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União Europeia alerta para ‘grande choque inflacionário’ caso guerra no Oriente Médio se prolongue

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/03/2026 12:16

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,208-0,7%Dólar TurismoR$ 5,429-0,5%Euro ComercialR$ 6,034-0,84%Euro TurismoR$ 6,276-1,04%B3Ibovespa178.532 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,208-0,7%Dólar TurismoR$ 5,429-0,5%Euro ComercialR$ 6,034-0,84%Euro TurismoR$ 6,276-1,04%B3Ibovespa178.532 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,208-0,7%Dólar TurismoR$ 5,429-0,5%Euro ComercialR$ 6,034-0,84%Euro TurismoR$ 6,276-1,04%B3Ibovespa178.532 pts-0,46%Oferecido por

A Comissão Europeia alertou na segunda-feira para um "grande choque inflacionário" caso o conflito no Oriente Médio se prolongue.

Nesta segunda-feira (9), as bolsas de valores desabaram e os preços do petróleo dispararam até 30%, aproximando-se de US$ 120 por barril (cerca de R$ 630).

O tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo, está suspenso desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

A Comissão Europeia alertou nesta segunda-feira (9) para um "grande choque inflacionário" caso o conflito no Oriente Médio se prolongue.

"Se a situação se prolongar, com interrupções no tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e ataques à infraestrutura energética dos Estados do Golfo, poderá acabar causando um grande choque inflacionário na economia global e europeia", alertou o Comissário Europeu Valdis Dombrovskis.

O conflito já causa abalos nas bolsas mundiais e, principalmente, no preço do petróleo. Nesta segunda-feira (9), as bolsas de valores desabaram e os preços do petróleo dispararam até 30%, aproximando-se de US$ 120 por barril (cerca de R$ 630).

A bolsa de Seul, que até o início do conflito apresentava forte desempenho impulsionado por empresas de tecnologia, fechou o dia em queda de 5,96%, enquanto Tóquio recuou 5,2%.

Na Europa, os principais mercados também operavam no vermelho: Paris caía 2,59%, Frankfurt recuava 2,47%, Londres perdia 1,57%, Madri cedia 2,87% e Milão recuava 2,71%.

As bolsas de Hong Kong, Xangai, Taipei, Sydney, Singapura, Manila e Wellington também encerraram o pregão em baixa nesta segunda-feira.

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street já haviam acumulado queda superior a 2% na semana passada, enquanto o dólar recuperou parte do valor por ser considerado um ativo de proteção em momentos de incerteza.

Por volta das 9h (horário de Brasília), o barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 12,59%, para US$ 102,34. Durante a madrugada, chegou a avançar 30%, atingindo US$ 119,48.Já o Brent, referência global, avançava 12,04%, a US$ 103,85 por barril, após ter superado a marca de US$ 119.

Um navio da marinha é visto navegando no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo e gás do mundo, em 1º de março de 2026. — Foto: SAHAR AL ATTAR / AFP

O tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo, está suspenso desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

Com a perspectiva de que os preços da energia permaneçam elevados por um período prolongado, cresce o temor de uma onda inflacionária capaz de afetar a economia global.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a alta do petróleo, destacando a importância de eliminar “a ameaça nuclear do Irã”.

"O aumento de curto prazo dos preços do petróleo, que cairão rapidamente quando a ameaça nuclear do Irã for eliminada, é um preço muito pequeno a pagar pela segurança e pela paz dos Estados Unidos e do mundo", escreveu Trump na plataforma Truth Social. "APENAS OS TOLOS PENSARIAM O CONTRÁRIO!", acrescentou.

"O choque mais profundo está se espalhando pela cadeia produtiva", afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management. Segundo ele, "o petróleo acima de 100 dólares não representa apenas uma alta das commodities. Torna-se um imposto sobre a economia global".

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Água pode se tornar novo alvo da guerra no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/03/2026 10:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,217-0,51%Dólar TurismoR$ 5,4610,09%Euro ComercialR$ 6,042-0,72%Euro TurismoR$ 6,308-0,53%B3Ibovespa179.230 pts-0,08%MoedasDólar ComercialR$ 5,217-0,51%Dólar TurismoR$ 5,4610,09%Euro ComercialR$ 6,042-0,72%Euro TurismoR$ 6,308-0,53%B3Ibovespa179.230 pts-0,08%MoedasDólar ComercialR$ 5,217-0,51%Dólar TurismoR$ 5,4610,09%Euro ComercialR$ 6,042-0,72%Euro TurismoR$ 6,308-0,53%B3Ibovespa179.230 pts-0,08%Oferecido por

Ataques à infraestrutura hídrica são raros em tempos de guerra, mas têm ocorrido no conflito em curso no Oriente Médio.

Uma usina de dessalinização no Bahrein foi danificada no domingo (8) após um ataque de drone iraniano, disseram autoridades locais.

Um dia antes, Teerã acusou o país de uma ofensiva semelhante em Qeshm, no Irã, que teria afetado o abastecimento de água de 30 vilarejos.

Esses tipos de ataques ainda são limitados, mas, como disse à AFP a economista especializada em recursos hídricos Esther Crauser-Delbourg: "Quem se atrever a atacar a água desencadeará uma guerra muito mais devastadora do que a atual".

Em uma das regiões mais secas do mundo, onde o acesso à água é dez vezes menor que a média global, segundo o Banco Mundial, as usinas de dessalinização desempenham um papel fundamental na economia e no abastecimento de água potável para seus milhões de habitantes.

Ataques à infraestrutura hídrica são raros em tempos de guerra, mas têm ocorrido no conflito em curso no Oriente Médio com bombardeios a usinas de dessalinização, um setor essencial para milhões de pessoas na região.

Uma usina de dessalinização no Bahrein foi danificada no domingo (8) após um ataque de drone iraniano, disseram autoridades locais, um dia depois de Teerã acusar o país de uma ofensiva semelhante em Qeshm, no Irã, que teria afetado o abastecimento de água de 30 vilarejos.

Esses tipos de ataques ainda são limitados, mas, como disse à AFP a economista especializada em recursos hídricos Esther Crauser-Delbourg: "Quem se atrever a atacar a água desencadeará uma guerra muito mais devastadora do que a atual".

Em uma das regiões mais secas do mundo, onde o acesso à água é dez vezes menor que a média global, segundo o Banco Mundial, as usinas de dessalinização desempenham um papel fundamental na economia e no abastecimento de água potável para seus milhões de habitantes.

🔎 Cerca de 42% da capacidade mundial de dessalinização está concentrada no Oriente Médio, de acordo com um estudo recente publicado na revista Nature.

Nos Emirados Árabes Unidos, 42% da água potável provém dessas usinas, enquanto o número sobe para 70% na Arábia Saudita, 86% em Omã e 90% no Kuwait, segundo um relatório de 2022 do Instituto Francês de Relações Internacionais (Ifri).

"Lá, sem água dessalinizada, não há nada", afirmou Crauser-Delbourg. É especialmente estratégica em grandes cidades como Dubai e Riade.

Em 2010, uma análise da CIA afirmou que "a interrupção das instalações de dessalinização na maioria dos países árabes poderia ter consequências mais graves do que a perda de qualquer outra indústria ou matéria-prima".

Em 2008, o WikiLeaks divulgou um telegrama diplomático dos EUA afirmando que "Riade deveria ser evacuada em uma semana" caso a usina de dessalinização de Jubail – que abastece a cidade – ou seus oleodutos fossem "gravemente danificados ou destruídos".

Além dos ataques relatados neste fim de semana, essas usinas são vulneráveis a cortes de energia e a possíveis contaminações da água do mar, principalmente por vazamentos de petróleo, disseram vários especialistas à AFP.

"A segurança e os controles de acesso no perímetro imediato das usinas foram reforçados", explicou à AFP Philippe Bourdeaux, diretor da região África/Oriente Médio da empresa francesa Veolia, que fornece água dessalinizada para a Arábia Saudita em Jubail e para Omã nas regiões de Mascate, Sur e Salalah.

"Obviamente, os eventos recentes nos deixaram muito vigilantes. Estamos monitorando de perto a situação nas instalações", acrescentou, especificando que "em alguns países, as autoridades implantaram baterias de mísseis ao redor das maiores usinas ante a ameaça de drones ou mísseis".

Em relação aos vazamentos de petróleo, os operadores dispõem de ferramentas para mitigar seus efeitos nocivos.

Na última década, houve diversos ataques a usinas de dessalinização: o Iêmen e a Arábia Saudita se atacaram mutuamente, e Gaza sofreu bombardeios israelenses, segundo o Pacific Institute, um think-tank com sede na Califórnia que monitora conflitos relacionados à água.

Caso esses problemas persistam, as consequências podem variar de pequenos inconvenientes a situações muito mais graves.

Além disso, haveria efeitos em cadeia na economia, especialmente no turismo, na indústria e nos centros de dados, que consomem grandes quantidades de água para sua refrigeração.

No entanto, existem medidas de segurança, ressaltou Bourdeaux. Segundo o representante da Veolia, as usinas de dessalinização geralmente são interconectadas, o que pode limitar o impacto da paralisação de uma delas.

Elas também costumam ter reservas de água suficientes para vários dias – de dois a sete -, acrescentou, o que pode mitigar a escassez, desde que as interrupções não durem muito tempo.

Pessoas desabrigadas em Beirute após a escalada de tensões entre o Hezbollah e Israel, em meio ao conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. — Foto: Reuters

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Boletim Focus: mercado financeiro mantém em 3,91% estimativa de inflação em 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/03/2026 10:01

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%Oferecido por

Estimativas fazem parte do boletim 'Focus', divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras na última semana.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerado dentro da meta se variar entre 1,5% e 4,5%.

Após a taxa básica da economia ter fechado 2025 em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos, na tentativa de conter a inflação, o mercado financeiro continua acreditando que os juros recuarão neste ano.

Os economistas do mercado financeiro mantiveram em 3,91% sua estimativa de inflação para o ano de 2026.

A expectativa faz parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%.

➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 3,79% para 3,80%;➡️ Para 2028, a previsão foi mantida em 3,50%;➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Após a taxa básica da economia ter sido mantida 15% ao ano no mês passado — o maior nível em quase 20 anos —, o mercado financeiro segue acreditando que os juros vão recuar neste ano.

Para o fim de 2026, a projeção subiu de 12% para 12,13% ao ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado de crescimento permaneceu estável em 1,82%.

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

O mercado financeiro reduziu sua estimativa para a taxa de câmbio, ao fim deste ano, de R$ 5,42 para R$ 5,41.

Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos para o dólar continuou em R$ 5,50.

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Dólar sobe na abertura com investidores de olho no exterior

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/03/2026 10:01

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (9) em alta, avançando 0,52% por volta das 9h10, sendo negociado a R$ 5,2721. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ No mercado internacional, o petróleo dispara após produtores do Oriente Médio — como Kuwait, Irã e Emirados Árabes Unidos — reduzirem a produção diante do fechamento do Estreito de Ormuz. O barril chegou a superar US$ 110, com contratos futuros mais líquidos acima de US$ 100.

Há duas semanas, o barril era negociado perto de US$ 70. Apenas nesta sessão, a valorização ultrapassa 13%, refletindo a continuidade dos conflitos na região e a ausência de sinais de trégua no curto prazo.

▶️ Ainda no cenário geopolítico, autoridades dos Estados Unidos e de Israel discutiram uma possível operação com forças especiais dentro do Irã para garantir o controle de estoques de urânio enriquecido do país.

▶️ No Irã, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, foi escolhido pela Assembleia de Especialistas para suceder o pai como líder supremo, sinalizando a continuidade da ala mais dura no comando do país.

▶️ No Brasil, os investidores acompanham a divulgação do relatório Focus, do Banco Central, que reúne as projeções do mercado para indicadores da economia.

▶️ Outro tema que continua sendo acompanhado é o caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, após novas notícias apontarem possíveis relações dele com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A escalada das tensões no Oriente Médio volta a guiar os mercados financeiros nesta sexta-feira (6), em meio às preocupações dos investidores com o bloqueio do Estreito de Ormuz e seus efeitos no mercado de petróleo.

O chefe do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), almirante Brad Cooper, afirmou que os EUA entraram em uma nova fase da guerra com o Irã, que envolve um "aumento drástico" do poder de fogo sobre o território iraniano, novos ataques ao programa de mísseis de Teerã e bombardeios à "infraestrutura do regime" dos aiatolás.

“À medida que transitamos para a próxima fase desta operação, desmantelaremos sistematicamente a capacidade futura de produção de mísseis do Irã, e isso já está em andamento”, afirmou. Isso deve levar algum tempo, segundo ele.

Nesta semana, analistas do banco J.P. Morgan alertaram que o fechamento do Estreito de Ormuz pode começar a afetar o fornecimento global de petróleo em poucos dias. Caso o bloqueio continue, cerca de 3,3 milhões de barris por dia podem deixar de chegar ao mercado.

O Iraque, segundo maior produtor da Opep, já reduziu sua produção em quase 1,5 milhão de barris por dia, por falta de espaço para armazenar o petróleo e dificuldades para exportá-lo.

Já o Catar, maior exportador de gás natural liquefeito do Golfo, declarou força maior nas exportações — uma medida usada quando eventos fora do controle impedem o cumprimento de contratos. Fontes do setor dizem que pode levar pelo menos um mês para que a produção volte ao normal.

Diante das preocupações, os preços do petróleo marcavam mais um dia de alta nesta sexta-feira. No fechamento do dia, o barril do Brent, referência internacional, subiu mais de 8%, cotado a US$ 92. Já o WTI, dos EUA, teve alta de 12,34%, a US$ 91,23.

Os investidores também avaliam os resultados da Petrobras, divulgados na véspera. A companhia informou um lucro de R$ 110,1 bilhões em 2025, resultado que representa alta de cerca de 200% em relação a 2024, quando a companhia havia lucrado R$ 36,6 bilhões. Na prática, o resultado indica que o lucro da estatal quase triplicou em um ano.

Segundo a empresa, o desempenho ocorreu mesmo em um cenário considerado desafiador, marcado pela queda de 14% no preço do petróleo tipo Brent crude oil ao longo do ano.

De acordo com a companhia, o resultado foi sustentado principalmente pelo aumento da produção de óleo e gás e pela melhora da eficiência operacional.

“O ano de 2025 foi extraordinário em termos de produção. O aumento do volume de óleo e gás nos permitiu compensar os efeitos da queda do Brent e alcançar resultados financeiros robustos”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em nota.

O destaque na agenda de indicadores fica com o payroll, relatório de emprego oficial dos EUA. Segundo informações do Escritório de Estatística do Trabalho, a economia americana fechou 92 mil postos de trabalho em fevereiro, após a criação revisada para baixo de 126 mil em janeiro.

O resultado surpreendeu economistas, que previam a abertura de 59 mil vagas no período. Segundo especialistas disseram à Reuters, os ganhos de empregos em janeiro foram impulsionados por uma atualização do modelo que o escritório de estatísticas usa para estimar quantos empregos foram criados ou perdidos devido à abertura ou fechamento de empresas em um determinado mês.

O mercado de trabalho está se estabilizando depois de ter tropeçado em 2025, em meio às incertezas decorrentes do tarifaço de Trump. Além disso, especialistas também indicaram à Reuters que a repressão à imigração do governo Trump reduziu a oferta de mão de obra, o que também contribuiu para a desaceleração do mercado de trabalho.

Segundo o analista de inteligência de mercado da Stonex Lucca Bezzon, o resultado mais fraco do que o esperado reforça a perspectiva de que a economia americana pode estar desacelerando rapidamente e aumenta a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) possa ser pressionado a antecipar os cortes de juros no país.

"O cenário, no entanto, permanece bastante incerto. Os dados mais recentes têm mostrado sinais contraditórios sobre o ritmo da economia dos Estados Unidos, embora uma das principais fontes de preocupação dos investidores seja justamente o mercado de trabalho", diz, reforçando que os indicadores sinalizam "alguma deterioração no emprego".

Em Wall Street, os três principais índices acionários americanos registraram queda. O Dow Jones caiu 0,93%, enquanto o S&P 500 registrou um recuo de 1,33% e o Nasdaq Composite teve desvalorização de 1,59%.

Na Europa, os principais índices acionários também registraram perdas nesta sexta-feira. O índice pan-europeu STOXX 600 registrou sua maior baixa semanal em quase um ano. Nesta sexta, caiu 1,02%, aos 598,69 pontos.

Entre os principais índices acionários da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,94%, enquanto o CAC-40, da França, recuou 0,65%. O FTSE Mib, da Itália, desvalorizou 1,02%.

Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong encerraram uma semana em baixa, apesar da alta desta sexta-feira. O resultado refletiu o peso dos riscos geopolíticos no otimismo do mercado e as poucas surpresas nos sinais políticos da reunião parlamentar anual.

No fechamento, o índice de Xangai teve alta de 0,38%, enquanto o índice CSI300, que reúne as maiores companhias específicas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,27%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,72%.

Entre os demais índices da região, o Nikkei, de Tóquio, subiu 0,6%, enquanto o Kospi, de Seul, teve valorização de 0,02%.

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Pedidos de recuperação judicial no agro aumentaram 56,4% em 2025, diz Serasa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/03/2026 08:56

Agro Pedidos de recuperação judicial no agro aumentaram 56,4% em 2025, diz Serasa Alta acontece em um momento de juros elevados, custos de produção em alta e parte dos agricultores endividados. Por Reuters

Os pedidos de recuperação judicial no agronegócio saltaram 56,4% em 2025 em relação ao ano anterior, em uma conjuntura de juros elevados, custos de produção em alta e parte dos agricultores endividados, apontou nesta segunda-feira (9) a Serasa Experian.

Conforme levantamento da datatech, as solicitações de recuperação judicial atingiram 1.990, o maior volume desde o início da série histórica, em 2021.

"O ambiente de crédito mais restritivo, combinado à manutenção de custos elevados de produção e a uma alavancagem elevada, continuou impactando o fluxo de caixa das operações rurais", afirmou head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, em nota.

O número de recuperações judiciais considera a soma de três frentes da cadeia produtiva: produtores rurais que atuam como pessoa física, aqueles que estão como pessoa jurídica e empresas relacionadas ao setor.

De acordo com Pimenta, as condições que elevaram os pedidos de recuperação nos últimos anos mantiveram a pressão sobre a saúde financeira dos produtores e empresários do setor, especialmente aqueles com maior nível de alavancagem.

"Ainda assim, continuamos ressaltando que a renegociação de dívidas e o planejamento financeiro são as melhores estratégias, e a recuperação judicial deve ser o último recurso a ser utilizado", completou.

Considerando a soma dos pedidos realizados por produtores pessoa física, produtores pessoa jurídica e empresas da cadeia do agronegócio, Mato Grosso foi o Estado com maior número de solicitações de recuperação judicial em 2025.

Foram 332 registros no maior produtor brasileiro de soja, milho, algodão e gado. Na sequência, aparecem Goiás (296), Paraná (248), Mato Grosso do Sul (216) e Minas Gerais (196).

Os produtores rurais que atuam como pessoa física registraram 853 pedidos de recuperação judicial durante o ano, o maior volume entre os perfis monitorados, versus 566 solicitações nessa categoria em 2024 (alta de 50,7%).

Os produtores rurais que atuam como pessoa jurídica registraram 753 pedidos de recuperação judicial em 2025, crescimento de 84,1% ante o ano anterior.

As empresas com atuação relacionada ao agronegócio registraram 384 pedidos, aumento de 29,3% no comparativo anual.

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Bolsas registram fortes quedas e petróleo dispara com guerra no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/03/2026 08:08

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa178.982 pts-0,82%Oferecido por

As Bolsas desabaram nesta segunda-feira (9) e os preços do petróleo dispararam até 30%, aproximando-se de US$ 120 por barril (cerca de R$ 630), em meio aos temores provocados pela guerra no Oriente Médio, que entra na segunda semana sem qualquer sinal de trégua.

Com a perspectiva de impactos do conflito sobre a economia global, os mercados asiáticos ampliaram as perdas registradas na semana passada.

A Bolsa de Seul, que até o início do conflito apresentava desempenho forte impulsionado por empresas de tecnologia, fechou o dia em queda de 5,96%, enquanto Tóquio recuou 5,2%.

Na Europa, os principais mercados também operavam no vermelho: Paris caía 2,59%, Frankfurt recuava 2,47%, Londres perdia 1,57%, Madri cedia 2,87% e Milão, 2,71%.

As Bolsas de Hong Kong, Xangai, Taipei, Sydney, Singapura, Manila e Wellington também encerraram o pregão em baixa nesta segunda-feira.

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street já haviam acumulado queda superior a 2% na semana passada, enquanto o dólar recuperou parte de seu valor por ser considerado um ativo de proteção em momentos de incerteza.

O impacto mais intenso do conflito aparece no mercado de petróleo. Às 6h30 GMT (3h30 em Brasília), o barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 15,51%, para US$ 104,96. Momentos antes, chegou a avançar 30%, atingindo US$ 119,48 por barril.

Já o Brent do Mar do Norte, referência global, avançava 17,42%, a US$ 108,82 por barril, após ter superado a marca de US$ 119.

O preço do gás natural na Europa também disparava. Os contratos futuros do TTF holandês, referência regional, registravam alta de 30%, para 69,50 euros (quase US$ 80).

Fumaça sobe após ataque à refinaria de petróleo da Bapco em Sitra, no Bahrein, em 9 de março de 2026. — Foto: REUTERS/Stringer

Nos últimos dias, ataques atingiram campos de petróleo no sul do Iraque e na região autônoma curda, no norte do país, provocando redução na produção.

Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait também reduziram a produção em meio a ataques iranianos contra seus territórios.

Os países do G7 estudam recorrer de forma coordenada às reservas estratégicas de petróleo para tentar conter a alta dos preços. Uma fonte do governo francês confirmou que a possibilidade será discutida em uma videoconferência entre os ministros das Finanças.

A Agência Internacional de Energia (AIE) exige que seus membros mantenham reservas equivalentes a 90 dias de importações de petróleo.

O tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo, está suspenso desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

Com a perspectiva de que os preços da energia permaneçam elevados por um período prolongado, cresce o temor de uma onda inflacionária capaz de afetar a economia global.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a alta do petróleo, destacando a importância de eliminar "a ameaça nuclear do Irã".

"O aumento de curto prazo dos preços do petróleo, que cairão rapidamente quando a ameaça nuclear do Irã for eliminada, é um preço muito pequeno a pagar pela segurança e pela paz dos Estados Unidos e do mundo", escreveu Trump na plataforma Truth Social. "APENAS OS TOLOS PENSARIAM O CONTRÁRIO!", acrescentou.

"O choque mais profundo está se espalhando pela cadeia produtiva", afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management. Segundo ele, "o petróleo acima de 100 dólares não representa apenas uma alta das commodities. Torna-se um imposto sobre a economia global".

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Guerra no Irã: ministros do G7 fazem reunião de emergência sobre petróleo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/03/2026 08:08

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No décimo dia da guerra no Oriente Médio — desencadeada por ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã — os preços do petróleo dispararam nos mercados internacionais.

O preço de referência do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022. A alta deve provocar aumentos ainda maiores nos preços da gasolina.

As bolsas asiáticas registraram quedas acentuadas, com o índice Nikkei 225 do Japão fechando em baixa de mais de 5%.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi chegou a cair mais de 8%, o que levou à paralisação das negociações por 20 minutos —através do "circuit breaker", um mecanismo projetado para conter vendas em pânico. O Kospi acabou fechando em queda de 6%.

Os ministros dos países do G7 se reunirão na tarde desta segunda-feira (9) na Europa em caráter emergencial para discutir o impacto econômico da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, incluindo o aumento do preço do petróleo.

Na reunião de emergência, está previsto que os ministros discutam uma possível liberação conjunta de reservas de petróleo para conter a alta dos preços.

As reservas de petróleo são coordenadas pela Agência Internacional de Energia (AIE), com 32 membros do grupo detendo reservas estratégicas como parte de um sistema coletivo de emergência concebido para crises nos preços do petróleo.

Três países do G7, incluindo os EUA, já manifestaram apoio a uma possível liberação conjunta, segundo fontes familiarizadas com as negociações, de acordo com o jornal britânico Financial Times.

A grave interrupção no fornecimento de energia da região ameaça provocar aumento de preços para consumidores e empresas em todo o mundo.

Cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo costuma ser transportado pelo Estreito de Ormuz. Mas o tráfego por essa estreita passagem praticamente parou desde o início da guerra, há mais de uma semana.

O analista Adnan Mazarei, do Instituto Peterson de Economia Internacional, afirmou que o aumento nos preços do petróleo era esperado, considerando a paralisação da produção em alguns países do Golfo e os sinais de um conflito prolongado na região.

"As pessoas estão percebendo que isso não vai acabar tão cedo", disse ele, acrescentando que objetivos apresentados pelos EUA estão "se tornando cada vez mais irrealistas".

O presidente dos EUA, Donald Trump, que fez campanha eleitoral prometendo reduzir o custo de vida para os americanos, minimizou as preocupações com o aumento dos preços do petróleo.

No domingo, ele publicou em sua plataforma Truth Social: "Os preços do petróleo a curto prazo, que cairão rapidamente quando a destruição da ameaça nuclear iraniana terminar, são um preço muito pequeno a se pagar pela segurança e paz dos EUA e do mundo. SÓ OS TOLOS PENSARIAM DIFERENTE!"

Seu secretário de Energia, Chris Wright, disse a emissoras americanas no domingo que Israel, e não os EUA, estava mirando a infraestrutura energética do Irã, em meio a certa preocupação com o aumento dos preços da gasolina nos EUA causado pela guerra.

Dados da associação de motoristas AAA mostraram que o preço médio da gasolina comum nos EUA subiu 11% na semana passada, chegando a US$ 3,32 por galão.

No domingo, o Irã nomeou Mojtaba Khamenei para suceder seu pai, Ali Khamenei, como Líder Supremo, sinalizando que, mais de uma semana após o início do conflito, a ala linha-dura continua no comando do país.

Mojtaba Khamenei foi escolhido sucessor do aiatolá Ali Khamenei, assassinado no primeiro dia do conflito que envolve os Estados Unidos, Israel e o Irã.

Ao contrário de seu pai, Mojtaba, de 56 anos, é discreto. Ele nunca ocupou um cargo no governo, nem fez discursos ou concedeu entrevistas públicas, e apenas um número limitado de fotos e vídeos dele foi publicado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não deve aceitar a escolha. Embora tenha sinalizado que estaria aberto à possibilidade de alguém ligado à antiga liderança assumir o poder, Trump deixou clara sua oposição a Mojtaba Khamenei.

A escolha de Mojtaba Khamenei pode se provar controversa dentro do próprio Irã. A República Islâmica foi fundada em 1979, após a queda da monarquia, e sua ideologia se baseia no princípio de que o líder supremo deve ser escolhido por sua posição religiosa e liderança comprovada, e não por sucessão hereditária.

No fim de semana, os Estados Unidos e Israel lançaram novas ondas de ataques aéreos no Irã, atingindo vários alvos, incluindo depósitos de petróleo.

Enquanto isso, o Irã atacou a infraestrutura energética em países vizinhos do Golfo. Durante a noite, a Arábia Saudita afirmou ter interceptado e destruído duas ondas de drones que se dirigiam a um importante campo petrolífero.

Líderes do G7 em foto oficial durante reunião em 2025 — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

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O que mudança de ex-premiê da Nova Zelândia para Austrália revela sobre ‘êxodo de cérebros’ no país

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/03/2026 04:07

Trabalho e Carreira O que mudança de ex-premiê da Nova Zelândia para Austrália revela sobre 'êxodo de cérebros' no país Cerca de 180 neozelandeses deixam o país a cada dia em média para morar no exterior. O país enfrenta dificuldades para reter seus cidadãos. Por BBC

A mudança da ex-primeira-ministra neozelandesa Jacinda Ardern para a Austrália reacendeu as discussões sobre o 'êxodo de cérebros' do seu país — Foto: Getty Images/ BBC

Para um povo cujo apelido é um pássaro que não voa, mudar-se para o exterior, ironicamente, se tornou uma espécie de ritual de passagem para muitos neozelandeses.

Nos últimos anos o número de kiwis (que dá nome ao pássaro e à conhecida fruta) que abandonam o país da Oceania atingiu recordes. Grande parte deles "atravessa o estreito" (uma distância de cerca 1.500 km) para ir morar na Austrália.

A ex-primeira-ministra neozelandesa Jacinda Ardern (2017-2023) se tornou uma das últimas a aderirem ao êxodo. Seu escritório confirmou que ela e a família se mudaram para Sydney, na Austrália, onde já foram encontrados procurando residência nas populares praias do norte da cidade.

A mudança de Ardern deu mais destaque às dificuldades enfrentadas pela Nova Zelândia para reter seus melhores e mais brilhantes cidadãos. O país enfrenta uma economia estagnada, custo de vida em crise e falta de moradia.

"A mudança de Ardern, provavelmente, será considerada um símbolo deste padrão maior. Para alguns, parecerá uma deserção", declarou à BBC Alan Gamlen, diretor do centro de migração da Universidade Nacional Australiana.

No ano passado, mais de 66 mil neozelandeses se mudaram para o exterior. O número equivale a 180 pessoas por dia.

Este fluxo é parcialmente compensado pelos neozelandeses que retornam ao país. Mas, para uma nação com apenas 5,3 milhões de habitantes, o número de cidadãos que saem é considerável.

A Nova Zelândia é um país relativamente seguro, famoso em todo o mundo pelos seus deslumbrantes cenários e as pessoas que vivem ali têm alta expectativa de vida.

O kiwi é um pássaro nativo da Nova Zelândia. A ave que não voa é o símbolo dos seus moradores, que estão saindo em grandes números do país — Foto: Getty Images/ BBC

Trata-se, sem dúvida, de uma tendência de longo prazo, especialmente entre os jovens. Muitos deles desejam ganhar experiência no exterior e, depois, retornar para fincar raízes no país.

Desde os anos 1970, o fluxo de saída dos neozelandeses sofre surtos esporádicos. Foi o que aconteceu quando o Reino Unido pôs fim a um acordo comercial com a Nova Zelândia e quando a Austrália reduziu as restrições às viagens e trabalho no país.

Cada vez mais jovens neozelandeses se mudam de forma mais permanente. Eles são reticentes a voltar a um país que, para eles, não oferece mais um futuro próspero.

A Nova Zelândia enfrenta altas taxas de desemprego, com níveis que não eram observados há uma década, exceto durante a pandemia de covid-19. E os aumentos de salários não acompanharam a inflação.

Tudo isso aumentou muito o custo de vida. Os preços dos produtos básicos, por exemplo, estão entre os mais altos do mundo desenvolvido.

O aumento dos preços dos imóveis afetou ainda mais os bolsos das pessoas. A falta de moradia elevou os preços de aluguel e compra de imóveis.

Auckland, a capital da Nova Zelândia, não conseguiu reter Nicole Ballantyne — Foto: Getty Images/ BBC

Dez anos atrás, Nicole Ballantyne trocou os subúrbios da zona leste da capital neozelandesa, Auckland, por Sydney.

Ela tem hoje 27 anos de idade e foi atraída inicialmente pelas melhores oportunidades de estudo universitário. Mas, agora, acha difícil se imaginar retornando.

"Sydney é uma versão melhorada de Auckland", contou ela à BBC. "Há muito mais coisas acontecendo, as oportunidades de carreira são muito boas e também é um pouco mais conectada ao resto do mundo."

O irmão de Ballantyne também se mudou para a Austrália e nenhum membro do seu coeso grupo de amigos do ensino médio permanece morando na Nova Zelândia.

Ballantyne destaca seu orgulho por ser kiwi. "Sempre vou torcer pelos All Blacks", a seleção neozelandesa de rúgbi.

Mas, brincadeiras à parte, ela conta que conseguiu construir na Austrália uma vida que ela não teria na Nova Zelândia.

O Reino Unido e os EUA são destinos populares, mas se estima que metade dos neozelandeses que saem para morar no exterior seguem em direção aos portos da Austrália. Lá, eles têm direitos de trabalho essencialmente iguais há mais de meio século.

Na Austrália, os tempos atuais também são difíceis. Mas o país oferece melhores perspectivas de trabalho, salário e moradia.

"Existe um certo movimento no sentido oposto, mas, atualmente, é muito menor", segundo Gamlen.

O êxodo dos jovens da Nova Zelândia vem causando angústia entre os legisladores do país, tanto no campo político quanto pessoalmente.

"Meu filho mais velho se mudou para Melbourne [na Austrália] porque não consegue encontrar emprego aqui", declarou recentemente ao Serviço Mundial da BBC a parlamentar trabalhista Ginny Andersen (de oposição).

"Meu próprio irmão, professor escolar formado, agora trabalha na China porque os salários lá são melhores. Esta é uma realidade para muitas famílias neozelandesas, que foram divididas… para mim, é desolador."

Com o país caminhando para eleições gerais em novembro, muitos políticos tentam convencer os eleitores de que têm soluções para o problema.

Todos concordam que a Nova Zelândia precisa de uma reviravolta na economia, mas suas visões sobre como fazer isso são diferentes.

Elas variam desde reduzir as pressões sobre o mercado de trabalho e infraestrutura com reduções da imigração até criar mais empregos com incentivos a investimentos na construção de moradias.

Os parlamentares da coalizão governista destacam que o "êxodo de cérebros" não é um problema novo para o país. Eles afirmam que a recente fase, mais profunda, é uma ressaca da pandemia de covid-19.

O ministro da Habitação, Chris Bishop, afirma que seu governo está revertendo a situação — Foto: Getty Images/ BBC

Mas especialistas indicam que a emigração não é tão ruim assim para a Nova Zelândia. Afinal, as pessoas que retornam enriquecem o país com sua experiência e podem promover inovações.

"Cada partida representa novas conexões e uma rede em expansão", declarou em 2025 à revista Ingenio, da Universidade de Auckland, Merryn Tawhai, do Instituto de Bioengenharia de Auckland.

O ministro da Habitação, Chris Bishop, declarou ao Serviço Mundial da BBC (em inglês), que seu governo vem atingindo "bons progressos" para fazer do país um lugar onde seus cidadãos desejem ficar.

"Mas não vou fingir, nem por um momento, que tudo é perfeito na Nova Zelândia", ressalta ele.

"Certamente, não é. Existe um profundo mal-estar entre muitos neozelandeses sobre o estado" do país, segundo o ministro.

Nicole Ballantyne imagina que a decisão da ex-primeira-ministra de se mudar para a Austrália tem razões mais sutis.

"Provavelmente, existe um certo nível de assédio por lá (na Nova Zelândia) e ela é uma figura pública… Na Austrália, talvez ela consiga viver mais discretamente."

Ardern saiu da Nova Zelândia pouco depois de deixar a política, em janeiro de 2023, e ganhou uma bolsa na Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

Seu escritório afirma que a família passou alguns anos viajando e, agora, decidiu se estabelecer na Austrália "por enquanto".

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