RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo anuncia R$ 525 bilhões para o agronegócio e muda regras do crédito rural

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 10:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1810,1%Dólar TurismoR$ 5,3790,01%Euro ComercialR$ 5,907-0,13%Euro TurismoR$ 6,152-0,12%B3Ibovespa171.146 pts-1,19%MoedasDólar ComercialR$ 5,1810,1%Dólar TurismoR$ 5,3790,01%Euro ComercialR$ 5,907-0,13%Euro TurismoR$ 6,152-0,12%B3Ibovespa171.146 pts-1,19%MoedasDólar ComercialR$ 5,1810,1%Dólar TurismoR$ 5,3790,01%Euro ComercialR$ 5,907-0,13%Euro TurismoR$ 6,152-0,12%B3Ibovespa171.146 pts-1,19%Oferecido por

O governo federal lançou nesta terça-feira (30) o novo Plano Safra 2026/2027. O programa de crédito rural é voltado ao financiamento da produção agropecuária do país.

O novo ciclo destinará R$ 525,1 bilhões para o financiamento de médios e grandes produtores rurais. O montante representa um aumento de R$ 9 bilhões.

A iniciativa entra em vigor em 1º de julho. A validade do programa se estenderá até 30 de junho de 2027.

O governo alterou regras do crédito rural para esta edição. Financiamentos subsidiados não poderão ser usados em empreendimentos que prevejam supressão de vegetação nativa.

Os novos contratos passarão a informar a origem dos recursos utilizados. A medida foi adotada como forma de aumentar a transparência das operações de crédito.

O governo federal lançou nesta terça-feira (30) o novo ciclo do Plano Safra, que é o principal programa de crédito rural do país voltado ao financiamento da produção agropecuária.

O Plano Safra 2026/2027, segundo o governo, terá R$ 525,1 bilhões destinados ao financiamento de médios e grandes produtores rurais.

O valor teve aumento de R$ 9 bilhões com relação ao último plano referente ao período 2025/2026.

O novo Plano Safra entra em vigor em 1º de julho e terá validade até 30 de junho de 2027 (leia mais abaixo).

R$ 414,7 bilhões serão destinados às operações de custeio e comercialização;R$ 110,3 bilhões serão direcionados para investimentos.

A partir desta safra, financiamentos com recursos subsidiados não poderão ser usados por empreendimentos que prevejam a supressão de vegetação nativa.

Os contratos também passarão a informar a origem dos recursos usados nas operações de crédito, como forma de aumentar a transparência.

Lula no lançamento do Plano Safra 2025, que oferece crédito com juros subsidiados a agricultores — Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participou do lançamento do Plano Safra para grandes propriedades.

Lula embarcou na manhã desta terça para Assunção, no Paraguai, onde participa da Cúpula do Mercosul.

O lançamento do Plano Safra é conduzido pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, em Brasília, no Palácio do Planalto.

Lula deve retornar a Brasília ainda nesta terça e a expectativa é que participe, no fim do dia, da cerimônia de lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar.

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Reino Unido pode intervir em acordo de US$ 110 bilhões entre Paramount e Warner Bros Discovery

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 10:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1810,1%Dólar TurismoR$ 5,3790,01%Euro ComercialR$ 5,907-0,13%Euro TurismoR$ 6,152-0,12%B3Ibovespa171.146 pts-1,19%MoedasDólar ComercialR$ 5,1810,1%Dólar TurismoR$ 5,3790,01%Euro ComercialR$ 5,907-0,13%Euro TurismoR$ 6,152-0,12%B3Ibovespa171.146 pts-1,19%MoedasDólar ComercialR$ 5,1810,1%Dólar TurismoR$ 5,3790,01%Euro ComercialR$ 5,907-0,13%Euro TurismoR$ 6,152-0,12%B3Ibovespa171.146 pts-1,19%Oferecido por

Torre de Água da Warner Bros é retratada nos estúdios da Warner Bros, em Burbank, Califórnia, EUA — Foto: Reuters

O Reino Unido sinalizou que pode intervir na proposta de aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance Corp., avaliada em US$ 110 bilhões, citando preocupações com o impacto sobre a liberdade de imprensa e a oferta de conteúdo sob demanda.

A medida é o primeiro passo de um processo que pode levar o negócio a ser analisado pelo órgão regulador antitruste do país.

O órgão ganhou destaque em 2023 ao bloquear a compra da Activision Blizzard, avaliada em US$ 69 bilhões, pela Microsoft — dona da franquia “Call of Duty” — decisão que gerou reação negativa das duas empresas americanas.

A possível intervenção do Reino Unido ocorre em um momento em que o acordo já foi aprovado por Estados Unidos, China, Austrália, Alemanha, França e Arábia Saudita.

A ministra da Cultura, Lisa Nandy, que fixou o prazo de 6 de julho para resposta das empresas, afirmou em comunicado: “Estou ciente da necessidade de chegar a uma decisão final em tempo hábil e me empenharei para fazê-lo da maneira adequada.”

A Paramount é dona do Channel 5, emissora de TV aberta britânica que transmite programas de notícias, enquanto a Warner controla a CNN International.

Outros ativos no Reino Unido que podem ser afetados incluem a TNT Sports, a Cartoon Network, a Nickelodeon, além da Paramount+ e da HBO Max.

Após o prazo de resposta, Nandy decidirá se emitirá uma notificação formal de intervenção de interesse público.

Caso isso ocorra, o caso será analisado pelo órgão regulador de mídia britânico, o Ofcom, e pela Autoridade de Concorrência e Mercados.

Os órgãos reguladores têm até 40 dias para apresentar seus relatórios. Depois disso, Nandy decidirá se aprova o negócio ou se o encaminha para uma investigação mais aprofundada, que pode durar até 24 semanas.

Caso sejam identificadas preocupações, as empresas podem tentar resolvê-las com medidas corretivas, como venda de ativos ou compromissos para proteger a independência editorial. Nenhuma das empresas respondeu a pedidos de comentário.

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Brasil ganha 9.215 novos milionários em 2025, mas segue entre os países mais desiguais do mundo, diz UBS

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,15%Dólar TurismoR$ 5,3790,000%Euro ComercialR$ 5,9120,48%Euro TurismoR$ 6,1590,35%B3Ibovespa173.205 pts-0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,15%Dólar TurismoR$ 5,3790,000%Euro ComercialR$ 5,9120,48%Euro TurismoR$ 6,1590,35%B3Ibovespa173.205 pts-0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,15%Dólar TurismoR$ 5,3790,000%Euro ComercialR$ 5,9120,48%Euro TurismoR$ 6,1590,35%B3Ibovespa173.205 pts-0,05%Oferecido por

O Brasil ganhou 9.215 novos milionários em 2025 e encerrou o ano com 386 mil pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão (R$ 5,1 milhões), segundo o Global Wealth Report 2026, divulgado nesta terça-feira (30) pelo banco UBS.

O avanço representa um crescimento de 2,4% em relação ao ano anterior e mantém o país como o que concentra o maior número de milionários da América Latina.

Apesar do aumento da população de alta renda, o relatório mostra que o Brasil continua entre os países com maior concentração de riqueza do mundo.

O país ocupa a 4ª posição entre os 56 mercados analisados, com um coeficiente de Gini de 0,81, nível que indica forte concentração de riqueza e o coloca em empate com a África do Sul, além de ficar logo abaixo de Rússia e Emirados Árabes Unidos, que lideram o ranking de desigualdade.

Na outra ponta, os países mais igualitários da amostra são a Eslováquia (0,38), a Bélgica (0,46) e o Catar (0,47), onde a distribuição de riqueza é mais equilibrada entre a população.

🔍 O coeficiente de Gini mede o nível de desigualdade na distribuição da riqueza em um país. Quando está mais próximo de 0, indica que a riqueza está mais bem distribuída entre a população; quando se aproxima de 1, significa que uma pequena parcela das pessoas concentra a maior parte do patrimônio, enquanto a maioria possui pouco ou quase nada.

O estudo aponta ainda que cerca de 69% da população adulta brasileira possui patrimônio inferior a US$ 10 mil (cerca de R$ 51 mil), permanecendo na base da pirâmide da riqueza global.

Ao mesmo tempo, a riqueza coletiva dos bilionários brasileiros avançou mais de 50% em 2025, impulsionada tanto pela valorização dos patrimônios quanto pelo surgimento de novos bilionários.

Outro dado destacado pelo UBS é o elevado nível de endividamento. No Brasil, as dívidas representam 23,4% da riqueza bruta, uma das maiores proporções entre os países analisados.

Já os ativos financeiros — que incluem dinheiro em conta, poupança, ações, títulos, fundos de investimento e previdência privada — correspondem a 73,3% da riqueza bruta dos brasileiros.

O relatório também mostra que, apesar do crescimento do número de milionários, a evolução da riqueza da população como um todo foi mais limitada.

Desde 2020, a riqueza média por adulto no Brasil caiu 3,13%, quando medida em moeda local e descontada a inflação.

No mundo, a riqueza pessoal cresceu 10,8% em 2025, mais que o dobro do ritmo registrado nos dois anos anteriores — Foto: Pixabay

No mundo, a riqueza pessoal cresceu 10,8% em 2025, mais que o dobro do ritmo registrado nos dois anos anteriores, impulsionada pelo bom desempenho dos mercados financeiros e pela valorização de ativos não financeiros.

Com esse avanço, o planeta ganhou quase 1 milhão de novos milionários, elevando o total para 57,5 milhões de pessoas. Os Estados Unidos responderam por quase metade desse crescimento.

O número de bilionários também aumentou, chegando a 3.302, alta de 13,1% em relação a 2024. Já a riqueza conjunta desse grupo avançou 25%.

Apesar da expansão global, o UBS ressalta que o crescimento ocorreu de forma desigual. Em muitos mercados, a riqueza mediana caiu, indicando que os ganhos ficaram concentrados entre as pessoas de maior patrimônio.

Segundo o banco, as oscilações cambiais também influenciaram os resultados. A desvalorização do dólar frente a moedas como o euro impulsionou o crescimento da riqueza, quando convertida para a moeda americana, especialmente nos países da Europa.

O Global Wealth Report 2026, do UBS, estima a riqueza em 56 países usando modelos estatísticos com base em dados de organismos internacionais como Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Organização das Nações Unidas (ONU).

O estudo define riqueza como tudo o que as pessoas possuem em bens e investimentos (como dinheiro e imóveis), descontadas as dívidas. Os dados são apresentados em dólares e ajustados por inflação e câmbio para facilitar comparações entre países.

O relatório também diferencia média e mediana da riqueza, usa o coeficiente de Gini para medir desigualdade e separa ativos entre financeiros (como dinheiro e investimentos) e não financeiros (como imóveis).

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Bilionário chines é condenado a 30 anos de prisão nos EUA por fraude em esquema com ex-estrategista de Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 09:44

Mundo Bilionário chines é condenado a 30 anos de prisão nos EUA por fraude em esquema com ex-estrategista de Trump Guo Wengui, que fugiu da China há uma década, prometia derrubar o partido de Xi Jinping, porém 'explorou aqueles que buscavam levar a democracia' ao país asiático, segundo a Justiça norte-americana. Ele está preso de forma preventiva desde 2023. Por Redação g1

Foto mostra a página do Twitter do empresário chinês Guo Wengui em 30 de agosto de 2017 — Foto: Andy Wong/AP

Um bilionário chinês autoexilado, que já foi considerado um dos homens mais ricos da China, foi condenado na segunda-feira (29) a 30 anos de prisão nos Estados Unidos por uma fraude financeira.

Guo Wengui, que fugiu da China há uma década rumo aos EUA e se reinventou como crítico do Partido Comunista de Xi Jinping, foi considerado culpado por fraude em grande escala lesou mais de mil pessoas e sustentou um estilo de vida luxuoso com as centenas de milhões de dólares arrecadados, concluiu a juíza Analisa Torres. Segundo ela, Wengui “explorou aqueles que buscavam levar a democracia à China”.

O bilionário chinês foi condenado em nove das 12 acusações criminais contra ele. A promotoria pedia 30 anos de prisão contra ele pelo que chamou de fraude assombrosa praticada entre 2018 e 2023. A juíza Torres também determinou que Guo pague US$ 889 milhões (cerca de R$ 4,6 bilhões) em indenizações às vítimas.

Wengui está preso de forma preventiva nos EUA desde março de 2023. Antes disso, o bilionário se aproximou do estrategista político conservador Steve Bannon, com quem anunciou, em 2020, uma iniciativa conjunta para derrubar o governo chinês.

Promotores afirmam que Wengui convenceu centenas de milhares de pessoas a investir mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,17 bi) em entidades sob seu controle, e os recursos obtidos ilegalmente sustentaram “um estilo de vida de excessos extraordinários”, com mansões, iates, carros de corrida, roupas de grife e mobiliário de luxo. Ele vivia em um apartamento de luxo em Nova York e havia se associado ao clube de golfe Mar-a-Lago, na Flórida, do então presidente Donald Trump.

Ao proferir a sentença, a juíza leu trechos de cartas recebidas de vítimas que relataram ter perdido suas economias de toda a vida, além de sofrer ansiedade severa, vergonha e até conflitos familiares devido às decisões de investimento.

A defesa de Wengui afirmou que o bilionário é vítima de uma perseguição “ampla, constante e potencialmente fatal” do Partido Comunista Chinês, e defendeu a origem de sua fortuna tanto antes de chegar aos EUA quanto durante a campanha com Bannon. Eles alegaram que o partido recrutou figuras influentes nos setores empresarial, do entretenimento e político dos EUA para conspirar contra ele.

Antes da sentença contra ele ser pronunciada, o bilionário chinês protestou contra o tratamento recebido por ele na prisão, dizendo que foi levado ao hospital na manhã de segunda-feira com um quadro de vômitos. Ele também falou brevemente, em sua defesa, que tinha como objetivo "destruir o Partido Comunista Chinês".

Na segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores da China informou que tomou conhecimento da sentença e destacou que Guo é procurado pelo governo chinês, com um alerta vermelho da Interpol em vigor — um pedido para que forças policiais ao redor do mundo o detenham para fins de extradição.

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Após 28 anos e 1,5 milhão de Corollas produzidos, Toyota fecha fábrica de Indaiatuba

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 08:45

Campinas e Região Após 28 anos e 1,5 milhão de Corollas produzidos, Toyota fecha fábrica de Indaiatuba Montadora encerra as atividades na cidade nesta terça-feira (30); modelo sedã passará a ser montado em Sorocaba. Por g1 Campinas e região

A Toyota encerra as atividades de sua fábrica em Indaiatuba (SP) nesta terça-feira (30). A unidade operou por 28 anos e produziu 1,5 milhão de Corollas.

A produção do modelo será transferida para Sorocaba (SP), com nova fábrica prevista para novembro. O último Corolla feito em Indaiatuba teve cerimônia de despedida em 20 de junho.

Em 2024, o sindicato acordou transferências ou demissões voluntárias. A nova fábrica integra o investimento de R$ 11 bilhões da Toyota até 2030.

Após 28 anos em atividade e com cerca de 1,5 milhão de Corollas produzidos, a montadora da Toyota em Indaiatuba (SP) encerra as atividades na cidade nesta terça-feira (30). A planta atendia todo o mercado brasileiro.

Com o fechamento da unidade, o modelo passará a ser montado em Sorocaba (SP). A previsão é que a nova fábrica sejá inaugurada em novembro deste ano, de acordo com a Toyota, e fique responsável pela produção de novos carros e de modelos com tecnologia híbrida.

➡ O último Corolla montado em Indaiatuba foi apresentado aos funcionários em uma cerimônia de despedida, no dia 20 de junho, com direito a desfile automotivo em um tapete vermelho – veja no vídeo abaixo.

Em 2024, o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região chegou a um acordo com a montadora para a transferência de colaboradores ou adesão ao plano de demissão voluntária. A planta chegou a reunir 1,5 mil funcionários.

A fábrica de Indaiatuba foi a segunda da Toyota no Brasil, instalada em 1998 e responsável por fabricar mais de 1 milhão de unidades do modelo Toyota Corolla.

A inauguração da nova fábrica em Sorocaba faz parte do plano de investimentos de R$ 11 bilhões da Toyota no Brasil, previsto para ser executado até 2030. De acordo com a empresa, o início das atividades da nova fábrica deve gerar cerca de 2 mil empregos.

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PSD deve anunciar Kassab como vice de Caiado nesta quarta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 07:47

Uma reunião entre o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e o pré-candidato do partido à Presidência da República pelo partido, Ronaldo Caiado, nesta terça-feira (30) deve selar o nome de Kassab como vice na chapa do ex-governador de Goiás ao Planalto.

O partido negociava com outros partidos para evitar uma chapa puro-sangue — com presidente e vice do mesmo partido —, mas integrantes fundadores do PSD pediam que Kassab fosse vice, já que Caiado entrou há menos de seis meses na legenda.

LEIA TAMBÉM: A um mês das convenções, presidenciáveis negociam vice pensando em reduzir resistências do eleitorado e em tempo de TV

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, ao lado do ex-governador João Doria, co-chairman do grupo Lide — Foto: Victória Cócolo

Caiado luta para conseguir subir nas pesquisas, onde marca em torno de 3% das intenções de voto, e se viabilizar como uma terceira via.

Mesmo sem fazer ataques diretos a Flávio Bolsonaro (PL), ele tenta agregar apoios a partir da desistência de setores com a candidatura do senador.

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Dinheiro lidera preocupações em pesquisa e supera saúde, família e trabalho; veja o que explica

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 05:46

Trabalho e Carreira Dinheiro lidera preocupações em pesquisa e supera saúde, família e trabalho; veja o que explica Não ter dinheiro para emergências e conseguir pagar as contas do mês estão entre as principais questões. Para 72% dos entrevistados o estresse financeiro afeta a saúde mental e emocional. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Uma pesquisa exclusiva da Onze, em parceria com a Icatu Seguros, mostra que 42% dos brasileiros apontam o dinheiro como a principal fonte de preocupação, à frente de temas como saúde e família.

O levantamento também revela que 56% não têm reserva de emergência e 53% afirmam que a renda não cobre os gastos mensais ou que estão endividados e/ou com o nome negativado.

A instabilidade financeira afeta a saúde mental de 72% dos entrevistados. Ansiedade, insônia e depressão aparecem entre os sintomas mais frequentes associados ao estresse financeiro.

Especialistas afirmam que organização financeira, planejamento e educação financeira são fundamentais para reduzir o endividamento e minimizar os impactos do estresse causado pelo dinheiro.

Dinheiro; real; reais; notas de R$ 5, R$ 10 e R$ 50; moeda de R$ 1 — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Uma pesquisa da fintech Onze, realizada em parceria com a Icatu Seguros e cedida com exclusividade ao g1, mostra que 42% dos entrevistados apontam o dinheiro como sua principal fonte de preocupação.

No levantamento, o percentual supera temas como saúde (22%), família (15%), violência (10%), política (6%) e trabalho (5%).

A pesquisa foi realizada entre 26 de maio e 1º de junho, ouviu 8.391 pessoas, entre trabalhadores com carteira assinada (CLT), microempreendedores individuais (MEI), desempregados, empresários, aposentados e servidores públicos.

Entre os entrevistados, 56% afirmam não possuir reserva de emergência — questão que se destaca no levantamento pelo quarto ano consecutivo. Outros 15% não possuem reserva e ainda têm dívidas.

Além disso, 53% dizem que a renda não é suficiente para cobrir os gastos mensais ou que estão endividados e/ou com o nome negativado.

O principal receio dos entrevistados é não ter dinheiro suficiente para lidar com emergências, como problemas de saúde, acidentes ou ajuda a familiares e amigos, citado por 58% dos entrevistados.

Na sequência aparecem a dificuldade para pagar as contas do mês (33%), garantir um futuro melhor para os filhos (25%) e quitar dívidas ou limpar o nome (22%).

Questionados sobre quais tipos de dívidas possuem, cerca de 60% citaram o cartão de crédito (parcelado ou fatura em aberto). Em seguida aparecem o empréstimo pessoal (30%) e o crédito consignado, incluindo o Crédito do Trabalhador (26%).

O principal motivo para recorrer ao crédito é cobrir os gastos do mês, como alimentação e contas básicas, apontado por 45% dos entrevistados.

Outros 23% disseram recorrer ao crédito por causa de emergências inesperadas, como problemas de saúde ou consertos, enquanto 13% afirmaram que usam empréstimos para renegociar dívidas ou limpar o nome.

O peso da responsabilidade financeira familiar também ajuda a explicar esse cenário. Entre os entrevistados, 78% possuem ao menos um dependente total ou parcial da própria renda.

A pesquisa também revela desafios relacionados à educação financeira. Mais da metade dos entrevistados (53%) afirma que conversava ou conversa raramente sobre dinheiro no ambiente familiar, seja entre pais e filhos ou responsáveis.

O levantamento revela ainda que 63% não possuem qualquer tipo de proteção financeira para situações como morte ou invalidez e que 89% nunca buscaram consultoria ou orientação especializada para organizar as finanças ou sair das dívidas.

Para Antonio Rocha, CEO e cofundador da Onze, o cartão de crédito continua sendo o principal vilão porque transmite a sensação de que a renda é maior do que realmente é.

"A partir do momento que você comprou a mais, no mês seguinte não vai conseguir pagar a fatura. Começa a pagar o mínimo e entra numa bola de neve de juros", afirma o especialista.

Henrique Diniz, diretor de Produtos de Previdência da Icatu Seguros, afirma que o ambiente de consumo também alimenta o endividamento.

"As pessoas são estimuladas o tempo todo ao consumo pelas redes sociais. Segurar esse consumo para evitar a bola de neve dos juros é um desafio comportamental. O mundo hoje estimula muito o consumo digital. Quando sobra um espaço na renda, a pessoa acaba consumindo — por necessidade ou pelo ambiente em que vive", completa.

A instabilidade financeira também afeta diretamente o bem-estar dos trabalhadores. Segundo a pesquisa, 72% afirmam que a situação financeira prejudica a saúde mental, emocional e a qualidade de vida.

Em casos mais graves, 9% dizem que as preocupações com dinheiro chegam a afetar a saúde física. Entre os sintomas mais comuns estão ansiedade (65%), insônia (53%) e depressão (18%).

Segundo Antonio Rocha, ansiedade e insônia costumam ser os primeiros sinais de quem enfrenta dificuldades financeiras. Em casos mais graves, o estresse também pode desencadear depressão, problemas de saúde mais sérios e até compulsão alimentar.

Para o especialista, a preocupação constante em conseguir fechar as contas do mês, a falta de uma reserva de emergência e a insegurança em relação ao futuro criam um estado permanente de tensão.

"Isso deixa as pessoas numa agonia constante de sentir que a vida não está andando. Não consegue juntar dinheiro, não fecha a conta e tem que entrar no crédito. Aí vira inadimplência, banco ligando, mensagem, golpe, fraude, bet. É um tema que gera uma sobrecarga nas pessoas", afirma.

Esse cenário é conhecido como estresse financeiro e afeta a saúde física e mental, além da produtividade no trabalho e das relações pessoais.

Cerca de 69% dos entrevistados afirmaram que seriam mais felizes e produtivos caso alcançassem estabilidade financeira por meio de planejamento e melhor organização das dívidas.

Para Henrique Diniz, esse estresse também afeta diretamente o ambiente de trabalho e reduz a produtividade. "O trabalhador fica com medo de perder o emprego e isso só piora, gerando uma bola de neve perigosa", explica.

O especialista defende que as empresas também discutam saúde financeira com seus funcionários. "Os RHs não têm que ter tabu de discutir saúde financeira. Levar informação e produtos de proteção financeira facilita o planejamento das pessoas e ajuda a reduzir essas preocupações", completa.

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Asado ou barbecue? Copa reacende disputa entre argentinos e texanos sobre quem faz a melhor carne

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 05:46

Agro Asado ou barbecue? Copa reacende disputa entre argentinos e texanos sobre quem faz a melhor carne O Texas é o maior produtor de carne bovina dos Estados Unidos, enquanto a Argentina transformou seu churrasco em símbolo nacional. Especialistas e consumidores defendem qual delas é a melhor. Por Jim Vertuno, Debora Rey, Thomas Peipert

A Copa do Mundo nos EUA reacendeu a disputa entre argentinos e texanos sobre quem produz a melhor carne bovina e qual o preparo ideal.

Os Estados Unidos ocupam o 2º lugar no ranking mundial de produção de carne bovina, enquanto a Argentina está na 6ª colocação.

A carne argentina é predominantemente produzida a pasto, sendo mais magra. Já a texana é alimentada com grãos, o que garante maior marmoreio e suculência.

Além da espessura dos cortes, a disputa envolve temperos e preparos. Churrascarias argentinas no Texas servem carne preparada apenas com sal e carvão.

Lucas Martinez, torcedor da Argentina, tempera a carne com sal enquanto prepara um churrasco durante uma concentração antes da partida do Grupo J da Copa do Mundo contra a Áustria, no domingo, 21 de junho de 2026, em Dallas. — Foto: Foto AP/Julio Cortez

Milhares de torcedores argentinos desembarcaram no Texas para a Copa do Mundo, e uma velha disputa voltou à tona. Não é sobre quem tem a melhor seleção nem se Lionel Messi é o melhor jogador do campeonato. A discussão é outra: quem produz a melhor carne e qual é a forma certa de prepará-la.

É isso mesmo: existe uma disputa em torno da carne bovina entre duas das maiores regiões produtoras de gado do mundo, onde o bife faz parte da cultura e da alimentação.

O Texas lidera a produção de carne bovina nos Estados Unidos. O país ocupa a segunda posição no ranking mundial, atrás apenas do Brasil, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA. A Argentina aparece em sexto lugar.

Torcedores da Argentina fazem churrasco durante uma concentração antes da partida do Grupo J da Copa do Mundo contra a Áustria, no domingo, 21 de junho de 2026, em Dallas — Foto: Foto AP/Julio Cortez

"A carne argentina é simplesmente imbatível. A textura, o tipo de corte… não há como competir", afirma Carlos Eduardo Barahona, chef argentino de 64 anos que vive no Texas desde 1998.

Dos cortes mais baratos aos mais nobres, a Argentina é superior, garante Barahona, que já trabalhou em restaurantes na Argentina, no Uruguai e no Texas.

"Você pode fazer um asado argentino com o corte mais barato do país e ainda assim vai apreciar a carne. Aqui, você pode usar o melhor corte, como filé-mignon, e, dependendo da origem, ele pode ficar duro, incomível ou macio. A nossa carne, porém, tem um perfil de sabor completamente diferente", disse.

A maior parte da carne bovina argentina vem de gado criado a pasto, em campos abertos. Isso faz com que os animais levem mais tempo para atingir o ponto ideal de abate. O resultado é uma carne mais magra, com sabor intenso e terroso.

No Texas e nos EUA, a maior parte do gado é alimentada com grãos. Isso faz com que a carne tenha mais marmoreio — as camadas de gordura entremeadas nas fibras musculares, que ajudam a manter a suculência e a maciez durante o preparo — e um sabor mais adocicado.

"Não existe carne melhor do que a americana, especialmente a do Texas", afirmou o comissário de Agricultura do Texas, Sid Miller.

Segundo ele, o órgão abriu, há mais de uma década, um escritório de representação para conectar pecuaristas do Texas a criadores de gado da América do Sul, especialmente da Argentina.

"Não quero desmerecer nossos amigos da Argentina, mas nós ajudamos a melhorar a produção deles", disse.

O argentino Gonzalo Herrera aproveitou uma ida ao Walmart de Arlington, no Texas, para ver as carnes disponíveis depois de assistir aos dois gols de Lionel Messi na vitória sobre a Áustria. Para ele, a discussão sobre qual carne é melhor não faz muito sentido.

"Para ser sincero, não vejo uma diferença tão grande", disse Herrera enquanto colocava quatro bifes T-bone no carrinho de compras.

"O segredo é saber exatamente quais cortes comprar e encontrar o equivalente ao que comemos na Argentina", afirmou, balançando a cabeça ao ver o preço de US$ 45.

A discussão também passa pelas receitas e pelas preferências em relação ao estilo e à espessura dos cortes. No fim das contas, é literalmente uma questão de gosto quando o assunto é tempero, selagem da carne, defumação, manteiga, pimenta, molhos e outros ingredientes.

Na churrascaria argentina Corrientes 348, em Dallas, os bifes são preparados apenas com sal e carvão de madeira de mesquite, segundo o gerente assistente Emmanuel Tobon.

"Há uma grande diferença. Os texanos usam muita pimenta, manteiga e um pouco de molho barbecue", disse Tobon. "Os argentinos preferem realçar todo o sabor da carne usando apenas sal."

A Argentina ainda tem pelo menos mais uma partida em Dallas, no sábado. Os torcedores da Albiceleste têm lotado o restaurante em busca de um gostinho de casa durante a Copa do Mundo.

"Eles têm aproveitado a cultura texana", afirmou Tobon. "(Mas) tem sido um grande prazer receber todos eles e fazê-los se sentir em casa."

Segundo ele, os argentinos têm muito orgulho da cultura do churrasco, das receitas passadas de geração em geração e do trabalho "sagrado" do churrasqueiro nos grandes almoços em família.

Para Fernando Garcia Morillo, argentino de Buenos Aires que hoje vive perto de Miami, a carne dos dois países é excelente. Ainda assim, ele sente falta das tradições do seu país sempre que pede um bife nos EUA.

"Eu peço só sal, sem pimenta, bem simples", disse Morillo. "Às vezes eles usam muito molho."

"Talvez exista a rivalidade de sempre com o Brasil, nosso vizinho", disse. "Eu adoro a carne dos EUA."

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Brasil deve atingir cota de exportação de carne para a China em agosto, e preço do boi gordo cai

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 04:46

GLOBO RURAL Brasil deve atingir cota de exportação de carne para a China em agosto, e preço do boi gordo cai China é a principal compradora da carne bovina brasileira, busca estimular a produção interna e reduzir a dependência das importações. Por Globo Rural

O Brasil deve atingir em agosto o limite de exportação de carne bovina para a China. Com isso, frigoríficos já começaram a reduzir a compra de bois.

Esse limite define quanto cada país pode vender de carne bovina para a China anualmente sem que seja preciso pagar uma sobretaxa.

No caso do Brasil, a cota anual é de 1,1 milhão de toneladas. Dentro da cota, a tarifa é de 12%; acima disso salta para 55%.

Com essa política, a China, principal compradora da carne bovina brasileira, busca estimular a produção interna e reduzir a dependência das importações.

O Brasil deve atingir, em agosto, o limite anual de exportação de carne bovina para a China, segundo a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). Por causa disso, pecuaristas afirmam que os frigoríficos já começaram a reduzir a compra de bois para abate.

Esse limite define quanto cada país pode vender de carne bovina para a China anualmente sem que seja preciso pagar uma sobretaxa.

No caso do Brasil, a cota anual é de 1,1 milhão de toneladas. Dentro da cota, a tarifa é de 12%; acima disso salta para 55%.

Com essa política, a China, principal compradora da carne bovina brasileira, busca estimular a produção interna e reduzir a dependência das importações.

Segundo o pecuarista Luciano Resende, de Rondonópolis (MT), a procura dos frigoríficos por gado diminuiu na última semana.

Como consequência, o preço médio da arroba do boi gordo nas vendas a prazo caiu de R$ 344 para R$ 332, nos últimos 10 dias.

Segundo o diretor executivo da Acrimat, Daniel Latorrocara, poucos países conseguem produzir excedentes de carne bovina como o Brasil.

"Caso a China não compre da gente e acelere a compra de Uruguai e Nova Zelândia, esses dois países vão deixar de atender outro do mundo e aí é uma oportunidade de onde os nossos animais podem ser enviados até o fim do ano", afirma.

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Do lixo ao adubo: como restos de comida ajudam a reduzir emissões de gases do efeito estufa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 03:46

Agro Do lixo ao adubo: como restos de comida ajudam a reduzir emissões de gases do efeito estufa Alimentos que estragam na Ceasa de Campinas ganham um novo destino em vez de serem enviados para aterros: a compostagem. O g1 foi até usina mostrar como funciona esse processo. Por Vivian Souza

Poluição, fome, aumento dos preços e prejuízos financeiros: o enorme desperdício de alimentos mundo afora causa impactos sobre a economia, o meio ambiente e a população.

Cerca de 1 bilhão de toneladas de alimentos são jogadas fora por ano, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Na lavoura, falhas de planejamento e manejo podem fazer plantações se perderem e gerar excesso de oferta. Nos supermercados e feiras, muitos produtos acabam descartados porque não atendem ao padrão estético exigido pelos consumidores.

O desperdício também causa prejuízos ao meio ambiente. Isso porque, ao se decompor, o alimento gera gases de efeito estufa, como o metano. Ele também produz chorume, que contamina o lençol freático.

Uma das formas de mitigar esse problema é usar a compostagem de alimentos, que são transformados em adubo.

Poluição, fome, aumento dos preços e prejuízos financeiros: o enorme desperdício de alimentos mundo afora causa impactos sobre a economia, o meio ambiente e a população.

Cerca de 1 bilhão de toneladas de alimentos são jogadas fora por ano, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

️➡️ Esta reportagem faz parte do sexto episódio da série "PF: Prato do Futuro", onde o g1 mostra soluções para desafios da produção de alimentos no Brasil.

Na lavoura, falhas de planejamento e manejo podem fazer plantações se perderem e gerar excesso de oferta. Nos supermercados e feiras, muitos produtos acabam descartados porque não atendem ao padrão estético exigido pelos consumidores.

O desperdício também causa prejuízos ao meio ambiente. Isso porque, ao se decompor, o alimento gera gases de efeito estufa, como o metano. Ele também produz chorume, que contamina o lençol freático.

Estima-se que os alimentos descartados em aterros gerem entre 8% e 10% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo o Pnuma.

Uma das formas de fazer isso é usar a compostagem para que alimentos estragados retornem à terra de forma sustentável, fechando um ciclo de reaproveitamento sem causar impactos ao meio ambiente.

O g1 visitou a Usina Verde de Campinas, em São Paulo, que recebe todos os alimentos que estragam na Ceasa da cidade, diminuindo a necessidade de lixões. (Veja no vídeo no início da reportagem).

O fertilizante produzido é usado em hortas urbanas, canteiros e parques da cidade, ajudando a reduzir esse tipo de custo de manutenção.

O que acontece com a comida que sobra? Conheça projetos que reduzem desperdício, fome, poluição e prejuízos no agro

Em meio aos altos índices de desperdício de alimentos, o Brasil tem quase 7 milhões de pessoas passando fome e 18,9 milhões de famílias ainda enfrentam algum grau de insegurança alimentar, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

São famílias que até conseguem acessar comida, mas muitas vezes não conseguem comprar alimentos frescos, como frutas, legumes e verduras.

Uma das soluções para mitigar os dois problemas são os bancos de alimentos. Neles, excedentes da produção e sobras do varejo são distribuídos a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Desde 2023, o governo investiu R$ 25 milhões na modernização desses bancos, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

Esses bancos podem ser criados por empresas privadas, pela sociedade civil organizada ou por governos estaduais. Já o governo federal fica responsável por regulamentar o funcionamento deles, explica Patrícia Chaves Gentil, diretora do Departamento de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável do ministério.

Os bancos podem dar suporte a projetos como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e a entidades sociais, como cozinhas solidárias.

Segundo o Pacto Contra a Fome, apenas 1% das pessoas em situação de insegurança alimentar recebem alimentos redistribuídos.

“Isso não resolve a fome, mas é uma ferramenta muito importante de alívio emergencial de uma crise que nós vivemos todos os dias, de as pessoas não terem o que comer”, afirma Maria Siqueira, cofundadora e diretora-executiva do Pacto Contra a Fome.

O g1 visitou dois bancos de alimentos e acompanhou o dia a dia de trabalho deles: o Instituto de Solidariedade para Programas de Alimentação (ISA), de Campinas (SP), e o Sesc Mesa Brasil, que atua em todo o país e é o maior banco de alimentos privado da América Latina. (Confira no vídeo acima).

Tanto o ISA quanto o Sesc Mesa Brasil fazem parcerias com comerciantes. O primeiro funciona dentro da Ceasa de Campinas e é mantido pelos permissionários. Já o segundo faz também coleta em supermercados e até mesmo em lavouras.

Em ambos os casos, os produtos passam por uma triagem antes da redistribuição, para garantir que apenas produtos de qualidade cheguem às ONGs. Além de distribuir alimentos, as instituições também oferecem cursos profissionalizantes em parceria com outras organizações.

No caso do ISA, os alimentos que não servem para consumo humano, mas ainda não estão estragados, são doados para pequenas propriedades rurais alimentarem seus animais.

Tudo aquilo que é descartado ao longo da produção, da lavoura ao comércio, é chamado de perda. Além do desperdício de alimentos, isso também gera prejuízo financeiro para os produtores.

As perdas podem ser evitadas com técnicas adequadas. É o caso do produtor Emílio Cesar Favero, sócio e diretor da Alfacitrus, que cultiva cítricos como laranja, limão e tangerina. O g1 visitou a fazenda dele em Santa Maria da Serra (SP) e a indústria em Engenheiro Coelho (SP). (Veja no vídeo acima).

Uma das técnicas usadas é a colheita manual com monitoramento para identificar o momento certo da retirada das frutas. Assim, é possível evitar que elas estraguem no pé. A colheita manual também previne danos às frutas e ajuda a aumentar sua durabilidade.

Além disso, os produtos são transportados em caixas plásticas, que oferecem menos risco de contaminação do que as de madeira.

Na indústria, a estratégia é aproveitar o máximo possível das frutas. As que atendem ao padrão para venda in natura são higienizadas e recebem uma camada de cera para aumentar a durabilidade.

Já as que não têm o tamanho ideal ou apresentam manchas, mas estão em perfeitas condições de consumo, são enviadas para o preparo de suco.

As frutas estragadas vão para a compostagem e depois retornam à lavoura como adubo. Essa triagem é feita em diversas etapas, com análise humana e também por inteligência artificial. O sistema tira cerca de 30 fotos de cada fruta para avaliar suas condições e definir seu destino..

Segundo Favero, os principais fatores que ainda causam perdas são pragas, doenças e problemas climáticos, como geadas e secas. Ele afirma que as pragas exigem manejo constante e que o clima pode surpreender os produtores.

Coordenação editorial: Raphael MartinsEdição e finalização de vídeos: Cadu LandoNarração: Vivian SouzaReportagem: Vivian SouzaProdução: Vivian SouzaRoteiro: Vivian SouzaCoordenação de vídeo: Tatiana Caldas e Mariana MendicelliCoordenação de arte: Julio DubiellaIlustração e infografia: Bruna AzevedoFotografia: Cadu Lando e Kaique MattosMotion Design: Thalita Ferraz

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