RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Mega-Sena, concurso 2.981: veja os números sorteados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/03/2026 21:55

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 2.981: prêmio acumula e vai a R$ 60 milhões Veja os números sorteados: 15 – 22 – 27 – 32 – 50 – 58. Quina teve 41 apostas ganhadoras; cada uma vai levar R$ 61,085,40. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 2.981 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (7), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 60 milhões.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Há 42 minutos Mega-Sena ExclusivoCientista admite erros em gráfico e em escrita de artigo, mas reafirma que polilaminina é eficaz

Há 18 horas Saúde Eleições 2026Datafolha: Lula tem 46% e Flávio, 43% das intenções de voto no 2º turno

Há 5 horas Eleições 2026 No 1º turno, Lula lidera todas as simulações, mas vantagem diminuiHá 5 horasLula tem 46% de rejeição, e Flávio, 45%, aponta pesquisaHá 5 horasPronunciamento na TVLula promete novas operações contra agressores de mulheres

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Guerra no Irã ameaça impacto prolongado nos mercados globais de energia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/03/2026 08:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%Oferecido por

Bombas de extração abandonadas e danificadas ao longo do tempo em um campo da estatal de petróleo PDVSA no Lago de Maracaibo, em Cabimas, na Venezuela. — Foto: Reuters

A guerra no Irã pode deixar consumidores e empresas em todo o mundo enfrentando semanas — ou meses — de preços mais altos de combustíveis. Isso pode ocorrer mesmo que o conflito, que já dura uma semana, termine rapidamente, já que os fornecedores ainda precisam lidar com instalações danificadas, logística interrompida e riscos elevados no transporte marítimo.

O cenário representa uma ameaça econômica global mais ampla e também uma vulnerabilidade política para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às vésperas das eleições de meio de mandato. Eleitores estão sensíveis ao aumento das contas de energia e, em geral, rejeitam novos envolvimentos militares no exterior.

"O mercado está mudando seu foco, deixando de precificar o risco geopolítico puro e passando a lidar com a interrupção operacional tangível, à medida que o fechamento de refinarias e as restrições às exportações começam a prejudicar o processamento de petróleo bruto e os fluxos de suprimento regionais", disseram analistas do JP Morgan em uma nota na sexta-feira (6).

O conflito já levou à suspensão de cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo bruto e gás natural. Teerã tem atacado navios no estratégico Estreito de Ormuz — entre suas costas e Omã — e também infraestrutura energética em toda a região.

Os preços globais do petróleo subiram 24% na semana, ultrapassando US$ 90 por barril — um movimento que já pressiona os preços dos combustíveis para consumidores em todo o mundo.

O fechamento quase total do Estreito fez com que os grandes produtores da região — Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Kuwait — suspendessem embarques de até 140 milhões de barris de petróleo, o equivalente a cerca de 1,4 dia da demanda global, para refinarias em diversos países.

Como resultado, os estoques de petróleo e gás nas instalações do Golfo Pérsico estão se esgotando rapidamente, forçando campos no Iraque a reduzir a produção. Kuwait e Emirados Árabes Unidos provavelmente serão os próximos a fazer cortes, disseram analistas, operadores e outras fontes do setor.

"Em breve, todos também se isolarão se os navios não chegarem", disse uma fonte de uma empresa petrolífera estatal da região, que pediu para não ser identificada.

Campos petrolíferos que interromperam atividades em todo o Oriente Médio, devido aos problemas no transporte marítimo, podem demorar a voltar ao normal, disse Amir Zaman, chefe da equipe comercial das Américas da Rystad Energy.

"O conflito pode ser resolvido, mas isso pode levar dias, semanas ou meses, dependendo do tipo de campo, da idade do campo e do tipo de paralisação que tiveram que fazer antes que a produção possa voltar ao nível anterior", disse ele.

Enquanto isso, forças iranianas vêm atacando infraestrutura energética regional — incluindo refinarias e terminais —, forçando operações a serem interrompidas. Em alguns casos, os danos foram graves e exigem reparos.

O Catar declarou força maior em suas exportações de gás na quarta-feira, após ataques de drones iranianos, e pode levar pelo menos um mês para voltar aos níveis normais de produção, disseram fontes à Reuters. O país responde por cerca de 20% do GNL mundial.

A gigantesca refinaria e o terminal de exportação de petróleo bruto de Ras Tanura, da Saudi Aramco, também foram fechados após os ataques, sem detalhes divulgados sobre os danos.

A Casa Branca justificou o ataque ao Irã afirmando que o país representava uma ameaça iminente aos Estados Unidos, sem fornecer detalhes. Trump também declarou preocupação com os esforços iranianos para obter uma arma nuclear.

Um fim rápido da guerra ajudaria a acalmar os mercados. Ainda assim, o retorno aos níveis de oferta e de preços pré-guerra pode levar semanas ou meses, a depender da extensão dos danos à infraestrutura e ao transporte marítimo.

"Considerando os danos físicos causados ​​pelos ataques iranianos, até agora não vimos nada que possa ser considerado estrutural, embora o risco permaneça enquanto a guerra continuar", disse Joel Hancock, analista de energia da Natixis CIB.

A maior incógnita para o fornecimento de energia é como — e quando — o Estreito de Ormuz voltará a ser seguro para a navegação. Trump ofereceu escolta naval a petroleiros e prometeu apoio financeiro dos EUA a embarcações que operam na região.

Ainda assim, a segurança nas rotas marítimas pode ser ilusória, já que o Irã tem capacidade de sustentar ataques com drones contra embarcações por meses, segundo fontes de inteligência e militares.

O conflito também pode levar países a reforçar reservas estratégicas de petróleo nas semanas e meses seguintes ao seu término, ao expor os riscos de estoques insuficientes. Esse movimento tende a elevar a demanda e a sustentar os preços.

A interrupção no fornecimento de energia já repercute nas cadeias de suprimentos e nas economias da Ásia, região dependente de importações e que obtém cerca de 60% do seu petróleo bruto do Oriente Médio.

Na Índia, a estatal Mangalore Refinery and Petrochemicals (MRPL.NS) declarou força maior para cargas de exportação de gasolina nesta semana, segundo fontes, somando-se a um número crescente de refinarias na região que não conseguem cumprir contratos por falta de abastecimento.

Pelo menos duas refinarias na China reduziram a produção. O país, grande fornecedor regional, pediu que refinarias suspendessem exportações de combustíveis. A Tailândia também suspendeu exportações de derivados, enquanto o Vietnã interrompeu embarques de petróleo bruto.

A crise impulsionou os negócios da Rússia. Os preços do petróleo russo subiram após os EUA concederem às refinarias indianas uma isenção de 30 dias para comprar o produto e substituir o fornecimento perdido do Oriente Médio. Ao mesmo tempo, Washington pressionou Nova Délhi a reduzir as importações de petróleo russo sob ameaça de tarifas.

No Japão, segundo maior importador mundial de GNL, os contratos futuros de energia de base para Tóquio, referentes ao ano fiscal que começa em abril, subiram mais de um terço na semana, em antecipação a combustíveis mais caros. Em Seul, motoristas formaram filas em postos de gasolina, também prevendo alta nos preços.

Para os consumidores europeus, a crise no fornecimento de gás e os preços mais altos representam um duplo golpe. A região já havia sido duramente afetada após 2022, quando as sanções às importações de energia russas sucederam a invasão da Ucrânia.

A Europa recorreu às importações de GNL para substituir o gás russo recebido por gasoduto. Agora, o bloco precisa adquirir cerca de 180 cargas adicionais de GNL em relação ao ano passado para atingir os níveis de armazenamento considerados necessários antes do próximo inverno.

Os riscos de abastecimento para os Estados Unidos são menores, já que o país se tornou, nos últimos anos, o maior produtor mundial de petróleo e gás. Ainda assim, os preços internos de petróleo e combustíveis acompanham os mercados internacionais, de modo que gasolina e diesel sobem nas bombas mesmo quando a oferta doméstica é abundante.

Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina no varejo atingiu US$ 3,32 por galão na sexta-feira, alta de 34 centavos na semana, segundo a AAA. O diesel chegou a US$ 4,33 por galão, ante US$ 3,76 na semana anterior.

A alta da gasolina representa um risco significativo para Trump e para os republicanos às vésperas das eleições de meio de mandato em novembro.

"Os preços da gasolina têm um forte impacto psicológico", disse Mark Malek, diretor de investimentos da Siebert Financial. "Eles representam o índice da inflação que os consumidores veem todos os dias."

Há 4 horas Mundo Como a diplomacia brasileira se posiciona em conflitos internacionaisHá 4 horasEntre caças e explosões: o drama de família brasileira em DubaiHá 4 horasMundoTrump chama Irã de ‘perdedor do Oriente Médio’ e anuncia mais ataques

Segundo defesa de Luiz Phillipi Mourão, óbito foi confirmado nesta sexta, após protocolo de morte encefálica.

Há 9 horas Minas Gerais Banqueiro presoMensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes foram extraídas e periciadas pela PF, diz jornal

Há 12 horas Política Mendonça manda PF investigar vazamento de dados de VorcaroHá 12 horasBlog da Julia DuailibiFoto mostra Vorcaro na prisão; banqueiro teve barba e cabelo cortados

Há 17 horas Blog da Julia Duailibi 6 m², cama de concreto, sem TV: como é a cela onde Vorcaro vai ficarHá 17 horasBlog da Julia DuailibiNikolas usou jato de Vorcaro para encontro com Bolsonaro em 2022

Há 15 horas Blog da Julia Duailibi Veja políticos citados por Vorcaro e o que o banqueiro disseHá 15 horasCaso MasterEntenda quais riscos o BRB corre e qual é o plano de socorro

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Do Mato Grosso para o mundo: a nova rota da soja e os desafios do transporte no Arco Norte

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/03/2026 06:44

GLOBO RURAL Do Mato Grosso para o mundo: a nova rota da soja e os desafios do transporte no Arco Norte Com quase 30% da produção nacional concentrada em MT, escoamento de safra deixa de descer para o Sul e passa a buscar portos acima do paralelo 16 para reduzir custos e tempo de viagem. Por Redação g1, Globo Rural

O Brasil atravessa o auge da colheita da soja, e o cenário atual reafirma a posição do país como um gigante exportador: cerca de dois terços de tudo o que é produzido em solo brasileiro têm como destino o mercado externo

No centro dessa engrenagem está o estado de Mato Grosso, responsável por quase 30% da safra nacional

A história dessa hegemonia começou há pouco mais de 50 anos, impulsionada por incentivos governamentais que levaram agricultores do Sul para o Centro-Oeste.

Naquela época, a produtividade era de 35 sacas por hectare; hoje, graças à pesquisa e tecnologia, chega a atingir 90 sacas por hectare (assista a reportagem completo no vídeo acima).

Apesar do salto tecnológico dentro das fazendas, a infraestrutura externa não acompanhou o mesmo ritmo.

Em Mato Grosso, a capacidade de armazenamento é um desafio: a média de estocagem do estado é de apenas 40% da produção, o que obriga grandes empresas a investirem em silos próprios para garantir eficiência logística

A soja brasileira é a base da alimentação, especialmente no continente asiático, sendo utilizada para óleo e farelo para nutrição animal, além de aplicações industriais como pneus e emborrachados

Para que esse produto chegue ao outro lado do oceano, a logística tornou-se o ponto crucial da operação.

Nos últimos anos, a geografia do escoamento mudou. Em vez de a safra "descer" o mapa em direção aos portos do Sul e Sudeste, ela passou a "subir"

É o fortalecimento do chamado Arco Norte, um conjunto de portos e rotas localizados acima do paralelo 16 (linha imaginária que corta o país na altura de Brasília).

O uso dessas rotas pode reduzir o valor do frete em até 15%, encurtando o caminho entre as lavouras e o destino final

Entre os principais portos estão Mirituba, Santarém e Barcarena, no Pará, e o Porto de Itaqui, no Maranhão.

O Porto de Itaqui, em São Luís, tornou-se um símbolo dessa expansão. Entre 2020 e 2024, a exportação de soja e milho pelo terminal saltou de 11 milhões para 20 milhões de toneladas.

O crescimento atraiu produtores do Sul que venderam suas terras para investir em áreas maiores no Mato Grosso e na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Para quem vive na estrada, como o caminhoneiro Walter, o sistema de agendamento nos portos trouxe alívio para as antigas filas intermináveis.

No entanto, o "nó" logístico ainda persiste no trajeto entre a fazenda e o terminal portuário, onde a dependência do transporte rodoviário — que responde por 66% da carga no país — ainda esbarra em estradas precárias e desafios climáticos.

Segundo defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, óbito foi confirmado nesta sexta, após protocolo de morte encefálica.

Há 7 horas Minas Gerais Banqueiro presoMoraes diz que prints de mensagens de Vorcaro ‘não constam’ como direcionados a ele

Há 10 horas Política Mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes foram extraídas e periciadas pela PFHá 10 horasMendonça manda PF investigar vazamento de dados de VorcaroHá 10 horasBlog da Julia DuailibiFoto mostra Vorcaro na prisão; banqueiro teve barba e cabelo cortados

Há 14 horas Blog da Julia Duailibi 6 m², cama de concreto, sem TV: como é a cela onde Vorcaro vai ficarHá 14 horasCaso MasterEntenda quais riscos o BRB corre e qual é o plano de socorro

Há 4 horas Distrito Federal PF faz operação contra servidores da AmazonPrev por investimento no MasterHá 4 horasBlog da Julia DuailibiNikolas usou jato de Vorcaro para encontro com Bolsonaro em 2022

Há 13 horas Blog da Julia Duailibi Veja políticos citados por Vorcaro e o que o banqueiro disseHá 13 horasPrevisão do tempo ⛈️Frente fria avança pelo Sul e muda o tempo no país no fim de semana

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Rali da bolsa chegou ao fim? Ibovespa sobe com dinheiro estrangeiro, mas guerra ameaça o bom momento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/03/2026 05:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%Oferecido por

Apenas nos dois primeiros meses do ano, o saldo de recursos vindos do exterior na B3 chegou a R$ 42,56 bilhões, o terceiro maior volume para o período na última década.

Esse fluxo ajudou a impulsionar o Ibovespa, principal índice da bolsa, que atingiu recorde histórico e superou pela primeira vez os 190 mil pontos.

A escalada da guerra no Oriente Médio, após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no último sábado, voltou a trazer incerteza aos investidores.

Em 2026, o dinheiro estrangeiro voltou com força à bolsa brasileira. Apenas nos dois primeiros meses do ano, o saldo de recursos vindos do exterior na B3 chegou a R$ 42,56 bilhões, o terceiro maior volume para o período na última década, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta.

Esse fluxo ajudou a impulsionar o Ibovespa, principal índice da bolsa, que atingiu recorde histórico e superou pela primeira vez os 190 mil pontos.

A escalada da guerra no Oriente Médio, após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no último sábado, voltou a trazer incerteza aos investidores. Desde o início do conflito, a bolsa acumula queda de 5% e voltou a ficar abaixo dos 180 mil pontos.

Se antes os investidores estavam mais dispostos a correr riscos, em momentos de tensão internacional ocorre o movimento inverso, conhecido como “flight to quality”: investidores deixam as bolsas de valores e passam a preferir aplicações consideradas mais seguras, como dólar e ouro.

Diante desse cenário, é possível dizer que a fase de forte valorização da bolsa brasileira chegou ao fim? Para especialistas ouvidos pelo g1, a entrada de capital estrangeiro ainda pode continuar ao longo de 2026, mas o ritmo deve depender do cenário internacional.

Juros altos no Brasil: o país costuma oferecer taxas mais elevadas que as de muitas economias desenvolvidas, o que atrai investidores em busca de retornos maiores. Atualmente, a taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas;Ações baratas: após um período de desempenho fraco, muitas empresas brasileiras passaram a ser vistas como baratas em comparação com companhias de países desenvolvidos, o que atrai investidores em busca de oportunidades;Diversificação: gestores de mercado costumam distribuir aplicações entre vários países para reduzir riscos. Quando o Brasil apresenta preços atrativos e um mercado amplo, volta a ganhar espaço nessas carteiras de investimento;Mais dinheiro circulando no mundo: quando há maior disponibilidade de recursos no mercado internacional ou o dólar perde força, parte dos investimentos tende a migrar para mercados considerados mais arriscados, como o de ações em países emergentes.

A forte entrada de capital estrangeiro no mercado de ações brasileiro teve impacto direto na bolsa. Em janeiro, o Ibovespa registrou entrada de R$ 26,4 bilhões, o maior valor desde fevereiro de 2022.

Com os R$ 16,9 bilhões registrados em fevereiro, o total de recursos externos em 2026 chegou a R$ 42,56 bilhões, bem acima dos R$ 26,87 bilhões do mesmo período do ano passado.

Apesar da desaceleração no mês passado, é o terceiro maior volume para os dois primeiros meses do ano na última década.

O recorde ainda pertence a 2022, quando o investimento estrangeiro na bolsa brasileira somou R$ 119,7 bilhões.

Esse movimento é o principal responsável por impulsionar os preços das ações brasileiras. Com isso, o Ibovespa bateu recorde oito vezes em janeiro e outras cinco em fevereiro, totalizando 13 máximas em 2026, contra 32 ao longo de todo o ano passado.

Apesar da ampliação do conflito no Oriente Médio, especialistas avaliam que o investimento estrangeiro na bolsa brasileira ainda deve continuar ao longo de 2026, embora o volume dos aportes possa variar de acordo com o cenário internacional.

Segundo Flávio Conde, analista da Levante Investimentos, fatores estruturais ainda favorecem o Brasil. Entre eles estão a perspectiva de queda dos juros no país, ações baratas em dólar e o risco crescente nas bolsas dos EUA, que já operam em níveis elevados de preços com a valorização das ações de tecnologia.

“Se a guerra se intensificar durante o mês de março, é provável que o fluxo diminua um pouco. Mas não deve zerar, muito menos se transformar em saída de capital da bolsa brasileira. Esse movimento pode voltar a acelerar assim que o conflito terminar”, diz.

Para o investidor, eventuais quedas da bolsa podem abrir oportunidades de compra, avalia o gestor. Na visão dele, o Ibovespa ainda tem potencial para voltar a subir e testar a marca de 200 mil pontos no médio prazo.

Já Ângelo Belitardo, gestor da Hike Capital, alerta que o cenário internacional pode reduzir o fôlego do mercado no curto prazo, principalmente se ganhar força o movimento global de busca por ativos considerados mais seguros.

“Existe o risco de perda de força do índice se prevalecer um movimento global de ‘flight to quality’, com migração para ativos de refúgio, como dólar e ouro, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio”, afirma.

Segundo ele, o aumento das tensões deixa os investidores mais cautelosos. Em momentos de conflito, é comum que as bolsas ao redor do mundo sofram pressão, enquanto o preço do petróleo sobe e ativos considerados mais seguros ganham valor.

Nesse cenário, Belitardo avalia que o Ibovespa pode perder força no curto prazo. Se a busca por segurança aumentar, investidores tendem a retirar recursos de mercados mais arriscados — como ações e países emergentes — e direcioná-los para aplicações consideradas mais seguras, como dólar e ouro.

Por que Trump, Putin e guerras fizeram o ouro e outros ativos seguros dispararem — e vale investir agora?

Há 9 horas Política Mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes foram extraídas e periciadas pela PFHá 9 horasMendonça manda PF investigar vazamento de dados de VorcaroHá 9 horas’Sicário’ de Vorcaro morre no hospital, diz advogado

Segundo a defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o óbito foi confirmado nesta sexta (6), após o encerramento do protocolo de morte encefálica.

Há 6 horas Minas Gerais Blog da Julia DuailibiFoto mostra Vorcaro na prisão; banqueiro teve barba e cabelo cortados

Há 14 horas Blog da Julia Duailibi 6 m², cama de concreto, sem TV: como é a cela onde Vorcaro vai ficarHá 14 horasCaso MasterEntenda quais riscos o BRB corre e qual é o plano de socorro

Há 3 horas Distrito Federal PF faz operação contra servidores da AmazonPrev por investimento no MasterHá 3 horasFórmula 1GP da Austrália: Russell conquista a pole e Verstappen bate; confira o grid

Há 2 horas fórmula 1 Bortoleto larga em 10º após falha em carro Há 2 horasBlog da Julia DuailibiNikolas usou jato de Vorcaro para encontro com Bolsonaro em 2022

Há 12 horas Blog da Julia Duailibi Veja políticos citados por Vorcaro e o que o banqueiro disseHá 12 horasPrevisão do tempo ⛈️Frente fria avança pelo Sul e muda o tempo no país no fim de semana

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Empresas cidadãs encolhem 71% em dois anos, e acesso à licença-maternidade ampliada diminui

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/03/2026 05:52

Trabalho e Carreira Empresas cidadãs encolhem 71% em dois anos, e acesso à licença-maternidade ampliada diminui Auditoria da Receita Federal excluiu mais de 22 mil empresas por irregularidades cadastrais ou incompatibilidade com o regime de tributação exigido para ter acesso ao benefício fiscal. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

O número de empresas participantes do Programa Empresa Cidadã sofreu uma queda acentuada nos últimos dois anos.

O total de organizações cadastradas passou de 30.545, em 2024, para 8.862, em 2025 — uma redução de cerca de 71%.

Segundo a Receita Federal, a redução ocorreu após uma auditoria realizada em 2024, que resultou na exclusão de 22.207 empresas do programa.

As organizações foram retiradas por irregularidades cadastrais ou por incompatibilidade com o regime de tributação exigido para usufruir do benefício fiscal.

O número de empresas participantes do Programa Empresa Cidadã sofreu uma queda acentuada nos últimos dois anos. O total de organizações cadastradas passou de 30.545, em 2024, para 8.862, em 2025 — uma redução de cerca de 71%.

Em 2026, o número permaneceu praticamente estável, com 8.858 empresas. Segundo a Receita Federal, a redução ocorreu após uma auditoria realizada em 2024, que resultou na exclusão de 22.207 empresas do programa.

As organizações foram retiradas por irregularidades cadastrais ou por incompatibilidade com o regime de tributação exigido para usufruir do benefício fiscal.

🔎 Criado em 2008, o Programa Empresa Cidadã permite que empresas ampliem a licença-maternidade de 120 para 180 dias e a licença-paternidade de cinco para 20 dias. Em contrapartida, podem deduzir do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) o valor pago às funcionárias durante os dois meses adicionais.

Entre os setores econômicos, a maior presença de empresas cadastradas está na indústria de transformação, com 1.994 participantes. Em seguida aparecem o comércio e a reparação de veículos automotores e motocicletas, com 1.966 empresas.

Também se destacam os setores de informação e comunicação, com 1.065 organizações, e as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com 1.026 empresas.

Antes da auditoria, o programa vinha registrando crescimento ao longo da última década. A série histórica mostra que, em 2010, havia 10.947 empresas participantes. O número continuou aumentando nos anos seguintes até atingir o pico de 30.545 organizações em 2024.

Apesar do crescimento observado até recentemente, um estudo de 2024 conduzido por pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da University College London (UCL) revela que a ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses no Brasil não alcança a maioria das mulheres e pode aprofundar desigualdades no mercado de trabalho.

Segundo a pesquisa “Respostas de empresas e trabalhadoras às extensões da licença-maternidade remunerada”, apenas 35,7% das mães elegíveis utilizam os dois meses adicionais.

A adesão é mais comum em empresas de grande porte, com salários mais altos, maior produtividade e localizadas em regiões mais desenvolvidas.

Como resultado, o benefício tende a se concentrar entre mulheres com maior escolaridade e renda, enquanto trabalhadoras informais e de menor renda ficam fora do alcance da política.

“Há um claro viés distributivo: o Estado acaba subsidiando principalmente mulheres brancas, de classe média e alta, enquanto trabalhadoras informais — um terço da força de trabalho — ficam totalmente fora do alcance”, afirmam os autores.

O estudo também acompanhou mais de 31 mil trabalhadoras ao longo de 10 anos e concluiu que a licença estendida não gera efeitos duradouros sobre empregabilidade, salários ou permanência na mesma empresa.

Há apenas um aumento temporário na probabilidade de continuar empregada entre o quinto e o sétimo mês após o parto, período que coincide com a prorrogação da licença.

Os pesquisadores também identificaram estratégias adotadas por empresas e trabalhadoras para maximizar o recebimento do benefício:

Funcionárias que planejavam sair do emprego adiam a demissão para aproveitar os dois meses adicionais;Empresas também adiam desligamentos e, em alguns casos, reforçam a equipe antes da licença para já prever substituição;Demissões ocorrem com mais frequência logo após o fim da licença ampliada.

Os pesquisadores classificam o fenômeno como “moral hazard” (ou risco moral, em português) — quando regras de proteção social levam trabalhadores e empresas a ajustar comportamentos para obter vantagem financeira.

Por outro lado, fatores como maior tempo de empresa e disseminação de informação entre colegas aumentam a probabilidade de as mulheres utilizarem o direito.

Entre mulheres com menos escolaridade, a adesão aumenta à medida que colegas passam a solicitar o benefício, o que sugere que a falta de informação é uma das barreiras.

Segundo a economista Cecilia Machado, uma das pesquisadoras que lideraram o estudo, levantamentos internacionais mostram que homens e mulheres têm trajetórias profissionais quase idênticas até o nascimento do primeiro filho.

É a partir desse momento que ocorre a divergência. “A penalidade da maternidade é observada em diversos países, independentemente do nível de desenvolvimento”, afirma.

Cultural: a sociedade ainda atribui às mulheres a responsabilidade principal pelo cuidado;Econômico: como, em média, ganham menos que seus parceiros, elas acabam se afastando mais do trabalho quando a família precisa decidir.

A pesquisadora enfatiza que a licença-maternidade é essencial, mas insuficiente. “Sem a licença, muitas mulheres sairiam imediatamente após o parto. Mas, mesmo com ela, os desligamentos continuam ocorrendo — seja por iniciativa da empresa ou da própria mulher.”

A especialista também explica que a licença estendida é voluntária — tanto para empresas quanto para funcionárias — o que ajuda a entender por que menos de 36% das mulheres elegíveis utilizam os 180 dias.

“Mulheres de menor renda podem ter medo de solicitar a extensão, já que a estabilidade termina aos cinco meses e elas retornam após seis”, afirma a pesquisadora, que atualmente é professora na PUC-Rio.

Para a economista, a única forma de reduzir a desigualdade é dividir as responsabilidades de cuidado entre homens e mulheres.

Machado também defende que o país priorize creches públicas e acessíveis, e não apenas o auxílio-creche vinculado ao emprego formal.

“Depois de seis meses, a criança continua precisando de cuidado. Sem creche, a mãe simplesmente não tem como voltar ou permanecer no trabalho”, completa.

A legislação brasileira garante uma série de direitos às mulheres desde a confirmação da gravidez até o período posterior ao parto.

Segundo a advogada trabalhista Ana Gabriela Burlamaqui, sócia do escritório A. C. Burlamaqui Advogados, a gestante tem estabilidade no emprego desde a confirmação da gravidez, independentemente de a trabalhadora ou a empresa já terem conhecimento da gestação.

Isso significa que, até cinco meses após o parto, a trabalhadora não pode ser demitida sem justa causa. Durante esse período, também tem direito à licença-maternidade de 120 dias, sem alteração no salário ou no vínculo empregatício.

Nas empresas participantes do Programa Empresa Cidadã, esse prazo pode ser prorrogado por mais 60 dias, fazendo com que a licença chegue a 180 dias. Convenções ou acordos coletivos firmados com sindicatos também podem ampliar esse período.

A advogada destaca ainda que mudanças recentes na legislação passaram a prever que o início da licença-maternidade ocorra a partir da alta hospitalar da mãe ou do recém-nascido — o que ocorrer por último —, garantindo maior proteção em casos de internação prolongada.

Possibilidade de transferência de função, sem redução salarial, quando as atividades representarem risco à saúde da mãe ou do bebê;Liberação para pelo menos seis consultas médicas e exames durante a gravidez, sem prejuízo do salário.

Apesar dessas garantias, a advogada ressalta que a estabilidade está vinculada à condição de gestante, e não ao período da licença-maternidade.

Assim, após o fim do prazo legal de estabilidade, não há garantia automática de permanência no emprego, exceto quando houver previsão em acordos coletivos ou políticas internas da empresa. Ainda assim, demissões relacionadas à maternidade podem ser consideradas discriminatórias.

Segundo Burlamaqui, situações como dispensa logo após o retorno ao trabalho, ausência de avaliações negativas anteriores ou alegações de baixo desempenho sem histórico documentado podem levantar suspeitas de discriminação.

Nesses casos, a Justiça do Trabalho pode reconhecer a prática como discriminação de gênero. Com base na Lei nº 9.029/1995, que proíbe práticas discriminatórias na relação de trabalho, a trabalhadora pode optar entre:

Ser reintegrada ao emprego, com pagamento dos salários do período afastado;Receber indenização em dobro, além de possíveis danos morais.

“A maternidade não altera, por si só, os parâmetros de desempenho esperados no trabalho. A proteção legal existe justamente para evitar que a maternidade seja tratada como obstáculo à trajetória profissional das mulheres”, afirma a advogada.

Ela ressalta que o desafio, especialmente em um país marcado por desigualdades sociais, é garantir que essa proteção se traduza em condições reais para que as mulheres possam conciliar maternidade e carreira sem sofrer discriminação ou perda de oportunidades.

Gestante possui estabilidade no emprego desde a confirmação da gravidez — Foto: Reprodução / Tribunal Superior do Trabalho

Há 9 horas Política Mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes foram extraídas e periciadas pela PFHá 9 horasMendonça manda PF investigar vazamento de dados de VorcaroHá 9 horas’Sicário’ de Vorcaro morre no hospital, diz advogado

Segundo a defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o óbito foi confirmado nesta sexta (6), após o encerramento do protocolo de morte encefálica.

Há 6 horas Minas Gerais Blog da Julia DuailibiFoto mostra Vorcaro na prisão; banqueiro teve barba e cabelo cortados

Há 14 horas Blog da Julia Duailibi 6 m², cama de concreto, sem TV: como é a cela onde Vorcaro vai ficarHá 14 horasCaso MasterEntenda quais riscos o BRB corre e qual é o plano de socorro

Há 3 horas Distrito Federal PF faz operação contra servidores da AmazonPrev por investimento no MasterHá 3 horasFórmula 1GP da Austrália: Russell conquista a pole e Verstappen bate; confira o grid

Há 2 horas fórmula 1 Bortoleto larga em 10º após falha em carro Há 2 horasBlog da Julia DuailibiNikolas usou jato de Vorcaro para encontro com Bolsonaro em 2022

Há 12 horas Blog da Julia Duailibi Veja políticos citados por Vorcaro e o que o banqueiro disseHá 12 horasPrevisão do tempo ⛈️Frente fria avança pelo Sul e muda o tempo no país no fim de semana

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Demissão de Filipe Luís levanta debate sobre carreira e estabilidade; veja as lições para o CLT comum

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/03/2026 04:20

Trabalho e Carreira Demissão de Filipe Luís levanta debate sobre carreira e estabilidade; veja as lições para o CLT comum Especialistas ouvidos pelo g1 dizem que, dadas as devidas proporções, o caso não é tão incomum no mercado de trabalho. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

O técnico Filipe Luís foi demitido do Flamengo nesta terça-feira (3), mesmo após a vitória por 8 a 0 sobre o Madureira, na semifinal do Campeonato Carioca.

Ele deixa o cargo com números expressivos: aproveitamento de quase 70% em 101 jogos, com 63 vitórias, 23 empates e 15 derrotas.

Especialistas ouvidos pelo g1 dizem que, dadas as devidas proporções, o caso não é tão incomum no mercado de trabalho.

Mesmo com excelente histórico e desempenho, o funcionário pode ser desligado a qualquer momento, por diferentes motivos, ainda que nem sempre estejam claros.

O técnico Filipe Luís foi demitido do Flamengo nesta terça-feira (3), mesmo após a vitória por 8 a 0 sobre o Madureira, na semifinal do Campeonato Carioca. Ele deixa o cargo com números expressivos: aproveitamento de quase 70% em 101 jogos, com 63 vitórias, 23 empates e 15 derrotas.

Ele também deixa o clube como o segundo técnico mais vitorioso da história do Flamengo, com cinco títulos: Copa do Brasil de 2024, Supercopa de 2025, Campeonato Carioca de 2025, Libertadores de 2025 e Brasileirão de 2025.

Em 2026, porém, o time não conseguiu manter o desempenho. Das 15 derrotas no comando da equipe, cinco ocorreram neste ano. Foi o pior início de temporada do clube nos últimos 10 anos, com vice-campeonatos na Supercopa do Brasil e na Recopa Sul-Americana.

Como explicar uma desvalorização tão rápida de um profissional que enfileirava bons resultados? Especialistas ouvidos pelo g1 dizem que, dadas as devidas proporções, o caso não é tão incomum no mercado de trabalho.

Mesmo com excelente histórico e desempenho, o funcionário pode ser desligado a qualquer momento, por diferentes motivos, ainda que nem sempre estejam claros.

A própria Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece que a demissão é juridicamente possível por se tratar de um direito do empregador. Para isso, é necessário o pagamento das verbas contratuais e rescisórias devidas, inclusive eventuais multas previstas em contrato, sem necessidade de aviso prévio ou justificativa formal.

É verdade que o esporte tem características próprias. Os contratos costumam ter prazo determinado, e a permanência do treinador está sujeita a forte pressão por resultados. Mas o caso de Filipe Luís surpreendeu.

“Isso evidencia um traço estrutural do futebol brasileiro: a confiança é extremamente condicionada. O treinador vive sob pressão constante, e nem conquistas recentes garantem previsibilidade ou estabilidade", afirma o especialista.

Pior: em menos de 24 horas, o Flamengo acertou a contratação de Leonardo Jardim, que terá contrato — a princípio — válido até o fim de 2027. O clube e a equipe do treinador já vinham alinhando os detalhes antes de Filipe ser avisado da demissão.

“O futebol é movido pela torcida, e a torcida quer resultado. Quando ele não vem, a torcida pressiona a instituição e os clubes. Os dirigentes, pressionados, muitas vezes não suportam a cobrança das arquibancadas”, diz Emilio Coutinho, docente do curso de Jornalismo Esportivo do Senac São Paulo.

“Existe uma narrativa no futebol brasileiro: quando os clubes contratam treinadores, dizem que está sendo feita uma reformulação, anunciam projetos de médio e longo prazo e falam em identificação com o time. Porém, basta o primeiro ciclo de derrotas ou resultados ruins para que todo esse discurso perca força”, diz.

A demissão de Filipe Luís ajuda a ilustrar uma dinâmica comum também fora do futebol: o desligamento de lideranças com alto desempenho pode afetar não apenas os resultados imediatos, mas também a confiança e a cultura de toda a organização.

Segundo especialistas em gestão ouvidos pelo g1, quando uma instituição decide desligar um profissional de destaque sem explicar com clareza como funcionam os critérios e processos internos, o impacto não se restringe ao trabalhador demitido.

“Não estamos falando de um profissional comum. Estamos falando de um multicampeão, com histórico de resultados e enorme peso simbólico”, afirma Marcela Zaidem, fundadora da Cultura na Prática (CNP), consultoria especializada em cultura organizacional.

“Quando alguém desse porte sai sem um processo claramente explicado, a organização não demite apenas uma pessoa. Ela altera o comportamento de todo o sistema. O time deixa de jogar para ganhar e passa a jogar para não ser o próximo”, diz.

Outro ponto destacado por Marcela é que, em contextos assim, muitos profissionais passam a evitar riscos ou exposição para não serem os próximos.

“No caso do Filipe Luís, a imagem é de ‘virada de chave’: parece menos uma transição e mais uma ruptura. E a ruptura, quando não é bem explicada, vira um recado perigoso: o critério pode mudar de um dia para o outro”, completa.

Em empresas, decisões percebidas como improvisadas podem até reduzir a pressão externa no curto prazo, mas provocam custos silenciosos, como insegurança interna, perda de iniciativa, redução da ousadia e aumento de disputas internas.

“Desligamento é comunicação de cultura. A forma como você demite ensina mais do que qualquer valor escrito em um PowerPoint”, completa.

Segundo ela, o desafio está menos na legalidade e mais na gestão. “Demissão sem feedback é gestão por susto. Resolve um problema rápido, mas cria outro: ninguém sabe qual é a régua”, diz.

Além disso, a falta de previsibilidade compromete o desempenho no médio e no longo prazo, já que os trabalhadores passam a evitar riscos, esconder problemas e fazer apenas o mínimo necessário.

Assim, empresas que dizem buscar inovação e autonomia precisam deixar claras as regras do jogo: o que é erro aceitável, como o desempenho profissional é avaliado, quais são os limites e como ocorre a correção de rota em casos de falhas.

Esse tipo de prática também afeta a reputação da organização como empregadora. Em um ambiente conectado, a forma como uma demissão ocorre se espalha rapidamente e influencia a percepção de outros profissionais no mercado.

Há ainda a perda de conhecimento acumulado, como processos, sistemas e relacionamentos, que se perdem quando não há tempo para transição.

🤔 Levando isso em conta, é possível inovar no trabalho, assumir riscos ou tomar decisões sem comprometer a própria carreira?

Sim, mas isso exige regras claras. Se a empresa não define quais são os principais critérios de avaliação, o recado acaba sendo simples: “não ouse”.

E, por mais que o trabalhador busque feedback para entender seu desenvolvimento e a entrega de resultados no dia a dia, o retorno e o crescimento profissional ainda dependem, em grande parte, da gestão e das decisões da chefia.

Segundo Eliane Aere, presidente da ABRH-SP, outro problema é que as empresas costumam tratar todos os erros da mesma forma, sem distinguir falhas por negligência, erros inevitáveis e erros inteligentes — estes últimos essenciais para a inovação.

Ao punir todos os erros da mesma forma, com demissão, a empresa sufoca a criatividade do trabalhador e reforça uma cultura de curto prazo. Fora do futebol, esse cenário ajuda a explicar o enfraquecimento da segurança psicológica no mercado de trabalho.

Em ambientes onde desligamentos ocorrem sem transparência, profissionais evitam riscos, escondem problemas e se comunicam menos.

“Gestão de desempenho eficaz exige feedback contínuo. Quando isso existe, uma demissão nunca é surpresa — ela é consequência de um processo”, explica.

Para a presidente da ABRH-SP, decisões desse tipo não se encerram no anúncio: elas reverberam interna e externamente, afetando o clima organizacional, o engajamento e a capacidade de atrair e reter talentos.

“Na era digital, as decisões de liderança ecoam. Cuidar de pessoas, comunicar com clareza e criar espaço para aprendizado deixou de ser um diferencial. Tornou-se uma necessidade estratégica”, conclui a especialista.

Há 7 horas Política Mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes foram extraídas e periciadas pela PFHá 7 horasMendonça manda PF investigar vazamento de dados de VorcaroHá 7 horas’Sicário’ de Vorcaro morre no hospital, diz advogado

Segundo a defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o óbito foi confirmado nesta sexta (6), após o encerramento do protocolo de morte encefálica.

Há 4 horas Minas Gerais Blog da Julia DuailibiFoto mostra Vorcaro na prisão; banqueiro teve barba e cabelo cortados

Há 12 horas Blog da Julia Duailibi 6 m², cama de concreto, sem TV: como é a cela onde Vorcaro vai ficarHá 12 horasCaso MasterEntenda quais riscos o BRB corre e qual é o plano de socorro

Há 1 hora Distrito Federal PF faz operação contra servidores da AmazonPrev por investimento no MasterHá 1 horaFórmula 1GP da Austrália: Russell conquista a pole e Verstappen bate; confira o grid

Há 50 minutos fórmula 1 Bortoleto larga em 10º após falha em carro Há 50 minutosBlog da Julia DuailibiNikolas usou jato de Vorcaro para encontro com Bolsonaro em 2022

Há 10 horas Blog da Julia Duailibi Veja políticos citados por Vorcaro e o que o banqueiro disseHá 10 horasPrevisão do tempo ⛈️Frente fria avança pelo Sul e muda o tempo no país no fim de semana

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

BYD Atto 8: quais os pontos fortes e fracos do SUV híbrido mais caro da marca; veja o teste

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/03/2026 02:46

Carros BYD Atto 8: quais os pontos fortes e fracos do SUV híbrido mais caro da marca; veja o teste Marca chinesa foca em conforto e uma pitada de luxo para atrair o comprador que já olhava para Volvo, BMW e Audi como carro para a família. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

Por R$ 399.990, a montadora quer ganhar espaço no mercado de híbridos — hoje tem cerca de 30% do market share — ao trazer ao país uma opção de SUV de luxo, equipado até os dentes de tecnologia e com bastante espaço.

O Atto 8 tem 20 centímetros a mais de entre-eixos que o Toyota Hilux SW4, o segundo utilitário de sete lugares mais vendido do Brasil.

Sem a última fileira, o Atto 8 tem 960 litros de porta-malas. É tão grande que um adulto com mais de 1,70 metro consegue até se deitar no assoalho acarpetado.

O primeiro contato do g1 com o carro foi bastante limitado e permitiu apenas destacar os pontos mais chamativos.

Apresentado no Salão do Automóvel de 2025, o BYD Atto 8 será o híbrido mais caro e mais completo do portfólio da marca no Brasil. Só perde em preço para o Tan porque não é 100% elétrico.

Por R$ 399.990, a montadora quer ganhar espaço no mercado de híbridos — hoje tem cerca de 30% do market share — ao trazer ao país uma opção de SUV de luxo, equipado até os dentes de tecnologia e com bastante espaço.

Nesta semana, a marca mostrou o modelo em detalhes e permitiu uma breve experiência ao volante, para que jornalistas pudessem conhecer os principais atributos do lançamento.

De início, o espaço é um dos pontos fortes. O Atto 8 tem 20 centímetros a mais de entre-eixos que o Toyota Hilux SW4, o segundo utilitário de sete lugares mais vendido do Brasil. Na prática, um motorista de 1,90 metro deixaria os passageiros da segunda fileira muito confortáveis.

A terceira fileira, claro, não acompanha esse grau de conforto. Acessar os assentos do fundo não foi fácil, mesmo para uma pessoa de 1,65 metro. Ao menos há apoio de braço e saída de ar-condicionado. Os passageiros dali vão no aperto, mas não passam calor.

A BYD faz o máximo para dar conforto aos viajantes. Há controle de zona para as saídas de ar-condicionado nas fileiras traseiras. O ajuste é feito em uma tela que reúne temperatura, direção do fluxo, intensidade do ar e a opção de deixar tudo no modo automático, para que o carro ajuste o sistema até atingir a temperatura desejada.

O couro se mostrou macio e quem viaja na segunda fileira de bancos ainda conta com mimos extras nada comuns em carros deste preço: ventilação, aquecimento e massagem que estão presentes também para o motorista e o passageiro ao lado.

Sem a última fileira, o Atto 8 tem 960 litros de porta-malas. É tão grande que um adulto com mais de 1,70 metro consegue até se deitar no assoalho acarpetado.

As impressões ao volante do SUV serão analisadas com mais profundidade no futuro. O primeiro contato do g1 com o carro foi bastante limitado e permitiu apenas destacar os pontos mais chamativos.

O primeiro deles é o desempenho, que vai bem: os 488 cv de potência combinada, com torque imediato do híbrido, são suficientes para não deixar o gigante de 2.650 kg parecer lento.

Não foi possível avaliar a aceleração de 0 a 100 km/h, mas a marca promete que o Atto 8 cumpre a prova em 4,9 segundos — um número que não desaponta e é o mesmo de um Porsche 718 Cayman. Fica claro que o conjunto é mais do que suficiente para uso urbano e rodoviário, em qualquer situação.

Durante o percurso, não houve nenhuma situação em que o Atto 8 desse a entender que faltaria força, até mesmo em pisos sem asfalto, já que o Atto 8 tem tração integral. Ela vem dos dois motores elétricos, um em cada eixo trabalhando junto do a combustão.

Inclusive, um ponto relevante no teste ao volante foi o acerto da suspensão, que não lembra em nada os primeiros modelos da BYD vendidos no Brasil.

O Atto 8 é mais firme, mas sem deixar de absorver as irregularidades do asfalto. O teste ter ocorrido apenas na cidade ajudou a perceber que os amortecedores não têm o estilo “joão-bobo” de antes — um molejo confortável, mas pouco seguro em velocidades mais altas.

Outro ponto que ficou evidente foi a capacidade de rodar no modo 100% elétrico. A bateria é de 35,6 kWh, a maior de um híbrido da BYD. Segundo o Inmetro, o Atto 8 percorre 111 km com apenas uma carga.

Não é, porém, o híbrido com maior alcance para as baterias. Essa posição é ocupada pelo GWM Wey 07, com 128 km de autonomia.

O painel de instrumentos é um dos mais completos e organizados já vistos em um BYD. Os comandos estavam bem distribuídos, sem exageros ou dados duplicados: velocidade, potência consumida, música tocando e até o mapa com a rota traçada.

A tela não parecia poluída mesmo quando a imagem da câmera lateral aparecia com a seta acionada. É um recurso interessante, mas não exatamente inovador.

Mesmo assim, agradou. O que incomodou, quando ao volante, foi a quantidade de alertas sonoros emitidos pelo carro. Era quase uma sinfonia de avisos, que chegava a atrapalhar a música que tocava.

Um estudo da McKinsey, publicado em 2025, mostra que apenas 37% dos clientes de marcas de luxo se consideram leais a uma marca. Dos entrevistados, 35% afirmaram que considerariam mudar de marca e 28% disseram que provavelmente fariam isso já na próxima compra.

A aposta da BYD para o Atto 8 é olhar para esse cliente em dúvida. O desejo da BYD é que profissionais bem-sucedidos e suas famílias tirem o olho de carros tradicionais da garagem dos endinheirados, como:

Volvo XC60: a partir de R$ 459.950;Audi Q5: a partir de R$ 424.990;Lexus NX 450h+: a partir de R$ 480.990;BMW X2: a partir de R$ 410.950.

Em comum, todos são SUVs de marcas premium ou de luxo, voltados a clientes que valorizam acabamento, tecnologia e conforto, mas sem a opção de sete lugares.

Preço, mais espaço interno, potência e mais tecnologia fazem parte da estratégia da BYD para compensar a falta de outro item importante desta lista: o logo que estampa a frente, traseira e a chave do carro. A aposta da BYD é quem está aberto ao teste, e o Atto 8 serve para impressionar.

Há 6 horas Política Mendonça manda PF investigar vazamento de dados de VorcaroHá 6 horas’Sicário’ de Vorcaro morre no hospital, diz advogado

Segundo a defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o óbito foi confirmado nesta sexta (6), após o encerramento do protocolo de morte encefálica.

Há 3 horas Minas Gerais Blog da Camila BomfimNovas imagens mostram transferência de Vorcaro para presídio em Brasília

Há 10 horas Blog da Camila Bomfim VÍDEO mostra Vorcaro sendo retirado de viatura algemado, de camiseta e chineloHá 10 horasBlog da Julia DuailibiFoto mostra Vorcaro na prisão; banqueiro teve barba e cabelo cortados

Há 11 horas Blog da Julia Duailibi 6 m², cama de concreto, sem TV: como é a cela onde Vorcaro vai ficarHá 11 horasFórmula 1GP da Austrália: Verstappen bate na classificação; SIGA a formação do grid

Há 22 minutos fórmula 1 Blog da Julia DuailibiNikolas usou jato de Vorcaro para encontro com Bolsonaro em 2022

Há 9 horas Blog da Julia Duailibi Veja políticos citados por Vorcaro e o que o banqueiro disseHá 9 horasPrevisão do tempo ⛈️Frente fria avança pelo Sul e muda o tempo no país no fim de semana

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Patrimônio, venda de imóveis, federalização: saiba quais riscos o BRB corre – e qual é o plano de socorro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/03/2026 02:46

Distrito Federal Patrimônio, venda de imóveis, federalização: saiba quais riscos o BRB corre – e qual é o plano de socorro Governo do DF conseguiu aval do Legislativo para entregar imóveis públicos ao banco. Solidez do patrimônio do BRB foi abalada por transações malsucedidas com o banco Master. Por Mateus Rodrigues, Ygor Wolf, g1 DF — Brasília

O Banco de Brasília (BRB) tenta garantir solidez no mercado financeiro após a compra de mais de R$ 12 bilhões de carteiras do Banco Master com indícios de fraude.

Há também o risco de o BRB não conseguir transformar em dinheiro os R$ 12 bilhões em créditos podres herdados do Banco Master.

Desde que o escândalo do Banco Master foi revelado pela operação Compliance Zero, no fim do ano passado, o futuro do Banco de Brasília (BRB) se tornou "obscuro".

Isso, porque o BRB e o governo do Distrito Federal – seu acionista controlador – passaram 2024 e 2025 tentando comprar a maior parte do Banco Master. O banco distrital injetou R$ 16,7 bilhões no Master – e agora, sabe-se que pelo menos R$ 12,2 bilhões desse aporte estão sob suspeita de irregularidades.O Banco Central barrou a compra do Master pelo BRB e, dias depois, definiu a liquidação extrajudicial do Master. Com isso, os ativos que seriam transferidos ao patrimônio do BRB ficaram "congelados" nas mãos do liquidante.

As transações fragilizaram o patrimônio do BRB e deixaram o banco sob risco de descumprir as regras prudenciais do sistema bancário – as normas que exigem uma solidez mínima de cada banco para evitar dano aos correntistas e investidores.

Desde então, o BRB e o governo do DF vêm atuando em múltiplas frentes para tentar recompor o caixa do banco, seja recuperando o dinheiro investido no Master ou encontrando novos aportes.

Entenda abaixo quais riscos já foram apontados, e quais medidas o BRB está tomando para reverter o quadro.

No cenário mais crítico, o BRB pode não conseguir integralizar capital suficiente para se reerguer.

O banco entregou ao Banco Central em fevereiro um plano de capital "preventivo" para enfrentar os efeitos da aquisição malsucedida dessas carteiras.

➡️O Banco Central (BC) calcula que o banco pode precisar de ao menos R$ 5 bilhões para cumprir as exigências.

Uma das medidas, que será levada à assembleia de acionistas no próximo dia 18, envolve emitir até 1,67 bilhão de ações ordinárias para captar dinheiro no mercado.

Com essa emissão, o BRB espera aumentar o próprio capital social do banco em, no mínimo R$ 529 milhões – e, no máximo, R$ 8,86 bilhões de reais.

Para "embasar" esse aumento de capital, o governo Ibaneis propôs e a Câmara Legislativa do DF aprovou o uso de imóveis públicos do DF como garantia, fundo imobiliário ou até venda direta.

O governo avalia que esses imóveis, somados, valem cerca de R$ 6,6 bilhões – valor que passaria a integrar o patrimônio do BRB e reforçaria os níveis prudenciais do banco.

Estudo da Câmara do DF indica 'dilapidação do patrimônio público' em projeto de socorro bilionário ao BRB

A Fitch Ratings e a Moody's — duas das principais agências internacionais de classificação de risco de crédito — rebaixaram a nota de crédito do Banco de Brasília (BRB) para “CCC” (escala global) e 'CCC(bra)' (nacional), sinalizando:

alto risco de inadimplênciafragilidades de governançafalhas de controles internos erisco operacional elevado.

Além disso, o governo do DF está impedido de usar a União como garantidora de um eventual empréstimo. O DF recebeu nota baixa em Capacidade de Pagamento (Capag), um indicador usado pelo Tesouro Nacional para avaliar a saúde financeira de estados, municípios e da capital federal.

Houve ainda, o afastamento judicial de executivos, o que reforça a percepção de desorganização e aumentam os riscos da instituição.

➡️ Tudo isso aumenta o custo de um eventual empréstimo. A regra é simples: quanto maior o risco identificado de calote, piores as condições de juros e parcelamento de um crédito.

Há também o risco de o BRB não conseguir transformar em dinheiro os R$ 12 bilhões em créditos podres herdados do Banco Master.

Com isso, o banco pode não ter dinheiro suficiente disponível para honrar compromissos no dia a dia, como pagar clientes, honrar dívidas com credores ou manter suas obrigações operacionais.

Isso, justamente porque o BRB tem como acionista controlador o governo do DF – que tem um patrimônio imobliário imenso e pode seguir "socorrendo" o banco para evitar uma quebra ou uma liquidação.

O custo, neste caso, é para o governo e para a população do DF, que podem ver o patrimônio público sendo gradualmente dilapidado para essas operações de salvamento.

Mesmo com o BRB afirmando possuir solidez e plano de capital estruturado, o mercado continua desconfiado.

A Fitch retirou a expectativa automática de socorro do GDF. A medida é simbólica, mas importante, porque indica que o apoio político e financeiro do governo do Distrito Federal não é mais considerado garantido pela agência.

Além disso, há incerteza sobre o tamanho das possíveis perdas ligadas às investigações, processos judiciais e ações de supervisão que envolvem tanto o BRB quanto o próprio GDF.

Esse conjunto de fatores aumenta a dúvida sobre como e em que medida o governo conseguirá apoiar o banco, caso seja necessário.

Saiba o que o BRB poderá fazer com os imóveis oferecidos por IbaneisDistritais acionam MP e governo do DF para barrar Daniel Vorcaro em reunião de acionistas do BRBBRB quer elevar capital em R$ 8,8 bilhões e emitir até 1,67 bilhão de ações para reforçar patrimônioCom nota baixa em gestão fiscal, DF não terá garantia da União para tomar empréstimo e reforçar BRB

O relatório da Fitch destacou alguns fatores que podem, individual ou coletivamente, levar a um aumento da nota de crédito do BRB. Dentre eles:

Avaliação clara, completa e feita por técnicos independentes sobre o tamanho do prejuízo;Plano de recapitalização viável e oportuno — que explique o reforço de capital (quanto dinheiro o BRB vai receber, de onde vem esse dinheiro, quando chega, quem autoriza e quais instrumentos serão usados, como por exemplo empréstimos, venda de ativos, etc.);Mostrar que o banco voltou a se financiar normalmente, provando que consegue pegar dinheiro no mercado sem pagar muito caro;Os custos de captação (valor que bancos pagam para conseguir dinheiro no mercado financeiro) voltarem ao normal;Quando os spreads (a diferença entre o que o banco paga para captar e o que cobra para emprestar) pararem de piorar;Melhorar a governança e consertar falhas internas, com processos mais transparentes, investigações concluídas e responsáveis punidos.

Até o fim do mês, o BRB precisará dizer ao Banco Central e ao sistema financeiro como vai enfrentar essa crise – na prática, de onde virá o dinheiro para reforçar o patrimônio e garantir a continuidade das operações.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) deve sancionar na próxima semana o projeto de lei que autoriza o uso dos nove imóveis públicos para salvar o BRB.

Segundo o presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, a hipótese preferencial é constituir um fundo imobiliário com esses imóveis.

"Não geraria uma prestação, nem iria mexer na Lei de Responsabilidade Fiscal do governo do Distrito Federal. Assim, esses imóveis seriam teriam rentabilidade para aqueles investidores que estariam conosco", afirmou.

➡️ Nesse formato, o fundo inscreve esses lotes como patrimônio e capta investimentos no mercado. Esses investimentos são remunerados a partir do uso e da valorização desses imóveis. É como se, na prática, cada investidor recebesse parte do "aluguel" dos espaços.

Há, ainda, a possibilidade de o governo do DF captar um empréstimo em nome do BRB junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

O empréstimo ajudaria a capitalizar o banco, mas geraria parcelas fixas a serem pagas pelo BRB nas próximas décadas. Na prática, apenas "rolaria" a dívida enquanto o banco encontra fontes mais sólidas de capitalização.

🔎 O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistema. É ele quem garante que os recursos depositados ou investidos em um banco permaneçam protegidos caso a instituição enfrente alguma crise ou dificuldade.

Desde o início do escândalo com o Banco Master, o BRB tenta reorganizar internamente seu patrimônio – o que inclui se desfazer de ativos e operações para reforçar o caixa.

O banco estuda, por exemplo, vender carteiras de crédito e participação em subsidiárias como a BRB Financeira. Segundo o BRB, no entanto, os negócios ainda não foram confirmados.

"Não há aprovação pelos órgãos competentes, assinatura de instrumentos vinculantes, definição de termos e condições, ou impactos imediatos. Caso alguma alternativa evolua para decisão formal, a Companhia fará a divulgação devida e tempestiva", afirmou o banco em comunicado oficial.

No início do mês, o banco também acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir "preferência" na distribuição dos recursos do Banco Master que passaram às mãos do liquidante judicial.

Também na Justiça, o BRB conseguiu bloquear R$ 376,4 milhões em participações acionárias de Daniel Vorcaro e mais dois investigados.

Ao fim do processo, esse valor pode ser reintegralizado ao BRB para cobrir o dano causado pelo escândalo do Master. A conclusão desse processo, no entanto, pode levar meses ou anos.

Sem garantias e capitalização, há a possibilidade de federalização do banco, hipótese ventilada no debate político local. O risco cresce se o GDF não tiver espaço fiscal para o socorro.

➡️Federalização significa transferir o controle, a gestão, o capital e as decisões do banco para a União ou para um órgão federal.

Em entrevista à TV Globo nesta semana, o presidente do BRB negou a possibilidade de liquidação ou federalização do banco.

"O BRB sairá bem mais forte e será capitalizado mais forte que ele era antes", afirmou Souza.

O g1 procurou o Ministério da Fazenda, o GDF, o Banco Central e o BRB para comentarem sobre a possibilidade de federalização, mas não recebeu retorno.

É o cenário mais catastrófico e mais remoto, que só ganharia força com nova piora da liquidez, ausência de apoio do GDF e perdas elevadas confirmadas.

O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, tem dito que a federalização e privatização são cenários fora de cogitação.

A Câmara do DF aprovou o projeto de lei que repassa nove imóveis públicos da capital federal ao patrimônio do Banco de Brasília (BRB). Entenda a cronologia:

➡️O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, se reuniu com os deputados na segunda (2) para explicar a situação patrimonial do banco.

➡️Na terça (3), os deputados se reuniram a portas fechadas para debater o tema e decidir se levava o projeto à votação em plenário.

➡️ No mesmo dia, os parlamentares aprovaram o projeto por 14 votos a favor e 10 contra nos dois turnos. Agora, o texto vai à sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB).

🔎Os imóveis servirão para lastrear uma captação de até R$ 6,6 bilhões no mercado financeiro.

SIA, Trecho Serviço Público, Lote F – área pertencente à Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb): R$ 632 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote G: R$ 632 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote I: R$ 364 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote H: R$ 361 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote C – pertencente à CEB: R$ 547 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote B – pertencente à Novacap: R$ 1,02 bilhão;Centro Metropolitano, Quadra 03, Conjunto A, Lote 01, em Taguatinga – é a sede do Centro Administrativo do DF, abandonada há mais de uma década: R$ 491 milhões;"Gleba A" de 716 hectares, pertencentes à Terracap – parte da Serrinha do Paranoá, trecho verde que abriga centenas de nascentes: R$ 2,2 bilhões;Setor de Áreas Isoladas Norte SAIN (antigo lote da PM): R$ 239 milhões.

Há 8 horas Política Presidente da CPMI do INSS nega ter divulgado material sigilosoHá 8 horasPGR se defende de crítica de Mendonça em ordem de prisão de VorcaroHá 8 horas’Sicário’ de Vorcaro morre no hospital, diz advogado

Segundo a defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o óbito foi confirmado nesta sexta (6), após o encerramento do protocolo de morte encefálica.

Há 2 horas Minas Gerais Blog da Camila BomfimNovas imagens mostram transferência de Vorcaro para presídio em Brasília

Há 10 horas Blog da Camila Bomfim VÍDEO mostra Vorcaro sendo retirado de viatura algemado, de camiseta e chineloHá 10 horasBlog da Julia DuailibiFoto mostra Vorcaro na prisão; banqueiro teve barba e cabelo cortados

Há 10 horas Blog da Julia Duailibi 6 m², cama de concreto, sem TV: como é a cela onde Vorcaro vai ficarHá 10 horasBlog da Julia DuailibiNikolas usou jato de Vorcaro para encontro com Bolsonaro em 2022

Há 8 horas Blog da Julia Duailibi Veja políticos citados por Vorcaro e o que o banqueiro disseHá 8 horasPrevisão do tempo ⛈️Frente fria avança pelo Sul e Sudeste e muda o tempo no país no fim de semana

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

MEIs: quais as práticas que mais expulsam os empreendedores do regime; veja a lista

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 07/03/2026 02:46

Empreendedorismo Guia do empreendedor MEIs: quais as práticas que mais expulsam os empreendedores do regime; veja a lista Aumento de desenquadramentos do MEI está ligado principalmente ao excesso de faturamento e ao avanço dos cruzamentos de dados da Receita, mas há outros fatores. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Um CNPJ pode ser desenquadrado do Microempreendedor Individual (MEI) sem que o empreendedor perceba — e, em 2025, isso ocorreu em uma escala inédita. A Receita Federal excluiu 3.942.902 registros do SIMEI, o sistema de tributação do MEI, após revisões cadastrais e cruzamentos de informações.

Esse número, por si só, não revela uma única causa. Ele engloba situações diferentes: cadastros excluídos por inatividade ou abandono, casos em que o negócio cresceu e ultrapassou os limites permitidos ao MEI, entre outras possibilidades.

⚠️ Em muitos casos, essa permanência irregular ocorre de forma deliberada, com omissão de receita ou divisão de faturamento para manter o valor fixo de tributos que caracteriza a categoria.

No ano passado, por exemplo, mais de 3,7 milhões das exclusões do SIMEI foram motivadas por cadastros inativos ou abandonados, enquanto o excesso de faturamento representou mais de 83 mil desligamentos.

Mesmo com o impacto dos cadastros inativos no total, o excesso de faturamento continuou relevante em 2025.

Dos mais de 83 mil MEIs que deixaram o SIMEI por ultrapassar o limite anual sem informar a Receita Federal, 82.948 foram de fato desenquadrados por receita acima do permitido.

18.591 MEIs ultrapassaram o limite em mais de 20%;60.637 ultrapassaram em até 20%;3.720 excederam o limite no primeiro ano de atividade.

O aumento das detecções está diretamente ligado à expansão dos cruzamentos digitais feitos pela Receita Federal.

Hoje, o fisco integra dados da e-Financeira, operadoras de cartão, marketplaces, notas fiscais eletrônicas e transações via Pix para identificar discrepâncias entre o faturamento declarado e a movimentação financeira real.

📈 A mudança na fiscalização ficou mais evidente em 2024, quando mais de 571 mil MEIs foram excluídos ou desenquadrados por faturamento acima do limite — um número 30 vezes maior do que no ano anterior.

Além dos limites de receita e da manutenção cadastral, o MEI também perde o enquadramento quando passa a se enquadrar em situações de vedação previstas na legislação. Entre elas:

exercer atividade econômica não permitida no Anexo XI;incluir sócio, participar de outra empresa ou alterar a natureza jurídica;abrir filial ou manter mais de um estabelecimento;contratar mais de um empregado ou ultrapassar o limite de remuneração permitido;praticar contrabando ou descaminho.

Embora grande parte das exclusões de 2025 esteja relacionada a cadastros inativos e ao excesso de faturamento, a Receita Federal também passou a concentrar atenção no uso indevido do MEI como instrumento de sonegação.

Isso ocorre porque o MEI paga um valor fixo de tributos por mês, enquanto micro e pequenas empresas recolhem impostos proporcionais ao faturamento.

faturar até R$ 81 mil ao ano;possuir, no máximo, um funcionário;não ter outras empresas em seu nome;atuar somente em atividades permitidas;ter conta gov.br em níveis Prata ou Ouro;não ser servidor público federal ativo.

Quando alguém que já não se enquadra no perfil do regime permanece como MEI para ocultar faturamento, configura-se uma forma de sonegação: o contribuinte omite receitas ou fragmenta atividades para evitar os impostos que pagaria se estivesse no regime adequado.

🚫 A irregularidade vira fraude quando há intenção de enganar. Entre os métodos mais identificados pela Receita estão:

abertura de MEIs em nome de terceiros para dividir faturamento;uso de múltiplas maquininhas ou contas bancárias para dispersar receitas;registro de operações de alto valor por meio de um CNPJ de MEI;subdeclaração na DASN-SIMEI;omissão de pagamentos em dinheiro ou PIX.

Essas práticas são usadas para manter artificialmente a tributação reduzida do MEI mesmo quando o negócio já opera em escala maior.

A omissão intencional de receita pode configurar crime contra a ordem tributária (Lei 8.137/90), com pena de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa.

Também há risco de enquadramento por falsidade ideológica quando informações sabidamente falsas são declaradas.

desenquadramento retroativo;multas que chegam a 75% do imposto devido, podendo dobrar em caso de fraude;exclusão do Simples Nacional.

No desenquadramento retroativo, o CNPJ deixa de ser MEI desde a data da infração, e todos os tributos são recalculados como se fosse microempresa.

Quando o faturamento excede o limite em mais de 20%, a retroatividade volta automaticamente para janeiro do ano da infração.

Hoje, a Receita utiliza principalmente o cruzamento digital para identificar irregularidades. As informações vêm da e-Financeira, das operadoras de cartão de crédito, dos marketplaces, das notas fiscais eletrônicas e das transações por PIX.

Esses dados revelam inconsistências como despesas superiores às receitas declaradas, compras incompatíveis com o faturamento informado, ausência de emissão de notas fiscais e movimentações acima do padrão esperado para um MEI.

Para Ruzene, a maior parte das irregularidades não ocorre por desconhecimento, mas por tentativa de reduzir a carga tributária. Ele destaca que quem abre um MEI passa por sistemas com orientações claras sobre limites e obrigações.

“Se não o faz, não é por desconhecimento nem por falta de acesso à informação de qualidade.”

Para permanecer dentro da legalidade, o especialista recomenda que o contribuinte seja transparente em relação aos dados bancários e de compras. Se esses dados forem compatíveis com os declarados na DASN-SIMEI, o risco de autuação e desenquadramento é mínimo.

Além disso, Ruzene destaca algumas medidas práticas que ajudam o empreendedor a manter o negócio em ordem:

📊 Monitoramento mensal do faturamento: mantenha um controle próprio e atualizado do fluxo de caixa. Não dependa da memória ou apenas dos extratos bancários. Registre todas as vendas, tanto de produtos quanto de serviços.📦 Gestão das compras e atenção ao equilíbrio entre entradas e saídas: a Receita costuma presumir omissão de receita quando o volume de compras ultrapassa 80% do faturamento declarado. Acompanhar essa relação evita interpretações equivocadas.🔐 Separação rígida entre contas pessoal e empresarial: evite misturar contas. Não use a conta jurídica do MEI para despesas pessoais nem receba pagamentos em contas de pessoa física. O cruzamento de dados via PIX e e‑Financeira identifica rapidamente esse tipo de inconsistência.💳 Cuidado com meios de pagamento eletrônicos: operadoras de cartão e plataformas financeiras informam transações à Receita por meio da DIMP. A soma de todas as maquininhas e chaves Pix deve refletir o faturamento real e respeitar o limite anual do MEI.📈 Planejamento da expansão do negócio: se o faturamento tende a estourar o limite no fim do ano, o ideal é planejar a migração voluntária para microempresa a partir de janeiro. Esse movimento evita multas e impede o desenquadramento retroativo.🧾 Emissão regular de notas fiscais: mesmo dispensado de emitir nota para pessoas físicas, o MEI pode usar a nota fiscal como ferramenta de controle. Emitir notas facilita acompanhar o próprio faturamento e reduz o risco de ultrapassar o limite sem perceber.

Há 6 horas Política Mendonça manda PF investigar vazamento de dados de VorcaroHá 6 horas’Sicário’ de Vorcaro morre no hospital, diz advogado

Segundo a defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o óbito foi confirmado nesta sexta (6), após o encerramento do protocolo de morte encefálica.

Há 3 horas Minas Gerais Blog da Camila BomfimNovas imagens mostram transferência de Vorcaro para presídio em Brasília

Há 10 horas Blog da Camila Bomfim VÍDEO mostra Vorcaro sendo retirado de viatura algemado, de camiseta e chineloHá 10 horasBlog da Julia DuailibiFoto mostra Vorcaro na prisão; banqueiro teve barba e cabelo cortados

Há 11 horas Blog da Julia Duailibi 6 m², cama de concreto, sem TV: como é a cela onde Vorcaro vai ficarHá 11 horasFórmula 1GP da Austrália: Verstappen bate na classificação; SIGA a formação do grid

Há 22 minutos fórmula 1 Blog da Julia DuailibiNikolas usou jato de Vorcaro para encontro com Bolsonaro em 2022

Há 9 horas Blog da Julia Duailibi Veja políticos citados por Vorcaro e o que o banqueiro disseHá 9 horasPrevisão do tempo ⛈️Frente fria avança pelo Sul e muda o tempo no país no fim de semana

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Guerra no Irã: petróleo sobe quase 30% na semana por conflito no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/03/2026 00:58

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%Oferecido por

A escalada do conflito no Oriente Médio provocou uma alta de quase 30% nos preços do petróleo nos mercados internacionais nesta semana.

A interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo — elevou as preocupações com o abastecimento global e pressionou as cotações.

O barril do Brent encerrou esta sexta-feira (6) cotado a US$ 92,69, alta superior a 8% em relação ao dia anterior e de 27,88% no acumulado da semana. Já o petróleo americano West Texas Intermediate (WTI) fechou a US$ 90,90, avanço de mais de 12% no dia e de 35,63% na semana.

Em poucos dias, o preço do barril subiu mais de US$ 20, e desde o início do ano o aumento já supera US$ 30.

Especialistas avaliam que a valorização reflete a combinação entre risco geopolítico elevado e impactos concretos no fluxo de energia.

A tensão aumentou ainda mais nesta semana, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que passou a exigir a “rendição incondicional" do Irã.

O país é um dos principais produtores globais de petróleo e o conflito acabou afetando diretamente a navegação no Golfo Pérsico.

Segundo empresas que monitoram rotas marítimas, o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz praticamente parou desde o início da guerra.

Cerca de 300 embarcações estão paradas na região aguardando condições de segurança para seguir viagem.

O Irã lançou uma nova série de mísseis contra Israel, levando milhões de pessoas a buscar abrigo. A ofensiva ocorreu após fracassarem tentativas diplomáticas em Washington para interromper os ataques americanos.

No mesmo período, um submarino dos EUA afundou um navio de guerra iraniano próximo ao Sri Lanka, em um episódio que deixou ao menos 80 mortos.

Sistemas de defesa aérea da Otan também interceptaram um míssil iraniano lançado em direção à Turquia.

Diante do risco de interrupções prolongadas no fornecimento de energia, alguns países produtores já começaram a reduzir suas atividades.

O Iraque diminuiu sua produção em cerca de 1,5 milhão de barris por dia, em meio a dificuldades de armazenamento e exportação.

Especialistas alertam que, caso o bloqueio no Estreito de Ormuz continue, cerca de 3,3 milhões de barris diários podem deixar de chegar ao mercado internacional em poucos dias.

A China pediu que suas principais refinarias suspendam exportações de diesel e gasolina, enquanto os EUA autorizaram temporariamente o fornecimento de petróleo russo à Índia, apesar das sanções vigentes.

O Catar, maior exportador de gás natural liquefeito do Golfo, declarou força maior nas exportações após ataques a instalações energéticas. Fontes do setor indicam que pode levar pelo menos um mês para que a produção volte ao normal.

Para tentar reduzir os riscos à navegação, o governo americano afirmou que a Marinha dos EUA poderá escoltar navios mercantes que tentarem atravessar o Estreito de Ormuz, embora analistas avaliem que o fluxo dificilmente voltará ao nível anterior ao início da guerra no curto prazo.

Segundo o especialista em direito tributário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e diretor da Mix Fiscal, Fabrício Tonegutti, a interrupção na principal rota de exportação de petróleo do Oriente Médio tende a pressionar os preços da energia e gerar impactos em diversos setores.

“O conflito aumentou o risco de interrupção de petróleo no Oriente Médio, isso fez com que o preço do barril subisse de US$ 65 para US$ 90 nos últimos dias. Quando o preço do petróleo sobe no mercado internacional, isso acaba impactando diretamente o Brasil”, explica.

De acordo com ele, o primeiro efeito costuma aparecer nos combustíveis, já que o país utiliza referências internacionais para definir preços, mesmo sendo produtor de petróleo.

“O diesel ficando mais caro significa que o frete também vai encarecer, o que ocasiona o aumento do preço dos alimentos, produtos de supermercado e praticamente tudo que depende da logística para chegar ao consumidor final”, afirma.

Tonegutti acrescenta que o encarecimento da energia tende a pressionar a inflação e pode chegar ao bolso dos consumidores em poucas semanas.

Segundo ele, a evolução do conflito será determinante para o comportamento das cotações. Caso a tensão diminua, os preços podem recuar.

Por outro lado, se a crise persistir na região, alguns analistas já projetam que o barril de petróleo pode se aproximar da marca de US$ 100.

Há 7 horas Política Presidente da CPMI do INSS nega ter divulgado material sigilosoHá 7 horasPGR se defende de crítica de Mendonça em ordem de prisão de VorcaroHá 7 horas’Sicário’ de Vorcaro morre no hospital, diz advogado

Segundo a defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o óbito foi confirmado nesta sexta (6), após o encerramento do protocolo de morte encefálica.

Há 52 minutos Minas Gerais Blog da Camila BomfimNovas imagens mostram transferência de Vorcaro para presídio em Brasília

Há 8 horas Blog da Camila Bomfim VÍDEO mostra Vorcaro sendo retirado de viatura algemado, de camiseta e chineloHá 8 horasBlog da Julia DuailibiFoto mostra Vorcaro na prisão; banqueiro teve barba e cabelo cortados

Há 9 horas Blog da Julia Duailibi 6 m², cama de concreto, sem TV: como é a cela onde Vorcaro vai ficarHá 9 horasBlog da Julia DuailibiNikolas usou jato de Vorcaro para encontro com Bolsonaro em 2022

Há 7 horas Blog da Julia Duailibi Veja políticos citados por Vorcaro e o que o banqueiro disseHá 7 horas’Escudo das Américas’Trump faz reunião de cúpula da América Latina hoje; Lula não foi convidado

Há 19 minutos Mundo Caminho do petróleoEstreito de Ormuz: Guarda Revolucionária desafia Trump a escoltar navios

0