RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Anthropic e OpenAI levam rivalidade da inteligência artificial à corrida bilionária no mercado de ações

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 10:44

Tecnologia Anthropic e OpenAI levam rivalidade da inteligência artificial à corrida bilionária no mercado de ações Empresas correm para abrir capital primeiro; rivalidade entre CEOs influencia os rumos da indústria de IA 11/06/2026 09h51 Atualizado 11/06/2026

Anthropic e OpenAI disputam quem fará a 1ª abertura de capital na bolsa de valores, após protocolarem documentos confidenciais para seus IPOs em junho.

A disputa bilionária movimenta Wall Street, onde a OpenAI busca avaliação de US$ 1 trilhão, exigindo que bancos criem barreiras para evitar vazamento de informações.

As 2 empresas divergem sobre métodos contábeis. A OpenAI acusa a rival de inflar receitas ao registrar o faturamento bruto em vez do valor líquido.

A rivalidade iniciou em 2020 com a saída de Dario Amodei da OpenAI. Em 2022, Sam Altman apressou o lançamento do ChatGPT para vencer o concorrente.

A relação piorou após a demissão temporária de Altman em 2023. Recentemente, na Índia, os 2 executivos recusaram dar as mãos em um gesto de união.

Corrida da IA movimenta expectativas em torno das ferramentas e nos milhões de dólares que podem gerar. — Foto: Dado Ruvic/Reuters/Ilustração

Se não fosse a intensa rivalidade entre a Anthropic e a OpenAI, o boom da inteligência artificial generativa talvez não tivesse chegado tão rapidamente. A disputa atual é para ver quem chegará primeiro à bolsa de valores.

Ambas veem uma estreia antecipada como uma forma de influenciar a maneira como investidores avaliarão o setor e consolidar seus CEOs como as principais vozes da inteligência artificial.

Até maio, muitos assessores acreditavam que a OpenAI sairia na frente. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a empresa informou a alguns investidores que pretendia lançar sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) já em setembro.

Mas a Anthropic se antecipou. Em 1º de junho, anunciou que havia protocolado de forma confidencial os documentos necessários junto aos reguladores americanos. A OpenAI fez o mesmo uma semana depois.

A disputa vai além do embate entre os CEOs da OpenAI, Sam Altman e o da Anthropic, Dario Amodei, ex-pesquisador da OpenAI e um dos responsáveis pela tecnologia que tornou o ChatGPT possível.

A competição também chegou a Wall Street. É raro que dois rivais diretos de tamanho porte busquem captar recursos ao mesmo tempo. Como as ofertas serão gigantescas, as empresas estão recorrendo a alguns dos mesmos bancos de investimento. A OpenAI pretende abrir capital com uma avaliação próxima de US$ 1 trilhão, segundo informações divulgadas anteriormente pela Reuters.

Banqueiros e consultores envolvidos nos processos precisam lidar com relações cada vez mais delicadas com as duas empresas. Segundo fontes, executivos de ambas pressionam seus assessores em busca de informações sobre os planos da concorrente. Para evitar vazamentos, alguns bancos criaram barreiras internas entre as equipes que trabalham em cada operação.

Sam Altman e Dario Amodei em evento: 'Chefões' de gigantes de IA se recusam a dar as mãos em foto em grupo e evidenciam rivalidade. — Foto: Reprodução/Reuters

Conflitos entre grandes executivos não são novidade. Elon Musk e Jeff Bezos trocam críticas públicas há anos por causa da corrida espacial. Bill Gates e Steve Jobs também protagonizaram disputas sobre supostas cópias entre produtos da Microsoft e da Apple.

Mas a tensão entre Altman e Amodei se tornou um dos motores da maior revolução tecnológica da atualidade. Ela influencia a velocidade com que novas ferramentas de IA são lançadas, os recursos que recebem e, em última instância, a forma como a tecnologia é usada no dia a dia.

"É uma guerra total entre eles", afirmou Anastasios Angelopoulos, CEO da Arena, empresa especializada em avaliação de modelos de IA. "Toda vez que a Anthropic lança algo novo, a aposta é que a OpenAI responderá rapidamente — e vice-versa."

As divergências também envolvem a maneira como cada companhia apresenta seus números financeiros aos investidores.

Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a OpenAI tem dito a investidores e funcionários que a metodologia contábil utilizada pela Anthropic superestima a receita da empresa em bilhões de dólares.

Em abril, a diretora de receitas da OpenAI, Denise Dresser, afirmou a funcionários que a empresa considera os resultados financeiros da rival inflados, de acordo com um memorando interno obtido pela Reuters.

A diferença está na forma de contabilizar receitas. A Anthropic registra como faturamento o valor total pago pelos clientes por seus serviços de IA. Parte desse dinheiro, porém, é posteriormente repassada a parceiros como Amazon e Google.

A OpenAI utiliza outro método e registra apenas a receita líquida, descontando os pagamentos feitos à Microsoft.

A Anthropic afirmou à Reuters que segue práticas contábeis consolidadas e que registra a receita bruta porque é a responsável principal pela transação, enquanto os parceiros de computação em nuvem atuam apenas como canais de distribuição.

As comunicações internas de Dresser tinham como objetivo tranquilizar funcionários da OpenAI, preocupados com o crescimento acelerado da rival.

Para Gil Luria, analista da D.A. Davidson, a corrida para abrir capital primeiro também tem relação com essa disputa.

"Uma razão para a Anthropic querer chegar antes ao mercado é definir o padrão de como empresas de IA de ponta apresentam seus resultados financeiros, de forma favorável ao seu próprio modelo de negócios", afirmou.

Sam Altman e Dario Amodei: qual CEO sairá na frente na corrida de Wall Street? — Foto: Jens Schicke/IMAGO/Julien De Rosa/AFP via DW

Recentemente, Altman entrou em conflito com a diretora financeira Sarah Friar sobre a capacidade da empresa de cumprir todas as exigências necessárias para uma abertura de capital em um prazo tão apertado, segundo três fontes.

De acordo com essas pessoas, Altman disse que ela deveria encontrar uma solução ou contratar outros banqueiros e advogados que fossem capazes de executar o plano.

Posteriormente, Friar informou a assessores que a liderança da empresa está alinhada em relação ao cronograma.

Em entrevista à CNBC após o anúncio da Anthropic, Altman afirmou que não pretende apressar a estreia da OpenAI na bolsa.

A disputa começou no fim de 2020, quando Amodei deixou o cargo de vice-presidente de pesquisa da OpenAI e fundou a Anthropic com outros ex-funcionários.

A nova empresa prometia dar prioridade à segurança dos sistemas de IA. Dentro da OpenAI, muitos enxergaram a decisão como uma crítica à forma como Altman conduzia a companhia.

No início de 2022, a Anthropic treinou a primeira versão do chatbot Claude, mas optou por não lançá-lo imediatamente para realizar pesquisas adicionais de segurança.

A OpenAI também desenvolvia projetos semelhantes. Parte da equipe trabalhava em uma ferramenta chamada internamente de "superassistente", enquanto o cofundador John Schulman desenvolvia uma interface de conversação.

Em determinado momento, a empresa chegou a considerar o lançamento do assistente em março de 2023, junto com o GPT-4.

Segundo uma das fontes, Altman determinou que a OpenAI colocasse um chatbot no mercado o mais rápido possível. "De repente, tudo virou: precisamos lançar isso em duas semanas."

O resultado foi o ChatGPT, lançado em 30 de novembro de 2022. O produto se tornou o aplicativo de consumo com crescimento mais rápido da história, atraindo milhões de usuários e alterando os planos de desenvolvimento das maiores empresas de tecnologia.

A Anthropic lançou o Claude alguns meses depois e passou cerca de três anos tentando alcançar a rival.

No fim de 2024, Amodei redirecionou pesquisadores para focar nos chamados modelos de raciocínio após observar o sucesso inicial da OpenAI nessa área.

A dinâmica mudou novamente no fim de 2025, quando a Anthropic lançou uma atualização poderosa do Claude Code, ferramenta voltada para programação.

A OpenAI, que ainda obtém grande parte de sua receita com assinaturas do ChatGPT, voltou a intensificar os investimentos em softwares corporativos e ampliou os recursos destinados ao Codex, seu produto para desenvolvimento de código.

As relações entre as empresas se deterioraram após a demissão inesperada de Altman pelo conselho da OpenAI, no fim de 2023.

Na época, membros do conselho chegaram a discutir brevemente a possibilidade de unir os dois laboratórios sob a liderança de Amodei.

Em um depoimento recente, um ex-executivo da OpenAI afirmou que a ideia foi considerada por um período "extremamente curto" antes de ser descartada.

Ainda assim, a notícia enfureceu muitos funcionários da OpenAI. Altman retornou ao cargo poucos dias depois, mas o ressentimento permaneceu.

No mês seguinte, Amodei acusou Altman de usar uma disputa da Anthropic com o Pentágono para beneficiar a OpenAI.

Durante uma cúpula sobre inteligência artificial realizada na Índia, em fevereiro, o primeiro-ministro Narendra Modi incentivou os executivos presentes a darem as mãos como demonstração de união.

Em uma cena que viralizou nas redes sociais, Altman e Amodei, que estavam lado a lado no palco, recusaram o gesto.

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Fazenda estima que impacto de pautas-bomba supera R$ 2 trilhões em 10 anos; aprovação pressionaria dívida e taxa de juros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 10:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,155-0,34%Dólar TurismoR$ 5,369-0,16%Euro ComercialR$ 5,945-0,41%Euro TurismoR$ 6,206-0,27%B3Ibovespa169.415 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,155-0,34%Dólar TurismoR$ 5,369-0,16%Euro ComercialR$ 5,945-0,41%Euro TurismoR$ 6,206-0,27%B3Ibovespa169.415 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,155-0,34%Dólar TurismoR$ 5,369-0,16%Euro ComercialR$ 5,945-0,41%Euro TurismoR$ 6,206-0,27%B3Ibovespa169.415 pts0,47%Oferecido por

Cálculos do Ministério da Fazenda apontam para um efeito trilionário da eventual aprovação das chamadas "pautas-bomba" em análise no Congresso Nacional.

Segundo interlocutores da pasta, as quatro principais propostas explosivas em análise no Legislativo podem gerar um aumento de gastos, ou perda de arrecadação, superior a R$ 2 trilhões nos próximos 10 anos (veja detalhamento abaixo).

Para se ter uma ideia, o efeito é mais do que duas vezes a economia de R$ 855 bilhões em 10 anos estimada pela reforma da Previdência Social, aprovada em 2019 — fruto de mobilização de anos no Congresso Nacional e de amplo debate com a sociedade.

🔎 Uma pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas.

Dívidas Rurais (PL 5122/23): R$ 1,4 trilhão em dez anos;PEC das Igrejas (PEC 5/23): perda de R$ 100 bilhões em dez anos, elevando o imposto que todos pagam na mesma proporção;Aposentadoria dos Agentes Comunitários de Saúde (PEC 14/21): cerca de R$ 500 bilhões para a União em dez anos, fora o efeito para os municípios;Piso de Médicos e Dentistas (PL 1365/22): cerca de R$ 500 bilhões para o governo federal em dez anos, além de impacto adicional para as prefeituras.

Com exceção da PEC das igrejas, que não gera perda de arrecadação, pois tanto as pessoas físicas quanto as empresas teriam de arcar com esse prejuízo, as demais propostas implicam em aumento de despesas e, consequentemente, da dívida pública brasileira — que já está em patamar elevado para países emergentes.

O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, explicou, no passado, que a taxa de juros é alta no Brasil por conta do atual nível de endividamento – considerado elevado para o padrão de países emergentes. "Juro é alto porque a dívida é alta', e não o contrário", disse, na ocasião.

Por conta disso, analistas pedem o contrário, que o governo e o Congresso Nacional aprovem propostas para reduzir os gastos públicos e, com isso, permitir uma contenção do endividamento brasileiro.

O objetivo é frear a inflação e permitir uma queda sustentável da taxa de juros brasileira, beneficiando toda sociedade.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem demonstrado preocupação nos últimos dias com as "pautas-bomba". Segundo ele, as propostas em análise têm de ser avaliadas "à luz da lei de responsabilidade fiscal, que não vale só pro governo, vale também pro Congresso". "É preciso que a gente, todos nós, seja o governo, seja o Congresso, tenha a responsabilidade fiscal", disse o ministro nesta quarta-feira (10).

O ministro Durigan, segundo blog do jornalista Valdo Cruz, do g1 e da GloboNews, ganhou o apoio do ministro Gilmar Mendes em sua luta.

Nos últimos dias, o decano do Supremo publicou mensagens criticando as pautas-bomba, destacando que os parlamentares não podem criar despesas para União, Estados e municípios sem determinar as fontes de recursos para tapar rombos nos cofres públicos.

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IPO da SpaceX atrai mais de R$ 360 bilhões em demanda de pessoas físicas, diz agência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 10:44

Tecnologia IPO da SpaceX atrai mais de R$ 360 bilhões em demanda de pessoas físicas, diz agência Expectativa é que estreia da empresa na bolsa seja a maior da história. Por Redação g1 — São Paulo

A Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) da SpaceX atraiu mais de US$ 70 bilhões (R$ 362,3 bilhões) em demanda de investidores individuais, informou a Bloomberg News.

🔎 Um IPO (Initial Public Offering) é a primeira oferta pública de ações de uma empresa. A operação marca a entrada da companhia na bolsa de valores e permite que investidores passem a comprar e vender seus papéis no mercado.

Segundo a agência de notícias, no entanto, como a previsão é de que pelo menos 20% das ações disponíveis sejam destinadas a esse público, a expectativa é que parte dessa demanda não seja atendida. Com isso, a tendência é de aumento na procura pelas ações — e, consequentemente, no preço — assim que os papéis começarem a ser negociados.

Ainda de acordo com a Bloomberg News, a empresa de foguetes, satélites e inteligência artificial também recebeu pedidos de cerca de 1 mil investidores institucionais.

No início deste mês, a SpaceX anunciou o preço de US$ 135 (R$ 698,80) por ação para seu IPO na bolsa de Nova York, rompendo com o modelo tradicional de definição de preços utilizado em Wall Street.

Com isso, a expectativa da companhia é levantar cerca de US$ 75 bilhões (R$ 388,2 bilhões), em uma operação que avaliaria a empresa em aproximadamente US$ 1,8 trilhão (R$ 9,3 trilhões) e poderia marcar o maior IPO da história.

Segundo a Bloomberg News, no entanto, as discussões ainda estão em andamento, e tanto os termos da oferta — como o preço e o volume de ações disponíveis — quanto o montante destinado a investidores individuais ainda podem mudar.

A agência também informou que a SpaceX deve destinar menos de 10% das ações a investidores internacionais. Desde o início do mês, a demanda no Japão aumentou de US$ 2 bilhões para US$ 2,5 bilhões (de R$ 10,4 bilhões para R$ 12,9 bilhões).

A estreia da SpaceX na bolsa de Nova York também tende a abrir caminho para que outras empresas de inteligência artificial ganhem espaço no mercado financeiro. Na semana passada, a Anthropic PBC protocolou seu pedido de IPO, seguida, nesta semana, pela OpenAI.

De acordo com cálculos da Bloomberg, juntas, as três empresas podem adicionar o equivalente a US$ 3,6 trilhões ao valor de mercado das bolsas americanas.

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O que Bill Gates disse sobre relação com Jeffrey Epstein em investigação do Congresso dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 09:44

Tecnologia O que Bill Gates disse sobre relação com Jeffrey Epstein em investigação do Congresso dos EUA O cofundador da Microsoft disse que Epstein usou suas infidelidades conjugais para tentar pressioná-lo. Por BBC

Bill Gates falou sobre suas infidelidades conjugais em comitê que investiga Epstein — Foto: Getty Images via BBC

O bilionário Bill Gates disse a uma comissão do Congresso dos Estados Unidos na quarta-feira (10/06) que nunca teve um relacionamento pessoal com Jeffrey Epstein e que rompeu todos os laços com o criminoso sexual quando ele não conseguiu cumprir promessas de arrecadação de fundos para esforços filantrópicos.

O fundador da Microsoft compareceu voluntariamente em Washington a uma audiência a portas fechadas com o Comitê de Supervisão da Câmara que investiga Epstein.

Acredita-se que Gates mencionou o nome de pessoas poderosas que Epstein abordou para tentar arrecadar fundos.

Gates também falou sobre infidelidades conjugais suas, dizendo que Epstein as usou para pressioná-lo.

Membros do painel disseram que o depoimento mostrou que Epstein era um "colecionador de amigos" e se associava a pessoas como Gates para "projetar poder e influência".

Em sua declaração inicial, Gates disse que nunca presenciou Epstein envolvido em conduta criminosa, nem teve qualquer indicação disso.

"Eu nunca fui à ilha dele, ao rancho dele ou à casa dele na Flórida. Nunca vitimei ninguém", disse. "Embora ele possa ter buscado fomentar um relacionamento pessoal, eu nunca tive interesse nisso e nunca correspondi."

Ele também disse esperar que "os sobreviventes dos crimes de Epstein possam obter a justiça que merecem".

Além de Gates, também já falaram ao comitê o ex-presidente Bill Clinton, a ex-secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton e o secretário de Comércio dos EUA Howard Lutnick, entre outros.

Epstein se suicidou em uma cela de prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento. Sua amiga de longa data, Ghislaine Maxwell, cumpre uma pena de 20 anos de prisão.

Ela compareceu virtualmente perante o comitê em fevereiro, mas invocou seu direito de se recusar a responder perguntas.

Quando o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) publicou milhões de páginas de documentos ligados à investigação criminal de Epstein em janeiro, o nome de Gates foi mencionado milhares de vezes e ele apareceu em várias fotos ao lado de Epstein.

Em sua declaração inicial, Gates reiterou o que havia dito em uma entrevista do início deste ano sobre ter exercido mau julgamento ao encontrar Epstein e que é "uma das muitas pessoas que se arrependem de tê-lo conhecido".

Uma foto divulgada pelo DOJ mostra Gates perto de uma aeronave com o piloto de Epstein presente. Gates disse que viajou com Epstein em um jato privado.

Outros documentos incluem rascunhos de e-mails atribuídos a Epstein, contendo uma série de alegações não verificadas e contestadas sobre a vida pessoal de Gates.

Entre elas, alegações de que Epstein facilitou "encontros ilícitos" com "mulheres casadas" para Gates, que Gates teria contraído uma infecção sexualmente transmissível (IST) de "garotas russas" e que ele "ajudou Bill a obter remédios" para tratá-la.

Em outro e-mail, Epstein alega que Gates tentou dar, de forma escondida, antibióticos à então esposa Melinda para protegê-la da mesma infecção. Gates nega essas alegações, mas admitiu ter tido casos extraconjugais com duas mulheres russas.

"Epstein estava trabalhando para usar informações sobre minhas infidelidades — além de muitas mentiras que ele acrescentou — para me pressionar a retomar contato com ele", disse Gates em sua declaração inicial.

A ligação entre os dois teve início em 2011, três anos após Epstein ser condenado na Flórida por duas acusações relacionadas à procura de serviços de prostituição, e se intensificou à medida que discutiam possíveis estratégias de arrecadação de fundos para a iniciativa global de saúde de Gates, afirmou o fundador da Microsoft.

Gates disse que deixou claro desde o início que Epstein nunca teria uma função no trabalho de sua fundação nem receberia qualquer compensação.

O principal democrata do comitê, Robert Garcia, disse a repórteres em uma atualização sobre a audiência que "Gates estava ciente de que Jeffrey Epstein poderia ter sido condenado por um crime horrível e continuou a interagir com ele para tentar obter dinheiro para sua fundação".

Gates disse ao comitê que, em 2014, após Epstein reunir um grupo que descreveu como potenciais doadores, ele "percebeu que nossas discussões anteriores — que deveriam ter se traduzido em apoio filantrópico significativo — eram um beco sem saída", acrescentando que ficou claro que ninguém no grupo estava interessado em avançar.

"Naquele momento, concluí que Epstein nunca cumpriria suas promessas", disse. "Disse a ele que não seguiríamos adiante e parei de me comunicar ou me reunir com ele."

Parlamentares democratas do comitê disseram que Gates forneceu os nomes das pessoas reunidas por Epstein, mas não os compartilhou publicamente.

Departamento de Justiça dos EUA divulgou foto sem data de Jeffrey Epstein com Bill Gates — Foto: Departamento de Justiça dos EUA

O membro republicano do comitê Tim Burchett disse que as perguntas foram "muito intensas" e que Gates foi cauteloso em suas respostas.

"Está bastante claro para mim, porém, que Epstein era um colecionador de amigos. Ele simplesmente gostava de ter por perto pessoas importantes, tirar fotos com elas e conviver com elas, e acho que foi assim que ele as atraiu", disse Burchett.

Ele também disse a repórteres que Gates parecia "abatido para alguém que tem vários bilhões".

Garcia e outros democratas do comitê disseram que Gates falou sobre os rascunhos de e-mails de Epstein e insistiu que nunca foi apresentado a mulheres, meninas ou qualquer pessoa menor de idade por Epstein.

"Algumas de suas respostas nos mostram que muitos dos homens que interagiram com Jeffrey Epstein só viram o que queriam ver em suas interações", disse a democrata Emily Randall.

Gates disse a funcionários de sua fundação, em fevereiro, que tinha conhecimento de algo vago sobre uma proibição de viagens de Epstein por um período de 18 meses, mas que não investigou a fundo seu histórico.

Os parlamentares questionaram Gates se é plausível acreditar que ele — um dos gurus da era da informação — tenha permanecido em grande parte alheio aos detalhes do histórico de Epstein, incluindo fatos que já estavam em domínio público.

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Dólar opera em queda, de olho em conflito entre EUA e Irã e situação fiscal do Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,1%Dólar TurismoR$ 5,377-0,08%Euro ComercialR$ 5,969-0,1%Euro TurismoR$ 6,222-0,08%B3Ibovespa168.619 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,1%Dólar TurismoR$ 5,377-0,08%Euro ComercialR$ 5,969-0,1%Euro TurismoR$ 6,222-0,08%B3Ibovespa168.619 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,1%Dólar TurismoR$ 5,377-0,08%Euro ComercialR$ 5,969-0,1%Euro TurismoR$ 6,222-0,08%B3Ibovespa168.619 pts-0,7%Oferecido por

O dólar operava em queda nesta quinta-feira (11), com um recuo de 0,20% perto das 9h10, cotado a R$ 5,1619. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ A troca de ataques aéreos entre Estados Unidos e Irã e o temor de uma nova escalada continuam a preocupar os mercados financeiros. Apesar do alívio nos preços do petróleo nesta quinta-feira, analistas indicam que os preços da commodity já começaram a pressionar a inflação global e a forçar os bancos centrais a adotarem uma política monetária mais cautelosa, ou seja, estarem mais propensos a manterem os juros elevados.

Mesmo diante das preocupações com uma escalada das tensões, os preços do petróleo operavam em queda nesta quinta-feira. Perto das 8h50, o barril do Brent, referência internacional, caía 1,37%, cotado a US$ 91,82. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, tinha perdas de 1,22%, cotado a US$ 88,93 o barril.

▶️ Os sinais de pressão na inflação global também aumentam as expectativas pelas decisões de juros de bancos centrais pelo mundo. Nesta quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) deve fazer sua reunião de política monetária — e a expectativa é que haja um aumento das taxas de juros na zona do euro. Já na próxima semana será a vez do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do Banco Central do Brasil, na chamada Superquarta. Essa será a primeira reunião do BC americano com o novo presidente da instituição, Kevin Warsh.

▶️ O quadro fiscal do Brasil também continua na mira dos investidores, após a Comissão de Justiça do Senado ter aprovado, na véspera, medidas que podem elevar os gastos do governo em cerca de R$ 200 bilhões. Analistas apontam que a sustentabilidade das contas públicas é o principal desafio para a economia brasileira e também pode pressionar por juros mais elevados no país.

A escalada das tensões no Oriente Médio volta a preocupar os mercados financeiros nesta quarta-feira. Na véspera, Trump acusou nesta terça-feira (9) o Irã de derrubar um helicóptero americano perto do Estreito de Ormuz e afirmou que os EUA "precisarão responder" ao ataque iraniano.

Uma autoridade militar dos EUA disse ao site norte-americano Axios que um drone iraniano atingiu o helicóptero, causando a queda. A investigação sobre o incidente ainda não determinou, no entanto, se o ataque do drone contra o Apache foi intencional. (acompanhe os principais acontecimentos)

O presidente americano vem tentando buscar um acordo de paz no Oriente Médio e chegou a advertir Israel para que não retomasse a guerra contra o Irã. Na segunda, inclusive, Trump disse que um acordo estaria na "fase final" e poderia levar mais "dois ou três dias".

O discurso de Trump, no entanto, mudou. Nesta quarta-feira, o presidente americano chamou o Irã de "valentão do Oriente Médio" e afirmou que o país agora terá que "pagar o preço" por não ter aceitado um acordo de paz.

Em um post na rede Truth Social, Trump voltou a dizer que as Forças Armadas iranianas estão destruídas e ameaçou:

"As Forças Armadas do Irã são um completo caos. Grande parte delas, como a Marinha e a Força Aérea, sequer existe mais – foram completamente derrotadas. O Irã só fala e não age. O valentão do Oriente Médio está MORTO!!! Demoraram demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles, agora terão que pagar o preço!!!"

Pouco depois da declaração, o presidente dos EUA também deu uma entrevista à emissora americana Fox News, onde anunciou estar perto de ordenar novos ataques contra usinas de energia e pontes do Irã.

Já durante a tarde, Trump afirmou que deve voltar a atacar o Irã e destacou que fez uma operação secreta no Estreito de Ormuz para liberar navios petroleiros.

Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong fecharam em queda, acompanhando a desvalorização dos mercados regionais. O CSI300, que reúne as maiores companhias envolvidas em Xangai e Shenzen, caiu 0,55%, enquanto o Hang Seng recuou 0,65%.

No Japão, o Nikkei avançou 0,06%, enquanto o Kospi, da Coréia do Sul, registrou uma valorização de 0,43%. O SSEC, de Xangai, perdeu 0,16%.

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Nunca filmado, gol considerado o mais bonito de Pelé será recriado com IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 09:44

Inovação Nunca filmado, gol considerado o mais bonito de Pelé será recriado com IA Recriação foi desenvolvida pela equipe do Google DeepMind com base em fotografias e depoimentos de pessoas que presenciaram a partida entre Juventus e Santos em 1959. Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

Nunca filmado, gol considerado o mais bonito de Pelé será recriado com IA — Foto: Divulgação/Google

Há quase 67 anos, em 2 de agosto de 1959, Pelé marcou o que muitos consideram o gol mais bonito de sua carreira. O lance ocorreu durante o confronto entre Santos e Juventus, na Rua Javari, estádio do clube da Mooca, na Zona Leste de São Paulo.

O gol, porém, nunca foi filmado devido a limitações tecnológicas da época, segundo a Juventus (entenda abaixo). Agora, o Google afirma que vai mostrar como a jogada aconteceu por meio de recursos de inteligência artificial.

O anúncio foi feito na quarta-feira (10) pelo presidente da companhia no Brasil, Fábio Coelho, durante o Google for Brasil 2026, evento em que a empresa anuncia suas principais novidades para o mercado nacional.

Segundo o Google, a recriação do lance será revelada em um minidocumentário que deve ser publicado no YouTube até o fim deste mês. No Google for Brasil, a empresa exibiu um trecho da produção, mas não mostrou a cena gerada com inteligência artificial.

O teaser mostra que parte do filme foi gravado no estádio do Juventus. Além disso, Neymar também participa no documentário. Segundo a empresa, a recaptura do lance teve como base arquivos da época, como fotografias, além de depoimentos de pessoas e jogadores que estiveram presentes na partida.

O projeto foi desenvolvido pela equipe do Google DeepMind, laboratório de pesquisa em IA da empresa, com a participação de profissionais no Brasil e em outros países. Eles utilizaram alguns dos modelos de IA mais recentes da companhia, entre eles:

Nano Banana, gerador de imagens de IA do Google;Veo 3, modelo capaz de criar vídeos cinematográficos a partir de descrições em texto;Gemini Omni, tecnologia que permite editar vídeos por meio de comandos em linguagem natural, como se o usuário estivesse conversando com a IA.

Esta não é a primeira vez que o gol considerado o mais bonito da carreira de Pelé ganha uma tentativa de recriação. O próprio Santos já divulgou em suas redes sociais versões produzidas com tecnologia digital e animações para simular como teria sido o lance.

A Juventus confirmou ao g1 que não há nenhum registro em vídeo conhecido do lance, principalmente por causa das limitações tecnológicas da época.

Naquele período, câmeras portáteis ainda não existiam e a televisão dava seus primeiros passos no Brasil, alcançando apenas uma pequena parcela da população.

"Além disso, a cobertura audiovisual dos eventos esportivos era bastante limitada", afirmou o clube. Segundo a Juventus, a gravação e a preservação sistemática das partidas de futebol ainda não faziam parte da rotina dos veículos de comunicação.

Isso ajuda a explicar por que muitos lances históricos do futebol brasileiro das décadas de 1950 e 1960 não possuem registros em imagem e são conhecidos apenas por relatos da imprensa da época e de testemunhas que acompanharam os jogos.

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‘Eu amo a inflação’, diz Trump, enquanto preços nos EUA sobem no ritmo mais acelerado em 3 anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 07:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,1%Dólar TurismoR$ 5,377-0,08%Euro ComercialR$ 5,969-0,1%Euro TurismoR$ 6,222-0,08%B3Ibovespa168.619 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,1%Dólar TurismoR$ 5,377-0,08%Euro ComercialR$ 5,969-0,1%Euro TurismoR$ 6,222-0,08%B3Ibovespa168.619 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,1%Dólar TurismoR$ 5,377-0,08%Euro ComercialR$ 5,969-0,1%Euro TurismoR$ 6,222-0,08%B3Ibovespa168.619 pts-0,7%Oferecido por

O presidente Donald Trump afirmou que "ama a inflação" após os preços nos EUA subirem 4,2% em maio, registrando a maior alta em 3 anos.

A alta foi impulsionada pelos custos de energia devido ao conflito no Irã, elevando o galão de gasolina para US$ 4,15 nos EUA.

O comentário de Trump gerou fortes críticas da oposição democrata, enquanto a inflação persistente se torna um obstáculo político antes das eleições de novembro.

O cenário de preços elevados pressiona o Federal Reserve, que pode ser forçado a elevar as taxas de juros para conter o consumo no país.

Donald Trump disse que 'ama a inflação' ao comentar nova subida de preços nos EUA — Foto: EPA via BBC

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quarta-feira (10) que "ama a inflação" — após novos dados mostrarem que os preços subiram no mês passado no ritmo mais rápido em três anos no país.

Dados do Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS, na sigla em inglês) mostraram que os preços aumentaram 4,2% em maio em relação a um ano antes. O aumento, de 3,8% em abril, foi impulsionado pela alta dos custos de energia na esteira da guerra entre EUA e Israel no Irã.

"Eu amo isso. Os números foram ótimos. Sabe o que eu realmente amo? Eu amo a inflação", disse Trump na Casa Branca.

Trump prometeu que a inflação vai "cair como uma pedra" quando a guerra com o Irã terminar. Mais tarde no mesmo dia, os militares dos EUA bombardearam o Irã.

Reagindo aos números da inflação na quarta-feira, o presidente disse que forças dos EUA realizaram operações noturnas para retirar "milhões de barris" de petróleo do Irã, o que, segundo ele, contribuiu para uma leve queda nos preços.

"Quando esse conflito acabar… você verá o [preço do] petróleo cair para onde estava antes", disse Trump a jornalistas na Casa Branca.

O principal índice global do petróleo, o Brent, ainda está sendo negociado significativamente acima dos níveis anteriores à guerra.

Trump disse posteriormente ao jornal New York Post que seus comentários foram tirados de contexto e que quis dizer que a inflação está "muito mais baixa do que o previsto", apesar da guerra no Irã.

A quarta-feira marcou o terceiro mês consecutivo de alta no Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA, com consumidores sentindo cada vez mais o impacto da guerra dos EUA e de Israel no Irã.

Trump já havia dito em outras ocasiões que a inflação está subindo apenas temporariamente e que espera que ela desacelere rapidamente assim que a guerra terminar.

A inflação ainda está bem abaixo do pico de 9,1% durante o governo de seu antecessor Joe Biden em meados de 2022.

Ainda assim, representa um problema político para Trump, dado que os eleitores classificaram a economia como uma das principais preocupações antes das eleições legislativas de novembro.

Uma inflação mais alta aumenta a probabilidade de o Federal Reserve — o Banco Central dos EUA — elevar as taxas de juros na tentativa de conter os gastos.

De modo geral, as contas de energia — incluindo gás e eletricidade — estavam quase um quarto mais altas em maio do que um ano antes, sendo a gasolina responsável por grande parte desse aumento.

Segundo dados da associação automobilística AAA, o preço médio do galão de gasolina comum nos EUA está atualmente em US$ 4,15 (R$ 4,73 por litro) — um aumento significativo em relação aos US$ 2,98 (R$ 3,40 por litro) registrados em 28 de fevereiro, quando Trump lançou ataques contra o Irã.

Em resposta aos ataques, o Irã fechou o estreito de Ormuz, por onde normalmente passa o transporte de cerca de um quinto do petróleo e gás do mundo, restringindo a oferta.

Na noite de quarta-feira, os militares dos EUA disseram ter lançado ataques contra o Irã pela segunda vez em dois dias.

Ambos os lados têm trocado ataques esta semana — apesar de um cessar-fogo que entrou em vigor em abril. O conflito começou há mais de três meses.

Os dados do BLS também apontaram para o aumento dos custos de passagens aéreas, cuidados pessoais e médicos, lazer e comunicação.

O CPI mede a alta dos preços em um determinado mês em comparação com o mesmo mês do ano anterior. A meta de inflação de longo prazo do Fed é de 2%.

Economistas alertaram que, mesmo com uma resolução rápida da guerra no Irã, pode levar até 2027 para que o fluxo normal de bens pelo estreito de Ormuz seja restabelecido.

Mas seu comentário de quarta-feira, aparentemente entusiasmado com o aumento dos preços, foi explorado por opositores. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, escreveu na rede X: "O desprezo dele por vocês não tem limites."

Trump também foi criticado no mês passado por dizer que não foi "nem um pouco" influenciado pela situação financeira dos americanos ao tentar garantir que o Irã não desenvolva armas nucleares.

A inflação mais alta também representa um desafio para Kevin Warsh, o novo presidente do Federal Reserve, antes de sua primeira decisão sobre taxas de juros à frente do banco central na próxima semana.

Quando a inflação está significativamente acima da meta do Fed, o conselho de governadores do banco central normalmente opta por elevar as taxas de juros. Isso, por sua vez, aumenta os custos de empréstimos e restringe o fluxo de dinheiro na economia, limitando novos aumentos de preços e trazendo a inflação sob controle.

No período que antecedeu a nomeação de Warsh, Trump pediu repetidamente a seu antecessor, Jerome Powell, e ao banco central que reduzissem as taxas de juros.

Economistas esperam que as taxas permaneçam no nível atual, entre 3,5% e 3,75%, no próximo mês, mas alertaram que mais evidências de inflação persistente podem forçar o Fed a elevá-las.

Stephen Brown, economista-chefe para a América do Norte da Capital Economics, disse que a alta de maio, por si só, "não é grande o suficiente para fornecer munição" àqueles no comitê de definição de taxas do Fed que querem aumentá-las.

Mas Isaac Stell, gestor de investimentos da Wealth Club, disse que um aumento das taxas de juros é "a conclusão mais lógica com base nos dados de hoje combinados com os sólidos números de empregos da semana passada".

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Mega-Sena pode pagar R$ 8 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 06:45

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 8 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 3.016 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 8 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (11), em São Paulo.

O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Vai assistir aos jogos da Copa durante o expediente? Veja como se comportar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 05:47

Trabalho e Carreira Vai assistir aos jogos da Copa durante o expediente? Veja como se comportar Antes de enfeitar a mesa ou vestir a camisa da seleção, o funcionário deve checar se a empresa permite acompanhar os jogos durante o expediente. Especialistas alertam que excessos e gafes podem prejudicar a imagem profissional. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

A Copa do Mundo 2026 deve movimentar o clima nas empresas, especialmente por causa dos jogos do Brasil em dias úteis. Apesar de muitas companhias flexibilizarem horários, isso não é obrigação legal.

Especialistas afirmam que o desafio é equilibrar descontração e profissionalismo. Gritos excessivos, provocações, palavrões e abandono das tarefas podem gerar conflitos e prejudicar a imagem profissional.

Para o RH, ações como transmissão dos jogos, bolões e flexibilização da jornada podem fortalecer o engajamento das equipes, desde que exista planejamento e respeito entre colegas.

Entre as orientações estão consultar as regras da empresa, evitar exageros na torcida, usar o celular com moderação e retomar rapidamente as atividades após os jogos.

A Copa do Mundo 2026 começou nessa quinta-feira (10) e a estreia da seleção brasileira está marcada para este sábado (13). O clima de Mundial já começou a tomar conta do país, inclusive nos ambientes de trabalho.

A expectativa em torno dos jogos reacende dúvidas sobre folgas, flexibilização de horários e até como acompanhar as partidas durante o expediente.

O calendário da seleção brasileira tem os três primeiros jogos serão à noite (horário de Brasília). A estreia acontece contra Marrocos, no sábado (13). Depois disso, o Brasil volta a campo em outras duas datas que caem em dias úteis.

Se avançar para a próxima fase, o cenário pode se repetir – o que significa mais partidas em dias de trabalho caso a seleção siga no torneio. A competição será realizada entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, Canadá e México.

No Brasil, é comum que empresas liberem funcionários em dias de jogo ou flexibilizem a jornada durante a Copa, mas isso não é uma obrigação legal. (veja se você tem direito à folga)

Para quem vai seguir trabalhando normalmente, é importante ficar atento, já que nem todas as empresas adotam regras mais flexíveis durante a Copa. Quem pretende acompanhar os jogos durante o expediente deve verificar previamente se há autorização para esse tipo de prática.

Segundo Renato Mendes Baptista, CEO da Mendes Talent, o ideal é consultar as normas internas ou alinhar previamente com a liderança.

Segundo ele, gritos excessivos, provocações insistentes, palavrões e abandono das responsabilidades estão entre os comportamentos que mais geram desconforto no ambiente corporativo durante os jogos.

“Também é importante lembrar que nem todos gostam de futebol, então o respeito à diversidade de perfis e interesses precisa prevalecer”, completa.

Outro ponto de atenção, segundo Renato, é o uso excessivo do celular e das redes sociais durante o expediente. Para ele, acompanhar rapidamente o placar não costuma ser um problema, mas o excesso pode transmitir falta de comprometimento e desatenção ao trabalho.

Segundo Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), a Copa pode fortalecer o clima organizacional, desde que o profissionalismo seja mantido. “A descontração não é um ‘passe livre’ para esquecer que estamos em um ambiente corporativo”, afirma.

De acordo com a especialista, o limite é ultrapassado quando o comportamento começa a afetar a rotina da equipe, atrapalhar entregas ou incomodar colegas que não estão acompanhando os jogos. Para ela, respeitar quem não gosta de futebol também faz parte da convivência profissional.

A especialista orienta que trabalhadores conversem previamente com gestores e equipes para alinhar horários e demandas antes das partidas. Entre as alternativas estão antecipar entregas, utilizar áreas comuns da empresa para assistir aos jogos ou compensar horas posteriormente.

Ela explica que a própria Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) permite acordos de compensação de jornada, prática adotada por muitas empresas durante eventos esportivos. “A produtividade não cai quando o colaborador se sente respeitado em seus momentos de lazer”, afirma.

Apesar do clima descontraído, Eliane alerta que algumas atitudes podem trazer consequências disciplinares. Xingamentos, provocações agressivas e ofensas direcionadas a colegas podem ser enquadrados como desrespeito ao código de conduta da empresa e até gerar punições.

Além disso, abandonar o posto sem avisar, ignorar clientes, consumir bebida alcoólica ou exagerar no uso do celular durante o expediente também podem prejudicar a imagem profissional.

Empresas como a startup GetNinjas, em São Paulo, enfeitou o ambiente de trabalho para a Copa do Mundo e permitirá que funcionários assistam aos jogos em casa ou no próprio escritório — Foto: Marcelo Brandt/G1

Fernando Pedro, diretor-geral da Assigna, empresa do Talenses Group especializada em trabalho temporário e por projeto, afirma que a chave está no planejamento.

Segundo ele, muitas empresas conseguem criar ações leves, como transmissão dos jogos, flexibilização pontual de horários ou pausas programadas, sem impactar a operação. “O importante é alinhar previamente expectativas, prioridades e responsabilidades”, afirma.

Para evitar problemas, Fernando defende que o setor de Recursos Humanos (RH) da empresa estabeleça orientações claras antes do início dos jogos. As regras podem envolver:

Horários; Uso de espaços comuns; Dress code (código de vestimenta);Consumo de álcool;Postura esperada durante as partidas.

“O bom senso é importante, mas orientações claras ajudam a evitar ruídos”, explica. Ele também alerta para o consumo de álcool em confraternizações corporativas.

“Mesmo em momentos de confraternização, o ambiente continua sendo corporativo. O consumo excessivo pode gerar situações inadequadas e impactos no clima organizacional”, afirma.

Segundo Fernando, as ações relacionadas à Copa devem ser opcionais, já que nem todos gostam de futebol ou querem participar das atividades internas.

“O ideal é evitar pressão social para participação e garantir que quem prefira manter a rotina normal também se sinta respeitado”, diz.

Na avaliação do especialista, a Copa pode tanto fortalecer a integração entre equipes quanto evidenciar problemas de convivência já existentes dentro das empresas.

Veja abaixo algumas dicas de especialistas sobre como conciliar os jogos da Copa com a rotina de trabalho no ambiente corporativo:

🚫 Veja as regras da empresa antes dos jogos: nem toda empresa libera funcionários ou flexibiliza horários durante a Copa. Antes de assistir às partidas, confirme as orientações internas ou converse com o gestor.🗣️ Evite exageros na torcida: gritar demais, bater na mesa, cantar alto ou interromper colegas pode gerar desconforto no ambiente corporativo.👀 Cuidado com provocações e brincadeiras: zoações constantes, discussões e provocações com colegas podem ultrapassar o limite da descontração e causar conflitos.👩🏽‍💻 Não abandone suas responsabilidades: acompanhar o jogo não pode comprometer reuniões, entregas, atendimento ou prazos importantes.📲 Use celular e redes sociais com moderação: conferir o placar rapidamente costuma ser aceitável, mas passar o expediente inteiro no celular pode prejudicar a imagem profissional.⚽ Respeite quem não gosta de futebol: nem todos acompanham a Copa ou torcem pela seleção. O ambiente deve continuar respeitoso e inclusivo.😡 Evite palavrões e reações agressivas: xingamentos contra juiz, jogadores ou colegas podem ser vistos como comportamento inadequado no ambiente de trabalho.😉 Participe das ações da empresa com bom senso: bolões, decoração e transmissões podem ajudar na integração da equipe, desde que não atrapalhem a rotina.🧘🏼‍♀️Retome o foco após o jogo: terminada a partida, o ideal é voltar rapidamente às atividades e manter a produtividade.💭 Lembre-se de que o ambiente continua profissional: a Copa pode deixar o clima mais leve, mas o trabalho continua exigindo postura, respeito e maturidade emocional.🥅 Na hora do gol, comemore sem exageros: vibrar faz parte da Copa, mas é importante ter bom senso no ambiente corporativo. Evite gritos excessivos, correr pelo escritório, interromper reuniões ou provocar colegas. A comemoração não deve atrapalhar quem continua trabalhando.

Funcionários trabalham na startup GetNinjas, que enfeitou o ambiente de trabalho para os jogos da Copa do Mundo — Foto: Marcelo Brandt/G1

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Porto que concentra entrada de carros elétricos no Brasil amplia capacidade em 40% com investimento de R$ 35 milhões no ES

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 04:48

Espírito Santo Porto que concentra entrada de carros elétricos no Brasil amplia capacidade em 40% com investimento de R$ 35 milhões no ES Nova área de 65 mil m² no Terminal Portuário de Vila Velha, na Grande Vitória, permitirá movimentar até 8 mil contêineres a mais por mês e deve atrair novas cargas para o Espírito Santo. Por Ana Elisa Bassi, g1 ES

O Terminal Portuário de Vila Velha, no Espírito Santo, inaugurou a Retroárea Penedo, ampliando sua capacidade operacional em 40% com investimento de R$ 35 milhões.

A ampliação fortalece o terminal capixaba como a principal porta de entrada de carros elétricos no Brasil, recebendo cerca de 90% dessas importações nacionais.

Com a nova estrutura de 65 mil metros quadrados, a administração do porto espera receber aproximadamente 8 mil contêineres adicionais a cada mês.

Nos últimos 12 meses, o terminal movimentou 217 mil contêineres, registrando crescimento que atrai novos negócios nos setores de siderurgia e offshore.

A inauguração conclui um ciclo de investimentos de R$ 205 milhões desde 2021, com previsão de aplicar mais R$ 500 milhões até 2048.

O Terminal Portuário de Vila Velha (TVV), no Espírito Santo, inaugurou nesta quarta-feira (10) uma nova área de movimentação e armazenamento de cargas que deve ampliar em cerca de 40% sua capacidade operacional. O terminal se consolidou como a principal porta de entrada de carros elétricos e híbridos impórtados pelo Brasil.

O espaço, chamado Retroárea Penedo, recebeu investimento de R$ 35 milhões e tem aproximadamente 65 mil metros quadrados. A ampliação ocorre em um momento de crescimento das operações do terminal.

Segundo o Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Espírito Santo (Sindiex), cerca de 90% das importações desses tipos de veículos entram no país pelo litoral capixaba, em sua maioria por meio do TVV.

Para o coordenador do Comitê Logístico do Sindiex, Breno Sasso, a nova área fortalece a posição do Espírito Santo como um dos principais polos logísticos do país.

"Estamos muito satisfeitos com mais essa entrega, que representa uma melhora clara no fluxo de mercadorias. A ampliação beneficia exportadores e importadores ao aumentar a capacidade operacional do terminal e reduzir o tempo de permanência das cargas no porto", avaliou.

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Porto que concentra entrada de carros elétricos no Brasil amplia capacidade com investimento de R$ 35 milhões no Espírito Santo — Foto: Divulgação/Log-In Logística Integrada

A expectativa da Log-In Logística Integrada, empresa responsável pela administração do porto, é que a nova estrutura permita receber aproximadamente 8 mil contêineres a mais por mês. O complexo é o único do Espírito Santo que recebe contêineres.

Além de aumentar a capacidade de armazenamento, a medida deve reduzir gargalos logísticos e evitar que cargas precisem ser encaminhadas para portos de outros estados.

"Imagina um produtor do Norte do estado que precisa escoar uma carga e passa pela porta do porto sem conseguir operar aqui por falta de capacidade. Ele acaba tendo que levar essa carga para o Rio de Janeiro. Isso representa um custo enorme", indicou o diretor de Terminais da Log-In, Gustavo Paixão.

Nos últimos 12 meses, o TVV movimentou cerca de 217 mil contêineres. Já a carga geral alcançou 929,7 mil toneladas em 2025, volume 30% superior ao registrado no ano anterior.

De acordo com Paixão, a ampliação também cria condições para atrair novas operações para o Espírito Santo. Além dos veículos elétricos, setores como o offshore e a siderurgia podem ampliar o uso da estrutura portuária capixaba.

O ganho de eficiência também pode trazer reflexos econômicos. Com operações mais ágeis e menor necessidade de deslocamento de cargas, a tendência é de redução desses custos ao longo da cadeia logística.

Porto que é porta de entrada dos carros elétricos importados pelo Brasil amplia capacidade com investimento de R$ 35 milhões no Espírito Santo — Foto: Ana Elisa Bassi/g1 ES

"Hoje, cerca de 16% do PIB brasileiro é consumido por custos logísticos. Esse custo acaba compondo o preço final dos produtos e também afeta a competitividade das exportações. Ganhos de eficiência na operação ajudam a reduzir esse impacto e tornam a cadeia logística mais competitiva".

"Só para este projeto, contratamos cerca de 100 novos profissionais, que já estão atuando nas operações da nova área. Além dos empregos diretos, a expansão também gera oportunidades para empresas terceirizadas e outros serviços ligados à atividade portuária".

A entrada em operação da Retroárea Penedo encerra um ciclo de investimentos de R$ 205 milhões realizado pela Log-In, desde 2021, no TVV. A empresa informou ainda que pretende investir mais de R$ 500 milhões no terminal até 2048, dentro do contrato de concessão.

Terminal portuário do Espírito Santo amplia capacidade em 40% com investimento de R$ 35 milhões. — Foto: Divulgação

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