Imposto de Renda

Setor de combustíveis alerta para risco de desabastecimento e pede ação do governo

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Setor de combustíveis alerta para risco de desabastecimento e pede ação do governo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/03/2026 17:46

Carros Setor de combustíveis alerta para risco de desabastecimento e pede ação do governo Entidades reconhecem um esforço inicial do governo federal em amenizar a expressiva alta do valor do diesel, mas diz que as ações anunciadas têm efeitos limitados no valor que o consumidor vai encontrar na bomba. Por Redação g1 — São Paulo

Entidades do setor de combustíveis divulgaram nota conjunta em que pedem novas medidas ao governo federal para reduzir o risco de desabastecimento de diesel no Brasil.

A nota é assinada pela Fecombustíveis e pelo Sincopetro, que representam o varejo, pela Abicom, que reúne importadoras de petróleo, pela Refina Brasil, que representa refinarias, e pelo Sindicom e BrasilCom, que representam distribuidoras.

No documento, as entidades reconhecem um esforço inicial do governo federal para amenizar a forte alta do diesel, mas afirmam que as medidas anunciadas têm efeito limitado no preço final ao consumidor.

Na semana passada, o presidente Lula anunciou a isenção de impostos federais e uma ajuda financeira (a chamada subvenção) a produtores e importadores de diesel.

A previsão é gastar R$ 30 bilhões para reduzir em R$ 0,64 por litro o preço na bomba. Em contrapartida, passou a ser aplicado um imposto sobre a exportação de petróleo.

Entidades do setor de combustíveis divulgaram nesta sexta-feira (20) uma nota conjunta em que pedem novas medidas ao governo federal para reduzir o risco de desabastecimento de diesel no Brasil.

A nota é assinada pela Fecombustíveis e pelo Sincopetro, que representam o varejo, pela Abicom, que reúne importadoras de petróleo, pela Refina Brasil, que representa refinarias, e pelo Sindicom e BrasilCom, que representam distribuidoras.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1

No documento, as entidades reconhecem um esforço inicial do governo federal para amenizar a forte alta do diesel, mas afirmam que as medidas anunciadas têm efeito limitado no preço final ao consumidor.

Na semana passada, o presidente Lula anunciou a isenção de impostos federais e uma ajuda financeira (a chamada subvenção) a produtores e importadores de diesel. A previsão é gastar R$ 30 bilhões para reduzir em R$ 0,64 por litro o preço na bomba. Em contrapartida, passou a ser aplicado um imposto sobre a exportação de petróleo.

"Esses instrumentos naturalmente têm relevância para minimizar pressões de custo. Contudo, seus efeitos no preço final ao consumidor dependem da estrutura de formação do preço do diesel comercializado no país, bem como das condições de suprimento e tributação ao longo de toda cadeia", diz o texto.

Isso porque, com o "desconto" bancado pelo governo, a Petrobras ganhou espaço para elevar o preço do diesel nas refinarias, acompanhando a alta do petróleo, sem repassar todo o impacto ao consumidor.

Mas, segundo as entidades, o resultado é que o diesel vendido nos postos não está ficando mais barato.

Primeiro porque as medidas afetam o preço do diesel “A”, vendido pela Petrobras às distribuidoras.O consumidor compra o “diesel B”, composto por 85% de diesel “A” e 15% de biodiesel. Por isso, os incentivos não são repassados automaticamente nem de forma integral ao produto vendido nos postos, dizem as associações.

Segundo as entidades, o aumento de R$ 0,38 no diesel “A”, anunciado pela Petrobras, representaria cerca de R$ 0,32 por litro no diesel “B”, que é o produto comprado pelos consumidores.

Outro exemplo citado pelas entidades são os leilões realizados pela Petrobras, nos quais o diesel “A” tem sido negociado entre R$ 1,80 e R$ 2 por litro. Esse valor, dizem, está acima do preço de referência das refinarias da própria companhia.

A nota também destaca que parte relevante do abastecimento nacional vem de refinarias privadas e de importadores. Essas empresas não atuam na extração de petróleo no Brasil e praticam preços do diesel “A” de acordo com as referências internacionais.

De acordo com a nota, o tamanho do efeito das medidas determinadas pelo governo depende de fatores como a proporção da mistura obrigatória, o custo do biodiesel, o ICMS, o frete, os custos operacionais e a origem do produto.

“Diante desse cenário se faz necessária a adoção de providências, com a maior brevidade possível, de modo a evitar o agravamento dos riscos de desabastecimento nacional”, diz o texto.

Em meio a uma severa alta dos preços do petróleo por conta da guerra no Oriente Médio, o governo corre contra o tempo para evitar um problema em ano de eleição: um repique da inflação.

Um levantamento da TruckPag, empresa que faz gestão de frotas, mostra que o preço do diesel no Brasil já chegou a uma média de R$ 7,22. No início da guerra do Oriente Médio, no final de fevereiro, o preço médio era de R$ 5,74.

Em questão de semanas, os ataques de EUA e Israel ao Irã espalharam um intenso conflito por toda a região. Um dos principais trunfos do Irã é o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Os iranianos alegam que, por conta dos ataques, o estreito foi fechado. Com o fluxo de comércio na região reduzido a menos da metade do habitual, o barril de petróleo saltou de cerca de US$ 60 no início do ano para US$ 115.

A disparada da matéria-prima pressiona diretamente a Petrobras, que é responsável por cerca de 45% do preço final do diesel no Brasil. Com o petróleo mais caro, a empresa precisa decidir entre repassar esse aumento — o que encarece o combustível para o consumidor — ou segurar os preços e reduzir suas margens de lucro.

Esse cenário expõe como a política de preços da estatal também tem sido usada para conter a inflação. Para evitar um repasse integral da alta, o governo federal lançou um pacote para segurar o preço dos combustíveis.

A isenção de PIS/Cofins representa apenas 5% do valor final do diesel. Para isso, inclusive, foi adicionada a subvenção: para dobrar o desconto.

O governo, então, apelou aos governadores para que cortassem os impostos estaduais sobre os combustíveis. No caso do diesel, o ICMS representa quase 20% do valor final. Seria um desconto extra de cerca de R$ 1,20.

Mas os governadores disseram “não”. O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) afirmou que isentar o ICMS prejudicaria o financiamento de políticas públicas e que cortes no imposto “não costumam ser repassadas ao consumidor final”.

Diante disso, foi necessário apresentar uma nova proposta: os estados zeram o ICMS sobre importação do diesel até o fim de maio e o governo reembolsa metade do valor que não será arrecadado.

Pelas contas do Ministério da Fazenda, a isenção custará R$ 3 bilhões por mês, e o governo devolveria R$ 1,5 bilhão. Como mostrou o g1, os estados devem recusar proposta.

A preocupação do governo não é à toa. O diesel é um combustível fundamental para a logística da economia brasileira. Quando o preço sobe, o impacto vai dos caminhoneiros ao valor dos alimentos, de produtos industriais e de serviços.

Por isso, o governo também reforçou a fiscalização da tabela do frete no Brasil, para garantir que os caminhoneiros não rodem “no prejuízo” e buscando impedir uma nova paralisação da categoria, que agravaria ainda mais a situação.

O economista Fábio Romão, sócio da Logos Economia, afirma que os aumentos indiretos causados pela alta do diesel podem elevar a inflação em 0,11 ponto percentual em 2026.

“O primeiro impacto, mais imediato, será o aumento do próprio diesel, já neste mês. Entre os efeitos indiretos, o aumento será espraiado ao longo dos próximos seis meses”, diz Romão.

Há 13 minutos Mundo ‘Covardes. Nós vamos nos lembrar’, diz Trump sobre aliados da OtanHá 13 minutosLíder supremo do Irã diz que matar alto escalão não acabará os aiatolásHá 13 minutos’The Economist’ ironiza ação militar de Trump: ‘Operação Fúria Cega’

Há 2 horas Mundo EUA enviam ao Oriente Médio navios anfíbios com 2.500 fuzileirosHá 2 horasIrã ameaça caçar militares dos EUA e de Israel ‘até de férias’; SIGAHá 2 horasPresidente da Colômbia’Nunca falei com narcotraficante’, diz Petro sobre investigação dos EUA contra ele

Há 1 hora Mundo Presidente da Colômbia é ‘alvo prioritário’ da Agência Antidrogas dos EUAHá 1 horaDesespero VÍDEO: homem rouba carro com bebê de 2 meses dentro na Zona Norte de SP

Há 10 horas São Paulo ‘Meu filho está bem’, diz mãe; suspeito foi preso Há 10 horasLuto no cinemaMorre Chuck Norris, lenda das artes marciais e dos filmes de ação

Há 3 horas TV e Séries ‘Verdadeira lenda: morte comove Stallone, Van Damme e outrosHá 3 horasOs filmes que transformaram o ator em símbolo do cinema de açãoHá 3 horasSucesso na webComo os ‘Norris Facts’ fizeram de Chuck Norris um mito da internet

Há 5 horas Cinema Ator defendeu uso de armas e apoiou TrumpHá 5 horasPrimeira alta desde 2022PIB da Argentina cresce 4,4%, mas Milei tem desafios para estabilizar a economia

Há 2 horas Economia Desabamento em 2024Caminhões e moto são arremessados após ponte ruir entre TO e MA; ASSISTA