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Fachin diz que proposta de Dino para nova reforma no Judiciário ‘vem somar’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 20:08

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin comentou nesta segunda-feira (20) o artigo do colega, ministro Flávio Dino, propondo uma nova reforma do Poder Judiciário.

revisão de competências do STF e de tribunais superiores;alterações na tramitação de processos eleitorais; emudanças na lei penal para punir de forma mais rigorosa irregularidades envolvendo juízes, procuradores, advogados e outros integrantes do sistema de Justiça. (Veja todas as mudanças abaixo).

"Manifesto a crença de que o Brasil precisa de uma Nova Reforma do Judiciário, abrangendo todos os segmentos que atuam nesse sistema, que tem como órgão máximo o Supremo Tribunal Federal", escreveu Dino. A proposta foi feita em artigo do magistrado foi publicado no portal "ICL Notícias".

Mais cedo, Fachin disse em nota que a perspectiva trazida por Dino “merece aplauso e apoio” por indicar a necessidade de aperfeiçoamento do Poder Judiciário.

As manifestações de Fachin nesta segunda são uma forma de reagir à ideia de que o artigo foi uma crítica à agenda ética e de autoconteção proposta pelo presidente.

Na prática, apenas Fachin e Cármen Lúcia, relatora do Código de Conduta, citam a agenda ética em seus discursos. Dentro da corte, ela é vista como polêmica por motivos diferentes.

Alguns ministros acreditam que a legislação já trata de desvios éticos inclusive do Judiciário. Outros pensam que o momento é delicado e o tema precisa ser debatido apenas depois das eleições.

As citações a ministros em conversas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e as investigações da Polícia Federal, que respingam no STF, trouxeram desgaste à imagem da corte e em especial de alguns ministros, provocando reações de blindagem dos próprios ministros.

No artigo, Dino aponta o que considera eixos para o "redesenho normativo do sistema de Justiça":

requisitos processuais para acesso recursal aos tribunais superiores, especialmente o STJ, objetivando agilizar as ações judiciais;critérios para expedição de precatórios e para cessão de tais créditos a empresas e fundos, visando eliminar precatórios temerários ou fraudulentos; precatórios são títulos de dívidas reconhecidas pela Justiça, que o governo federal, estadual ou municipal deve a pessoas físicas ou jurídicas. Na prática, eles funcionam como um crédito contra o Estado.instâncias especializadas e ágeis, em todos os Tribunais, para julgamento de processos sobre crimes contra a pessoa, crimes contra a dignidade sexual, além de atos de improbidade administrativa;criação de rito próprio para exame judicial de decisões das agências reguladoras, para o rápido arbitramento dos conflitos de grande expressão econômica, possibilitando celeridade e segurança jurídica em obras e investimentos;revisão do capítulo do Código Penal sobre os crimes contra a Administração da Justiça, inclusive criando tipos penais mais rigorosos para corrupção, peculato e prevaricação envolvendo juízes, procuradores, advogados (públicos e privados), defensores, promotores, assessores, servidores do sistema de Justiça em geral;procedimentos para julgamentos disciplinares conexos. Por exemplo, quando houver participação em infrações administrativas de magistrados, promotores e advogados;tramitação adequada de processos na Justiça Eleitoral, evitando o indevido prolongamento atualmente verificado, causando insegurança jurídica e tumultos na esfera política;composição e competências dos Conselhos Nacionais de Justiça e do Ministério Público, para que sejam mais eficientes na fiscalização e punição de ilegalidades;direitos, deveres, remuneração, impedimentos, ética e disciplina das carreiras jurídicas, suprimindo institutos arcaicos como "aposentadoria compulsória punitiva" e a multiplicação de parcelas indenizatórias;critérios para sessões virtuais nos tribunais e varas judiciais;revisão das competências constitucionais do STF e dos Tribunais Superiores;garantia de presença dos membros do Sistema de Justiça nas comarcas e unidades de lotação;regras e limites para o uso de inteligência artificial na tramitação de processos judiciais;arrecadação, transparência e uso dos recursos que integram os Fundos de Modernização e os fundos de honorários advocatícios da Advocacia Pública;medidas que reduzam o número de processos no Sistema de Justiça, iniciando pelos procedimentos atualmente verificados em execuções fiscais, que devem ser intensamente desjudicializados.

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Do local ao global: pequenos negócios podem conquistar o mercado internacional?

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 20/04/2026 20:08

Empreenda com Sebrae Especial Publicitário Do local ao global: pequenos negócios podem conquistar o mercado internacional? ProGlobal, programa do Sebrae, prepara pequenos negócios para o mercado internacional e está com edital aberto para 2026. Por Sebrae

Capacitação, networking, consultoria e recursos: programa impulsiona pequenos negócios rumo à internacionalização — Foto: Foto: Coleção Deriva Tropical 2026 por Zsolt

Elevar o nível operacional, fortalecer a marca e conquistar novos mercados são metas que habitam a mente de qualquer empreendedor que busca ampliar sua competitividade e produtividade. Em alguns casos, esse salto não significa crescer dentro do próprio país, mas expandir a atuação para além das fronteiras nacionais.

“Não é raro vermos produtos que, no Brasil, enfrentam uma concorrência acirrada , mas que, no mercado internacional, encontram um público atraído pela brasilidade do produto, sua originalidade material ou cultural e tecnicidade própria”, explica Claudine Bichara, gerente de negócios internacionais do Sebrae Rio.

Na prática, esse movimento em prol do crescimento pode começar muito antes da internacionalização do negócio, mas no desenvolvimento de um produto cheio de potencial aos olhos de quem está fora do país. Esse foi o caso dos irmãos Thatiana e Bruno Schott, de Bom Jardim (RJ).

A insatisfação com a produção em massa no ramo da moda íntima levou os irmãos a adotarem um processo minucioso e autoral, dessa vez voltado ao vestuário. Num ateliê em Nova Friburgo (RJ), unindo a formação de Thatiana em Administração e a de Bruno em Publicidade, a dupla subverteu a lógica do chão de fábrica e passou a criar uma peça por vez.

Assim, em 2012, nasceu a Zsolt (lê-se: Zouti), marca que transforma tecidos reaproveitados em roupas sustentáveis feitas à mão, com tingimento natural e secagem ao sol. Estamparia artesanal e mais gentil com o planeta que, nas palavras de Thatiana, desperta um “apaixonamento” por onde passa.

Quatro anos depois, os Schott participaram de um projeto piloto de exportação do Sebrae em Paris, França, que incluía o Processo de Aprovação de Peça de Produção (PPAP), uma verificação detalhada de qualidade. A evolução consistente da marca levou os irmãos a receberem o convite da coordenadora de negócios internacionais do Sebrae para participarem do ProGlobal, programa multissetorial de capacitação do Sebrae RJ, que oferece treinamento e apoio para ajudar pequenas empresas a venderem seus produtos e serviços no mercado internacional.

“Começamos a nos fortalecer internamente em todos os setores da empresa através das consultorias do Sebrae. Então, em 2023, participamos do nosso primeiro ProGlobal. A Miriam Ferraz foi peça fundamental: mesmo após recusarmos o convite algumas vezes, ela sempre reforçava o potencial do nosso produto no mercado internacional… uma grande incentivadora da Zsolt”, relembra Thatiana.

De forma artesanal e sustentável, os irmãos Schott criam camisas, blusas, bermudas, calças, saias, vestidos, macacões e mais — Foto: Foto: Coleção Deriva Tropical 2026 por Zsolt

Criado em 2020, o ProGlobal oferece uma formação de oito meses, identificando empresas com diferenciais competitivos (como técnica, design, sustentabilidade, brasilidade e outros) e preparando-as para o mercado internacional. O Sebrae Rio lança inscrições para o ProGlobal com 65 vagas disponíveis. Este ano, o programa será dividido em dois para atender quem empreende nos segmentos de Moda ou Alimentos e Bebidas – https://sebraerj.com.br/aceleracao-de-negocios/internacionalizacao.

A jornada começa com um processo seletivo rigoroso, voltado a empresas com diferencial competitivo e capacidade produtiva adequada. Recebendo a aprovação, o Sebrae garante de 90 a 95% do valor da capacitação ao empreendedor, que participa de oficinas em grupo e consultorias individualizadas. A metodologia do programa é dividida em cinco etapas: design estratégico para internacionalização, posicionamento da marca no mercado externo, estratégia de comunicação internacional, gestão financeira e estratégia comercial.

“Recebemos consultoria orientando cada área: finanças, logística, pós-venda e preparação de toda documentação e envio. Também tivemos total auxílio na construção de brand book e de materiais para clientes, como e-mail marketing”, afirma Thatiana. "Hoje, a Zsolt exporta suas peças para diversos estados dos EUA: Nova York, Califórnia, Nova Jersey, Carolina do Norte e Novo México."

Para os pequenos empreendedores que ficam na dúvida sobre qual país escolher como alvo, Claudine Bichara explica como isso é orientado no ProGlobal: “Muitas vezes, o empresário chega com um país em mente por comodidade ou outro motivo subjetivo. O que fazemos é não só ampliar esse horizonte, mas oferecer uma análise do mercado mais adequado para a absorção de seu produto. Aqui no Brasil, há uma tendência a optar pela América do Sul, Estados Unidos e Europa. Embora não façamos a exclusão desses mercados mais tradicionais, mostramos outras possibilidades na Ásia, na África, no Oriente Médio… Diversificar o olhar para as alternativas de mercado é fundamental, inclusive para reduzir riscos e aproveitar melhor as oportunidades".

Assim como a empresa dos irmãos Schott, outro negócio encontrou no ProGlobal o suporte necessário para expandir internacionalmente, levando suas exportações a Angola, Portugal, Alemanha e Suíça. É o caso da Papel Semente, de Andréa Carvalho, de São Gonçalo (RJ), referência em sustentabilidade desde 2009.

A marca produz papel biodegradável com sementes em sua composição. A iniciativa oferece às empresas uma alternativa mais ecológica para seus materiais impressos, que após utilizados, podem ser plantados e transformados em flores, plantas e hortaliças. O negócio levou Andréa ao primeiro lugar nacional do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2023, na categoria pequenos negócios. Veja a entrevista com a empreendedora.

Como vimos com a Zsolt e a Papel Semente, o ProGlobal atende diversos setores. Entre eles estão alimentos e bebidas, moda e acessórios, saúde e beleza, joias, cosméticos, energia, biotecnologia, petróleo e gás, tecnologias da informação e comunicação (TICs) e serviços técnicos especializados. Claudine Bichara destaca que há ainda nichos com grande potencial, mas pouco explorados por pequenos negócios no Brasil, como os games.

Essa diversidade de empreendedores no programa cria um ambiente rico para conexões estratégicas. Antes de começar a exportar, as empresas simulam situações reais, identificam parceiros e constroem relações de negócio durante atividades práticas e grupos em aplicativos de mensagens. “Hoje tenho uma superparceira, que conheci no projeto: a Belle Paiva, com quem dividimos o espaço em São Paulo, além de outras marcas com que trocamos experiências constantemente”, comenta Thatiana.

Além do networking, o ProGlobal também oferece suporte para lidar com obstáculos do empreendedor brasileiro que sonha em exportar: “Muitos empresários não sabem como precificar para fora. É preciso estudar concorrência, logística, cultura empresarial do novo cliente, embalagens específicas, tarifas, escopo legal e exposição cambial”. É um aprendizagem precioso que o Sebrae oferece, que é básico para conquistas valiosas”, alerta Bichara.

Com tudo alinhado, o aprendizado do ProGlobal começou a se refletir diretamente na rotina e nos resultados da Zsolt. “Com a casa em ordem, passamos a produzir mais e precificar melhor. Viver o ProGlobal representa um crescimento enorme para pequenos empresários. Abrimos a loja de São Paulo há sete meses, resultado direto desse processo de capacitação", relata a empreendedora.

Graças às conexões do ProGlobal, Zsolt inaugurou sua loja física em São Paulo — Foto: Foto: Zsolt

Com a base para exportação estruturada, a Zsolt contou com o subsídio do Sebrae para participar de feiras internacionais e, logo nas primeiras experiências, já teve respostas positivas. “A reação foi muito interessante… eles diziam: ‘Uau, que marca diferente’. Chegavam na arara, colocavam a mão na roupa e diziam: ‘me arrepiei, isso é muito lindo!’”, recorda Thatiana.

Para ela, grande parte do interesse do público internacional pela Zsolt vem do uso de técnicas artesanais, como tie-dye e batik, aplicadas de forma artística, o que torna as peças únicas. Esse potencial de atratividade, no entanto, nem sempre é visto pelos pequenos negócios brasileiros. “Muitos empresários ainda enfrentam a barreira psicológica de achar que exportar não é para eles, que vai ser caro ou difícil. Mas internacionalizar parte de uma tomada de decisão que implica uma trajetória cujo passo a passo é mostrado nos nossos programas e é acompanhado em cada etapa por nossas equipes de consultores e especialistas. Nossa missão é orientar e apoiar a pequena empresa a se organizar e se transformar numa estrela no mercado internacional”, explica Bichara.

Para a Zsolt, que já abraçou essa oportunidade, os números avançaram: a exportação impulsionou o volume de vendas da marca em 10%, com meta de chegar a 30%. Entre as peças mais vendidas lá fora estão blusas e vestidos em malha, além de saias de algodão. Agora, bem estabelecidos, com uma equipe de 12 pessoas mais uma agência, Thatiana e Bruno miram o mercado europeu.

As jornadas da Zsolt e da Papel Semente evidenciam o impacto do ProGlobal, que já atendeu cerca de 400 empresas e aumentou em mais de 70% a aptidão de empreendedores para o mercado internacional.

Se você quer preparar sua empresa para o mercado internacional, atente-se às oportunidades do Sebrae nesta sexta edição do ProGlobal. Para 2026 são 65 vagas: 40 para o setor de Moda e 25 para Alimentos e Bebidas. O edital já está disponível e as inscrições vão até 15 de maio.

A seleção identifica Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) com produtos ou serviços com potencial de internacionalização. A partir daí, oferece capacitação para estruturar o processo de exportação, com apoio de analistas e consultores especializados. O objetivo é reduzir riscos e preparar as empresas para expandir de forma consistente para o mercado externo.

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Quem é John Ternus, sucessor de Tim Cook no comando da Apple

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 20/04/2026 18:46

Tecnologia Quem é John Ternus, sucessor de Tim Cook no comando da Apple Mudança, anunciada nesta segunda-feira, foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração da companhia. Novo CEO assumirá o cargo em 1º de setembro. Por Redação g1 — São Paulo

A Apple anunciou nesta segunda-feira (20) que Tim Cook deixará o comando da empresa e passará a atuar como presidente executivo do conselho de administração.

O atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware, John Ternus, assumirá como novo diretor-executivo (CEO) da companhia a partir de 1º de setembro de 2026.

Ternus ingressou na Apple em 2001, na equipe de design de produtos. Em 2013, tornou-se vice-presidente de Engenharia de Hardware e, em 2021, passou a integrar o time executivo como vice-presidente sênior da área.

Ao longo de sua trajetória na empresa, liderou o desenvolvimento de hardware em diversas categorias e teve papel central no lançamento de novas linhas de produtos, como iPad e AirPods, além de sucessivas gerações de iPhone, Mac e Apple Watch.

Segundo a companhia, seu trabalho com a linha Mac contribuiu para tornar a categoria mais poderosa e popular globalmente em seus 40 anos de história. Entre os projetos recentes, está o lançamento do MacBook Neo, voltado a ampliar o acesso à experiência Mac.

Mais recentemente, sua equipe liderou a reformulação da linha iPhone, com destaque para os modelos iPhone 17 Pro e Pro Max, o iPhone Air, de design mais fino e resistente, e o iPhone 17.

Sob sua liderança, a empresa também avançou nos AirPods, com melhorias em cancelamento de ruído e recursos voltados à saúde auditiva.

Ternus também liderou iniciativas voltadas à durabilidade e confiabilidade dos produtos, além de avanços em materiais e design de hardware que reduziram a pegada de carbono.

Entre as medidas estão o uso de alumínio reciclado em diferentes linhas, titânio impresso em 3D no Apple Watch Ultra 3 e melhorias na reparabilidade dos dispositivos.

Antes de ingressar na Apple, trabalhou como engenheiro mecânico na Virtual Research Systems. Ternus é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia.

Em comunicado, a fabricante informou que a mudança foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração e faz parte de um processo de planejamento de sucessão conduzido ao longo de vários anos.

“Amo a Apple com todo o meu ser e sou profundamente grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com uma equipe tão engenhosa, inovadora, criativa e profundamente dedicada, que tem demonstrado um compromisso inabalável em enriquecer a vida de nossos clientes e criar os melhores produtos e serviços do mundo”, disse Cook.

O executivo entrou para a Apple em 1998 e assumiu o cargo de CEO em 2011, quando Steve Jobs deixou a função.

À frente da empresa, Cook supervisionou o lançamento de diversos produtos e serviços. Entre eles estão novas categorias, como Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro, além de plataformas como iCloud, Apple Pay, Apple TV e Apple Music.

Durante sua gestão, o valor de mercado da Apple saltou de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões — um aumento superior a 1.000%. A receita anual quase quadruplicou no período, passando de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões no ano fiscal de 2025.

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Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e Ternus será novo CEO

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 17:59

Tecnologia Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e John Ternus será novo CEO Sob a liderança de Cook, o valor de mercado da Apple saltou de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões, um avanço superior a 1.000%. A mudança no comando ocorre no momento em que a companhia completa 50 anos. Por Redação g1 — São Paulo

A Apple anunciou nesta segunda-feira (20) que Tim Cook deixará o comando da empresa e passará a atuar como presidente executivo do conselho de administração.

O atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware, John Ternus, será o novo diretor-executivo (CEO) da companhia a partir de 1º de setembro de 2026.

Em comunicado, a fabricante informou que a mudança foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração e faz parte de um processo de planejamento de sucessão conduzido ao longo de vários anos.

“Amo a Apple com todo o meu ser e sou profundamente grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com uma equipe tão engenhosa, inovadora, criativa e profundamente dedicada, que tem demonstrado um compromisso inabalável em enriquecer a vida de nossos clientes e criar os melhores produtos e serviços do mundo”, disse Cook.

Tim Cook entrou para a Apple em 1998. Tornou-se CEO em 2011 e supervisionou o lançamento de diversos produtos e serviços, incluindo novas categorias como Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro, além de serviços que vão do iCloud e Apple Pay ao Apple TV e Apple Music. Ele também teve atuou na expansão de linhas de produtos já existentes.

Sob a liderança de Cook, o valor de mercado da Apple cresceu de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões — um aumento superior a 1.000%. A receita anual quase quadruplicou, passando de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões no ano fiscal de 2025.

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Ipsos-Ipec: 90% dos brasileiros acreditam que conflito entre EUA, Israel e Irã terá impacto na economia do país

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 17:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%Oferecido por

Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta segunda-feira (20) mostra que 90% dos brasileiros acreditam que o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã trará impactos na economia do país.

Segundo o levantamento, 65% avaliam que a economia será "muito afetada", enquanto 25%, "um pouco".

Aqueles que consideram que "não afetará "a economia brasileira são 6% e os que não sabem ou não responderam, 5%.

O levantamento aponta para um consenso sobre o a possibilidade do aumento de preços. Para nove em cada dez brasileiros, a guerra vai afetar diretamente os preços dos combustíveis (92%), dos alimentos (91%), do gás de cozinha (89%) e a inflação (89%).

Além da economia, 76% consideram que as relações diplomáticas do Brasil com outros países sofrerão reflexos.

A ação militar dos EUA e de Israel causou destruição no Irã desde o início da guerra, em fevereiro — Foto: GETTY IMAGES

Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta segunda-feira (20) mostra que 90% dos brasileiros acreditam que o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã trará impactos na economia do país. Segundo o levantamento, 65% avaliam que a economia será "muito afetada", enquanto 25%, "um pouco".

Aqueles que consideram que "não afetará "a economia brasileira são 6% e os que não sabem ou não responderam, 5%.

O levantamento aponta para um consenso sobre o a possibilidade do aumento de preços. Para nove em cada dez brasileiros, a guerra vai afetar diretamente os preços dos combustíveis (92%), dos alimentos (91%), do gás de cozinha (89%) e a inflação (89%). Além da economia, 76% consideram que as relações diplomáticas do Brasil com outros países sofrerão reflexos.

Segundo Márcia Cavallari, diretora-geral da Ipsos-Ipec, a percepção de impacto econômico demonstra que a população está receosa com os reflexos no bolso e atenta às consequências globais do conflito. O brasileiro também mostra que tem uma visão crítica sobre a necessidade do ataque que desencadeou a guerra e, nesse cenário, deixa claro que o governo brasileiro deve adotar uma postura de neutralidade, uma política externa que não se alinhe a nenhum dos dois lados.

A pesquisa Ipsos-Ipec foi realizada entre os dias 8 e 12 de abril e entrevistou 2 mil pessoas em 130 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Quanto ao posicionamento diplomático, o levantamento mostra que 83% da população defende que o Brasil adote uma postura neutra no conflito. O apoio explícito ao bloco liderado por Estados Unidos e Israel soma 10%, enquanto a adesão à posição do Irã é de 2%. Não sabem ou não responderam foram 5%.

A percepção de neutralidade é acompanhada por uma visão crítica sobre o início das hostilidades, segundo a Ipsos-Ipec: 64% dos entrevistados consideram que o ataque conjunto de EUA e Israel em 28 de fevereiro — que resultou na morte do líder supremo iraniano — foi "totalmente desnecessário" ou "desnecessário".

O levantamento também mediu o nível de receio da população com a segurança nacional do país. Para 67% dos brasileiros, o conflito representa um risco à segurança do Brasil.

No campo humanitário, 75% demonstram preocupação com a segurança de suas próprias famílias e 70% com a vida de brasileiros que residem no Oriente Médio. O temor se estende aos civis da região: 57% se dizem preocupados com israelenses e 55% com iranianos.

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Indicado ao Fed, Warsh promete respeitar independência do BC, mas com limites

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 15:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,973-0,21%Dólar TurismoR$ 5,172-0,16%Euro ComercialR$ 5,859-0,1%Euro TurismoR$ 6,106-0,11%B3Ibovespa196.205 pts0,24%MoedasDólar ComercialR$ 4,973-0,21%Dólar TurismoR$ 5,172-0,16%Euro ComercialR$ 5,859-0,1%Euro TurismoR$ 6,106-0,11%B3Ibovespa196.205 pts0,24%MoedasDólar ComercialR$ 4,973-0,21%Dólar TurismoR$ 5,172-0,16%Euro ComercialR$ 5,859-0,1%Euro TurismoR$ 6,106-0,11%B3Ibovespa196.205 pts0,24%Oferecido por

O indicado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para comandar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve afirmar aos parlamentares, em audiência de confirmação marcada para terça-feira (21), que está "comprometido em garantir que a condução da política monetária permaneça estritamente independente".

O financista Kevin Warsh, de 56 anos e ex-diretor do Fed, também dirá aos integrantes do Comitê Bancário do Senado que pretende colaborar com o governo e com o Congresso em temas que não dizem respeito diretamente à política monetária.

"Estou igualmente comprometido em trabalhar com o governo e com o Congresso em questões não monetárias que fazem parte das atribuições do Fed", afirmará.

Nas falas preparadas, Warsh diz que a independência do banco central deve ser preservada especialmente nas decisões sobre política monetária. "Esse grau de independência não se estende a toda a gama de suas funções mandatadas pelo Congresso", afirmou.

Segundo ele, os responsáveis pelas decisões do Fed não têm direito à mesma "deferência especial" em temas como gestão de recursos públicos, regulamentação e supervisão bancária ou questões ligadas às finanças internacionais.

Indicado para substituir o atual chair do Fed, Jerome Powell, Warsh também promete promover mudanças na instituição. Segundo ele, a tendência de organizações grandes e complexas de manter o status quo pode ser "prejudicial" em um cenário de rápidas transformações.

"Em uma época que estará entre as mais importantes da história de nossa nação, acredito que um Federal Reserve voltado para a reforma pode fazer uma diferença real para o povo norte-americano", disse.

Warsh foi diretor do Fed entre 2006 e 2011. Em seu discurso, ele retoma críticas que vem fazendo ao banco central desde que deixou o cargo. Segundo ele, o Fed deve "permanecer em sua faixa" e evitar avançar sobre temas que considera ligados à política fiscal ou social.

No passado, Warsh usou essa expressão para criticar iniciativas do banco central, como estudos sobre os efeitos econômicos das mudanças climáticas e a meta de pleno emprego "inclusivo". Nos últimos anos, o Fed reduziu significativamente o foco na questão climática.

Warsh também afirma que a independência do banco central pode ficar fragilizada se a instituição não cumprir seu mandato de garantir a estabilidade dos preços, definido pelo Congresso.

"A inflação baixa é a armadura do Fed, sua proteção vital contra as investidas e flechas […] Portanto, quando a inflação aumenta — como aconteceu nos últimos anos — os cidadãos sofrem graves danos … (que) também podem perder a fé em nosso sistema de governança econômica, levantando dúvidas se a independência da política monetária é tudo o que se espera".

A audiência de confirmação de Warsh no Senado está prevista para começar às 10h no horário local (11h em Brasília), na terça-feira.

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Musk ignora convocação da França para depor sobre o X

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 14:09

Tecnologia Musk ignora convocação da França para depor sobre o X Bilionário havia sido convocado pela Justiça francesa para depoimento voluntário. Investigação mira algoritmos do X e uso do assistente de IA Grok para gerar conteúdo ilegal. Por Deutsche Welle

O bilionário Elon Musk não compareceu nesta segunda-feira (20) a uma oitiva voluntária convocada pela Justiça francesa no âmbito de uma investigação contra sua rede social X.

A promotoria de Paris informou à agência de notícias AFP que "tomou nota da ausência das primeiras pessoas convocadas", sem citar Musk nominalmente.

A convocação havia sido emitida em fevereiro, após autoridades realizarem buscas nos escritórios do X em Paris. A operação compõe um inquérito iniciado em janeiro de 2025, que apura alegações de que o algoritmo do X teria sido usado para interferir na política francesa.

Na ocasião, a ex-diretora-geral da empresa Linda Yaccarino também foi convocada para depoimento voluntário. Outros funcionários do X foram chamados na condição de testemunhas.

O processo posteriormente se estendeu também a outros supostos crimes, como a cumplicidade na divulgação de pornografia infantil. O Grok, assistente de IA incorporado à rede social, foi repetidamente usado para gerar e divulgar conteúdos negacionistas e imagens falsas de caráter sexual.

A plataforma nega qualquer irregularidade e vem classificando a ação como "abusiva". Semanas antes, Musk usou a plataforma para insultar as autoridades francesas.

A ausência do empresário e de Yaccarino "não constitui um obstáculo para a continuidade das investigações", afirmou o Ministério Público. Os promotores não têm autoridade para usar a força a fim de obrigar a pessoa a comparecer à oitiva.

A investigação sobre o X na França compõe uma reação internacional mais ampla contra o Grok, após o agente de IA ser usado sem filtro para sexualizar imagens de mulheres e crianças por meio de simples instruções escritas.

Cerca de 3 milhões de imagens sexualizadas foram geradas na plataforma em apenas 11 dias, apontou no final de janeiro o Centro de Combate ao Ódio Online, uma ONG de combate à desinformação.

No final de janeiro, a União Europeia também abriu uma investigação contra o X devido ao conteúdo gerado pelo Grok.

Musk recebeu nesta segunda-feira o apoio do cofundador do Telegram, Pavel Durov, que também está sendo investigado pela Justiça francesa por atividades em sua plataforma.

"A França de [Emmanuel] Macron está perdendo legitimidade ao utilizar investigações criminais como arma para reprimir a liberdade de expressão e a privacidade", escreveu Durov nas redes sociais. Ele foi preso em 2024 pela unidade francesa de crimes cibernéticos, sob acusações que incluíam cumplicidade com o crime organizado.

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Empresa dos EUA anuncia compra de mineradora brasileira de terras raras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 11:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,03%Dólar TurismoR$ 5,178-0,05%Euro ComercialR$ 5,8680,05%Euro TurismoR$ 6,105-0,12%B3Ibovespa196.217 pts0,25%MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,03%Dólar TurismoR$ 5,178-0,05%Euro ComercialR$ 5,8680,05%Euro TurismoR$ 6,105-0,12%B3Ibovespa196.217 pts0,25%MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,03%Dólar TurismoR$ 5,178-0,05%Euro ComercialR$ 5,8680,05%Euro TurismoR$ 6,105-0,12%B3Ibovespa196.217 pts0,25%Oferecido por

A companhia norte-americana USA Rare Earth anunciou, nesta segunda-feira (20), um acordo para adquirir a mineradora brasileira Serra Verde Group.

A transação ocorre em meio ao esforço dos Estados Unidos e aliados para reduzir a dependência da China no mercado de "terras raras".

A Serra Verde é proprietária da mina de Pela Ema, localizada no estado de Goiás. A unidade é a única produtora em larga escala, fora da Ásia, dos quatro elementos de terras raras magnéticas essenciais para produção de imãs em tecnologias avançadas.

A companhia norte-americana USA Rare Earth anunciou, nesta segunda-feira (20), um acordo para adquirir a mineradora brasileira Serra Verde Group. O negócio está avaliado em aproximadamente US$ 2,8 bilhões. As informações constam em comunicado oficial divulgado pela própria empresa nesta segunda (20).

A transação ocorre em meio ao esforço dos Estados Unidos e aliados para reduzir a dependência da China no mercado de 'terras raras'.

A Serra Verde é proprietária da mina de Pela Ema, localizada no estado de Goiás. A unidade é a única produtora em larga escala, fora da Ásia, dos quatro elementos de terras raras magnéticas essenciais para produção de imãs em tecnologias avançadas.

Esses minerais são fundamentais para veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos de defesa, por exemplo.

O pagamento será realizado por meio de uma combinação de recursos. A USA Rare Earth pagará US$ 300 milhões em dinheiro e emitirá cerca de 126,8 milhões de novas ações ordinárias para os acionistas da Serra Verde – o que totalizaria o valor bilionário.

Mineração Serra Verde é considerada a única operação fora da Ásia a produzir, em escala, os quatro elementos magnéticos essenciais de terras raras — Foto: Divulgação/Serra Verde

A transação visa criar uma líder global no setor de terras raras. A empresa combinada terá operações integradas que abrangem desde a mineração e processamento até a fabricação de metais e ímãs.

Em janeiro, a USA Rare Earth concordou com um pacote de financiamento de US$1,6 bilhão junto ao governo dos EUA, enquanto a Serra Verde, uma empresa privada, fechou um acordo de financiamento no valor de US$565 milhões com Washington em fevereiro.

A operação ganha ainda mais relevância porque, segundo a USA Rare Earth, a Serra Verde deve responder por mais de 50% da oferta de terras raras pesadas fora da China até 2027.

"A mina Pela Ema, da Serra Verde, é um ativo único e a única produtora fora da Ásia capaz de fornecer os quatro elementos de terras raras magnéticos em grande escala", disse Barbara Humpton, CEO da USA Rare Earth.

Terras raras: Brasil dá passo inédito para produzir ímãs com minério nacional;'Terras raras' são ponto-chave na geopolítica mundial, e Brasil tem potencial na área; entenda;UE negocia acordo de terras raras com o Brasil, diz presidente da Comissão Europeia.

O acordo já foi formalizado como “definitivo” entre as partes. No entanto, a aquisição ainda não foi finalizada operacionalmente. A previsão é que o fechamento do negócio ocorra no terceiro trimestre de 2026.

A conclusão da compra está sujeita a aprovações regulatórias e condições habituais de fechamento. Até lá, as empresas seguem cronogramas de integração.

Com a união, segundo o comunicado, executivos da mineradora brasileira assumirão papéis estratégicos na companhia norte-americana. Thras Moraitis, atual CEO da Serra Verde, assumirá a presidência e uma cadeira no conselho de administração. Mick Davis, atual presidente do conselho da Serra Verde, também passará a integrar o conselho da empresa compradora.

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Com guerra no Oriente Médio, mercado prevê inflação de 4,80% e juros mais altos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 11:01

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,981-0,05%Dólar TurismoR$ 5,180-0,02%Euro ComercialR$ 5,8660,01%Euro TurismoR$ 6,105-0,12%B3Ibovespa196.134 pts0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,981-0,05%Dólar TurismoR$ 5,180-0,02%Euro ComercialR$ 5,8660,01%Euro TurismoR$ 6,105-0,12%B3Ibovespa196.134 pts0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,981-0,05%Dólar TurismoR$ 5,180-0,02%Euro ComercialR$ 5,8660,01%Euro TurismoR$ 6,105-0,12%B3Ibovespa196.134 pts0,2%Oferecido por

Com a intensificação da guerra no Oriente Médio, analistas do mercado financeiro elevaram novamente a projeção para a inflação em 2026 e passaram a prever juros mais altos.

De acordo com a pesquisa do BC, o mercado passou a projetar que a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 4,80% neste ano, contra a projeção anterior de 4,71%.

As expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.Em 4,80% para este ano, a projeção do mercado financeiro supera o teto do sistema de metas — que é de 4,5%. O boletim anterior foi o primeiro, desde maio do ano passado, que o mercado estimou o estouro da meta de inflação em 2026.

Se confirmada a projeção, o IPCA ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%.

➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 3,91% para 3,99%;➡️ Para 2028, a previsão permaneceu em 3,60%.➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros. Contudo, comparativamente à semana passada, a queda projetada foi menor.

Atualmente, a taxa está em 14,75% ao ano — após o primeiro corte em quase dois anos (autorizado na semana passada pelo BC).

Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para a taxa Selic passou de 12,50 para 13% ao ano na última semana.Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado passou para 11% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado subiu de 1,85% para 1,86%

O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do IBGE.

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

O mercado financeiro baixou sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,37 para R$ 5,30 por dólar.

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Dólar abre a R$ 4,98 com investidores de olho no impasse entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/04/2026 09:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,983-0,19%Dólar TurismoR$ 5,181-0,1%Euro ComercialR$ 5,864-0,3%Euro TurismoR$ 6,112-0,17%B3Ibovespa195.734 pts-0,55%MoedasDólar ComercialR$ 4,983-0,19%Dólar TurismoR$ 5,181-0,1%Euro ComercialR$ 5,864-0,3%Euro TurismoR$ 6,112-0,17%B3Ibovespa195.734 pts-0,55%MoedasDólar ComercialR$ 4,983-0,19%Dólar TurismoR$ 5,181-0,1%Euro ComercialR$ 5,864-0,3%Euro TurismoR$ 6,112-0,17%B3Ibovespa195.734 pts-0,55%Oferecido por

O dólar abriu estável nesta segunda-feira (20), recuando 0,04% por volta das 09h39, cotado a R$ 4,9873. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

A valorização do real frente ao dólar reflete o maior otimismo do mercado com os desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã parecia estar em risco nesta segunda-feira (20), após os EUA apreenderem um navio iraniano no fim de semana.

▶️ Israel e Líbano iniciaram, na quinta-feira, um cessar-fogo de 10 dias, segundo o Departamento de Estado dos EUA. A trégua abre espaço para negociações de um acordo permanente de segurança e paz e pode ser estendida por consenso.

▶️ O presidente do Líbano, Joseph Aoun, classificou as negociações diretas com Israel como “delicadas e cruciais” e afirmou que a prioridade agora é garantir o cumprimento da trégua — embora o país já tenha acusado Israel de violá-la nesta sexta-feira.

▶️ Teerã prometeu retaliar e agora colocou em dúvida sua participação na nova rodada de negociação de paz, prevista para começar nesta segunda (20) no Paquistão. Os EUA esperavam iniciar as negociações antes do término do cessar-fogo de duas semanas.

▶️ As Forças Armadas dos EUA impõem um bloqueio naval na entrada do Estreito de Ormuz, enquanto o Irã já reabriu e depois voltou a fechar a via marítima. Militares americanos interceptaram um navio cargueiro iraniano no Golfo de Omã no domingo (19).

O Irã anunciou nesta sexta-feira (17) a reabertura total do Estreito de Ormuz para embarcações enquanto durar o cessar-fogo com os EUA. O bloqueio da via marítima era um dos principais impasses nas negociações entre os dois países.

Segundo o governo iraniano, todos os navios podem voltar a circular livremente no período restante da trégua, que expira na quarta-feira (22). Após o anúncio, o preço do petróleo despencou.

"A passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã", declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que anunciou a reabertura.

Mais cedo, dados do site de monitoramento do transporte marítimo Kpler já mostravam que a circulação pelo estreito havia sido retomada.

Três petroleiros iranianos deixaram o Golfo do Irã , transportando 5 milhões de barris de petróleo bruto, os primeiros carregamentos desse tipo desde o bloqueio dos EUA aos portos iranianos, na segunda-feira (13).

As negociações por um cessar-fogo no Oriente Médio avançaram nos últimos dias após Israel e o Líbano concordarem com uma trégua temporária.

O acordo entrou em vigor na quinta-feira e estabelece uma pausa inicial de 10 dias nos confrontos, com o objetivo de abrir espaço para conversas que possam levar a um entendimento mais duradouro de segurança e paz entre os dois países.

A informação foi divulgada pelo Departamento de Estado dos EUA. Segundo o órgão, o prazo da trégua pode ser ampliado caso haja acordo entre as partes durante as negociações.

No Líbano, o governo também reconhece a sensibilidade das conversas em curso. O presidente do país, Joseph Aoun, afirmou nesta sexta-feira (17) que as negociações diretas com Israel são “delicadas e cruciais”.

Segundo ele, a prioridade imediata das autoridades libanesas é garantir que o cessar-fogo seja respeitado.

Ainda assim, o país já acusou Israel de violar a trégua nesta sexta-feira, o que evidencia a fragilidade do acordo e os desafios para transformá-lo em uma solução mais permanente.

Enquanto as negociações avançam, outros países tentam reduzir os efeitos econômicos do conflito.

Em Paris, líderes da França e do Reino Unido reuniram dezenas de nações para discutir formas de reabrir o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e que foi bloqueada pela guerra envolvendo EUA, Israel e Irã.

A reunião reúne países que não participam diretamente do conflito, mas que buscam limitar seus impactos sobre a economia global.

Os EUA não fazem parte do planejamento da chamada Iniciativa de Liberdade de Navegação Marítima no Estreito de Ormuz.

Antes do encontro, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou em publicação na rede X que a missão voltada à segurança da navegação terá caráter “estritamente defensivo”.

Segundo ele, a iniciativa será conduzida por países que não estão envolvidos no conflito e só deverá avançar “quando as condições de segurança permitirem”.

Em Wall Street, os índices fecharam em alta nesta sexta-feira. O S&P 500 avançou 1,19%, aos 7.125,36 pontos. O Dow Jones subiu 1,79%, aos 49.447,92 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,52%, aos 24.468,48 pontos.

Na Europa, o fechamento das bolsas foi positivo. O índice pan-europeu STOXX 600 teve alta de 1,56%, aos 626,58 pontos.

O FTSE 100, da Bolsa de Londres, avançou 0,73%, aos 10.667,63 pontos, e o DAX, de Frankfurt, subiu 2,27%, aos 24.702,24 pontos. O CAC 40, de Paris, teve ganho de 1,97%, aos 8.425,13 pontos.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,9%, para 26.160,33 pontos, enquanto o índice de Xangai também terminou o pregão em leve queda, de 0,1%.

No Japão, o Nikkei caiu 1,8%, para 58.475,90 pontos, um dia depois de ter alcançado um recorde histórico. Já na Coreia do Sul, o índice Kospi também encerrou o pregão em baixa, com recuo de 0,6%.

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