RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Senado aprova acordo entre Mercosul e União Europeia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 19:44

Política Senado aprova acordo entre Mercosul e União Europeia Acordo pode criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. Senado é a última etapa de análise no Brasil para a entrada em vigor do acordo entre os blocos. Por Sara Curcino, Paloma Rodrigues, Marcela Cunha, Vinícius Cassela, TV Globo e g1 — Brasília

O Senado aprovou nesta quarta-feira (4), por unanimidade, o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), que pode criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. O Senado é a última etapa de análise no Brasil para a entrada em vigor do acordo entre os blocos.

🌍O tratado, assinado em 17 de janeiro no Paraguai, prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, que chegam a mais de 90% do comércio total entre os blocos.

Negociado há mais de 25 anos, o tratado prevê a redução gradual de tarifas, regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.

No Senado, a relatoria ficou a cargo da líder do PP, Tereza Cristina (PP-MS), que chamou o acordo de "incomensurável" em função das possibilidades que ele abre em relação a redução de tarifas e desenvolvimento econômico das regiões envolvidas.

“O alcance do Acordo ultrapassa, de forma incomensurável, a redução de tarifas ou o estabelecimento de quotas. Seu potencial realmente transformador reside nas disciplinas voltadas a temas emergentes que estruturam as bases da competitividade contemporânea: investimentos, fluxos financeiros, serviços, meios de pagamento, transferência de tecnologia, acesso a compras governamentais e regras de concorrência, entre outros”, disse Cristina.

O acordo criará uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, ligando os dois blocos em um mercado de mais de 700 milhões de pessoas.

A expectativa é que o acordo comercial passe a integrar melhor os mercados dos dois blocos, reduza tarifas e amplie o fluxo de bens e investimentos entre a América do Sul e a zona do euro

Apesar da investida de legisladores da União Europeia, que impuseram um revés ao acordo comercial ao encaminhá-lo ao Tribunal de Justiça da União Europeia — movimento que pode atrasar a implementação em até dois anos —, a expectativa de diplomatas é que o documento passe a ser aplicado de forma provisória já em março.

"O mundo atual é mais fragmentado, mais cético e mais protecionista. Isso torna o acordo com nossos parceiros europeus ainda mais atual — e ainda mais necessário", afirmou a relatora.

Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), enalteceu o compromisso e a celeridade do Congresso Brasileiro para aprovação da proposta que está em discussão há três décadas.

"O parlamento brasileiro demonstra mais uma vez uma maturidade institucional que nós temos e que a cada movimento como este é a constatação de que o parlamento brasileiro está ao lado dos grandes temas de interessa da sociedade".

Ainda na tarde desta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto que regulamenta a aplicação de medidas chamadas de "salvaguardas bilaterais" , ou seja, são mecanismos de proteção comercial para acordos de livre comércio ou acordos que prevejam alguma preferência tarifária.

A medida pode ser aplicada, por exemplo, ao acordo firmado entre o Mercosul e a União Europeia. As normas não serão exclusivas para a União Europeia e valerão para outros acordos que contenham cláusulas de salvaguarda.

As salvaguardas poderão ser adotadas quando houver aumento significativo das importações em relação à produção nacional ou ao consumo interno, capaz de ameaçar ou causar prejuízo à indústria brasileira.

Na prática, é como um “freio” previsto em acordos comerciais, assim o país pode, por exemplo, elevar tarifas, limitar volumes importados ou suspender preferências tarifárias para dar uma "fôlego" aos produtores locais, enquanto o setor se ajusta à concorrência externa.

Além da tramitação no Brasil, o acordo Mercosul-União Europeia precisa ser aprovado internamente por cada país do Mercosul, de acordo com seus próprios ritos legislativos.

Somente após a ratificação por todos é que o tratado estará plenamente em vigor. Até lá, o acordo pode entrar em funcionamento em momentos distintos em cada país, a depender do avanço dos processos internos.

Há 4 horas São Paulo SADI: Análise do caso pela 2ª Turma do STF pode colocar Toffoli no julgamentoHá 4 horasSem redução da maioridade, Câmara discute PEC da Segurança Pública

Há 8 horas Política SADI: Mendonça dá ‘puxão de orelha’ na PGRHá 8 horasVorcaro foi preso por monitorar e ameaçar agredir adversáriosHá 8 horasDefesa de Vorcaro nega acusações; Zettel diz estar à disposiçãoHá 8 horasPF diz que ‘Sicário’ de Vorcaro tentou se matar após ser preso

Há 1 hora Minas Gerais Capanga tem histórico de estelionato, receptação e associação criminosaHá 1 horaMensagens revelam ordens de Vorcaro para ‘moer’ empregadaHá 1 hora’Milícia privada’, espionagem, propinas: o que diz investigação do caso Master

Há 7 horas Política ‘A Turma’: quem é quem no grupo investigado por ameaçasHá 7 horasVorcaro ocultou R$ 2,2 bilhões na conta do pai, aponta PFHá 7 horasMensagens em celularBanqueiro falou em ‘quebrar todos os dentes’ do jornalista Lauro Jardim

Há 9 horas Política ‘O Globo’ repudia iniciativas criminosas contra JardimHá 9 horasANJ condena ameaças e vê ataque à liberdade de imprensaHá 9 horasDireitos trabalhistasSenado aprova aumento gradual de duração da licença-paternidade

Há 24 minutos Política Crime em CopacabanaÚltimo réu por estupro coletivo se entrega à polícia e é preso no Rio

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Apagão em Cuba: dois terços da ilha estão sem energia, inclusive Havana

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 19:44

Mundo Apagão em Cuba: dois terços da ilha estão sem energia, inclusive Havana Crise econômica na ilha foi agravada pelo bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos. Dez das 15 províncias do país foram afetadas. Por France Presse

Um apagão massivo deixou dois terços de Cuba, incluindo Havana, sem energia após falha na usina Antonio Guiteras.

O incidente agrava a crise econômica da ilha, já sob bloqueio energético dos EUA e com escassez de combustível.

Dois terços de Cuba, incluindo a capital Havana, ficaram sem energia elétrica nesta quarta-feira (4), devido a uma falha na rede nacional. A ilha passa por aguda crise econômica, agravada pelo bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos.

A rede elétrica cubana sofre cortes de abastecimento regulares devido ao envelhecimento de sua infraestrutura e à escassez de combustível. Desde o fim de 2024, a ilha de 9,6 milhões de habitantes passou por cinco apagões generalizados.

A União Nacional Elétrica (UNE) informou que a "desconexão do Sistema Eletroenergético Nacional (SEN)" ocorreu às 12h41 locais (14h41 no horário de Brasília) no oeste e no centro do país, por causa de uma avaria na caldeira da usina Antonio Guiteras, a cerca de 100 km da capital. Dez das 15 províncias do país foram afetadas.

"Todos os protocolos para o restabelecimento do SEN já estão ativados", assegurou o Ministério de Energia e Minas no X.

Além dos recorrentes apagões generalizados, os cubanos enfrentam longos cortes programados diariamente. A capital tem registrado cortes de mais de 10 horas. Nas províncias, os cortes podem se prolongar por mais de um dia.

Os cortes de eletricidade se agravaram desde que o governo do presidente americano Donald Trump impôs um bloqueio energético após a derrubada do presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado de Havana. As pressões de Washington para interrupção dos envios de petróleo de Caracas também impactam a ilha.

Desde 9 de janeiro, nenhum petroleiro chegou a Cuba, o que obrigou o governo de Miguel Díaz-Canel a adotar medidas drásticas de economia, incluindo a suspensão da venda de diesel e o racionamento da gasolina, assim como a redução de alguns serviços de atendimento hospitalar.

Para justificar essa política, Washington cita a "ameaça excepcional" que Cuba, uma ilha caribenha situada a 150 km da costa da Flórida, representa para a segurança nacional dos Estados Unidos.

O apagão desta quarta-feira caiu como um balde de água fria sobre os cubanos, que diariamente lidam com limitações de transporte e uma inflação galopante.

"É imprevisível quando será restabelecida [a eletricidade] e é bem trabalhoso só de pensar nessa situação", disse Beatriz Barrios, de 47 anos, trabalhadora do setor de turismo.

Alfredo Menéndez já não sabe mais como pedir a Deus "que aconteça algo que […] melhore a vida" dos cubanos, porque "isso já não é vida".

Como consequência da crise energética, o transporte público na ilha foi substancialmente reduzido. O preço da passagem dos poucos táxis privados que ainda circulam em Havana e dos triciclos elétricos que servem de transporte coletivo, assim como o de alguns alimentos, dobrou.

Entre 1º de janeiro e 15 de fevereiro, a disponibilidade de energia elétrica no país foi reduzida em 20% em comparação com 2025, ano em que Cuba mal conseguiu cobrir metade de suas necessidades, segundo dados oficiais coletados e analisados pela AFP.

As oito usinas termelétricas do país, quase todas inauguradas nas décadas de 1980 e 1990, sofrem avarias com regularidade ou precisam permanecer fechadas por longos períodos de manutenção. Em fevereiro, toda a região oriental da ilha, onde fica Santiago de Cuba, a segunda cidade do país, ficou no escuro devido a outra falha na rede.

O governo cubano afirma que as sanções dos Estados Unidos o impedem de reparar sua rede elétrica, mas economistas apontam uma falta crônica de investimento do Estado nesse setor.

Há 4 horas São Paulo SADI: Análise do caso pela 2ª Turma do STF pode colocar Toffoli no julgamentoHá 4 horasSem redução da maioridade, Câmara discute PEC da Segurança Pública

Há 8 horas Política SADI: Mendonça dá ‘puxão de orelha’ na PGRHá 8 horasVorcaro foi preso por monitorar e ameaçar agredir adversáriosHá 8 horasDefesa de Vorcaro nega acusações; Zettel diz estar à disposiçãoHá 8 horasPF diz que ‘Sicário’ de Vorcaro tentou se matar após ser preso

Há 1 hora Minas Gerais Capanga tem histórico de estelionato, receptação e associação criminosaHá 1 horaMensagens revelam ordens de Vorcaro para ‘moer’ empregadaHá 1 hora’Milícia privada’, espionagem, propinas: o que diz investigação do caso Master

Há 7 horas Política ‘A Turma’: quem é quem no grupo investigado por ameaçasHá 7 horasVorcaro ocultou R$ 2,2 bilhões na conta do pai, aponta PFHá 7 horasMensagens em celularBanqueiro falou em ‘quebrar todos os dentes’ do jornalista Lauro Jardim

Há 9 horas Política ‘O Globo’ repudia iniciativas criminosas contra JardimHá 9 horasANJ condena ameaças e vê ataque à liberdade de imprensaHá 9 horasDireitos trabalhistasSenado aprova aumento gradual de duração da licença-paternidade

Há 24 minutos Política Crime em CopacabanaÚltimo réu por estupro coletivo se entrega à polícia e é preso no Rio

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo regulamenta regras de proteção a produtores nacionais em acordos como o aprovado entre Mercosul-União Europeia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 18:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa185.854 pts1,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa185.854 pts1,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa185.854 pts1,5%Oferecido por

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (4) um decreto que regulamenta a aplicação de medidas chamadas de "salvaguardas bilaterais", ou seja, mecanismos de proteção comercial para acordos de livre comércio ou acordos que prevejam alguma preferência tarifária.

A salvaguarda pode ser aplicada, por exemplo, no âmbito do acordo firmado entre o Mercosul e a União Europeia. As normas não serão exclusivas para a União Europeia e valerão para outros acordos que contenham cláusulas de salvaguarda.

🔎As salvaguardas poderão ser adotadas quando houver aumento significativo das importações em relação à produção nacional ou ao consumo interno, capaz de ameaçar ou causar prejuízo à indústria brasileira.

Na prática, elas servirão como um “freio” previsto em acordos comerciais, permitindo ao país, por exemplo, elevar tarifas, limitar volumes importados ou suspender preferências tarifárias para dar uma "fôlego" aos produtores locais, enquanto o setor se ajusta à concorrência externa.

A norma estabelece que essas medidas só poderão ser aplicadas após uma investigação conduzida pelo Departamento de Defesa Comercial da Secretaria de Comércio Exterior. A decisão final caberá à Câmara de Comércio Exterior (Camex), com base em parecer técnico.

aplicação de medidas provisórias ou definitivas,prorrogação dessas medidas, a eventual alteração das recomendações técnicas decisão sobre aplicar ou não as salvaguardas.

O decreto também determina que a Secretaria de Comércio Exterior será responsável por iniciar e encerrar investigações. Já o Departamento de Defesa Comercial será a "autoridade investigadora" para avaliar a existência de prejuízo ou ameaça à indústria brasileira.

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia que será votado no Senado nesta quarta-feira reacendeu o debate sobre mecanismos de proteção comercial as chamadas salvaguardas.

Enquanto a União Europeia aprovou regras específicas para proteger seus produtores agrícolas, o Brasil editou um decreto para organizar a aplicação de seus próprios instrumentos de defesa comercial de maneira mais genérica, mirando não só o acordo do Mercosul com a UE.

A União Europeia regulamentou a aplicação das salvaguardas previstas no acordo com o Mercosul com foco especial em produtos agrícolas considerados sensíveis para os produtores locais, como carne bovina e aves.

Agricultores europeus comemoram em Estrasburgo, na França, a decisão do Parlamento Europeu de levar acordo comercial UE-Mercosul à Justiça, no dia 21 de janeiro de 2026 — Foto: Yves Herman/Reuters

Os dispositivos estabeleceram gatilhos objetivos para iniciar uma investigação. Os mecanismos poderão ser acionados quando:

as importações dos produtos forem cerca de 5% acima da média dos últimos 3 anos; as importações estiverem pelo menos 5% abaixo do preço relevante no mercado interno da UE.

Esses critérios funcionam como um “sinal de alerta” e, caso sejam atingidos, permitem à Comissão Europeia abrir investigação e, se for constatado prejuízo, suspender temporariamente preferências tarifárias concedidas ao Mercosul.

Os gatilhos estabelecidos pela União Europeia geraram preocupação, principalmente no setor de agronegócio brasileiro. A avaliação é que produtos brasileiros, como a carne vermelha e o frango, já superam os gatilhos mesmo sem o acordo entre os blocos.

Há 7 horas Política SADI: Mendonça dá ‘puxão de orelha’ na PGRHá 7 horasVorcaro foi preso por monitorar e ameaçar agredir adversáriosHá 7 horasDefesa de Vorcaro nega acusações; Zettel diz estar à disposiçãoHá 7 horasPF diz que ‘Sicário’ de Vorcaro tentou se matar após ser preso

Há 36 minutos Minas Gerais ‘Sicário’ era executor de ‘práticas violentas’, diz PFHá 36 minutosMensagens revelam ordens de Vorcaro para ‘moer’ empregadaHá 36 minutos’Milícia privada’, espionagem, propinas: o que diz investigação do caso Master

Há 6 horas Política ‘A Turma’: quem é quem no grupo investigado por ameaçasHá 6 horasVorcaro ocultou R$ 2,2 bilhões na conta do pai, aponta PFHá 6 horasMensagens em celularBanqueiro falou em ‘quebrar todos os dentes’ do jornalista Lauro Jardim

Há 8 horas Política ‘Não chegou a acontecer, não sei se porque ele foi preso antes’, diz Lauro JardimHá 8 horas’O Globo’ repudia iniciativas criminosas contra JardimHá 8 horasCrime em CopacabanaÚltimo réu por estupro coletivo se entrega à polícia e é preso no Rio

Há 8 horas Rio de Janeiro Pai de Vitor Simonin é exonerado do cargo de subsecretário do RJHá 8 horasPolícia diz que vai pedir quebra de sigilo telefônico dos réusHá 8 horasÉ #FATOHomem escapa de ser esmagado ao sair de elevador na Índia; VÍDEO

Há 4 horas Fato ou Fake Regras para as eleiçõesTSE desiste de liberar posts pagos com críticas ao governo na pré-campanha

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Caso Master: veja o que faziam os servidores afastados no Banco Central

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 17:49

Política Caso Master: veja o que faziam os servidores afastados no Banco Central Nova fase da operação Compliance Zero da Polícia Federal levou ao afastamento de dois servidores do Banco Central. Eles já eram alvo de investigação interna do órgão e trabalharam até janeiro em áreas consideradas fundamentais para a fiscalização e a supervisão do sistema financeiro. Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

A nova fase da operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF), em que o banqueiro Daniel Vorcaro voltou a ser preso, também afastou dois servidores que ocuparam cargos importantes nos últimos anos no Banco Central (BC): Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana.

Os dois, que já eram alvo de investigação interna do Banco Central, comandaram, respectivamente, a Diretoria de Fiscalização (Difis) e o Departamento de Supervisão Bancária (Desup) Eles foram afastados pelo BC em janeiro.

🔎O BC possui oito diretorias. Elas estão diretamente ligadas à presidência da instituição (veja mais abaixo). Os diretores são indicados pelo presidente da República e aprovados pelo Senado.

Nas funções, os dois servidores afastados nesta quarta-feira (4) chegaram a assinar uma série de documentos hoje sob foco da PF por terem dado sobrevida a negócios suspeitos do Master.

A auditoria do Banco Central investigava fatos relativos ao Banco Master desde 2018, quando Daniel Vorcaro conseguiu autorização para comprar o Banco Máxima.

Como diz o nome do cargo, a Diretoria de Fiscalização (Difis) do Banco Central é a principal responsável pela supervisão das instituições autorizadas a operar no Brasil.

Essa diretoria precisa estar sempre atenta ao risco que cada instituição apresenta e à saúde do sistema financeiro como um todo.

No monitoramento feito das instituições, a chamada Difis acompanha o modelo de negócio e a solvência financeira dos bancos, ou seja, se eles têm condições de honrar obrigações, especialmente, as de longo prazo, e se estão cumprindo as normas e os regulamentos vigentes.

No desempenho dessas atribuições, cabe ao chefe da Difis, por exemplo, representar o Banco Central no Comitê de Supervisão Bancária da Basileia em assuntos relacionados à área de fiscalização.

Esse comitê é o fórum internacional para discussão e formulação de recomendações para o gerenciamento de riscos e de crises do sistema financeiro.

O Departamento de Supervisão Bancária (Desup) está no guarda-chuva da Diretoria de Fiscalização do Banco Central. O Desup monitora o capital e a liquidez dos bancos e acompanha as práticas de gestão e de controle interno das instituições.

Esse é o departamento que sinaliza sobre a necessidade de medidas preventivas e o que cuida da classificação de risco das instituições. Os integrantes do Desup também supervisionam conglomerados financeiros liderados por bancos, como é o caso do Master e das instituições ligadas a ele.

Em nota, o Banco Central declarou que a instituição está convicta no trabalho desenvolvido pela Polícia Federal (PF).

O Banco Central informa que identificou indícios de percepção de vantagens indevidas por dois servidores de seu quadro permanente de pessoal, durante revisão interna dos processos de fiscalização e liquidação do Banco Master. De imediato, o Banco Central afastou cautelarmente os referidos servidores do exercício de seus cargos e do acesso às dependências da instituição e a seus sistemas, instaurou procedimentos correcionais para apuração dos fatos e comunicou os indícios de prática de crimes à Polícia Federal.

O Banco Central afirmou ainda "que, observado o devido processo legal e o direito à ampla defesa, as condutas infracionais identificadas receberão a devida resposta sancionatória, de acordo com a lei."​

Há 6 horas Política SADI: Mendonça dá ‘puxão de orelha’ na PGRHá 6 horasVorcaro foi preso por monitorar e ameaçar agredir adversáriosHá 6 horasDefesa de Vorcaro nega acusações; Zettel diz estar à disposiçãoHá 6 horas’Milícia privada’, espionagem, propinas: o que diz investigação do caso Master

Há 5 horas Política ‘Sicário’ era executor de ‘práticas violentas’, diz investigaçãoHá 5 horas’A Turma’: quem é quem no grupo investigado por ameaçasHá 5 horasVorcaro ocultou R$ 2,2 bilhões na conta do pai, aponta PFHá 5 horasMensagens em celularBanqueiro falou em ‘quebrar todos os dentes’ do jornalista Lauro Jardim

Há 7 horas Política ‘Não chegou a acontecer, não sei se porque ele foi preso antes’, diz Lauro JardimHá 7 horas’O Globo’ repudia iniciativas criminosas contra JardimHá 7 horasANJ condena ameaçasHá 7 horasMensagens revelam ordens de Vorcaro para ‘moer’ empregada

Há 7 horas Política PF diz que ‘Sicário’ tentou se matar após ser presoHá 7 horasVorcaro e ‘capanga’ discutiam até simulação de sequestroHá 7 horasServidores do BC afastados pela PF fiscalizavam saúde de bancos e riscos do sistema; entenda

Há 45 minutos Política ANA FLOR: ministro vê servidor do BC como ‘funcionário’ de VorcaroHá 45 minutosCrime em CopacabanaÚltimo réu por estupro coletivo se entrega à polícia e é preso no Rio

Há 7 horas Rio de Janeiro Pai de Vitor Simonin é exonerado do cargo de subsecretário do RJHá 7 horasPolícia diz que vai pedir quebra de sigilo telefônico dos réusHá 7 horasSanta CatarinaFilhas herdam dívidas milionárias após virarem sócias de empresas na infância

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Rússia pode interromper fornecimento de gás para a Europa devido à alta de preços da energia iraniana, diz Putin

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 17:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa186.021 pts1,59%MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa186.021 pts1,59%MoedasDólar ComercialR$ 5,218-0,89%Dólar TurismoR$ 5,418-0,88%Euro ComercialR$ 6,073-0,67%Euro TurismoR$ 6,314-0,76%B3Ibovespa186.021 pts1,59%Oferecido por

Presidente da Rússia, Vladimir Putin, em coletiva de imprensa de fim de ano em Moscou em 19 de dezembro de 2025. — Foto: Sputnik/Gavriil Grigorov/Pool via REUTERS

A Rússia pode interromper o fornecimento de gás para a Europa, em meio a uma alta nos preços da energia desencadeada pela crise com o Irã, alertou o presidente Vladimir Putin nesta quarta-feira (4). Ele ainda vinculou a possibilidade ao desejo da União Europeia de proibir a compra de gás russo e gás natural liquefeito.

Os preços do petróleo e do gás dispararam após o ataque dos EUA e de Israel ao Irã e os ataques de Teerã contra países árabes vizinhos do Golfo. O conflito paralisou a navegação no Estreito de Ormuz e forçou a interrupção da produção de GNL do Catar e da maior refinaria de petróleo da Arábia Saudita.

Putin afirmou que os preços do petróleo estavam subindo devido à "agressão contra o Irã" e às restrições ocidentais ao petróleo russo, enquanto os preços do gás na Europa estavam subindo porque os consumidores estavam dispostos a comprar volumes de gás a preços mais altos devido aos eventos no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Ormuz.

Questionado por Pavel Zarubin, principal correspondente do Kremlin na televisão estatal russa, sobre os planos europeus de impor uma proibição total às importações russas de gás natural por gasoduto até o final de 2027 e de proibir novos contratos de curto prazo de GNL russo a partir do final de abril de 2026, Putin disse que poderia ser mais benéfico para a Rússia parar de vender gás agora.

"Agora outros mercados estão se abrindo. E talvez seja mais vantajoso para nós parar de abastecer o mercado europeu neste momento. Para entrarmos nesses mercados que estão se abrindo e nos estabelecermos neles", disse Putin, segundo uma transcrição divulgada pelo Kremlin.

"Isto não é uma decisão, é, neste caso, o que se chama de reflexão em voz alta. Vou certamente instruir o governo a trabalhar nesta questão em conjunto com as nossas empresas", disse o presidente russo.

A Rússia detém as maiores reservas de gás natural do mundo e é o segundo maior exportador de petróleo. Moscou perdeu grande parte de seu lucrativo mercado europeu depois que a Europa buscou reduzir sua dependência da energia russa devido à invasão da Ucrânia em 2022.

O lugar da Rússia no mercado europeu foi ocupado pela Noruega, pelos Estados Unidos e pela Argélia.

A Rússia costumava fornecer cerca de 40% do gás natural que chegava aos gasodutos da União Europeia. No ano passado, esse percentual caiu para apenas 6%, segundo a própria UE. Em 2007, a Gazprom, gigante russa do gás controlada pelo Estado, era a terceira maior empresa do mundo, com um valor de mercado superior a US$ 330 bilhões. Hoje, seu valor é de apenas US$ 40 bilhões.

Putin afirmou que a Rússia era um fornecedor confiável, mas que o caos energético desencadeado pela crise com o Irã havia levado os compradores a estarem dispostos a pagar preços altíssimos por grandes volumes de gás.

"Surgiram clientes dispostos a comprar o mesmo gás natural a preços mais altos, neste caso devido aos acontecimentos no Oriente Médio, ao fechamento do Estreito de Ormuz e assim por diante", disse Putin. "Isso é natural; não há nada aqui, não há agenda política – são apenas negócios."

"Se surgirem compradores desse nível de qualidade, então eu acho, e até tenho certeza, que alguns fornecedores tradicionais, como os americanos e as empresas americanas, certamente deixarão o mercado europeu em busca de mercados que paguem mais", disse Putin.

Com a Europa se afastando do gás russo, Moscou tem se voltado cada vez mais para a China, o maior consumidor e importador de energia do mundo, para a venda de petróleo, gás natural canalizado e GNL.

"A Rússia sempre foi e continua sendo uma fornecedora de energia confiável para todos os nossos parceiros, incluindo, aliás, os europeus", disse Putin. "E continuaremos a trabalhar dessa maneira com aqueles parceiros que também são parceiros confiáveis ​​— por exemplo, aqueles da Europa Oriental, como a Eslováquia e a Hungria."

Há 6 horas Política SADI: Mendonça dá ‘puxão de orelha’ na PGRHá 6 horasVorcaro foi preso por monitorar e ameaçar agredir adversáriosHá 6 horasDefesa de Vorcaro nega acusações; Zettel diz estar à disposiçãoHá 6 horas’Milícia privada’, espionagem, propinas: o que diz investigação do caso Master

Há 5 horas Política ‘Sicário’ era executor de ‘práticas violentas’, diz investigaçãoHá 5 horas’A Turma’: quem é quem no grupo investigado por ameaçasHá 5 horasVorcaro ocultou R$ 2,2 bilhões na conta do pai, aponta PFHá 5 horasMensagens em celularBanqueiro falou em ‘quebrar todos os dentes’ do jornalista Lauro Jardim

Há 7 horas Política ‘Não chegou a acontecer, não sei se porque ele foi preso antes’, diz Lauro JardimHá 7 horas’O Globo’ repudia iniciativas criminosas contra JardimHá 7 horasANJ condena ameaçasHá 7 horasMensagens revelam ordens de Vorcaro para ‘moer’ empregada

Há 7 horas Política PF diz que ‘Sicário’ tentou se matar após ser presoHá 7 horasVorcaro e ‘capanga’ discutiam até simulação de sequestroHá 7 horasServidores do BC afastados pela PF fiscalizavam saúde de bancos e riscos do sistema; entenda

Há 48 minutos Política ANA FLOR: ministro vê servidor do BC como ‘funcionário’ de VorcaroHá 48 minutosCrime em CopacabanaÚltimo réu por estupro coletivo se entrega à polícia e é preso no Rio

Há 7 horas Rio de Janeiro Pai de Vitor Simonin é exonerado do cargo de subsecretário do RJHá 7 horasPolícia diz que vai pedir quebra de sigilo telefônico dos réusHá 7 horasSanta CatarinaFilhas herdam dívidas milionárias após virarem sócias de empresas na infância

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

EUA dizem que Espanha aceitou cooperação militar após ameaça de Trump, mas governo espanhol nega

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 16:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,216-0,92%Dólar TurismoR$ 5,416-0,92%Euro ComercialR$ 6,068-0,76%Euro TurismoR$ 6,311-0,81%B3Ibovespa185.079 pts1,08%MoedasDólar ComercialR$ 5,216-0,92%Dólar TurismoR$ 5,416-0,92%Euro ComercialR$ 6,068-0,76%Euro TurismoR$ 6,311-0,81%B3Ibovespa185.079 pts1,08%MoedasDólar ComercialR$ 5,216-0,92%Dólar TurismoR$ 5,416-0,92%Euro ComercialR$ 6,068-0,76%Euro TurismoR$ 6,311-0,81%B3Ibovespa185.079 pts1,08%Oferecido por

Donald Trump, presidente dos EUA, e Pedro Sanchez, primeiro-ministro da Espanha — Foto: Yves Herman/Reuters

Após Trump ameaçar cortar relações comerciais com a Espanha na terça-feira (3), a Casa Branca disse nesta quarta-feira (4) que o país aceitou cooperar com o exército dos EUA. Minutos depois, o ministro das Relações Exteriores espanhol negou "de forma categórica" que o país vá cooperar, em entrevista à rádio Cadena SER.

Karoline Leavitt, porta-voz da Casa-Branca, disse em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira: "Sobre a Espanha, acho que eles ouviram a mensagem de Trump ontem de forma alta e clara. E entendo que nas últimas horas eles concordaram em cooperar com os militares dos EUA. Sei que as Forças Armadas dos EUA estão coordenando com seus correspondentes na Espanha".

Vinte minutos depois, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, desmentiu “de forma categórica” a informação e disse que "não tinha a mínima ideia” do que Leavitt estava dizendo.

“A posição do Governo da Espanha sobre a guerra no Oriente Médio, os bombardeios no Irã e o uso das nossas bases não mudou uma vírgula sequer”, afirmou Albares. “Nossa posição de ‘não à guerra’ continua sendo clara e contundente (…) Há um acordo bilateral, e fora do marco desse acordo não haverá nenhum uso das bases sob soberania espanhola. Qualquer operação precisa estar dentro do marco da ONU.”

Mais cedo, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchez disse que Trump está "brincando de roleta russa" com o destino de milhões de pessoas com a guerra contra o Irã e que ele não seria cúmplice das ações norte-americanas apenas pelo medo de retaliação.

✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsAppAO VIVO: ACOMPANHE as últimas notícias sobre a guerra no Oriente Médio

A fala de Sánchez ocorreu após Trump ter ameaçado cortar as relações comerciais com a Espanha devido à posição do país sobre o conflito. O líder norte-americano reclamou que os espanhóis não deixaram os EUA utilizarem suas bases para lançar ataques contra o Irã (leia mais abaixo).

“É assim que começam as grandes catástrofes da humanidade. Você não pode jogar roleta russa com o destino de milhões”, disse Sánchez a Trump em pronunciamento nacional televisionado.

As tensões entre os dois aliados da Otan aumentaram após Sánchez ter classificado os bombardeios dos EUA e de Israel contra o Irã como imprudentes e ilegais e, posteriormente, proibir o uso de aeronaves americanas nas bases que os EUA têm no sul da Espanha para a ofensiva contra Teerã. Veja no mapa abaixo onde elas estão:

Mapa mostra bases dos EUA na Espanha, que o governo espanhol proibiu a utilização para ataques contra o Irã. — Foto: Dhara Pereira/Arte g1

A Comissão Europeia também saiu em defesa da Espanha nesta quarta-feira ao afirmar que está “pronta” para defender os interesses da União Europeia.

Sánchez também afirmou que o mundo não pode resolver seus problemas com conflitos e bombas, e que o governo espanhol é totalmente contra essa guerra.

“A posição do governo espanhol pode ser resumida em três palavras: ‘Não à guerra’. Não vamos ser cúmplices de algo que é ruim para o mundo nem contrário aos nossos valores e interesses simplesmente para evitar represálias de alguém”, afirmou Sánchez, em aparente referência às ameaças comerciais de Trump.

Sánchez destacou os efeitos colaterais negativos da Guerra do Iraque, desde o aumento do terrorismo jihadista até a disparada nos preços da energia, para argumentar que as consequências deste ataque ao Irã são igualmente incertas e que ele não levará a uma ordem internacional mais justa.

Donald Trump afirmou na terça-feira (3) que os EUA iriam Pocortar todas as relações comerciais com a Espanha depois que o governo espanhol não autorizou o uso de suas bases pelos militares norte-americanos no ataque ao Irã.

"A Espanha tem sido terrível. Na verdade, eu disse ao Scott [Bessnet, secretário do Tesouro] para cortar todas as relações com a Espanha. A Espanha chegou a dizer que não podemos usar as bases deles. E tudo bem. Podemos usar a base deles se quisermos. Podemos simplesmente entrar voando e usá-la. Ninguém vai nos dizer que não podemos usá-la", disse Trump.

Após a fala de Trump, o governo espanhol disse que os EUA devem seguir as regras do direito internacional e os acordos bilaterais de comércio com a União Europeia.

A declaração de Trump foi dada durante entrevista na Casa Branca. Ele falou sobre a ofensiva americana ao Irã enquanto recebia o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz.

Seguindo com sua postura otimista, Trump falou sobre o ataque feito ao prédio da Assembleia dos Peritos, responsável por escolher o próximo líder supremo do país, e afirmou:

"Tudo foi destruído no Irã. Estamos muito bem. Hoje houve outro ataque à nova liderança. O pior cenário é que alguém tão ruim quanto o anterior assuma o poder. Gostaríamos de ver alguém lá que seja melhor".

O presidente norte-americano também aproveitou para condenar o governo iraniano e acusou Teerã de atacar civis.

"O Irã está atacando países que não têm nada a ver com o que está acontecendo. Está atingindo apenas instalações civis", afirmou.

Também nesta terça, um general da Guarda Revolucionária iraniana advertiu que se os bombardeios de Israel e Estados Unidos contra o Irã continuarem, "todos os centros econômicos" do Oriente Médio serão alvo de represálias.

"Dizemos ao inimigo que, se decidir atacar nossos principais centros, nós atacaremos todos os centros econômicos da região", afirmou o general Ebrahim Jabari.

"Fechamos o estreito de Ormuz. Atualmente, o preço do petróleo passa dos 80 dólares e em breve atingirá os 200 dólares", acrescentou, citado pela agência de notícias Isna. O barril do Brent superou, nesta terça-feira, os 85 dólares pela primeira vez desde julho de 2024.

Há 5 horas Política Vorcaro foi preso por monitorar e ameaçar agredir adversáriosHá 5 horasDefesa de Vorcaro nega acusações; Zettel diz estar à disposiçãoHá 5 horasO que você precisa saber sobre Vorcaro e o colapso do MasterHá 5 horasMensagens em celularBanqueiro falou em ‘quebrar todos os dentes’ do jornalista Lauro Jardim

Há 6 horas Política ‘Não chegou a acontecer, não sei se porque ele foi preso antes’, diz Lauro JardimHá 6 horas’O Globo’ repudia iniciativas criminosas contra JardimHá 6 horasANJ condena ameaçasHá 6 horasMensagens revelam ordens de Vorcaro para ‘moer’ empregada

Há 6 horas Política Apenas 10% dos celulares apreendidos foram periciados até agoraHá 6 horasVorcaro e ‘capanga’ discutiam até simulação de sequestroHá 6 horasSADI: Mendonça dá ‘puxão de orelha’ na PGR e cobra urgência em investigação

Há 5 horas Blog da Andréia Sadi Veja o que faziam os servidores afastados no Banco CentralHá 5 horasANA FLOR: ministro vê servidor do BC como ‘funcionário’ de VorcaroHá 5 horasDiscussão na CâmaraPEC da Segurança vai ser votada hoje sem redução da maioridade penal

Agora Política Faltam evidências de que reduzir maioridade diminua violênciaAgoraCrime em CopacabanaÚltimo réu por estupro coletivo se entrega à polícia e é preso no Rio

Há 6 horas Rio de Janeiro Pai de Vitor Simonin é exonerado do cargo de subsecretário do RJHá 6 horasPolícia diz que vai pedir quebra de sigilo telefônico dos réusHá 6 horasSanta CatarinaFilhas herdam dívidas milionárias após virarem sócias de empresas na infância

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Caso Master: investigação revela ‘milícia’ para ameaças, espionagem e propina para servidores do BC

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 16:48

Política Caso Master: investigação revela 'milícia' para ameaças, espionagem e propina para servidores do BC Prisões foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do STF, em sua primeira decisão como relator das investigações sobre as atividades do banco e de Daniel Vorcaro. Por Redação, g1 — Brasília

Daniel Vorcaro, do Banco Master, foi novamente preso por esquema bilionário. A PF aponta "milícia" para ameaçar e propina a servidores do BC.

A "milícia privada" de Vorcaro, "A Turma", planejava agredir o jornalista Lauro Jardim e acessava dados sigilosos de órgãos públicos.

Servidores do Banco Central, Paulo Sérgio e Belline, são acusados de receber propina e vazar informações sigilosas ao Banco Master.

Vorcaro ocultou R$ 2,2 bilhões em conta do pai e é acusado de dilapidar bens, com risco de fuga em jatos privados.

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, voltou a ser preso nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal em São Paulo em uma investigação que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras.

O cunhado dele, Fabiano Zettel, também era alvo de mandado de prisão e se entregou. A defesa disse que "em que pese não ter tido acesso ao objeto das investigações, Fabiano está à inteira disposição das autoridades".

As prisões foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em sua primeira ação como relator do caso, que assumiu no mês passado.

🔎 Segundo a PF, o esquema financeiro envolve a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação é uma referência à falta de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.

Daniel Vorcaro foi preso novamente após pedido da PF. O ministro André Mendonça concordou com o pedido da polícia e fundamentou a prisão na necessidade de garantir a ordem pública e econômica, evitar destruição de provas e coação de testemunhas e para assegurar a aplicação da lei penal.

Ocultação patrimonial: segundo o pedido de prisão, após ser solto liberdade, Vorcaro continuou ocultando recursos. A PF afirmou que, em janeiro de 2026, foram bloquados mais de R$ 2,2 bilhões de uma conta vinculada ao pai de Vorcaro. A defesa do pai de Vorcaro afirmou que desconhece a conta e o dinheiro. (veja mais detalhes)

Ataques ao BC: De acordo com a investigação, logo após a soltura de Vorcaro em 2025, a organização criminosa que seria liderada por ele teria iniciado o "Projeto DV", contratando influenciadores para atacar a reputação do Banco Central.

Periculosidade e uso de violência: A investigação da PF revelou diálogos em que Vorcaro emite ordens diretas para que sua "milícia privada", que tinha a alcunha de "A Turma", praticasse atos violentos. Entre os episódios citados, destaca-se o plano de forjar um assalto para agredir fisicamente o jornalista Lauro Jardim, do jornal "O Globo". Vorcaro explicitou a intenção de mandar "quebrar todos os dentes" do profissional.

Obstrução de justiça e monitoramento ilegal: Vorcaro utilizava um grupo liderado Luiz Phillipi Mourão, o "Sicário", para acessar ilegalmente sistemas sigilosos da PF, do Ministério Público Federal (MPF) e da Interpol. Vorcaro teria tido acesso antecipado a informações sobre diligências investigativas, o que coloca em risco a integridade dos servidores públicos envolvidos na apuração.

Risco de fuga e dilapidação patrimonial: No pedido de prisão, a PF relatou que Vorcaro possui jatos privados e extenso patrimônio no exterior, inclusive em paraísos fiscais, além de evidências de que estaria dilapidando esses bens para evitar a aplicação da lei penal.

Além de Daniel Bueno Vorcaro, Mendonça decretou a prisão preventiva de outros três investigados, apontadas como necessárias para neutralizar o braço armado e financeiro da organização visando garantir a integridade física de autoridades, jornalistas e testemunhas.

Fabiano Campos Zettel: Identificado como o operador financeiro e cunhado de Vorcaro. Ele era responsável por intermediar pagamentos, estruturar contratos simulados para lavar dinheiro e custear as atividades da "Turma".

Luiz Phillipi Machado De Moraes Mourão: Preso em Belo Horizonte (MG), atuava como o líder operacional de "A Turma", a milícia privada do grupo. Era o responsável por coordenar o monitoramento de adversários, obter dados sigilosos ilegalmente, e executar atos de intimidação e coação.

Marilson Roseno Da Silva: Policial federal aposentado que integrava a estrutura de monitoramento e intimidação e também foi preso em Belo Horizonte (MG). Utilizava sua experiência e contatos na carreira policial para coletar dados sensíveis e realizar vigilância de indivíduos considerados críticos aos interesses do Banco Master.

Além dos presos, outros investigados foram alvos da operação e vão ter que cumprir medidas cautelares. São eles: Paulo Sérgio Neves de Souza, Belline Santana, Leonardo Augusto Furtado Palhares e Ana Claudia Queiroz de Paiva. As restrições incluem:

uso de tornozeleira eletrônica;proibição de manter contato com qualquer testemunha ou investigado da operação;proibição de ausentar-se da comarca de residência e do país, com entrega obrigatória do passaporte em 48 horas;suspensão do exercício de função pública e proibição de acesso às dependências do Banco Central (BC), especificamente para Paulo Sérgio e Belline. A dupla já havia sido afastada pelo BC.

Paulo Sérgio e Belline ocupavam cargos de chefia no Banco Central. Em nota, o BC afirmou que já havia identificado indícios de 'vantagens indevidas' recebidas pelos dois e que afastou os servidores, do acesso às dependências da instituição e a seus sistemas. Além disso, informou a PF sobre o caso.

Em um dos trechos da decisão, Mendonça deu "puxão de orelha" na Procuradoria-Geral da República (PGR). Em 27 de fevereiro, a PF pediu ao STF a prisão preventiva dos investigados, ao afirmar que o grupo mantinha uma “estrutura de vigilância e coerção privada” voltada ao monitoramento de alvos e à intimidação de pessoas ligadas às investigações.

Ao receber o pedido, Mendonça concedeu 72 horas para manifestação da PGR. O órgão afirmou que não havia, no pedido, “indicação de perigo iminente, imediato, que induza a extraordinária necessidade de tão rápida e necessariamente sucinta análise do pleito”.

Na decisão, o ministro rebate essa avaliação. Segundo ele, a representação da Polícia Federal “traz sérias evidências da continuada prática de crimes de gravíssima repercussão”. Mendonça afirma ainda que a urgência do caso é clara.

“É preciso ressaltar que a urgência na tramitação deste feito decorre do perigo iminente a bens jurídicos da mais elevada relevância e de envergadura constitucional”, destacou.

O relator afirma que a avaliação da PGR ignorou indícios relevantes apresentados pela investigação. Em um trecho mais direto, Mendonça diz lamentar a postura da PGR diante de "robusto quadro fático-probatório" e que a demora revela-se "extremamente perigosa para a sociedade".

"A Turma" é descrita nas fontes como um núcleo de intimidação e obstrução de justiça, funcionando como uma estrutura de vigilância e coerção privada, definida como uma "milícia privada", a serviço dos interesses de Daniel Bueno Vorcaro e do Banco Master.

Comando estratégico: Daniel Vorcaro emitia ordens diretas para atos de intimidação contra concorrentes, ex-empregados e jornalistas;Coordenação operacional: Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão (o "Sicário") era o responsável por organizar as diligências, coordenar as equipes e executar as ordens de monitoramento e pressão; eOperador técnico: Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado, utilizava sua experiência e contatos para realizar vigilância, localizar alvos e coletar dados sensíveis.

Obtenção ilegal de dados: O grupo acessava sistemas restritos de órgãos como a **Polícia Federal, o Ministério Público Federal e até organismos internacionais como FBI e Interpol**, utilizando credenciais de terceiros para obter informações sigilosas.Monitoramento e vigilância: Realizavam o acompanhamento presencial e telemático de alvos, incluindo autoridades e profissionais da imprensa.Violência e coação: Há registros de ordens para "moer" funcionários e planos detalhados para forjar assaltos com o intuito de agredir fisicamente jornalistas.Atuação digital: O grupo simulava solicitações oficiais de órgãos públicos para remover perfis e conteúdos críticos em plataformas digitais.

Remuneração: Mensagens indicam que Luiz Phillipi recebia cerca de R$ 1 milhão por mês de Vorcaro para dividir entre "a turma" e "os meninos".Operacionalização: Os pagamentos eram viabilizados por Fabiano Zettel e Ana Claudia Queiroz de Paiva, utilizando empresas como a Super Empreendimentos e a King Participações como contas de passagem para ocultar a origem do dinheiro.

As ameaças e ações de coerção visavam silenciar críticos e garantir os interesses do Banco Master. Entre os alvos, o jornalista Lauro Jardim. Vorcaro demonstrou descontentamento com notícias publicadas pelo profissional e ordenou monitoramento constante.

"Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto", escreveu o banqueiro.

Luiz Phillipi Mourão confirmou que colocaria pessoas seguindo o jornalista para "pegar tudo dele".

Vorcaro também utilizava "A Turma" para exercer controle e intimidar colaboradores que considerava uma ameaça. Ao se sentir ameaçado por uma funcionária, Vorcaro ordenou:

"Tem que moer essa vagabunda", solicitando em seguida que seu endereço fosse levantado para futuras ações.

Para intimidar um funcionário que teria feito uma gravação indesejada, Vorcaro sugeriu agressões a um chefe de cozinha ligado ao funcionário.

Luiz Phillipi Mourão realizava o acompanhamento presencial e telemático de ex-colaboradores, chegando a questionar Vorcaro se havia telefones específicos para monitorar.

O grupo utilizava credenciais de terceiros para acessar sistemas sigilosos para obter informações sensíveis sobre alvos de interesse. Luiz Phillipi Mourão também fraudava solicitações oficiais de órgãos públicos, para remover perfis e links negativos em plataformas digitais.

O grupo obtinha informações sigilosas mediante o acesso indevido a sistemas restritos de órgãos públicos. Para isso, utilizavam credenciais funcionais pertencentes a terceiros, o que permitia a extração de dados protegidos por sigilo institucional. De acordo com a PF, o grupo acessou ilegalmente bases de dados da:

Polícia Federal (PF);Ministério Público Federal (MPF);Organismos internacionais, especificamente o FBI e a Interpol.

As atividades incluíam a obtenção de dados pessoais e institucionais de autoridades, jornalistas, concorrentes empresariais e ex-empregados.

Marilson Roseno da Silva realizava vigilância presencial, localizava alvos e realizava diligências informais para levantamento de informações estratégicas. O grupo monitorava até mesmo telefones de indivíduos de interesse para acompanhar seus passos.

A atuação de Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, servidores do BC é descrita como uma cooptação institucional para servir aos interesses privados do Banco Master e de seu controlador, Daniel Vorcaro.

Ambos os servidores atuavam como uma espécie de "consultores informais" e Vorcaro e do Banco Master. Paulo Sérgio dava sugestões a Vorcaro sobre como se comportar e quais argumentos utilizar em reuniões com o próprio presidente do Banco Central.

Os servidores também revisavam documentos como minutas de ofícios e comunicações que o Banco Master pretendia enviar ao Departamento de Supervisão Bancária, onde trabalhavam, antes da formalização dos documentos, sugerindo alterações e ajustes estratégicos.

Também utilizavam seus cargos para antecipar informações sensíveis da autarquia. Paulo Sérgio chegou a alertar Vorcaro antecipadamente sobre movimentações financeiras que haviam sido detectadas pelos sistemas de monitoramento do BC, permitindo que o banco tomasse medidas para evitar questionamentos regulatórios.

Existia um grupo de mensagens específico entre Vorcaro, Paulo Sérgio e Belline para a discussão direta de estratégias e compartilhamento de documentos de interesse do Banco Master.

A "assessoria" prestada pelos servidores era remunerada por meio de mecanismos ilícitos. Belline Santana recebeu propostas de contratação simulada por meio da empresa Varajo Consultoria para justificar o repasse de propinas.

Segundo a PF, há fortes indícios de que Vorcaro corrompia Paulo Sérgio custeando despesas pessoais, como a contratação de guias para uma viagem do servidor e sua família aos parques da Disney e Universal, em Orlando (EUA).

As investigações identificaram uma estrutura de lavagem de dinheiro para que os pagamentos não saíssem diretamente de Vorcaro para os servidores, utilizando "contas de passagem" e empresas interpostas.

Segundo a PF, Vorcaro ocultou mais de R$ 2,2 bilhões em uma conta bancária em nome do pai, Henrique Moura Vorcaro, mesmo após ter sido solto no fim de 2025.

O pedido foi acolhido pelo ministro André Mendonça, que autorizou nova ordem de prisão no âmbito do caso do Master. Vorcaro foi preso.

🛫 Segundo o documento, a PF sustenta que o risco de fuga de Vorcaro permanece elevado, citando a existência de “jatos privados” à disposição do investigado e um “extenso patrimônio no exterior, inclusive em paraísos fiscais”.

💵 Os investigadores também afirmam que começam a aparecer sinais de dilapidação desse patrimônio, o que reforçaria a necessidade da prisão.

Em nota, a defesa de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, afirmou que "são incorretas as informações divulgadas no sentido de que a conta mencionada na decisão do STF seja de sua titularidade".

"A defesa reafirma desconhecer a existência de qualquer conta e com tais valores e reitera ser imperativo que os fatos sejam devidamente esclarecidos. Entende-se a legítima preocupação com a reparação dos danos, mas ressalta ser essencial preservar a correção das informações divulgadas", disseram os advogados.

As autoridades relatam que as descobertas só foram possíveis após a Segunda Fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro de 2026.

💰 Na ocasião, medidas de bloqueio financeiro revelaram um montante de R$ 2.245.235.850,24, registrado na conta do pai do banqueiro e mantido junto à CBSF DTVM, mais conhecida no mercado como REAG.

No mesmo trecho, a PF faz uma comparação direta entre a ocultação dos recursos e o prejuízo causado pelo Banco Master, que teria deixado um rombo de quase R$ 40 bilhões no mercado financeiro — valor atualmente coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

"Enquanto o Fundo Garantidor de Crédito sangrava para cobrir o rombo bilionário deixado pelo Banco Master no mercado financeiro, montante que alcança quase 40 bilhões de reais, Daniel Vorcaro ocultava de seus credores e vítimas mais de 2 bilhões de reais junto a empresa conhecida por lavar dinheiro das mais perigosas organizações criminosas do Brasil, conduta ilícita que se perpetuou mesmo após ter sido posto em liberdade", afirmou a PF.

Os investigadores afirmam ainda que a conduta delitiva “se perpetuou mesmo após” a soltura do banqueiro, reforçando a tese de reiteração criminosa.

Há 1 hora São Paulo 2ª Turma do STF vai analisar prisão do banqueiro na próxima semanaHá 1 horaGrupo de Vorcaro invadiu sistemas da PF, FBI e Interpol, diz apuração

Há 5 horas Política Vorcaro foi preso por monitorar e ameaçar agredir adversáriosHá 5 horasDefesa de Vorcaro nega acusações; Zettel diz estar à disposiçãoHá 5 horasO que você precisa saber sobre Vorcaro e o colapso do MasterHá 5 horasMensagens em celularBanqueiro falou em ‘quebrar todos os dentes’ do jornalista Lauro Jardim

Há 6 horas Política ‘Não chegou a acontecer, não sei se porque ele foi preso antes’, diz Lauro JardimHá 6 horas’O Globo’ repudia iniciativas criminosas contra JardimHá 6 horasANJ condena ameaçasHá 6 horasMensagens revelam ordens de Vorcaro para ‘moer’ empregada

Há 6 horas Política Apenas 10% dos celulares apreendidos foram periciados até agoraHá 6 horasVorcaro e ‘capanga’ discutiam até simulação de sequestroHá 6 horasSADI: Mendonça dá ‘puxão de orelha’ na PGR e cobra urgência em investigação

Há 4 horas Blog da Andréia Sadi Veja o que faziam os servidores afastados no Banco CentralHá 4 horasANA FLOR: ministro vê servidor do BC como ‘funcionário’ de VorcaroHá 4 horasDiscussão na CâmaraPEC da Segurança vai ser votada hoje sem redução da maioridade penal

Há 2 horas Política Faltam evidências de que reduzir maioridade diminua violênciaHá 2 horasCrime em CopacabanaÚltimo réu por estupro coletivo se entrega à polícia e é preso no Rio

Há 6 horas Rio de Janeiro Pai de Vitor Simonin é exonerado do cargo de subsecretário do RJHá 6 horasPolícia diz que vai pedir quebra de sigilo telefônico dos réusHá 6 horasSanta CatarinaFilhas herdam dívidas milionárias após virarem sócias de empresas na infância

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

‘Hora de partir’: super-ricos de Dubai pagam fortunas para fugir da guerra

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 14:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,227-0,71%Dólar TurismoR$ 5,420-0,83%Euro ComercialR$ 6,079-0,57%Euro TurismoR$ 6,316-0,73%B3Ibovespa184.724 pts0,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,227-0,71%Dólar TurismoR$ 5,420-0,83%Euro ComercialR$ 6,079-0,57%Euro TurismoR$ 6,316-0,73%B3Ibovespa184.724 pts0,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,227-0,71%Dólar TurismoR$ 5,420-0,83%Euro ComercialR$ 6,079-0,57%Euro TurismoR$ 6,316-0,73%B3Ibovespa184.724 pts0,88%Oferecido por

Super-ricos de Dubai estão fugindo da cidade, pagando fortunas por rotas de escape devido ao temor da guerra. "É hora de ir embora", disse Evrim após ataque.

Famílias pagam até US$ 200 mil por voos privados, geralmente via Omã, para destinos como Genebra, fugindo do espaço aéreo restrito.

A demanda por voos e carros particulares disparou, mas a escassez de aeronaves e o congestionamento nas fronteiras dificultam a saída.

Dubai, antes refúgio seguro, está sob ataque: mais de 800 drones e 200 mísseis atingiram a região, deixando 3 mortos.

Diante do temor de que a guerra se prolongue, os super-ricos de Dubai começaram a deixar o opulento centro de negócios por todos os meios possíveis, às vezes pagando centenas de milhares de dólares.

A cidade dos Emirados Árabes Unidos recebe há décadas pessoas ricas atraídas pelos baixos impostos, pela segurança, pelo luxo e por um governo favorável aos negócios.

No entanto, nos últimos dias, com drones e mísseis cruzando os céus, alguns estão pagando grandes quantias para garantir uma rota de fuga segura. A tarefa é difícil porque o espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos está parcialmente fechado.

"Quando vimos o fogo, dissemos: 'OK, é hora de ir embora'", contou Evrim, uma mulher turca, mãe de dois filhos, referindo-se à explosão causada por destroços de um míssil que atingiram um hotel de luxo perto de sua casa, em Palm Jumeirah, o arquipélago artificial que se tornou símbolo da ostentação da cidade.

Ela, o marido e os dois filhos pagaram US$ 200 mil (R$ 1,03 milhão) para voar do vizinho sultanato de Omã até Genebra, na Suíça, onde pretendem esperar o fim da guerra. Para chegar à capital omani, Mascate, tiveram de dirigir seis horas pelo deserto.

"Estamos muito nervosos (…), principalmente por causa das crianças. Quando ouviram o som da explosão, ficaram assustadas", disse à AFP, referindo-se às interceptações de mísseis.

Evrim temia que sair se tornasse ainda mais difícil se o conflito se agravasse, sobretudo caso a Arábia Saudita, que controla grande parte do espaço aéreo regional, entrasse na guerra.

Com grandes parques temáticos e hotéis de luxo, o prédio mais alto do mundo e até um enorme shopping com pista de esqui coberta, Dubai se tornou destino popular entre ricos e celebridades.

Desde o último sábado, os Emirados foram alvo de mais de 800 drones e 200 mísseis, que deixaram três mortos, no que representa a parte mais intensa da campanha de represálias do Irã contra países do Golfo após a ofensiva de Estados Unidos e Israel que matou seu líder supremo, Ali Hosseini Khamenei.

Mulher caminha por rua após ataque, em meio ao conflito das duas nações com o Irã, em Teerã — Foto: Majid Asgaripour/WANA via Reuters

Vários governos estrangeiros, incluindo os do Reino Unido e da Alemanha, estão enviando aviões a Omã para evacuar seus cidadãos, já que poucos voos operam a partir dos Emirados.

Segundo Glenn Phillips, encarregado de relações públicas da Air Charter Service, empresa que organiza voos em jatos privados, "a demanda está aumentando claramente".

"Já organizamos vários voos de evacuação e há mais programados para hoje e amanhã, principalmente a partir de Mascate, em Omã, para pessoas que querem sair de Dubai", explicou.

Os preços estão disparando devido à escassez de aeronaves, já que muitas estão em aeroportos fechados. Além disso, operadores de jatos privados hesitam em voar por motivos de segurança.

A rota por Omã é a mais popular, acrescentou Phillips, mas o congestionamento na fronteira com os Emirados é tão grande que alguns chegam a esperar três ou quatro horas para atravessá-la.

Também aumentou a demanda por carros particulares para sair dos Emirados, especialmente entre ricos de países ocidentais, disse Mike D'Souza, coordenador de operações da empresa Indus Chauffeur, em Dubai.

Muitos estão deixando o país pela Arábia Saudita, cujos aeroportos continuam operando. No entanto, conseguir visto para entrar no reino tem sido um desafio para alguns evacuados.

Entre os que ficaram retidos, os que têm renda mais modesta enfrentam ainda mais dificuldades para sair.

Um britânico que preferiu não revelar o nome disse à AFP que conseguir lugar em um voo comercial a partir de Mascate foi extremamente difícil para ele, sua esposa grávida e seu filho de três anos.

"Os preços são extremamente altos e os assentos desaparecem rapidamente quando tentamos reservar", afirmou.

No fim, conseguiram passagens para um voo até Hyderabad, na Índia, de onde pretendem seguir para a Tailândia.

"Embora meu filho não entenda o que está acontecendo, ele está claramente confuso, e minha esposa também tem estado nervosa", contou.

"Dito isso, claro que amamos Dubai e a consideramos nosso lar. Pretendemos voltar assim que nosso filho nascer e as coisas se acalmarem", acrescentou.

Uma vista geral do luxuoso Hotel Burj al-Arab na área de Jumeirah, em Dubai, Emirados Árabes Unidos — Foto: Karim Sahib/Reuters

Há 2 horas Política ‘Sicário’ era executor de ‘práticas violentas’ de Vorcaro, diz PFHá 2 horas’A Turma’: quem é quem no grupo investigado por ameaçasHá 2 horasMensagens em celularVorcaro falou em ‘quebrar todos os dentes’ do jornalista Lauro Jardim

Há 4 horas Política ‘Não chegou a acontecer, não sei se porque ele foi preso antes’, diz Lauro JardimHá 4 horasO Globo repudia iniciativas criminosas contra Lauro Jardim

Há 4 horas Política Apenas 10% dos celulares apreendidos foram periciados até agoraHá 4 horasVorcaro e ‘capanga’ discutiam até simulação de sequestroHá 4 horasSADI: Mendonça dá ‘puxão de orelha’ na PGR e cobra urgência em investigação

Há 3 horas Blog da Andréia Sadi ANA FLOR: ministro vê servidor do BC como ‘funcionário’ de VorcaroHá 3 horasInvestimentos irreais, carteiras de crédito falsas: a crise do MasterHá 3 horasCrime em CopacabanaÚltimo réu por estupro coletivo se entrega à polícia e é preso no Rio

Há 4 horas Rio de Janeiro Pai de Vitor Simonin é exonerado do cargo de subsecretário do RJHá 4 horasEstupro coletivo: MP do Rio foi contra apreender menor Há 4 horasEconomia’Hora de partir’: super-ricos de Dubai pagam fortunas para fugir da guerra

Há 12 minutos Economia EUA e Israel x IrãLula cobra líderes globais por paz e diz que ONU está ‘cedendo ao fatalismo’

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Socorro ao BRB: melhor opção é colocar imóveis em fundo de investimento imobiliário, diz presidente do banco

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 13:54

Distrito Federal Socorro ao BRB: melhor opção é colocar imóveis em fundo de investimento imobiliário, diz presidente do banco CLDF aprovou projeto de lei que autoriza repasse de nove imóveis públicos do DF ao patrimônio do BRB. Foram 14 votos a favor e 10 contra nos dois turnos. Por Isabela Camargo, TV Globo

Foram 14 votos a favor e 10 contra nos dois turnos. O texto vai à sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB).

O presidente do banco afirma que a principal opção, agora, é criar um fundo de investimento imobiliário (FII) e vender as cotas dos imóveis para investidores qualificados.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou nesta terça-feira (3) o projeto de lei que autoriza o repasse de nove imóveis públicos da capital federal ao patrimônio do Banco de Brasília (BRB). Foram 14 votos a favor e 10 contra nos dois turnos. O texto vai à sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB).

Em entrevista exclusiva à TV Globo nesta quarta-feira (4), o presidente da instituição Nelson Antônio de Souza disse que, agora, a melhor opção é criar um fundo de investimento imobiliário (FII) e vender as cotas dos imóveis para investidores qualificados.

"Não geraria uma PNT ou uma prestação nem iria mexer na Lei de Responsabilidade Fiscal do governo do Distrito Federal. Assim, esses imóveis seriam teriam rentabilidade para aqueles investidores que estariam conosco", afirmou.

🔎 O FII foi criado pela Lei Federal 8.668/93 e é regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). São carteiras compostas por imóveis selecionados e administrados por uma instituição financeira, previamente autorizada pela Comissão a operar. Os lucros dos FIIs devem ser distribuídos periodicamente aos cotistas.

Segundo Nelson de Souza, o BRB é responsável, atualmente, por 64% dos financiamentos imobiliários do DF e injeta R$ 215 milhões na economia local.

O presidente da instituição garantiu que o plano de recuperação vai ser apresentado ao Banco Central dentro do prazo, no fim deste mês. Ele também defendeu a responsabilização dos responsáveis pelo prejuízo bilionário.

"Nós vimos que faltou um pouco, faltou um pouco de governança e alguns fluxo no processo não foi observado e aquela tentativa talvez de salvar uma liquidez de outro banco ou do próprio capital levou a fragilidades", diz Nelson de Souza.

Ainda segundo estimativas do próprio banco, uma eventual liquidação do BRB causaria um impacto de R$ 20 a R$ 25 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que faz o ressarcimento dos credores.

🔎 O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistema. É ele quem garante que os recursos depositados ou investidos em um banco permaneçam protegidos caso a instituição enfrente alguma crise ou dificuldade.

Nelson de Souza nega a possibilidade de liquidação ou federalização do banco. "O BRB sairá bem mais forte e será capitalizado mais forte que ele era antes", afirmou o presidente da instituição.

Banco Central determina que BRB reserve R$ 3 bilhões para manter operações em segurança — Foto: Reprodução/TV Globo

SIA, Trecho Serviço Público, Lote F – área pertencente à Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb): R$ 632 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote G: R$ 632 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote I: R$ 364 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote H: R$ 361 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote C – pertencente à CEB: R$ 547 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote B – pertencente à Novacap: R$ 1,02 bilhão;Centro Metropolitano, Quadra 03, Conjunto A, Lote 01, em Taguatinga – é a sede do Centro Administrativo do DF, abandonada há mais de uma década: R$ 491 milhões;"Gleba A" de 716 hectares, pertencentes à Terracap – o documento não diz o endereço com precisão: R$ 2,2 bilhões;Setor de Áreas Isoladas Norte SAIN (antigo lote da PM): R$ 239 milhões.

Há 1 hora Política ‘Sicário’ era executor de ‘práticas violentas’ de Vorcaro, diz PFHá 1 hora’A Turma’: quem é quem no grupo investigado por ameaçasHá 1 horaMensagens em celularVorcaro falou em ‘quebrar todos os dentes’ do jornalista Lauro Jardim

Há 3 horas Política ‘Não chegou a acontecer, não sei se porque ele foi preso antes’, diz Lauro JardimHá 3 horasO Globo repudia iniciativas criminosas contra Lauro Jardim

Há 3 horas Política Apenas 10% dos celulares apreendidos foram periciados até agoraHá 3 horasVorcaro e ‘capanga’ discutiam até simulação de sequestroHá 3 horasSADI: Mendonça dá ‘puxão de orelha’ na PGR e cobra urgência em investigação

Há 2 horas Blog da Andréia Sadi ANA FLOR: ministro vê servidor do BC como ‘funcionário’ de VorcaroHá 2 horasInvestimentos irreais, carteiras de crédito falsas: a crise do MasterHá 2 horasCrime em CopacabanaÚltimo réu por estupro coletivo se entrega à polícia e é preso no Rio

Há 3 horas Rio de Janeiro Pai de Vitor Simonin é exonerado do cargo de subsecretário do RJHá 3 horasEstupro coletivo: Ministério Público do Rio foi contra apreender menor Há 3 horasLula cobra líderes globais por paz e diz que ONU está ‘cedendo ao fatalismo’

Há 41 minutos Política EUA e Israel x IrãBombardeios, funeral de Ali Khamenei e ameaça da Europa: o 5º dia de guerra

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

O que você precisa saber sobre a prisão de Daniel Vorcaro e o colapso do Banco Master

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 04/03/2026 13:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,210-1,05%Dólar TurismoR$ 5,411-1%Euro ComercialR$ 6,064-0,86%Euro TurismoR$ 6,305-0,9%B3Ibovespa184.091 pts0,54%MoedasDólar ComercialR$ 5,210-1,05%Dólar TurismoR$ 5,411-1%Euro ComercialR$ 6,064-0,86%Euro TurismoR$ 6,305-0,9%B3Ibovespa184.091 pts0,54%MoedasDólar ComercialR$ 5,210-1,05%Dólar TurismoR$ 5,411-1%Euro ComercialR$ 6,064-0,86%Euro TurismoR$ 6,305-0,9%B3Ibovespa184.091 pts0,54%Oferecido por

O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi preso novamente por ordem do STF, em investigação de fraudes e "milícia privada".

O Banco Master, liquidado em 2025, oferecia rendimentos altos para encobrir crise de liquidez, afetando milhões e exigindo bilhões do FGC.

Vorcaro já havia sido preso em 2025 por gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro, com suspeita de R$ 50 bilhões em CDBs sem lastro.

A nova prisão de Vorcaro e o bloqueio de R$ 22 bilhões foram baseados em indícios de organização criminosa e interferência regulatória.

Milhões de clientes tiveram valores bloqueados; o FGC, que tentou socorrer o banco, perdeu quase um terço de seu caixa com os ressarcimentos.

A crise envolvendo o Banco Master teve novo desdobramento nesta quarta-feira (4), com a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador da instituição.

A detenção, determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorre em meio a investigações da Polícia Federal (PF) sobre uma rede que envolve fraudes, corrupção de servidores públicos e até o uso de uma "milícia privada" para intimidar opositores.

O banqueiro era controlador do Master, cujo encerramento das atividades no ano passado por decisão do Banco Central (BC) também resultou na liquidação de outras empresas do grupo, afetando milhões de clientes e exigiu o ressarcimento de bilhões de reais pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Veja abaixo os principais pontos para entender o colapso do conglomerado e a investigação que levou à nova prisão de Vorcaro.

O que é o Banco Master e quais empresas faziam parte do grupo?Quais foram os principais motivos da liquidação do Banco Master?Por que o BRB tentou comprar o Banco Master?Quais foram as consequências das transações entre BRB e Master?Quem é Daniel Vorcaro e por que ele foi preso?O que diz a decisão de André Mendonça que levou à nova prisão de Vorcaro?Qual é a relação do ministro Dias Toffoli com o caso?Como ficaram os clientes dos bancos liquidados?O papel do FGC

O Banco Master teve origem em 1974, como Máxima Corretora de Valores e Títulos Mobiliários. Ao longo das décadas, passou por expansões e mudanças societárias até se transformar em um conglomerado financeiro com atuação em crédito, investimentos e gestão de recursos.

Sob o controle do banqueiro Daniel Vorcaro, a instituição ganhou visibilidade ao oferecer produtos de renda fixa, como CDBs, com rendimentos muito acima da média do mercado — estratégia que acabou encobrindo uma grave crise de liquidez e insolvência.

O Banco Central classificava o Master como um conglomerado de pequeno porte (segmento S3), com cerca de 0,57% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Em 18 de novembro de 2025, o grupo sofreu liquidação extrajudicial devido ao comprometimento de sua situação econômico-financeira e ao descumprimento de normas do sistema bancário.

Banco Master S/A – instituição líder do conglomerado.Banco Master de Investimento S/A – braço voltado a operações de investimento.Banco Letsbank S/A – anteriormente ligado ao Banco Master e liquidada pelo BCMaster S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários – corretora do conglomerado.Banco Master Múltiplo S/A – entidade submetida a regime especial para tentar preservar as controladas.Will Bank (Will Financeira S.A.) – banco digital voltado a clientes de baixa renda, adquirido em 2024 e liquidado em janeiro.Banco Pleno – outra instituição do grupo que também entrou em processo de liquidação.Reag Investimentos – embora apresentada como gestora independente, investigações indicam que era ligada ao Banco Master e teria participado da estruturação de fundos usados para inflar artificialmente o patrimônio da instituição. Em janeiro, o BC decretou aliquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, novo nome da Reag Trust DTVM. Trata-se da empresa que faz a gestão dos fundos no grupo da Reag Investimentos.

A liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, foi motivada por uma combinação de deterioração financeira acelerada, indícios de fraude e descumprimento de normas regulatórias.

Crise de liquidez e risco de insolvência: o BC apontou “comprometimento da situação econômico-financeira” e “deterioração da liquidez”, indicando que o banco já enfrentava risco concreto de quebra.Captação a custos elevados: para cobrir rombos operacionais, a instituição passou a oferecer CDBs com taxas muito acima do mercado — até 40% superiores à média ou entre 130% e 180% do CDI. Especialistas interpretam essa estratégia como um sinal de emergência financeira, após a perda de acesso a crédito mais barato.Exposição a ativos de alto risco: o banco concentrou recursos em investimentos considerados arriscados, como precatórios de recebimento incerto e empresas em dificuldades.Fraudes e emissão de títulos sem lastro: a Polícia Federal, na Operação Compliance Zero, apurou a criação de carteiras de crédito fictícias. O Master teria emitido cerca de R$ 50 bilhões em CDBs sem comprovar capacidade de pagamento, usando ativos inexistentes adquiridos da empresa Tirreno para inflar artificialmente o patrimônio.Descumprimento de regras do sistema financeiro: o BC citou violação às normas bancárias e desobediência a determinações da própria autoridade monetária.Fracasso nas tentativas de venda: negociações para evitar a quebra, como a proposta envolvendo o Banco de Brasília (BRB), não avançaram por falta de transparência, questionamentos de órgãos de controle e vínculos com investigações criminais.

A liquidação foi decretada após o anúncio de uma nova tentativa de venda para a Fictor Holding, considerada inviável pelo BC diante da insolvência do grupo.

Além da liquidação, houve bloqueio de bens dos controladores e a primeira prisão do dono do banco, Daniel Vorcaro, acusado de gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

À época, ele foi preso em flagrante, mas deixou a prisão após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que também determinou a soltura dos outros quatro executivos do banco.

Agentes da Polícia Federal entram no BRB, Banco de Brasília, durante uma operação contra a emissão fraudulenta de títulos de crédito por instituições financeiras, que resultou na prisão de Daniel Vorcaro, em Brasília, Brasil, 18 de novembro de 2025. — Foto: Reuters/Mateus Bonomi

A tentativa de compra de 58% do capital do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), anunciada em março de 2025 por cerca de R$ 2 bilhões, teve como principais motivações a expansão estratégica da instituição e o respaldo político do governo do Distrito Federal.

Formação de um grande conglomerado: a meta era criar uma instituição financeira de maior porte, com aproximadamente R$ 100 bilhões em ativos totais.Ampliação da atuação nacional: o BRB buscava reforçar sua presença fora do Distrito Federal, onde já mantinha agências em diversos estados.Fortalecimento patrimonial e estratégico: o plano previa que o BRB assumisse o controle do Master, com a aquisição de 49% das ações ordinárias, 100% das preferenciais e 58% do capital total.Apoio do Governo do DF: o governador Ibaneis Rocha foi um dos principais defensores da transação e sancionou em tempo recorde a lei aprovada pela Câmara Legislativa que autorizava a compra.“Socorro” financeiro sob investigação: embora apresentada publicamente como uma estratégia de expansão, investigações da Polícia Federal indicam que a operação teria funcionado como um alívio financeiro para o Banco Master, que enfrentava custos elevados de captação. A PF passou a apurar ainda se houve uso de créditos falsos para reforçar o caixa da instituição no mesmo período em que o BRB tentava viabilizar a compra e convencer os órgãos de controle sobre a solidez do negócio.

A negociação foi barrada pela diretoria colegiada do Banco Central em setembro, sob o argumento de que não foram apresentados documentos suficientes para comprovar a viabilidade econômico-financeira da operação.

Posteriormente, o fracasso dessa transação e de outras iniciativas malsucedidas contribuiu para desgastar o patrimônio e a credibilidade do BRB no mercado.

A tentativa frustrada de compra e a aquisição de ativos suspeitos entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master geraram impactos financeiros, jurídicos e políticos, com reflexos sobre o patrimônio público do Distrito Federal.

Deterioração do patrimônio e da credibilidade do BRB, que precisou apresentar um plano preventivo de capitalização ao Banco Central; Afastamento do então presidente Paulo Henrique Costa e investigações da Polícia Federal por suspeitas de gestão fraudulenta; Prejuízo de R$ 12,2 bilhões na compra de créditos considerados inexistentes da empresa Tirreno, vista como possível socorro irregular ao Master.

Diante do rombo, o governador Ibaneis Rocha propôs transferir imóveis públicos ao BRB para viabilizar captação de recursos. O BC exigiu que o banco reservasse R$ 3 bilhões adicionais.

O caso também provocou desgaste político e questionamentos de órgãos de controle, como o Ministério Público do DF e o Ministério Público de Contas.

Daniel Vorcaro é o controlador do Banco Master e começou sua trajetória quando a instituição ainda era a Máxima Corretora, que transformou em conglomerado financeiro até a liquidação do banco.

A primeira, em novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, ocorreu durante tentativa de deixar o país e envolveu suspeitas de emissão de cerca de R$ 50 bilhões em CDBs sem lastro, por meio de créditos inexistentes da empresa Tirreno. As acusações incluem gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A segunda prisão aconteceu nesta quarta-feira (4), por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, após análise de mensagens no celular do empresário, com indícios de ameaças, corrupção e tentativa de interferência em decisões regulatórias.

A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 22 bilhões em bens para ressarcir prejuízos ao sistema financeiro.

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro nesta quarta-feira (4), foi baseada na existência de uma organização criminosa com atuação violenta, interferência em órgãos reguladores e risco à apuração dos fatos.

Foi a primeira medida de grande impacto de Mendonça após assumir a relatoria do caso, no lugar de Dias Toffoli. Os principais fundamentos da decisão foram:

“Milícia privada”: as investigações apontam a existência de um grupo chamado “A Turma”, usado para monitorar e intimidar ilegalmente opositores, autoridades e jornalistas.Ameaças de violência: mensagens indicam ordens para agredir um jornalista e “quebrar todos os dentes” em um assalto forjado, além de menções à simulação de sequestros.Cooptação de servidores do BC: a decisão descreve o suborno de chefias da supervisão bancária do Banco Central, que atuariam como “consultores informais” do banqueiro, revisando documentos e antecipando fiscalizações em troca de pagamentos mensais de até R$ 1 milhão.Espionagem e invasão de sistemas: o grupo é acusado de acessar ilegalmente bases sigilosas da Polícia Federal, do Ministério Público Federal, da Interpol e do FBI.Risco à ordem pública e à investigação: segundo Mendonça, a liberdade dos investigados poderia gerar novas intimidações, destruição de provas e continuidade da lavagem de dinheiro.Danos bilionários: o esquema envolve a fabricação de carteiras de crédito sem lastro e a emissão de cerca de R$ 50 bilhões em CDBs sem comprovação de liquidez.

Além da prisão de Vorcaro, a decisão determinou o bloqueio de R$ 22 bilhões em bens e valores do grupo, o afastamento de servidores do Banco Central (com uso de tornozeleira eletrônica) e a suspensão das atividades de cinco empresas ligadas ao banqueiro.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, teve papel central no caso do Banco Master: foi relator do inquérito, concentrou decisões no STF, decretou sigilo e autorizou buscas e bloqueios de valores.

Sua atuação passou a ser questionada após a confirmação de que é sócio da Maridt Participações, empresa familiar que realizou negócios com fundo ligado à Reag Investimentos, grupo relacionado ao Master, incluindo a venda de participação no resort Tayayá.

Também surgiram controvérsias sobre um voo em avião particular com advogado ligado à defesa e menções a seu nome em mensagens do celular de Daniel Vorcaro, dono do banco.

Em fevereiro de 2026, Toffoli deixou a relatoria por “interesse institucional”. O caso foi redistribuído ao ministro André Mendonça, que passou a conduzir o inquérito e autorizou nova prisão de Vorcaro.

A liquidação extrajudicial das empresas do Conglomerado Master — que inclui Banco Master, Will Bank e Banco Pleno — provocou a interrupção imediata das operações e deixou milhões de clientes com valores bloqueados, dependentes dos mecanismos de ressarcimento pelo FGC e liquidantes.

Esses investidores estão protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).Limite: até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, incluindo principal e rendimentos até a data da liquidação.Banco Master: o processo está avançado; cerca de 84% dos credores (653 mil pessoas) já receberam, somando R$ 37,2 bilhões. Os casos pendentes envolvem situações mais complexas, como inventários e contas de menores.Will Bank e Banco Pleno: as listas de credores ainda não foram concluídas pelo liquidante, e o FGC não iniciou o pagamento geral. Houve apenas uma antecipação para clientes do Will Bank com até R$ 1 mil a receber.

Este é o caso mais crítico, pois o banco digital tinha cerca de 12 milhões de clientes, em sua maioria de baixa renda.Sem cobertura do FGC: por ser instituição de pagamento, os saldos das contas digitais não são garantidos pelo FGC.Devolução integral via BC: por lei, esses recursos devem ficar segregados e custodiados no Banco Central, devendo ser devolvidos aos clientes.Bloqueio: a liberação depende da conclusão do levantamento contábil do liquidante; enquanto isso, há relatos de dificuldades para pagar despesas básicas.

Quem tinha mais de R$ 250 mil investidos tornou-se credor da massa liquidanda. O recebimento do excedente não é garantido e depende da venda dos ativos das instituições ao longo do processo.

Investidores institucionais, como fundos de pensão de servidores públicos, que aplicaram quase R$ 2 bilhões no grupo, também estão nessa fila, sem proteção do FGC.

Dívidas: a liquidação não extingue obrigações. Parcelas de empréstimos, financiamentos e faturas devem continuar sendo pagas para evitar juros e negativação.Cartões: os cartões do Will Bank tiveram a aceitação suspensa pela Mastercard por inadimplência da financeira.Aplicativos: permanecem acessíveis apenas para consulta de saldo e extratos; transferências, saques e PIX estão desativados.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) teve papel central no caso do Banco Master, atuando desde o socorro financeiro inicial até o ressarcimento em larga escala de investidores após a quebra das instituições do grupo. As principais funções e impactos do FGC, segundo as fontes, foram:

Antes da decretação da liquidação extrajudicial, o FGC tentou evitar o colapso do Banco Master. Em maio de 2025, concedeu uma linha de crédito emergencial de R$ 4 bilhões à instituição, renovada duas vezes enquanto o banco buscava compradores.

Após a liquidação, o FGC passou a ser responsável por devolver recursos à maioria dos clientes, dentro dos limites legais.

Limite de cobertura: até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ para investimentos em CDB, LCI, LCA, poupança e depósitos à vista.Volume de pagamentos: estima-se um desembolso de cerca de R$ 51 bilhões para cobrir as quebras de Master, Will Bank e Banco Pleno.Status do Master: aproximadamente 84% dos credores (653 mil pessoas) já receberam, totalizando R$ 37,2 bilhões.Antecipação no Will Bank: devido ao perfil mais vulnerável dos clientes do banco digital, o FGC antecipou pagamentos para cerca de 6 milhões de pessoas com até R$ 1 mil a receber.

O volume elevado de saques drenou significativamente os recursos do FGC, que perdeu quase um terço do seu caixa, antes estimado em cerca de R$ 140 bilhões. Para recompor o patrimônio e preservar a estabilidade do sistema financeiro, o fundo estuda medidas como:

antecipação das contribuições dos bancos associados;criação de cobranças extras e aumento das taxas para instituições de maior risco (de 0,01% para 0,02% ao mês sobre os depósitos);uso de parte do depósito compulsório junto ao Banco Central.

Há 1 hora Política ‘Sicário’ era executor de ‘práticas violentas’ de Vorcaro, diz PFHá 1 hora’A Turma’: quem é quem no grupo investigado por ameaçasHá 1 horaMensagens em celularVorcaro falou em ‘quebrar todos os dentes’ do jornalista Lauro Jardim

Há 3 horas Política ‘Não chegou a acontecer, não sei se porque ele foi preso antes’, diz Lauro JardimHá 3 horasO Globo repudia iniciativas criminosas contra Lauro Jardim

Há 3 horas Política Apenas 10% dos celulares apreendidos foram periciados até agoraHá 3 horasVorcaro e ‘capanga’ discutiam até simulação de sequestroHá 3 horasSADI: Mendonça dá ‘puxão de orelha’ na PGR e cobra urgência em investigação

Há 2 horas Blog da Andréia Sadi ANA FLOR: ministro vê servidor do BC como ‘funcionário’ de VorcaroHá 2 horasInvestimentos irreais, carteiras de crédito falsas: a crise do MasterHá 2 horasCrime em CopacabanaÚltimo réu por estupro coletivo se entrega à polícia e é preso no Rio

Há 3 horas Rio de Janeiro Pai de Vitor Simonin é exonerado do cargo de subsecretário do RJHá 3 horasEstupro coletivo: Ministério Público do Rio foi contra apreender menor Há 3 horasLula cobra líderes globais por paz e diz que ONU está ‘cedendo ao fatalismo’

Há 41 minutos Política EUA e Israel x IrãBombardeios, funeral de Ali Khamenei e ameaça da Europa: o 5º dia de guerra

0

PREVIOUS POSTSPage 1 of 3NO NEW POSTS