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Lula diz que premiê da Itália pediu tempo para aprovar acordo UE-Mercosul
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Lula diz que premiê da Itália pediu tempo para aprovar acordo UE-Mercosul
Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 24/02/2026 00:44
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que telefonou nesta quinta-feira (18) para a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que lhe pediu tempo para convencer os agricultores italianos e viabilizar a aprovação do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.
Segundo Lula, Meloni afirmou não ser contrária ao acordo, mas disse enfrentar um “constrangimento político” devido à pressão dos agricultores italianos.
A declaração ocorre enquanto os governos dos países da UE se reúnem no Conselho Europeu para deliberar sobre a aprovação do texto.
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o país não apoiará o acordo comercial sem novas salvaguardas para seus agricultores.
Já o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, defenderam que o bloco avance no acordo firmado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que telefonou nesta quinta-feira (18) para a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que lhe pediu tempo para convencer os agricultores italianos e viabilizar a aprovação do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.
Segundo Lula, Meloni afirmou não ser contrária ao acordo, mas disse enfrentar um “constrangimento político” devido à pressão dos agricultores italianos.
“Ainda assim, [ela] afirmou estar confiante de que conseguirá convencê-los a aceitar o tratado”, declarou o presidente em entrevista coletiva em Brasília.
"E ela então me pediu, se a gente tiver paciência de uma semana, de dez dias, de no máximo um mês, a Itália estará junto com o acordo. Eu disse para ela que vou colocar o que ela me falou na reunião do Mercosul e vou propor aos companheiros decidir o que querem fazer."
A declaração ocorre enquanto os governos dos países da UE se reúnem no Conselho Europeu para deliberar sobre a aprovação do texto.
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o país não apoiará o acordo comercial sem novas salvaguardas para seus agricultores. Por outro lado, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, defenderam que o bloco avance no acordo firmado.
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o país não apoiará o acordo comercial sem novas salvaguardas para seus agricultores. Já o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, defenderam que o bloco avance no acordo firmado.
🔍 O acordo comercial tem como objetivo reduzir ou eliminar tarifas de importação e exportação entre os dois blocos. Se a proposta for aprovada pelo Conselho Europeu, a assinatura do texto final está prevista para sábado (20), em Foz do Iguaçu, durante a cúpula de chefes de Estado do Mercosul.
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Lula durante entrevista no Palácio no Planalto em 18 de dezembro de 2025 — Foto: Adriano Machado/Reuters
Agricultores europeus — sobretudo os franceses — veem o acordo com o Mercosul como um risco, por considerar que produtores da América Latina seguem regras ambientais menos rigorosas.
A França obteve da Comissão Europeia garantias de salvaguardas para os setores mais sensíveis. Para os produtores, porém, essas barreiras são insuficientes.
Nesta terça-feira (16), o Parlamento Europeu aprovou uma série de medidas de proteção e criou um mecanismo para monitorar o impacto do acordo em produtos sensíveis, como carne bovina, aves e açúcar.
Os trechos abrem espaço para a aplicação de tarifas caso haja desestabilização do mercado no bloco.
Os eurodeputados querem que a Comissão Europeia intervenha se o preço de um produto latino-americano ficar ao menos 5% abaixo do valor da mesma mercadoria na UE e se o volume de importações isentas de tarifas aumentar mais de 5%.
Apesar das salvaguardas, a França deve manter a oposição. Paris pediu o adiamento da assinatura do acordo, que a União Europeia pretende concluir no sábado (20), no Brasil.
👉 Entre agricultores franceses, o acordo com o Mercosul é amplamente visto como uma ameaça, diante do receio de concorrência com produtos latino-americanos mais baratos e produzidos sob padrões ambientais distintos dos europeus.
Resta saber se a Itália, que apresentou sinais contraditórios nos últimos meses, se alinhará à Comissão ou à posição francesa.
Se o acordo avançar no Conselho, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deve viajar ao Brasil no fim desta semana para ratificá-lo. O tratado foi concluído há um ano, após mais de duas décadas de negociações com o bloco formado por Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.
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