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Jovens ficam menos tempo no emprego e geração ‘nem-nem’ avança; entenda o que está por trás

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 10:49

Trabalho e Carreira Jovens ficam menos tempo no emprego e geração 'nem-nem' avança; entenda o que está por trás Indicadores do MTE revelam instabilidade na trajetória dos jovens e crescimento do grupo fora do trabalho e dos estudos Por Rafaela Zem — São Paulo

Ceará tem cerca de 605 mil jovens “nem-nem”, que não trabalham nem estudam, segundo IBGE. — Foto: Natinho Rodrigues/Sistema Verdes Mares

Os jovens trocam mais de emprego e permanecem menos tempo nas vagas formais do que trabalhadores de outras faixas etárias.

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que, entre adolescentes de 14 a 17 anos que estão ocupados, 52% ficam menos de um ano no mesmo emprego, o que evidencia uma entrada precoce no mercado marcada por alta rotatividade.

O levantamento indica que o desafio não se resume a conseguir uma primeira oportunidade, mas também a transformar essa inserção em uma trajetória profissional mais estável e de desenvolvimento.

Antes mesmo da entrada no mercado, há outro ponto de atenção: uma parcela significativa dos jovens não está nem trabalhando nem estudando. São os chamados “nem-nem”, que não estudam nem trabalham.

Segundo o MTE, esse grupo ainda representa uma fatia relevante da população jovem, o que evidencia dificuldades simultâneas de acesso à educação e ao mercado de trabalho.

Os dados também mostram diferenças em relação a outras faixas etárias, indicando que os jovens enfrentam mais instabilidade na transição entre formação e ocupação profissional.

Entre os fatores que ajudam a explicar esse quadro estão a falta de experiência, a concentração em ocupações mais vulneráveis e a maior presença em contratos temporários ou funções de menor qualificação.

O levantamento aponta ainda variações entre setores, níveis de escolaridade e regiões do país, mostrando que essas dificuldades se distribuem de forma desigual entre os jovens.

O cenário revela dois movimentos simultâneos: parte da juventude não consegue acessar oportunidades de trabalho ou estudo, enquanto outra entra no mercado, mas encontra dificuldade para se manter nele.

Segundo o MTE, o enfrentamento desse problema exige ações em diferentes frentes da trajetória profissional. Programas de aprendizagem e incentivo ao primeiro emprego ajudam na entrada, enquanto iniciativas de qualificação e desenvolvimento profissional contribuem para reduzir a saída precoce das empresas.

A alta rotatividade entre os jovens também ajuda a revelar uma mudança mais profunda no comportamento das novas gerações em relação ao trabalho. O g1 já mostrou esse fenômeno em reportagens anteriores.

Aurélio Santana e Raphaella Abrahão têm algo em comum: passaram por seis empresas ao longo da vida — mas em momentos completamente diferentes da carreira e sob lógicas opostas de mercado.

Hoje aposentado, o economista representa a geração baby boomer (nascidos entre 1946 e 1964). Ele construiu praticamente toda a trajetória profissional em uma única instituição: foram 43 anos na Anfavea.

Já Raphaella, formada em relações públicas e representante da geração Z (nascidos entre 1997 e 2012), vive uma experiência bastante distinta. Nos últimos seis anos, mudou de emprego seis vezes.

A comparação entre os dois expõe uma transformação estrutural no conceito de carreira. Enquanto gerações anteriores associavam sucesso à estabilidade e permanência, entre os mais jovens ganham força outros critérios, como aprendizado constante, flexibilidade e propósito.

“Estabilidade nunca foi meu objetivo. Meu foco é estar em lugares onde eu aprenda e me desenvolva”, diz Raphaella, que resume uma mentalidade cada vez mais presente entre jovens profissionais.

Do outro lado, a lógica é mais linear. Aurélio resume sua visão de sucesso de forma diferente: “O importante é chegar ao fim da carreira com conforto financeiro, saúde e poder ajudar os filhos. Olhar para trás e saber que você teve uma vida útil, que impulsionou sua família.”

Os dados ajudam a dimensionar essa mudança. No Brasil, jovens de 18 a 24 anos permanecem, em média, cerca de 12 meses no mesmo emprego, segundo levantamento do MTE. Em 2024, a rotatividade dessa faixa etária chegou a 96,2%.

Entre os principais motivos para a saída estão a busca por novas oportunidades, falta de reconhecimento e questões relacionadas ao ambiente de trabalho. Estresse, saúde mental e baixa flexibilidade também aparecem entre os fatores citados.

Esse movimento ganhou até um nome: job hopping, expressão usada para descrever a troca frequente de empregos em curtos períodos. Mais do que instabilidade, especialistas apontam que o fenômeno também pode refletir uma busca ativa por crescimento rápido, alinhamento de valores e experiências mais diversas.

Segundo o sociólogo Ricardo Nunes, as diferenças entre gerações ajudam a explicar esse comportamento. Enquanto baby boomers e parte da geração X foram moldados em um contexto de maior estabilidade e promessa de carreira linear, os jovens de hoje entram no mercado sob condições mais instáveis e com menos garantias.

Nesse cenário, a permanência longa em uma única empresa deixa de ser regra e passa a ser uma entre várias possibilidades — em um mercado que exige mais adaptação do que fidelidade.

Para as empresas, o desafio é acompanhar essa mudança e repensar estratégias de atração e retenção de talentos em um ambiente onde as trajetórias profissionais se tornaram mais rápidas, fragmentadas e diversas.

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Apple aumenta preços de MacBooks e iPads após disparada no custo de memória

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 10:49

Tecnologia Apple aumenta preços de MacBooks e iPads após disparada no custo de memória Empresa eleva preços de iPads e MacBooks diante da escalada dos custos de memória, pressionados pelo boom da inteligência artificial. Por Reuters

MacBook Neo exibido em evento da Apple em Nova York nesta quarta (04) — Foto: Shannon Stapleton/Reuters

A Apple aumentou nesta quinta-feira (25) os preços de iPads e MacBooks, afirmando que não consegue mais absorver a forte alta nos custos dos chips de memória e armazenamento, impulsionada pela expansão dos data centers voltados à inteligência artificial.

A medida não afeta o iPhone, principal fonte de receita da empresa. No entanto, eleva o preço inicial do MacBook Neo, seu notebook mais barato, voltado para competir com laptops acessíveis com Windows e Chromebooks, de US$ 599 (cerca de R$ 3.115) para US$ 699 (cerca de R$ 3.635), apenas alguns meses após o lançamento.

O reajuste mostra que nem mesmo a empresa de eletrônicos de consumo mais valiosa do mundo — conhecida por sua cadeia de suprimentos altamente eficiente — conseguiu escapar da disparada nos preços da memória, que já prejudica as perspectivas de vendas de smartphones e computadores.

Fabricantes de memória, como a Micron, têm priorizado nos últimos meses os pedidos de empresas de chips para IA, como a Nvidia. A estratégia garantiu lucros recordes ao setor, mas reduziu a oferta para fabricantes de eletrônicos, que passaram a repassar parte dos custos aos consumidores.

"Nunca vimos um aumento no preço de um componente tão grande e tão rápido", afirmou a Apple em comunicado. "Até agora conseguimos absorver esses custos, mas chegamos a um ponto em que precisamos começar a reajustar os preços de diversos produtos, incluindo os iPads e Macs anunciados hoje."

O MacBook Air com 512 GB de armazenamento passou de US$ 1.099 (cerca de R$ 5.715) para US$ 1.299 (cerca de R$ 6.755);O MacBook Pro com 1 TB passou de US$ 1.699 (cerca de R$ 8.835) para US$ 1.999 (cerca de R$ 10.395);O iPad Air com 128 GB subiu de US$ 599 (cerca de R$ 3.115) para US$ 749 (cerca de R$ 3.895), entre outros reajustes.

A Apple também aumentou os preços das duas versões do alto-falante inteligente HomePod e do dispositivo de streaming Apple TV, embora não tenha informado os novos valores.

Os novos valores já aparecem no site da empresa. Após o anúncio, as ações da empresa caíam 0,7% nas negociações de pré-abertura da bolsa.

Em abril, a Apple já havia informado que seus estoques existentes ajudaram a manter a margem de lucro acima das expectativas do mercado, mas alertou que o aumento dos custos da memória começaria a impactar os resultados a partir do fim de junho.

"Esperamos custos significativamente mais altos com memória", afirmou o CEO Tim Cook durante conferência com analistas no fim de abril.

"Embora não façamos previsões além do trimestre encerrado em junho, posso dizer que acreditamos que os custos de memória terão um impacto cada vez maior sobre nossos negócios", acrescentou.

A Apple não detalhou quais outras medidas, além do aumento de preços, está adotando para lidar com a alta dos custos de memória. A empresa afirmou apenas que "sabe que essa não é uma notícia bem-vinda" e que trabalha para encontrar soluções.

Os preços da DRAM (memória dinâmica de acesso aleatório), utilizada em praticamente todos os dispositivos eletrônicos modernos, subiram até 98% no primeiro trimestre de 2026 e devem avançar mais 58% a 63% no trimestre atual, segundo a consultoria TrendForce.

O fenômeno, apelidado por alguns especialistas de "RAMageddon", é resultado do boom na construção de data centers para inteligência artificial. Empresas como a Nvidia firmaram contratos de longo prazo com fabricantes de memória, que correm para ampliar sua capacidade de produção.

Na quarta-feira (24), a Micron informou ter fechado US$ 22 bilhões (R$ 114,4 bilhões) em compromissos de longo prazo com clientes interessados em garantir o fornecimento desses componentes.

Os custos mais elevados devem pressionar as vendas de dispositivos neste ano. A consultoria IDC estima que o mercado de smartphones registrará sua maior queda anual da história, de quase 14%, enquanto o mercado de PCs deverá encolher 11,3%.

"O cenário para a memória é difícil e continuará estruturalmente desafiador no futuro próximo", afirmou Ben Bajarin, CEO da consultoria Creative Strategies. "Já havia sinais de que a Apple precisaria aumentar os preços. E, se uma empresa com uma cadeia de suprimentos tão eficiente quanto a da Apple precisou fazer isso, há preocupação de que o restante da indústria tenha de elevar os preços ainda mais."

Um dos poucos destaques positivos vinha sendo justamente o MacBook Neo, lançado em março. O modelo ajudou a impulsionar as projeções de vendas da Apple para o trimestre encerrado em junho e levou analistas a revisar para cima suas estimativas para o mercado de computadores.

Com o reajuste, o MacBook Neo passou a custar US$ 699 (cerca de R$ 3.656) e perdeu a vantagem de US$ 100 que tinha sobre o Dell XPS 13, lançado no mês passado também por US$ 699 (cerca de R$ 3.656) para competir diretamente com o notebook da Apple. Além disso, o Neo passa a custar mais do que alguns Chromebooks vendidos por Lenovo e Asus.

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Fraude nas Americanas: PF mira acionistas bilionários e executivos de bancos na 2ª fase da operação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 10:49

Política Blog da Camila Bomfim Fraude nas Americanas: PF mira acionistas bilionários e executivos de bancos na 2ª fase da operação Operação Disclosure apura participação de sócios e representantes de instituições financeiras no esquema que pode ter causado prejuízo de até R$ 54 bilhões. Reportagem tenta contato com as defesas. Americanas informou que não foi alvo de buscas. Por Camila Bomfim, Mahomed Saigg, g1 e GloboNews — Brasília

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (25) a 2ª fase da Operação Disclosure. A ação mira acionistas de referência da Americanas e executivos de bancos.

Agentes cumprem 9 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. A Justiça determinou o bloqueio de bens de até R$ 54 bilhões.

Entre os alvos estão Carlos Alberto da Veiga Sicupira e Paulo Alberto Lemann. Também são alvos executivos de Itaú, Bradesco e Santander.

A investigação aponta fraudes contábeis para inflar artificialmente resultados e ocultar dívidas. Há indícios de manipulação de mercado e associação criminosa.

Revelada em janeiro de 2023, a fraude pode chegar a R$ 54 bilhões. Em março de 2025, o Ministério Público Federal denunciou 13 ex-executivos e ex-funcionários.

A Polícia Federal (PF) incluiu acionistas de referência da Americanas e executivos de grandes bancos entre os alvos de busca e apreensão da 2ª fase da Operação Disclosure, deflagrada nesta quinta-feira (25), com apoio do Ministério Público Federal (MPF).

os acionistas de referência Carlos Alberto da Veiga Sicupira e Paulo Alberto Lemann; além de Eduardo Saggioro Garcia, apontado como operador direto dos sócios.

Também são alvo da operação executivos ligados a instituições financeiras que mantinham relação com a companhia, segundo as investigações. São eles:

José de Castro Araújo Rudge Júnior e Gustavo Balassiano, executivos do Itaú Unibanco; Carlos Henrique Villela Pedras, do Bradesco; e André Juaçaba de Almeida e Alexandre Lian Abdo, do Santander.

Paulo Alberto Lemann, acionista da Americanas e um dos alvos, é filho de Jorge Paulo Lemann, economista e empresário que não é alvo da operação desta quinta.

Até a última atualização desta reportagem, as defesas ainda não se manifestaram. A reportagem tenta contato com os advogados.

Já a Americanas informou que não foi alvo de operação nesta quinta. Em nota, a companhia disse que a ação se refere às fraudes contábeis reveladas em 2023.

“A Americanas informa que não foi alvo de mandados de busca nesta manhã e que a Operação Disclosure realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal se refere à fraude revelada em 2023. A Companhia seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos”, afirmou.

A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 54 bilhões.

Desta vez, a força-tarefa busca esclarecer se esses integrantes tiveram algum nível de participação ou conhecimento do esquema de fraude contábil que levou à crise da varejista.

Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, a investigação aponta que ex-executivos da Americanas montaram um esquema para inflar artificialmente os resultados financeiros da empresa, ocultando dívidas e manipulando balanços para melhorar a percepção do mercado.

De acordo com os investigadores, haveria indícios de que parte dos envolvidos tinha conhecimento prévio das irregularidades, que se estenderiam por vários anos.

“Os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, informou a PF.

“As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa”, acrescentou.

A fraude contábil da Americanas veio à tona em 11 de janeiro de 2023, quando a empresa revelou inconsistências iniciais de cerca de R$ 20 bilhões — o que levou a empresa a pedir recuperação judicial.

Em junho de 2024, a Polícia Federal deflagrou a 1ª fase da Operação Disclosure, que teve como foco ex-executivos da companhia.

O ex-CEO Miguel Gutierrez chegou a ser preso na Espanha após ter o nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), mas teve a prisão revogada meses depois.

Em março de 2025, o Ministério Público Federal denunciou 13 ex-executivos e ex-funcionários, acusados de integrar uma estrutura organizada para manipular resultados financeiros, enganar investidores e ocultar a real situação patrimonial da empresa.

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Mais vagas, salários menores: seis dos 10 setores que mais empregam pagam abaixo da média nacional

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 10:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2050,03%Dólar TurismoR$ 5,4140,09%Euro ComercialR$ 5,9150,13%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa171.629 pts0,66%MoedasDólar ComercialR$ 5,2050,03%Dólar TurismoR$ 5,4140,09%Euro ComercialR$ 5,9150,13%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa171.629 pts0,66%MoedasDólar ComercialR$ 5,2050,03%Dólar TurismoR$ 5,4140,09%Euro ComercialR$ 5,9150,13%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa171.629 pts0,66%Oferecido por

PIB – Movimentação intensa de consumidores na região de comércio popular da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo. — Foto: WAGNER VILAS/ESTADÃO CONTEÚDO

Parte dos setores que mais empregam no Brasil também está entre os que pagam os menores salários médios, segundo o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento analisou 20 atividades com base em dados de 2024. Os 10 setores que mais empregam no Brasil concentram mais de 48,9 milhões de trabalhadores assalariados — mais de 90% do total do país.

O setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, por exemplo, concentra quase 10 milhões de trabalhadores assalariados (18,2% do total) e é o maior empregador do país, mas paga uma média de R$ 2.797,83 por mês — o quarto menor valor entre as atividades analisadas.

Outro destaque é o segmento de atividades administrativas e serviços complementares, que reúne mais de 5,7 milhões de assalariados (10,6% do total) e paga uma média mensal de R$ 2.392,97 — acima apenas do setor de alojamento e alimentação, que paga, em média, R$ 2.080,17.

Na outra ponta, setores que concentram menos de 3% dos trabalhadores apresentam os maiores salários médios.

O principal destaque é o de organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, que representa cerca de 0,1% dos assalariados e paga em média R$ 9.678,61 — quatro vezes mais do que o salário pago pelo segmento de alojamento e alimentação.

O segmento de eletricidade e gás, por sua vez, concentra cerca de 0,25% dos assalariados e paga, em média, R$ 8.539,07 por mês. Em seguida aparece o setor de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com cerca de 1,3 milhão de trabalhadores e salário médio de R$ 8.430,55.

O levantamento do IBGE mostrou ainda que havia cerca de 10,6 milhões de empresas e outras organizações formais ativas no país em 2024, um aumento de 5,8% em relação ao ano anterior.

Essas organizações empregaram cerca de 68 milhões de pessoas no ano, sendo 54 milhões assalariadas.

🔎 O número de ocupados reúne todos os trabalhadores, incluindo donos de negócios. Já o total de assalariados considera apenas quem tem emprego formal e recebe salário.

Do total de empresas do país, 93% (9,9 milhões) são de pequeno porte, com até nove funcionários. Esse segmento também foi responsável por grande parte do crescimento no número de empresas, com alta de 6,1% no período.

O relatório mostra que trabalhadores com nível superior, embora representem apenas 23,6% dos assalariados, recebem em média cerca de R$ 5 mil a mais que aqueles com formação até o ensino médio.

Enquanto trabalhadores com ensino superior ganhavam, em média, R$ 7.776,59, os que tinham formação até o ensino médio recebiam cerca de R$ 2.742,41.

🔎 Isso significa que, na prática, trabalhadores com ensino superior ganham quase três vezes mais do que aqueles sem graduação.

Já na análise por gênero, os homens receberam, em média, salários 16,6% maiores que os das mulheres em 2024. Segundo o relatório, enquanto o salário médio deles ficou em R$ 4.206 em 2024, o valor recebido por elas foi de R$ 3.608,04.

Além de receberem salários maiores, os homens também representavam a maior parte do pessoal ocupado assalariado, com 29,3 milhões de pessoas.

As diferenças de renda também aparecem quando se observa a distribuição regional. O Distrito Federal é a unidade federativa com o maior salário médio mensal, de R$ 6.845,13.

O valor é cerca de R$ 2,3 mil maior do que o salário médio do Rio de Janeiro, que aparece em segundo lugar no ranking das maiores remunerações, com média de R$ 4.501,35.

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Quem paga mais no Brasil? Veja o salário médio no seu estado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 10:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2050,03%Dólar TurismoR$ 5,4140,09%Euro ComercialR$ 5,9150,13%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa171.629 pts0,66%MoedasDólar ComercialR$ 5,2050,03%Dólar TurismoR$ 5,4140,09%Euro ComercialR$ 5,9150,13%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa171.629 pts0,66%MoedasDólar ComercialR$ 5,2050,03%Dólar TurismoR$ 5,4140,09%Euro ComercialR$ 5,9150,13%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa171.629 pts0,66%Oferecido por

Distrito Federal é a unidade federativa com a maior média salarial do Brasil. — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O Distrito Federal é a unidade federativa com a maior média salarial do Brasil, indicou o o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, o DF paga uma média de R$ 6.845,13 — cerca de R$ 2,9 mil a mais do que a média nacional, de R$ 3.932,45 e R$ 2,3 mil a mais do que o salário médio do Rio de Janeiro, que aparece em segundo lugar no ranking das maiores remunerações, com média de R$ 4.501,35. São Paulo aparece em terceiro lugar, com salário médio de R$ 4.423,04.

Parte dos setores que mais empregam no Brasil também está entre os que pagam os menores salários médios, segundo o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento analisou 20 atividades com base em dados de 2024. Os 10 setores que mais empregam no Brasil concentram mais de 48,9 milhões de trabalhadores assalariados — mais de 90% do total do país.

O setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, por exemplo, concentra quase 10 milhões de trabalhadores assalariados (18,2% do total) e é o maior empregador do país, mas paga uma média de R$ 2.797,83 por mês — o quarto menor valor entre as atividades analisadas.

Outro destaque é o segmento de atividades administrativas e serviços complementares, que reúne mais de 5,7 milhões de assalariados (10,6% do total) e paga uma média mensal de R$ 2.392,97 — acima apenas do setor de alojamento e alimentação, que paga, em média, R$ 2.080,17.

Na outra ponta, setores que concentram menos de 3% dos trabalhadores apresentam os maiores salários médios.

O principal destaque é o de organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, que representa cerca de 0,1% dos assalariados e paga em média R$ 9.678,61 — quatro vezes mais do que o salário pago pelo segmento de alojamento e alimentação.

O segmento de eletricidade e gás, por sua vez, concentra cerca de 0,25% dos assalariados e paga, em média, R$ 8.539,07 por mês. Em seguida aparece o setor de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com cerca de 1,3 milhão de trabalhadores e salário médio de R$ 8.430,55.

O levantamento do IBGE mostrou ainda que havia cerca de 10,6 milhões de empresas e outras organizações formais ativas no país em 2024, um aumento de 5,8% em relação ao ano anterior.

Essas organizações empregaram cerca de 68 milhões de pessoas no ano, sendo 54 milhões assalariadas.

🔎 O número de ocupados reúne todos os trabalhadores, incluindo donos de negócios. Já o total de assalariados considera apenas quem tem emprego formal e recebe salário.

Do total de empresas do país, 93% (9,9 milhões) são de pequeno porte, com até nove funcionários. Esse segmento também foi responsável por grande parte do crescimento no número de empresas, com alta de 6,1% no período.

O relatório mostra que trabalhadores com nível superior, embora representem apenas 23,6% dos assalariados, recebem em média cerca de R$ 5 mil a mais que aqueles com formação até o ensino médio.

Enquanto trabalhadores com ensino superior ganhavam, em média, R$ 7.776,59, os que tinham formação até o ensino médio recebiam cerca de R$ 2.742,41.

🔎 Isso significa que, na prática, trabalhadores com ensino superior ganham quase três vezes mais do que aqueles sem graduação.

Já na análise por gênero, os homens receberam, em média, salários 16,6% maiores que os das mulheres em 2024. Segundo o relatório, enquanto o salário médio deles ficou em R$ 4.206 em 2024, o valor recebido por elas foi de R$ 3.608,04.

Além de receberem salários maiores, os homens também representavam a maior parte do pessoal ocupado assalariado, com 29,3 milhões de pessoas.

Há 17 minutos Política SADI: aliados de Flávio veem tentativa de Michelle de comandar bolsonarismoHá 17 minutos’Humilhada’, ‘dia de jogo’ e, por fim, desculpa: a crise entre Michelle e Flávio

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IPCA-15 sobe 0,62% em maio, puxado por alimentos e conta de luz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%Oferecido por

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,62% em maio, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,64%.

Apesar da desaceleração em relação a abril, quando o índice havia avançado 0,89%, o resultado de maio veio acima das expectativas do mercado. Economistas esperavam alta de 0,57% no mês e inflação acumulada de 4,59% em 12 meses. Em maio de 2025, o IPCA-15 foi de 0,36%.

🎯 Com isso, o indicador segue acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2026, a meta central é de 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, o sistema passou a operar em modelo contínuo, no qual o cumprimento da meta é acompanhado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Alimentação, habitação e saúde concentraram as maiores pressões sobre a inflação em maio.

Alimentação e bebidas subiu 1,38% e teve o maior impacto no resultado do mês. Na sequência, aparecem habitação, com alta de 1,03%, e saúde e cuidados pessoais, que avançou 1,05%. Já os demais grupos variaram entre queda de 0,33% em transportes e alta de 0,50% em despesas pessoais.

Alimentação e bebidas: 1,38%Habitação: 1,03%Artigos de residência: 0,21%Vestuário: 0,36%Transportes: -0,33%Saúde e cuidados pessoais: 1,05%Despesas pessoais: 0,50%Educação: 0,01%Comunicação: 0,34%

No grupo alimentação e bebidas, que subiu 1,38% em maio, a maior pressão continuou vindo dos alimentos consumidos em casa, embora o ritmo de alta tenha desacelerado levemente, passando de 1,77% em abril para 1,73% em maio.

Para Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, a alimentação foi um dos principais fatores de surpresa no IPCA-15 de maio. Segundo ele, a alta ficou acima da projeção da casa, de 1,47%.

“As surpresas em alimentação têm sido recorrentes, e a pressão tem se espalhado por vários itens”, afirmou. O economista destaca que, após um período mais favorável ao longo de 2025, especialmente no segundo semestre, 2026 passou a registrar aumentos disseminados em diferentes categorias.

Entre os itens pressionados, Barbosa cita carnes, panificados, leite e derivados e, principalmente, hortifrúti, grupo que inclui produtos in natura, como alface, tomate e batata.

“Parte disso é sazonal, mas a alimentação no domicílio tem vindo acima da sazonalidade para o período, ou seja, mais forte do que normalmente se observa nesta época do ano”, disse.

Segundo o economista, o movimento ainda reflete questões de oferta e demanda, além de problemas climáticos pontuais que afetam principalmente os hortifrutis. No caso das carnes, ele aponta que o aumento das exportações para a China também contribui para a pressão nos preços no curto prazo.

“Ainda assim, os riscos para alimentação seguem para cima, especialmente no segundo semestre, por conta do El Niño”, afirmou.

O grupo habitação também ganhou força em maio e subiu 1,03%, puxado principalmente pelo aumento da energia elétrica residencial, que avançou 2,16% e teve o maior impacto individual no IPCA-15 do mês.

A pressão veio, sobretudo, da volta da bandeira tarifária amarela, que adiciona cobrança extra na conta de luz. Além disso, algumas capitais tiveram reajustes nas tarifas de energia:

O grupo saúde e cuidados pessoais subiu 1,05% em maio, pressionado principalmente pelos produtos de higiene pessoal, medicamentos e planos de saúde.

🧴 Produtos de higiene pessoal: +1,60%💊 Produtos farmacêuticos: +1,25%🏥 Plano de saúde: +0,50%

No caso dos medicamentos, a alta reflete o reajuste autorizado de até 3,81% nos preços dos remédios, em vigor desde 1º de abril.

Após pressionarem a prévia da inflação em abril, quando avançaram 6,06%, os combustíveis passaram a registrar queda de 1,47% em maio, ajudando a aliviar o índice no período.

O recuo foi puxado pelas baixas no etanol (-2,73%), no óleo diesel (-2,04%) e na gasolina (-1,32%), enquanto o gás veicular teve alta de 2,12%.

A desaceleração acontece em meio às medidas adotadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis diante da disparada do petróleo no mercado internacional, causada pelas tensões no Oriente Médio.

Entre as ações anunciadas estão subsídios temporários para diesel e gasolina, além de benefícios tributários para reduzir o impacto da alta internacional sobre os preços internos.

Já as passagens aéreas voltaram a subir em maio, com avanço de 3,25%, após queda de 14,32% no mês anterior.

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Braskem inicia processo de mediação e pede cautelar para proteção contra credores financeiros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 09:44

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Justiça do Trabalho determina que Braskem pague plano de saúde de químico diagnosticado com leucemia na Bahia — Foto: Divulgação/Braskem

A Braskem comunicou nesta quinta-feira (25) que iniciou processo de mediação perante a Câmara Wind de Mediação e protocolou pedido de Tutela de Urgência Cautelar perante a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital do Estado de São Paulo, em medidas que envolvem apenas os credores financeiros da petroquímica.

"As medidas… foram ajuizadas com o objetivo de preservar um ambiente estável para a continuidade das negociações em andamento exclusivamente com os referidos credores em busca de uma solução consensual, estruturante e ordenada para sua estrutura de capital, alinhada com a posição de liquidez da companhia e as condições da indústria petroquímica global", afirmou, em fato relevante.

No documento, a Braskem afirma ainda que seu conselho de administração também aprovou, caso seja necessário e em momento oportuno, a adoção de eventuais medidas protetivas no exterior.

"A Braskem esclarece e reforça que a Mediação e o PTU (pedido de tutela de urgência cautelar) possuem escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange quaisquer obrigações da companhia com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos."

A Braskem, petroquímica controlada pela Novonor (ex-Odebrecht), está há anos no mercado em busca de um novo comprador. A negociação é considerada estratégica para a empreiteira, que enfrenta um processo de recuperação judicial desde as investigações da Operação Lava Jato.

Em maio, a Novonor recebeu uma proposta não vinculante do fundo de Tanure para aquisição do controle da companhia. A empreiteira detém 50,1% do capital votante da petroquímica.

No entanto, a crise ambiental em Maceió (AL) envolvendo a companhia pode dificultar ainda mais a venda. Em maio de 2019, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), órgão ligado ao governo federal, confirmou que a extração de sal-gema feita pela Braskem provocou a instabilidade no solo.

A atividade provocou o afundamento do solo em diversos bairros e levou à evacuação de cerca de 60 mil pessoas. Em 2023, uma das 35 minas da Braskem ruiu sob a lagoa Mundaú, no Mutange.

Vale lembrar que a Braskem é uma sociedade entre a Novonor e a Petrobras. Em 2019, a Novonor, ainda sob o nome Odebrecht, deu entrada na recuperação judicial com uma dívida total de R$ 98,5 bilhões.

A parceria da petroquímica no México, Braskem Idesa, já havia contratado a Lazard e outros dois escritórios de assessoria para auxiliá-la na avaliação de alternativas financeiras.

A Braskem encerrou o primeiro semestre com uma alavancagem financeira de 10,59 vezes, medida em dólares, acima do nível de quase 8 vezes registrado em março e do múltiplo de 6,79 vezes do final de junho de 2024. Ou seja, a dívida da empresa é mais de 10 vezes maior que o lucro que ela gera.

O presidente da Braskem, Roberto Ramos, fez no início de agosto uma veemente defesa da estratégia de reestruturação da empresa, focada em troca da matéria-prima nafta — classificada como um “ponto de partida” do qual se fabricam muitos produtos químicos e plásticos — por gás e a produção de químicos "verdes", derivados de fontes renováveis como cana-de-açúcar e milho.

Na ocasião, o executivo afirmou que o problema da Braskem "não era tamanho da dívida", citando que a empresa não tem nenhum vencimento de curto prazo.

Ele acrescentou que não era "fã de venda de ativos para amortizar dívida" ao ser questionado sobre rumores na imprensa sobre uma eventual venda de ativos nos Estados Unidos.

A dívida bruta corporativa encerrou o trimestre em cerca de US$ 8,5 bilhões (aproximadamente R$ 45,4 bilhões, na cotação atual), com prazo médio de 9 anos e 68% dos vencimentos a partir de 2030.

Ao final de junho, a posição de caixa (total de dinheiro disponível), excluindo a operação mexicana Braskem Idesa, era de US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 9 bilhões) , sem considerar uma linha de crédito rotativo de US$ 1 bilhão disponível até dezembro de 2026, segundo dados da companhia.

Braskem, petroquímica que fazia exploração de sal-gema em Maceió, foi apontada como causadora das rachaduras em bairros de Maceió — Foto: Divulgação/Braskem

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Receita Federal divulga 1ª lista dos chamados ‘devedores contumazes’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%Oferecido por

A Secretaria da Receita Federal divulgou nesta semana a primeira lista dos chamados devedores contumazes em sua página na internet, ou seja, de contribuintes que deixam de pagar impostos de maneira planejada e recorrente a fim de driblar legislações tributárias.

Essa lista inicial, entretanto, contém apenas duas empresas: Menendez Amerino e Bellavana Indústria, Comércio, Importação, Exportação de Tabacos, do setor fumageiro. O Fisco informou que novas empresas serão agregadas com o passar do tempo.

"Com a publicação, os contribuintes passam a se sujeitar às restrições estabelecidas na Lei Complementar, como o impedimento de fruição de quaisquer benefícios fiscais, de participação em licitações promovidas pela administração pública e de propositura de recuperação judicial. Além disso, haverá a declaração de inaptidão da inscrição no cadastro de contribuintes e o cancelamento dos Selos adquiridos em programas de conformidade", explicou o órgão.

As empresas foram classificadas como devedores contumazes, explicou o órgão, por inadimplência substancial, reiterada e injustificada no recolhimento de tributos, segundo os termos da lei complementar 225, aprovada pelo Congresso Nacional.

"O enquadramento ocorreu ao término do processo administrativo, que assegurou notificação prévia e prazo de 30 dias para regularização ou apresentação de defesa, garantindo o contraditório e a ampla defesa. Os contribuintes que não se regularizaram nem se manifestaram no prazo da LC foram declarados revéis e formalmente considerados devedores contumazes. Os primeiros contribuintes nessa situação são do setor fumageiro", informou o Fisco.

A Receita Federal lembrou que as primeiras notificações a contribuintes caracterizados como possíveis devedores contumazes foi feita em abril, justamente a empresas do setor fumageiro, com 13 empresas notificadas. Eles devem mais de R$ 25 bilhões em tributos.

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Petróleo cai a níveis anteriores à guerra no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 09:44

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Ilustração de bomba de petróleo em frente à bandeira dos Emirados Árabes Unidos — Foto: Reuters

Os preços do petróleo continuam em queda nesta quinta-feira (25), conforme investidores avaliam os desdobramentos do cessar-fogo no Oriente Médio.

A volta do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz, canal por onde passa mais de 20% do comércio global de petróleo, aumentou a perspectiva de um maior equilíbrio entre demanda e oferta no mercado internacional. Com o maior otimismo, os preços da commodity se aproximam dos níveis anteriores à guerra no Oriente Médio.

"Os navios agora transitam pelo Estreito de Ormuz com seus sinais de satélite ligados", o que simboliza um retorno progressivo à normalidade, avalia Ipek Ozkardeskaya, analista da Swissquote.

Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 0,96%, a US$ 73,03. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 0,85%, para US$ 69,74.

Segundo o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, o volume movimentado na região já voltou a patamares próximos aos registrados antes do conflito.

A agência marítima da Organização das Nações Unidas (ONU) começou seu plano de evacuação dos navios e marinheiros que estavam presos no Golfo por causa da guerra, iniciada em fevereiro.

Na véspera, durante participação no Fórum Global de Energia da Reuters, em Nova York, Wright afirmou que cerca de 20 milhões de barris atravessaram o estreito em 24 horas. Segundo ele, a normalização do tráfego foi retardada pela presença de minas iranianas na região, mas o risco de interrupções mais amplas diminuiu.

Dados de navegação também indicaram que três petroleiros que estavam retidos na área deixaram o estreito nesta quarta-feira. Juntas, as embarcações transportam cerca de 5 milhões de barris de petróleo, sendo que duas seguem com destino à Ásia.

Depois de ter ficado bloqueado por muito tempo, "agora temos uma grande quantidade de petróleo chegando de repente ao mercado", considerou Arne Lohmann Rasmussen, da Global Risk Management, "um sinal de superabundância" imediata da oferta, segundo o analista.

O movimento ocorre em meio ao acordo provisório entre Irã e Estados Unidos, que tem permitido a liberação gradual de cargas que permaneciam paradas no Golfo.

Além da melhora no fluxo marítimo, os preços também foram pressionados pelo aumento da produção e das exportações de petróleo em países do Golfo Pérsico.

Os Emirados Árabes Unidos já recuperaram a maior parte dos níveis de produção observados antes do conflito, enquanto Kuwait e Iraque ampliaram os embarques para o mercado internacional.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que 19 milhões de barris de petróleo passaram pelo Estreito de Ormuz em um único dia. Segundo ele, o volume supera os níveis observados antes da guerra, que variavam entre 16 milhões e 18 milhões de barris diários.

Trump também disse que o Irã garantiu aos EUA que não haverá cobrança de pedágio ou qualquer tipo de taxa para passagem de navios comerciais pelo canal — o que também ajuda a diminuir as cotações da commodity.

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Recebeu um dinheiro extra? Veja quando vale mais amortizar o financiamento ou investir

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 02:49

g1 explica Recebeu um dinheiro extra? Veja quando vale mais amortizar o financiamento ou investir No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Quem recebe um dinheiro extra pode ficar em dúvida entre amortizar o financiamento da casa ou investir o valor. A decisão depende do custo de oportunidade, ou seja, de qual das opções oferece o maior benefício financeiro.

A comparação deve levar em conta os juros do financiamento, a rentabilidade do investimento, além dos impostos, da inflação e dos riscos. Se o rendimento líquido do investimento superar o custo da dívida, investir pode ser a melhor escolha.

Especialistas afirmam que amortizar o financiamento costuma ser mais indicado quando os juros são altos ou a situação financeira está mais apertada. Já investir tende a fazer mais sentido para quem já tem uma reserva de emergência, paga juros baixos e consegue obter uma rentabilidade superior ao custo do financiamento.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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