RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar abre a R$ 4,96 com mercado atento à trégua entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/04/2026 09:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (22) em queda, recuando 0,09% na abertura, cotado a R$ 4,9696. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

Os mercados voltam a operar após o feriado de Tiradentes, em um dia de agenda econômica mais fraca no Brasil. No exterior, investidores monitoram as negociações no Oriente Médio.

▶️ No exterior, os mercados reagem ao anúncio feito na véspera pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a prorrogação do cessar-fogo com o Irã. A medida valerá até que autoridades iranianas apresentem uma proposta e as negociações sejam concluídas.

▶️ Apesar da extensão do acordo, investidores seguem cautelosos diante da falta de avanços concretos para encerrar o conflito. O fechamento do Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de um quinto da oferta global de petróleo — também contribui para manter a atenção elevada.

Diante de sinais contraditórios sobre a guerra, o preço do tipo Brent, referência internacional, avançava 0,79% por volta das 08h45, cotado a US$ 99,26 o barril.

▶️ No Brasil, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara pode votar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata da escala de trabalho 6×1, tema que ganhou repercussão recente.

A discussão em torno da proposta é acompanhada de perto por investidores por seu potencial de influenciar expectativas sobre o ambiente de negócios e o mercado de trabalho.

O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira que não está sob pressão para fechar um acordo com o Irã, mas indicou que as negociações devem avançar em breve.

"Li na imprensa fake news que estou sob “pressão” para fazer um acordo. ISSO NÃO É VERDADE! Não estou sob pressão alguma, embora tudo vá acontecer relativamente rápido", afirmou em uma publicação na rede social Truth Social.

Segundo ele, “o tempo não é meu adversário” e é preciso corrigir “a bagunça” deixada por governos anteriores na condução das relações com o Irã.

O republicano também afirmou que o acordo que pretende firmar será “muito melhor” do que o JCPOA, conhecido como acordo nuclear iraniano, fechado durante os governos de Barack Obama e Joe Biden.

Do lado do Irã, o Paquistão afirmou estar confiante de que conseguirá fazer com que o país participe de negociações com os EUA, disse à Reuters nesta segunda-feira (20) uma autoridade sênior do governo paquistanês.

“Recebemos um sinal positivo do Irã. A situação é dinâmica, mas estamos trabalhando para que eles estejam aqui quando iniciarmos as conversas amanhã ou no dia seguinte”, afirmou a fonte, sob condição de anonimato.

Com a intensificação da guerra no Oriente Médio, analistas do mercado financeiro elevaram novamente a projeção para a inflação em 2026 e passaram a prever juros mais altos.

De acordo com a pesquisa do BC, o mercado passou a projetar que a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 4,80% neste ano, contra a projeção anterior de 4,71%.

As expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.Em 4,80% para este ano, a projeção do mercado financeiro supera o teto do sistema de metas — que é de 4,5%.O boletim anterior foi o primeiro, desde maio do ano passado, que o mercado estimou o estouro da meta de inflação em 2026.

Se confirmada a projeção, o IPCA ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%.

➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 3,91% para 3,99%;➡️ Para 2028, a previsão permaneceu em 3,60%.➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%.

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros. Contudo, comparativamente à semana passada, a queda projetada foi menor.

Atualmente, a taxa está em 14,75% ao ano — após o primeiro corte em quase dois anos (autorizado na semana passada pelo BC).

Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para a taxa Selic passou de 12,50% para 13% ao ano na última semana.Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado passou para 11% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano.

Os mercados globais tiveram desempenho misto nesta segunda-feira. Nos EUA, os principais índices de Wall Street fecharam em queda.

O Dow Jones recuou 0,01%, aos 49.442,69 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,22%, aos 7.110,22 pontos, e o Nasdaq teve perda de 0,26%, aos 24.404,39 pontos.

Na Europa, as bolsas também fecharam no vermelho. O índice pan-europeu STOXX 600 terminou o dia com queda de 0,8%.

Entre os principais mercados da região, as perdas foram mais fortes na França e na Alemanha, onde os índices CAC e DAX recuaram cerca de 1,1%. Em Londres, o FTSE registrou baixa de 0,55%.

Na Ásia o cenário foi diferente, com a maioria dos mercados encerrando o pregão em alta. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,77%, enquanto em Xangai o SSEC avançou 0,76%.

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Lufthansa cortará voos para economizar combustível

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/04/2026 08:39

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O grupo de companhias aéreas Lufthansa cancelará 20 mil voos de curta distância até outubro para economizar combustível em meio à escassez e à alta dos preços após o início da guerra no Irã.

A Lufthansa anunciou na noite desta terça-feira (21/04), em comunicado, que os 20 mil voos cancelados representam uma redução de 1% na capacidade de passageiros para o verão no Hemisfério Norte e uma economia de aproximadamente 40 mil toneladas de querosene, cujo preço dobrou desde o início da guerra no Irã.

A maioria dos voos é da subsidiária regional Cityline, cujo fim das operações foi anunciado na semana passada.

Na ocasião, a Lufthansa anunciou um conjunto de medidas como não usar aeronaves ineficientes e remover permanentemente os 27 aviões operacionais da CityLine de sua agenda de voos de verão no Hemisfério Norte, no meio do ano.

A retirada das aeronaves da CityLine já estava planejada, mas a guerra e disputas trabalhistas, incluindo paralisações, forçaram o grupo a antecipar a medida.

A Lufthansa afirmou que os voos cancelados são rotas não lucrativas dos aeroportos de Frankfurt e Munique. Ao mesmo tempo, o grupo, que inclui Lufthansa, Austrian Airlines, Swiss, Brussels Airlines, Eurowings e ITA Airways, expandirá as rotas em Zurique, Viena e Bruxelas.

A Lufthansa afirmou que o fornecimento de combustível para o grupo está garantido para as próximas semanas e espera um fornecimento estável para operar seus voos programados para a temporada de férias de verão no Hemisfério Norte.

O grupo de companhias aéreas pretende otimizar neste verão europeu sua oferta de voos nos aeroportos de Frankfurt, Munique, Zurique, Viena, Bruxelas e Roma.

Os voos de Frankfurt am Main para Bydgoszcz e Rzeszow, na Polônia, assim como para Stavanger, na Noruega, foram cancelados "pelo menos temporariamente".

Dez rotas serão redirecionadas, passando a ser operadas a partir de outros aeroportos, afetando voos para Stuttgart (Alemanha), Heringsdorf (Alemanha), Cork (Irlanda), Wroclaw (Polônia), Gdansk (Polônia), Ljubljana (Eslovênia), Rijeka (Croácia), Sibiu (Romênia), Trondheim (Noruega), Tivat (Montenegro).

A Lufthansa possui seis hubs – além de Frankfurt e Munique, estes incluem Viena, Zurique, Bruxelas e Roma. A companhia aérea garantiu aos passageiros que eles continuarão a ter "acesso à rede global de rotas".

A Lufthansa revisará seu planejamento de rotas de voos a médio prazo para os próximos meses e divulgará um relatório no final de abril ou início de maio.

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Maior produtor de camisinhas do mundo pode subir preços em até 30% por causa da guerra no Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/04/2026 08:39

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%Oferecido por

O chefe da Karex, maior fabricante de preservativos do mundo, afirmou que a empresa elevará os preços em até 30% — ou mais — caso a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã continue a comprometer o fornecimento de matérias-primas usadas em seus produtos.

Goh Miah Kiat, CEO da Karex, disse a veículos de imprensa que os custos de produção subiram acentuadamente desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

A empresa, com sede na Malásia, produz mais de 5 bilhões de preservativos por ano e abastece marcas globais como Durex e Trojan, além de sistemas públicos de saúde, como o NHS (Serviço Nacional de Saúde, na sigla em inglês), do Reino Unido.

O fornecimento global de petróleo foi fortemente afetado desde que o Irã respondeu aos ataques aéreos dos EUA e de Israel com ameaças de atingir embarcações no estreito de Ormuz.

O chefe da Karex, maior fabricante de preservativos do mundo, afirmou que a empresa elevará os preços em até 30% — ou mais — caso a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã continue a comprometer o fornecimento de matérias-primas usadas em seus produtos.

Goh Miah Kiat, CEO da Karex, disse a veículos de imprensa que os custos de produção subiram acentuadamente desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

A empresa, com sede na Malásia, produz mais de 5 bilhões de preservativos por ano e abastece marcas globais como Durex e Trojan, além de sistemas públicos de saúde, como o NHS (Serviço Nacional de Saúde, na sigla em inglês), do Reino Unido. No Brasil, a marca Prudence tem preservativos fabricados pela Karex.

Goh deu as declarações em entrevistas à agência de notícias Reuters e à Bloomberg. A BBC entrou em contato com a empresa, mas não obteve resposta até o momento.

O fornecimento global de petróleo foi fortemente afetado desde que o Irã respondeu aos ataques aéreos dos EUA e de Israel com ameaças de atingir embarcações no estreito de Ormuz.

A medida praticamente interrompeu o tráfego na via marítima, causando grandes impactos nas cadeias de suprimentos globais.

Cerca de um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo, além de outros produtos petroquímicos, passa pela região do estreito de Ormuz.

A Karex depende de materiais derivados do petróleo, incluindo amônia, usada na conservação do látex, e lubrificantes à base de silicone.

Segundo Goh, a demanda por preservativos cresceu cerca de 30% neste ano, enquanto o aumento dos custos de frete e os atrasos no transporte agravaram a escassez.

"Em tempos difíceis, a necessidade de usar preservativos é ainda maior, porque há incerteza sobre o futuro, como saber se você ainda terá um emprego no próximo ano", disse ele à Bloomberg. "Se você tiver um filho agora, será mais uma boca para alimentar."

A Karex depende de materiais derivados do petróleo, incluindo amônia, usada na conservação do látex, e lubrificantes à base de silicone — Foto: Bloomberg via Getty Images

A alta nos preços dos preservativos ilustra como a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que já sacudiu os mercados globais de energia, também está elevando os preços de outros produtos para os consumidores.

A guerra contribuiu para alta nas passagens aéreas, com tarifas mais baratas em classe econômica custando, em média, 24% a mais do que há um ano, segundo pesquisa recente.

Ao mesmo tempo, a interrupção de embarques pelo golfo Pérsico levou à alta dos preços de fertilizantes, medicamentos e à escassez de hélio, usado na fabricação de chips de computador.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de um terço dos fertilizantes do mundo, como ureia, potássio, amônia e fosfatos, normalmente passa pelo estreito de Ormuz.

No início do mês, a ONU alertou que os preços de açúcar, laticínios e frutas devem subir, pressionados também pelo aumento dos custos de transporte.

Além disso, passam pelo estreito um terço das matérias-primas essenciais para a produção global de medicamentos, incluindo analgésicos, antibióticos e vacinas.

A indústria de água engarrafada também enfrenta pressão, à medida que fabricantes têm dificuldade para obter matérias-primas.

Já as negociações de paz entre EUA e Irã permaneciam incertas na quarta-feira (22/4), após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que estenderia o cessar-fogo entre os dois países até que haja avanços nas conversas.

No início deste mês, ele havia estipulado um prazo de duas semanas para o primeiro cessar-fogo. A medida ocorreu após declarações contraditórias em entrevistas à imprensa, nas quais afirmou que as negociações avançavam bem, mas também advertiu que consideraria retomar a guerra caso o Irã se recusasse a negociar.

Há 2 horas Mundo Como Trump recuou e ganhou mais tempo para negociar acordoHá 2 horasGuerra pode fazer maior produtor de camisinhas subir preçosHá 2 horasSeu bolso 💸Você ganha bem ou mal? Entenda 3 formas de avaliar sua renda

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‘Meu nome está sujo em 5 bancos por causa de bets’: a angústia de brasileiros em meio ao endividamento recorde

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/04/2026 06:22

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%Oferecido por

Mais de 80% das famílias brasileiras estão endividadas e quase 82 milhões de pessoas estão inadimplentes, um recorde histórico que atormenta o governo em ano de eleição — Foto: Getty Images via BBC Brasil

"Minha Santa Edwiges, agracia o pedido que venho fazer a vós, para que este final do mês de abril eu consiga pagar a conta toda no mercado, ou pelo menos consiga pagar uma parte da minha conta que eu estou devendo, para poder fazer outras compras e pagar no final do mês. Amém, amém, que assim seja e a Senhora abençoe e ilumine, amém."

A oração foi publicada no início de abril por uma mãe cearense em uma comunidade virtual que reúne devotos da santa católica protetora dos aflitos e endividados.

A aflição dessa mãe é hoje a de 80,4% das famílias brasileiras, que se encontravam endividadas em março, recorde na série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada desde janeiro de 2010 pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Segundo a pesquisa, 29,6% das famílias tinham dívidas em atraso em março e 12,3% não tinham condição de pagar as contas atrasadas naquele mês, com o pagamento de dívidas comprometendo quase um terço da renda familiar (29,6%).

Cartões de crédito (84,9%), crediários do varejo (16%) e empréstimos pessoais (12,6%) representam hoje os principais tipos de dívidas das famílias, segundo o levantamento.

Outra pesquisa, realizada pela Serasa, aponta que 81,7 milhões de brasileiros estavam inadimplentes em fevereiro, ou 49,9% da população adulta, com valor médio da dívida por pessoa de R$ 6.598,13.

Segundo especialistas, três fatores principais explicam o alto endividamento: a ampliação da oferta de crédito com o aumento do número de pessoas com contas em banco desde a pandemia, as altas taxas de juros e, mais recentemente, a disseminação no país das plataformas de apostas virtuais, conhecidas como bets.

O endividamento elevado virou uma dor de cabeça para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no ano eleitoral.

A avaliação do governo é de que o peso das dívidas mascara a alta da renda e o desemprego baixo, contribuindo para a avaliação negativa dos brasileiros da economia, mesmo com a inflação controlada e o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo.

Em resposta ao problema, o governo planeja lançar uma segunda versão do programa de renegociação de dívidas Desenrola.

Uma das medidas em estudo é a liberação de valores retidos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de dívidas, em um montante que pode chegar a R$ 7 bilhões, segundo informações preliminares.

O governo também avalia mecanismos para conter o uso excessivo de plataformas de apostas para tentar reduzir o endividamento das famílias. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, indicou que o novo programa deve contemplar tanto pessoas físicas quanto empresas.

'Que este final do mês de abril eu consiga pagar a conta toda no mercado, ou pelo menos consiga pagar uma parte da minha conta que eu estou devendo', pede em oração uma mãe cearense a Santa Edwiges, padroeira dos pobres e endividados — Foto: Getty Images via BBC Brasil

"Que bom que você avisou que ia ligar, porque senão o DDD 11 eu não atenderia normalmente", diz a catarinense Bárbara Helena da Silva, de 31 anos, ao falar por telefone com a reportagem da BBC News Brasil.

"Eu recebo por volta de 20 ligações de cobrança por dia. Descobri que estão ligando até para minha cunhada para cobrar dívida minha. Fiquei triste, porque esse é um problema meu, não queria que respingasse em outras pessoas."

As dívidas de Bárbara são hoje as mais comuns entre os brasileiros: foram três cartões de crédito que levaram a moradora de Florianópolis a se tornar inadimplente.

Ela estima suas dívidas em atraso hoje em mais de R$ 20 mil — originalmente, eram cerca de R$ 10 mil, que dobraram em seis meses, diz ela, por causa dos altos juros dos cartões.

Segundo dados do Banco Central, o juro médio cobrado pelos bancos no rotativo do cartão de crédito era de 435,9% ao ano em fevereiro — o crédito rotativo é acionado quando a pessoa não paga o valor total da fatura até o vencimento.

Mas, desde 2024, está em vigor uma norma que estabelece um teto para o aumento de uma dívida no cartão de crédito até o dobro do valor original.

Segundo uma pesquisa Datafolha divulgada em 18 de abril, 27% dos entrevistados disseram usar o crédito rotativo com diferentes graus de frequência.

Esta mesma pesquisa mostrou que 67% dos brasileiros dizem ter dívidas financeiras e que 21% têm parcelas em atraso.

Juro médio cobrado pelos bancos no rotativo do cartão de crédito era de 435,9% ao ano em fevereiro, segundo dados do Banco Central — Foto: Getty Images via BBC Brasil

Bárbara conta que, como psicóloga autônoma, sente em primeira mão quando a renda das pessoas está apertada, porque, quando elas perdem poder de compra, o primeiro gasto que cortam é com a saúde mental.

"Fui perdendo clientes, e minha renda foi diminuindo bastante. Aí, tive que optar por pagar o aluguel e as contas de casa ou pagar o cartão de crédito, que tinha várias compras parceladas. Foi meio que inevitável", diz a psicóloga.

Entre as compras parceladas nos seus três cartões — dois de instituições financeiras digitais e um de banco tradicional —, ela cita o computador que usa para trabalhar, uma cadeira de escritório e um aparelho de ar-condicionado.

"São coisas pequenas, mas que a gente não consegue comprar à vista. A gente vai parcelando, vai juntando parcela com parcela, e vira uma grande bola de neve."

O geógrafo Kauê Lopes dos Santos estudou a cultura da compra parcelada nas periferias de São Paulo em seu livro recém-lançado Parcelado (Editora Fósforo).

"Do ponto de vista estrutural, temos no Brasil uma sociedade que consome via crédito, via parcelamento", diz Santos, que é professor da Universidade de Campinas (Unicamp).

Ele observa que essa cultura de consumo se fortaleceu particularmente nas últimas três décadas, a partir dos anos 2000.

"Isso vai desde produtos mais caros — e aí temos, sobretudo, os imóveis, já que praticamente todas as classes sociais precisam parcelar a compra de moradia —, mas chega até a situações de parcelamento de compra de alimentos. Então, o espectro do endividamento e do parcelamento é muito grande."

A partir de entrevistas que conduziu com moradores de periferias paulistanas desde 2010, Santos observa que o parcelamento passou a fazer parte do modus operandi da organização do orçamento doméstico, assim como eventuais entradas em situação de inadimplência.

"O que observei nas entrevistas é que a situação de endividamento é tratada com um certo humor, do tipo: 'Mas, também, quem não está parcelando?'", conta o pesquisador.

"Ao mesmo tempo, isso é um dado de tensão dentro do orçamento doméstico, justamente porque as populações de baixa renda são aquelas que têm os menores rendimentos e que muitas vezes trabalham em condições de informalidade, ou seja, em situações de maior vulnerabilidade."

Pagamento de parcelas compromete o orçamento futuro das famílias, no que o geógrafo Kauê Lopes dos Santos chama em seu livro de uma 'alienação do futuro' — Foto: DIVULGAÇÃO/EDITORA FÓSFORO

O professor da Unicamp destaca que o pagamento de parcelas compromete o orçamento das famílias a longo prazo, no que ele chama em seu livro de uma "alienação do futuro".

"Se você tem um rendimento e você sabe que está trabalhando todo mês para pagar aquilo, a possibilidade de você sonhar, de se projetar no cenário no futuro em outro lugar, com outra experiência de vida, ou até mesmo ascender socialmente está comprometida", afirma Santos.

"Porque todo esse parcelamento que você está pagando é um produto da sua renda e do seu trabalho. Aquilo não está sendo utilizado para um projeto pessoal, está sendo utilizado por instituições financeiras e para o pagamento de juros — os mais altos do mundo."

A esse cenário se somaram recentemente as bets, observa o pesquisador. "Isso potencializa a questão do endividamento", afirma.

"É um campo importante de pesquisa, porque o sujeito que está endividado e que vai buscar dinheiro fácil acredita na promessa das bets, se endivida mais ainda, e tem que recorrer ao cheque especial e a outras modalidades de crédito com taxas ainda mais altas."

Foi o que aconteceu com Nicole, de 21 anos, moradora de um município de pouco mais de 8 mil habitantes no interior da Bahia. A jovem dona de casa afirma que teve seu casamento e sua saúde mental destruídos pelo vício em apostas.

Atualmente, não sabe dizer quanto tem em dívidas, mas estima que sejam mais de R$ 10 mil, em empréstimos bancários que tomou para continuar apostando em bets. Ela preferiu ter seu nome verdadeiro preservado para dar seu relato à BBC News Brasil.

"Tudo começou em 2023. Foi assim: eu estava assistindo o vídeo de uma influenciadora muito famosa nos stories [do Instagram], aí me deparei com ela postando o link de um jogo e acabei clicando", lembra.

"Joguei R$ 10 na época e ganhei R$ 100, aí fiquei eufórica. Daí por diante, o vício só foi crescendo, cada dia mais. Eu não conseguia mais sair."

'Meu nome hoje em dia é sujo em cinco bancos por conta das casas de apostas', conta baiana de 21 anos, que viu seu casamento acabar devido ao vício — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

"Meu nome hoje em dia é sujo em cinco bancos por conta das casas de apostas. Então, trouxe para mim muitos problemas, tanto financeiros, como físicos e psicológicos. Esse jogo praticamente destruiu minha vida, meu casamento desabou por conta do vício."

Desempregada e com o Bolsa Família como única fonte de renda, ela diz que não tem perspectiva de pagar a dívida.

"Como não trabalho e, na Bahia, atualmente, é difícil arrumar emprego, não estou pagando, porque são muitas dívidas, não tenho como pagar."

Nicole afirma que ainda não tem candidato a presidente para as eleições de outubro, mas se diz pessimista com os rumos do país.

"O Brasil só vem decepcionando a gente, por vários fatores, como as casas de apostas. Isso já era para ter sido resolvido pelo governo, porque ele está vendo que está destruindo milhares e milhares de pessoas", diz ela.

Uma pesquisa Quaest divulgada em 17 de abril mostrou que 29% dos brasileiros dizem ter o costume de fazer apostas em bets.

"Já era para o governo ter bloqueado as casas de apostas, mas, infelizmente, a gente vive em um país que é basicamente sem lei."

Fabio Bentes, economista-chefe da CNC, observa que um dos fatores relevantes por trás do recorde de endividamento é a falta de critérios das instituições financeiras na concessão de crédito.

O caso de Nicole é um exemplo disso: a dona de casa tem no Bolsa Família sua única fonte de renda, mas conseguiu empréstimos com cinco instituições financeiras.

"Existe uma certa leniência dos bancos na concessão do crédito, especialmente modalidades altamente populares, como o rotativo do cartão de crédito, que é praticamente uma linha pré-aprovada de crédito com juros altíssimos", diz Bentes.

Procurada pela BBC News Brasil, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) discorda da análise e afirma que "o objetivo principal do sistema bancário é promover acesso responsável ao crédito, com equilíbrio entre inclusão financeira, gestão de risco e proteção ao cliente".

A entidade afirma que a concessão de crédito das instituições a ela associadas segue "critérios rigorosos de análise", a partir da regulamentação estabelecida pelo Banco Central e considerando o perfil de cada consumidor.

No caso específico do rotativo do cartão de crédito, a Febraban aponta que essa é uma "linha emergencial e de curtíssimo prazo". "Seu custo mais elevado está diretamente associado ao maior risco da operação, à ausência de garantias e à maior probabilidade de inadimplência nesse tipo de crédito", diz a nota enviada à reportagem.

Outro fator relevante foi o avanço da bancarização a partir da pandemia, com a multiplicação dos bancos digitais e o uso do Pix possibilitando a inclusão financeira e o acesso a crédito.

Isso foi positivo para a economia como um todo e trouxe maior segurança para milhares de pessoas, que antes recorriam a agiotas quando necessitavam de empréstimos, explica o economista.

No entanto, a combinação de mais pessoas com conta em banco, falta de educação financeira e uma taxa básica de juros que chegou a 15% ao ano (atualmente, a Selic está em 14,75% ao ano, ainda bastante elevada) foi explosiva para o endividamento.

Neste cenário, tanto Bentes, como Kauê Lopes do Santos, da Unicamp, avaliam que uma nova edição do Desenrola deve apenas promover um alívio temporário, mas não resolver o problema crônico do endividamento.

Estudo mostra que primeira edição do Desenrola reduziu inadimplência das famílias de baixa renda de forma relevante, mas efeito se dissipou após 18 meses — Foto: Ministério da Fazenda

Estudo recente da consultoria MB Associados mostra que a primeira versão do programa, encerrada em maio de 2024, "produziu uma redução estatisticamente significativa e economicamente relevante na inadimplência das famı́lias de baixa renda, da ordem de 2 a 3,5 pontos percentuais nas linhas sem garantia" — empréstimos concedidos sem a necessidade de um bem (imóvel ou veículo) para dar segurança ao banco.

"Contudo, o efeito foi inteiramente temporário: dissipou-se em 18 meses após o lançamento, com a inadimplência retornando e, em muitos casos, superando os níveis pré-programa", observa Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, em relatório que apresenta os resultados do estudo.

"Isso sugere que o Desenrola funcionou como uma limpeza pontual de carteira, sem alterar os determinantes estruturais do endividamento."

Para Bentes, da CNC, uma mudança estrutural exigiria promover a educação financeira da população, melhorar a transparência na comunicação dos custos da tomada de crédito, um maior controle por parte das instituições financeiras na concessão de crédito, aumento da competição bancária e, por fim, a redução dos juros básicos da economia.

"O governo precisa dar o exemplo e equilibrar o orçamento dele, porque é o desequilíbrio das contas públicas que joga a Selic a 15%", diz o economista.

O desequilíbrio das contas públicas — quando o governo gasta mais do que arrecada — tende a elevar os juros, porque aumenta a percepção de risco pelos investidores.

Para financiar o déficit, o governo precisa emitir mais dívida, pressionando as taxas para cima. Além disso, há maior incerteza sobre inflação futura, o que leva o Banco Central a manter juros mais altos para controlar a inflação, encarecendo o crédito em toda a economia.

O economista-chefe da CNC observa que é o próprio governo o mais afetado pelo mau humor dos endividados, o que deve ter impactos nas eleições deste ano.

"As decisões relacionadas a eleições tendem a ser multifatoriais, mas é claro que um eleitor com uma dívida, com a corda no pescoço, tende a criticar a situação, (e dizer) 'esse governo que me levou a essa situação'", afirma Bentes.

"Um eleitor menos endividado tende a ter uma decisão mais serena e menos extrema do que o eleitor que está com uma parcela alta da renda comprometida."

Morador de uma cidade de pouco mais de 6 mil habitantes no interior mineiro, onde é dono de uma loja de acessórios de informática e serviço de copiadora, ele também se endividou ao cair no vício das apostas, assim como a baiana Nicole.

Primeiro, queimou toda sua poupança, depois, vendeu seu carro avaliado à época em R$ 35 mil para pagar dívidas, mas diz que acabou gastando 80% do valor da venda do veículo em apostas.

"Aí começou a minha saga: peguei empréstimos, um por cima do outro, gastei com cartão de crédito, foi virando aquela bola de neve", diz Otávio, que teve seu nome real preservado nesta reportagem.

Ele estima ter atualmente cerca de R$ 30 mil em dívidas, mas já ter pedido mais de R$ 100 mil no jogo.

Quase 82 milhões de brasileiros estavam inadimplentes em fevereiro, ou 49,9% da população adulta, segundo dados da Serasa — Foto: Divulgação/Serasa

Otávio avalia que o governo faz pouco para combater o problema do vício em apostas entre a população.

"Se eles estivessem tão preocupados assim, podiam já ter acabado com isso faz tempo, porque faz mais de cinco anos que isso é um problema no Brasil, não é possível."

As apostas foram autorizadas no Brasil em 2018, durante o governo de Michel Temer (MDB), e regulamentadas em 2023 e 2024, durante o terceiro mandato de Lula.

O pequeno empresário mineiro diz que ainda não escolheu seu candidato para outubro, mas que provavelmente será Flávio Bolsonaro (PL).

"Acho que, para além desse endividamento, o país está todo desequilibrado, a economia, muitas coisas pioraram bastante."

Já a catarinense Bárbara diz que o fato de ela estar inadimplente e de o endividamento no Brasil ser recorde não muda em nada sua intenção de voto em Lula em outubro.

"Eu sei que tudo isso acontece por questões que vão além do que o poder público tem em conta de lidar. Então, tem a questão do sistema financeiro, a questão das crises internacionais que acabam afetando o Brasil", diz a psicóloga.

"Acho que o governo está fazendo um trabalho bom para tentar evitar que isso chegue à população, mas eles não podem fazer tudo e dar conta de tudo."

Apesar das perspectivas políticas distintas, Bárbara, Nicole e Otávio têm em comum não terem ficado sabendo das medidas em estudo pelo governo para reduzir o endividamento dos brasileiros.

Informados pela reportagem da BBC News Brasil sobre elas, todos avaliaram que o relançamento do Desenrola pode ser positivo.

Mas o desconhecimento por parte de pessoas de todo o Brasil, de classes sociais distintas, revela o desafio de comunicação que o governo enfrenta.

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Imposto de Renda 2026: como declarar ganhos com imóveis e quando há isenção no reinvestimento

Fonte: G1 Imposto de Renda | Publicado em: 22/04/2026 06:22

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%Oferecido por

Ganhos com a venda ou o aluguel de imóveis exigem atenção na hora de declarar o Imposto de Renda (IR) e costumam gerar dúvidas entre contribuintes, especialmente sobre tributação e possíveis isenções.

Quando uma pessoa física vende um imóvel por um valor maior do que pagou, a diferença é considerada ganho de capital e, em regra, está sujeita à cobrança de imposto, com alíquotas que variam de 15% a 22,5%.

Esse ganho é tributado pelo Imposto de Renda e precisa ser apurado logo após a venda. A seguir, veja como declarar.

O cálculo do imposto não é feito diretamente na declaração anual. Segundo Cristiano Roveda, advogado empresarial especialista em planejamento sucessório e tributário, o contribuinte deve usar o Programa de Apuração de Ganhos de Capital (GCAP), disponível no site da Receita Federal.

“O imposto, se houver, deve ser pago até o último dia útil do mês seguinte à operação, e depois essas informações são importadas para a declaração anual”, afirma.

Apesar da tributação, há uma exceção prevista em lei. Se o valor da venda de um imóvel residencial for reinvestido na compra de outro imóvel residencial no Brasil, o contribuinte pode ter direito à isenção, desde que:

o reinvestimento seja feito em até 180 dias após a venda;a isenção seja proporcional ao valor aplicado (total ou parcial);o benefício seja utilizado apenas uma vez a cada cinco anos.

Os valores recebidos com aluguel também são tributáveis e precisam ser declarados no Imposto de Renda, podendo chegar a uma alíquota de até 27,5%.

Pessoa física: imposto pago mensalmente via carnê-leão;Pessoa jurídica: imposto retido na fonte pela empresa.

“Mesmo assim, os valores precisam ser informados na declaração anual”, diz o advogado. Ele também chama atenção para mudanças recentes na legislação, como a isenção para rendas mensais de até R$ 5 mil para pessoas físicas.

No entanto, como o g1 mostrou, as mudanças na faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil e a redução do imposto para quem recebe até R$ 7,35 mil, aprovadas no ano passado, não estarão em vigor na declaração de ajuste anual de 2026.

🔎A explicação é que a declaração deste ano se refere a fatos geradores ocorridos em 2025, o chamado “ano-base”. A ampliação da faixa de isenção já está valendo neste ano — os contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil já deixaram de pagar IR —, mas só terá efeitos na declaração anual de ajuste em 2027.

Para quem busca reduzir a carga tributária, estruturas como holdings patrimoniais podem ser uma alternativa. “A utilização de uma holding pode reduzir a tributação para cerca de 11,33%, além de ajudar na organização, na proteção e na sucessão do patrimônio”, afirma Roveda.

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quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado;contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado;quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto;quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias;quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural;quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil;quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025;quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física;quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior;quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024);quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos;deseja atualizar bens no exterior;quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.

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Conteúdos virais prometem atalhos para reduzir dívidas, mas especialistas alertam para armadilhas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/04/2026 04:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%Oferecido por

Promessas de reduzir dívidas drasticamente — especialmente as bancárias — têm ganhado força nas redes sociais. Em vídeos e publicações, influenciadores afirmam que consumidores podem diminuir o valor devido ou até quitar débitos elevados pagando quantias pequenas.

Entre as orientações mais comuns estão pedir à instituição o chamado Descritivo Evolutivo da Dívida (DDE), registrar reclamações no Banco Central ou abrir queixas na plataforma consumidor.gov.br para contestar cobranças.

Especialistas ouvidos pelo g1 alertam, no entanto, que esse tipo de orientação costuma simplificar um processo que, na prática, é mais complexo e segue critérios bem definidos.

⚖️ Um dos principais recursos citados nas redes é a Lei do Superendividamento (Lei nº 14.181/2021). A norma foi criada para proteger consumidores que não conseguem pagar suas dívidas sem comprometer despesas básicas do dia a dia.

Segundo Gustavo Fonseca, sócio do escritório Fonseca Brasil Serrão Advogados, a legislação brasileira oferece mecanismos para lidar com o endividamento excessivo — mas eles não funcionam como um cancelamento automático das dívidas.

A lei permite que o devedor apresente um plano de pagamento que preserve um valor mínimo para sua subsistência, organizando a quitação das dívidas em até cinco anos.

Apesar da possibilidade de renegociação judicial, a legislação estabelece limites para a aplicação do mecanismo.

“A lei exige uma situação de colapso financeiro comprovado, não basta estar inadimplente ou considerar os juros altos”, afirma Fonseca.

🔒 É o caso de contratos que têm o próprio bem como garantia — como financiamentos de imóveis ou veículos, nos quais a casa ou o carro podem ser retomados pelo banco em caso de inadimplência.🧾 Também não entram no processo créditos rurais nem débitos com o poder público, como impostos e outras obrigações fiscais.

Outro requisito previsto na legislação é a boa-fé do consumidor. Isso significa que a medida não se aplica quando há indícios de fraude ou quando a pessoa assume dívidas já sabendo que não terá condições de pagá-las.

O procedimento costuma envolver uma análise detalhada da situação financeira do devedor. Em muitos casos, a discussão ocorre na Justiça, com a apresentação de documentos que comprovem renda, despesas e o volume das dívidas.

Alguns influenciadores sugerem que bastaria registrar reclamações em órgãos públicos para reduzir os valores cobrados pelos bancos. Especialistas, porém, afirmam que essas plataformas não têm poder para alterar contratos.

🏦 O Banco Central atua na fiscalização do sistema financeiro e pode apurar irregularidades cometidas pelas instituições;🤝 O Consumidor.gov.br funciona como um canal de mediação entre empresas e consumidores.🚫 Nenhum desses mecanismos, porém, pode obrigar um banco a reduzir ou cancelar uma dívida.

Segundo Tiemy Kunimi, advogada do escritório Bruno Boris Advogados, a revisão de cobranças normalmente depende da identificação de alguma irregularidade no contrato ou na forma como os juros foram aplicados.

“Não basta afirmar que o valor cobrado é elevado ou contestar o montante da dívida. É necessário indicar algum vício no contrato ou a falta de clareza das informações, o que pode ser demonstrado com apoio técnico.”

Na prática, isso significa apontar exatamente onde está o problema — como cobranças indevidas, cláusulas abusivas ou falta de transparência — e não apenas alegar que a dívida ficou alta.

Para o planejador financeiro Jeff Patzlaff, parte das orientações que circulam nas redes sociais simplifica excessivamente esse processo.

“A lei foi criada como um ‘colete salva-vidas’ para quem está se afogando, não como uma prancha de surfe para quem quer tirar vantagem das ondas.”

Ele alerta que quem decide interromper os pagamentos deliberadamente para tentar recorrer à lei depois pode enfrentar consequências práticas. Enquanto um eventual processo tramita na Justiça — o que pode levar tempo —, os juros continuam sendo aplicados sobre a dívida.

Além disso, orientações que recomendam simplesmente deixar o débito crescer ou evitar qualquer negociação podem aumentar o risco de ações de cobrança e de inclusão do consumidor em cadastros de inadimplentes.

Patzlaff também alerta para o impacto que esse tipo de estratégia pode trazer para a vida financeira do devedor.

Segundo ele, conteúdos nas redes sociais muitas vezes prometem soluções rápidas sem mencionar os efeitos de longo prazo: como dificuldade para alugar um imóvel, obter crédito ou lidar com eventuais bloqueios judiciais de contas bancárias.

“Paz mental tem um valor incalculável para quem quer prosperar. Tratar a lei como se fosse um truque para enganar o sistema não é inteligente. Entrar na lei do superendividamento significa colocar um juiz para mandar no seu salário por meia década.”

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Você ganha bem ou mal? Entenda 3 formas de avaliar sua renda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/04/2026 04:53

Você ganha bem ou mal? Entenda 3 formas de avaliar sua renda No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Ganhar bem ou mal não é apenas uma questão de salário. Na economia, a renda é relativa e pode ser analisada por diferentes critérios — como a posição na distribuição de renda do país, o poder de compra e quanto sobra no fim do mês. O custo de vida ajuda a definir o valor real do rendimento.

Outro fator é a estabilidade. Ganhos pontuais não sustentam padrão de vida ao longo do tempo. No fim, pesa o equilíbrio do orçamento: quem ganha mais e gasta mal pode viver apertado, enquanto uma renda menor, bem organizada, garante mais estabilidade e previsibilidade.

Neste vídeo, você vai entender as três principais formas de saber se você ganha bem ou mal. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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Escala 6×1: CCJ da Câmara vota nesta quarta relatório que dá aval à tramitação de PECs

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/04/2026 04:53

Política Escala 6×1: CCJ da Câmara vota nesta quarta relatório que dá aval à tramitação de PECs Uma Comissão Especial e o plenário ainda precisarão discutir o assunto na Câmara. Depois, será a vez dos senadores analisarem a proposta. Por Paloma Rodrigues

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados vota nesta quarta-feira (22) parecer do deputado Paulo Azi (União-BA) favorável ao avanço da tramitação das Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que preveem o fim da escala 6×1.

Na semana passada, após a leitura do relatório de Azi, o deputado da oposição Lucas Redecker (PSD-RS), que é crítico ao fim da escala 6×1, apresentou um pedido de vista – mais tempo para análise do relatório.

Deputado federal Paulo Azi (União-BA), relator das PECs que preveem o fim da escala 6×1, na CCJ da Câmara — Foto: Renato Araújo / Câmara dos Deputados

👩‍🏭🧑‍🏭Atualmente, existem mais de uma proposta na Câmara que alteram a jornada de trabalho no Brasil, fixada na maioria dos casos em 44 horas semanais. Em fevereiro, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) determinou que as propostas da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) passassem a tramitar juntas (veja mais detalhes abaixo).

Na CCJ, os deputados se limitarão a analisar a compatibilidade das propostas com a Constituição – a chamada admissibilidade.

A partir da aprovação na CCJ, as PECs passarão a tramitar como um texto só. A proposta será então analisada por uma Comissão Especial e pelo plenário da Casa.

Motta sinalizou que determinará a instalação da Comissão Especial logo após a validação da CCJ. Na Comissão Especial, o conteúdo poderá ser alterado.

Paralelamente à tramitação das PECs, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu enviar um projeto de lei próprio sobre o mesmo assunto.

A avaliação do governo é a de que a aprovação de um projeto de lei é mais fácil, já que demanda menos votos para ser aprovado e tem tramitação mais curta.

🔎Uma PEC precisa de aval de ao menos 308 deputados, enquanto um projeto de lei depende apenas da maioria dos presentes no momento da votação.

A decisão de Lula não agradou Motta, que disse que pretende seguir com a tramitação das PECs. Apesar disso, o presidente da Câmara afirmou que respeita a decisão do governo de enviar seu próprio texto após um almoço com o presidente Lula.

O objetivo central das PECs e do projeto enviado pelo Executivo é abolir o modelo de seis dias de trabalho para um de descanso, mas existem diferenças entre os textos.

a PEC proposta pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), apresentada no ano passado, prevê a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, com prazo de 360 dias para entrada em vigor da nova regra;a PEC de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), apresentada em 2019, reduz a jornada de trabalho para 36 horas semanais, com prazo, porém, de 10 anos para mudança entrar em vigor;o projeto de lei (PL) enviado pelo governo Lula nesta terça-feira (14), reduz a jornada de trabalho a 40 horas semanais. O texto do Executivo tramita sob urgência constitucional.

A equipe econômica do governo não pretende discutir contrapartidas financeiras às empresas caso prospere alguma das proposições, mas aceita debater uma regra de transição para o novo modelo.

O projeto enviado pelo Executivo não traz qualquer previsão de escalonamentos para a redução da jornada.

Representantes do setor produtivo consideram que a redução da jornada de trabalho implica aumento de custos para o empregador, com prejuízos à competitividade das empresas e impactos sobre a geração de novas vagas.

Estudo da Fecomércio estima em R$ 158 bilhões o custo sobre a folha de pagamentos de empresas do país, caso a redução da jornada legal de trabalho seja aprovada.

Na avaliação de economistas, o debate precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.

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Novas regras do Minha Casa, Minha Vida passam a valer nesta quarta; veja o que muda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/04/2026 01:14

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,975-0,35%Dólar TurismoR$ 5,168-0,35%Euro ComercialR$ 5,879-0,06%Euro TurismoR$ 6,115-0,13%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%Oferecido por

A Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil começam, nesta quarta-feira (22), a financiar imóveis com as novas regras do Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

As mudanças ampliam o alcance do programa para imóveis de até R$ 600 mil e para famílias com renda mensal de até R$ 13 mil.

Na prática, também elevam os limites de renda e de valor dos imóveis em todas as faixas do programa, facilitando a compra de unidades maiores ou melhor localizadas, com juros abaixo dos praticados no mercado.

Especialistas consultadas pelo g1 afirmam que as novas regras devem favorecer principalmente a classe média, permitindo que uma parcela significativa volte a buscar e financiar imóveis.

Segundo o governo federal, ao menos 87,5 mil famílias brasileiras devem ser beneficiadas com taxas mais baixas.

A Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil começam, nesta quarta-feira (22), a financiar imóveis com as novas regras do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). As mudanças ampliam o alcance do programa para imóveis de até R$ 600 mil e para famílias com renda mensal de até R$ 13 mil.

Na prática, também elevam os limites de renda e de valor dos imóveis em todas as faixas do programa, facilitando a compra de unidades maiores ou melhor localizadas, com juros abaixo dos praticados no mercado.

Especialistas consultadas pelo g1 afirmam que as novas regras devem favorecer principalmente a classe média, permitindo que uma parcela significativa volte a buscar e financiar imóveis. Até então, esse grupo enfrentava restrições maiores, diante de juros elevados e das limitações do MCMV. (leia mais abaixo)

Segundo o governo federal, ao menos 87,5 mil famílias brasileiras devem ser beneficiadas com taxas mais baixas.

Faixa 1: passou de R$ 2.850 para até R$ 3.200Faixa 2: passou de R$ 4.700 para até R$ 5.000Faixa 3: passou de R$ 8.600 para até R$ 9.600Faixa 4: passou de R$ 12.000 para até R$ 13.000

📌 Os juros cobrados nos financiamentos dentro do programa aumentam gradualmente conforme a faixa de renda. Dessa forma, a ampliação dos limites beneficiou diretamente famílias que estavam próximas das faixas de corte e que passam a ter acesso a juros menores.

🏠 EXEMPLO 1: Quem tinha renda entre R$ 4.700,01 e R$ 5 mil e se enquadrava na faixa 3 passa agora para a faixa 2. Esse grupo tinha acesso a juros de 8,16% ao ano. Agora, passa a ter taxas de 7% ao ano, explica a advogada Daniele Akamine, especialista em mercado imobiliário.

🏘️ EXEMPLO 2: Quem tinha renda entre R$ 8.600,01 e R$ 9.600 e se enquadrava na faixa 4 passa agora para a faixa 3. Esse grupo tinha acesso a juros de cerca de 10% ao ano. Agora, passa a ter taxas de até 8,16% ao ano.

Faixas 1 e 2: de R$ 210 mil a R$ 275 mil, a depender da localidade;Faixa 3: de até R$ 350 mil para até R$ 400 mil;Faixa 4: de até R$ 500 mil para até R$ 600 mil.

📌 O valor máximo dos imóveis financiados pelo Minha Casa, Minha Vida também aumentou, o que permite o acesso a unidades maiores ou melhor localizadas.

🏠 EXEMPLO 1: Quem se enquadra na faixa 3 passa a ter acesso a imóveis de até R$ 400 mil dentro do programa, um aumento de R$ 50 mil em relação ao limite anterior. Na prática, isso amplia o leque de opções a uma nova prateleira de imóveis.

🏘️ EXEMPLO 2: Quem se enquadra na faixa 4 passa a ter acesso a imóveis de até R$ 600 mil dentro do MCMV, um acréscimo de R$ 100 mil em comparação com o limite anterior. O efeito, nesse caso, é semelhante: amplia o acesso a imóveis de padrão mais elevado.

Na prática, as novas regras ampliam a capacidade de compra das famílias, afirma a advogada Daniele Akamine. Antes da atualização, os limites não acompanhavam a alta dos preços dos imóveis.

“Com o mesmo salário, é possível adquirir um imóvel melhor ou exigir uma entrada menor, já que o crédito ficou mais acessível e as taxas dentro do programa são mais baixas", diz.

Segundo o governo, a atualização das faixas inclui cerca de 31,3 mil famílias na faixa 3 do programa e outras 8,2 mil na faixa 4.

Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos de Construção do FGV Ibre, afirma que o movimento ocorre em meio a um cenário desafiador para parte da classe média.

🔎 Sem acesso ao MCMV, essas famílias passaram a enfrentar juros elevados no financiamento imobiliário, diante de uma taxa básica (Selic) que permaneceu na casa dos 15% durante boa parte do ano passado. A taxa está agora em 14,75%.

“Pessoas que estavam logo acima da faixa de corte do programa agora passam a ser incluídas, ampliando o acesso da classe média à casa própria”, afirma a especialista.

Até abril de 2025, o MCMV alcançava, no máximo, famílias da faixa 3, com renda de até R$ 8 mil — limite ampliado para R$ 8,6 mil naquele mês. Em maio, foi criada a faixa 4, estendendo o programa a famílias com renda de até R$ 12 mil, com juros mais altos, mas ainda abaixo dos praticados no mercado.

As mudanças de abril de 2026 ampliaram o alcance do MCMV para rendas de até R$ 13 mil. Na prática, o teto de acesso ao programa saltou de R$ 8 mil para R$ 13 mil em menos de um ano.

Ana Castelo, do FGV Ibre, lembra que o MCMV atingiu um novo recorde de contratações em 2025. "Quem realmente sustentou o setor de construção no ano passado foi o programa", diz.

"Vivemos um contexto particularmente difícil para a classe média fora do programa. Foi um ano de bom desempenho nas pontas: no Minha Casa, Minha Vida e no nicho de imóveis de alto padrão — que não depende de financiamento", explica.

"No entanto, a renda média fora do programa sofreu bastante, porque as taxas de financiamento ficaram mais altas."

Dados do Ministério das Cidades, compilados por Ana Castelo, mostram que as contratações da faixa 3 dispararam nos últimos anos e ganharam mais relevância dentro do programa. Veja abaixo:

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Quais são os próximos feriados de 2026? (Spoiler: restam sete)

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/04/2026 01:14

Trabalho e Carreira Quais são os próximos feriados de 2026? (Spoiler: restam sete) Dos sete feriados restantes, seis podem render emendas com fins de semana e mais dias de descanso. Veja o calendário. Por Redação g1 — São Paulo

Depois do feriado de Tiradentes, que rendeu um feriadão de quatro dias para muitos trabalhadores, já há expectativa pelos próximos períodos de descanso ao longo do ano.

Em 2026, ainda restam sete feriados nacionais, sendo que seis podem ser emendados — o que torna o calendário um dos mais favoráveis dos últimos anos para quem planeja folgas prolongadas.

O próximo feriado será o Dia do Trabalhador, em 1º de maio, que cairá em uma sexta-feira e deve permitir descanso estendido para quem não trabalha aos fins de semana.

Apesar disso, nem todos são beneficiados: atividades essenciais podem funcionar normalmente, mas trabalhadores escalados têm direito a pagamento em dobro ou folga compensatória.

Depois do feriado de Tiradentes na última terça-feira (21), que garantiu a muitos trabalhadores um feriadão prolongado de quatro dias, já tem gente pensando no próximo período de descanso.

Agora, restam sete feriados neste ano, sendo que seis deles podem ser emendados para prolongar os dias de descanso.

O próximo feriado nacional será 1º de maio (Dia do Trabalhador), que cairá em uma sexta-feira e pode permitir a emenda para quem folga aos fins de semana.

Apesar de ser um feriado nacional, nem todos são beneficiados. A legislação trabalhista permite o funcionamento de atividades em setores considerados essenciais.

⚠️ Mas atenção: quem for escalado para trabalhar na data tem direitos assegurados, como remuneração em dobro ou folga compensatória.

Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano.

A próxima possibilidade de emenda será no Corpus Christi, em 4 de junho, considerado ponto facultativo nacional. Ou seja, estados e municípios têm autonomia para decretar a data como feriado religioso, desde que haja regulamentação local.

Nas cidades onde a data é considerada feriado, a regra é a dispensa do trabalhador. Caso seja necessário trabalhar, há direito ao pagamento em dobro ou à folga compensatória.

1º de maio, Dia do Trabalhador (sexta-feira)7 de setembro, Independência do Brasil (segunda-feira)12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira)2 de novembro, Finados (segunda-feira)15 de novembro, Proclamação da República (domingo)20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira)25 de dezembro, Natal (sexta-feira)

4 de junho, Corpus Christi (quinta-feira)5 de junho (sexta-feira)28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira)24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira)31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira)

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