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Não é só glamour: estudo explica por que metade dos influenciadores já cogitou abandonar carreira
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Não é só glamour: estudo explica por que metade dos influenciadores já cogitou abandonar carreira
Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 16:46
Empreendedorismo Não é só glamour: estudo explica por que metade dos influenciadores já cogitou abandonar carreira Estudo global da Manychat mostra que 51% dos criadores pensaram em desistir diante de exaustão, baixa remuneração, pressão por presença online e falta de reconhecimento profissional. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo
Estudo global da Manychat mostra que 51% dos criadores consideraram abandonar a carreira nos últimos 12 meses.
O dado chama atenção não por falta de público ou de interesse nas redes, mas pelo desgaste provocado por uma rotina intensa, pouco previsível e, muitas vezes, mal remunerada.
É que por trás de vídeos curtos e posts que duram poucos segundos no feed, existe uma carga de trabalho que se aproxima, e em alguns casos ultrapassa, a de empregos tradicionais.
Apesar do crescimento da economia dos criadores, o estigma persiste. Cerca de 31% dos criadores afirmam que as pessoas ainda não veem a criação de conteúdo como um trabalho de verdade.
Quando perguntados sobre a parte mais incompreendida da profissão, as respostas reforçam esse distanciamento entre percepção e realidade. Para 26%, as pessoas acham que é fácil. Para 19%, acreditam que não toma tanto tempo. Já 12% ainda ouvem que “criadores são ricos”.
Para muitos profissionais do ramo, a carreira deixou de ser sinônimo de liberdade e passou a representar exaustão, sobrecarga e pressão constante por presença online.
Um estudo global da Manychat mostra que 51% dos criadores consideraram abandonar a carreira nos últimos 12 meses. O dado chama atenção não por falta de público ou de interesse nas redes, mas pelo desgaste provocado por uma rotina intensa, pouco previsível e, muitas vezes, mal remunerada.
É que por trás de vídeos curtos e posts que duram poucos segundos no feed, existe uma carga de trabalho que se aproxima, e em alguns casos ultrapassa, a de empregos tradicionais. Ainda assim, o reconhecimento profissional não acompanha esse esforço.
O criador precisa estar sempre disponível, mas não pode falhar. Precisa crescer, mas sem perder autenticidade. Precisa monetizar, mas sem parecer comercial demais. Precisa descansar, mas sente que não pode desaparecer.
🚫 Qualquer passo em falso também pode ser motivo para cancelamento — forma de boicote social na qual pessoas ou organizações são excluídas de determinados círculos sociais ou plataformas.
Apesar do crescimento da economia dos criadores, o estigma persiste. Cerca de 31% dos criadores afirmam que as pessoas ainda não veem a criação de conteúdo como um trabalho de verdade.
Outros acreditam que o público acha que tudo se resume a filmar e postar, que não leva tanto tempo ou que todos são ricos.
Quando perguntados sobre a parte mais incompreendida da profissão, as respostas reforçam esse distanciamento entre percepção e realidade. Para 26%, as pessoas acham que é fácil. Para 19%, acreditam que não toma tanto tempo. Já 12% ainda ouvem que “criadores são ricos”.
“Ser um criador de conteúdo é muito mais do que gravar um vídeo ou tirar uma foto para postar nas redes sociais. É necessário desenvolver habilidades técnicas e, acima de tudo, ter um desejo genuíno de servir e impactar positivamente um público específico”, afirma Monty Lans, citado no relatório.
Mesmo assim, o mito continua. E ele tem consequências diretas na forma como esses profissionais se veem e estruturam suas carreiras.
Ainda de acordo com a pesquisa, os criadores usam quase 20 horas por semana apenas com planejamento, gravação e edição de conteúdo. Isso antes mesmo de considerar tarefas administrativas, negociações com marcas, controle financeiro ou outros trabalhos paralelos.
Além disso, responder comentários e mensagens diretas consome de 2 a 3 horas por semana, dependendo do tamanho da audiência. Para 5% dos criadores, a gestão da caixa de entrada já equivale a um trabalho em tempo integral.
O contraste é claro. Enquanto 83% dos usuários dizem não esperar respostas de criadores, muitos profissionais assumem essa carga como uma obrigação, com medo de perder engajamento, oportunidades ou relevância.
Mesmo com uma rotina intensa, poucos criadores se veem como empresas. Apenas 14% afirmam se considerar um negócio. Outros 36% se enxergam como uma marca, enquanto 50% dizem ser apenas uma pessoa que posta conteúdo.
Essa falta de estrutura profissional impacta diretamente a renda. Quase três em cada quatro criadores ganham menos de US$ 10 mil por ano (o equivalente a R$ 53 mil) com conteúdo. Apenas um em cada 10 ultrapassa os US$ 30 mil anuais.
Os pagamentos das plataformas são a principal fonte de receita, representando 39% dos ganhos. Em seguida vêm parcerias com marcas e patrocínios, com 28%. Marketing de afiliados, produtos físicos, assinaturas e cursos digitais aparecem com percentuais bem menores.
O relatório é direto na conclusão: para muitos, o conteúdo ainda funciona como um trabalho paralelo. Para outros, só passa a gerar resultados consistentes quando é tratado como um negócio de verdade, com estratégia, processos e limites claros.
Entre os criadores que pensaram em abandonar a carreira, os motivos apontam para uma combinação de desgaste emocional e frustração profissional:
25% disseram que não estavam crescendo23% afirmaram que não ganhavam dinheiro suficiente17% relataram perda de motivação ou interesse16% disseram que a rotina era demorada demais11% apontaram esgotamento criativo
A situação é ainda mais crítica entre a Geração Z. 55% dos criadores dessa faixa etária cogitaram parar no último ano. Para muitos, a promessa de autonomia deu lugar a uma sensação constante de cobrança e vigilância.
O estudo apontou que uma em cada quatro pessoas relatou sentir-se esgotada, sobrecarregada ou apática após passar tempo nas redes.
Mesmo assim, uma em cada 10 gostaria de fazer uma pausa, mas sente que não pode — seja por trabalho ou pela dificuldade de se desconectar.
Esse ambiente ajuda a explicar por que a pressão por disponibilidade constante pesa tanto sobre quem vive da criação de conteúdo. A carreira depende da presença online, mas essa mesma presença exige tempo.
estudo global da Manychat aponta que 51% dos criadores de conteúdo consideraram abandonar a carreira — Foto: Freepik
Quando perguntados sobre os desafios para 2026, os criadores apontaram a competição com conteúdo gerado por inteligência artificial como a principal preocupação.
Em seguida aparecem a dificuldade de se destacar em feeds saturados, construir comunidades autênticas e garantir parcerias com marcas.
Ao mesmo tempo, a maioria já planeja usar IA para brainstorm de ideias, escrita de legendas, pesquisa e edição. O público, no entanto, demonstra resistência. 41% dizem que não apoiariam um criador que se tornasse 100% IA.
Para explorar a relação entre criadores de conteúdo e suas audiências, a Manychat entrevistou 2.028 pessoas em nível global, sendo 1 mil criadores autodeclarados e 1.028 consumidores diários de redes sociais.
Os criadores foram classificados em quatro grupos conforme o número de seguidores: iniciantes, nano, micro e estabelecidos.
A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de cerca de 2%, com base em respostas autodeclaradas.
A responsabilidade dos influenciadores digitais contribui para um ambiente digital mais saudável e confiável — Foto: freepick
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