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Dólar abre em queda com mercado atento a indicadores dos EUA e ao conflito no Oriente Médio
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Dólar abre em queda com mercado atento a indicadores dos EUA e ao conflito no Oriente Médio
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/03/2026 09:57
Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2641,91%Dólar TurismoR$ 5,4661,85%Euro ComercialR$ 6,1141,05%Euro TurismoR$ 6,3621,11%B3Ibovespa182.710 pts-3,48%MoedasDólar ComercialR$ 5,2641,91%Dólar TurismoR$ 5,4661,85%Euro ComercialR$ 6,1141,05%Euro TurismoR$ 6,3621,11%B3Ibovespa182.710 pts-3,48%MoedasDólar ComercialR$ 5,2641,91%Dólar TurismoR$ 5,4661,85%Euro ComercialR$ 6,1141,05%Euro TurismoR$ 6,3621,11%B3Ibovespa182.710 pts-3,48%Oferecido por
O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (4) em queda, recuando 0,24% na abertura, aos R$ 5,2514. Já o Ibovespa abre às 10h.
▶️ Nos EUA, a manhã começa com a divulgação do relatório ADP de fevereiro, que mede a criação de vagas no setor privado. A expectativa é de abertura de cerca de 50 mil postos de trabalho.
▶️ Ainda na agenda americana, será publicado o Livro Bege do Federal Reserve. O documento traz a avaliação do banco central sobre inflação, emprego e crescimento, servindo de referência para investidores.
▶️ No campo geopolítico, o ataque conjunto de EUA e Israel ao Irã elevou a tensão no Oriente Médio e aumentou o risco de novo choque inflacionário, com alta nos preços do petróleo. Não há clareza sobre a duração do conflito.
▶️ O presidente Donald Trump afirmou que determinou à Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA a oferta de seguro contra riscos políticos e garantias ao comércio marítimo no Golfo. Segundo ele, a Marinha pode escoltar petroleiros no Estreito de Ormuz, se necessário.
▶️ No Brasil, o Banco Central autorizou que instituições financeiras abatam dos recolhimentos compulsórios os valores que anteciparem ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para recomposição patrimonial.
▶️ Em São Paulo, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, voltou a ser preso pela Polícia Federal em investigação sobre um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras. O cunhado dele, Fabiano Zettel, também é alvo de mandado de prisão e ainda não foi localizado.
Os preços do petróleo continuam em forte alta nos mercados internacionais depois que o Irã declarou o fechamento do Estreito de Ormuz e ameaçou atacar qualquer navio que tentasse cruzar a rota. No meio da tarde, o barril do petróleo tipo Brent subia mais de 5%, cotado acima de US$ 82.
A região é estratégica para o comércio global de energia, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, o que aumentou o temor de desabastecimento e disparou os preços da commodity.
A alta já vinha sendo impulsionada pela intensificação da guerra no Oriente Médio, após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, que também atingiram instalações do setor de energia.
Com isso, países da região interromperam preventivamente a produção de petróleo e gás, como Catar, Arábia Saudita e Israel, agravando as preocupações com a oferta global.
Além do petróleo, o fornecimento de gás natural também foi afetado, reforçando a pressão sobre os preços da energia. O avanço do conflito elevou a percepção de risco nos mercados financeiros, que passaram a monitorar possíveis impactos sobre a inflação e o crescimento econômico mundial.
🛢️ A forte alta do petróleo beneficia as empresas do setor porque elas vendem a commodity a preços internacionais. Quando o barril sobe, a receita dessas companhias tende a aumentar, o que melhora a perspectiva de lucro e impulsiona suas ações na bolsa.
Nem mesmo a disparada do petróleo tem conseguido sustentar as ações do setor. Apesar da forte alta da commodity, os papéis da Petrobras — que subiram mais de 4% na véspera — avançam pouco nesta terça-feira, figurando entre as poucas altas da bolsa brasileira.
“É um momento de grande cautela. O cenário internacional concentra muitos riscos e, sobretudo, falta clareza sobre os próximos passos do conflito. O investidor prefere ambientes mais previsíveis, e hoje o mercado opera sob forte incerteza”, afirma Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% em 2025, segundo o IBGE, desacelerando frente aos 3,4% de 2024 e registrando o menor avanço em cinco anos.
Ainda assim, foi o quinto ano seguido de crescimento da economia. No quarto trimestre, a alta foi de apenas 0,1%, indicando estagnação no fim do ano. O principal motor do crescimento foi a agropecuária, que avançou 11,7%, impulsionada por safras recordes de milho e soja.
O setor de serviços cresceu 1,8%, mesmo com juros elevados, enquanto a indústria teve alta modesta de 1,4%, sustentada pelas indústrias extrativas (óleo e gás).
Pelo lado da demanda, o consumo das famílias subiu 1,3%, desacelerando em relação a 2024 por causa dos juros altos e do endividamento.
Os investimentos do governo cresceram 2,9%, apoiados pela importação de bens de capital e pela construção. Exportações avançaram 6,2%, e importações, 4,5%.
💰 Embora a economia brasileira tenha começado o ano em ritmo mais forte, para muitos brasileiros, a sensação foi de que o dinheiro continuou curto no final do mês. Entenda por que o brasileiro não percebe a melhora da economia.
Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam no vermelho nesta terça-feira, conforme investidores seguem preocupados com o conflito no Oriente Médio e seus potenciais efeitos na economia global.
No fechamento, o S&P 500 perdeu 0,94%, para 6.816,59 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 1,00%, para 22.521,24 pontos. O Dow Jones caiu 0,82%, para 48.505,21 pontos.
Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 caiu 3,08%, aos 604,44 pontos, no nível mais baixo em um mês. O movimento de queda foi generalizado entre as principais bolsas da região e também refletiu os temores do mercado acerca da guerra no Irã.
A preocupação é que o conflito prolongado encareça combustíveis, transporte e produtos em geral, prejudicando a economia.
Entre os destaques, o índice FTSE 100, de Londres, caiu 2,75%, enquanto o DAX, de Frankfurt, recuou 3,44% e o CAC-40, de Paris, teve queda de 3,46%.
As bolsas da Ásia também fecharam em queda nesta terça-feira. Na China, o índice de Xangai recuou 1,43%, aos 4.122 pontos, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,54%, para 4.655 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,12% e terminou o dia em 25.768 pontos.
No Japão, o Nikkei despencou 3,1%, aos 56.279 pontos, e na Coreia do Sul o Kospi teve queda acentuada de 7,24%, fechando em 5.791 pontos. Em Taiwan, o Taiex recuou 2,20%, para 34.323 pontos, enquanto na Austrália o S&P/ASX 200 caiu 1,34%, aos 9.077 pontos.
Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. — Foto: Tatan Syuflana/ AP
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