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Discussão ‘complexa’ sobre desconto a aposentados da Petrobras paira sobre greve dos petroleiros

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 24/02/2026 00:44

Economia Negócios Discussão 'complexa' sobre desconto a aposentados da Petrobras paira sobre greve dos petroleiros Além do impasse sobre o desconto em folha, sindicatos pressionam por mudanças no acordo coletivo da Petrobras, que propôs 0,5% de ganho real, ante os 3% reivindicados pelos petroleiros, além de outras pautas da categoria. Por Reuters

Sindicatos de trabalhadores da Petrobras querem há anos reduzir ou eliminar descontos extras nas folhas e colocaram o tema como central no movimento.

A tentativa de resolver de uma vez por todas a situação, mesmo às vésperas do final do ano por meio da greve, deve-se a temores relacionados ao processo eleitoral em 2026, que poderia atrapalhar os avanços obtidos até agora nas negociações do tema.

Os valores totais envolvidos não são divulgados oficialmente pelos sindicalistas ou pela empresa, mas há indicações de que podem ser bilionários.

A administração da Petrobras está buscando alternativas, juntamente com sindicatos e o fundo de pensão Petros, mas as discussões se arrastam considerando as dezenas de milhares de pessoas que sofrem descontos na folha desde 2018.

Uma disputa que envolve cerca de 50 mil aposentados e pensionistas da Petrobras sobre descontos de até 20% na folha de pagamento paira sobre a greve dos petroleiros da estatal que completa uma semana nesta segunda-feira (22), sinalizando riscos de alongamento do movimento grevista diante de uma questão "complexa" na pauta de negociações, disseram sindicalistas e executivos da companhia.

Sindicatos de trabalhadores da Petrobras querem há anos reduzir ou eliminar descontos extras nas folhas e colocaram o tema como central no movimento.

Mas a tentativa de resolver de uma vez por todas a situação, mesmo às vésperas do final do ano por meio da greve, deve-se a temores relacionados ao processo eleitoral em 2026, que poderia atrapalhar os avanços obtidos até agora nas negociações do tema.

Os valores totais envolvidos não são divulgados oficialmente pelos sindicalistas ou pela empresa, mas há indicações de que podem ser bilionários.

"Não é uma solução simples, não é uma solução barata… estamos falando de alguns bilhões de reais", afirmou uma fonte da empresa, na condição de anonimato para falar livremente sobre o assunto.

A administração da Petrobras está buscando alternativas, juntamente com sindicatos e o fundo de pensão Petros, mas as discussões se arrastam considerando as dezenas de milhares de pessoas que sofrem descontos na folha desde 2018.

A fonte acrescentou que não seria possível para a Petrobras apresentar uma solução efetiva para os descontos, neste momento, embora tenha admitido que a empresa pode dar aos petroleiros "um sinal do esforço" que vem sendo realizado para resolver a questão.

Paulo César Martin, diretor de seguridade da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne 13 sindicatos, concordou que o tema tem potencial de prolongar a greve.

O temor dos petroleiros, segundo ele, é de que o processo das eleições presidenciais em 2026 jogue por terra os avanços alcançados em negociações com a estatal sobre o tema nos últimos dois anos e meio.

"Quando entrar no período eleitoral, quem está na cadeira não sabe se vai continuar… Começa a ter dificuldade de interlocução com a diretoria, com o governo, se for o caso, então tudo fica mais difícil", afirmou Martin, que também é diretor do Sindipetro Bahia.

Greve dos petroleiros provoca paralisação parcial na Revap, em São José — Foto: Pedro Melo/TV Vanguarda

👉 A greve teve a adesão de todas as plataformas de petróleo próprias da Petrobras em operação nas bacias de Santos e Campos, além de alcançar refinarias, termelétricas, usinas de biodiesel, campos de produção terrestre, unidades de tratamento e compressão de gás, dentre outros pontos, segundo sindicatos.

A Petrobras afirma que tem evitado impacto nas operações e no abastecimento com a atuação de equipes de contingência.

Além da questão do desconto em folha, os sindicatos também pressionam por melhorias na proposta de acordo coletivo de trabalho feita pela Petrobras, que ofereceu 0,5% de ganho real, contra os 3% defendidos pelos petroleiros, além de outras demandas da categoria.

Dentre os principais pontos, os sindicatos demandam que a Petrobras ofereça garantia de que será possível reduzir substancialmente descontos extras nas folhas de pagamentos de aposentados e pensionistas envolvidos nos Planos de Equacionamento do Déficit (PEDs), que ocorrem desde 2018, decorrentes de problemas de gestão dos fundos de décadas atrás.

Atualmente, participantes de dois dos maiores planos da Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros) pagam em torno de 15% a 20% de contribuição extraordinária para os equacionamentos, que contam também com contribuição da Petrobras, seguindo a paridade contributiva.

Ambos os planos reúnem juntos cerca de 52,3 mil participantes, dos quais 49,7 mil são assistidos (aposentados e pensionistas) e 2,5 mil são ativos.

O coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) e diretor da FUP, Sérgio Borges, afirmou que os descontos provocados pelos PEDs impactam principalmente os aposentados e pensionistas da Petrobras "gerando um prejuízo para essas pessoas que dedicaram a vida de trabalho à Petrobras".

Procurada, a Petrobras disse que mantém diálogo aberto com as entidades sindicais sobre os PEDs e que a busca de uma solução para o tema está sendo conduzida por uma comissão multidisciplinar, que inclui entidades representativas dos participantes.

A empresa, porém, não informou se haveria um cálculo de quanto teria de ser desembolsado para resolver o problema.

Já a Petros afirmou que "é sensível ao impacto do equacionamento dos planos PPSP-R e PPSP-NR na vida dos participantes, e trata o assunto com prioridade". Também mencionou que fornece suporte técnico, com assessoramento e apresentação de estudos necessários à comissão que endereça o tema.

No foco da paralisação, os sindicalistas querem que a Petrobras apresente uma carta de compromisso que trará a possibilidade desses funcionários passarem a receber pelo menos 95% do benefício líquido que eles recebiam antes de passarem a valer os descontos.

"A gente queria uma garantia da empresa com relação a esse compromisso porque a gente não sabe o que vai acontecer no ano que vem", disse Martin, da FUP, que também foi conselheiro eleito da Petros por quatro mandatos.

Martin explicou que, para solucionar o problema, a Constituição impede que a Petrobras simplesmente cubra o déficit, cujo valor não foi divulgado pela empresa, sindicatos e Petros.

Dessa forma, a solução encontrada seria a criação de um novo plano, para que os integrantes possam migrar, e a aprovação de um acordo judicial, que encerraria ações dos sindicatos contra a Petrobras relacionadas ao tema e que custearia a migração dos beneficiários.

A proposta de acordo a ser feita pela Petrobras, além de precisar ser aceita pelos sindicalistas, ainda teria de ser aprovada em órgãos de controle.

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Cofundador da Oracle oferece garantia de US$ 40,4 bi em oferta da Paramount à Warner

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 24/02/2026 00:44

Economia Negócios Cofundador da Oracle oferece garantia de US$ 40,4 bi em oferta da Paramount à Warner A garantia tem como objetivo afastar as dúvidas do conselho da Warner sobre a segurança do financiamento do negócio e a falta, até então, de um comprometimento mais amplo da família de Larry Ellison. Por Redação g1 — São Paulo

O cofundador da Oracle, Larry Ellison, decidiu entrar pessoalmente na disputa pela Warner Bros. Discovery.

Ele vai oferecer uma garantia individual de US$ 40,4 bilhões em financiamento via ações para sustentar a proposta de compra de US$ 108,4 bilhões, integralmente em dinheiro, apresentada pela Paramount.

A informação consta em um documento regulatório divulgado nesta segunda-feira (22). E, na prática, a garantia funciona como um compromisso formal de Ellison de cobrir eventuais falhas no financiamento do negócio.

Isso porque, ao usar seu próprio patrimônio como respaldo, o empresário busca dar mais segurança à operação e afastar o risco de que a compra fique sem recursos suficientes para ser concluída.

Esses pontos vinham pesando contra a oferta e ajudaram a fortalecer a preferência da empresa por uma alternativa apresentada pela Netflix.

O cofundador da Oracle, Larry Ellison, decidiu entrar pessoalmente na disputa pela Warner Bros. Discovery.

Ele vai oferecer uma garantia individual de US$ 40,4 bilhões em financiamento via ações para sustentar a proposta de compra de US$ 108,4 bilhões, integralmente em dinheiro, apresentada pela Paramount Skydance.

A informação consta em um documento regulatório divulgado nesta segunda-feira (22). E, na prática, a garantia funciona como um compromisso formal de Ellison de cobrir eventuais falhas no financiamento do negócio.

Isso porque, ao usar seu próprio patrimônio como respaldo, o empresário busca dar mais segurança à operação e afastar o risco de que a compra fique sem recursos suficientes para ser concluída.

👉 O movimento mira diretamente uma das principais preocupações do conselho da Warner: a solidez financeira da proposta da Paramount e a ausência, até então, de um envolvimento mais amplo da família Ellison no negócio. 👉 Larry Ellison, cofundador da Oracle, é peça-chave na disputa pela Warner porque financia a Skydance, ligada à Paramount. Embora não participe da gestão da Paramount, o seu respaldo pessoal fortalece a posição frente à Netflix.

Esses pontos vinham pesando contra a oferta e ajudaram a fortalecer a preferência da empresa por uma alternativa apresentada pela Netflix.

Apesar do reforço no financiamento, a Paramount afirmou que os termos oferecidos aos acionistas da Warner permanecem inalterados.

A proposta segue prevendo o pagamento de US$ 30 por ação, integralmente em dinheiro — valor superior ao oferecido pela Netflix por ação, embora sustentado por uma estrutura financeira mais complexa.

Dias antes da divulgação da garantia de Ellison, o conselho da Warner Bros. Discovery havia recomendado formalmente que seus acionistas rejeitassem a proposta da Paramount.

A diretoria classificou a oferta como inferior à fusão já acordada com a Netflix, reforçando sua preferência pelo acordo com a gigante do streaming.

Na avaliação do conselho, a proposta da Netflix apresenta menos incertezas. O acordo, considerado vinculante, combina pagamento majoritariamente em dinheiro com compromissos de dívida já definidos, sem necessidade de levantar novos recursos no mercado.

Além disso, a diretoria da Warner destacou que a parceria com a Netflix ampliaria o alcance global de seus conteúdos e traria ganhos de longo prazo, tanto para consumidores quanto para a comunidade criativa ligada aos estúdios.

O acordo anunciado pela Netflix avalia a Warner Bros. Discovery em cerca de US$ 82,7 bilhões. Desse total, aproximadamente US$ 72 bilhões seriam pagos diretamente aos acionistas, enquanto o restante corresponde à assunção das dívidas da empresa.

Se concluída, a operação permitiria à Netflix reduzir sua dependência de estúdios externos, fortalecer sua produção própria e acelerar sua expansão para novas frentes de negócio, como games, eventos ao vivo e serviços adicionais ao consumidor.

Outro ponto que chamou atenção no mercado foi o compromisso, incluído na proposta, de manter os lançamentos de filmes da Warner nos cinemas — uma mudança relevante para uma empresa que historicamente prioriza o streaming em detrimento das salas de exibição.

A entrada da Paramount na disputa ocorreu poucos dias após o anúncio do acordo entre Warner e Netflix. A empresa apresentou uma oferta considerada hostil, ao tentar assumir o controle da Warner mesmo diante da recomendação contrária do conselho.

Embora o valor por ação oferecido pela Paramount seja mais alto, o pacote total da transação — que inclui a compra e a assunção das dívidas — chega a US$ 108,4 bilhões, exigindo uma estrutura de financiamento mais robusta.

A garantia pessoal de Larry Ellison surge como uma tentativa de responder a essas preocupações. Pelos termos revisados, o empresário também se comprometeu a não retirar recursos do fundo da família nem transferir seus ativos enquanto a transação estiver em análise, o que busca evitar qualquer fragilidade adicional durante o processo.

A batalha pela Warner Bros. Discovery vai além do valor financeiro. Quem vencer a disputa passará a controlar um dos catálogos mais valiosos de Hollywood, que inclui clássicos do cinema, franquias de sucesso e produções da HBO, além do serviço HBO Max.

Em um mercado cada vez mais competitivo, no qual o conteúdo é o principal diferencial para atrair e reter assinantes, esse acervo representa uma vantagem estratégica relevante na chamada “guerra do streaming”.

Analistas de mercado avaliam que a Paramount ainda enfrenta fragilidades financeiras e tenta, com o reforço no financiamento, evitar ficar fora dessa consolidação do setor.

Embora a garantia de Ellison seja vista como um avanço importante, persistem dúvidas sobre se ela será suficiente para convencer o conselho da Warner a mudar de posição.

Logotipo da Warner Bros. no Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions em Cannes — Foto: REUTERS/Eric Gaillard/Foto de Arquivo

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Como uma campanha publicitária de chinelos para o Ano Novo virou motivo de discussão política no Brasil

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 24/02/2026 00:44

Economia Negócios Como uma campanha publicitária de chinelos para o Ano Novo virou motivo de discussão política no Brasil Comercial fala em não começar o ano com o pé direito, mas com os dois pés. Parlamentares e influenciadores conservadores criticaram a campanha nas redes sociais. A polêmica também se transformou em meme. Por Redação g1 — São Paulo

Campanha da Havaianas, estrelada pela atriz Fernanda Torres, virou alvo de críticas e boicote por apoiadores de direita nas redes sociais.

Na peça publicitária, a atriz afirma que “não quer que você comece 2026 com o pé direito” – expressão popular associada à sorte.

A fala da atriz foi interpretada por políticos e influenciadores alinhados à direita como uma mensagem de cunho político implícito, vista por eles como provocativa e direcionada, em tom de indireta, a esse grupo.

A situação virou meme, e usuários passaram a compartilhar montagens, piadas e comentários sobre o episódio. Fernanda Torres e a Havaianas não responderam aos pedidos de comentário até a publicação desta reportagem.

Comercial das Havaianas com Fernanda Torres gera reação da direita e pedidos de boicote — Foto: Reprodução/Instagram

A propaganda de fim de ano da Havaianas, estrelada pela atriz Fernanda Torres, virou motivo para discussão política nas redes sociais.

Na campanha, a atriz afirma que “não quer que você comece 2026 com o pé direito”, uma expressão popular comumente associada à sorte. Mas a fala da atriz foi interpretada por políticos e influenciadores alinhados à direita como uma mensagem de cunho político implícito, vista por eles como provocativa e direcionada, em tom de indireta, a esse grupo.

“Desculpas, mas eu não quero que você comece 2026 com o pé direito. Não é nada contra a sorte, mas vamos combinar que sorte não depende de você. Depende da sorte. O que eu desejo é que você comece o ano novo com os dois pés. Os dois pés na porta, os dois pés na estrada. Os dois pés na jaca. Os dois pés onde você quiser — vai com tudo. De corpo e alma, da cabeça aos pés. Havaianas, todo mundo usa", disse a atriz no comercial.

O vídeo da campanha foi publicado na quinta-feira (18) na conta de Instagram da Havaianas e, até esta segunda, já havia registrado mais de 6 milhões de visualizações. Ele está apenas na aba Reels e não aparece no feed principal do perfil oficial da Havaianas no Instagram, o que gerou questionamentos entre usuários sobre uma eventual retirada do conteúdo.

Procurada pelo g1, a Alpargatas, dona da Havaianas, afirmou que não irá se manifestar sobre o tema. A assessoria de Fernanda Torres não respondeu até a última atualização desta reportagem.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), por exemplo, publicou no X (antigo Twitter): “Havaianas, nem todo mundo agora vai usar” — fazendo uma alusão ao slogan da marca de sandálias.

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) também se manifestou: “Se as Havaianas não nos querem, nós também não queremos as Havaianas”.

O deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ) também criticou a campanha. “Que vergonha! Em pleno Natal, tempo de união, respeito e reconciliação, a Havaianas escolhe usar o marketing para provocar e dividir, sugerindo ‘não começar o ano com o pé direito’. Isso não é criatividade. É um desserviço à sociedade”, escreveu.

Como costuma acontecer no Brasil, a repercussão rapidamente ganhou tom de humor. Nas redes sociais, a situação virou meme, e usuários passaram a compartilhar montagens, piadas e comentários irônicos sobre o episódio. Confira alguns exemplos abaixo.

Direita convoca boicote às Havaianas após campanha com Fernanda Torres e caso vira meme — Foto: Reprodução/X

Direita convoca boicote às Havaianas após campanha com Fernanda Torres e caso vira meme — Foto: Reprodução/X

Direita convoca boicote às Havaianas após campanha com Fernanda Torres e caso vira meme — Foto: Reprodução/X

Direita convoca boicote às Havaianas após campanha com Fernanda Torres e caso vira meme — Foto: Reprodução/X

Usuária se queixa da propaganda da Havaianas e aponta que vídeo "sumiu" das redes sociais da marca — Foto: Reprodução/X

Militantes conservadores da direita passaram a convocar um boicote à Havaianas nas redes sociais — Foto: Reprodução/X

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Alphabet anuncia compra de desenvolvedora de energia limpa por US$ 4,75 bilhões

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 24/02/2026 00:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A Alphabet, controladora do Google, anunciou nesta segunda-feira (22) a compra da desenvolvedora de energia limpa Intersect por US$ 4,75 bilhões em dinheiro — assumindo também suas dívidas.

A transação ocorre em um momento em que grandes empresas de tecnologia destinam bilhões para ampliar a capacidade de computação e energia necessárias ao avanço da inteligência artificial.

As grandes companhias de tecnologia vêm ampliando os aportes em projetos de energia, enquanto as redes elétricas dos Estados Unidos enfrentam dificuldades para acompanhar a crescente demanda por eletricidade impulsionada pela IA generativa, em meio a uma corrida para explorar o potencial dessa tecnologia em rápida expansão.

Pelo acordo, a controladora do Google assumirá os projetos de energia e data centers da Intersect que estão em fase de desenvolvimento ou construção.

A empresa possui US$ 15 bilhões em ativos, somando projetos já em operação e outros em construção. Até 2028, a expectativa é que os empreendimentos da Intersect, com capacidade de cerca de 10,8 gigawatts, estejam ativos ou em desenvolvimento. Esse volume equivale a mais de 20 vezes a energia gerada pela Usina Hidrelétrica Hoover, no sudoeste dos EUA.

A aquisição reforça a estratégia da Alphabet de ampliar investimentos e parcerias no setor de energia. No início deste mês, a companhia de serviços públicos NextEra anunciou a expansão de sua parceria com o Google Cloud para desenvolver novas fontes de energia voltadas às operações nos EUA.

O Google, em parceria com a TPG Rise Climate, apoiou a Intersect em uma rodada de financiamento de mais de US$ 800 milhões realizada em dezembro passado.

O anúncio também trouxe planos para criar parques industriais destinados a abrigar gigawatts de capacidade de data centers, instalados próximos a novas usinas de energia limpa.

As operações da Intersect continuarão independentes da Alphabet. Os ativos já em funcionamento no Texas e os projetos em operação ou desenvolvimento na Califórnia ficarão fora da aquisição e seguirão como uma empresa autônoma, com o suporte dos investidores atuais, informou a Alphabet.

Entre os projetos no Texas está o Quantum, um sistema de armazenamento de energia limpa em construção ao lado de um complexo de data centers do Google.

A Intersect também pretende adotar novas tecnologias para ampliar e diversificar o fornecimento de energia, enquanto apoia os investimentos do Google em data centers nos Estados Unidos, informou a Alphabet.

Logotipo do Google em uma instalação de pesquisa da empresa em Mountain View, Califórnia. — Foto: Reuters

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