RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

China constrói mais rápido e barato que os EUA; veja comparação entre Xangai e Nova York

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/04/2026 10:12

Fantástico China constrói mais rápido e barato que os EUA; veja comparação entre Xangai e Nova York Enquanto grandes obras levam décadas e bilhões de dólares para sair do papel em Nova York, Xangai ergue estações, aeroportos e linhas de trem em poucos anos — e por uma fração do custo. A diferença revela dois modelos urbanos e políticos opostos. Por Fantástico

A série especial Entre Dois Mundos, do Fantástico, coloca frente a frente os modelos de desenvolvimento da China e dos Estados Unidos. A reportagem mostrou que a comparação entre Xangai e Nova York vai além do contraste visual entre arranha-céus. Os números escancaram diferenças profundas em tempo, custo e forma de execução das obras — e ajudam a entender como cada cidade projeta seu crescimento.

De um lado, Nova York acumula projetos que levam décadas para sair do papel e consomem bilhões de dólares. Do outro, Xangai avança com obras concluídas em poucos anos e com custos significativamente menores.

Um dos exemplos mais emblemáticos está na conexão entre aeroporto e centro urbano. Em Nova York, um trecho de cerca de 13 quilômetros até o aeroporto exigiu anos de planejamento, custou cerca de US$ 2 bilhões e ainda assim não oferece alta velocidade. Na prática, o deslocamento completo pode ultrapassar uma hora.

Já em Xangai, o trem de levitação magnética — considerado o mais rápido do mundo — foi construído em apenas três anos, custou aproximadamente metade desse valor e faz o percurso em pouco mais de sete minutos.

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A diferença também aparece em grandes estações de transporte. Em Nova York, uma nova entrada da Penn Station custou cerca de US$ 1,6 bilhão e levou décadas desde a concepção até a entrega.

Em Xangai, a estação central foi construída em apenas três anos, por cerca de US$ 300 milhões — menos de um quinto do valor americano.

Além disso, a expansão da rede de metrô mostra ritmos distintos: embora tenha começado quase um século depois, o sistema de Xangai já supera o de Nova York em extensão e número de estações.

Especialistas apontam três palavras-chave para entender esse contraste: velocidade, escala e planejamento.

Na China, grandes projetos são padronizados e replicados em diferentes cidades, como “peças de Lego”, o que reduz custos por unidade.

Além disso, o planejamento centralizado permite que decisões sejam tomadas e executadas rapidamente, sem longos processos políticos ou disputas locais.

Outro ponto é a velocidade: quanto mais rápido uma obra é concluída, menor tende a ser o custo final — algo difícil de alcançar em sistemas com múltiplas etapas de aprovação.

Na China, o mesmo partido está no poder há quase 80 anos, o que permite pensar e executar obras de longo prazo sem interrupções eleitorais. Decisões são centralizadas e, quando o governo define uma área como prioritária, a execução é imediata — mesmo que isso signifique realocar bairros inteiros.

Em democracias como a americana, o processo é mais fragmentado. Cada obra precisa atravessar debates públicos, disputas políticas, interesses imobiliários e resistências locais. O resultado é um ciclo de atrasos, que encarece projetos e limita intervenções estruturais. Em alguns casos, a modernização necessária em cinco anos pode levar 50 anos para acontecer.

A comparação entre as duas cidades revela mais do que números: mostra como decisões políticas e econômicas impactam diretamente o bolso e o tempo das obras.

De um lado, Nova York enfrenta custos altos e prazos longos, influenciados por disputas políticas, interesses econômicos e participação social.

Do outro, Xangai avança com rapidez e menor custo, sustentada por planejamento centralizado e execução em larga escala.

No fim, a pergunta não é apenas quem constrói mais rápido ou mais barato — mas que tipo de cidade e de sociedade cada modelo está disposto a sustentar.

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Musk e dona do ChatGPT se enfrentam na Justiça a partir desta segunda; entenda a treta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/04/2026 08:47

Tecnologia Musk e dona do ChatGPT se enfrentam na Justiça a partir desta segunda; entenda a treta Bilionário Elon Musk acusa a OpenAI de abandonar sua missão humanitária para focar no lucro; julgamento na Califórnia deve ouvir nomes de peso do Vale do Silício. Por Redação g1

Começa nesta segunda-feira (27), no tribunal federal de Oakland, na Califórnia, o julgamento que coloca em lados opostos o bilionário Elon Musk e a OpenAI, criadora do ChatGPT.

A disputa judicial, iniciada por Musk em 2024, foca na alegação de que a organização traiu sua missão original de ser uma entidade sem fins lucrativos.

A seleção do júri está prevista para hoje, e as alegações iniciais devem ocorrer nesta terça-feira. Entre os nomes esperados para depor pessoalmente estão o próprio Musk, o CEO da OpenAI, Sam Altman, e o CEO da Microsoft, Satya Nadella.

Um dos cofundadores originais da OpenAI, Musk afirma que a empresa, liderada por Sam Altman e Greg Brockman, abandonou o foco no benefício da humanidade para se tornar uma "máquina de riqueza".

Musk pede US$ 150 bilhões em danos da OpenAI e da Microsoft. Segundo pessoas ligadas ao caso, o valor seria destinado ao braço filantrópico da OpenAI.

Além do valor financeiro, o bilionário quer que a OpenAI volte a ser estritamente sem fins lucrativos e que Altman e Brockman sejam removidos de seus cargos executivos.

O empresário sustenta que foi mantido no escuro sobre a criação de uma estrutura comercial em 2019 e que seu nome e apoio financeiro foram usados indevidamente para atrair investidores. Musk investiu cerca de US$ 38 milhões na OpenAI entre 2016 e 2020.

Os advogados da OpenAI rebatem as acusações afirmando que Musk é motivado pelo desejo de controle e pelo interesse em impulsionar sua própria empresa de inteligência artificial, a xAI, fundada por ele em 2023.

A empresa afirma que Musk participou das discussões para a mudança de estrutura e que ele mesmo exigiu ser o CEO na época. A Microsoft, também ré no processo, nega qualquer conspiração e afirma que sua parceria com a OpenAI só ocorreu após a saída de Musk do conselho da empresa.

Documentos internos revelados no processo oferecem detalhes sobre a evolução da empresa, que nasceu em um laboratório de pesquisa no apartamento de Greg Brockman e hoje é avaliada em mais de US$ 850 bilhões.

Altman apresentou a ideia a Musk em 2015, descrevendo-a como o "Projeto Manhattan da IA". O apoio de Musk foi fundamental para atrair cientistas de elite.

Em 2017, tensões surgiram quando Musk questionou a viabilidade do projeto e tentou assumir o controle como CEO. Na mesma época, anotações do diário de Brockman revelavam o desejo de "se livrar" de Musk, chamando-o de "líder glorioso" de forma irônica.

Musk deixou o conselho em 2018, prevendo que a OpenAI fracassaria diante do Google. Em 2019, a empresa se reestruturou para aceitar investimentos externos, e o lançamento do ChatGPT no fim de 2022 consolidou seu sucesso global.

O desfecho do caso ocorre em um momento crítico. A OpenAI prepara uma possível abertura de capital que pode elevar seu valor de mercado para US$ 1 trilhão.

Do outro lado, a xAI de Musk tenta diminuir a distância tecnológica para o ChatGPT, enquanto a SpaceX também planeja seu IPO (oferta pública de ações).

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Aperto no orçamento leva brasileiros a buscar renda extra, e maioria diz não conseguir pagar contas, aponta Datafolha

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/04/2026 08:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,998-0,1%Dólar TurismoR$ 5,2030,09%Euro ComercialR$ 5,8570,18%Euro TurismoR$ 6,1100,33%B3Ibovespa190.745 pts-0,33%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-0,1%Dólar TurismoR$ 5,2030,09%Euro ComercialR$ 5,8570,18%Euro TurismoR$ 6,1100,33%B3Ibovespa190.745 pts-0,33%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-0,1%Dólar TurismoR$ 5,2030,09%Euro ComercialR$ 5,8570,18%Euro TurismoR$ 6,1100,33%B3Ibovespa190.745 pts-0,33%Oferecido por

Quase metade da população buscou alguma fonte extra de dinheiro diante do orçamento apertado, segundo levantamento do Datafolha lançado nesta domingo (26).

Ao mesmo tempo, a maioria afirma que o que ganha hoje não é suficiente para cobrir despesas básicas.

Os dados indicam que 59% dos entrevistados sentem que a renda familiar não dá conta do dia a dia, enquanto cerca de 45% recorreram a trabalhos adicionais — formais ou informais — para complementar o orçamento.

O movimento é mais intenso entre famílias de baixa renda. Entre quem ganha até dois salários mínimos, a percepção de insuficiência chega a aproximadamente 73%.

A dificuldade de pagar as contas tem empurrado brasileiros para fora da renda principal. Nos últimos meses, quase metade da população buscou alguma fonte extra de dinheiro diante do orçamento apertado, segundo levantamento do Datafolha lançado neste domingo (26).

Ao mesmo tempo, a maioria afirma que o que ganha hoje não é suficiente para cobrir despesas básicas.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 117 municípios nos dias 8 e 9 de abril. Os dados indicam que 59% dos entrevistados sentem que a renda familiar é insuficiente para pagar despesas, enquanto cerca de 45% recorreram a trabalhos adicionais — formais ou informais — para complementar o orçamento.

O movimento é mais intenso entre famílias de baixa renda. Entre quem ganha até dois salários mínimos, a percepção de insuficiência chega a aproximadamente 73%.

Esse grupo também aparece com maior pressão para buscar alternativas, como serviços temporários, vendas informais e atividades por conta própria.

O levantamento também mostra deterioração recente nos ganhos, com cerca de 40% dos entrevistados relatando queda na renda familiar nos últimos meses.

A perda é mais frequente entre pessoas de 35 a 44 anos, faixa etária em que quase metade (49%) afirma ter visto o orçamento encolher.

Segundo a pesquisa, isso ocorre porque esses grupos tendem a estar mais inseridos no mercado de trabalho e, portanto, têm mais oportunidades — ainda que muitas vezes precárias — de ampliar os ganhos.

Dados do Datafolha indicam que as mulheres lidam com mais dificuldade para fechar as contas e têm uma percepção mais negativa sobre a própria situação econômica.

As mulheres aparecem com maior frequência entre quem afirma que a renda não cobre despesas básicas e também lideram entre os que classificam a vida financeira como ruim ou péssima.

O impacto desse cenário vai além do bolso: elas relatam mais insegurança, desânimo e preocupação com dinheiro do que os homens.

Os números reforçam essa diferença. Cerca de 44% das mulheres dizem ter humor financeiro ruim ou péssimo, ante 36% dos homens. No geral, quatro em cada dez brasileiros demonstram algum nível de insatisfação com suas finanças.

Parte dessa desigualdade está ligada à renda. Mulheres seguem mais concentradas nas faixas salariais mais baixas e, em média, ganham menos — com diferenças que podem chegar a cerca de 30% em cargos de liderança. Além disso, têm menor participação no mercado de trabalho, o que reduz as possibilidades de ampliar ganhos.

O endividamento também pesa mais. Um percentual maior de mulheres afirma estar negativado, sinalizando maior dificuldade para manter as contas em dia.

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PIS/Pasep: Caixa libera novo lote do dinheiro esquecido nesta segunda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/04/2026 01:10

Trabalho e Carreira PIS/Pasep: Caixa libera novo lote do dinheiro esquecido nesta segunda Veja quem recebe nesta rodada, como consultar os valores esquecidos e o calendário para os próximos pagamentos. Por Redação g1 — São Paulo

Um novo lote de pagamento relativos ao dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep será pago nesta segunda-feira (27). Dessa vez, o dinheiro destinado a quem solicitou o ressarcimento até 31 de março.

Já quem pedir o ressarcimento até quinta-feira (30) receberá o dinheiro em 25 de maio, conforme o calendário divulgado pelo governo. (Veja abaixo como consultar, pedir o ressarcimento e quando receber)

🔎 O antigo fundo PIS/Pasep era usado para incrementar a renda de trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos entre 1971 e 1988. Ele é diferente do abono salarial PIS/Pasep pago atualmente.

O trabalhador pode checar se tem valores a receber por meio do site Repis Cidadão ou pelo aplicativo do FGTS.

Segundo o governo, o saldo médio disponível para saque é de R$ 2,8 mil por pessoa, mas o montante varia conforme o tempo trabalhado e o salário recebido na época. Os valores estão corrigidos pela inflação.

A plataforma Repis Cidadão também ensina o procedimento para retirar o dinheiro, inclusive com orientações específicas para herdeiros, no caso de falecimento do beneficiário. Para acessá-la, é necessário ter conta gov.br nos níveis prata ou ouro.

Se o ressarcimento não for solicitado até setembro de 2028, os valores serão definitivamente incorporados ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque.

Como consultar se tenho dinheiro esquecido?Como saber o número do PIS/NIS?Como pedir o ressarcimento dos valores?Quando vou receber?O que é o antigo PIS/Pasep?

REPIS Cidadão, site lançado pelo Ministério da Fazenda para facilitar consulta e saque do antigo PIS/Pasep — Foto: Reprodução

Acesse o site http://repiscidadao.fazenda.gov.br/;Clique em "entrar com gov.br". Se você não tiver uma conta no sistema do governo federal, veja aqui como fazer;Faça login com seu CPF e senha, e clique em "autorizar";Informe o NIS (Número de Identificação Social) do beneficiário. O número é o mesmo do PIS e pode ser encontrado em vários lugares (leia mais abaixo); Clique em "pesquisar". E, se você tiver valores a receber, o site vai orientá-lo sobre as próximas etapas.

NIS é a sigla para Número de Identificação Social. O documento é uma sequência de 11 dígitos disponibilizada pela Caixa Econômica Federal.

Esse cadastro é necessário tanto para quem trabalha com carteira assinada como para quem quer ter acesso a programas sociais, como o Bolsa Família.

Os números do NIS e do PIS (Programa de Integração Social) são os mesmos. A diferença está na origem deles: enquanto o NIS é gerado no momento em que alguém passa a usar benefícios sociais, o PIS é gerado quando a carteira de trabalho é assinada pela primeira vez.

O NIS pode ser consultado tanto de forma física quanto digital em diversos canais do governo. Veja a seguir:

Extrato do FGTS: é possível conferir o número do PIS dentro de um dos contratos registrados no aplicativo.Cartão Cidadão: o número do NIS está identificado logo abaixo do nome do beneficiário e acima da data de emissão do cartão.Meu INSS: no site, o número do NIS aparece como NIT, na parte dos dados cadastrais. A consulta também pode ser feita pelo telefone da Previdência Social (135), de segunda a sábado, das 7h às 22h.CadÚnico: é possível encontrar o NIS após preencher informações pessoais no site CadÚnico ou pelo aplicativo.

O trabalhador pode protocolar o pedido de ressarcimento em uma agência da Caixa Econômica Federal ou fazer a solicitação pelo aplicativo do FGTS.

Ele vai precisar fazer login no app, acessar a opção "mais", "ressarcimento PIS/Pasep" e seguir as orientações para anexar os documentos exigidos.

Se o pedido for feito pelo próprio beneficiário, basta que ele tenha em mãos um documento de identidade oficial.

Certidão PIS/PASEP/FGTS emitida pela Previdência Social com a relação de dependentes habilitados à pensão por morte; ou Declaração de dependentes habilitados à pensão emitida pelo órgão pagador do benefício; ou Autorização judicial ou escritura pública assinada por todos os dependentes e sucessores, se capazes e concordantes, atestando por escrito a autorização do saque e declarando não haver outros dependentes ou sucessores conhecidos.

Após a solicitação, a Caixa vai analisar o pedido e enviar as informações ao Ministério da Fazenda. O pagamento será realizado diretamente na conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de conta poupança social digital, de acordo com o calendário a seguir.

O Programa de Integração Social (PIS) foi criado em 1970 para incrementar a poupança individual dos trabalhadores do setor privado.

Logo depois, o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) foi lançado para servidores públicos civis e militares, inspirado no mesmo princípio.

Em 1975, os recursos dos dois programas foram transferidos para um único fundo: o Fundo PIS-Pasep, que parou de funcionar 1988, quando foi substituído pelo abono salarial atual.

Em 2020, as cotas do fundo que não haviam sido sacadas foram transferidas para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, três anos depois, para uma conta única do Tesouro Nacional.

Desde então, a Caixa abriu para que os trabalhadores com dinheiro esquecido na conta peçam o ressarcimento dos valores.

▶️ O abono salarial atual — uma espécie de 14º salário, no valor de até um salário mínimo — é pago anualmente a trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que atendem aos requisitos do programa.

Neste ano, têm direito ao abono pessoas que trabalharam durante pelo menos 30 dias em 2023 e receberam até dois salários-mínimos por mês. Veja aqui todas as regras e o calendário de pagamentos.

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Dia do Trabalhador: 1º de maio é feriado? Ganho em dobro se trabalhar? Saiba o que diz a lei

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/04/2026 01:10

Trabalho e Carreira Dia do Trabalhador: 1º de maio é feriado? Ganho em dobro se trabalhar? Saiba o que diz a lei Quem for escalado para trabalhar na data tem alguns direitos assegurados, como pagamento em dobro ou folga compensatória. Por Redação g1 — São Paulo

O Dia do Trabalhador, em 1º de maio, é feriado nacional e pode garantir um “feriadão” prolongado para quem folga aos fins de semana.

A data tem origem em uma greve nos Estados Unidos, que reivindicava jornada de 8 horas e melhores condições de trabalho.

Quem for escalado para trabalhar tem direito a pagamento em dobro ou folga compensatória, conforme a lei.

Muitos trabalhadores já estão de olho no tão esperado “feriadão” prolongado que chega na próxima sexta-feira (1º): o Dia do Trabalhador. A data, considerada feriado nacional pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garante aos funcionários um dia de descanso.

O Dia do Trabalhador entrou para a história após uma greve operária nos Estados Unidos, durante a Revolução Industrial, que reivindicava a jornada de 8 horas diárias e melhores condições de trabalho.

Como a data cai em uma sexta-feira, quem folga aos fins de semana poderá ter três dias seguidos de descanso — de sexta a domingo.

Enquanto alguns terão a oportunidade de aproveitar o tempo livre, outros seguirão trabalhando normalmente. A legislação trabalhista autoriza o funcionamento de atividades em setores considerados essenciais (veja quais abaixo).

⚠️ Mas atenção: quem for escalado para trabalhar no feriado tem direito a receber em dobro ou a uma folga compensatória. O g1 conversou com especialistas em direito trabalhista para explicar como funcionam as regras.

🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado?⚖️ Quais são os meus direitos?💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define?❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa?⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário?✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente?📆 Quais são os próximos feriados de 2026?

Sim. Apesar do artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação abre exceções para serviços considerados essenciais, como setores de indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários, atividades ligadas à segurança, entre outros.

Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma Convenção Coletiva de Trabalho, que é um acordo antecipado feito entre empregadores e sindicatos.

Para quem é obrigado a trabalhar no feriado, a legislação garante o pagamento da remuneração em dobro ou compensação com folga em outro dia.

" Havendo banco de horas também poderão ser lançadas estas horas de trabalho, nos termos do acordo individual ou coletivo", explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do A. C Burlamaqui Consultores.

A definição do tipo de compensação (seja através do pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória) geralmente é determinada durante o acordo que feito entre empregador e sindicato.

Na ausência da Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e funcionário. No entanto, é importante que as duas partes estejam de acordo e que a compensação escolhida esteja em conformidade com a legislação.

"O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver um acordo ou convenção coletiva prevendo a compensação por folga, essa regra prevalece; caso não exista, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório", afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados.

"Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada", afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista.

Com isso, a demissão por justa causa geralmente segue um processo que deve incluir uma soma de advertências escritas e tentativas de correção de comportamento.

Em caso de expediente normal, o empregado poderá sofrer outras penalidades administrativas como o desconto do dia não trabalhado, que será considerado falta injustificada.

"A falta injustificada deve ser repreendida, no entanto, para fins de justa causa necessário que outros sejam analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função desempenhada pelo empregado, por exemplo", completa a advogada trabalhista Elisa Alonso.

As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória.

No entanto, contratados por meio de vínculo de trabalho temporário podem ter pré-condições específicas.

Para o trabalhador que é contratado em regime de trabalho intermitente (previsão legal inserida na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017), o pagamento em feriados deve ser acordado no momento da admissão.

O contrato deve especificar o valor da hora de trabalho, que já deve considerar os adicionais devidos por trabalho em feriados ou horas extras.

Dessa forma, o trabalhador intermitente receberá o valor que foi combinado para os dias trabalhados, incluindo feriados, aponta o advogado Luís Nicoli.

Depois de abril, a próxima possibilidade de emenda é o Corpus Christi, em 4 de junho, que é considerado ponto facultativo nacional. Ou seja, cada estado ou município tem autonomia para decretar a data como feriado religioso, desde que haja regulamentação local.

Nas cidades onde a data é considerada feriado, a regra é a dispensa do trabalhador. Caso seja necessário trabalhar, há direito ao pagamento em dobro ou a uma folga compensatória.

7 de setembro, Independência do Brasil (segunda-feira)12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira)2 de novembro, Finados (segunda-feira)15 de novembro, Proclamação da República (domingo)20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira)25 de dezembro, Natal (sexta-feira)

4 de junho, Corpus Christi (quinta-feira)5 de junho (sexta-feira)28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira)24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira)31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira)

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Casos de sarna em animais silvestres crescem 700% nos últimos oito anos no interior de SP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/04/2026 08:22

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Casos de sarna em animais silvestres crescem 700% nos últimos oito anos no interior de SP Lobo-guará que enfrentava quadro grave de sarna se recupera após ser resgatado pela Mata Ciliar, em Jundiaí (SP). Por Nosso Campo, TV TEM

Após o resgate, os animais contaminados passam por isolamento em quarentena para evitar a transmissão da doença a outros bichos atendidos no local.

Casos de sarna em animais silvestres crescem 700% nos últimos oito anos no interior de SP — Foto: TV TEM

Os casos de sarna em animais silvestres cresceram 700% em São Paulo nos últimos oito anos, segundo a associação Mata Ciliar, em Jundiaí. O aumento preocupa especialistas.

Um dos casos recentes é o de um lobo-guará resgatado em Pedreira (SP), em dezembro. O animal estava debilitado e com sarna. Ele passou por cirurgia e tratamento intensivo.

Segundo o veterinário Lucas Pereira de Jesus, a aproximação dos animais silvestres das áreas urbanas favorece o avanço da doença.

Equipes usam armadilhas fotográficas para identificar animais contaminados. Os principais sinais da sarna são queda de pelos e dificuldade para andar.

Depois do resgate, os animais ficam em quarentena para evitar a transmissão da doença a outros atendidos.

O lobo-guará de Pedreira é considerado um caso de sucesso. Ele passa por exames antes da última etapa da reabilitação. Segundo os veterinários, o trabalho em equipe e o uso da tecnologia foram essenciais para a recuperação.

Após o tratamento, os animais vão para áreas de adaptação gradual, onde recebem estímulos para voltar à natureza.

O lobo-guará está ameaçado de extinção e é essencial para o equilíbrio ambiental. Conhecido como “semeador da natureza”, ajuda na regeneração do cerrado ao espalhar sementes pelas fezes.

Especialistas alertam que o avanço de doenças urbanas sobre áreas de mata torna o combate à sarna em animais silvestres cada vez mais urgente.

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Salão de Pequim: marca de luxo da BYD mostra supercarro elétrico mais veloz que Ferrari; VÍDEO

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/04/2026 08:22

Carros Salão de Pequim: marca de luxo da BYD mostra supercarro elétrico mais veloz que Ferrari; VÍDEO O modelo está previsto para chegar ao Brasil ainda em 2026 e é compatível com um sistema de recarga capaz de levar a bateria de 10% a 97% em apenas 9 minutos. Por André Fogaça, g1 — Pequim, China

A Denza, marca de luxo da BYD, apresentou o Denza Z no Salão do Automóvel de Pequim. O supercarro entrega mais de 1.000 cv de potência e acelera de 0 a 100 km/h em menos de dois segundos.

Embora seja um modelo chinês, o Denza Z carrega forte influência alemã. O projeto é assinado pelo designer Wolfgang Egger, ex-Audi, e essa herança europeia aparece em vários detalhes do carro.

Isso fica evidente no visual, que lembra uma mistura de modelos da Maserati e da Ferrari, e também no volante, que remete aos carros da Porsche.

Exibido na cor verde-claro durante o salão, o modelo pode ser conversível ou cupê e também conta com uma configuração voltada para uso em pistas.

Sob a carroceria, o Denza Z reúne o que há de mais avançado na eletrificação da chinesa. São três motores elétricos, que garantem tração integral e somam mais de 1.000 cv de potência, permitindo acelerações extremamente rápidas — a BYD não divulgou a potência exata.

A BYD não informa o tempo exato, mas o fato de a aceleração ser inferior a 2 segundos já coloca o Denza Z à frente da Ferrari SF90 Stradale, que até então era considerada a mais rápida da marca italiana, com 0 a 100 km/h em 2,5 segundos.

O modelo tem quatro bancos e acabamento em fibra de carbono, material que também está presente no console central elevado.

A identidade chinesa também se revela na central multimídia, que tem aspecto flutuante e dimensões generosas, semelhantes às vistas em modelos da BYD.

O Denza Z é equipado com a suspensão magnética DiSus-M, a versão mais avançada do sistema de direção semi-autônoma da BYD e um conjunto de baterias compatível com o carregamento mais rápido oferecido pela marca.

Apesar de ter sido apresentado no Salão do Automóvel de Pequim, o lançamento mundial do supercarro está marcado para julho, na Inglaterra, durante o Goodwood Festival of Speed.

Só depois o Denza Z será lançado na China. Segundo a BYD, o supercarro chegará ao Brasil no segundo semestre de 2026.

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O que são os sites de ‘apostas sobre tudo’ que têm irritado bets esportivas no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/04/2026 05:50

Tecnologia O que são os sites de 'apostas sobre tudo' que têm irritado bets esportivas no Brasil Plataformas como Kalshi e Polymarket, que permitem apostar na probabilidade de quase qualquer evento, de eleições a preços de ativos financeiros, crescem, desafiam a regulação e geram disputa com casas de apostas. Por Victor Hugo Silva, g1 — São Paulo

Plataformas de mercados de previsão permitem apostar na probabilidade de eventos diversos e crescem no Brasil, incomodando casas de apostas esportivas.

Diferente das bets, funcionam com compra e venda de contratos entre usuários, com preços baseados na chance de um evento ocorrer.

O setor ainda não é regulamentado no país, mas é tema de estudos do governo. Casas de apostas defendem que essas plataformas sigam as mesmas regras da lei das bets.

Advogados avaliam que os mercados de previsão não se enquadram na lei de bets e que, para obrigá-los a seguir as mesmas regras, será necessário alterar a legislação.

Quem será a pessoa mais rica do mundo no final do ano? Por quanto tempo Nicolás Maduro seguirá preso? O regime do Irã cairá em duas semanas? Estas são algumas das perguntas apresentadas em sites que permitem especular sobre praticamente tudo.

Esportes, economia, política e até clima: os chamados mercados de previsão têm várias opções para usuários tentarem ganhar dinheiro apostando na probabilidade de um evento acontecer.

❓ Um mercado de previsão é uma plataforma de compra e venda de contratos baseados em palpites sobre eventos futuros. Cada contrato tem um preço baseado na chance de o evento acontecer e paga um valor caso ele se concretize. Quanto menor a probabilidade, menor o preço e maior o retorno para quem acertar.

As casas de apostas que atuam no Brasil alegam que os mercados de previsão devem seguir as regras previstas pela lei de bets, que exige, entre outros pontos, uma licença de R$ 30 milhões para operar no país.

Os mercados de previsão mais conhecidos são a Kalshi, avaliada em US$ 11 bilhões, e a Polymarket, que vale US$ 9 bilhões.

A Kalshi se tornou mais conhecida no Brasil após sua cofundadora, a mineira Luana Lopes Lara, virar a bilionária mais jovem do mundo a construir sua própria fortuna. Ela tem 12% da empresa e fortuna de US$ 1,3 bilhão, segundo a Forbes.

O Ministério da Fazenda afirmou ao g1 que, pela lei, as empresas se enquadram como plataformas de mercado de previsão e que o setor é tema de estudos preliminares de sua Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA).

"Cabe citar que, no momento, não há empresas brasileiras formalmente autorizadas pela SPA a atuar nesse segmento", disse o ministério.

"Quaisquer outras avaliações regulatórias sobre o assunto dependem da conclusão das análises técnicas em curso e serão conduzidas em articulação com os órgãos competentes, entre eles a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no intuito de análise acerca de eventuais interfaces regulatórias", completou.

Nesta semana, o Banco Central do Brasil tornou pública uma nova resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que proíbe a oferta e a negociação, no país, de apostas de previsões atreladas a eventos esportivos, jogos on-line e temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento.

Na prática, a regra impede Kalshi e Polymarket de oferecer apostas que não sejam ligados à economia — o que restringe bastante a amplitude do mercado de previsões.

As plataformas de mercados de previsão têm sites parecidos, em que perguntas e suas probabilidades para cada desfecho são destacadas logo na página inicial.

Ao clicar em uma pergunta, o usuário é direcionado para uma nova página com as opções de aposta — por exemplo, o barril do petróleo atingirá US$ 200 (cerca de R$ 1.000) até o final de abril?

A partir da escolha de "sim" ou "não", a plataforma indica quanto pagará caso o palpite esteja certo. O pagamento é feito pela carteira digital da conta, que pode ter saldo com transferências bancárias ou criptomoedas.

O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável, que representa as bets, disse ter feito um pedido formal para mercados de previsão serem classificados como apostas.

A entidade defende que empresas como Kalshi e Polymarket fiquem sob a regulação coordenada de SPA, CVM, Banco Central, Secretaria Nacional do Consumidor e Conar, que faz a autorregulação do mercado publicitário.

"Apostas em desdobramentos esportivos são apostas independentemente do formato. Se um mercado de previsão quer comercializar apostas esportivas, ele tem que aplicar para uma licença na SPA. Senão, está fora do enquadramento nacional, está cometendo um crime", defendeu André Gelfi, presidente do IBJR.

O g1 entrou em contato com a Kalshi e a Polymarket, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem.

Na avaliação de Gelfi, os mercados de previsão operam sem qualquer tipo de controle no Brasil. "Tem pesquisa eleitoral sendo feita de forma velada, gente apostando em desgraça. Do ponto de vista ético, é no mínimo polêmico o modelo de negócios dos mercados de previsão".

Brasileiros gastam até R$ 30 bilhões por mês em bets, segundo o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em uma audiência da CPI das Apostas Esportivas, em abril de 2025.

Um terço dos apostadores brasileiros têm perfil de jogo de risco ou problemático, de acordo com um estudo publicado em abril de 2025 pela Universidade Federal de São Paulo, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O vício em apostas online atinge milhões de brasileiros e já é considerado problema de saúde pública. — Foto: Reprodução/TV Verdes Mares

Os mercados de previsão não se enquadram na definição de casas de apostas prevista na lei de bets, aprovada em 2018 e regulamentada em 2023, segundo dois advogados ouvidos pelo g1.

Para exigir que empresas como Kalshi e Polymarket sigam as mesmas regras para bets, seria preciso fazer ajustes na lei, explicou Hélio Ferreira Moraes, sócio da área digital do escritório PK Advogados.

"Quando você faz uma aposta contra a bet, ela tem as previsões e faz o pagamento. É o que chamamos de apostar contra a casa. Nos mercados de previsão, são contratos", afirmou.

"Os mercados de previsão funcionam como mercados descentralizados, onde o valor dos contratos emerge da interação entre os participantes, se aproximando do funcionamento de bolsas de valores", disse Moraes.

As plataformas de mercados de previsão estão em uma situação parecida com a das bets antes da lei para o setor no Brasil, analisou o advogado Gustavo Biglia, sócio do escritório Ambiel Advogados e especialista em regulação de apostas esportivas e jogos online.

"Como não tem regulamentação, a gente parte do pressuposto jurídico de que o que não é proibido, é permitido. A diferença é que elas estão atuando fora, sem qualquer tipo de fiscalização e sem pagar imposto no Brasil", disse Biglia.

"Outro conflito entre os dois mercados é identificar a legitimidade para colocar um contrato de opção dentro de uma aposta esportiva. O Brasil delimita quem pode vender esse tipo de produto".

Os mercados de previsão são parecidos com as bets esportivas, mas não são idênticos, argumenta a Kalshi em seu site. Segundo a empresa, uma das diferenças é que os seus usuários apostam entre si, enquanto, na bets, as apostas são contra a casa.

A plataforma alega ainda que os preços são definidos a partir da compra e venda de contratos. E que fatura a partir de taxas cobradas em cada uma dessas transações.

"Os preços refletem as crenças agregadas dos investidores com participação direta no mercado, atraindo pessoas com conhecimento genuíno do setor", diz a Kalshi, lançada no Brasil em março por meio de uma parceria com a empresa de investimentos XP.

A XP afirma que sua corretora Clear atua como facilitadora do acesso e que a criação, a operação, a precificação e a liquidação dos contratos são de responsabilidade da Kalshi.

O banco BTG Pactual lançou em março o BTG Trends, uma plataforma de mercado de previsões exclusiva a assuntos financeiros. E a B3 lançará em 27 de abril contratos de eventos baseados na variação de índices da bolsa de valores, do dólar e do bitcoin.

Os mercados de previsão foram usados recentemente para especular sobre ações militares no Irã e na Venezuela. Regras financeiras dos Estados Unidos proíbem contratos sobre guerra.

Um investidor anônimo ganhou R$ 2 milhões em janeiro por apostar na derrubada de Nicolás Maduro. O lucro foi alto porque o contrato foi feito antes mesmo da divulgação da operação militar dos EUA que levou a prisão do então presidente venezuelano.

Com preocupações sobre o uso de informações privilegiadas para apostar em eventos futuros, a Casa Branca orientou funcionários a não usarem discussões internas para especularem nas plataformas.

Nos Estados Unidos, eles estão sob supervisão da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), órgão nacional que se aproxima da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Mas lá também há polêmicas: em janeiro, um juiz de Massachusetts determinou que a Kalshi não pode oferecer contratos sobre eventos esportivos no estado por entender que a plataforma viola regras locais sobre jogos de azar.

Em março, a Justiça de Nevada determinou a suspensão da plataforma por concluir que ela não tem licença para operar atividades de aposta no estado.

O estado do Arizona foi outro que processou a empresa por argumentar que ela opera no mercado de apostas, proibido pela lei estadual. Mas a Justiça federal dos EUA derrubou a ação após concluir que a plataforma deve ser regulada nacionalmente pela CFTC.

A empresa disse que não é uma casa de apostas. "Estados como o Arizona querem regular individualmente uma bolsa de valores nacional e estão tentando todos os artifícios possíveis para conseguir isso", afirmou.

O presidente da CFTC, Mike Selig, demonstrou apoio à Kalshi. Nomeado ao cargo pelo presidente americano Donald Trump, ele afirmou que o estado do Arizona apresentou "um processo criminal totalmente inadequado".

Para Biglia, do escritório Ambiel Advogados, as plataformas oferecem uma porta para manipular apostas, o que as colocam em um mercado perigoso.

"Uma coisa é apostar no clima, se vai chover ou vai fazer sol. Outra é apostar quando Trump vai morrer. Você coloca a cabeça de alguém a prêmio por um determinado valor", afirmou.

Para Moraes, do PK Advogados, os riscos dos mercados de previsão são maiores por conta de sua área de atuação maior, o que exige o trabalho em conjunto de reguladores.

"Historicamente, essa coordenação no Brasil não é fácil. E esses temas multidisciplinares levantam essa dificuldade. Agora, o pior dos mundos é a gente não fazer regulação nenhuma", disse.

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Você conhece a gabiroba gigante? Fruta rara da Mata Atlântica ficou famosa ao vencer concurso de sorvete

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/04/2026 04:45

Espírito Santo Agronegócios Você conhece a gabiroba gigante? Fruta rara da Mata Atlântica ficou famosa ao vencer concurso de sorvete Sorvete com gabiroba e outros componentes nativos do bioma ganhou como o 'preferido do público' em concurso nacional de sorvetes. Fruta é ácida e pode ser encontrada na Região Serrana do Espírito Santo. Por Viviane Lopes, g1 ES

A gabiroba gigante é uma fruta que só existe na Mata Atlântica e é encontrada em alguns lugares da Região Serrana do Espírito Santo.

A fruta rara possui sabor cítrico e depende de alguns fatores essenciais para conseguir frutificar, como a polinização de abelhas sem ferrão endêmicas do estado.

Uma mestre sorveteira capixaba fez um sorvete com a fruta e ganhou o concurso nacional como o sabor preferido do público.

Uma fruta diferente e rara, que só existe na Mata Atlântica e pode ser encontrada em alguns lugares da Região Serrana do Espírito Santo, fez sucesso internacional em uma versão de sorvete. É a gabiroba gigante, que possui sabor cítrico e depende de alguns fatores essenciais para frutificar.

A fruta não é tão comum porque, para aparecer, precisa da polinização de abelhas sem ferrão endêmicas do estado capixaba. Segundo especialistas, o fruto é considerado em extinção e diminuiu sua frequência por causa das mudanças climáticas.

Adenilson Panzini é empresário no setor de rochas, conheceu a fruta há 30 anos, e plantou um pé em sua propriedade na cidade de Vargem Alta, Região Serrana do estado.

Atualmente, a árvore, que já é um pé adulto, gera mais de 100 kg da fruta. Com todo esse material, o empresário de 56 anos guarda grande parte da fruta no freezer e realiza doações para escolas e chefs que fazem pratos com a gabiroba.

A fruta é versátil e rende várias opções na gastronomia, de geleias a bolos e até cachaça. Com tantas possibilidade, a gabiroba e outros frutos nativos da Mata Atlântica no estado renderam um projeto voluntário realizado pelo empresário e o chef Ricardo Silva.

Gabiroba gigante precisa de temperaturas mais amenas e ambiente úmido para conseguir crescer — Foto: Reprodução/TV Gazeta

O Experiência Cores e Sabores da Mata Atlântica apresenta os frutos em eventos. E foi a partir desse projeto que a mestre sorveteira Gabriela Maretto conheceu a gabiroba, se apaixonou pela fruta e fez um sorvete que foi o preferido do público em uma competição de gelatos.

🍋 A fruta é cítrica e lembra o limão, mas com sabor mais marcante e mais ácido;⛑️ Segundo nutricionistas, a gabiroba é rica em vitamina C, fibras, potássio e cálcio;🚽 Ajuda na saúde intestinal;⚖️ Um fruto pode pesar até 400 gramas;🗓️ Colheita entre julho a agosto;🍨 Vira de sorvetes a ceviche;☁️ Prefere temperaturas mais amenas; 🌳 Possui o nome "gigante" por ser a maior das outras espécies de gabiroba.

A gabiroba, ou guabiroba gigante, faz parte de uma das principais famílias de plantas comestíveis da Mata Atlântica.

De acordo com a Nara Furtado, pesquisadora do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), só existem registros dessa espécie em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do estado e em Vargem Alta.

"Trata-se de uma espécie rara, pouco coletada. Começa frutificar com três anos de vida. o que para uma árvore é muito rápido. O tronco tem casca rugosa e se descama, assim como outras espécies da família (jabuticaba, pitanga, araça). Pode ser descrita como um arbusto ou uma árvore, variando 3 a 10 metros de comprimento", explicou.

A gabiroba dá o maior dos frutos das espécies das Campomanesia, podendo a chegar a 12 cm de diâmetro, enquanto as espécies próximas podem atingir no máximo 8 cm de diâmetro. "Por isso, o nome super-gabiroba ou gabiroba gigante", completou a pesquisadora.

Desde quando Adenilson conheceu a fruta, o empresário ficou curioso por ela ser tão diferente e resolveu entender um pouco mais sobre.

"Conheci em 1998 nas andanças dessas matas, fui andando com pessoas mais experientes. Ela não é praticamente cultivada em lugar nenhum, ninguém sabe aproveitar ela. Eu trouxe ela pra casa, plantei, fiz a muda. Conheço algumas pessoas que tinham a gabiroba no quintal, não sabiam do potencial e até cortavam a planta, acham a fruta muito ácida", disse.

Ao resolver cultivar a gabiroba, Adenilson também montou um pequeno apiário com diversas espécies de abelhas, insetos que são essenciais para a gabiroba dar frutos.

"Nesses anos todos, fui aprendendo a cultivar, dando muito amor e carinho, e com isso o meu pé dá fruta quase o ano inteiro. São três coisas essenciais: altitude, umidade e os insetos. As abelhas sem ferrão que fazem a fecundação dela. Conheço algumas gabirobas na mata, no habitat dela, que não produzem, porque não tem mais tanta abelha, a umidade não é mais a mesma".

Segundo o produtor, se levar a gabiroba para uma região mais costeira, por exemplo, ela pode não produzir mais por causa dessas condições necessárias. "Hoje, ela está praticamente extinta, é muito difícil de encontrar, o homem mudou o ecossistema", destacou.

Na época da colheita entre os meses de junho a agosto, o empresário retirar os frutos e os congela. A principal destinação é geração de mudas, doação para escolas e também para a culinária. Toda a colheita do empresário é distribuída de forma gratuita.

Adenilson disse que pela raridade da gabiroba, um quilo chega a valer R$ 100. Quando madura, os frutos são grandes e podem chegar até 400 g.

Mesa com várias opções de pratos feitos com gabiroba gigante: bombom, suco, ceviche, caponata, mousse, bolo, brigadeiro, geleia e cachaça — Foto: Viviane Lopes/g1

Com a ajuda da esposa e do chef Ricado, o trio faz diversos pratos como bombons, mousse, caponatta, ceviche, bolos, sucos e cachaça e apresentam as opções feitas não só com a gabiroba, mas outros frutos nativos.

"Eu não conhecia a fruta, fiquei sabendo a partir da minha amizade com o Adenilson, e aí nós começamos a elaborar receitas e pratos falando da Mata Atlântica há dois anos. É importante mostrar o poder que tem a Mata Atlântica. Com a gabiroba, dá pra fazer várias coisas. Ela tem um sabor fantástico e você consegue utilizar em várias coisas na cozinha", disse o chef Ricado.

"A variedade de frutas, essências e sabores da Mata Atlântica é imenso, mesmo hoje não tendo sobrado muito de floresta. E muita gente não conhece ainda. Eu quero divulgar isso, valorizar o homem do campo. Para ele saber que, se cultivar essa espécie, vai ter uma renda. Através das abelhas você preserva um bioma inteiro. É um valor inexplicável", completou Adenilson.

Gabriela Maretto é capixaba e faz sorvete há mais de três anos. A relação da capixaba com a produção de gelatos começou desde pequena, ao fazer sorvetes na lavanderia da casa da mãe. Sonho que foi deixado de lado com o passar dos anos, mas que voltou para a vida da mulher após o diagnóstico precoce da doença de Parkinson.

Ela conheceu o projeto das frutas da Mata Atlântica e topou o desafio do chef Ricardo em escolher uma fruta diferente para fazer um novo sabor de sorvete.

"Ele me apresentou a gabiroba e explicou a proposta de utilizar frutas não convencionais e outras plantas na comida. Eu fiquei encantada com ela. De início, foi bem difícil entender como aproveitar o sabor, porque ele é bem ácido, tem uma consistência diferente. Fiz baseado na minha receita de limão, de sorbet a base de água, e deu certo", comentou.

Gabiroba gigante e sorvete feito com gabiroba gigante no Espírito Santo — Foto: TV Gazeta e Adenilson Panzini

Depois de aprender a trabalhar com a gabiroba, Gabriela resolveu apostar no sabor único da fruta para participar de um concurso nacional de sorvetes, o Gelato Festival World Masters, que aconteceu em julho em São Paulo.

"Eu já sabia que o sorvete de gabiroba tinha feito sucesso na loja, então resolvi mexer um pouco na receita, acrescentei o mel de uruçu, geleia de frutas vermelhas e um praliné de castanhas da Mata Atlântica e aí surgiu o Sabores da Mata, que eu sirvo em uma taça", pontuou.

Durante a competição, pessoas do Brasil e do mundo inteiro passaram pelo estande da capixaba no evento, e Gabriela disse que se divertiu ao ver a reação das pessoas ao experimentarem um sorvete tão diferente.

O Sabores da Mata ganhou a Menção Honrosa do Júri Popular, um reconhecimento especial concedido ao sorvete que recebe a maior votação do público presente no evento. Ao contrário dos prêmios principais, que são em grande parte determinados por um júri técnico de especialistas, este prêmio destaca a popularidade e o apelo do sabor entre os consumidores.

"Cerca de 20 mil pessoas passaram por lá e todos podiam provar os 15 sabores do Brasil inteiro e o sabor encantou o pessoal. Teve uma senhora que até chorou quando experimentou, eu fiquei tão emocionada, disse que o sorvete tinha sabor de infância e todo mundo queria conhecer a gabiroba", destacou.

Sorvete de gabiroba gigante feito por mestre sorveteira do Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta

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Como China sintoniza com novas gerações para tornar suas marcas objeto de desejo no mundo todo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/04/2026 04:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0170,29%Dólar TurismoR$ 5,2110,25%Euro ComercialR$ 5,8720,45%Euro TurismoR$ 6,1150,42%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%MoedasDólar ComercialR$ 5,0170,29%Dólar TurismoR$ 5,2110,25%Euro ComercialR$ 5,8720,45%Euro TurismoR$ 6,1150,42%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%MoedasDólar ComercialR$ 5,0170,29%Dólar TurismoR$ 5,2110,25%Euro ComercialR$ 5,8720,45%Euro TurismoR$ 6,1150,42%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%Oferecido por

Empresas chinesas estão deixando de fabricar produtos de baixo custo para se tornar marcas de consumo conhecidas globalmente.

Estabelecidas no segundo maior mercado consumidor do mundo, essas empresas já têm escala de produção e força operacional.

Mas a concorrência doméstica está se intensificando e, por isso, a expansão para o exterior se tornou uma necessidade.

Paralelamente, elas estão entrando em mercados onde a percepção do Made in China ainda é associada a produtos baratos e de baixa qualidade.

A China, há muito tempo, é a oficina do mundo, fabricando produtos para as empresas ocidentais. E, neste processo, os fornecedores aprenderam não só a produzir, mas a criar a sua marca, distribuir os produtos e vendê-los em escala.

Se você entrar em praticamente qualquer shopping center de Singapura, provavelmente irá encontrar filas no lado de fora das lojas, com nomes chamativos e marcas com cores brilhantes.

Lojas chinesas como Chagee, Molly Tea e Mixue vêm atraindo multidões, não só na Ásia, mas cada vez mais em cidades como Sydney, na Austrália, Londres e Los Angeles, nos Estados Unidos.

Ao lado das marcas de moda, lojas de brinquedos e das gigantes de produtos esportivos, as cadeias de lojas de chá estão liderando uma nova onda: empresas chinesas estão deixando de fabricar produtos de baixo custo para se tornar marcas de consumo conhecidas globalmente.

Estabelecidas no segundo maior mercado consumidor do mundo, essas empresas já têm escala de produção e força operacional. Mas a concorrência doméstica está se intensificando e, por isso, a expansão para o exterior se tornou uma necessidade.

Paralelamente, elas estão entrando em mercados onde a percepção do Made in China ainda é associada a produtos baratos e de baixa qualidade.

"A China passou da fase de economia de replicação", explica Tim Parkinson, da consultoria Storytellers China. "Seus produtos, agora, atendem às expectativas de uma nova geração de exigentes consumidores globais."

A China, há muito tempo, é a oficina do mundo, fabricando produtos para as empresas ocidentais. E, neste processo, os fornecedores aprenderam não só a produzir, mas a criar a sua marca, distribuir os produtos e vendê-los em escala.

Empresas como a Miniso se beneficiaram deste tipo de know-how. A varejista vende brinquedos e produtos de merchandising da Disney, Marvel e Warner Bros e, agora, opera lojas em mais da metade dos países do mundo.

"Os consumidores não se preocupam especificamente com a origem da marca", explica o gerente geral de mercados internacionais da Miniso, Vincent Huang. "Eles estão mais preocupados com a experiência da compra, como o design, o custo-benefício e a diversão."

Neste modelo, os contratos de licenciamento e a relativa velocidade para levar os produtos da fábrica para as prateleiras das lojas são fundamentais.

Além dos produtos de consumo, a BYD superou a Tesla como o maior fabricante de veículos elétricos (VEs) do mundo.

A empresa se beneficiou da aposta na tecnologia certa logo no início da corrida pelos VEs. Além disso, o vasto mercado doméstico chinês ajudou a empresa a produzir em escala e melhorar sua rentabilidade.

Agora, a BYD está se expandindo para além dos carros, desenvolvendo sistemas de carregamento ultrarrápido. Em questão de minutos, eles aumentam o alcance dos veículos em centenas de quilômetros.

Esta expansão faz parte de um projeto de construção de todo um ecossistema em torno dos veículos da empresa.

O apoio governamental ajudou a acelerar o setor de VEs da China, com subsídios e incentivos que promoveram a demanda. Mas esta estratégia gerou críticas da Europa e dos Estados Unidos.

Autoridades ocidentais alegaram que este tipo de apoio traz benefícios desleais para as empresas chinesas. Pequim rejeita a acusação e afirma que o crescimento reflete a inovação e o poderio industrial chinês.

A empresa Anta é outro exemplo. Ela tem cerca de 13 mil lojas espalhadas pelo mundo e se tornou a terceira maior marca de artigos esportivos do planeta, atrás apenas da Nike e da Adidas.

A empresa começou dominando o vasto mercado doméstico chinês e fez crescer sua pegada com aquisições globais de marcas internacionais estabelecidas, como a Salomon, Wilson e, mais recentemente, uma participação de 29% da Puma.

Antes de entrar nos mercados ocidentais, muitas empresas chinesas usaram o sudeste asiático como campo de testes.

Com mais de 650 milhões de consumidores jovens e cada vez mais afluentes, a região oferece escala e diversidade, enquanto a concorrência das marcas ocidentais estabelecidas mantém os altos padrões.

A cadeia de restaurantes Haidilao abriu sua primeira loja no exterior em 2012, em Singapura. Agora, ela é a maior rede de hotpot do mundo, com 1,3 mil restaurantes em 14 países.

"A história do Haidilao não é apenas de um restaurante de sucesso", explica o vice-presidente da Haidilao International, Zhou Zhaocheng. "Ela é um reflexo de 30 anos de transformação econômica e internacionalização da China."

O alcance global da rede se baseia em uma marca forte, ecossistema robusto e base de clientes fiéis, segundo Zhou.

Ele observa que cada mercado internacional é complexo, moldado por diferentes culturas, sistemas jurídicos e hábitos de consumo. Por isso, adaptar os alimentos, menus e serviços a cada país é essencial.

A rede, agora, busca a certificação halal na Indonésia e na Malásia, uma medida que poderá abrir mercados de maioria muçulmana em todo o Oriente Médio.

A loja de sorvetes e bubble tea Mixue opera mais lojas pelo mundo que o McDonald's ou o Starbucks. Já a Molly Tea se expandiu internacionalmente poucos anos depois da sua fundação.

Mais de 70% das empresas chinesas em operação no sudeste asiático pretendem ampliar ainda mais sua atuação, segundo a empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International.

Nos Estados Unidos, as vendas da Pop Mart cresceram em 900% desde 2024. Mas, nos últimos meses, as ações da empresa caíram sensivelmente, devido aos receios sobre a manutenção do seu crescimento no futuro.

Ainda assim, a companhia continua valendo mais do que a soma das gigantes americanas dos brinquedos Hasbro e Mattel, e da empresa japonesa Sanrio, dona da marca Hello Kitty.

Em chinês, esta ofensiva rumo ao exterior tem o nome de chū hǎi (出海) — "sair para o mar", em português. É uma necessidade cada vez maior para as empresas da China, devido às pressões do mercado doméstico.

A lenta economia do país, sua intensa concorrência e o declínio da taxa de natalidade mudaram os hábitos de consumo das pessoas. Tudo isso reduziu o crescimento do país, levando as companhias a partir para o mercado externo.

As próprias marcas estrangeiras estão sentindo as mudanças. A fatia de mercado da Starbucks na China, por exemplo, caiu em mais da metade desde 2019.

A rede local Luckin Coffee detém, agora, quatro vezes mais lojas no país do que a sua concorrente norte-americana. Seu modelo de compra pelo celular mantém a rapidez do serviço e os baixos custos.

Em novembro passado, a Starbucks anunciou um acordo de venda do controle acionário das suas operações na China para a empresa Boyu Capital, com sede em Hong Kong.

Em 2020, um grande escândalo de contabilidade em 2020 fez com que a Luckin fosse retirada do índice Nasdaq. Ainda assim, a empresa continua se expandindo na China e no exterior, em locais como Singapura, Malásia e Nova York, nos Estados Unidos — e estaria planejando seu retorno ao mercado de ações americano.

O Made in China, antes, era sinônimo de produtos baratos. Agora, eles são cada vez mais vistos como inovadores e com design moderno.

"Marcas como a BYD combinam alta qualidade com narrativa emocional e adaptação local", afirma o especialista em marketing Foo Siew-Ting.

Tarifas de importação, avaliações políticas e receios em relação à segurança de dados continuam a dificultar a expansão chinesa, como ocorreu nos casos da Huawei e do TikTok.

Permanece em dúvida se marcas chinesas em rápido crescimento, como a Shein e a Temu, poderão manter o ritmo nos mercados ocidentais.

Ainda assim, o rumo é claro. As empresas chinesas não são mais definidas pelos baixos preços. Elas estão inovando e aproveitando as tendências de consumo.

Elas estão estabelecendo marcas, se adaptando aos mercados locais, competindo palmo a palmo e, às vezes, ultrapassando os concorrentes globais estabelecidos.

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