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Mesmo após proibição, 1 em cada 5 adolescentes ainda usa redes sociais na Austrália

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 12:44

Tecnologia Mesmo após proibição, 1 em cada 5 adolescentes ainda usa redes sociais na Austrália Em dezembro, a Austrália proibiu redes sociais para menores de 16 anos e passou a exigir que plataformas como Instagram, Facebook, Threads, YouTube, TikTok e Snapchat bloqueiem esse público. Por Byron Kaye

Um quinto dos adolescentes australianos com menos de 16 anos ainda usa redes sociais dois meses depois que o país proibiu as plataformas de permitirem menores de idade.

O número de jovens de 13 a 15 anos que usam o TikTok e o Snapchat, entre os aplicativos de mídia social mais populares entre os adolescentes australianos, caiu desde antes da proibição entrar em vigor em dezembro até fevereiro.

Sob a proibição, as plataformas, incluindo Instagram, Facebook e Threads, da Meta, YouTube, TikTok e Snapchat, do Google, devem bloquear pessoas com menos de 16 anos ou enfrentar uma multa de até US$35 milhões.

Um porta-voz do órgão regulador da internet, o eSafety Commissioner, disse que o escritório estava ciente dos relatos de que alguns menores de 16 anos permaneciam nas mídias sociais.

Um quinto dos adolescentes australianos com menos de 16 anos ainda usa redes sociais dois meses depois de o país proibir que as plataformas permitam menores de idade, segundo dados do setor. O resultado levanta dúvidas sobre a eficácia dos mecanismos de verificação de idade.

O número de jovens de 13 a 15 anos que usam TikTok e Snapchat — dois dos aplicativos mais populares entre adolescentes australianos — caiu entre dezembro, quando a proibição entrou em vigor, e fevereiro.

Mesmo assim, mais de 20% ainda utilizavam as plataformas, segundo um relatório da empresa de controle parental Qustodio enviado à Reuters.

'Vejo você em 4 anos': adolescentes na Austrália se despedem das redes antes de proibição'Não sabia o quanto minha filha era viciada': brasileiros contam como foi a proibição de redes sociais na Austrália

Os dados estão entre os primeiros a mostrar os efeitos sobre o comportamento online dos jovens desde que a Austrália implementou a proibição, que está sendo copiada por governos de todo o mundo.

O governo australiano e pelo menos dois estudos universitários estão monitorando o impacto da proibição, mas nenhum deles publicou dados ainda.

"Entre as crianças cujos pais não bloquearam o acesso, um número significativo continua a usar plataformas restritas nos meses seguintes à proibição", disse Qustodio no relatório, que se baseou em dados coletados de famílias australianas do final de 2024 a fevereiro.

Pela regra, plataformas como Instagram, Facebook e Threads, da Meta, além de YouTube, TikTok e Snapchat, devem impedir o acesso de menores de 16 anos. Caso contrário, podem receber multas de até US$ 35 milhões.

Um porta-voz do órgão regulador da internet, o eSafety Commissioner, disse que a instituição está ciente dos relatos de que alguns menores de 16 anos continuam nas redes sociais.

Segundo ele, o órgão está “interagindo ativamente com as plataformas e seus provedores de garantia de idade… enquanto monitora possíveis falhas no sistema que possam representar violação da lei”.

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Petrobras sobe os preços do diesel para distribuidoras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 12:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2790,7%Dólar TurismoR$ 5,4700,82%Euro ComercialR$ 6,0410,08%Euro TurismoR$ 6,2770,22%B3Ibovespa178.566 pts-0,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,2790,7%Dólar TurismoR$ 5,4700,82%Euro ComercialR$ 6,0410,08%Euro TurismoR$ 6,2770,22%B3Ibovespa178.566 pts-0,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,2790,7%Dólar TurismoR$ 5,4700,82%Euro ComercialR$ 6,0410,08%Euro TurismoR$ 6,2770,22%B3Ibovespa178.566 pts-0,4%Oferecido por

A Petrobras vai aumentar o preço do diesel vendido às distribuidoras a partir deste sábado (14). Os demais combustíveis não tiveram reajuste.

Neste mês, a guerra no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100, encarecendo a matéria-prima usada na produção de combustíveis.

Segundo a empresa, o impacto do reajuste para o consumidor final, nos postos, será reduzido por causa da diminuição de impostos e da subvenção aos produtores anunciadas nesta quinta-feira (12) pelo governo federal.

A Petrobras vai aumentar o preço do diesel vendido às distribuidoras a partir deste sábado (14). Os demais combustíveis não tiveram reajuste.

A última mudança no preço do diesel havia ocorrido em maio de 2025. Neste mês, a guerra no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100, encarecendo a matéria-prima usada na produção de combustíveis.

"Mesmo após essa atualização, no acumulado desde dezembro de 2022, os preços de diesel A vendidos às distribuidoras registram redução acumulada de R$ 0,84 por litro, o equivalente a uma queda de 29,6%, considerada a inflação do período", diz a Petrobras.

Segundo a empresa, o impacto do reajuste para o consumidor final, nos postos, será reduzido por causa da diminuição de impostos e da subvenção aos produtores anunciadas nesta quinta-feira (12) pelo governo federal.

um decreto que zera as alíquotas de PIS/Cofins sobre o óleo diesel, o que representa redução de R$ 0,32 por litro;uma medida provisória que prevê o pagamento de subvenção a produtores e importadores de diesel, no valor de R$ 0,32 por litro;a tributação da exportação de petróleo, por meio de medida provisória, com o objetivo de ampliar o refino interno e garantir o abastecimento;um decreto que determina que os postos de combustíveis adotem sinalização clara ao consumidor, informando a redução dos tributos federais e do preço em razão da subvenção.

Para Carlos Thadeu, economista especializado em inflação e commodities da BGC Liquidez, o aumento no preço do diesel equivale a quase metade das reduções anunciadas ontem pelo governo federal.

"Basicamente, quase anula o efeito de queda das medidas anunciadas ontem pelo governo federal. O impacto no IPCA das reduções de ontem e do aumento de hoje praticamente se cancelam", diz.

A petroleira explica que o preço do diesel nas bombas é composto por diversos fatores, além do valor cobrado pela estatal.

Custos e margem de lucro de distribuidoras e revendedores;Custo do etanol anidro, que é misturado à gasolina A para formar a gasolina C;Impostos federais, como Cide, PIS/Pasep e Cofins;Imposto estadual (ICMS), cuja alíquota varia conforme a unidade da federação.

A Petrobras informa que, a partir de amanhã, 14/03, ajustará os seus preços de venda do diesel A para as distribuidoras em R$ 0,38 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A e 15% de biodiesel, o ajuste é equivalente a R$ 0,32 por litro sobre o diesel B comercializado nos postos.

Dessa forma, o preço médio do diesel A praticado pela companhia para as distribuidoras passará a ser R$ 3,65 por litro, e a participação da Petrobras no preço do diesel B comercializado nos postos será, em média, de R$ 3,10.

Importante destacar que o último ajuste de preços da Petrobras para as distribuidoras, foi uma redução que ocorreu há 311 dias (em 06/05/2025) e que o último aumento realizado ocorreu em 01/02/2025, há mais de 400 dias portanto.

Mesmo após essa atualização, no acumulado desde dezembro de 2022, os preços de diesel A vendidos às distribuidoras registram redução acumulada de R$ 0,84 por litro, o equivalente a uma queda de 29,6%, considerada a inflação do período.

Ressalta-se que o impacto do reajuste anunciado para o consumidor final é mitigado, uma vez que o Governo Federal zerou as alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre a comercialização de diesel.

Adicionalmente, conforme comunicado ao mercado, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a adesão da companhia ao programa de subvenção econômica à comercialização de óleo diesel, instituído pela Medida Provisória nº 1.340 de 12/03/2026, que prevê o pagamento de R$ 0,32 por litro às empresas beneficiárias.

Diante do caráter facultativo do programa e do potencial benefício adicional, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia.

A efetiva assinatura do termo de adesão ficará condicionada à publicação e análise dos instrumentos regulatórios pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) relacionados ao preço de referência, necessários para a operacionalização da subvenção econômica.

Dessa forma, para a Petrobras, o efeito combinado do ajuste de preços para as distribuidoras anunciado hoje e o potencial benefício do programa de subvenção, é equivalente a R$ 0,70 por litro, tendo seus efeitos para o consumidor mitigados pelas medidas anunciadas ontem pelo Governo do Brasil.

Com votos de Mendonça, Fux e Nunes Marques, placar está em 3 a 0 a favor da prisão do banqueiro. Ainda falta o voto de Gilmar Mendes.

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Renner deixa de vender camiseta com frase ‘Regret Nothing’, ligada a discurso misógino

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 12:44

Economia Negócios Renner deixa de vender camiseta com frase 'Regret Nothing', ligada a discurso misógino Camiseta foi usada por Vitor Hugo Simonin, acusado de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, no Rio de Janeiro, ao se entregar para a polícia. Empresa diz que processo criativo da roupa não tem relação com o movimento de grupos que pregam ódio às mulheres. Por Isabela Bolzani, g1 — São Paulo

A Lojas Renner recolheu das prateleiras a camiseta com a frase “Regret Nothing” (“não se arrependa de nada”, em tradução livre), usada por Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, ao se entregar à polícia.

Simonin é acusado de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, no Rio de Janeiro.

A imagem de Simonin ganhou as redes sociais nas últimas semanas, após a Folha de S.Paulo destacar a frase estampada na camiseta, informação que foi amplamente repercutida pela imprensa.

Em nota, a Renner afirmou que “repudia qualquer forma de violência ou conduta ofensiva” e reafirmou “seu compromisso com seus valores e princípios institucionais”.

A Lojas Renner recolheu das prateleiras a camiseta com a frase “Regret Nothing” (“não se arrependa de nada”, em tradução livre), usada por Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, ao se entregar à polícia. Simonin é acusado de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, no Rio de Janeiro.

A imagem de Simonin ganhou as redes sociais nas últimas semanas, após a Folha de S.Paulo destacar a frase estampada na camiseta, informação que foi amplamente repercutida pela imprensa. A expressão é associada a discursos misóginos e a grupos que pregam ódio contra mulheres.

Em nota, a Renner afirmou que “repudia qualquer forma de violência ou conduta ofensiva” e reafirmou “seu compromisso com seus valores e princípios institucionais”.

"O processo criativo da referida peça não tem qualquer relação com o movimento red pill, e que toda a base conceitual e estética foi pautada em manifestações culturais contemporâneas, como poesias e composições musicais. Ainda assim, a companhia providenciou a retirada do item de seus canais digitais e das lojas físicas", disse a empresa.

Simonin é um dos quatro homens acusados de participarem de um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em um apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro. Um adolescente também participou das agressões. O caso aconteceu na noite de 31 de janeiro.

Em depoimento prestado na delegacia, na presença da avó, a adolescente relatou que foi convidada pelo adolescente, que era um colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele. Ele teria pedido que ela levasse uma amiga, mas, como não conseguiu, foi sozinha.

Ao chegar ao prédio, ela encontrou com o jovem na portaria e subiu ao apartamento, onde foi levada para um quarto. Lá, ela ficou mais de uma hora submetida a agressões físicas e sexuais dos acusados.

Depois do caso em Copacabana, o Fantástico revelou que outra jovem também denunciou Simonin à polícia, por um abuso que sofreu quando tinha 17 anos. O caso aconteceu durante uma festa. Os dois estavam se beijando quando, segundo o relato da vítima, Simonin tentou forçá-la a praticar sexo oral.

Segundo apurou a GloboNews, a expressão aparece em discursos de grupos misóginos, conhecidos como redpills e incels.

Um dos ícones da machosfera, que incentiva o "regret nothing" como um dos lemas, é Andrew Tate, um influenciador, empresário e ex-kickboxer profissional americano-britânico que preza a dominação masculina e o desprezo pelas mulheres. Tate é réu por estupro, tráfico humano e exploração sexual de menores.

O influenciador, com milhões de seguidores nas redes sociais, é citado por um personagem da série "Adolescência" ao comentar sobre o movimento incel – sigla em inglês que significa "celibatários involuntários", referente a pessoas que se dizem incapazes de conseguir ter um relacionamento sexual, apesar do desejo.

Com votos de Mendonça, Fux e Nunes Marques, placar está em 3 a 0 a favor da prisão do banqueiro. Ainda falta o voto de Gilmar Mendes.

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Conexões secretas na fronteira e redes privadas: como iranianos desesperados mantêm contato com familiares no exterior

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 12:44

Tecnologia Conexões secretas na fronteira e redes privadas: como iranianos desesperados mantêm contato com familiares no exterior Iranianos que vivem dentro e fora do Irã contaram à BBC os vários 'jeitinhos' que usam para tentar manter contato com parentes em meio aos apagões de internet e à interrupção das comunicações provocadas pela guerra. Por BBC

Um homem na fronteira entre o Irã e a Turquia vende um serviço especial que ajuda iranianos que vivem fora do país a manter contato com familiares dentro do Irã.

O segredo dele envolve dois telefones: um conectado à rede telefônica iraniana e outro à turca. Isso é necessário porque as chamadas internacionais para o Irã estão bloqueadas.

Clientes fora do país ligam para o telefone turco dele pelo WhatsApp, e ele então disca para os familiares deles usando o telefone iraniano.

Esse é apenas um dos métodos usados por iranianos para contornar as restrições à internet e às comunicações impostas em tempos de guerra, mas o serviço é caro.

Iranianos têm buscado maneiras de contornar as restrições à internet e às ligações telefônicas impostas em tempos de guerra (foto de arquivo de 2025) — Foto: BBC/NurPhoto / Getty Images

Em algum ponto da fronteira entre o Irã e a Turquia, um homem vende um serviço especial que ajuda iranianos que vivem fora do país a manter contato com familiares dentro do Irã.

O segredo dele envolve dois telefones: um conectado à rede telefônica iraniana e outro à turca. Isso é necessário porque as chamadas internacionais para o Irã estão bloqueadas.

Clientes fora do país ligam para o telefone turco dele pelo WhatsApp, e ele então disca para os familiares deles usando o telefone iraniano.

Ele mantém os dois aparelhos juntos para que pessoas desesperadas para ouvir seus familiares no Irã possam falar com eles.

Esse é apenas um dos métodos usados por iranianos para contornar as restrições à internet e às comunicações impostas em tempos de guerra, mas o serviço é caro.

A BBC News Persa apurou que, com taxas de transferência em dinheiro, uma ligação de quatro a cinco minutos custa cerca de £28 (aproximadamente R$ 180).

'Não dá pra viver sem VPN': como brasileiros na Rússia driblam restrições às redes sociais

Às vezes, pessoas no Irã conseguem ligar para o exterior, mas a ligação raramente funciona na primeira tentativa e as chamadas quase sempre duram apenas dois ou três minutos antes de cair.

Hamid (cujo nome, como o de outros nesta reportagem, foi alterado) vive em Teerã, capital do Irã, e tem procurado desesperadamente maneiras de manter contato com a esposa e outros parentes que estão no exterior.

"Nos últimos dias, tentei de tudo apenas para conseguir me conectar", disse. "O custo não importava para mim, mesmo sendo um peso financeiro. Eu só queria que eles se sentissem um pouco mais tranquilos."

Ele tem usado serviços de rede privada virtual (VPN), que permitem "enganar" as restrições impostas pelas autoridades iranianas à internet, possibilitando o envio de mensagens e chamadas para o exterior.

"O sofrimento é enorme. O sofrimento de não saber, da ansiedade e da preocupação constante", disse.

Aplicativos de VPN são uma das formas de contornar as restrições (foto de arquivo de 2025) — Foto: BBC/NurPhoto / Getty Images

Hamid diz que 1 gigabyte de dados para uma VPN pode custar em torno de £15 (cerca de R$ 130), um valor considerável em um país onde o salário mínimo mensal é de cerca de US$ 100 (em torno de R$ 650).

Ele acrescentou que, se a conexão cair enquanto a VPN estiver em uso, os dados comprados são perdidos e não há reembolso.

"Sempre que eu conseguia me conectar à internet, mesmo que por pouco tempo, eu mandava mensagem para todos e pedia que me enviassem os números de telefone de seus familiares para que eu pudesse verificar como estavam e depois enviar notícias de volta", contou Hamid.

"Quando ligo para uma mãe e menciono o nome do filho que perguntou por ela, o som da risada e da alegria dela muda todo o meu mundo", explicou Hamid.

Negar (nome alterado), que vive em Toronto, no Canadá, disse que sua família sabia o quanto ela havia ficado ansiosa com a segurança deles durante os protestos contra o governo em janeiro.

"Desta vez, quando a internet foi cortada, eles começaram a me ligar diretamente para avisar que estavam bem", disse.

Negar acrescentou que, embora as chamadas curtas ajudem, essa comunicação não é suficiente para tranquilizá-la.

"A pior parte da história é que eles estão sob forte bombardeio e, ainda assim, me ligam dizendo: 'Estamos bem, não se preocupe conosco'. É isso que está me destruindo."

Shadi (nome alterado) vive em Melbourne, na Austrália, mas a casa de seus pais fica em Teerã, em uma área que eles chamam de "ninho de vespas". O local fica perto do grande depósito de petróleo atingido em 7 de março, e outros pontos sensíveis, como o Ministério da Defesa, também estão nas proximidades.

"Normalmente, antes de nos ligar, eles entram em contato com outros parentes e vizinhos ao redor para verificar se todos estão bem e reunir informações", disse Shadi.

"Depois, nos repassam essas informações para que possamos compartilhá-las com o restante da família aqui."

Ela acrescenta que o som de fortes explosões nas proximidades tem sido muito assustador e que seu pai deixou de sair para caminhar depois que a "chuva negra" (expressão informal usada para descrever precipitação contaminada por poluentes, que adquire coloração escura) caiu sobre ele após o ataque ao depósito de petróleo.

Zahra (nome alterado) vive na Europa e está muito preocupada com o irmão no Irã, mas ele usa uma VPN para acessar o aplicativo de mensagens Telegram e manter contato.

"Se ele fica offline por mais de meia hora ou uma hora, todo tipo de pensamento assustador começa a passar pela minha cabeça", disse.

Ela ressaltou que, na maior parte do tempo, a sua família permanece em casa. Eles não vão ao trabalho ou, se vão, ficam apenas por um período muito curto.

"Lá fora também há patrulhas por toda parte, paradas em cada cruzamento, olhando diretamente nos seus olhos. Se não gostam da sua aparência, eles param você."

A necessidade de usar diferentes aplicativos e truques técnicos para contornar as restrições muitas vezes dificulta manter contato com parentes menos familiarizados com tecnologia.

"Hoje em dia, a única maneira de me comunicar com a minha família é quando eles me ligam", disse Pooneh (nome alterado), que tem pouco mais de 30 anos e vive em Londres, no Reino Unido.

"Eu não consigo ligar para eles. Até essa coisa simples cria uma sensação estranha, como se nada estivesse sob o meu controle."

"Talvez porque ela se sinta mais confortável com tecnologia e encontre maneiras de fazer a ligação. Normalmente, também é ela quem me traz notícias sobre o resto da família."

Como muitas outras pessoas, elas mantêm uma troca de informações em duas direções: quem está dentro do Irã transmite mensagens da família, e quem está no exterior dá atualizações sobre a guerra que não estão disponíveis no país por causa da censura do governo.

"Muitas vezes ela liga apenas para receber notícias de mim", disse Pooneh. "Parece que cada uma de nós tem uma parte da história faltando, e precisamos juntá-las uma com a outra."

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Zelensky e líderes europeus criticam relaxamento das sanções dos EUA ao petróleo da Rússia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 10:46

Mundo Zelensky e líderes europeus criticam relaxamento das sanções dos EUA ao petróleo da Rússia Governo Trump autorizou temporariamente a venda de petróleo russo que estava parado em navios no mar, em uma tentativa de aumentar a oferta global de energia e aliviar a alta dos preços após a guerra contra o Irã. Por Redação g1 — São Paulo

Os Estados Unidos autorizaram temporariamente a venda de petróleo russo que estava parado em navios no mar, em uma tentativa de aumentar a oferta global de energia e aliviar a alta dos preços após a guerra contra o Irã.

A licença, emitida pelo Departamento do Tesouro nesta quinta-feira (12), permite a comercialização até 11 de abril de cargas de petróleo bruto e derivados russos que tenham sido embarcadas em navios antes das 00h01 do dia 12 de março.

A medida libera para o mercado cerca de 100 milhões de barris de petróleo russo, segundo afirmou nesta sexta-feira (13) Kirill Dmitriev, enviado do Kremlin para assuntos econômicos.

Esse volume corresponde a aproximadamente um dia da demanda mundial por petróleo, estimada em torno de 100 milhões de barris diários, e pode ajudar a aliviar temporariamente a pressão sobre os preços internacionais.

O anúncio ocorre em um momento de forte tensão nos mercados de energia. O petróleo do tipo Brent, referência internacional, ultrapassou US$ 100 por barril, atingindo o nível mais alto em quase quatro anos.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e líderes da União Europeia criticaram a decisão dos Estados Unidos de relaxar suas sanções contra o petróleo da Rússia nesta sexta-feira (13).

Nesta quinta-feira (12), o governo Trump autorizou temporariamente a venda de petróleo russo que estava parado em navios no mar, em uma tentativa de aumentar a oferta global de energia e aliviar a alta dos preços após a guerra contra o Irã.

Zelensky, que foi a Paris para se reunir com o presidente da França, Emmanuel Macron, disse que a decisão não está contribuindo para o fim da guerra e a conquista da paz na Ucrânia:

"Essa única flexibilização das relações com os EUA poderia fornecer à Rússia cerca de US$ 10 bilhões para a guerra. Certamente não ajuda a alcançar a paz".

Já Macron ponderou que, apesar dele e aliados não aprovarem o fim das sanções contra a Rússia, as isenções concedidas pelos EUA são "temporárias e limitadas".

Mais cedo, na rede social X, António Costa, presidente do Conselho Europeu, criticou a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump. Afirmou que a decisão não foi discutida com os aliados da União Europeia e que a pressão econômica contra Putin é importante para o fim da guerra na Ucrânia.

"Decisão unilateral dos EUA de suspender as sanções às exportações de petróleo russo é muito preocupante, pois afeta a segurança europeia. A crescente pressão econômica sobre a Rússia é decisiva para que o país aceite negociações sérias por uma paz justa e duradoura", lamentou.

Guerra no Oriente Médio: Agência Internacional de Energia anuncia a maior liberação de reservas de petróleo da história — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Os Estados Unidos autorizaram temporariamente a venda de petróleo russo que estava parado em navios no mar, em uma tentativa de aumentar a oferta global de energia e aliviar a alta dos preços após a guerra contra o Irã.

A licença, emitida pelo Departamento do Tesouro nesta quinta-feira (12), permite a comercialização até 11 de abril de cargas de petróleo bruto e derivados russos que tenham sido embarcadas em navios antes das 00h01 do dia 12 de março.

A medida libera para o mercado cerca de 100 milhões de barris de petróleo russo, segundo afirmou nesta sexta-feira (13) Kirill Dmitriev, enviado do Kremlin para assuntos econômicos.

Esse volume corresponde a aproximadamente um dia da demanda mundial por petróleo, estimada em torno de 100 milhões de barris diários, e pode ajudar a aliviar temporariamente a pressão sobre os preços internacionais.

🔎A decisão representa a primeira flexibilização das sanções dos EUA contra a Rússia desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022, quando o governo americano e países aliados passaram a limitar as vendas de energia da Rússia para pressionar o governo de Vladimir Putin.🛢️Naquele ano, empresas americanas foram proibidas de comprar petróleo da Rússia. Meses depois, a União Europeia — que comprava cerca de 20% do petróleo russo exportado — também reduziu importações, em uma das principais medidas econômicas adotadas contra Moscou.

A Rússia é um dos maiores produtores de petróleo do mundo e responde por cerca de 10% da oferta global. O país produz aproximadamente 9 a 10 milhões de barris por dia, e as exportações de petróleo representam uma das principais fontes de receita do governo russo.

O anúncio ocorre em um momento de forte tensão nos mercados de energia. O petróleo do tipo Brent, referência internacional, ultrapassou US$ 100 por barril, atingindo o nível mais alto em quase quatro anos, depois que ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e a resposta de Teerã aumentaram os riscos para o transporte marítimo no Oriente Médio.

O conflito afetou especialmente o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo. A ameaça iraniana de bloquear embarques na região elevou o temor de interrupções no fornecimento global, impulsionando os preços da energia.

Segundo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, a autorização temporária tem como objetivo “ampliar o alcance global da oferta existente” de petróleo, mas é uma medida limitada.

Em publicação na rede X, ele afirmou que a decisão não deve gerar “benefício financeiro significativo” para o governo russo, já que Moscou arrecada a maior parte dos impostos sobre o petróleo no momento da extração.

Mesmo assim, o gesto é visto por analistas como um sinal político relevante em meio às tensões geopolíticas. O presidente Donald Trump vinha indicando que poderia flexibilizar algumas restrições à energia russa para conter a disparada dos preços e evitar um choque mais amplo na economia global.

A decisão também ocorre poucos dias depois de Washington conceder uma autorização específica para que a Índia comprasse petróleo russo retido no mar, ajudando o país asiático a compensar perdas de fornecimento provenientes do Oriente Médio.

Para Moscou, o anúncio representa um reconhecimento da importância do petróleo russo para o equilíbrio do mercado mundial. “Sem o petróleo russo, o mercado global de energia não pode permanecer estável”, afirmou Dmitriev em uma publicação no Telegram.

Outro porta-voz do governo russo, Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou nesta sexta que o país vê a isenção das sanções como uma tentativa de Washington de estabilizar os mercados globais de energia, e os dois países têm um interesse comum nisso.

"Vemos ações dos EUA com o objetivo de tentar estabilizar os mercados de energia. Nesse aspecto, nossos interesses coincidem", disse ele.

A Rússia se tornou alvo de uma ampla rodada de sanções ocidentais desde fevereiro de 2022, quando invadiu a Ucrânia. Estados Unidos, União Europeia e aliados impuseram restrições ao comércio de petróleo russo, incluindo proibições de importação, limites de preço e obstáculos ao financiamento e seguro de embarques.

✈️🛢️ Essas medidas reduziram parte das exportações russas para países ocidentais, mas Moscou conseguiu redirecionar grande parte do petróleo para mercados asiáticos, especialmente Índia e China, frequentemente com desconto em relação ao preço internacional.

Com a intensificação das tensões que culminaram no início da guerra no Oriente Médio, parte do petróleo russo já havia sido embarcada em navios e estava a caminho de compradores.

Diante da instabilidade no mercado e de restrições comerciais, alguns desses carregamentos acabaram ficando temporariamente parados no mar, aguardando novos compradores ou autorizações para serem comercializados.

No mercado de energia, esse tipo de situação é conhecido como “armazenamento flutuante”, quando o petróleo permanece estocado em petroleiros no mar até que surja um destino para a carga.

A licença temporária dos Estados Unidos abre uma janela de 30 dias para que essas cargas sejam comercializadas, ampliando a oferta global em um momento de forte pressão sobre o mercado.

Além da flexibilização sobre o petróleo russo, o governo americano anunciou outras medidas para conter a alta da energia, incluindo a liberação de 172 milhões de barris da reserva estratégica de petróleo dos EUA e a possibilidade de escolta naval para navios petroleiros no Golfo.

Apesar da liberação, analistas avaliam que o impacto sobre os preços pode ser limitado e temporário, já que o mercado enfrenta uma combinação de choques de oferta e aumento da demanda por energia.

Além da licença para venda do petróleo russo, os Estados Unidos também anunciaram a liberação de 172 milhões de barris de sua reserva estratégica, em uma tentativa de conter a escalada dos preços.

As medidas fazem parte de um esforço mais amplo da Agência Internacional de Energia (AIE), formada por 32 países, que anunciou um plano de liberação de até 400 milhões de barris de petróleo para estabilizar o mercado global.

Mesmo assim, investidores continuam preocupados com a possibilidade de interrupções prolongadas no fornecimento de petróleo do Oriente Médio.

“As notícias estão chegando ao mercado como água de uma mangueira de incêndio, o que está impactando o preço do petróleo e, consequentemente, os mercados financeiros”, disse Mitch Reznick, chefe do grupo de renda fixa da Federated Hermes.

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Guerra no Oriente Médio: governo faz projeções e calcula que arrecadaria quase R$ 100 bilhões a mais neste ano no pior cenário

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 10:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,229-0,24%Dólar TurismoR$ 5,4360,2%Euro ComercialR$ 6,003-0,54%Euro TurismoR$ 6,247-0,26%B3Ibovespa180.876 pts0,89%MoedasDólar ComercialR$ 5,229-0,24%Dólar TurismoR$ 5,4360,2%Euro ComercialR$ 6,003-0,54%Euro TurismoR$ 6,247-0,26%B3Ibovespa180.876 pts0,89%MoedasDólar ComercialR$ 5,229-0,24%Dólar TurismoR$ 5,4360,2%Euro ComercialR$ 6,003-0,54%Euro TurismoR$ 6,247-0,26%B3Ibovespa180.876 pts0,89%Oferecido por

Diante da guerra no Oriente Médio e seu impacto no preço do petróleo, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda divulgou nesta sexta-feira (13) um documento com projeções para a economia brasileira.

No pior cenário, chamado de "disruptivo" (radical), o preço médio do petróleo neste ano iria a US$ 100 por barril, pressionando fortemente a inflação, que ficaria acima de 4% nos cálculos do governo, e elevaria a arrecadação federal líquida (após as transferências aos estados e municípios) em R$ 96,6 bilhões em 2026.

"A alta nos preços do petróleo também impacta a arrecadação do governo central. De forma direta, o choque eleva a arrecadação de royalties e participações especiais pagas pelas empresas exploradoras e os tributos recolhidos sobre o lucro das empresas da cadeia de produção, refino e distribuição de petróleo e derivados (IRPJ e CSLL). Há também um impacto indireto em outras receitas cuja base tributária possa se alterar em razão da mudança no preço da commodity [petróleo]", diz o Ministério da Fazenda.

Choque temporário: preço médio do barril de petróleo neste ano subiria para US$ 73,1, com impacto de 0,14 ponto percentual na inflação, aumento de US$ 2,5 bilhões no saldo comercial e elevação de R$ 21,4 bilhões na arrecadação.Choque persistente: preço médio do barril de petróleo neste ano subiria para US$ 82, com impacto de 0,33 ponto percentual na inflação, aumento de US$ 5,1 bilhões no saldo comercial e elevação de R$ 48,3 bilhões na arrecadação.Choque disruptivo: preço médio do barril de petróleo neste ano subiria para US$ 100, com impacto de 0,58 ponto percentual na inflação, aumento de US$ 10,3 bilhões no saldo comercial e elevação de R$ 96,6 bilhões na arrecadação.

O Ministério da Fazenda avaliou que o impacto de variações mais extremas no preço do petróleo sobre a atividade e a inflação não é linear.

"Em cenários ainda mais disruptivos, o aumento da incerteza e aversão ao risco tendem a prejudicar o comércio e crescimento mundial, levando a quadro de estagflação. Nesse caso, o crescimento brasileiro também seria afetado negativamente", informou o governo.

De acordo com o governo, mesmo diante do choque no petróleo, as perspectivas macroeconômicas para 2026 permanecem favoráveis.

"Nos cenários simulados, a elevação nos preços do petróleo impacta positivamente a atividade econômica, a balança comercial e a arrecadação, apenas gerando inflação mais pronunciada no caso de choque disruptivo", avalia o Ministério da Fazenda.

Por isso, acrescenta, a expectativa para 2026, mesmo diante do conflito, é de que o crescimento econômico siga "resiliente", que a inflação continue em queda e que a meta para o resultado primário (superávit nas contas do governo) seja atingida.

No cenário base do governo, que considera um choque temporário no preço do petróleo, com o barril em um preço médio de US$ 73,6 neste ano, a inflação subiu de 3,6% para 3,7% em 2026. No ano passado, a inflação oficial somou 4,26%.

Ao mesmo tempo, a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano permaneceu em 2,3%. Este é o mesmo patamar registado em 2025, ou seja, não haveria aceleração e nem desaceleração da economia.

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Dólar opera em queda com foco no petróleo e em dados dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 09:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (13) em queda, recuando 0,22% por volta das 09h05, aos R$ 5,2303. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ O petróleo segue perto do nível de US$ 100, mesmo depois de os Estados Unidos autorizarem temporariamente a compra de petróleo da Rússia. A possibilidade de que o conflito envolvendo o Irã se prolongue aumenta as preocupações com a inflação e pressiona as bolsas ao redor do mundo.

Ontem, o petróleo subiu cerca de 9% e atingiu o valor mais alto em quase quatro anos. Nesta sexta-feira, porém, o barril do Brent recuava 1,41% perto das 9h (horário de Brasília) e era negociado a US$ 99,09.

▶️ No Brasil, o governo federal anunciou um pacote de medidas para tentar reduzir os efeitos da alta do petróleo e da volatilidade no preço dos combustíveis. Entre as ações estão subsídios a importadores e produtores de diesel e a isenção dos tributos federais PIS e Cofins sobre o combustível.

O pacote também prevê a criação de um imposto temporário sobre a exportação de petróleo bruto e diesel, além de multas para empresas que não repassarem esses benefícios ao preço final cobrado nos postos.

▶️ Nos Estados Unidos, a agenda econômica inclui a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) de janeiro. O indicador é acompanhado de perto pelo Federal Reserve, o banco central americano, por ser uma das principais referências para medir a inflação no país.

▶️ Também será divulgado o relatório de abertura de vagas de emprego (Jolts), com previsão de cerca de 6,7 milhões de postos disponíveis. Além disso, sai a leitura anualizada do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre do ano passado.

Os preços do petróleo seguem elevados e voltaram a se aproximar da marca de US$ 100 por barril, em meio às tensões no Oriente Médio e ao temor de interrupções no fornecimento global de energia.

Nesta sexta-feira (13), por volta das 9h (horário de Brasília), o barril do Brent, referência internacional, recuava 1,41% e era negociado a US$ 99,09. Já o WTI, referência nos EUA, era cotado a US$ 93,72.

Desde o início do conflito na região, o petróleo já acumula valorização de cerca de 40%. No começo de 2026, o barril era negociado próximo de US$ 60, patamar que agora ficou bem distante, com os preços voltando a níveis que não eram vistos desde meados de 2022.

Na tentativa de aliviar a pressão no mercado de energia, o Tesouro dos EUA concedeu uma licença temporária de 30 dias — válida até 11 de abril — permitindo que países comprem carregamentos de petróleo e derivados russos que já estavam embarcados até quinta-feira (12).

Mesmo com esse alívio pontual, investidores continuam acompanhando de perto a evolução da guerra e o risco de interrupções no fluxo de petróleo no Oriente Médio.

A escalada das tensões na região — incluindo ameaças de fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo — tem aumentado a volatilidade dos preços no mercado internacional.

A alta do petróleo no mercado internacional já levou o governo brasileiro a agir. Na quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote de medidas para tentar evitar que a disparada da commodity se transforme em aumentos expressivos no preço do diesel no país.

Entre as medidas, o governo decidiu zerar os tributos federais PIS e Cofins que incidem sobre o diesel. Também foi anunciado um apoio financeiro a produtores e importadores do combustível, como forma de reduzir o impacto da alta internacional.

Segundo estimativas do próprio governo, essas ações podem diminuir em cerca de R$ 0,64 por litro o preço do diesel.

Para compensar a perda de arrecadação com a redução dos tributos, o governo também anunciou a criação de um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo. A ideia é capturar parte dos ganhos extras obtidos pelos produtores com a valorização do petróleo no mercado internacional.

A principal preocupação do governo é que o aumento do diesel acabe pressionando a inflação. Isso porque o combustível é amplamente usado no transporte de cargas no Brasil, o que influencia diretamente o custo de alimentos e de outros produtos.

Nesse cenário, a Petrobras informou na noite de quinta-feira que seu conselho de administração aprovou a adesão da empresa ao pacote de medidas anunciado pelo governo.

De acordo com a companhia, como o programa é opcional e pode trazer benefícios adicionais, a participação foi considerada compatível com os interesses da empresa.

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Petróleo ultrapassa US$ 100 mesmo após EUA liberarem compra de petróleo russo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 08:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%Oferecido por

Os preços do petróleo seguem em alta e voltaram a superar a marca de US$ 100 por barril, impulsionados pelas tensões no Oriente Médio e pelo risco de interrupção no fornecimento global de energia.

Nesta sexta-feira (13), o barril do Brent, referência internacional, subia 0,8%, a US$ 100,30, enquanto o WTI era negociado a US$ 95,98.

A disparada ocorre após uma forte escalada recente: desde o início do conflito na região, o petróleo já acumula alta de cerca de 40%, saindo de níveis próximos a US$ 60 no começo de 2026 para patamares que não eram vistos desde meados de 2022.

Os preços do petróleo seguem em alta e voltaram a superar a marca de US$ 100 por barril, impulsionados pelas tensões no Oriente Médio e pelo risco de interrupção no fornecimento global de energia.

Nesta sexta-feira (13), o barril do Brent, referência internacional, subia 0,8%, a US$ 100,30, enquanto o WTI era negociado a US$ 95,98.

A disparada ocorre após uma forte escalada recente: desde o início do conflito na região, o petróleo já acumula alta de cerca de 40%, saindo de níveis próximos a US$ 60 no começo de 2026 para patamares que não eram vistos desde meados de 2022.

Os preços chegaram a recuar levemente nesta sexta após os Estados Unidos autorizarem temporariamente a compra de petróleo russo que estava retido no mar.

O Tesouro americano concedeu uma licença de 30 dias, válida até 11 de abril, para que países possam adquirir carregamentos de petróleo e derivados russos já embarcados até quinta-feira (12). A medida busca aliviar a escassez no mercado global de energia.

Apesar desse alívio pontual, o mercado segue atento à evolução da guerra e ao risco de interrupções no fluxo de petróleo no Oriente Médio.

O aumento das tensões na região — incluindo ameaças de fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo — tem elevado a volatilidade dos preços.

“As notícias estão chegando ao mercado como água de uma mangueira de incêndio, o que está impactando o preço do petróleo e, consequentemente, os mercados financeiros”, afirmou Mitch Reznick, chefe do grupo de renda fixa da Federated Hermes, em entrevista à agência Reuters.

O avanço do petróleo também reacendeu preocupações com a inflação global e levou investidores a rever expectativas sobre juros nos Estados Unidos.

Agora, o mercado projeta apenas 20 pontos-base de cortes nas taxas pelo Federal Reserve neste ano, abaixo dos 50 pontos-base esperados no mês passado.

Para analistas, o cenário ainda é de forte incerteza. “Com a possibilidade de aumento dos preços do petróleo ainda elevada, os investidores devem estar preparados para volatilidade contínua e possíveis novas quedas nos mercados no curto prazo”, disse Vasu Menon, diretor-gerente de estratégia de investimentos do OCBC, em Singapura.

🔎A escalada do petróleo ocorre em meio a temores de que a guerra prolongada afete o fornecimento global de energia, pressionando custos de combustíveis, inflação e atividade econômica em vários países.

A alta do petróleo no mercado internacional já mobilizou o governo brasileiro. Na quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote de medidas para tentar evitar que a disparada do preço da commodity se traduza em aumentos fortes do diesel no país.

Entre as ações, o governo decidiu zerar as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, além de criar uma subvenção (incentivo financeiro) para produtores e importadores do combustível.

Segundo estimativas do governo, as medidas podem reduzir em cerca de R$ 0,64 por litro o preço do diesel.

Para compensar a perda de arrecadação, o governo também anunciou um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo, medida voltada a capturar parte dos ganhos extras obtidos por produtores em meio à alta internacional da commodity.

A preocupação do governo é que o aumento do diesel pressione a inflação, já que o combustível é essencial para o transporte de cargas no país e impacta diretamente o custo de alimentos e outros produtos.

Nesse contexto, a Petrobras informou na noite desta quinta-feira que seu conselho de administração aprovou a adesão da companhia ao pacote de medidas do governo.

Segundo a empresa, por se tratar de um programa facultativo e que pode trazer benefícios adicionais, a adesão é considerada compatível com o interesse da companhia.

A estatal informou, no entanto, que a assinatura efetiva do termo de adesão ainda depende da publicação e da análise das regras que serão estabelecidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), especialmente aquelas relacionadas à definição do preço de referência necessário para operacionalizar a subvenção.

A Petrobras destacou ainda que mantém sua estratégia comercial baseada na participação no mercado, na otimização dos ativos de refino e na busca por rentabilidade de forma sustentável, evitando repassar de forma imediata aos preços internos a volatilidade das cotações internacionais do petróleo e do câmbio.

Como fica a Petrobras? Petróleo em alta turbina caixa da empresa, mas pressiona política de preços e inflação

Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto de gasolina em Vélizy-Villacoublay, perto de Paris. — Foto: Alain Jocard/AFP

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A ofensiva bilionária dos EUA para ficar com os minerais críticos do Brasil — e deixar China para trás

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 07:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%Oferecido por

Minerais como nióbio, lítio e cobalto são usados, entre coisas, na fabricação de baterias elétricas, ímãs para turbinas eólicas, chips eletrônicos, aviões, mísseis e satélites — Foto: Pla2na/ Getty

Os Estados Unidos deram início a uma ofensiva bilionária para ter acesso às reservas de minerais críticos e de terras raras do Brasil.

Estima-se que o Brasil tenha entre 20% e 23% das reservas mundiais de terras raras, por exemplo, a segunda maior atrás apenas da China, e o país é tido como estratégico para o plano dos EUA de reduzirem sua dependência da China, principal produtora e processadora desses minerais.

Os minerais críticos, entre eles as terras raras, são um conjunto de elementos químicos considerados cruciais por serem necessários tanto em equipamentos utilizados para gerar e armazenar energia limpa como para a indústria eletrônica e militar.

Entre eles, estão lítio, cobalto e nióbio. Eles são usados, por exemplo, na fabricação de baterias elétricas, ímãs para turbinas eólicas, chips eletrônicos, aviões, mísseis e satélites.

A BBC News Brasil apurou que a ofensiva americana ocorre em duas frentes: uma econômica e outra política, e envolve tanto investidores privados como setores do governo de Donald Trump como o Departamento de Guerra.

Na frente econômica, os EUA se preparam para ampliar os investimentos em companhias brasileiras ou estrangeiras que já detêm autorizações de pesquisa ou exploração de minerais críticos no país.

Nesse campo, os americanos estariam dispostos a investir "dezenas de bilhões de dólares" formando parcerias e até mesmo se tornando sócios de mineradoras que já atuam no país, mesmo que em fase embrionária, segundo apurou a BBC News Brasil com fontes a par do projeto.

Na frente política, o governo dos Estados Unidos quer que o governo brasileiro assine um acordo sobre o assunto o mais rápido possível.

Uma versão preliminar deste acordo foi enviada pela Embaixada dos Estados Unidos ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) em fevereiro deste ano.

Uma fonte do governo brasileiro ouvida em caráter reservado confirmou que a proposta foi recebida pelo Itamaraty e que ela ainda está sendo analisada como parte da preparação de um encontro bilateral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos EUA, Donald Trump.

A reunião, que estava prevista para ser realizada em Washington neste mês, ainda não foi confirmada pelos dois governos.

No governo Lula, no entanto, a avaliação é de que o país não tem motivos para ter pressa em assinar o acordo com os americanos por conta da posição supostamente privilegiada do Brasil como detentor de uma matéria-prima desejada pelo governo Trump.

Além disso, o governo já se mostrou contrário ao desejo expressado pelos americanos de que países que façam acordo com os EUA fechem as portas para o mercado chinês.

Donald Trump determinou que uma das prioridades do seu governo é aumentar o acesso dos EUA a fontes de minerais críticos e terras raras — Foto: EPA

A corrida econômica dos EUA em busca de acesso a fontes de minerais críticos ganhou impulso no Brasil a partir do ano passado, quando o governo americano passou a mapear empresas brasileiras e estrangeiras que já atuam na pesquisa e na extração de terras raras no Brasil.

Na época, uma análise do setor mostrava que o Brasil tinha apenas um projeto operacional de extração de terras raras e que praticamente toda sua produção, feita pela mineradora Serra Verde, em Goiás, era destinada à China.

Em setembro de 2025, os EUA anunciaram um aporte de US$ 5 milhões na mineradora Aclara, que tem ações listadas na Bolsa de Valores de Toronto, no Canadá. A empresa tem projetos de pesquisa sobre terras raras no município de Nova Roma, em Goiás.

O segundo grande movimento americano veio junto à mineradora Serra Verde. Em fevereiro deste ano, a empresa anunciou que recebeu um financiamento de US$ 565 milhões da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC), uma agência do governo norte-americano para investimentos internacionais.

O dinheiro vai garantir aos americanos uma participação acionária na companhia e será usado, segundo anunciado, para o refinanciamento de linhas de crédito usadas pela companhia.

O investimento na Serra Verde era considerado estratégico para os americanos. Praticamente toda a exportação de terras raras do Brasil em 2025 foi produzido pela empresa e quase toda sua produção foi para a China.

Em 2025, por exemplo, o Brasil exportou US$ 12 milhões em terras raras, sendo que 99,4% desse total foi para compradores chineses.

Em dezembro, segundo a agência Reuters, a Serra Verde anunciou que encerraria o seu contrato de fornecimento para a China no final de 2026, adiantando em pelo menos sete anos o fim do vínculo com os chineses.

A BBC News Brasil questionou a mineradora se o fim do contrato estava relacionado ao investimento americano, mas não houve resposta.

Uma outra etapa da investida econômica dos americanos pelas terras raras brasileiras ocorrerá na quarta-feira (18/3), em São Paulo, onde o Consulado dos EUA vai organizar um fórum sobre minerais críticos para reunir empresários brasileiros e americanos, membros dos governos dos dois países e bancos de investimento.

Segundo a BBC News Brasil apurou, a estratégia é que surjam novas parcerias a partir do encontro de empresários e investidores com os responsáveis pelos projetos que estão sendo desenvolvidos no país.

No evento, representantes de mineradoras "juniors", que já detêm direitos minerários ou que estejam no processo de aquisição desses direitos junto às autoridades brasileiras, deverão apresentar seus projetos a investidores estrangeiros e a representantes do governo americano.

Essas empresas são chamadas de "juniors" porque são de pequeno porte e, na maioria das vezes, dependem de investimentos externos para saírem da fase de pesquisa e entrar na etapa operacional.

Um dos requisitos para que os americanos façam esses investimentos é que essas mineradoras, quando em operação, priorizem o consumidor final dos EUA ou de seus aliados, restringindo o acesso da China a essas matérias-primas.

Apesar disso, representantes americanos e especialistas no setor avaliam que, ao menos em um primeiro momento, será difícil contornar a China como parte do negócio, uma vez que os EUA não teriam a capacidade técnica de refinar e processar alguns desses minerais, como, por exemplo, as terras raras.

"Os Estados Unidos vão ter que desenvolver capacidade de processamento de terras raras, porque hoje eles só conseguem refinar 11% da produção global", diz à BBC News Brasil o diretor de assuntos minerários do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Julio Nery.

A importância do assunto para o governo Trump é tão grande que há previsão de presença de representantes do Departamento de Guerra e do de Energia no fórum em São Paulo.

A preocupação militar com relação aos minerais críticos se explica pelo fato de que esses materiais são considerados essenciais para a construção de componentes eletrônicos usados em aviões, mísseis balísticos, entre outros equipamentos.

Entre terras raras, estão estão lítio, cobalto e nióbio; na foto, uma mineradora de terras raras em Goiás — Foto: Mineradora Serra Verde

Na frente política, os americanos vêm tentando atrair o Brasil para assinar acordos sobre minerais críticos e terras raras, apesar da reticência do governo brasileiro.

Uma fonte com conhecimento do assunto disse à BBC News Brasil que a proposta de memorando de entendimento enviado ao Itamaraty é semelhante à que foi assinada entre os EUA e a Austrália em outubro de 2025.

O acordo com a Austrália previa: o estabelecimento de um preço mínimo para os minerais críticos para evitar manipulações de mercado como redução artificial do preço pago pelos compradores, o que prejudicaria os fornecedores; mudanças nas leis para acelerar os processos de licenciamento e permissão para exploração desses materiais; e mapeamento de novos projetos e reservas e investimento em projetos que tenham como destino final compradores localizados nos Estados Unidos ou na Austrália, em um esforço para diminuir a participação da China neste mercado.

A expectativa junto a oficiais do governo americano é que o Brasil sinalize se irá ou não assinar o acordo antes da viagem de Lula a Washington.

Uma fonte do governo brasileiro disse em caráter reservado à BBC News Brasil que o assunto já estaria sendo alvo de discussões em nível técnico com as equipes dos EUA que trabalham na preparação da visita a Trump.

Também em fevereiro, o governo americano realizou uma reunião com representantes de 54 países sobre o assunto para propor uma zona de comércio preferencial para minerais críticos e terras raras.

Essa zona conteria mecanismos para evitar manipulações de mercado supostamente praticadas pela China.

O governo brasileiro, no entanto, enviou uma delegação de menor peso diplomático, para evitar a impressão de comprometimento com a proposta.

Interlocutores do presidente Lula, no entanto, veem a movimentação americana sobre o assunto com reservas.

O primeiro motivo é que o Brasil não estaria disposto a participar de uma iniciativa para dar exclusividade na exportação de terras raras para os EUA ou seus aliados.

Segundo um desses interlocutores, a tradição diplomática brasileira não é de alinhamentos automáticos e limitar os clientes para qualquer produto brasileiro seria prejudicial ao país, especialmente em se tratando da China, principal parceiro comercial do Brasil e maior comprador de terras raras brasileiras nos últimos dois anos.

O segundo motivo seria o desejo do governo de conseguir parceiros nesse segmento que se comprometam a investir no processamento das terras raras em território brasileiro, para evitar o tradicional modelo em que o Brasil exporta commodities e compra produtos acabados mais caros.

"Queremos repensar o papel da exploração dos recursos naturais e fortalecer as cadeias produtivas dos nossos territórios", disse Lula na segunda-feira (9/3), em Brasília, durante a visita do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

"Já está avisado que o Brasil não vai fazer aquilo que foi feito com o minério de ferro. A gente vendeu minério para comprar produtos acabados pagando cem vezes mais caro. Agora, a parceria será para fazer os processos de transformação aqui no Brasil."

'Queremos repensar o papel da exploração dos recursos naturais e fortalecer as cadeias produtivas dos nossos territórios', disse Lula durante visita do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa (à esq.) — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil avaliam que os movimentos dos EUA no Brasil fazem parte de uma disputa geopolítica mais ampla.

O aumento do acesso americano a fontes de minerais críticos é um dos pilares da política externa do governo Trump. Essa prioridade ganhou ainda mais destaque depois que a China suspendeu a exportação desses produtos para os Estados Unidos logo após Trump impor sanções tarifárias a produtos chineses.

A medida chinesa foi vista como uma retaliação e colocou em risco parte da indústria de alta tecnologia instalada nos Estados Unidos. Após negociações, os chineses voltaram a exportar os minerais para os americanos, mas a suspensão ligou um sinal de alerta no governo Trump.

O alerta foi tão alto que fez com que o tema fosse abordado na Estratégia Nacional de Segurança, um documento divulgado anualmente com as prioridades de segurança nacional dos EUA. Na edição do ano passado, os minerais críticos foram citados três vezes.

"Nós devemos reassegurar a nossa independência e acesso confiável a bens que precisamos para nos defender e preservar nosso modo de vida. Isto vai requerer expandir o acesso americano a minerais e materiais críticos enquanto combatemos práticas predatórias econômicas", diz um trecho do documento.

Elena Rodriguez, professora do Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, diz que o curso das negociações entre Brasil e Estados Unidos "não é só uma aproximação comercial comum".

"É uma corrida geopolítica muito bem estruturada", afirma Rodrigues, diretora do think tank Brics Policy Center, destinado a estudar os membros do bloco Brics, do qual fazem parte 11 países, entre eles o Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul.

"Isso ficou bem claro em fevereiro, na reunião ministerial de minerais críticos. O objetivo ali foi explícito: redesenhar o mercado global e criar rotas de suprimento seguras e variadas para tentar equilibrar o jogo contra a China, diminuindo a dependência que o mundo hoje tem do controle chinês."

Rodriguez explica que os EUA tentam diminuir sua dependência da produção e processamento de terras raras e minerais críticos em relação à China, porque "quem controla esses recursos e, principalmente, quem detém a tecnologia para processá-los, dita as regras do jogo na transição energética e na indústria de defesa e tecnologia do século 21".

"A China entendeu isso há décadas e construiu uma posição dominante. Agora, os EUA estão reagindo com uma política industrial e externa agressiva para tentar reequilibrar essa balança", diz a professora.

A demanda por esses minérios deve crescer 1500% até 2050, segundo relatório da Unctad, a agência de desenvolvimento das Nações Unidas. Trata-se de um volume acima da capacidade atual de produção.

Julio Nery, do Ibram, diz que a principal preocupação dos EUA nas tratativas com o Brasil é uma só: "Eles querem garantia de fornecimento".

"Recentemente, a China suspendeu o fornecimento de terras raras para os EUA. Se você não tem o controle sobre esse tipo de produto, você fica sem condições de fabricar seus produtos mais avançados", afirma Nery.

Em meio a essa disputa geopolítica, Sidney Ribeiro, professor do Instituto de Química da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp), diz que o Brasil precisa considerar suas próprias necessidades e mudar o modelo de exportação de commodities.

"O alvo [dessa disputa geopolítica] são nossas reservas. As recentes iniciativas de exploração em Goiás e Minas Gerais, infelizmente, estão voltadas ao envio do minério bruto para o exterior. [É preciso] investir para reverter a situação atual", afirma Ribeiro.

Nery faz uma avaliação semelhante. Não seriam apenas os americanos que estão interessados em fazer acordos com o Brasil e que, por isso, o país precisa avaliar as melhores propostas.

"Claro que eles [os Estados Unidos] têm interesse em fazer o acordo aqui. Mas outros países também querem. Temos a Europa, o Japão, entre outros", afirma Nery.

"A gente tem que levar em consideração que o bom para o Brasil é se a gente conseguir manter essa diversidade [de compradores] e aproveitar o fato de que não temos inimigos e podemos negociar com todo mundo."

Procurado pela BBC News Brasil, o Palácio do Planalto, o MRE e a Embaixada dos Estados Unidos não responderam às questões enviadas.

Em nota, o Ministério de Minas e Energia (MME) disse que está "aberto ao diálogo e à cooperação com iniciativas internacionais que contribuam para uma cadeia global de minerais críticos mais resistente, transparente e sustentável" e que atuação brasileira no setor é pauta em conversas "com diferentes parceiros, incluindo Estados Unidos, União Europeia, China e outros atores estratégicos".

Mina de exploração de terras raras. Corrida global por minerais críticos coloca o Brasil na rota do interesse dos Estados Unidos e da China — Foto: Reuters

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‘Dava para sentir o medo na cozinha’: como era o ambiente no restaurante do chef acusado de agressões e humilhações

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 05:46

Empreendedorismo Guia do empreendedor ‘Dava para sentir o medo na cozinha’: como era o ambiente no restaurante do chef acusado de agressões e humilhações Namrata Hegde, chef indiana de 29 anos, fez um estágio não remunerado de três meses, entre outubro e dezembro de 2018, no Noma. Chef René Redzepi anunciou nesta quarta-feira (11) que deixou o comando do restaurante Noma, em Copenhague. Por Lara Castelo, g1 — São Paulo

Namrata Hegde, chef indiana de 29 anos, fez um estágio não remunerado de três meses, entre outubro e dezembro de 2018, no Noma.

René Redzepi anunciou nesta quarta-feira (11) que deixou o cargo de liderança do restaurante Noma, em Copenhague, após denúncias de agressões e humilhações contra funcionários.

O caso foi revelado nesta semana pelo jornal The New York Times, que ouviu cerca de 35 pessoas que trabalharam no restaurante entre 2009 e 2017.

É assim que Namrata Hegde, chef indiana de 29 anos, descreve a atmosfera na cozinha do restaurante Noma, em Copenhague, comandado por mais de duas décadas pelo chef dinamarquês René Redzepi.

Redzepi anunciou nesta quarta-feira (11) que deixou o cargo de liderança do restaurante após denúncias de agressões e humilhações contra funcionários. O caso foi revelado nesta semana pelo jornal "The New York Times", que ouviu cerca de 35 pessoas que trabalharam no restaurante entre 2009 e 2017.

Namrata fez um estágio não remunerado de três meses, entre outubro e dezembro de 2018, no Noma. Na época, os estágios no restaurante não eram pagos. Apesar de não ter tido muito contato direto com Redzepi, ela diz que percebia claramente como o ambiente, que já era tenso, piorava quando o chef entrava na cozinha.

Ela conta que não foi fácil para a família apoiá-la financeiramente durante o período. Mesmo assim, decidiu ir. Trabalhar em um dos restaurantes mais famosos do mundo, com três estrelas Michelin e menu que pode custar cerca de R$ 7 mil por pessoa, era um sonho para uma chef recém-formada.

Segundo ela, o anúncio do estágio prometia uma experiência educacional completa, com jornada de cerca de 37 horas semanais. Os estagiários deveriam passar por diferentes áreas da cozinha, participar de atividades externas, workshops e sessões semanais de criação de pratos.

Além de realizar tarefas como separar e limpar ervas, Namrata acabou repetindo praticamente a mesma função durante boa parte do estágio: preparar os chamados “fruit-leather beetles”, uma preparação feita com massa de fruta moldada no formato de besouro que fazia parte de um dos pratos do menu. (veja na imagem que abre a reportagem)

O ambiente entre os estagiários também era difícil. Namrata descreve a cozinha como “extremamente competitiva e tensa”, já que muitos tentavam se destacar para sair das tarefas consideradas menos prestigiadas.

Ela diz que o clima também era marcado por silêncio e disciplina. "Você não podia conversar, não podia rir. Pegava mal”, diz.

Um episódio que marcou essa sua percepção aconteceu quando um dos estagiário cortou a mão enquanto fatiava maçãs em um utensílio de cozinha. Em vez de receber ajuda imediata, algumas pessoas riram e disseram que ele “não era material para o Noma”.

Para ela, o comportamento dentro da cozinha refletia a liderança. Segundo a chef, parte dessa cultura também deve continuar sendo reproduzida por outros chefs que seguem trabalhando no restaurante.

Após a experiência no Noma, ela relata ter enfrentado ansiedade, sensação constante de urgência e sintomas de estresse pós-traumático. Ao mesmo tempo, diz que o episódio enfatizou a sua forma de lidar com colegas de profissão.

Depois de trabalhar em outros restaurantes, ela decidiu deixar as cozinhas profissionais. Hoje vive em Nova York, onde atua com mídia gastronômica, trabalhando como food stylist e escreve sobre comida.

Segundo relatos da imprensa, ex-funcionários acusaram o chef René Redzepi de criar ambiente de trabalho tóxico, com abuso verbal e físico — Foto: Getty Images

No início da semana, o chef publicou uma nota no Instagram afirmando que assume responsabilidade pelas ações e pediu desculpas. (veja o posicionamento completo no final da reportagem)

"Tenho trabalhado para ser um líder melhor e o Noma deu grandes passos para transformar sua cultura ao longo de muitos anos. Reconheço que essas mudanças não reparam o passado. Um pedido de desculpas não é suficiente; assumo a responsabilidade por minhas próprias ações", diz a nota.

Ele também anunciou que deixou o cargo de conselheiro da MAD, organização global sem fins lucrativos com sede em Copenhague fundada por ele.

"Após mais de duas décadas construindo e liderando este restaurante, decidi me afastar e permitir que nossos líderes extraordinários guiem agora o restaurante em seu próximo capítulo", afirma o chef.

Namrata, porém, diz que não acredita que o chef vá realmente se afastar completamente. Segundo ela, Redzepi ainda está ligado a outros restaurantes na Dinamarca, e por isso vê o anúncio com ceticismo.

As recentes semanas trouxeram atenção e conversas importantes sobre nosso restaurante, a indústria e minha liderança no passado.

Tenho trabalhado para ser um líder melhor e o Noma deu grandes passos para transformar sua cultura ao longo de muitos anos. Reconheço que essas mudanças não reparam o passado. Um pedido de desculpas não é suficiente; assumo a responsabilidade por minhas próprias ações.

Após mais de duas décadas construindo e liderando este restaurante, decidi me afastar e permitir que nossos líderes extraordinários guiem agora o restaurante em seu próximo capítulo. Também renunciei ao conselho da MAD, a organização sem fins lucrativos que fundei em 2011.

Para quem está se perguntando o que isso significa para o restaurante, deixem-me dizer claramente: a equipe do Noma hoje é a mais forte e inspiradora que já existiu. Estamos abertos há 23 anos e sinto um orgulho incrível de nossa gente, de nossa criatividade e da direção que o Noma está seguindo.

Esta equipe seguirá em frente unida para nossa residência em Los Angeles (LA), que será um momento poderoso para eles mostrarem o que têm desenvolvido e para receberem os clientes em algo verdadeiramente especial.

A missão do Noma para o futuro é continuar explorando ideias, descobrindo novos sabores e imaginando o que a comida pode se tornar daqui a décadas. O Noma sempre foi maior do que qualquer pessoa individualmente. E este próximo passo honra essa crença.

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