes chinesas, que responderam por quase 10% dos veículos novos vendidos na Europa nos cinco primeiros meses deste ano, segundo a associação europeia da indústria automobilística, Acea.

"Nunca o nível de risco foi tão alto", afirmou Blume aos acionistas durante a assembleia anual da Volkswagen, realizada na semana passada.

A empresa pretende economizar 6 bilhões de euros por ano até 2030 com a reestruturação e afirmou que a redução de custos continua sendo "a área em que há maior necessidade de ação".

A Volkswagen se recusou a comentar o novo plano ao Financial Times, cujos detalhes devem ser apresentados ao conselho de supervisão da companhia em 9 de julho.

"Os assuntos em questão são discutidos e aprovados pelos órgãos competentes de governança. Não vamos antecipar esse processo", afirmou a empresa.

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