RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Banco do Brasil diz ao TCU que não tem interesse em federalizar BRB

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 18:44

Distrito Federal Banco do Brasil diz ao TCU que não tem interesse em federalizar BRB Tribunal solicitou informações sobre possível 'federalização' a bancos públicos e ao Ministério da Fazenda. Rumores de uma operação do tipo começaram a circular em fevereiro. Por Mariana Assis, g1 — Brasília

O Banco do Brasil (BB) respondeu ao Tribunal de Contas da União (TCU) que não possui interesse em 'federalizar' o Banco de Brasília (BRB).

Segundo o ofício enviado ao órgão na quarta-feira (11), o banco não tem estudos, notas técnicas, grupos de trabalho, deliberações internas ou outro ato preparatório com o intuito.

Em fevereiro, o ministro Bruno Dantas, do TCU, solicitou informações sobre a possível "federalização" do Banco de Brasília (BRB) em um prazo de 15 dias.

O Banco do Brasil afirmou ao Tribunal de Contas da União (TCU), em documento produzido nesta semana, que não tem interesse em 'federalizar' o Banco de Brasília (BRB).

Segundo o ofício enviado ao órgão na quarta-feira (11), o banco não tem estudos, notas técnicas, grupos de trabalho, deliberações internas ou outro ato preparatório relacionados a qualquer intenção de assumir o controle do BRB.

O texto é uma resposta ao pedido do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas, que abriu prazo de 15 dias para que bancos públicos federais e o Ministério da Fazenda indicassem se chegaram a cogitar ou analisar uma possibilidade de "federalização" do Banco de Brasília (BRB).

O prazo ainda está em aberto e, até a publicação desta reportagem, outros órgãos ainda não tinham respondido.

O BRB tenta recompor e melhorar a qualidade de seu patrimônio, abalado por uma série de transações malsucedidas com o Banco Master – cujas irregularidades foram reveladas pela operação Compliance Zero da Polícia Federal, em novembro de 2025.

Em meio a essas tentativas, começaram a circular rumores de que instituições federais poderiam comprar o BRB para salvar as operações do banco – o que, na prática, tiraria o governo do Distrito Federal da posição de acionista controlador da entidade.

A decisão atende a um pedido do subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado. As informações deverão ser prestadas pela Caixa, pelo Banco do Brasil, pelo BNDES e pelo Ministério da Fazenda.

Bruno Dantas determinou que, se o tema estiver sendo estudado pelo governo, os órgãos terão de enviar os "documentos mínimos" que deem um panorama geral das discussões.

No despacho, Bruno Dantas reconhece que Furtado não juntou ao processo nenhum ato administrativo da União que, de fato, indique a intenção do governo federal de assumir o controle do BRB.

Em entrevista no dia 25 de fevereiro, no entanto, o secretário do Tesouro e presidente do Conselho de Administração da Caixa, Rogério Ceron, afirmou em entrevista que o banco acompanha a situação do BRB como uma eventual "oportunidade de negócio".

Ao pedir informações aos órgãos, Bruno Dantas afirmou que a medida se justifica pela "materialidade potencial elevada, considerada a ordem de grandeza dos valores" envolvidos no tema; e pelo "risco de efeitos relevantes sobre o patrimônio público federal".

"Ademais, em operações envolvendo reestruturação bancária, aquisição de ativos, participação societária ou soluções de capitalização, é comum que a formação da decisão se dê de forma célere e por etapas, com atos preparatórios e registros de governança que antecedem a formalização final, muitas vezes sob sigilo e condicionados a janelas de mercado", prossegue o ministro.

Banco do Brasil e Caixa: estudos, notas técnicas, grupos de trabalho, deliberações internas ou outro ato preparatório (análise de aquisição, participação societária, operação de crédito, modelagem de solução ou absorção/federalização);BNDES: pleitos/consultas/demandas, formais ou registradas, relativas à estruturação de garantias, modelagens ou linhas de financiamento associadas ao saneamento financeiro do BRB;Ministério da Fazenda (incluindo Tesouro Nacional, no que couber): iniciativas, grupos de trabalho, notas técnicas, despachos ou tratativas sobre alternativas relacionadas ao BRB, inclusive eventual estimativa preliminar de impacto fiscal para a União/Tesouro Nacional em cenário de assunção de responsabilidades.

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Chevrolet Onix Activ volta em 2026 como versão aventureira do hatch

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 17:49

Carros Chevrolet Onix Activ volta em 2026 como versão aventureira do hatch Versão elevada do Onix, o Activ adota postura de dirigir típica de SUV. Mesmo assim, a Chevrolet já confirmou o lançamento de um utilitário compacto de entrada, o Sonic. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

O hatch chega ao Brasil em um cenário no qual esse tipo de carro vem perdendo espaço para os SUVs desde 2020.

A fabricante americana demonstra estar atenta ao movimento do mercado, ao apresentar o Onix Activ como uma “alternativa racional aos SUVs”.

Para diferenciar este Onix do hatch tradicional, que ganhou uma nova versão no ano passado, a Chevrolet elevou o modelo aventureiro em 61 milímetros, mantendo o comprimento de 4,16 metros.

O modelo também recebeu um novo ajuste de suspensão e passa a ter rodas de 16 polegadas como item de série, o maior tamanho disponível para o hatch nas demais versões.

A Chevrolet anunciou, nesta sexta-feira (13), o retorno do Onix Activ ainda neste ano. O hatch chega ao Brasil em um cenário no qual esse tipo de carro vem perdendo espaço para os SUVs desde 2020. (veja abaixo)

A fabricante americana demonstra estar atenta ao movimento do mercado, ao apresentar o Onix Activ como uma “alternativa racional aos SUVs”, voltada a consumidores que procuram veículos mais altos e robustos, mas sem migrar para um utilitário esportivo.

Esse segmento inclui modelos como o Volkswagen Tera, que encerrou o primeiro bimestre de 2026 como o segundo SUV mais vendido do Brasil, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Volkswagen T-Cross: 11.408 unidades emplacadas;Volkswagen Tera: 10.350 unidades emplacadas;Hyundai Creta: 9.473 unidades emplacadas;Jeep Compass: 8.672 unidades emplacadas;Chevrolet Tracker: 8.535 unidades emplacadas.

Para diferenciar este Onix do hatch tradicional, que ganhou uma nova versão no ano passado, a Chevrolet elevou o modelo aventureiro em 61 milímetros, mantendo o comprimento de 4,16 metros.

O modelo também recebeu um novo ajuste de suspensão e passa a ter rodas de 16 polegadas como item de série, o maior tamanho disponível para o hatch nas demais versões.

A Chevrolet não informou qual motor equipará o Activ, mas confirmou que o modelo não será vendido com câmbio manual. Até a publicação deste artigo, o Onix automático é oferecido exclusivamente com motor turbo de 115 cavalos e 16,8 kgfm de torque.

Na mesma plataforma, a Chevrolet também utiliza um motor 1.2 turbo de 141 cavalos em outros modelos da marca, como a Tracker. Por isso, o novo Onix Activ pode adotar qualquer uma dessas opções.

Mesmo sem divulgar o preço, a expectativa é que o Onix Activ custe mais do que a versão automática mais básica do hatch, que hoje parte de R$ 114.990 e chega a R$ 133.390 na configuração RS Turbo.

Junto do hatch sabor SUV, a Chevrolet já anunciou um utilitário de entrada para brigar no mercado que anda dominado pela Volks. O modelo é um SUV cupê — segmento inédito para a marca e se chamará Sonic, resgatando o nome que antes identificava um hatch semelhante ao Onix.

“O novo modelo virá para complementar a gama de veículos da marca e estrear em um segmento estratégico, ainda não explorado pela marca, o dos SUVs cupês”, diz Santiago Chamorro, presidente da GM América do Sul.

O novo SUV será fabricado em Gravataí (RS). A unidade gaúcha é uma das cinco fábricas da Chevrolet no Brasil e, atualmente, concentra a produção do Onix nas versões hatch e sedã.

Segundo Chamorro, a unidade de Gravataí passa por uma modernização para iniciar a produção do Sonic. A fabricação em massa e o lançamento do SUV estão previstos para 2026, resultado de um investimento de R$ 1,2 bilhão anunciado pela GM em 2024.

"Esse investimento de R$ 1,2 bilhão permitirá fortalecer e modernizar a nossa capacidade fabril neste complexo industrial", disse Chamorro em 2024.

A fábrica do Rio Grande do Sul já produziu mais de 3 milhões de unidades do Onix, que se tornou o modelo mais fabricado pela marca no país, superando Chevrolet Corsa em agosto deste ano.

A escolha pelo formato SUV tanto para o Sonic como partes dele no Onix Activ não é por acaso: esse tipo de veículo domina o mercado brasileiro desde 2020, quando os hatches começaram a perder espaço.

Segundo Milad Kalume Neto, consultor independente especializado no setor automotivo, os hatches perderam atratividade porque já não apresentam diferença de preço significativa em relação aos SUVs, o que reduz o interesse do consumidor.

Segundo Milad Kalume Neto, consultor independente especializado no setor automotivo, os hatches perderam atratividade porque já não apresentam diferença de preço significativa em relação aos SUVs, o que reduz o interesse do consumidor.

Kalume Neto lembra que a chegada de vários SUVs compactos, com preços mais baixos, pode retirar ainda mais hatches da lista dos 10 carros mais vendidos do ano.

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CGU analisa material do BC sobre servidores afastados por suposto envolvimento no caso Master

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 17:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%Oferecido por

A área técnica da Controlaria-Geral da União (CGU) analisa o resultado da investigação, interna e sigilosa, realizada pelo Banco Central em relação aos dois servidores que teriam se envolvido no caso Master.

O material foi enviado pelo BC na última terça-feira (10). No jargão interno, o órgão de controle abriu um "inquérito preliminar", ou seja, vai checar se o material atende aos requisitos de admissibilidade, e tem até 180 dias para concluir a análise.

Se forem encontrados indícios de irregularidades, a CGU poderá instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Caso sejam confirmados, o procedimento pode resultar em punições, sendo a mais grave a expulsão dos dois servidores do serviço público.

Também pode ser instaurado um Processo Administrativo de Responsabilização (PAR), voltado à apuração de eventual responsabilidade do banco controlado por Daniel Vorcaro por possível corrupção de servidores públicos.

Nesse caso, as sanções podem incluir a obrigação de ressarcimento por eventuais danos causados aos cofres públicos.

Como mostrou o g1, o Banco Central finalizou a sindicância nesta semana. Os achados dessa apuração do BC já foram usados pela Polícia Federal (PF) na terceira fase da Operação Compliance Zero, que levou de volta à prisão Daniel Vorcaro.

Na decisão que autorizou a operação, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), descreveu os funcionários do Banco Central como uma espécie de consultores privados de Daniel Vorcaro.

Segundo as investigações, os servidores Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana supostamente:

davam orientações estratégicas sobre processos administrativos e regulatórios do BC que envolviam o Master;revisavam e sugeriam alterações em documentos que o Master mandava ao Banco Central;vazavam informações para que Vorcaro se antecipasse a eventuais medidas adotadas pelo BC;usavam sua influência interna para favorecer o Master em análises de processos e para contornar dificuldades regulatórias enfrentadas pela instituição;recebiam vantagens indevidas (propina) em troca dos serviços prestados, e o dinheiro era pago por terceiros e por meio de contratos simulados.

Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana chegaram a ocupar respectivamente, a Diretoria de Fiscalização (Difis) e o Departamento de Supervisão Bancária (Desup) do BC.

A Difis é a diretoria responsável pela supervisão das instituições autorizadas a operar no Brasil. Essa diretoria precisa estar sempre atenta ao risco que cada instituição apresenta e à saúde do sistema financeiro como um todo.

O chamado Desup está no guarda-chuva da Difis. Esse é o departamento que monitora o capital e a liquidez dos bancos e acompanha as práticas de gestão e de controle interno das instituições.

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Petrobras prevê alta de R$ 0,06 no litro do diesel puro para o consumidor após reajuste

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 15:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2961,03%Dólar TurismoR$ 5,4811,02%Euro ComercialR$ 6,0590,38%Euro TurismoR$ 6,2880,39%B3Ibovespa178.337 pts-0,53%MoedasDólar ComercialR$ 5,2961,03%Dólar TurismoR$ 5,4811,02%Euro ComercialR$ 6,0590,38%Euro TurismoR$ 6,2880,39%B3Ibovespa178.337 pts-0,53%MoedasDólar ComercialR$ 5,2961,03%Dólar TurismoR$ 5,4811,02%Euro ComercialR$ 6,0590,38%Euro TurismoR$ 6,2880,39%B3Ibovespa178.337 pts-0,53%Oferecido por

A Petrobras informou que estima um aumento de R$ 0,06 por litro no diesel puro — que desconsidera a mistura obrigatória de biodiesel — para o consumidor, após o reajuste anunciado nesta sexta-feira (13).

🔎 O diesel puro é o produto que a Petrobras vende às distribuidoras. O combustível vendido na bomba é composto por esse diesel e pela mistura obrigatória de biodiesel. Atualmente, o preço médio do diesel vendido na bomba é de R$ 6,15, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo a presidente da companhia, Magda Chambriard, a alta seria de R$ 0,70 caso o governo federal não tivesse anunciado, na véspera, medidas para conter o impacto da guerra no Irã nos preços do diesel.

"Em números, o Governo Federal desonerou, em função da Medida Provisória, R$ 0,32 por litro na nota fiscal da venda do diesel. [Com o ajuste de hoje], a Petrobras onera em R$ 0,38 por litro na nota do diesel", disse Chambriard a jornalistas.

"O que isso significa? Que a gente ganha R$ 0,70, o governo desonera [o imposto], aplica o incentivo para a Petrobras e todos os outros agentes econômicos e, no final das contas, o aumento do diesel para a sociedade é absolutamente residual, de R$ 0,06", completou a executiva.

Chambriard destacou, ainda, que o impacto tende a ser menor no diesel vendido na bomba — combustível formado pela mistura obrigatória do diesel puro (vendido pela Petrobras às distribuidoras) com o biodiesel.

"Quando for para o consumidor final [que recebe a mistura com o biodiesel], o impacto de R$ 0,06 será ainda menor", acrescentou a presidente da Petrobras.

Chambriard destacou, ainda, que a guerra no Irã foi um “fator determinante” para a decisão de aumentar o preço do diesel (entenda mais abaixo), mas reforçou que a alta está alinhada à estratégia de preços da Petrobras.

"O reajuste de hoje do diesel está em consonância com a estratégia de preços da Petrobras, cujo pilar fundamental é não repassar a volatilidade de preços internacionais ao nosso mercado doméstico. Nossa estratégia está funcionando e é bem sucedida", afirmou a executiva.

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro, tem pressionado os preços internacionais do petróleo. Desde o início da guerra, por exemplo, a commodity já acumula uma alta de cerca de 40%, passando de níveis próximos a US$ 60 no começo do ano para cerca de US$ 100.

Esse aumento reflete principalmente o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa mais de 20% do comércio global de petróleo.

Com navios parados e restrições à passagem pelo estreito, aumentaram os temores de desabastecimento da commodity e, consequentemente, de desequilíbrio entre oferta e demanda — o que elevou os preços, mesmo após mais de 30 países da Agência Internacional de Energia (AIE) anunciarem a maior liberação de reservas de emergência da história.

Na prática, a alta do petróleo afeta as economias globais de diferentes maneiras. O principal impacto aparece no preço dos combustíveis — como diesel e gasolina —, que tendem a ficar mais caros.

Segundo Chambriard, a Petrobras não deve anunciar um novo aumento da gasolina por ora. “Não estamos pensando em mexer nisso nos próximos dias”, afirmou a presidente da estatal.

Como o g1 já mostrou, o diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando o preço sobe, o custo do frete tende a aumentar — e o repasse ocorre ao longo da cadeia produtiva.

Como consequência, a alta dos combustíveis chega ao consumidor na forma de produtos e serviços mais caros.

Além disso, se os preços do petróleo permanecerem elevados por mais tempo, outros efeitos tendem a aparecer na economia — como a alta das taxas de juros, por exemplo.

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Projeto de lei sugere criar CNH separada para carros automáticos e manuais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 13:46

Carros Projeto de lei sugere criar CNH separada para carros automáticos e manuais Pelo texto, candidato que fizer aulas e o exame prático em um carro automático poderá dirigir apenas esse tipo de veículo. Para estar habilitado para os dois tipos, será necessário curso complementar e de um novo teste prático. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

Projeto de lei propõe a criação de categorias diferentes para quem dirige carros automáticos e manuais.

A proposta foi aprovada em comissão específica na Câmara dos Deputados, mas ainda tem um trajeto para entrar em vigor.

Pelo texto, o candidato que fizer aulas e o exame prático em um carro automático poderá dirigir apenas esse tipo de veículo, com a restrição registrada na CNH.

Se o motorista quiser dirigir o outro tipo de veículo, o projeto prevê a obrigatoriedade de um curso complementar e de um novo teste prático.

Após mudanças nas regras para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), um projeto de lei propõe a criação de categorias diferentes para quem dirige carros automáticos e manuais. A proposta foi aprovada em comissão específica na Câmara dos Deputados, mas ainda tem um trajeto para entrar em vigor. (veja abaixo)

Pelo texto, o candidato que fizer aulas e o exame prático em um carro automático poderá dirigir apenas esse tipo de veículo, com a restrição registrada na CNH. A mesma regra vale para quem fizer a prova em um carro com câmbio manual.

Se o motorista quiser dirigir o outro tipo de veículo, o projeto prevê a obrigatoriedade de um curso complementar e de um novo teste prático. Somente após a aprovação a CNH seria atualizada para permitir a condução de ambos.

"É forçoso constar no documento de habilitação do condutor que optar por fazer o curso e o exame em veículo com câmbio automático que ele não está apto a dirigir veículo com câmbio mecânico", diz o relator Neto Carletto (Avante-BA).

Até a publicação desta reportagem, o projeto ainda precisa passar por outras etapas para se tornar lei. A proposta já foi aprovada na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e ainda aguarda:

Ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania;Entrar em votação no plenário da Câmara dos Deputados;Se aprovada, seguir para votação no Senado Federal.

Atualmente, já existe uma anotação no campo de observações da CNH que indica que o motorista deve usar um carro com câmbio automático. No entanto, essa restrição é voltada a condutores com necessidades específicas, que não conseguem dirigir veículos com câmbio manual.

A: obrigatório uso de lentes corretivas;B: obrigatório uso de próteses auditivas;C: obrigatório uso do acelerador à esquerda;D: obrigatório o uso de veículo com transmissão automática;E: obrigatório o uso de empunhadura, manopla ou pomo de volante;F: obrigatório o uso de veículo com direção hidráulica;G: obrigatório o uso de veículo com embreagem manual ou com automação de embreagem ou com transmissão automática;H: obrigatório uso de acelerador e freio manual;I: obrigatório uso de adaptação dos comandos de painel ao volante;J: obrigatório uso de adaptação dos comandos de painel para os membros inferiores e/ou outras partes do corpo;K: obrigatório o uso de veículo com prolongamento da alavanca de câmbio e/ou almofadas (fixas) de compensação de altura e/ou profundidade;L: obrigatório o uso de veículos com prolongadores dos pedais e elevação do assoalho e ou almofadas fixas de compensação de altura ou profundidade;M: obrigatório o uso de motocicleta com pedal de câmbio adaptado;N: obrigatório o uso de motocicleta com o pedal de freio traseiro adaptado;O: obrigatório uso de motocicleta com manopla de freio dianteiro adaptada;P: obrigatório o uso de motocicleta com manopla de embreagem adaptada;Q: obrigatório o uso de motocicleta com carro lateral ou triciclo;R: obrigatório o uso de motoneta com carro lateral ou triciclo;S: obrigatório o uso de motocicleta com automação de troca de marchas;T: vedado dirigir em rodovias e vias de trânsito rápido;U: vedado dirigir após o pôr do sol;V: obrigatório uso de capacete de segurança com viseira protetora, sem limitação de campo visual;W: aposentado por invalidez;X: outras restrições;Y: surdo (também representada como X na CNH);Z: visão monocular (também representada como X na CNH).

ACC: autorização para conduzir ciclomotor;HTE: habilitado em transporte escolar;MTF: autorização motofretista;MTX: autorização para mototaxista;EAR: exerce atividade remunerada;HTVE: habilitado em transporte de veículos de emergência;HTC: habilitado em transporte coletivo de passageiros;HPP: habilitado em transporte de produtos perigosos.

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Petrobras sobe os preços do diesel para distribuidoras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 12:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2790,7%Dólar TurismoR$ 5,4700,82%Euro ComercialR$ 6,0410,08%Euro TurismoR$ 6,2770,22%B3Ibovespa178.566 pts-0,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,2790,7%Dólar TurismoR$ 5,4700,82%Euro ComercialR$ 6,0410,08%Euro TurismoR$ 6,2770,22%B3Ibovespa178.566 pts-0,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,2790,7%Dólar TurismoR$ 5,4700,82%Euro ComercialR$ 6,0410,08%Euro TurismoR$ 6,2770,22%B3Ibovespa178.566 pts-0,4%Oferecido por

A Petrobras vai aumentar o preço do diesel vendido às distribuidoras a partir deste sábado (14). Os demais combustíveis não tiveram reajuste.

Neste mês, a guerra no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100, encarecendo a matéria-prima usada na produção de combustíveis.

Segundo a empresa, o impacto do reajuste para o consumidor final, nos postos, será reduzido por causa da diminuição de impostos e da subvenção aos produtores anunciadas nesta quinta-feira (12) pelo governo federal.

A Petrobras vai aumentar o preço do diesel vendido às distribuidoras a partir deste sábado (14). Os demais combustíveis não tiveram reajuste.

A última mudança no preço do diesel havia ocorrido em maio de 2025. Neste mês, a guerra no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100, encarecendo a matéria-prima usada na produção de combustíveis.

"Mesmo após essa atualização, no acumulado desde dezembro de 2022, os preços de diesel A vendidos às distribuidoras registram redução acumulada de R$ 0,84 por litro, o equivalente a uma queda de 29,6%, considerada a inflação do período", diz a Petrobras.

Segundo a empresa, o impacto do reajuste para o consumidor final, nos postos, será reduzido por causa da diminuição de impostos e da subvenção aos produtores anunciadas nesta quinta-feira (12) pelo governo federal.

um decreto que zera as alíquotas de PIS/Cofins sobre o óleo diesel, o que representa redução de R$ 0,32 por litro;uma medida provisória que prevê o pagamento de subvenção a produtores e importadores de diesel, no valor de R$ 0,32 por litro;a tributação da exportação de petróleo, por meio de medida provisória, com o objetivo de ampliar o refino interno e garantir o abastecimento;um decreto que determina que os postos de combustíveis adotem sinalização clara ao consumidor, informando a redução dos tributos federais e do preço em razão da subvenção.

Para Carlos Thadeu, economista especializado em inflação e commodities da BGC Liquidez, o aumento no preço do diesel equivale a quase metade das reduções anunciadas ontem pelo governo federal.

"Basicamente, quase anula o efeito de queda das medidas anunciadas ontem pelo governo federal. O impacto no IPCA das reduções de ontem e do aumento de hoje praticamente se cancelam", diz.

A petroleira explica que o preço do diesel nas bombas é composto por diversos fatores, além do valor cobrado pela estatal.

Custos e margem de lucro de distribuidoras e revendedores;Custo do etanol anidro, que é misturado à gasolina A para formar a gasolina C;Impostos federais, como Cide, PIS/Pasep e Cofins;Imposto estadual (ICMS), cuja alíquota varia conforme a unidade da federação.

A Petrobras informa que, a partir de amanhã, 14/03, ajustará os seus preços de venda do diesel A para as distribuidoras em R$ 0,38 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A e 15% de biodiesel, o ajuste é equivalente a R$ 0,32 por litro sobre o diesel B comercializado nos postos.

Dessa forma, o preço médio do diesel A praticado pela companhia para as distribuidoras passará a ser R$ 3,65 por litro, e a participação da Petrobras no preço do diesel B comercializado nos postos será, em média, de R$ 3,10.

Importante destacar que o último ajuste de preços da Petrobras para as distribuidoras, foi uma redução que ocorreu há 311 dias (em 06/05/2025) e que o último aumento realizado ocorreu em 01/02/2025, há mais de 400 dias portanto.

Mesmo após essa atualização, no acumulado desde dezembro de 2022, os preços de diesel A vendidos às distribuidoras registram redução acumulada de R$ 0,84 por litro, o equivalente a uma queda de 29,6%, considerada a inflação do período.

Ressalta-se que o impacto do reajuste anunciado para o consumidor final é mitigado, uma vez que o Governo Federal zerou as alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre a comercialização de diesel.

Adicionalmente, conforme comunicado ao mercado, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a adesão da companhia ao programa de subvenção econômica à comercialização de óleo diesel, instituído pela Medida Provisória nº 1.340 de 12/03/2026, que prevê o pagamento de R$ 0,32 por litro às empresas beneficiárias.

Diante do caráter facultativo do programa e do potencial benefício adicional, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia.

A efetiva assinatura do termo de adesão ficará condicionada à publicação e análise dos instrumentos regulatórios pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) relacionados ao preço de referência, necessários para a operacionalização da subvenção econômica.

Dessa forma, para a Petrobras, o efeito combinado do ajuste de preços para as distribuidoras anunciado hoje e o potencial benefício do programa de subvenção, é equivalente a R$ 0,70 por litro, tendo seus efeitos para o consumidor mitigados pelas medidas anunciadas ontem pelo Governo do Brasil.

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Mesmo após proibição, 1 em cada 5 adolescentes ainda usa redes sociais na Austrália

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 12:44

Tecnologia Mesmo após proibição, 1 em cada 5 adolescentes ainda usa redes sociais na Austrália Em dezembro, a Austrália proibiu redes sociais para menores de 16 anos e passou a exigir que plataformas como Instagram, Facebook, Threads, YouTube, TikTok e Snapchat bloqueiem esse público. Por Byron Kaye

Um quinto dos adolescentes australianos com menos de 16 anos ainda usa redes sociais dois meses depois que o país proibiu as plataformas de permitirem menores de idade.

O número de jovens de 13 a 15 anos que usam o TikTok e o Snapchat, entre os aplicativos de mídia social mais populares entre os adolescentes australianos, caiu desde antes da proibição entrar em vigor em dezembro até fevereiro.

Sob a proibição, as plataformas, incluindo Instagram, Facebook e Threads, da Meta, YouTube, TikTok e Snapchat, do Google, devem bloquear pessoas com menos de 16 anos ou enfrentar uma multa de até US$35 milhões.

Um porta-voz do órgão regulador da internet, o eSafety Commissioner, disse que o escritório estava ciente dos relatos de que alguns menores de 16 anos permaneciam nas mídias sociais.

Um quinto dos adolescentes australianos com menos de 16 anos ainda usa redes sociais dois meses depois de o país proibir que as plataformas permitam menores de idade, segundo dados do setor. O resultado levanta dúvidas sobre a eficácia dos mecanismos de verificação de idade.

O número de jovens de 13 a 15 anos que usam TikTok e Snapchat — dois dos aplicativos mais populares entre adolescentes australianos — caiu entre dezembro, quando a proibição entrou em vigor, e fevereiro.

Mesmo assim, mais de 20% ainda utilizavam as plataformas, segundo um relatório da empresa de controle parental Qustodio enviado à Reuters.

'Vejo você em 4 anos': adolescentes na Austrália se despedem das redes antes de proibição'Não sabia o quanto minha filha era viciada': brasileiros contam como foi a proibição de redes sociais na Austrália

Os dados estão entre os primeiros a mostrar os efeitos sobre o comportamento online dos jovens desde que a Austrália implementou a proibição, que está sendo copiada por governos de todo o mundo.

O governo australiano e pelo menos dois estudos universitários estão monitorando o impacto da proibição, mas nenhum deles publicou dados ainda.

"Entre as crianças cujos pais não bloquearam o acesso, um número significativo continua a usar plataformas restritas nos meses seguintes à proibição", disse Qustodio no relatório, que se baseou em dados coletados de famílias australianas do final de 2024 a fevereiro.

Pela regra, plataformas como Instagram, Facebook e Threads, da Meta, além de YouTube, TikTok e Snapchat, devem impedir o acesso de menores de 16 anos. Caso contrário, podem receber multas de até US$ 35 milhões.

Um porta-voz do órgão regulador da internet, o eSafety Commissioner, disse que a instituição está ciente dos relatos de que alguns menores de 16 anos continuam nas redes sociais.

Segundo ele, o órgão está “interagindo ativamente com as plataformas e seus provedores de garantia de idade… enquanto monitora possíveis falhas no sistema que possam representar violação da lei”.

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Renner deixa de vender camiseta com frase ‘Regret Nothing’, ligada a discurso misógino

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 12:44

Economia Negócios Renner deixa de vender camiseta com frase 'Regret Nothing', ligada a discurso misógino Camiseta foi usada por Vitor Hugo Simonin, acusado de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, no Rio de Janeiro, ao se entregar para a polícia. Empresa diz que processo criativo da roupa não tem relação com o movimento de grupos que pregam ódio às mulheres. Por Isabela Bolzani, g1 — São Paulo

A Lojas Renner recolheu das prateleiras a camiseta com a frase “Regret Nothing” (“não se arrependa de nada”, em tradução livre), usada por Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, ao se entregar à polícia.

Simonin é acusado de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, no Rio de Janeiro.

A imagem de Simonin ganhou as redes sociais nas últimas semanas, após a Folha de S.Paulo destacar a frase estampada na camiseta, informação que foi amplamente repercutida pela imprensa.

Em nota, a Renner afirmou que “repudia qualquer forma de violência ou conduta ofensiva” e reafirmou “seu compromisso com seus valores e princípios institucionais”.

A Lojas Renner recolheu das prateleiras a camiseta com a frase “Regret Nothing” (“não se arrependa de nada”, em tradução livre), usada por Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, ao se entregar à polícia. Simonin é acusado de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, no Rio de Janeiro.

A imagem de Simonin ganhou as redes sociais nas últimas semanas, após a Folha de S.Paulo destacar a frase estampada na camiseta, informação que foi amplamente repercutida pela imprensa. A expressão é associada a discursos misóginos e a grupos que pregam ódio contra mulheres.

Em nota, a Renner afirmou que “repudia qualquer forma de violência ou conduta ofensiva” e reafirmou “seu compromisso com seus valores e princípios institucionais”.

"O processo criativo da referida peça não tem qualquer relação com o movimento red pill, e que toda a base conceitual e estética foi pautada em manifestações culturais contemporâneas, como poesias e composições musicais. Ainda assim, a companhia providenciou a retirada do item de seus canais digitais e das lojas físicas", disse a empresa.

Simonin é um dos quatro homens acusados de participarem de um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em um apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro. Um adolescente também participou das agressões. O caso aconteceu na noite de 31 de janeiro.

Em depoimento prestado na delegacia, na presença da avó, a adolescente relatou que foi convidada pelo adolescente, que era um colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele. Ele teria pedido que ela levasse uma amiga, mas, como não conseguiu, foi sozinha.

Ao chegar ao prédio, ela encontrou com o jovem na portaria e subiu ao apartamento, onde foi levada para um quarto. Lá, ela ficou mais de uma hora submetida a agressões físicas e sexuais dos acusados.

Depois do caso em Copacabana, o Fantástico revelou que outra jovem também denunciou Simonin à polícia, por um abuso que sofreu quando tinha 17 anos. O caso aconteceu durante uma festa. Os dois estavam se beijando quando, segundo o relato da vítima, Simonin tentou forçá-la a praticar sexo oral.

Segundo apurou a GloboNews, a expressão aparece em discursos de grupos misóginos, conhecidos como redpills e incels.

Um dos ícones da machosfera, que incentiva o "regret nothing" como um dos lemas, é Andrew Tate, um influenciador, empresário e ex-kickboxer profissional americano-britânico que preza a dominação masculina e o desprezo pelas mulheres. Tate é réu por estupro, tráfico humano e exploração sexual de menores.

O influenciador, com milhões de seguidores nas redes sociais, é citado por um personagem da série "Adolescência" ao comentar sobre o movimento incel – sigla em inglês que significa "celibatários involuntários", referente a pessoas que se dizem incapazes de conseguir ter um relacionamento sexual, apesar do desejo.

Com votos de Mendonça, Fux e Nunes Marques, placar está em 3 a 0 a favor da prisão do banqueiro. Ainda falta o voto de Gilmar Mendes.

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Guerra no Oriente Médio: governo faz projeções e calcula que arrecadaria quase R$ 100 bilhões a mais neste ano no pior cenário

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 10:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,229-0,24%Dólar TurismoR$ 5,4360,2%Euro ComercialR$ 6,003-0,54%Euro TurismoR$ 6,247-0,26%B3Ibovespa180.876 pts0,89%MoedasDólar ComercialR$ 5,229-0,24%Dólar TurismoR$ 5,4360,2%Euro ComercialR$ 6,003-0,54%Euro TurismoR$ 6,247-0,26%B3Ibovespa180.876 pts0,89%MoedasDólar ComercialR$ 5,229-0,24%Dólar TurismoR$ 5,4360,2%Euro ComercialR$ 6,003-0,54%Euro TurismoR$ 6,247-0,26%B3Ibovespa180.876 pts0,89%Oferecido por

Diante da guerra no Oriente Médio e seu impacto no preço do petróleo, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda divulgou nesta sexta-feira (13) um documento com projeções para a economia brasileira.

No pior cenário, chamado de "disruptivo" (radical), o preço médio do petróleo neste ano iria a US$ 100 por barril, pressionando fortemente a inflação, que ficaria acima de 4% nos cálculos do governo, e elevaria a arrecadação federal líquida (após as transferências aos estados e municípios) em R$ 96,6 bilhões em 2026.

"A alta nos preços do petróleo também impacta a arrecadação do governo central. De forma direta, o choque eleva a arrecadação de royalties e participações especiais pagas pelas empresas exploradoras e os tributos recolhidos sobre o lucro das empresas da cadeia de produção, refino e distribuição de petróleo e derivados (IRPJ e CSLL). Há também um impacto indireto em outras receitas cuja base tributária possa se alterar em razão da mudança no preço da commodity [petróleo]", diz o Ministério da Fazenda.

Choque temporário: preço médio do barril de petróleo neste ano subiria para US$ 73,1, com impacto de 0,14 ponto percentual na inflação, aumento de US$ 2,5 bilhões no saldo comercial e elevação de R$ 21,4 bilhões na arrecadação.Choque persistente: preço médio do barril de petróleo neste ano subiria para US$ 82, com impacto de 0,33 ponto percentual na inflação, aumento de US$ 5,1 bilhões no saldo comercial e elevação de R$ 48,3 bilhões na arrecadação.Choque disruptivo: preço médio do barril de petróleo neste ano subiria para US$ 100, com impacto de 0,58 ponto percentual na inflação, aumento de US$ 10,3 bilhões no saldo comercial e elevação de R$ 96,6 bilhões na arrecadação.

O Ministério da Fazenda avaliou que o impacto de variações mais extremas no preço do petróleo sobre a atividade e a inflação não é linear.

"Em cenários ainda mais disruptivos, o aumento da incerteza e aversão ao risco tendem a prejudicar o comércio e crescimento mundial, levando a quadro de estagflação. Nesse caso, o crescimento brasileiro também seria afetado negativamente", informou o governo.

De acordo com o governo, mesmo diante do choque no petróleo, as perspectivas macroeconômicas para 2026 permanecem favoráveis.

"Nos cenários simulados, a elevação nos preços do petróleo impacta positivamente a atividade econômica, a balança comercial e a arrecadação, apenas gerando inflação mais pronunciada no caso de choque disruptivo", avalia o Ministério da Fazenda.

Por isso, acrescenta, a expectativa para 2026, mesmo diante do conflito, é de que o crescimento econômico siga "resiliente", que a inflação continue em queda e que a meta para o resultado primário (superávit nas contas do governo) seja atingida.

No cenário base do governo, que considera um choque temporário no preço do petróleo, com o barril em um preço médio de US$ 73,6 neste ano, a inflação subiu de 3,6% para 3,7% em 2026. No ano passado, a inflação oficial somou 4,26%.

Ao mesmo tempo, a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano permaneceu em 2,3%. Este é o mesmo patamar registado em 2025, ou seja, não haveria aceleração e nem desaceleração da economia.

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Petróleo ultrapassa US$ 100 mesmo após EUA liberarem compra de petróleo russo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 08:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%Oferecido por

Os preços do petróleo seguem em alta e voltaram a superar a marca de US$ 100 por barril, impulsionados pelas tensões no Oriente Médio e pelo risco de interrupção no fornecimento global de energia.

Nesta sexta-feira (13), o barril do Brent, referência internacional, subia 0,8%, a US$ 100,30, enquanto o WTI era negociado a US$ 95,98.

A disparada ocorre após uma forte escalada recente: desde o início do conflito na região, o petróleo já acumula alta de cerca de 40%, saindo de níveis próximos a US$ 60 no começo de 2026 para patamares que não eram vistos desde meados de 2022.

Os preços do petróleo seguem em alta e voltaram a superar a marca de US$ 100 por barril, impulsionados pelas tensões no Oriente Médio e pelo risco de interrupção no fornecimento global de energia.

Nesta sexta-feira (13), o barril do Brent, referência internacional, subia 0,8%, a US$ 100,30, enquanto o WTI era negociado a US$ 95,98.

A disparada ocorre após uma forte escalada recente: desde o início do conflito na região, o petróleo já acumula alta de cerca de 40%, saindo de níveis próximos a US$ 60 no começo de 2026 para patamares que não eram vistos desde meados de 2022.

Os preços chegaram a recuar levemente nesta sexta após os Estados Unidos autorizarem temporariamente a compra de petróleo russo que estava retido no mar.

O Tesouro americano concedeu uma licença de 30 dias, válida até 11 de abril, para que países possam adquirir carregamentos de petróleo e derivados russos já embarcados até quinta-feira (12). A medida busca aliviar a escassez no mercado global de energia.

Apesar desse alívio pontual, o mercado segue atento à evolução da guerra e ao risco de interrupções no fluxo de petróleo no Oriente Médio.

O aumento das tensões na região — incluindo ameaças de fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo — tem elevado a volatilidade dos preços.

“As notícias estão chegando ao mercado como água de uma mangueira de incêndio, o que está impactando o preço do petróleo e, consequentemente, os mercados financeiros”, afirmou Mitch Reznick, chefe do grupo de renda fixa da Federated Hermes, em entrevista à agência Reuters.

O avanço do petróleo também reacendeu preocupações com a inflação global e levou investidores a rever expectativas sobre juros nos Estados Unidos.

Agora, o mercado projeta apenas 20 pontos-base de cortes nas taxas pelo Federal Reserve neste ano, abaixo dos 50 pontos-base esperados no mês passado.

Para analistas, o cenário ainda é de forte incerteza. “Com a possibilidade de aumento dos preços do petróleo ainda elevada, os investidores devem estar preparados para volatilidade contínua e possíveis novas quedas nos mercados no curto prazo”, disse Vasu Menon, diretor-gerente de estratégia de investimentos do OCBC, em Singapura.

🔎A escalada do petróleo ocorre em meio a temores de que a guerra prolongada afete o fornecimento global de energia, pressionando custos de combustíveis, inflação e atividade econômica em vários países.

A alta do petróleo no mercado internacional já mobilizou o governo brasileiro. Na quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote de medidas para tentar evitar que a disparada do preço da commodity se traduza em aumentos fortes do diesel no país.

Entre as ações, o governo decidiu zerar as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, além de criar uma subvenção (incentivo financeiro) para produtores e importadores do combustível.

Segundo estimativas do governo, as medidas podem reduzir em cerca de R$ 0,64 por litro o preço do diesel.

Para compensar a perda de arrecadação, o governo também anunciou um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo, medida voltada a capturar parte dos ganhos extras obtidos por produtores em meio à alta internacional da commodity.

A preocupação do governo é que o aumento do diesel pressione a inflação, já que o combustível é essencial para o transporte de cargas no país e impacta diretamente o custo de alimentos e outros produtos.

Nesse contexto, a Petrobras informou na noite desta quinta-feira que seu conselho de administração aprovou a adesão da companhia ao pacote de medidas do governo.

Segundo a empresa, por se tratar de um programa facultativo e que pode trazer benefícios adicionais, a adesão é considerada compatível com o interesse da companhia.

A estatal informou, no entanto, que a assinatura efetiva do termo de adesão ainda depende da publicação e da análise das regras que serão estabelecidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), especialmente aquelas relacionadas à definição do preço de referência necessário para operacionalizar a subvenção.

A Petrobras destacou ainda que mantém sua estratégia comercial baseada na participação no mercado, na otimização dos ativos de refino e na busca por rentabilidade de forma sustentável, evitando repassar de forma imediata aos preços internos a volatilidade das cotações internacionais do petróleo e do câmbio.

Como fica a Petrobras? Petróleo em alta turbina caixa da empresa, mas pressiona política de preços e inflação

Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto de gasolina em Vélizy-Villacoublay, perto de Paris. — Foto: Alain Jocard/AFP

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