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Empreendedores têm até 30 de janeiro para aderir ao Simples Nacional; veja como fazer

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 16:46

Empreendedorismo Empreendedores têm até 30 de janeiro para aderir ao Simples Nacional; veja como fazer Regime para MEIs, micro e pequenas empresas possibilita o pagamento de impostos de forma simplificada. Solicitação é feita pela internet; veja o passo a passo. Por Redação g1 — São Paulo

Empreendedores que desejam aderir ou retornar ao Simples Nacional têm até 30 de janeiro para fazer o pedido.

O prazo vale tanto para empresas que nunca optaram pelo regime quanto para aquelas que foram excluídas e querem reingressar.

Microempreendedores Individuais (MEIs), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) têm direito a optar pelo regime, que possibilita o pagamento simplificado de impostos.

Todas as empresas que desejam optar pelo Simples Nacional precisam ter inscrição no CNPJ, inscrição municipal e, quando exigível, inscrição estadual.

Empreendedores que desejam aderir ou retornar ao Simples Nacional têm até 30 de janeiro para fazer o pedido. O prazo vale tanto para empresas que nunca optaram pelo regime quanto para aquelas que foram excluídas e querem reingressar.

Microempreendedores Individuais (MEIs), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) têm direito a optar pelo regime, que possibilita o pagamento simplificado de impostos.

Todas as empresas que desejam optar pelo Simples Nacional precisam ter inscrição no CNPJ, inscrição municipal e, quando exigível, inscrição estadual.

Acesse o Portal do Simples Nacional;O acesso é feito com certificado digital ou código de acesso;Na aba Simples – Serviços, clique em Opção e depois em Solicitação de Opção pelo Simples Nacional;Uma verificação automática de pendências é feita logo após a solicitação. Não havendo pendências, a opção será aprovada. Se tiver alguma pendência, a opção ficará “em análise”;É possível acompanhar o andamento do processo dentro do Portal do Simples Nacional, na opção Acompanhamento da Formalização da Opção pelo Simples Nacional.

A verificação é feita de forma conjunta pela Receita Federal, estados e municípios. Para ingressar ou reingressar no Simples Nacional, é essencial que o CNPJ esteja regularizado, ou seja, sem pendências junto às administrações tributárias da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

A Receita Federal permite a regularização por meio de parcelamentos e transações. Caso o pedido de reinclusão seja aprovado, a empresa retorna ao regime com efeito retroativo a 1º de janeiro do ano vigente.

Os contribuintes que já estão no Simples Nacional e não foram excluídos continuam no sistema, sem necessidade de nova solicitação. A renovação é automática, exceto nos casos em que a empresa tenha sido excluída do regime, por exemplo, por dívidas. (leia mais abaixo)

Entre as principais irregularidades que levam à exclusão do Simples, segundo a Receita Federal, estão a falta de documentos, o excesso de faturamento, débitos tributários, parcelamentos pendentes e o exercício pela empresa de atividades não incluídas nesse regime de tributação.

Para empresas em início de atividade, o prazo para a solicitar a adesão é de 30 dias contados do último deferimento de inscrição (municipal ou estadual), desde que não tenham decorridos 60 dias da data de abertura do CNPJ.

Empresas que estão inscritas na dívida ativa da União também têm até o dia 30 de janeiro para regularizar a situação. O mesmo vale para quem perdeu o registro de MEI por causa de débitos com a Receita.

Os MEIs nessa situação, além de solicitarem a adesão ao Simples, devem, em seguida, pedir o enquadramento no Simei, por meio de outro serviço disponível no Portal do Simples Nacional. O prazo também termina no dia 30 de janeiro.

➡️ A verificação da situação fiscal e os pedidos de renegociação podem ser feitos de forma totalmente digital pelo Portal de Serviços da Receita Federal, acessando a seção do Simples Nacional no menu principal e na sequência a opção "Minhas Dívidas e Pendências", ou pelo Portal do Simples Nacional.

A Receita Federal avisou empreendedores endividados de que eles poderiam ser excluídos do Simples Nacional entre novembro e dezembro do ano passado.

O empreendedor que foi excluído do regime ainda pode fazer os pagamentos e, se não tiver outros impedimentos legais, solicitar novamente a adesão ao Simples até o fim do mês.

Segundo o Sebrae, para regularizar a situação é necessário pagar uma entrada ainda em janeiro. O valor restante pode ser parcelado, de acordo com as regras do órgão responsável pela cobrança.

Quando o débito for com a Receita Federal, a regularização deve ser feita pelo Portal do Simples Nacional. Já as dívidas inscritas na Dívida Ativa da União devem ser negociadas pelo Portal do Regularize.

No caso de débitos estaduais ou municipais, o acerto precisa ser feito diretamente com o órgão local. A empresa que perder o prazo só poderá solicitar nova adesão em janeiro de 2027.

O CNPJ permanece ativo, mas passa a enquadrar-se em outro regime de tributação — Lucro Real ou Lucro Presumido —, no qual os impostos são recolhidos de forma individual.

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Os brasileiros que largaram diploma e carreira no Brasil para viver de faxina em Londres

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 16:46

Empreendedorismo Os brasileiros que largaram diploma e carreira no Brasil para viver de faxina em Londres Vivendo em situação irregular no Reino Unido, brasileiros encontram no emprego informal um jeito de se sustentar. A renda é alta para os padrões brasileiros, mas as condições podem ser precárias, e há o medo constante de ser deportado. Por Vinícius Macêdo

O setor de limpeza no Reino Unido é um dos maiores do país, mas oferece baixos salários e condições precárias.

Há um ano, quando a engenheira civil Lívia, de 28 anos, deixou João Pessoa, na Paraíba, ela acreditava que Londres seria o ponto de virada da sua vida.

Graduada e mestre pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), ela chegou à capital britânica com visto de turista para estudar inglês e, depois, planejava buscar trabalho em sua área.

"Aprender inglês era meu principal objetivo. Sempre fui apaixonada pela cidade, pela arquitetura e pela cultura. Queria mudar de vida, já que não via nenhuma perspectiva na minha área no Brasil, ainda mais no meu Estado", conta Lívia.

🔎 Como todos os imigrantes brasileiros entrevistados nesta reportagem, ela pediu para não ser identificada por seu nome verdadeiro.

O recomeço de Lívia veio acompanhado de dificuldades para validar seu diploma brasileiro — um processo que, segundo ela, é "caro e demorado".

Desde que chegou, passou então a trabalhar de forma irregular, sem visto apropriado e nem contratos formais.

Ela diz que está tentando obter permissão para morar e trabalhar em algum país da União Europeia, bloco do qual o Reino Unido não faz mais parte desde 2020, onde ela acredita que pode conseguir a aprovação com mais facilidade.

A brasileira começou trabalhando como faxineira (ou cleaner, em inglês, termo usado para designar profissionais da limpeza no Reino Unido). Segundo entrevistados pela reportagem, é um tipo de trabalho comum para brasileiros morando no país.

"Nunca tinha feito nada manual antes. Foi difícil, mas precisava trabalhar. No começo, senti vergonha. Hoje, só quero estabilidade", diz Lívia.

Ela também trabalhou na limpeza da área de uma piscina de escola, cuidando de banheiros e áreas comuns, secando pisos e mantendo o local em ordem. Para isso, recebia 12,20 libras (R$ 88) por hora.

"Era muito cansativo, muitas horas de serviço, mas fisicamente mais tranquilo do que a limpeza de casas", conta a brasileira.

O oceanógrafo Wagner, de 28 anos, que deixou Porto Alegre há três anos, vive frustrações parecidas. No Brasil, ele fez várias atividades acadêmicas em sua área, mas diz que a carreira não é valorizada no país.

"Vim para Londres para conseguir trabalhar, mesmo sem documentação, e pela qualidade de vida", diz Wagner.

"Terminei minha graduação durante o intercâmbio, mas nunca consegui exercer a profissão — mais por falta de oportunidade do que por vontade própria."

Mas, diferente de Lívia, Wagner já contava que poderia acabar trabalhando com limpeza. Atualmente, ele trabalha em um hotel londrino, por meio de uma agência, e recebe cerca de 2 mil libras (R$ 14,4 mil) por mês.

"Considero o salário baixo para o que é exigido. É um trabalho pesado. Tenho dores na lombar e nas mãos, uma rotina intensa, escala 6×1 e cansaço constante", diz Wagner.

Antes de conseguir o trabalho atual, ele trabalhava como cleaner independente, recebendo entre 10 libras (R$ 72) e 13 libras (R$ 94) por hora — o suficiente apenas para pagar aluguel e suprir suas necessidades básicas.

Seus trabalhos também sempre foram irregulares. O oceanógrafo diz que nenhum tipo de visto se aplica a seu caso, por não ter vínculos familiares no Reino Unido, especialização ou um salário suficiente para atender aos requisitos exigidos.

"Além disso, são poucas as empresas dispostas a custear um visto de trabalho, ainda mais para mim, que sou recém-formado. Então, continuo trabalhando assim e juntando dinheiro, enquanto espero que apareça alguma oportunidade no futuro", afirma Wagner.

"Fico triste de ver tantos brasileiros qualificados trabalhando com limpeza ou em funções abaixo do nível de formação que têm. O Brasil perde muita gente boa por não valorizar o que tem."

No caso de Lívia, trocar o capacete de engenheira por vassouras e produtos de limpeza representa um recomeço indesejado — algo que ela jamais imaginou enfrentar, embora reconheça a dignidade do trabalho.

"Não é fácil ser chamada de faxineira após tanto tempo de estudo, mas aprendi na marra que todo trabalho é digno, e é isso que importa nesse momento", conta a brasileira.

As trajetórias de Lívia e Wagner ilustram o que a pesquisadora Claire Marcel, da SOAS University of London, chama de "paradoxo da sobrequalificação migrante".

Em sua tese de doutorado "Navigating Precarity: The Lives of London's Migrant Cleaners" (Navegando a precariedade: as vidas dos faxineiros imigrantes de Londres, em tradução livre do inglês), Marcel afirma que mesmo aqueles com diplomas universitários enfrentam os mesmos baixos salários, longas jornadas e insegurança que os demais.

Marcel explica que as qualificações obtidas em outros países muitas vezes não são reconhecidas e que o status migratório limita as possibilidades de emprego. A barreira linguística agrava a situação, acrescenta a pesquisadora.

Tânia Tonhati, professora e pesquisadora do departamento de Sociologia da Universidade de Brasília, explica que casos como os dos dois brasileiros entrevistados pela BBC News Brasil refletem um fenômeno estrutural da imigração brasileira contemporânea.

"Desde os anos 1990, o Reino Unido sempre recebeu imigrantes brasileiros com ensino superior e alta qualificação. O que mudou agora é o contexto", diz Tonhati, que já realizou pesquisas sobre imigração e a atuação de cidadãos do Brasil no exterior.

"Depois do Brexit [saída do Reino Unido da União Europeia] e da pandemia, o processo migratório ficou mais restrito e caro. Muitos brasileiros que antes circulavam com passaporte europeu perderam essa facilidade, tornando o recomeço mais precário e, em muitos casos, mais solitário."

A pesquisadora afirma que um perfil de imigrante comum no Reino Unido é justamente o do jovem com "capital econômico, social e cultural" que aceita empregos temporários — e, muitas vezes, em condições precárias de trabalho — com a esperança de mudar depois.

E acrescenta: "Quase todos os imigrantes, não só brasileiros" passam por essa espécie de "rebaixamento", em que uma pessoa altamente qualificada ocupa funções abaixo da sua formação.

"Não se trata de falta de mérito individual, mas de estruturas que desvalorizam o trabalho migrante", conclui Tonhati.

Para quem deixa o Brasil sem diploma universitário e sem visto, os obstáculos se multiplicam. É o caso da goiana Fabiana, de 24 anos, que chegou a Londres em 2020, durante a pandemia, com a esperança de juntar dinheiro para voltar e estudar.

Cinco anos depois, ela encontrou estabilidade como funcionária em uma casa de família, onde trabalha de segunda a sexta, das 8h30 às 19h. Antes disso, passou por diferentes funções — de entregadora de comida a babá.

"Faço tudo: limpeza, comida, passo roupa, cuido do cachorro. Sou quase uma governanta — nem sei se essa função ainda existe", brinca Fabiana.

Ela trabalha por meio de uma agência terceirizada. Ela conta que o cliente paga 16,50 libras (R$ 119) por hora, Fabiana fica com 11 libras (R$ 79), e as 5,50 restantes (R$ 40) vão para a empresa.

Com essa carga horária, o salário semanal chega a cerca de 550 libras (R$ 3.963), aproximadamente 2,2 mil (R$ 15,9) por mês.

➡️ Apesar desse rendimento, alto para os padrões brasileiros, o custo de vida em Londres — incluindo aluguel, transporte e alimentação — consome mais da metade, deixando pouco espaço para poupança ou imprevistos.

Segundo Fabiana, é muito comum encontrar brasileiros no ramo da faxina — e muitos deles contam como é sua rotina, quanto ganham e compartilham dicas em redes sociais como o TikTok.

"Foi assim que consegui meu primeiro emprego: por meio de grupos nas redes sociais de brasileiros", conta a goiana.

"Até hoje, consigo meus trabalhos por indicação de outros brasileiros ou em grupos de WhatsApp da comunidade. Eu estou em pelo menos uns dez grupos, cheios de pessoas que trabalham com isso."

A brasileira, que concluiu o ensino médio, diz que sua falta de diploma universitário impede a regularização do seu status migratório.

"Vim durante a pandemia, quando as regras e leis de imigração ficaram ainda mais complicadas. Além disso, assistência jurídica é cara, e priorizo ajudar minha família no Brasil com o dinheiro que ganho", afirma Fabiana.

"A imigração já bateu na minha porta quando eu não estava. Já fui parada pela polícia e precisei fugir. Vivo com medo, em uma ansiedade constante, em um estado de vigilância permanente".

Essa situação afeta diretamente sua vida profissional. "Não é que alguém diga que vai te deportar, mas você sente que chamar atenção pode virar problema", diz a brasileira.

"Por isso, muita gente — inclusive eu — evita reclamar de salário, horário, qualquer coisa. A gente engole muita coisa porque tem medo de alguém te denunciar."

"Vivo em alerta o tempo todo, com dinheiro de emergência na conta e um contato para arrumar minhas malas caso eu seja deportado", diz o oceanógrafo.

"Parece que estou acabando com minha saúde física e mental a troco de 'qualidade de vida'. Mas, no Brasil, também seria impossível conseguir estabilidade."

O Home Office, órgão do governo britânico responsável pela imigração, segurança e aplicação da lei no Reino Unido, diz em nota à BBC News Brasil que o tempo de processamento para um visto de trabalho padrão e não complexo é de "apenas 15 dias úteis".

Uma publicação no site do governo britânico mostra que esse é o prazo para vários tipos de visto de trabalho, como de curta duração para trabalhadores criativos e trabalhadores sazonais; e de longa duração para profissionais de saúde e trabalhadores qualificados (skilled worker).

O órgão explica ainda que o visto do tipo skilled worker é o mais adequado para empregadores que estejam contratando estrangeiros para trabalhar no Reino Unido.

Segundo o Home Office, o candidato a esse visto deve ter uma oferta de um empregador aprovado pelo Ministério do Interior, além da previsão de um salário anual de pelo menos 41,7 mil libras (R$ 339,4 mil) ou o salário-padrão para sua ocupação — o que for maior.

"Os requisitos salariais podem ser reduzidos por meio de pontos negociáveis ​​para um mínimo de 30.960 libras [R$ 223,1 mil) por ano", explica o órgão, acrescentando que os candidatos a esse visto podem solicitar também a entrada de familiares e, após cinco anos, podem pedir residência permanente no Reino Unido.

O Home Office pede ainda que qualquer pessoa que "acredite ter testemunhado um crime relacionado à imigração" faça uma denúncia às autoridades.

"Optar por não denunciar o trabalho ilegal prejudica os empregadores honestos, reduz os salários locais e alimenta o crime organizado relacionado à imigração", diz o órgão britânico, acrescentando que a fiscalização contra o trabalho ilegal aumentará ainda mais em 2026.

Apesar das realidades enfrentadas pelos jovens brasileiros entrevistados, o setor em que eles trabalham tem grande peso econômico.

Segundo dados divulgados esse ano pelo British Cleaning Council (BCC), associação nacional da indústria de limpeza, o faturamento do mercado de limpeza, higiene e resíduos do Reino Unido atingiu 66,9 bilhões de libras (cerca de R$ 482 bilhões) em 2022 — um crescimento de 10,2% em 12 meses, tornando-se uma das dez maiores indústrias do país.

O setor emprega 1,49 milhão de pessoas, cerca de 5% da força de trabalho britânica. Os trabalhadores da área são na maioria mulheres (58%) e em muitos casos, imigrantes, especialmente em Londres.

Na capital, 60% dos trabalhadores da limpeza nasceram fora do Reino Unido e 40% são britânicos. O BCC não esclarece, no entanto, se esses dados dizem respeito apenas ao trabalho formal.

Marcel aponta que o crescimento do setor se apoia na precarização e na terceirização extrema, deixando os diretos dos trabalhadores à margem.

"Muitos cleaners recebem em dinheiro, sem contrato formal, e podem ser dispensados sem aviso prévio, o que os torna vulneráveis ao roubo de salários e à exploração", explica a pesquisadora.

"Ganhava 9,50 libras [R$ 68] por hora, valor abaixo do comum, com pagamento a cada 15 dias. Trabalhava muitas horas, às vezes, sem tempo para comer, e chegava exausta em casa, porque morava longe", lembra a brasileira.

Entre julho de 2024 e junho de 2025, o Home Office aumentou em 48% operações de fiscalização em relação ao ano anterior — Foto: Getty Images

Entre julho de 2024 e junho de 2025, o Home Office realizou 10.031 operações de fiscalização, um aumento de 48% em relação ao ano anterior.

As operações miram situações de trabalho ilegal, mas os dados divulgados não especificam se envolvem trabalhadores britânicos, imigrantes regulares ou irregulares.

No mesmo período, foram registradas 7.130 prisões de imigrantes suspeitos de trabalho ilegal, 51% a mais que no ano anterior. Londres concentrou 1.786 prisões, seguida por País de Gales e Oeste da Inglaterra (1.196) e Midlands (1.151).

O governo britânico também aplicou 2.105 multas a empregadores de pessoas em situação irregular, com punições chegando a 60 mil libras (R$ 432,4 mil) por trabalhador em situação irregular.

Além disso, dados oficiais mostram que 4.810 brasileiros retornaram voluntariamente ao país no período de um ano — um aumento de 49% em relação a 2024.

O programa de retorno voluntário do Home Office oferece até 3 mil libras (R$ 21,6 mil) para pessoas em situação migratória irregular que aceitem deixar o Reino Unido.

Os brasileiros representaram 18% dos 26.761 retornos voluntários realizados entre julho de 2024 e junho de 2025.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, vivem atualmente no Reino Unido 230 mil brasileiros, sendo 190 mil na área do Consulado-Geral de Londres — a quarta maior comunidade brasileira no mundo, atrás dos Estados Unidos (2,08 milhões), Portugal (513 mil) e Paraguai (263 mil).

Questionado pela BBC News Brasil se estes números incluem pessoas em situação regular e irregular, o ministério afirmou apenas que "os serviços consulares do Estado brasileiro (com base nos quais são feitas as estimativas a que faz menção) são prestados aos cidadãos brasileiros no exterior nos termos da lei do Brasil, independentemente do status do nacional perante qualquer Estado estrangeiro".

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Morando em Nova York, brasileira comanda fábrica de minipicolés em SP e fatura R$ 2,8 milhões

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 16:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Morando em Nova York, brasileira comanda fábrica de minipicolés em SP e fatura R$ 2,8 milhões Com apoio da tecnologia, empresária administra produção a mais de 7 mil km de distância e produz 8 mil gelatos por mês. Por PEGN

Mariana Galvão administra, à distância, uma fábrica de sorvetes e sobremesas no palito localizada na zona sul de São Paulo, mesmo morando hoje em Nova York, nos Estados Unidos.

Formada em Direito, Mariana mudou completamente de rota ao descobrir a paixão pela gastronomia enquanto estudava para concursos.

A curiosidade virou profissão depois de cursos de chef de cozinha, especializações em sorvetes no Brasil e uma temporada de estudos na Itália, onde se tornou chef gelatière.

Hoje, a empresa produz cerca de 8 mil gelatos no palito por mês, com 18 sabores de sobremesas no palito e 14 sabores de bombons gelados.

A tecnologia encurtou distâncias e permitiu novos formatos de empreender. É assim que a empresária Mariana Galvão administra, à distância, uma fábrica de sorvetes e sobremesas no palito localizada na zona sul de São Paulo, mesmo morando hoje em Nova York, nos Estados Unidos.

Formada em Direito, Mariana mudou completamente de rota ao descobrir a paixão pela gastronomia enquanto estudava para concursos.

A curiosidade virou profissão depois de cursos de chef de cozinha, especializações em sorvetes no Brasil e uma temporada de estudos na Itália, onde se tornou chef gelatière.

“Comecei a desenvolver alguns sabores na cozinha da minha própria casa”, relembra. Capim-limão, cheesecake, banana caramelizada e receitas com ervas e especiarias passaram a ser testadas por familiares e amigos, os primeiros clientes da marca.

Como uma fábrica de mini picolés é gerida a mais de 7 mil quilômetros de distância — Foto: Reprodução/PEGN

As criações chamavam atenção em festas e eventos, principalmente pelo visual delicado e pelos sabores diferentes. Foi assim que surgiu o carro-chefe do negócio: o minipicolé, uma sobremesa no palito em tamanho menor, pensada para ser bonita, elegante e fácil de consumir.

“Não é um picolé comum, é uma sobremesa no palito”, explica Mariana. A demanda cresceu rapidamente, e as produções já não cabiam mais nas geladeiras de casa. Há dez anos, ela decidiu investir em uma fábrica própria.

Hoje, a empresa produz cerca de 8 mil gelatos no palito por mês, com 18 sabores de sobremesas no palito e 14 sabores de bombons gelados.

A fábrica conta com 12 funcionários e uma loja física na frente do espaço, onde também são vendidos sorvetes em potes, bolos gelados e sobremesas inteiras ou em fatias.

O investimento inicial, feito em 2014, foi de R$ 800 mil. Atualmente, o faturamento anual chega a R$ 2,8 milhões.

Mesmo a mais de sete mil quilômetros de distância, Mariana acompanha tudo de perto. A gestão é feita por meio de reuniões online, ligações, mensagens e uma equipe de confiança no Brasil.

Uma das peças-chave é Daniele Vicente, diretora da empresa, contratada em entrevista virtual e responsável por dividir as decisões administrativas e de produção.

“A comunicação é muito tranquila. A única dificuldade é quando surge um sabor novo, porque ela não consegue provar”, conta Daniele. Nesses casos, os testes são feitos pela equipe local, com apoio de uma engenheira de alimentos.

Como uma fábrica de minipicolés é gerida a mais de 7 mil quilômetros de distância — Foto: Reprodução/PEGN

Outra figura essencial na trajetória da empresa é Ridelci Ribeiro, funcionária que está com Mariana desde o início do negócio e hoje ocupa a chefia da produção. “Aqui é tudo para mim. A gente foi aprendendo junto”, diz.

A empresária já morou na Ásia, em países como Singapura, e hoje vive nos Estados Unidos. Para ela, empreender à distância exige mais do que tecnologia.

“É preciso aprender a delegar. Minha frase é: confiar sempre conferindo”, afirma. “Se a pessoa for muito controladora, fica difícil. Hoje eu deixo nas mãos da equipe o meu sonho", completa.

Com três filhas e uma empresa consolidada no Brasil, Mariana divide o tempo entre a família e os negócios. O fuso horário menor em relação aos EUA facilitou a rotina, mas o desafio continua.

“Meus planos são grandes, às vezes parecem até inatingíveis. Mas ninguém corre uma maratona de um dia para o outro”, diz. “Nunca perca a capacidade de sonhar. Ou eu acerto, ou eu aprendo", finaliza.

📍 Rua Barão de Jaceguai 1376 – Campo belo – São Paulo/SP – CEP: 04608-003📞 Telefone: (11) 2506-9295📧 Email: mariana@verolattegelato.com.br🌐 Site: www.verolattegelato.com.br📸 Instagram: https://www.instagram.com/verolattegelato/

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MEI: confira valores de contribuição, prazos para quitar dívidas e obrigações em 2026

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 16:45

Empreendedorismo MEI: confira valores de contribuição, prazos para quitar dívidas e obrigações em 2026 Empreendedores que desejam aderir ao Simples Nacional têm até o dia 30 de janeiro para fazer a solicitação. Veja as principais obrigações e datas para ficar atento em 2026. Por Redação g1 — São Paulo

Com o reajuste do salário mínimo, o valor da contribuição previdenciária que os Microempreendedores Individuais (MEIs) precisam pagar todos os meses também subiu em 2026.

Além disso, é preciso ficar atento ao prazo para a regularização de dívidas, além dos critérios para se manter no Simples Nacional em 2026.

A contribuição mensal do Microempreendedor Individual (MEI) foi atualizada no início de 2026. O valor é tabelado e representa 5% do novo salário mínimo, de R$ 1.621.

Os MEIs que atuam em atividades sujeitas ao ICMS, como comércio e indústria, têm acréscimo de R$ 1 por mês no DAS. Para atividades sujeitas ao ISSQN, como prestação de serviços, o valor adicional é de R$ 5.

Empreendedores que desejam aderir ou retornar ao Simples Nacional têm até 31 de janeiro para fazer o pedido. O prazo vale tanto para empresas que nunca optaram pelo regime quanto para aquelas que foram excluídas e desejam reingressar.

Com o reajuste do salário mínimo, o valor da contribuição previdenciária que os Microempreendedores Individuais (MEIs) precisam pagar todos os meses também subiu em 2026.

Além disso, é preciso ficar atento ao prazo para a regularização de dívidas, além dos critérios para se manter no Simples Nacional em 2026.

🤑 Contribuição mensal📝 Adesão ou regularização do Simples Nacional📆 Prazo para quitar dívidas👩🏽‍💻 Declaração anual

A contribuição mensal do Microempreendedor Individual (MEI) foi atualizada no início de 2026. O valor é tabelado e representa 5% do novo salário mínimo, de R$ 1.621.

A contribuição do MEI em geral sobe de R$ 75,90 para R$ 81,05;O MEI caminhoneiro, cuja alíquota é maior, passa a recolher R$ 194,52 por mês.

Os MEIs que atuam em atividades sujeitas ao ICMS, como comércio e indústria, têm acréscimo de R$ 1 por mês no DAS. Para atividades sujeitas ao ISSQN, como prestação de serviços, o valor adicional é de R$ 5.

O MEI em geral vai pagar entre R$ 81,05 e R$ 87,05 por mês, a depender da atividade exercida.O MEI Caminhoneiro pode pagar entre R$ 194,52 e R$ 200,52, conforme o tipo de carga transportada e o destino.

O valor é recolhido por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que reúne a contribuição ao INSS e os tributos cobrados conforme a atividade exercida pelo microempreendedor.

O pagamento mensal da contribuição garante ao MEI acesso aos principais benefícios da Previdência Social. Entre eles, estão:

Aposentadoria por idade;Auxílio-doença;Aposentadoria por invalidez; Salário-maternidade;Pensão por morte; e Auxílio-reclusão.

O vencimento do DAS é sempre no dia 20 de cada mês. O documento pode ser emitido pelo Portal do Simples Nacional ou pelo aplicativo App MEI, disponível para celulares com sistemas Android e iOS.

O pagamento pode ser realizado por boleto, PIX, débito automático ou outras opções oferecidas pelas instituições financeiras.

Empreendedores que desejam aderir ou retornar ao Simples Nacional têm até 30 de janeiro para fazer o pedido. O prazo vale tanto para empresas que nunca optaram pelo regime quanto para aquelas que foram excluídas e desejam reingressar.

Microempreendedores Individuais (MEIs), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) têm direito a optar pelo regime, que possibilita o pagamento simplificado de impostos.

Todas as empresas que desejam optar pelo Simples Nacional precisam ter inscrição no CNPJ, inscrição municipal e, quando exigível, inscrição estadual.

Acesse o Portal do Simples Nacional;O acesso é feito com certificado digital ou código de acesso;Na aba Simples – Serviços, clique em Opção e depois em Solicitação de Opção pelo Simples Nacional;Uma verificação automática de pendências é feita logo após a solicitação. Não havendo pendências, a opção será aprovada. Se tiver alguma pendência, a opção ficará “em análise”;É possível acompanhar o andamento do processo dentro do Portal do Simples Nacional, na opção Acompanhamento da Formalização da Opção pelo Simples Nacional.

A verificação é feita de forma conjunta pela Receita Federal, estados e municípios. Por isso, a empresa não pode ter pendências cadastrais ou fiscais nem débitos com nenhum ente federado.

A Receita Federal permite a regularização por meio de parcelamentos e transações. Caso o pedido de reinclusão seja aprovado, a empresa retorna ao regime com efeito retroativo a 1º de janeiro do ano vigente.

Os contribuintes que já estão no Simples Nacional e não foram excluídos continuam no sistema, sem necessidade de nova solicitação. A renovação é automática, exceto nos casos em que a empresa tenha sido excluída do regime, por exemplo, por dívidas.

Para ingressar ou reingressar no Simples Nacional, é essencial que o CNPJ esteja regularizado, ou seja, sem pendências junto às administrações tributárias da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Entre as principais irregularidades que levam à exclusão do Simples, segundo a Receita Federal, estão a falta de documentos, excesso de faturamento, débitos tributários, parcelamentos pendentes e o exercício de atividades não permitidas nesse regime de tributação.

Para empresas em início de atividade, o prazo para solicitar a adesão é de 30 dias contados a partir do último deferimento de inscrição (municipal ou estadual), desde que não tenham se passado 60 dias da data de abertura do CNPJ.

Empresas que foram excluídas do Simples Nacional por causa de dívidas, mas regularizaram todas as pendências, precisam solicitar novamente a adesão se quiserem voltar ao regime. O prazo para o pedido também termina no dia 30 de janeiro.

Os MEIs nessa situação, além de solicitarem a adesão ao Simples, devem, em seguida, pedir o enquadramento no Simei, por meio de outro serviço disponível no Portal do Simples Nacional.

➡️ A verificação da situação fiscal e os pedidos de renegociação podem ser feitos de forma totalmente digital pelo Portal de Serviços da Receita Federal, acessando a seção do Simples Nacional no menu principal e na sequência a opção "Minhas Dívidas e Pendências", ou pelo Portal do Simples Nacional.

A Receita Federal avisou empreendedores endividados de que eles poderiam ser excluídos do Simples Nacional entre novembro e dezembro do ano passado.

O empreendedor que foi excluído do regime ainda pode fazer os pagamentos e, se não tiver outros impedimentos legais, solicitar novamente a adesão ao Simples até o fim do mês.

Segundo o Sebrae, para regularizar a situação é necessário pagar uma entrada ainda em janeiro. O valor restante pode ser parcelado, de acordo com as regras do órgão responsável pela cobrança.

Quando o débito for com a Receita Federal, a regularização deve ser feita pelo Portal do Simples Nacional. Já as dívidas inscritas na Dívida Ativa da União devem ser negociadas pelo Portal do Regularize.

No caso de débitos estaduais ou municipais, o acerto precisa ser feito diretamente com o órgão local. A empresa que perder o prazo só poderá solicitar nova adesão em janeiro de 2027.

O CNPJ permanece ativo, mas passa a enquadrar-se em outro regime de tributação — Lucro Real ou Lucro Presumido —, no qual os impostos são recolhidos de forma individual.

Todos os anos, o MEI deve declarar o valor do faturamento do ano anterior por meio da Declaração Anual do Simples Nacional para o Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI).

Ela pode ser preenchida pelo próprio MEI até o último dia de maio de cada ano, no Portal do Empreendedor. A entrega fora do prazo da DASN-SIMEI gera uma multa de 2% a cada mês de atraso, limitada a 20% sobre o valor total dos tributos declarados, ou mínimo de R$ 50.

Na declaração anual, é necessário preencher o valor total da receita bruta obtida pelo MEI no ano anterior. Entram as vendas de mercadorias ou prestação de serviços, além de ser necessário indicar se houve ou não o registro de empregado.

Acessar o portal do empreendedor e selecionar a aba "Já sou MEI";Escolha a opção “Declaração Anual de Faturamento” e clique em entregar a declaração;O CNPJ do MEI será solicitado. Depois, o empreendedor deve escolher o ano que deseja declarar e preencher os dados com as receitas obtidas;Uma tela com o resumo dos valores dos impostos pagos naquele ano será aberta;

Por último, é só clicar em transmitir. Nos casos de não movimentação ou faturamento, os campos de Receitas Brutas, Vendas e/ou Serviços devem ser preenchidos com o valor de R$ 0,00 – indicando que, de fato, não houve rendimentos.

O documento reúne as informações sobre as contribuições e o faturamento da empresa em 2025 e de empregados que eventualmente o MEI tenha tido. Mesmo quem não teve faturamento, precisa fazer a declaração.

Para facilitar a entrega da declaração, todo mês, o MEI deve preencher o Relatório Mensal das Receitas Brutas que obteve no mês anterior. Essa também é uma obrigação prevista em lei, segundo o governo federal.

"Apesar de não precisar ser entregue em nenhum órgão, ele [o relatório] deve ser preenchido até o dia 20 do mês seguinte às vendas ou prestações de serviços. Ele deve ser arquivado, junto com as notas fiscais de compras e vendas, por um período mínimo de 5 anos", diz a orientação no Portal do Empreendedor.

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Camarão no copo e milho gourmet levam negócios de praia a faturar até R$ 150 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Camarão no copo e milho gourmet levam negócios de praia a faturar até R$ 150 mil por mês Empreendedores do Espírito Santo e do Ceará apostam em criatividade, qualidade e inovação para transformar petiscos de praia em negócios lucrativos durante a alta temporada. Por PEGN

Empreendedores apostam em versões criativas de clássicos da praia para conquistar turistas e moradores.

No calor do verão, quem vai à praia quer aproveitar cada minuto — inclusive na hora de comer. É nesse cenário que pequenos negócios à beira-mar ganham força e se transformam em fonte de renda o ano inteiro.

De Guarapari, no Espírito Santo, a Fortaleza, no Ceará, empreendedores apostam em versões criativas de clássicos da praia para conquistar turistas e moradores.

Na Praia do Morro, em Guarapari, um dos petiscos que mais chamam a atenção é o camarão no copo. O negócio é comandado por Márcio Ferreira, que decidiu empreender após identificar uma oportunidade de mercado.

Antes, trabalhava com a venda de peixe, mas enfrentava dificuldades com fornecedores. A alternativa foi apostar no camarão, mais fácil de padronizar e com alta aceitação entre os clientes.

O início foi simples. Márcio começou a produção em uma quitinete, com uma pequena fritadeira, uma geladeira e poucos insumos.

Camarão no copo e milho gourmet: negócios de praia surfam a alta do verão — Foto: Reprodução/PEGN

Com o tempo, o negócio cresceu e ganhou estrutura profissional, com cozinha equipada, organização de produção e fornecedores fixos.

Hoje, ele faz questão de apresentar o produto antes da venda: oferece degustação aos clientes, estratégia que ajuda a destacar a qualidade e o frescor do camarão preparado na hora.

Durante a alta temporada, os dias ensolarados se tornam grandes aliados. A produção salta de cerca de 50 para até 200 copos de camarão por dia, vendidos a R$ 25 a unidade.

O faturamento mensal no verão pode chegar a R$ 150 mil, resultado de um trabalho intenso, feito de segunda a segunda, para aproveitar o fluxo constante de turistas.

Camarão no copo e milho gourmet: negócios de praia surfam a alta do verão — Foto: Reprodução/PEGN

A criatividade também é o diferencial em Fortaleza. Próximo à Ponte dos Ingleses, no calçadão da orla, Adriano Oliveira transformou o tradicional milho cozido em um produto gourmet.

O milho é servido cortado e temperado, com combinações que incluem manteiga da terra, alho frito, molhos especiais e versões doces e salgadas. O combo custa R$ 15 e atrai filas de clientes curiosos.

Desde o início, Adriano tinha um objetivo claro: não ser apenas “mais um milheiro da praia”. Para isso, investiu em receitas próprias, variedade de sabores e apresentação.

Na alta estação, chega a vender cerca de 500 unidades por dia. O faturamento mensal varia entre R$ 10 mil e R$ 12 mil, valor que o empreendedor reinveste constantemente no negócio.

Camarão no copo e milho gourmet: negócios de praia surfam a alta do verão — Foto: Reprodução/PEGN

Parte desse investimento foi destinada à compra de um carrinho novo, padronizado e feito em inox, com foco em higiene, organização e atendimento.

Além do milho gourmet, Adriano prepara novidades para ampliar o cardápio, como pamonha recheada, canjica diferenciada e café, sempre buscando se destacar em meio à concorrência.

A combinação de sabores, criatividade e boa apresentação rende visibilidade também nas redes sociais, com vídeos que viralizam e ajudam a atrair ainda mais público.

Histórias curiosas não faltam: segundo o empreendedor, já houve cliente que veio de outro país apenas para provar o milho.

Em comum, os dois negócios mostram que, com persistência, inovação e atenção à qualidade, produtos simples podem se transformar em empreendimentos lucrativos.

No vai e vem da praia, camarão no copo e milho gourmet provam que estão, literalmente, em alta no verão.

Camarão no copo e milho gourmet: negócios de praia surfam a alta do verão — Foto: Reprodução/PEGN

📍 Endereço: Ponte dos Ingleses – Praia de Iracema, Fortaleza/CE – CEP: 60060‑230📞 Telefone: 859‑9199‑1584 (mantido exatamente como no arquivo)📧 E-mail: adriano8511@hotmail.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/pointmilho085/

📍 Endereço: Rua Antônio José de Paula, 250 – Guarapari/ES – CEP: 29216‑330📞 Telefone: (27) 99787‑9171📧 E-mail: nerism762@gmail.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/camaraonopote2024/

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MEI vira atalho para sonegação: as fraudes mais comuns e como a Receita identificou milhares de casos

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Empreendedorismo MEI vira atalho para sonegação: as fraudes mais comuns e como a Receita identificou milhares de casos Cruzamento de PIX, cartões e dados fiscais levou à exclusão e ao desenquadramento de milhares de microempreendedores individuais nos últimos anos. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Criado para formalizar pequenos negócios, o MEI passou a ser usado por parte dos contribuintes como atalho para pagar menos impostos.

Fraudadores ocultam faturamento, dividem receitas entre CNPJs e usam várias contas, Pix e maquininhas para driblar o limite anual do regime.

A Receita Federal intensificou a fiscalização digital e passou a cruzar dados de Pix, cartões, bancos, marketplaces e notas fiscais.

Com isso, milhões de empresas foram excluídas ou desenquadradas do regime nos últimos dois anos, muitas por excesso de faturamento.

O Microempreendedor Individual (MEI) nasceu como uma porta de entrada para a formalização. A proposta era permitir que pequenos negócios saíssem da informalidade, pagassem tributos de forma simplificada e tivessem acesso a direitos previdenciários sem burocracia.

Com o tempo, porém, um fenômeno passou a chamar a atenção do Fisco: empresas que usam o regime de forma indevida para pagar menos impostos do que deveriam.

Isso ocorre porque o MEI paga um valor fixo de tributos por mês, enquanto micro e pequenas empresas recolhem impostos proporcionais ao faturamento.

Quando alguém que já não se enquadra no perfil do regime permanece como MEI com a intenção de ocultar faturamento, ocorre uma forma de sonegação: o contribuinte omite receitas ou fragmenta atividades para evitar os impostos que pagaria se estivesse no regime correto.

A Receita Federal tem números que mostram a dimensão do problema.Em 2025, o órgão retirou 3.942.902 MEIs do SIMEI, o sistema de tributação da categoria. A maioria não saiu por vontade própria: foi excluída ou desenquadrada após cruzamentos de dados e análises que identificaram irregularidades.

🔍 Exclusão e desenquadramento têm efeitos diferentes. O desenquadramento retira o MEI do regime por descumprimento de regras. Já na exclusão, o contribuinte perde o direito ao MEI, pode sair do Simples Nacional e ainda ter impostos cobrados de forma retroativa.

Em 2025, a Receita intensificou a revisão dos cadastros e retirou do regime empresas que já não atendiam a requisitos básicos, como aquelas inativas ou abandonadas. Foram mais de 3,7 milhões de casos desse tipo.

Mesmo com esse esforço, o excesso de faturamento continuou sendo um dos principais focos da fiscalização. Ao todo, mais de 83 mil MEIs deixaram o SIMEI em 2025 por ultrapassarem o limite anual sem informar o Fisco, sendo 82.948 desenquadrados.

18.591 ultrapassaram o limite de faturamento, que é de R$ 81 mil por ano, em mais de 20%.60.637 ultrapassaram o limite em até 20%.3.720 foram desenquadrados por excesso de receita já no primeiro ano da empresa.

O cenário foi ainda mais expressivo em 2024. Mais de 571 mil MEIs deixaram o regime por faturarem acima do permitido.

O número elevado está diretamente relacionado à mudança no método de fiscalização. Em 2024, a Receita passou a cruzar dados de PIX e cartões de crédito de forma sistemática, o que fez o número de desenquadramentos ser 30 vezes maior do que em 2023.

Para o doutor em Direito Tributário Marco Ruzene, muitos contribuintes ainda subestimam esse tipo de fiscalização digital. Segundo ele, muitos acreditam que pequenas omissões passam despercebidas, mas os cruzamentos financeiros mostram o contrário.

Faturar até R$ 81 mil por ano;Ter apenas um funcionário;Não ter sócios nem outras empresas em seu nome;Atuar apenas em atividades permitidas;Ter conta gov.br em níveis Prata ou Ouro;Não ser servidor público federal ativo.

Isso aparece em práticas como abrir MEIs em nome de terceiros para dividir faturamento, usar várias contas bancárias ou maquininhas para dispersar receitas, esconder operações de alto valor sob um CNPJ de MEI, subdeclarar valores na DASN-SIMEI e omitir recebimentos em dinheiro ou PIX, explica Ruzene.

Se a omissão de receita for dolosa — ou seja, consciente —, a conduta pode configurar crime contra a ordem tributária, previsto na Lei 8.137/90. A pena varia de dois a cinco anos de reclusão, além de multa. Também há risco de enquadramento por falsidade ideológica quando o contribuinte declara valores que sabe serem falsos.Outras penalidades incluem o desenquadramento retroativo, multas que podem chegar a 75% do tributo devido — e dobrar em caso de fraude —, além da exclusão do Simples Nacional.

O desenquadramento retroativo ocorre quando a Receita identifica que a irregularidade começou antes do período analisado; nesse caso, o CNPJ deixa de ser MEI desde a data da infração, e todos os impostos são recalculados como se a empresa fosse uma microempresa naquele período.

Quando o faturamento ultrapassa o limite anual em mais de 20%, a retroatividade recua para janeiro do próprio ano da infração, o que aumenta significativamente o valor devido.

Hoje, a Receita utiliza principalmente o cruzamento digital para identificar irregularidades. As informações vêm da e-Financeira, das operadoras de cartão de crédito, dos marketplaces, das notas fiscais eletrônicas e das transações por PIX.

Esses dados revelam inconsistências como despesas superiores às receitas declaradas, compras incompatíveis com o faturamento informado, ausência de emissão de notas fiscais e movimentações acima do padrão esperado para um MEI.

Para Ruzene, a maior parte das irregularidades não ocorre por desconhecimento, mas por tentativa de reduzir a carga tributária. Ele destaca que quem abre um MEI passa por sistemas com orientações claras sobre limites e obrigações.

“Se não o faz, não é por desconhecimento nem por falta de acesso à informação de qualidade.”

Para permanecer dentro da legalidade, o especialista recomenda que o contribuinte seja transparente em relação aos dados bancários e de compras. Se esses dados forem compatíveis com os declarados na DASN-SIMEI, o risco de autuação e desenquadramento é mínimo.

Além disso, Ruzene destaca algumas medidas práticas que ajudam o empreendedor a manter o negócio em ordem:

📊 Monitoramento mensal do faturamento: mantenha um controle próprio e atualizado do fluxo de caixa. Não dependa da memória ou apenas dos extratos bancários. Registre todas as vendas, tanto de produtos quanto de serviços.📦 Gestão das compras e atenção ao equilíbrio entre entradas e saídas: a Receita costuma presumir omissão de receita quando o volume de compras ultrapassa 80% do faturamento declarado. Acompanhar essa relação evita interpretações equivocadas.🔐 Separação rígida entre contas pessoal e empresarial: evite misturar contas. Não use a conta jurídica do MEI para despesas pessoais nem receba pagamentos em contas de pessoa física. O cruzamento de dados via PIX e e‑Financeira identifica rapidamente esse tipo de inconsistência.💳 Cuidado com meios de pagamento eletrônicos: operadoras de cartão e plataformas financeiras informam transações à Receita por meio da DIMP. A soma de todas as maquininhas e chaves Pix deve refletir o faturamento real e respeitar o limite anual do MEI.📈 Planejamento da expansão do negócio: se o faturamento tende a estourar o limite no fim do ano, o ideal é planejar a migração voluntária para microempresa a partir de janeiro. Esse movimento evita multas e impede o desenquadramento retroativo.🧾 Emissão regular de notas fiscais: mesmo dispensado de emitir nota para pessoas físicas, o MEI pode usar a nota fiscal como ferramenta de controle. Emitir notas facilita acompanhar o próprio faturamento e reduz o risco de ultrapassar o limite sem perceber.

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MEIs: prazo para aderir ao Simples Nacional e regularizar dívidas termina hoje; veja como fazer

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Empreendedorismo MEIs: prazo para aderir ao Simples Nacional e regularizar dívidas termina hoje; veja como fazer Empreendedores têm até 30 de janeiro para pedir adesão ou reenquadramento no Simples e renegociar débitos inscritos na dívida ativa da União. Por Redação g1 — São Paulo

Os microempreendedores individuais (MEIs) que foram excluídos do Simples Nacional e pretendem retornar ao regime em 2026 devem ficar atentos aos prazos.

A mesma data também marca o fim do prazo para a renegociação de débitos inscritos na Dívida Ativa da União, conforme as regras da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Apesar de terem o mesmo prazo, o reenquadramento do MEI e a renegociação das dívidas são processos distintos, realizados em sistemas diferentes e com finalidades específicas.

Os microempreendedores individuais (MEIs) que foram excluídos do Simples Nacional e pretendem retornar ao regime em 2026 devem ficar atentos aos prazos. O pedido de reenquadramento precisa ser feito até esta sexta-feira (30), último dia útil do mês.

A mesma data também marca o fim do prazo para a renegociação de débitos inscritos na Dívida Ativa da União, conforme as regras da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Apesar de terem o mesmo prazo, o reenquadramento do MEI e a renegociação de dívidas são processos distintos, realizados em sistemas diferentes e com finalidades específicas.

📝 Adesão ou regularização do Simples Nacional📆 Prazo para quitar dívidas➡️ Diferença entre cada situação ⚠️ Cuidado com golpes

Empreendedores que desejam aderir ou retornar ao Simples Nacional têm até esta sexta-feira (30) para fazer a solicitação. O prazo vale tanto para empresas que nunca optaram pelo regime quanto para aquelas que foram excluídas e querem reingressar em 2026.

➡️ Podem optar pelo Simples Nacional os microempreendedores individuais (MEIs), as microempresas (ME) e as empresas de pequeno porte (EPP).

O regime permite o pagamento simplificado de tributos em uma única guia e, no caso do MEI, garante valores fixos mensais e acesso a benefícios previdenciários e a políticas públicas voltadas aos pequenos negócios.

Para solicitar a opção, a empresa precisa estar com o CNPJ regular, sem pendências cadastrais ou fiscais junto à Receita Federal, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, além de possuir inscrição municipal e, quando exigido, inscrição estadual.

O pedido deve ser feito no Portal do Simples Nacional, com acesso por certificado digital ou código de acesso. Após a solicitação, o sistema realiza uma verificação automática de pendências.

Se não houver irregularidades, a opção é aprovada. Caso contrário, o pedido fica “em análise” até a regularização. O acompanhamento pode ser feito no próprio portal.

Acesse o Portal do Simples Nacional;O acesso é feito com certificado digital ou código de acesso;Na aba Simples – Serviços, clique em Opção e depois em Solicitação de Opção pelo Simples Nacional;Uma verificação automática de pendências é feita logo após a solicitação. Não havendo pendências, a opção será aprovada. Se tiver alguma pendência, a opção ficará “em análise”;É possível acompanhar o andamento do processo dentro do Portal do Simples Nacional, na opção Acompanhamento da Formalização da Opção pelo Simples Nacional.

Para MEIs excluídos do Simples e do Simei, o retorno ao regime exige duas etapas: optar pelo Simples Nacional e, após a aprovação, solicitar o reenquadramento no Simei. A regularização de débitos deve ser feita no e-CAC da Receita Federal, com acesso pela conta gov.br.

Os contribuintes que já estão no Simples Nacional e não foram excluídos continuam no sistema, sem necessidade de nova solicitação. A permanência é automática, exceto nos casos em que a empresa tenha sido excluída do regime, por exemplo, por dívidas.

Segundo a Receita Federal, entre os principais motivos de exclusão do Simples estão débitos tributários, parcelamentos pendentes, excesso de faturamento, falta de documentos e o exercício de atividades não permitidas no regime.

Para empresas em início de atividade, o prazo para solicitar a adesão é de 30 dias contados a partir do último deferimento de inscrição municipal ou estadual, desde que não tenham se passado 60 dias da data de abertura do CNPJ.

O resultado dos pedidos de opção pelo Simples Nacional está previsto para a segunda quinzena de fevereiro. Quem perder o prazo só poderá solicitar a adesão ou o retorno ao regime no próximo ano.

O Ministério do Empreendedorismo orienta que o empreendedor acompanhe o pedido diariamente, já que eventuais pendências precisam ser resolvidas dentro do prazo legal.

Empreendedores têm até esta sexta-feira (30) para quitar ou renegociar dívidas que impedem a permanência ou o retorno ao Simples Nacional. O prazo vale para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP).

A regularização pode ser feita de forma totalmente digital. Débitos com a Receita Federal devem ser negociados pelo Portal do Simples Nacional ou pelo Portal de Serviços da Receita Federal, na área “Minhas Dívidas e Pendências”.

Já as dívidas inscritas na Dívida Ativa da União precisam ser renegociadas pelo Portal Regularize, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que permite descontos de até 100% sobre juros, multas e encargos, além de parcelamento, conforme a situação do débito e a capacidade de pagamento.

No caso de débitos estaduais ou municipais, a negociação deve ser feita diretamente com o órgão local responsável pela cobrança. Segundo o Sebrae, é necessário pagar uma entrada ainda em janeiro, enquanto o saldo pode ser parcelado.

Quem não regularizar todas as pendências até o fim do prazo permanece fora do Simples Nacional e, no caso dos MEIs, é automaticamente desenquadrado do Simei, passando a recolher tributos por outro regime.

💰 Como quitar ou negociar dívidasConsulte as pendências no Portal do Simples Nacional ou no e-CAC da Receita Federal, com login gov.br.Negocie conforme o tipo de débito:Receita Federal: Portal do Simples Nacional;Dívida Ativa da União: Portal Regularize (PGFN);Débitos estaduais ou municipais: órgão local.Pague à vista ou parcele, com entrada ainda em janeiro.Regularize todas as pendências para poder aderir ou retornar ao Simples Nacional.

Os prazos para regularização de dívidas e para adesão ou retorno ao Simples Nacional se encerram em 30 de janeiro, mas o procedimento muda de acordo com o perfil do contribuinte.

MEI desenquadrado do Simei: Microempreendedores que saíram do Simei precisam regularizar os débitos, solicitar a opção pelo Simples Nacional e, após a aprovação, pedir o reenquadramento no Simei.Empresas excluídas do Simples Nacional: MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte retiradas do regime por dívidas devem quitar ou renegociar as pendências e solicitar nova adesão ao Simples.Empresas que querem aderir ao Simples: Negócios que nunca optaram pelo regime precisam verificar se o CNPJ está regular e pedir a adesão pelo Portal do Simples Nacional.

Neste período do ano, golpistas costumam intensificar tentativas de fraude. As práticas mais comuns incluem o envio de boletos falsos, mensagens com tom alarmista e a criação de sites que simulam comunicações oficiais do governo.

O Governo Federal não envia mensagens, e-mails ou correspondências exigindo pagamento. Serviços como inscrição, alteração cadastral, baixa do MEI e envio da DASN-SIMEI são realizados exclusivamente nos sistemas oficiais, sem cobrança.

Boletos recebidos por e-mail, SMS ou WhatsApp sem solicitação prévia;Sites que simulam o Programa Gerador do DAS do MEI (PGMEI);Cobranças de associações ou sindicatos aos quais o empreendedor não se filiou — o registro como MEI não gera vínculo automático com essas entidades.

Gere o documento somente nos canais oficiais da Receita Federal;Verifique o domínio do site: ele deve conter receita.fazenda.gov.br;Antes de pagar, confira se o beneficiário é o CNPJ 00.394.460/0058-87;Redobre a atenção ao clicar em links exibidos em mecanismos de busca.

❗ Outra opção segura é utilizar o App MEI, aplicativo oficial do Governo Federal. Se você recebeu uma cobrança indevida:

A inscrição como MEI não obriga filiação a nenhuma entidade; Se você não se associou, não pague.

Registre um boletim de ocorrência, inclusive pela internet, no site da Polícia Civil do seu estado;Faça uma reclamação no consumidor.gov.br, já que o MEI é protegido pelo Código de Defesa do Consumidor.

Não responda mensagens que peçam retificação da DASN-SIMEI — o procedimento é feito apenas no Portal do Empreendedor ou no site do Simples Nacional;Não pague boletos recebidos por e-mail sem verificar a origem;Evite clicar em links de remetentes desconhecidos;Nunca informe dados pessoais, bancários ou empresariais por telefone ou mensagens;Busque informações sempre em canais oficiais do Governo Federal.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Ela faturou R$ 97 mil em um ano ao criar roupas com cores, medidas e frases em braille

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Ela faturou R$ 97 mil em um ano ao criar roupas com cores, medidas e frases em braille Criada em Belo Horizonte, a marca desenvolve peças com identificação tátil de cor, tamanho e mensagens para ampliar a autonomia de pessoas com deficiência visual. Por Pegn — São Paulo

Escolher uma roupa é uma tarefa simples para a maioria das pessoas, mas pode ser um desafio diário para quem tem deficiência visual. Em Belo Horizonte (MG), esse obstáculo virou ponto de partida para um negócio com propósito: a criação de peças de roupa com estampas em braille, iniciativa da empreendedora Cíntia Caroline.

Ela conta que a ideia surgiu quando fazia um curso de braille e ouviu de amigos como eles precisavam decorar o guarda-roupa para se vestir.

“Aquela blusa com aquela golinha, uma blusa verde, aquela que tem uma manga diferente é uma blusa azul. Aquela tem um botão e uma blusa branca.”

Vinda de uma família com confecção, Cíntia percebeu que podia transformar aquele relato em solução. “Eu falei gente, eu preciso conseguir colocar braille no tecido. Não sei como, mas a gente tem que fazer isso acontecer.”

O processo exigiu pesquisa. Ela testou tecidos e tintas, sempre levando os resultados para amigos com deficiência visual avaliarem. A leitura no tecido se mostrou muito mais complexa do que no papel. Até que um protótipo funcionou.

“Levei pra ele… quando ele pegou aquela camiseta e leu tudo da camiseta perfeitamente… pronto. Aí eu falei: é isso que eu quero fazer da vida.”

As peças, feitas por serigrafia, recebem volume de tinta calculado para garantir legibilidade ao toque. A precisão é fundamental. “Não pode ter erro nenhum… criar uma distância maior do outro, porque isso já transforma a palavra”, diz Cíntia. Cada item passa por conferência manual para verificar o relevo.

A loja oferece roupas com cor, tamanho e mensagens escritas em braille. Há também um detalhe pensado para provocar interação: uma frase aplicada nas costas, na altura dos ombros. “Para ser sentido no momento do abraço e a partir daí a gente iniciar um diálogo sobre inclusão e acessibilidade pelo abraço.”

As frases das peças são autorais e refletem o repertório pessoal da empreendedora. A proposta também tem impacto direto sobre clientes como Renata Mara e Thereza Rosso, que perderam a visão ainda jovens.

Renata relata que, nas grandes lojas, é difícil encontrar quem ajude de fato. O contato com as peças em braille foi marcante. “Ah, foi lindo! Foi incrível saber que isso existia.” Para ela, a marca une acessibilidade e significado. “Todo o corpo é poesia.”

Thereza reforça que a barreira não está só na deficiência visual, mas na postura de quem enxerga.

“Parece que as pessoas que enxergam é que não me enxergam.” Para ela, encontrar uma marca sensível à textura, à organização e ao reconhecimento do consumidor é decisivo: “Você existe. Tem alguém que te vê, te reconhece.”

A produção das roupas é terceirizada, mas quem modela as peças é a mãe de Cíntia, Maria Cristina. “É um orgulho mesmo”, diz ela.

O negócio, que mudou recentemente de MEI para Simples, tem faturamento anual de R$ 97 mil e busca estabilidade para crescer de forma sustentável.

“Empreender é um ato de coragem todos os dias para fazer com que as coisas deem certo”, afirma Cíntia.

Segundo ela, o público da marca é diverso: “70% de pessoas sem deficiência visual e 30% com deficiência visual.” A empresa também adapta peças para outros tipos de deficiência.

As vendas acontecem na loja física, em feiras e principalmente online. A empreendedora planeja ampliar presença no Rio e em São Paulo, onde há grande público com deficiência visual.

Entre seus desejos está transformar a loja em espaço de educação em braille e formar uma equipe com pessoas com deficiência visual. Ela afirma que acompanhar a transformação gerada pelos produtos compensa cada desafio.

Empreendedora cria roupas com braile e fatura R$ 90 mil reais em um ano — Foto: Instagram/ Reprodução

Endereço: Rua Minduri, 452, Bairro Santa Inês Belo Horizonte/MG – CEP: 31060-330Telefone: (31) 97219-2790 E-mail: ola@costurasdoimaginario.com.br Site: https://www.costurasdoimaginario.com.brInstagram: https://www.instagram.com/costurasdoimaginario/

Endereço: R. Luís Murat, 308 – Vila Madalena São Paulo /SP – CEP: 05436-050Telefone: (11) 98479-4078 E-mail: atendimento@emige.it Site: www.emige.it Instagram: www.instagram.com/emige.it

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Empreendedora cria marca que transforma guarda-chuva quebrado em moda e fatura R$ 200 mil por ano

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Empreendedora cria marca que transforma guarda-chuva quebrado em moda e fatura R$ 200 mil por ano Marca de Petrópolis, no Rio de Janeiro, transforma resíduos em moda consciente e gera renda. Ideia surgiu na faculdade, começou com R$ 400, atualmente produz 150 peças por mês e aposta em moda circular. Por PEGN

A designer Juliana Pinto criou uma marca que transforma guarda-chuvas descartados em jaquetas corta-vento, bolsas e acessórios exclusivos.

O que antes iria para o lixo hoje vira peça única, vendida online para um público jovem e engajado.

A história começou em 2017, quando Juliana cursava Design de Moda e recebeu o desafio de criar uma marca sustentável do zero.

Em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, sair com guarda-chuva mesmo em dia de sol não é exagero. No verão, a chuva é frequente — e foi justamente essa realidade que inspirou uma ideia inovadora de moda consciente.

A designer Juliana Pinto criou uma marca que transforma guarda-chuvas descartados em jaquetas corta-vento, bolsas e acessórios exclusivos, unindo sustentabilidade, design autoral e geração de renda.

O que antes iria para o lixo hoje vira peça única, vendida online para um público jovem e engajado.

A história começou em 2017, quando Juliana cursava Design de Moda e recebeu o desafio de criar uma marca sustentável do zero. Sem saber por onde começar, recorreu à mãe, Mara Pereira, que sempre teve afinidade com reciclagem.

“Ela tinha capas de chuva e tecidos de guarda-chuva sem a ferragem. Pensei: por que não fazer um casaco com esse material?”, conta Juliana.

Moradora de Petrópolis, cidade onde guarda-chuvas quebrados são facilmente encontrados após temporais, a designer viu ali uma oportunidade. O primeiro modelo surgiu como trabalho acadêmico — e chamou tanta atenção que professores e colegas começaram a pedir novas peças.

Com R$ 400 de investimento inicial, Juliana produziu alguns casacos para testar a aceitação. Levou as peças para uma feira local e o resultado foi imediato: tudo foi vendido no mesmo dia.

“Eu fazia faculdade, estagiava e ainda conseguia produzir um casaco por dia. Levei para a feira num domingo e voltei sem nenhuma peça”, lembra.

Pouco depois, a mãe entrou oficialmente no negócio. Hoje, Mara é responsável por cortar, costurar, lavar, desmontar e preparar os tecidos reutilizados.

Cada jaqueta pode usar até quatro guarda-chuvas, dependendo do tamanho e da combinação de cores. Nada é padronizado — e isso virou um diferencial.

“São peças que não têm ninguém igual no mundo usando. Isso agrega valor e aumenta o ticket médio”, explica Juliana.

A marca lança coleções a cada dois meses, produz cerca de 150 casacos por mês e vende exclusivamente pela internet, usando ensaios fotográficos e redes sociais para divulgar os produtos.

O público é formado, principalmente, por jovens que gostam de arte, moda e sustentabilidade — e que buscam algo diferente.

“Todo mundo pergunta de onde veio a peça. Chama muita atenção”, conta o modelo Eli Tavares, que participa dos ensaios da marca.

Parte dos guarda-chuvas usados na produção vem da Coleta Seletiva de Petrópolis, em parceria com a Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis (COMDEP).

Segundo a presidente da companhia, Fernanda Ferreira, a cidade recolhe entre 100 e 120 toneladas de resíduos por mês. Desse total, cerca de 200 guarda-chuvas são doados mensalmente para a marca.

“O que não serve para um vira geração de trabalho e renda para outras pessoas. É um trabalho muito rico”, afirma.

Após a coleta, os guarda-chuvas passam por triagem, lavagem, desmontagem e seleção de tecidos. A costura final é feita por profissionais parceiras, como Sheila Regina, que destaca o caráter artesanal do processo.

“Não é produção em larga escala. É um trabalho delicado, que mostra que muita coisa pode ser reaproveitada”, diz.

A iniciativa ganha ainda mais relevância em um setor conhecido pelo alto impacto ambiental. A indústria da moda é considerada a segunda mais poluente do mundo, segundo organismos internacionais.

“A gente pega algo que iria para o lixo e transforma em uma nova peça. Tudo já está aqui, só precisamos mudar o olhar”, resume Juliana.

Hoje, a marca fatura cerca de R$ 200 mil por ano — e os planos são ambiciosos. “Não quero fama. Quero que a marca cresça e se espalhe pelo mundo. A gente precisa de uma moda mais consciente", completa.

Em Petrópolis, guarda-chuvas quebrados ganharam uma segunda chance — e provaram que criatividade, sustentabilidade e empreendedorismo podem caminhar juntos.

Mais do que moda, o trabalho de Juliana costura consciência ambiental, afeto e novos futuros, mostrando que pequenas mudanças podem, sim, gerar grandes impactos.

📍 Petrópolis/Rio de janeiro📞 Telefone: (24) 99944-9883 / (24) 988311816📩 E-mail: contato@relevostore.com.br🛜 Site: www.relevostore.com.br📲 Instagram: https://www.instagram.com/relevostore/📘 Facebook: https://www.facebook.com/relevostore

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Da praia à pista de skate: reciclagem de bitucas de cigarro faz lixo virar negócio de R$ 3 milhões

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 15:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Da praia à pista de skate: reciclagem de bitucas de cigarro faz lixo virar negócio de R$ 3 milhões Empresa criada em Ubatuba investe em tecnologia para transformar um dos resíduos mais poluentes do mundo em matéria-prima e faturamento dentro da economia circular. Por PEGN

Marcos Poiato comanda uma empresa especializada na reciclagem de bitucas de cigarro em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo.

O projeto começou há cerca de 16 anos, depois de muita pesquisa e investimento, e hoje alia sustentabilidade, educação ambiental e geração de renda.

As bitucas podem levar até 15 anos para se decompor e, nesse período, liberam substâncias tóxicas que contaminam o solo, a água e afetam a vida marinha.

Depois de tratadas, as bitucas se transformam em uma massa de celulose — um material versátil, sem odor e livre de toxinas.

Pequenas, quase invisíveis na areia ou no asfalto, as bitucas de cigarro estão entre os resíduos mais comuns — e mais poluentes — do mundo.

No litoral norte de São Paulo, um empreendedor decidiu olhar para esse problema de outra forma: transformando o descarte em matéria-prima, inovação e negócio.

O projeto começou há cerca de 16 anos, depois de muita pesquisa e investimento, e hoje alia sustentabilidade, educação ambiental e geração de renda.

“Eu descrevo a minha empresa como uma empresa de conceito inovador. A gente trabalha com um resíduo que é complexo e que, por hábito, as pessoas descartam indevidamente no chão”, explica Marcos.

Como a reciclagem de bitucas de cigarro virou um negócio milionário no litoral de São Paulo — Foto: Reprodução/PEGN

As bitucas podem levar até 15 anos para se decompor e, nesse período, liberam substâncias tóxicas que contaminam o solo, a água e afetam a vida marinha.

Com experiência anterior na indústria farmacêutica, Marcos percebeu que poderia aplicar conhecimento técnico para enfrentar o problema ambiental.

O primeiro desafio foi a coleta. O empreendedor começou instalando cerca de 150 coletores na cidade onde o projeto teve início.

Hoje, a rede cresceu: são cerca de 9 mil pontos de coleta espalhados por diferentes estados brasileiros, muitos deles em praias, espaços públicos e áreas de grande circulação. Mas recolher era só o começo. A grande pergunta era como tratar o material.

A resposta veio após Marcos conhecer uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Brasília (UNB), que resultou em uma tecnologia capaz de eliminar as toxinas presentes nas bitucas e reaproveitar o resíduo com segurança.

“Foi quando fechamos o ciclo”, resume Thérèse Hofmann, pesquisadora da Universidade de Brasília (UNB), ao explicar a parceria de licenciamento da tecnologia.

Como a reciclagem de bitucas de cigarro virou um negócio milionário no litoral de São Paulo — Foto: Reprodução/PEGN

Entre o desenvolvimento do processo e a viabilização do negócio, Marcos investiu cerca de R$ 1 milhão ao longo de seis anos. O esforço deu resultado. Em 2025, a empresa faturou aproximadamente R$ 3 milhões.

Depois de tratadas, as bitucas se transformam em uma massa de celulose — um material versátil, sem odor e livre de toxinas. “Aqui é o resultado da reciclagem. A bituca deixa de ser um plástico poluente e vira celulose, pronta para ser reaproveitada”, explica o empreendedor.

Essa massa é destinada a artesãos, artistas e projetos sociais, que usam o material para criar produtos e gerar renda.

Também ganha aplicações menos óbvias, como na construção civil. Em Ubatuba, uma pista de skate sustentável foi construída com a celulose reciclada misturada ao concreto.

“O custo final da pista caiu entre 30% e 40%, e ainda reduzimos o impacto ambiental”, conta o pesquisador e skatista George Rotatori, que acompanha o desempenho do material. “É incrível andar de skate sabendo que aquilo poderia estar poluindo praias, ruas e bueiros.”

Como a reciclagem de bitucas de cigarro virou um negócio milionário no litoral de São Paulo — Foto: Reprodução/PEGN

Além da reciclagem, a empresa investe em educação ambiental. Em parceria com prefeituras, ONGs e associações de bairro, promove palestras, oficinas de arte e ações educativas para conscientizar a população sobre o descarte correto das bitucas.

Para a bióloga e educadora Paula Borges, o projeto une sustentabilidade e economia de forma prática. “Quando a gente transforma um resíduo tão poluente em matéria-prima, reduz custos, gera trabalho e cria produtos, estamos falando de sustentabilidade real”, afirma.

Para Marcos, os resultados são fruto de persistência. “Alguns negócios demoram um, dois anos para vingar. O nosso demorou mais. Mas tivemos resiliência, calma e a certeza de que o resultado viria”, diz. “Talvez muita coisa ainda aconteça depois de mim, mas eu sei que o caminho já está trilhado.”

📍Rua Domingos Arruda Ferraz, 51 – Parque Jataí – Votorantim /SP – CEP: 18.117-236📞Telefone: (15) 3242-6140📧Email: contato@poiatorecicla.com.br🌐Site: www.poiatorecicla.com.br📸Instagram: https://www.instagram.com/poiatorecicla/

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