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Com Neymar, Panini lança pacote com novas figurinhas para atualizar álbum da Copa do Mundo de 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 09:02

Guia de Compras Com Neymar, Panini lança pacote com novas figurinhas para atualizar álbum da Copa do Mundo de 2026 Pacote complementar traz 120 novas figurinhas de atletas convocados para o Mundial, incluindo Neymar, Manuel Neuer e Pau Cubarsí. Por Redação g1 — São Paulo

Os colecionadores do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 ganharam uma novidade nesta quinta-feira (11). A Panini abriu a pré-venda de um pacote complementar de figurinhas que permite atualizar a coleção com jogadores convocados após o lançamento inicial do álbum.

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Chamado de Update Set, o kit reúne 120 novos cromos. A maioria deles é dedicado a atletas que ficaram fora da versão original da coleção, mas acabaram incluídos nas listas finais das seleções classificadas para o Mundial.

Entre os nomes que passam a integrar o álbum estão o atacante Neymar, da Seleção Brasileira, o goleiro Manuel Neuer, da Alemanha, e o zagueiro Pau Cubarsí, da Espanha.

Segundo a Panini, o objetivo é oferecer aos colecionadores uma forma de manter a coleção alinhada às equipes que efetivamente disputarão a Copa do Mundo de 2026. O pacote inclui atletas que ganharam espaço nas seleções nacionais durante o ciclo preparatório para o torneio.

O Update Set está disponível em pré-venda no site da editora por R$ 119,90. O produto é composto por seis cartelas com 20 figurinhas cada, totalizando 120 cromos.

A iniciativa segue um modelo adotado pela empresa em grandes competições recentes, permitindo que o álbum reflita as mudanças ocorridas entre o lançamento da coleção e a divulgação das convocações oficiais das seleções.

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Se namorar no trabalho não é proibido, por que tanta gente ainda esconde a relação?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 05:51

Trabalho e Carreira Se namorar no trabalho não é proibido, por que tanta gente ainda esconde a relação? Embora a legislação não proíba romances entre colegas, muitos profissionais ainda evitam tornar a relação pública. Especialistas explicam por quê. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Em julho de 2025, flagrante de um CEO e uma executiva em show expôs relação reservada, reacendendo o debate sobre namoros no ambiente corporativo.

Embora a CLT não proíba relacionamentos entre colegas, profissionais escondem o namoro por medo de julgamentos e pela falta de políticas claras nas empresas.

A revelação pode alterar a percepção profissional do casal. Mulheres costumam enfrentar julgamentos mais severos sobre sua competência e conquistas após assumirem o romance.

Juridicamente, a intimidade é garantida pela Constituição Federal. As empresas não podem punir funcionários, mas têm direito de estabelecer regras de conduta profissional.

Relacionamentos amorosos entre colegas não são proibidos pela legislação trabalhista brasileira. — Foto: Pexels

Era julho de 2025. Durante um show do Coldplay, as câmeras do estádio flagraram um CEO e uma executiva de uma empresa de tecnologia juntos na plateia. Ao perceberem que estavam aparecendo nos telões, os dois tentaram se esconder.

Nos dias seguintes, o episódio dominou conversas nas redes sociais, nos escritórios e até fora deles. Segundo reportagens publicadas posteriormente, os dois viviam processos de separação de seus respectivos parceiros naquele período.

O caso expôs um relacionamento que vinha sendo mantido de forma reservada e chamou atenção para uma situação comum no mundo corporativo: relacionamentos que existem, mas permanecem fora do radar de colegas e, às vezes, da própria empresa. 🤐

No Brasil, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não proíbe relacionamentos amorosos entre funcionários da mesma empresa. Ainda assim, manter o namoro em sigilo, pelo menos nos primeiros meses, continua sendo uma escolha comum entre muitos casais.

💭 Mas o que explica esse comportamento? O receio está apenas nas fofocas e nos julgamentos dos colegas? Ou há motivos mais profundos para manter um relacionamento em segredo?

O problema não está na leiO que diz a legislaçãoO que as empresas podem regularQuando há diferença de cargosO desafio que vai além do romanceComo equilibrar amor e carreira

À primeira vista, pode parecer contraditório. Se a legislação brasileira não proíbe relacionamentos entre colegas de trabalho, por que tantas pessoas ainda têm receio de assumir a relação? Para a presidente da ABRH-SP e CEO da Umanni, Eliane Aerea, a resposta está menos na legislação e mais na cultura das organizações.

"Esse medo vai além da questão legal e está ligado à cultura corporativa e à forma como as organizações funcionam", afirma.

Ao tornar um relacionamento público, muitos profissionais passam a se perguntar se continuarão sendo avaliados apenas pelo desempenho ou se a vida pessoal passará a influenciar a forma como são vistos por colegas e líderes.

"As pessoas temem que o relacionamento ofusque suas competências técnicas e suas entregas. Há o medo do julgamento dos pares, do surgimento de fofocas e, principalmente, de que a relação seja interpretada como um potencial conflito de interesses", explica.

Na avaliação da especialista, a insegurança está ligada à possibilidade de que o relacionamento mude a forma como a trajetória profissional será vista dali em diante. Em muitos casos, essa preocupação aumenta quando não existem regras claras.

"Muitas empresas ainda não têm políticas transparentes sobre o tema. Quando não existe uma orientação clara, o espaço é ocupado pelo medo de retaliações silenciosas, como perder oportunidades de promoção ou ser isolado pelos colegas."

Uma das principais preocupações de quem assume um relacionamento no trabalho é perder o controle sobre a forma como será visto pelos colegas. Antes de a relação se tornar conhecida, as interações costumam ser vistas apenas sob a ótica profissional.

🔓 Depois disso, o cenário pode mudar. Conversas reservadas passam a chamar atenção, almoços juntos despertam curiosidade, reuniões ganham novas interpretações e até situações rotineiras podem ser vistas de outra forma, explica Eliane.

Em outras palavras, dois profissionais passam a ser vistos também como um casal. Com isso, comportamentos comuns podem ganhar interpretações diferentes. O resultado é uma sensação de vigilância constante, o que ajuda a explicar por que muitos relacionamentos permanecem em segredo por tanto tempo.

"Qualquer discordância técnica em uma reunião pode ser interpretada como uma briga de casal. Já a concordância pode ser ser vista como favorecimento", afirma a especialista.

Segundo Eliane, um dos receios mais comuns é que conquistas deixem de ser atribuídas ao desempenho profissional e passem a ser associadas ao relacionamento. Essa preocupação é ainda maior quando um dos parceiros é promovido, assume uma função estratégica ou passa a liderar projetos importantes.

"Se um dos parceiros é promovido ou recebe um projeto importante, o casal teme que os colegas atribuam o sucesso ao relacionamento, e não ao mérito", afirma a presidente da ABRH-SP.

Por isso, muitos casais optam por manter a relação reservada até que ela esteja mais consolidada. A decisão não serve apenas para preservar a privacidade, mas também para proteger a reputação profissional.

Embora esses receios possam atingir qualquer profissional, eles nem sempre afetam homens e mulheres da mesma forma, destaca a presidente da ABRH-SP.

♀️ Segundo a especialista, mulheres em relacionamentos no ambiente corporativo costumam enfrentar julgamentos mais severos sobre sua competência, credibilidade e desempenho.

Na prática, isso significa que promoções, aumentos salariais e novas responsabilidades podem ser recebidos com mais desconfiança quando envolvem mulheres.

"Esse viés de gênero é uma realidade que as organizações precisam reconhecer e combater ativamente."

Além disso, quando um relacionamento começa, poucas pessoas pensam em como ele pode terminar, lembra Eliane. Diferentemente de outros casais, colegas de trabalho não podem simplesmente se afastar após uma separação. Eles continuam compartilhando reuniões, projetos, metas e, muitas vezes, o mesmo espaço físico.

Por isso, um relacionamento no trabalho costuma ser encarado com mais cautela. O receio não está apenas na relação em si, mas nos impactos que um eventual término pode trazer para a dinâmica profissional, especialmente quando os dois atuam na mesma equipe ou dependem um do outro para executar tarefas, analisa Eliane.

Apesar das preocupações, especialistas reforçam que relacionamentos amorosos entre colegas não são proibidos pela legislação trabalhista brasileira.

A advogada trabalhista Cristina Pena explica que a intimidade e a vida privada são direitos garantidos pela Constituição Federal. Por isso, uma empresa não pode impedir que funcionários mantenham um relacionamento.

"Proibir as pessoas de se apaixonarem é inconstitucional. Fere os direitos fundamentais da personalidade", afirma.

Na prática, isso significa que o relacionamento, por si só, não pode justificar punições ou demissões. Também não existe obrigação legal de comunicar o namoro à empresa, salvo situações específicas previstas em políticas internas relacionadas a conflitos de interesse.

Embora não possam proibir relacionamentos, as empresas podem estabelecer regras de convivência no ambiente de trabalho.

Segundo a advogada trabalhista Ana Gabriela Burlamaqui, essas normas devem tratar do comportamento profissional, e não da vida privada.

As organizações podem limitar demonstrações públicas de afeto durante o expediente, criar mecanismos para evitar conflitos de interesse e estabelecer protocolos para relacionamentos com diferença hierárquica.

Se relacionamentos entre colegas já atraem atenção, o cenário se torna mais delicado quando existe diferença hierárquica.

Nesses casos, a principal preocupação não é o relacionamento em si, mas a percepção de justiça nas decisões. Promoções, avaliações e distribuição de oportunidades precisam continuar sendo vistas como imparciais.

Segundo a presidente da ABRH-SP, esse tipo de situação exige atenção redobrada de líderes e do setor de recursos humanos.

"Nesses cenários, é fundamental haver comunicação clara, transparência e critérios objetivos para as decisões."

Existe ainda um aspecto menos visível nessa discussão. Em empresas que lidam com informações estratégicas, projetos confidenciais ou dados sensíveis, relacionamentos exigem cuidados adicionais. Segundo Eliane, o tema também envolve questões de confidencialidade.

Quando duas pessoas mantêm um relacionamento e atuam em áreas relacionadas, cresce a necessidade de respeitar acordos de sigilo e protocolos internos.

O objetivo não é impedir relações pessoais, mas garantir que informações estratégicas continuem protegidas.

Para a presidente da ABRH-SP, a ideia de separar completamente vida pessoal e profissional não corresponde à realidade.

"Somos seres integrais. A separação absoluta entre vida pessoal e profissional é um mito."

Para ela, o desafio está em estabelecer limites saudáveis. Isso exige maturidade emocional, boa comunicação e acordos claros entre o casal.

Uma recomendação comum é evitar levar problemas pessoais para o trabalho e impedir que questões profissionais dominem a vida fora dele.

A especialista também destaca a importância de ambientes organizacionais mais seguros. Em vez de proibir relacionamentos, as empresas podem investir em políticas claras, critérios transparentes e uma cultura que valorize resultados.

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Por que o PIX incomodou gigantes globais e gerou uma disputa silenciosa no mercado?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 04:44

g1 explica Por que o PIX incomodou gigantes globais e gerou uma disputa silenciosa no mercado? No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

O PIX entrou na mira do governo dos Estados Unidos em meio a discussões sobre o impacto do sistema brasileiro de pagamentos no mercado financeiro. O serviço permite transferências instantâneas e gratuitas, sem a necessidade de intermediários.

A expansão do PIX reduziu a participação de empresas que lucram com taxas cobradas em operações financeiras, como pagamentos com cartão. O setor é dominado por grandes companhias globais, muitas delas americanas.

Mas, além da disputa econômica, o debate envolve questões ideológicas e estratégicas. Por ser uma infraestrutura pública criada pelo Estado e amplamente adotada pela população, o PIX é apontado como um exemplo de alternativa aos sistemas tradicionais de pagamento e às redes financeiras que concentram parte do fluxo global de transações.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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Dia dos Namorados nasceu para você comprar mais: conheça a história da data no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 04:44

Trabalho e Carreira Dia dos Namorados nasceu para você comprar mais: conheça a história da data no Brasil Criada por um publicitário paulistano, a data foi inspirada na véspera de Santo Antônio e transformou os hábitos de consumo dos brasileiros. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Entre buquês, presentes e declarações apaixonadas, o Dia dos Namorados parece girar apenas em torno do amor. Mas sua origem no Brasil revela um objetivo bem mais prático: movimentar o comércio.

A data, comemorada em 12 de junho, foi criada em 1948 como uma estratégia de marketing para aumentar as vendas em um dos meses mais fracos do mercado.

O publicitário João Dória, pai do ex-governador de São Paulo João Doria Jr., criou a data a pedido de uma loja que queria melhorar os resultados, segundo a Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP).

Além de ser uma época de vendas fracas, o dia 12 de junho foi escolhido por ser véspera do Dia de Santo Antônio, conhecido na cultura popular como o santo casamenteiro.

A primeira campanha publicitária que lançou a data no Brasil usava o slogan: "Não é só com beijos que se prova o amor!".

"Foi uma ideia muito legal porque está intimamente ligada ao negócio. Segundo pesquisas, seis em cada 10 brasileiros acham a data importante", afirma o Antônio Fadiga, vice-presidente da ABAP.

A ideia deu certo, e logo outros lojistas aderiram à campanha. Hoje, o Dia dos Namorados é a terceira data mais importante para o comércio no Brasil, de acordo com o Sebrae.

Apesar de ser uma celebração importante para o comércio, o governo federal não considera a data feriado nem ponto facultativo.

É interessante notar que, em outros países, o dia para celebrar o amor é em fevereiro: o Valentine's Day.

O Dia dos Namorados foi criado para impulsionar as vendas durante o mês de junho — Foto: Arquivo Pessoal

A data escolhida para comemorar o Dia dos Namorados foi a véspera da celebração de Santo Antônio, famoso por ser o santo casamenteiro.

Santo Antônio, também conhecido como Santo Antônio de Lisboa, nasceu em 1195, em Portugal, e tem forte ligação com a Igreja no Brasil. Segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ele é padroeiro ou titular de três arquidioceses e 11 dioceses.

Ele ficou conhecido como santo casamenteiro porque, segundo relatos, ajudou uma jovem de Nápoles, no sul da Itália, que queria se casar, mas não tinha dinheiro para o dote, explica o padre Elílio de Faria Matos Júnior, da Arquidiocese de Juiz de Fora (MG).

Segundo o padre, Santo Antônio entregou à jovem um bilhete para que ela desse a um comerciante. No bilhete, ele pedia que o comerciante desse à moça moedas de prata com o mesmo peso do papel.

"Julgando irrisório o peso do papel, o comerciante aceitou, mas, quando colocou o bilhete num dos pratos da balança, foi preciso colocar no outro 400 escudos de prata”, contou o padre, em entrevista ao g1.

Foi então que, conforme a crença católica, o comerciante se lembrou de que havia prometido esse valor ao santo. Assim, a jovem recebeu a quantia e pôde se casar.

Desde então, muitos fiéis pedem a ajuda de Santo Antônio para casar, fazendo simpatias como colocá-lo de cabeça para baixo, tirar o menino Jesus de seus braços ou procurar sua imagem em bolos, entre outras promessas.

Ex governador de São Paulo publicou um homenagem ao pai, criador do Dia dos Namorados no Brasil — Foto: Instagram/ Reprodução

Nos Estados Unidos e na Europa, o equivalente ao Dia dos Namorados é o Valentine's Day (Dia de São Valentim), celebrado em 14 de fevereiro.

Existem várias histórias sobre a origem da data, mas a mais conhecida é a do bispo Valentim, que, no século III, no Império Romano, realizava casamentos mesmo com a proibição do imperador.

Na época, por causa das guerras, o imperador Cláudio II proibiu os casamentos, acreditando que homens solteiros eram melhores soldados. Mesmo assim, o bispo Valentim continuou realizando cerimônias e, ao ser descoberto, foi condenado.

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Copa do Mundo faz bares faturarem até 76% mais, mas prejudica outros negócios

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 12/06/2026 04:44

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Copa do Mundo faz bares faturarem até 76% mais, mas prejudica outros negócios Com os brasileiros mudando a rotina durante os jogos, alguns setores registram alta nas vendas enquanto outros enfrentam queda no movimento e precisam adaptar estratégias. Por PEGN

A Copa do Mundo não movimenta apenas torcedores, mas também o consumo. Durante o torneio, alguns setores ganham vantagem e registram crescimento expressivo nas vendas, enquanto outros enfrentam queda no fluxo de clientes.

Bares e restaurantes estão entre os principais beneficiados. O faturamento pode crescer até 76%, impulsionado pelo hábito do brasileiro de transformar o jogo em encontro e o encontro em consumo, segundo um estudo do Data-Makers.

O setor de alimentação fora do lar costuma se destacar durante a Copa por reunir grupos para assistir às partidas.

Para ampliar o faturamento, a estratégia passa por investir na experiência, combinando ambiente, serviço e oferta de produtos. Entre as ações mais comuns estão:

📽️ transmissão com telões e som de qualidade🌭 criação de combos e promoções temáticas🌮 cardápios inspirados nos jogos ou nas seleções📋planejamento de entregas antes do início das partidas

A lógica é simples: atrair o cliente antes do apito inicial e mantê-lo consumindo ao longo do jogo.

Supermercados e lojas de conveniência se beneficiam com o aumento do consumo dentro de casa. Os chamados “kits torcida”, com alimentos e bebidas, ganham força nesse período.

Além disso, a Copa impulsiona a venda de itens como televisores, smartphones, móveis e produtos temáticos, como camisas da seleção e bandeiras. Em jogos decisivos, esses itens costumam registrar picos de demanda.

Nem todos os segmentos se beneficiam. Parte do varejo físico, especialmente lojas de rua e shoppings, pode enfrentar queda no fluxo de clientes durante as partidas.

Isso ocorre porque o consumidor direciona sua atenção quase exclusivamente aos jogos, deixando compras e serviços para outros momentos.

Dados indicam que o ticket médio pode subir até 69,2% nas duas horas que antecedem os jogos, mas cai 61,3% com o início das partidas. Isso reforça a importância de antecipar o consumo.

Negócios que tendem a perder movimento podem adaptar a oferta para redistribuir a demanda ao longo do dia. Algumas alternativas incluem:

oferecer descontos ou benefícios em horários alternativosincentivar compras antecipadasvender créditos para consumo futuro, com bônus ao cliente

Ainda segundo dados do Data-Makers, cerca de 86% dos brasileiros devem usar redes sociais enquanto assistem aos jogos, o que transforma essas plataformas em canais estratégicos de comunicação.

Empresas podem aproveitar esse comportamento para publicar conteúdos em tempo real, reagir a lances e engajar o público enquanto o jogo acontece. Ter materiais preparados com antecedência ajuda a ganhar agilidade.

⚠️ Empresas não podem utilizar símbolos ou logotipos da FIFA sem autorização. A recomendação é investir em referências indiretas, como cores e elementos ligados ao universo do futebol, evitando riscos legais.

Há 1 hora Copa do Mundo Adeus ao tricampeão 🖤Campeão mundial em 70, ex-zagueiro Brito morre aos 86 anos no Rio

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Banqueiro é acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF.

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Há 6 horas Economia VALDO: como crise entre Alcolumbre e Lula impulsiona pautas-bombaHá 6 horasLoterias 🍀🍀🍀

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Anthropic ou OpenIA: quem ganhará disputa trilionária?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 03:45

Tecnologia Anthropic ou OpenIA: quem ganhará disputa trilionária? Egos, trilhões e poder computacional: a disputa entre gigantes da inteligência artificial esquenta, enquanto empresas correm para liderar abertura de capital na bolsa de valores e captar ainda mais recursos. Por Deutsche Welle

Sam Altman e Dario Amodei: qual CEO sairá na frente na corrida de Wall Street? — Foto: Jens Schicke/IMAGO/Julien De Rosa/AFP via DW

Poderia ser um roteiro de Hollywood, mas é real. Dois nerds ambiciosos que, com estratégias duras e muita persistência, disputam a supremacia na Inteligência Artificial (IA).

Também não faltam reviravoltas. Dario Amodei, chefe da Anthropic, criadora do Claude, recentemente pediu uma pausa no desenvolvimento da IA, alertando que os humanos poderiam perder o controle.

E isso poucos dias após apresentar à autoridade reguladora dos mercados americanos, a SEC, documentos para abrir o capital da empresa na bolsa (IPO).

Assim, os criadores do Claude saem na frente dos responsáveis pelo ChatGPT, da OpenAI, que só anunciaram sua estreia em Wall Street e submeteram a documentação necessária uma semana depois.

O momento parece favorável. As bolsas estão em alta e a IA está em evidência. Além disso, a Anthropic é avaliada atualmente em 965 bilhões de dólares, enquanto a OpenAI chega a 852 bilhões.

Um IPO poderia levar ambas ao grupo das empresas trilionárias — algo que hoje apenas gigantes como Nvidia, Apple, Alphabet, Amazon, Meta e Tesla alcançaram. Para comparação, a maior empresa alemã atualmente, a Siemens, vale cerca de 230 bilhões de dólares.

A consultoria Gartner estima que os gastos globais com inteligência artificial continuarão crescendo fortemente, ultrapassando US$ 2,5 trilhões já neste ano.

A maior parte desses investimentos está na infraestrutura de IA, sobretudo na construção e aluguel de grandes data centers, responsáveis por fornecer o poder computacional necessário.

Até agora, Anthropic e OpenAI captaram recursos por meio de rodadas de investimento, nas quais empresas e fundos apostam em startups com potencial de crescimento.

Segundo o analista Harrison Rolfes, da PitchBook, a OpenAI já arrecadou US$ 185,9 bilhões desde sua fundação, enquanto a Anthropic captou US$ 126,8 bilhões.

Para muitos especialistas financeiros, a Anthropic tem melhores perspectivas no mercado. "A Anthropic tem a melhor história para um IPO — e são sobretudo os números que convencem", afirma Rolfes.

A empresa deve faturar cerca de 47 bilhões de dólares neste ano, contra 30 bilhões da OpenAI, mesmo tendo captado menos recursos. Outro fator é o foco no mercado corporativo.

"Mais de mil empresas já gastam mais de um milhão de dólares por ano com a Anthropic", destaca o analista.

Já a OpenAI domina o segmento de consumidores com o ChatGPT, que tem mais de 900 milhões de usuários semanais — mas a maioria utiliza o serviço gratuitamente.

Pedro Domingos, professor emérito de ciência da computação da Universidade de Washington, concorda.

"A Anthropic está mais avançada nos serviços para empresas, e é daí que virá a maior parte do dinheiro. Mas isso pode mudar rapidamente". Segundo ele, a empresa tem mais demanda, mas menos capacidade computacional.

Claude costuma ser mais usado por empresas e ChatGPT, por usuários privados — Foto: Matteo Della Torre/NurPhoto/picture alliance via DW

A rivalidade também envolve grandes egos. Em 2021, Dario Amodei deixou a OpenAI por discordar da direção sob Sam Altman — excessivamente focada em dinheiro e insuficiente em responsabilidade.

Amodei também impôs limites quanto ao uso militar: o Claude não deveria ser utilizado para vigilância em massa nem sistemas de armas automatizados.

Isso levou o Pentágono a classificar a Anthropic como "risco de segurança na cadeia de fornecimento" — uma medida drástica, normalmente aplicada a empresas estrangeiras.

Sam Altman tenta ocupar esse espaço: a OpenAI planeja fornecer software ao Pentágono. Com isso, sua empresa vem assumindo cada vez mais o papel de "vilã" na disputa — algo irônico, considerando que a OpenAI foi fundada em 2015 com a missão de desenvolver IA de forma ética e responsável.

Especialistas acreditam que a postura de Amodei também tem um componente de marketing. Para Domingos, o sucesso rápido e a pressão crescente podem abalar a imagem da Anthropic como "a empresa do bem".

"Decisões difíceis virão, e alguns funcionários podem sair decepcionados — como aconteceu quando Amodei e outros deixaram a OpenAI".

Segundo Domingos, o objetivo final das empresas é desenvolver a chamada Inteligência Artificial Geral (AGI, na sigla em inglês), capaz de realizar qualquer tarefa cognitiva humana. "Quem chegar lá primeiro terá uma vantagem praticamente impossível de alcançar".

Ainda assim, Rolfes relativiza: "Chegar primeiro não significa vencer. Para lucrar de verdade com IA, é preciso adoção ampla, confiança das empresas e boas margens".

No fim das contas, diz ele, a disputa será decidida por qual tecnologia será adotada pelas maiores empresas do mundo.

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Veja como ficam os horários dos bancos nos dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa de 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 03:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%Oferecido por

Torcedores apoiam a seleção brasileira em Cleveland antes de amistoso com o Egito — Foto: Reuters

Os bancos poderão adotar horário especial de atendimento nos dias em que os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 coincidirem com o expediente das agências.

A medida também vale para postos de atendimento bancário e tem como objetivo adequar o funcionamento das instituições aos horários das partidas.

Na primeira fase do torneio, porém, os jogos do Brasil estão marcados para 19h e 21h30 (horário de Brasília), após o encerramento do atendimento ao público na maior parte das instituições financeiras.

Caso a Seleção avance para fases com partidas disputadas durante o horário comercial, os bancos poderão operar com expediente reduzido.

Jogo às 14h: atendimento das 9h às 12h;Jogo às 16h: atendimento das 10h às 14h;Jogo às 17h: atendimento das 10h às 15h.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as agências que já abrem às 9h manterão esse horário de início de atendimento. Já postos bancários instalados em locais especiais, como shopping centers e aeroportos, poderão ter horários diferentes, que serão informados diretamente por cada estabelecimento.

A entidade recomenda que os clientes se programem com antecedência para realizar operações que dependam de atendimento presencial.

"O recomendação é que os clientes se programem com antecedência para realizar operações que exigem atendimento presencial e, sempre que possível, utilizem os canais digitais, que estarão disponíveis normalmente e oferecem conveniência, agilidade e segurança", afirma Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban.

Aplicativos, internet banking, centrais remotas de atendimento e salas de autoatendimento seguirão operando normalmente, de acordo com as regras de cada instituição. O PIX também continuará disponível 24 horas por dia, inclusive durante as partidas da Seleção.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Orçamento paralelo: TCU investiga uso de ‘dinheiro esquecido’ de trabalhadores nos bancos para o Desenrola 2.0

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 02:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%Oferecido por

O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga a transferência, pelo governo, do dinheiro esquecido nos bancos para um fundo que está sendo usado para garantir as operações do Desenrola 2.0 — programa de renegociação de dívidas lançado em um ano eleitoral.

Até o momento, já foram transferidos R$ 5,7 bilhões ao chamado Fundo de Garantia de Operações (FGO), um fundo privado no qual o governo também realiza aportes, que vai garantir a renegociação das dívidas dos trabalhadores.

➡️ Técnicos do tribunal apuram o uso de recursos para programas federais por fora do orçamento público.

Por não passar pelo orçamento da União, os recursos não estão dentro dos limites de gastos que têm de ser obedecido. Pelas regras, os gastos não podem crescer mais de 2,5% ao ano (acima da inflação).Se fosse incluído formalmente no orçamento, e consequentemente no limite de gastos, o governo teria de bloquear igual montante em outras despesas livres (discricionárias), aumentando as dificuldades em um ano eleitoral.No mês passado, o governo informou que, justamente para obedecer ao limite de despesas existente, R$ 23,7 bilhões do orçamento dos ministérios já foram bloqueados neste ano.A limitação de recursos já está afetando áreas importantes, como atividades de fiscalização, investimentos em tecnologia e a prestação de serviços à população, como as agências reguladoras.

➡️A auditoria avalia o tratamento contábil, orçamentário e financeiro conferido aos valores por força da lei 14.973, de 2024, que determina que, decorrido o prazo de resgate pelos trabalhadores, os recursos deveriam passar diretamente aos cofres públicos.

➡️A lei diz que os depósitos deveriam ser "apropriados pelo Tesouro Nacional como receita orçamentária primária e considerados para fins de verificação do cumprimento da meta de resultado primário prevista na respectiva lei de diretrizes orçamentárias".

🔎Esse trecho da lei, porém, foi revogado pela Medida Provisória do Desenrola 2.0, que está em vigor. Uma vez publicadas pelo governo, medidas provisórias têm força de lei. Entretanto, elas têm de passar, posteriormente, pela análise e confirmação do Congresso Nacional, que pode alterá-las.

➡️Questionado pelo g1 se o uso dos recursos dos trabalhadores sem trânsito formal pelo orçamento para uma política pública em um ano eleitoral não configura desrespeito à lei, o Ministério da Fazenda informou que esses são "valores estritamente privados e que manterão essa condição mesmo após sua transferência ao FGO [fundo que garante as operações do Desenrola 2.0]".

"Importa notar que o Desenrola 2.0 compreende uma iniciativa do governo federal em parceria com o setor privado, sendo que as renegociações de dívidas inadimplentes também interessam às instituições financeiras participantes na medida em que aumentam as perspectivas de reembolso sobre empréstimos que, em geral, possuíam baixa capacidade de recuperação ou já estavam totalmente provisionados", acrescentou o Ministério da Fazenda.

O TCU concluiu no início de junho um processo sobre a realização de despesas públicas por meio de recursos que não transitam diretamente pelo orçamento da União, algo que, segundo o tribunal, "pode acarretar a perda de credibilidade e de transparência da gestão orçamentária e fiscal da União".

Retenção pela Petróleo Pré-Sal S.A. (PPSA) de parte de sua receita para funcionamento da empresa pública federal, antes do repasse ao fundo social. O TCU determinou que os pagamentos sejam realizados em "plena consonância com o arcabouço jurídico-normativo que rege as finanças públicas, em especial os princípios orçamentários da Unidade".Programa gás do povo: TCU questionou a utilização de recursos fora do orçamento, numa operação intermediada pela Caixa Econômica Federal. Após críticas do presidente do tribunal no ano passado, o governo incorporou os gastos da política formalmente dentro da peça orçamentária em 2026.Multas ambientais do Ibama: TCU investigou a conversão de multas ambientais em serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente quando o autuado executa o projeto, ou são destinados a outros projetos aprovados. O tribunal determinou que o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente "adotem medidas para garantir que os recursos oriundos da conversão de multas na modalidade indireta observem o rito orçamentário e financeiro da União".Honorários advocatícios da AGU: TCU questionou o pagamento de "honorários de sucumbência" pela parte derrotada a um Conselho Curador, que repassa os valores aos servidores públicos por fora do orçamento federal. No ano passado, foram pagos mais de R$ 6 bilhões. O tribunal registrou o risco de os recursos se tornarem um "orçamento paralelo e sem controle para a execução de despesas que não possuem qualquer relação com a remuneração de servidores públicos", mas observou que o caso está sendo tratado em outra processo. Com isso, não tomou decisão. Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (IFES) de Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs): TCU criticou a possibilidade de realizar despesas custeadas com receitas próprias e recursos de convênios e conclui que brechas legais e operacionais, embora legalmente amparadas, fragilizam o controle e a transparência das despesas públicas, e determinou medidas para aumentar a transparência dessas operações.Contas vinculadas às concessões de serviços públicos: questiona porque somente 25% do valor da outorga da privatização de parte da BR-040 foi para o Tesouro Nacional, sendo os 75% restantes alocados em conta vinculada à concessão, sob gestão indireta da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Há um processo sobre isso em análise, sem decisão de mérito.

Nesta semana, o TCU aprovou com ressalvas as contas do governo em 2025. Entre os pontos com restrições, está justamente a destinação de recursos administrados pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) por fora do orçamento da União.

O Ministério da Fazenda, por sua vez, afirmou que essas operações "foram implementadas seguindo a legislação e entendimentos jurídicos vigentes".

"De todo modo, o Ministério da Fazenda respeita as orientações do Tribunal com o objetivo de aumentar a transparência sobre a condução das respectivas políticas públicas e apoiará sua efetivação, naquilo que couber em suas competências regimentais", acrescentou o Ministério da Fazenda.

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Trilionário? Fortuna de Elon Musk pode superar riqueza de 46% da população mundial após IPO da SpaceX

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 00:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%Oferecido por

O bilionário Elon Musk será mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial — cerca de 3,8 bilhões de pessoas — com a entrada de sua empresa aeroespacial e de inteligência artificial (IA), a SpaceX, no mercado de ações, segundo análise publicada nesta quinta-feira (11) pela ONG humanitária Oxfam.

A fortuna pessoal de Musk, como proprietário da rede social X, deverá ultrapassar 1 trilhão de dólares com a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da SpaceX, que o tornará o primeiro trilionário do mundo.

Para se ter uma ideia, se Musk gastasse 1 milhão de dólares por dia, levaria 2.740 anos para gastar 1 trilhão de dólares, supondo que esse valor não rendesse nenhum juro.

"Essa concentração extrema de riqueza é sintomática de décadas de políticas pró-bilionários que lhes permitiram ditar as regras econômicas a seu favor", afirmou a Oxfam em nota.

Nabil Ahmed, diretor sênior de justiça econômica da Oxfam América, disse que a ascensão do magnata ao status de trilionário "é um novo marco para a oligarquia e um dia sombrio para a democracia".

"Musk será um trilionário apoiado pelo governo, cuja fortuna foi impulsionada por uma era de políticas públicas regressivas", enfatizou a Oxfam. O relatório observou que um trilhão de dólares "nas mãos de um só homem" é incompatível com a ideia de "uma economia acessível e uma democracia saudável", visto que "a desigualdade econômica gera desigualdade política".

Em seu relatório, a Oxfam destacou que um imposto de 10% sobre a fortuna estimada em um trilhão de dólares de Musk poderia eliminar a pobreza extrema no mundo por um ano, aliviando as vidas de mais de 800 milhões de pessoas. E ele ainda seria um dos dez bilionários mais ricos do mundo mesmo se doasse 100 dólares para cada pessoa no planeta.

Elon Musk e Donald Trump em conversa com jornalistas no Salão Oval em fevereiro — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de arquivo

A organização ressalta que grande parte da fortuna de Musk se baseia não apenas no apoio governamental que recebeu no passado, mas também no fato de que, durante seu período no governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ele "supostamente se aproveitou da situação para proteger e aumentar" essa riqueza.

A SpaceX obtém um quinto de sua receita do governo federal dos EUA, diz o relatório, acrescentando que sua IPO "encherá os bolsos" de funcionários da administração republicana, bem como de empresas de capital de risco, indivíduos com conexões políticas e altos executivos da empresa.

A empresa programou para esta sexta-feira a maior IPO da história, superando o recorde estabelecido pela petrolífera saudita Aramco em 2019.

Com essa operação, sua capitalização de mercado poderá chegar a aproximadamente 1,77 trilhão de dólares, o que a deixará entre as dez maiores empresas de capital aberto do mundo, mas ainda atrás de Nvidia, Apple, Alphabet (Google), Microsoft e Amazon.

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SpaceX vale US$ 1,75 trilhão? Os riscos por trás do IPO mais aguardado do mercado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 00:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%Oferecido por

A SpaceX estará no centro das atenções dos mercados financeiros com sua estreia na bolsa de valores nesta sexta-feira (12/06). A empresa de foguetes, satélites e inteligência artificial (IA) liderada por Elon Musk planeja arrecadar até US$ 75 bilhões (R$ 388 bilhões) com a venda de quase 555,6 milhões de ações a US$ 135 cada.

A empresa pode bater o recorde de maior Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) da história, desbancando a posição que era da gigante do petróleo Saudi Aramco, que, em 2019, abriu seu capital e arrecadou US$ 26 bilhões.

A SpaceX pode ainda se tornar a sétima maior empresa de capital aberto dos EUA. Como apenas 4% de seu capital social estará disponível, a avaliação total seria de impressionantes US$ 1,8 trilhão.

A SpaceX pretende usar os recursos da IPO para financiar seus projetos ambiciosos, como a instalação de data centers de IA no espaço e missões a Marte.

Fundada em 2002, a SpaceX fez, ao longo dos anos, avanços significativos em tecnologias espaciais, como foguetes reutilizáveis, emergindo como a principal provedora de serviços de lançamento do mundo. O objetivo final da empresa é colonizar Marte e estabelecer uma civilização no planeta vermelho.

Mais perto da Terra, a SpaceX opera a Starlink, uma enorme rede de cerca de 8 mil satélites, que oferece serviços de internet banda larga para consumidores, governos e clientes corporativos. A Starlink é atualmente o único negócio lucrativo da empresa.

No início do ano, a SpaceX expandiu para a inteligência artificial ao se fundir com a xAI, que Musk criou em 2023 para desafiar empresas do setor como a OpenAI, criadora do ChatGPT, e a Anthropic.

Musk almeja instalar gigantescos data centers no espaço movidos a energia solar e utilizar o frio vácuo do espaço para resfriamento sem custos, o que permitiria que as instalações contornassem as restrições energéticas e de temperatura que enfrentam na Terra.

Em seu prospecto de IPO, a SpaceX destacou um mercado potencial de US$ 28,5 trilhões para seus produtos, por estar em posição única para oferecer serviços integrados de IA e internet baseados no espaço.

Essa avaliação altíssima gera, no entanto, preocupações, principalmente pelo fato de a empresa ser deficitária. No ano passado, a SpaceX faturou US$ 18,7 bilhões, mas registrou um prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões. A empresa afirmou que não espera se tornar lucrativa tão cedo. Ela também possui uma dívida considerável, que chegou a cerca de US$ 29 bilhões no final de março.

Levando-se em conta seus dados financeiros, a SpaceX seria avaliada em cerca de 94 vezes sua receita anual, um prêmio enorme em relação às ações de grandes empresas de tecnologia altamente lucrativas, como Apple, Alphabet ou Nvidia.

Após avaliar as finanças da SpaceX, a Morningstar, uma empresa de serviços financeiros com sede nos EUA, avaliou a empresa em US$ 780 bilhões – um valor significativamente menor do que o da avaliação da IPO de US$ 1,8 trilhão.

A empresa afirmou que a perspectiva para a SpaceX é "muito incerta" e que o sucesso dependerá de a plataforma de IA orbital da empresa funcionar e oferecer vantagens significativas em termos de custos operacionais em comparação com a computação terrestre.

O interesse dos investidores, tanto individuais quanto institucionais, parece enorme, com relatos recentes sugerindo que a IPO já está com demanda superior à oferta. Muitos apoiadores de Musk citam como razões para investir a visão do bilionário para a SpaceX e seu sucesso em transformar a Tesla em uma gigante global dos setores automotivo e tecnológico.

A maioria das IPOs oferece apenas cerca de 5% a 10% do total da oferta para investidores individuais, de acordo com a empresa de serviços financeiros Fidelity. Mas a SpaceX reservou uma parcela muito maior de ações – até 30%, ou US$ 22,5 bilhões – para investidores individuais.

"Muitos investidores individuais desconhecem que cerca de 25% das IPOs caem no primeiro dia de negociação, e uma porcentagem ainda maior cai em horizontes mais longos", afirmou à DW Jay Ritter, especialista em IPOs e professor de finanças da Universidade da Flórida.

"Mas as instituições estão dispostas a atribuir altas avaliações à SpaceX e às grandes empresas de IA porque outras no setor de tecnologia demonstraram capacidade de crescer e se tornarem extremamente lucrativas", acrescentou, apontando para nomes como Alphabet, Nvidia e alguns outros com lucros anuais superiores a US$ 100 bilhões.

"Se elas não tivessem feito isso, haveria muito mais preocupação com as avaliações", enfatizou Ritter. "Mas essas outras empresas, incluindo Microsoft e Broadcom, abriram o capital com avaliações muito mais baixas e, portanto, tinham maior potencial de valorização para os investidores."

A bolsa de valores Nasdaq também alterou suas regras em maio para permitir que grandes estreantes, como a SpaceX, passem a integrar seu índice em até 15 dias de negociação, em vez dos três meses anteriormente exigidos. A mudança significa que os fundos de investimento passivos que acompanham o índice Nasdaq 100 precisarão comprar ações da SpaceX mais cedo.

Especialistas alertam que as ações da SpaceX podem ser mais voláteis quando começarem a ser negociadas, pois a empresa disponibilizou apenas cerca de 4% de seu capital para a IPO. O fato de muitos investidores disputarem uma oferta limitada de ações pode gerar fortes oscilações de preços.

Mesmo após a IPO, Musk manterá um controle rígido sobre a empresa. O bilionário detém atualmente cerca de 42% da SpaceX, mas após a abertura de capital, uma estrutura especial de ações de dupla classe garante que ele retenha cerca de 82% do poder de voto total no conselho da empresa, o que significa que ninguém poderá demiti-lo.

A empresa também restringe a capacidade dos acionistas de entrar com ações coletivas, exigindo que eles apresentem os casos em um tribunal comercial especializado do Texas. Se um juiz se recusar, as disputas são encaminhadas para arbitragem privada, uma disposição vista como uma severa limitação dos direitos dos investidores.

A Morningstar alertou que o domínio de Musk sobre a SpaceX também é um fator de risco e que os acionistas minoritários terão capacidade limitada de influenciar as decisões da empresa. "Essa concentração de poder de decisão em um único indivíduo cria riscos de governança que exigem consideração cuidadosa", observou.

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