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Mega-Sena, concurso 2.987: confira dezenas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/03/2026 21:58

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 2.987: confira dezenas Sorteio deste sábado (21): 16 – 17 – 20 –28 – 46 – 47. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 2.987 da Mega-Sena, realizado na noite deste sábado (21), em São Paulo, pode pagar até R$ 7.742.945,58.

A Caixa havia informado que a arrecadação total com o concurso anterior, 2.986, foi de R$ 25.457.184,00.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Posso falar da minha demissão nas redes? ‘Vlogs’ sobre desligamentos viralizam, mas exigem cuidados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/03/2026 05:49

Trabalho e Carreira Posso falar da minha demissão nas redes? 'Vlogs' sobre desligamentos viralizam, mas exigem cuidados Vlogs mostram a rotina no dia da demissão e atraem milhões de visualizações. Tendência impulsiona novos influenciadores, mas exige cautela, dizem especialistas. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Vídeos em que trabalhadores registram a rotina no dia em que são desligados da empresa têm atraído milhões de visualizações nas redes sociais.

Especialistas alertam que é preciso cautela ao compartilhar esse tipo de conteúdo, pois a exposição pode trazer consequências para a vida profissional.

Recrutadores de grandes empresas acompanham redes sociais com frequência, especialmente quando um conteúdo viraliza.

A liberdade de expressão do trabalhador não é absoluta – especialmente quando envolve a imagem do empregador.

Quem acessou as redes sociais nos últimos dias provavelmente se deparou com “vlogs de demissão”, vídeos em que trabalhadores registram a rotina no dia em que são desligados da empresa.

Curiosamente, os bastidores de um momento delicado da vida profissional têm atraído milhões de visualizações. É o caso de Victoria Macedo, de 28 anos, que publicou no TikTok um vídeo sobre o dia em que foi desligada da Natura. O post alcançou mais de 1,5 milhão de visualizações.

A repercussão impulsionou seu perfil como criadora de conteúdo e abriu portas para novas oportunidades, com convites para entrevistas de emprego — mesmo antes de atualizar currículo ou portfólio.

Lá, ingressou como estagiária em 2024, foi efetivada após oito meses e atuou no planejamento comercial até a reestruturação que levou à sua saída. Victoria trabalhava na empresa havia quase dois anos quando foi desligada.

Paralelamente, já produzia conteúdo sobre rotina profissional no TikTok – hábito que ganhou força após a efetivação. A familiaridade com as câmeras, inclusive, a levou a participar do programa de influenciadores internos da empresa, no qual colaboradores divulgam a marca de forma voluntária.

“Eles analisam nossas redes antes de aprovar, então sabiam exatamente o tipo de conteúdo que eu produzia”, conta. Mesmo assim, decidiu registrar a demissão para explicar aos seguidores por que deixaria de mostrar o dia a dia na empresa. “Eu pensei: vou postar porque vou parar de produzir esse tipo de conteúdo e as pessoas podem estranhar”, diz.

A identificação do público foi imediata, e o vídeo viralizou no dia seguinte. Para Victoria, o tema é sensível e universal: “Quase todo mundo já passou ou vai passar por isso. É um momento frágil, mas muito real.”

Ela acredita que o sucesso está justamente no contraste com a narrativa tradicional das redes profissionais, que costuma destacar promoções e conquistas – como no LinkedIn. “As pessoas se enxergam ali, no dia difícil que quase nunca aparece na internet”, afirma.

Victoria Macedo, de 28 anos, foi demitida da Natura em uma reestruturação da empresa e compartilhou o processo nas redes sociais. — Foto: Reprodução/Tiktok

O caso não é isolado. Ao buscar por “vlog de demissão” no TikTok, é possível encontrar diversos vídeos que somam milhões de visualizações sobre o tema. Apesar da popularização, especialistas ouvidos pelo g1 alertam que é preciso cautela ao compartilhar esse tipo de conteúdo.

A exposição pode trazer consequências para a vida profissional, especialmente dependendo do que é divulgado. “A demissão em si não é o problema, faz parte da trajetória de qualquer pessoa. O ponto-chave é como ela é exposta”, afirma Raquel Nunes, líder de RH na HUG.

A especialista explica que conteúdos que revelam conflitos, críticas diretas ou detalhes internos tendem a gerar alerta entre recrutadores. Já publicações estruturadas, que destacam aprendizados, podem até fortalecer a imagem profissional.

Segundo ela, profissionais de seleção não avaliam apenas o fato de alguém ter sido desligado, algo comum, mas a maturidade demonstrada ao comunicar esse momento.

“No fim, o que se avalia é a capacidade de lidar com situações difíceis sem expor terceiros ou informações sensíveis”, diz.

Recrutadores de grandes empresas acompanham redes sociais com frequência, especialmente quando um conteúdo viraliza. Isso não elimina automaticamente um candidato, mas influencia a percepção sobre competências como confidencialidade, inteligência emocional e profissionalismo.

Em tempos de redes sociais, cada postagem ajuda a construir – ou desgastar – a marca pessoal do profissional. Conteúdos sobre demissão podem mostrar resiliência e autoconhecimento, mas também podem transmitir impulsividade.

No caso de Victoria, por exemplo, ela afirma que teve cautela ao produzir os vídeos. Evitou mostrar colegas, ambientes internos ou qualquer informação confidencial, mantendo o foco na própria experiência.

Outro caso é o da mineira Thaís Borges, de 26 anos, conhecida nas redes como Thaís do Millenium. Após mais de uma década trabalhando como CLT – sendo três anos e meio como designer sênior em uma multinacional – foi desligada pela primeira vez durante uma demissão em massa.

O que poderia ser apenas um episódio traumático acabou se tornando um impulso para ampliar a presença digital. Formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Thaís começou a trabalhar aos 14 anos, como jovem aprendiz na área de marketing.

Com o tempo, migrou para o design de produtos e construiu carreira no setor. Até então, nunca havia enfrentado o desemprego. “Foi um baque, mesmo tendo me preparado financeiramente”, conta.

A virada aconteceu quando decidiu registrar a própria demissão – e a reação do marido ao receber a notícia. O vídeo, publicado sem grandes expectativas, viralizou rapidamente e já acumula mais de meio milhão de visualizações.

Para o público, parecia o início de uma trajetória como criadora de conteúdo. Mas Thaís explica que já produzia vídeos sobre carreira há cerca de quatro anos.

“Algumas pessoas acharam que comecei depois da demissão, mas não. Eu já falava de vida profissional”, diz. Segundo a criadora, a explosão de alcance não foi por acaso e a palavra “demissão” carrega uma força emocional capaz de conectar pessoas.

“Situações traumáticas geram empatia. É natural que as pessoas se compadeçam”, afirma. Desde então, ela passou a usar o termo de forma estratégica em títulos, falas e hashtags — tanto para ampliar o alcance quanto para normalizar a experiência.

Conhecida nas redes como Thaís do Millenium, Thaís Borges, de 26 anos, compartilha conteúdos sobre demissão e carreira. — Foto: Reprodução/Instagram

Apesar de já produzir conteúdo sobre carreira, foi após esse episódio que seus vídeos ganharam maior alcance. A partir disso, passou a compartilhar a rotina de recolocação profissional, mostrando etapas como atualização de currículo e portfólio.

Para Thaís, falar abertamente sobre o desligamento ajuda a romper o tabu. “Antes, eu via ‘demissão’ como algo negativo, como se estivesse ligado à competência. Hoje, falo com todas as letras: fui demitida. Quero desmistificar isso”, afirma.

A repercussão nas redes também teve impacto direto na carreira. Mesmo sem se candidatar a vagas, Thaís recebeu contatos de empresas e convites para processos seletivos, muitos deles por indicação de seguidores.

“Eu fiquei impressionada com o poder da internet de fazer as coisas acontecerem”, diz. “Antes mesmo de eu assimilar o que estava acontecendo, já tinha empresa me chamando para conversar, sem eu ter enviado currículo”, completa.

Há um mês e meio sem emprego formal, ela ainda avalia os próximos passos. Enquanto isso, atualiza currículo e portfólio em pequenos avanços – seu lema é “1% todo dia” –, enquanto mantém a produção de conteúdo.

Para ela, produzir para as redes também é trabalho, que exige planejamento, rotina e dedicação. “Eu não quero me limitar agora dizendo que quero um emprego CLT ou focar só na produção de conteúdo. Estou me deixando aberta para o que vier”, finaliza.

Para a pesquisadora e professora Issaaf Karhawi, da Universidade de São Paulo (USP), o fenômeno de transformar a demissão em conteúdo está ligado a mudanças mais amplas na forma como as pessoas se relacionam com a exposição nas redes sociais.

Segundo ela, esse movimento nasce do “borrão” entre vida privada e esfera pública, cada vez mais evidente nas plataformas digitais. Trabalho, lazer e intimidade se misturam, e o cotidiano passa a ser empacotado como uma narrativa para as redes sociais.

“Vivemos uma convocação permanente à visibilidade. Tudo precisa ser tornado público, empacotado como conteúdo”, afirma. Para a pesquisadora, filmar um momento tradicionalmente íntimo, como o desligamento, revela como a vida profissional foi incorporada às práticas culturais online.

Karhawi diz que o TikTok tem papel central nessa lógica. A plataforma fortaleceu formatos como os vlogs, já conhecidos no YouTube, mas agora adaptados a vídeos curtos sobre rotina, trabalho e produtividade – especialmente entre os jovens profissionais.

A pesquisadora avalia que esses vídeos funcionam como uma “contra-narrativa” em relação ao padrão tradicional das redes, historicamente marcado por performance, sucesso e conquistas. Enquanto Instagram e LinkedIn costumam funcionar como vitrines de promoção, mérito e ascensão, o TikTok tem aberto espaço também para rupturas, frustrações e momentos de vulnerabilidade.

“Esses vídeos mostram algo que normalmente não aparece nas redes: o momento difícil. Isso gera conexão porque contrasta com a lógica de sucesso que domina plataformas como LinkedIn e Instagram”, afirma.

Ela também destaca que conteúdos com forte carga emocional tendem a ganhar mais alcance. “Vídeos como esses geram muitas reações. E o algoritmo tende a ampliar aquilo que mobiliza atenção, seja ela positiva ou negativa”, diz.

A professora lembra ainda que o fenômeno não é totalmente novo. Vídeos de demissão já circularam com força em 2024, especialmente durante os layoffs (demissões) em massa na indústria de tecnologia.

Hoje, esse tipo de publicação se consolidou quase como um subgênero dentro da plataforma, reunindo pessoas que compartilham experiências semelhantes.

Apesar do potencial de engajamento, Karhawi faz um alerta: a viralização pode até abrir portas no universo da influência, dependendo da forma como o criador aproveita essa exposição, mas não garante recolocação profissional em setores tradicionais.

“Cada mercado reage de forma muito diferente. O setor da comunicação, por exemplo, não funciona como o agronegócio ou a indústria farmacêutica. Em algumas áreas pode ser mais aceito, em outras pode gerar resistência”, explica.

A pesquisadora enfatiza ainda que viralizar não significa consolidar uma carreira como influenciador. Isso porque a maioria dos criadores que vivem de conteúdo tem anos de dedicação, e não apenas um vídeo de grande repercussão. Além disso, muitos seguem conciliando a produção digital com empregos formais.

“A ideia de que basta viralizar para viver de conteúdo não corresponde à realidade. Construir uma carreira digital exige consistência e tempo”, afirma. Para Karhawi, a popularização desses vídeos diz menos sobre a demissão em si e mais sobre a forma como as plataformas moldam a experiência humana.

“Nada escapa do imperativo da visibilidade. Trabalho, relacionamentos, lazer, tudo passa pela lógica de transformar a vida em conteúdo”, conclui.

Segundo a especialista em RH Raquel Nunes, existe uma diferença clara entre compartilhar uma experiência pessoal e expor a empresa. Falar sobre sentimentos, aprendizados e trajetória é legítimo.

Já divulgar detalhes internos, citar nomes, envolver gestores ou buscar validação por meio de conflito tende a ser visto como comportamento de risco – tanto para a reputação do profissional quanto para sua empregabilidade. A orientação é evitar publicações feitas no calor do momento.

“Nada de expor a empresa, o gestor ou informações internas. O ideal é focar no próprio processo e nos aprendizados”, afirma. Ela também recomenda que o trabalhador reflita antes de publicar: “Como isso seria interpretado em um processo seletivo?”

Para a especialista, o tema deve ganhar ainda mais espaço com o avanço dos conteúdos sobre rotina de trabalho nas redes. Por isso, o cuidado com a imagem profissional se torna ainda mais relevante. “Conte sua história, mas com consciência de que ela também compõe sua reputação profissional”, completa.

Além dos impactos na imagem, a exposição pode trazer consequências legais. Segundo a advogada trabalhista Isabel Cristina, do escritório Ferraz dos Passos, a liberdade de expressão do trabalhador não é absoluta – especialmente quando envolve a imagem do empregador.

De acordo com a especialista, muitas empresas possuem cláusulas que proíbem gravações ou a divulgação da marca sem autorização. Nesses casos, o trabalhador pode ser responsabilizado por danos à reputação da companhia.

Se o conteúdo tiver tom irônico, ofensivo ou crítico, a situação pode ser interpretada como ato lesivo à honra do empregador – o que abre espaço para pedidos de indenização. O risco é ainda maior quando a publicação ocorre durante o aviso prévio ou enquanto o desligamento ainda está em andamento.

Nesses casos, a empresa pode até reverter uma dispensa comum em demissão por justa causa. Segundo o advogado trabalhista Cid de Camargo Júnior, isso pode acontecer quando há publicação de conteúdo ofensivo enquanto o contrato ainda está em vigor.

Ele ressalta que a mudança não é automática e depende de análise da Justiça, já que a justa causa é a penalidade mais severa prevista na legislação trabalhista. Mesmo após o fim do vínculo, a empresa ainda pode recorrer à Justiça para pedir indenização por danos morais ou materiais.

Embora não exista uma legislação específica sobre redes sociais nesses casos, as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) podem ser aplicadas ao ambiente digital.

Segundo especialistas, a Justiça do Trabalho já reconhece que o comportamento nas redes pode impactar diretamente a relação profissional.

Casa Branca aumenta pressão sobre a ilha, que já enfrenta múltiplas crises. Apesar da fragilidade do regime em Havana, especialistas não creem na possibilidade de um colapso.

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Como TikTok e Meta ignoraram segurança para ganhar disputa por engajamento, segundo ex-funcionários

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/03/2026 04:02

Tecnologia Como TikTok e Meta ignoraram segurança para ganhar disputa por engajamento, segundo ex-funcionários Empresas permitiram mais conteúdo nocivo nos feeds dos usuários, mesmo sabendo que seus algoritmos funcionavam com base na indignação, ouviu a BBC Por Marianna Spring, Mike Radford

Denunciantes deram uma visão de dentro da corrida entre algoritmos que se seguiu ao crescimento explosivo do TikTok — Foto: BBC/Getty Images

Gigantes das redes sociais permitiram mais conteúdo nocivo nos feeds dos usuários, mesmo depois que pesquisas internas sobre os seus algoritmos mostraram que a indignação impulsionava o engajamento, disseram à BBC pessoas que são ou foram ligadas a essas empresas.

Mais de uma dúzia de denunciantes e pessoas de dentro das empresas expuseram à BBC como essas companhias assumiram riscos de segurança em questões como violência, chantagem sexual e terrorismo, enquanto disputavam a atenção dos usuários.

Um engenheiro da Meta, empresa que controla as redes sociais Facebook e Instagram, descreveu como recebeu orientação da direção da empresa para permitir mais conteúdo nocivo "limítrofe", que inclui misoginia e teorias conspiratórias, nos feeds dos usuários para competir com outra rede social, o TikTok.

"Eles basicamente nos disseram que era porque o preço das ações estava em queda", disse o engenheiro.

Um funcionário do TikTok deu à BBC acesso raro aos painéis internos da empresa com reclamações de usuários, além de outras evidências de como funcionários foram instruídos a priorizar vários casos envolvendo políticos em detrimento de uma série de denúncias de publicações nocivas envolvendo crianças.

As decisões estavam sendo tomadas para "manter um relacionamento forte" com figuras políticas e evitar ameaças de regulação ou proibições, e não por causa dos riscos aos usuários, disse o funcionário do TikTok.

Os denunciantes que falaram no documentário da BBC Inside the Rage Machine (Dentro da Máquina de Raiva, em tradução livre) oferecem uma visão detalhada de como o setor reagiu após o crescimento explosivo do TikTok, cujo algoritmo altamente envolvente de recomendação de vídeos curtos transformou as redes sociais, deixando rivais correndo para tentar acompanhar.

Matt Motyl, pesquisador sênior da Meta, disse que o concorrente do TikTok criado pela empresa, o Instagram Reels, foi lançado em 2020 sem proteções suficientes. Pesquisas internas compartilhadas com a BBC mostraram que os comentários no Reels apresentavam prevalência significativamente maior de bullying e assédio, discurso de ódio e violência ou incitação à violência do que em outras partes do Instagram.

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A empresa investiu na contratação de 700 funcionários para expandir o Reels, enquanto equipes de segurança tiveram negada a contratação de dois especialistas para lidar com a proteção de crianças e de mais dez profissionais para ajudar na integridade das eleições, disse outro ex-funcionário sênior da Meta.

Motyl, da Meta, entregou à BBC dezenas do que descreveu como "documentos de pesquisa de alto nível mostrando todo tipo de danos aos usuários nessas plataformas". Entre eles, havia evidências que mostravam que o Facebook estava ciente de problemas causados por seu algoritmo.

Segundo um estudo interno, o algoritmo oferecia aos criadores de conteúdo um "caminho que maximiza os lucros às custas do bem-estar de sua audiência", e "o atual conjunto de incentivos financeiros que nossos algoritmos criam não parece estar alinhado com nossa missão" de aproximar as pessoas ao redor do mundo.

O documento afirma que o Facebook pode "escolher permanecer inativo e continuar alimentando os usuários com conteúdo de qualidade duvidosa, mas isso só funciona por algum tempo".

Em resposta às alegações dos denunciantes, a Meta disse: "Qualquer sugestão de que ampliamos deliberadamente o conteúdo nocivo para ganho financeiro é incorreta." O TikTok afirmou que essas são "alegações fabricadas" e que a empresa investe em tecnologia que impede que o conteúdo nocivo seja visualizado.

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Os algoritmos são uma "caixa-preta", cujo funcionamento interno é difícil de examinar, disse Ruofan Ding, que trabalhou como engenheiro de aprendizado de máquina no desenvolvimento do mecanismo de recomendação do TikTok de 2020 a 2024.

Ele afirmou que era difícil construir sistemas como esse que fossem completamente seguros. "Não temos controle sobre o próprio algoritmo de aprendizado profundo [deep learning]."

Segundo ele, os engenheiros não prestam muita atenção ao conteúdo das publicações. "Para nós, todo o conteúdo é apenas um ID, um número diferente."

Ele disse que dependiam das equipes de segurança de conteúdo para remover publicações nocivas e impedir que fossem promovidas pelo algoritmo. Segundo ele, essa relação entre as equipes é como a de diferentes grupos que trabalham em partes de um carro.

"Há a equipe responsável pela aceleração, pelo motor, certo? Então esperamos que a equipe que trabalha no sistema de freios esteja fazendo um bom trabalho", disse.

Mas Ding disse que, enquanto o TikTok atualizava seu algoritmo quase toda semana para ganhar mais espaço no mercado, ele passou a ver mais conteúdo "limítrofe" ou publicações problemáticas aparecendo depois que os usuários já estavam há algum tempo assistindo a vídeos.

Conteúdo limítrofe é um termo usado por empresas de redes sociais para descrever publicações prejudiciais, mas que não violam as regras, como posts misóginos, racistas, sexualizados e teorias conspiratórias.

Adolescentes disseram à BBC que as ferramentas para indicar que não querem ver conteúdo problemático não funcionam e que ainda recebem recomendações de violência e discurso de ódio nas principais redes sociais.

Em um caso extremo, outro adolescente, Calum – hoje com 19 anos – disse que havia sido "radicalizado pelo algoritmo" desde os 14 anos. O algoritmo lhe mostrava conteúdo que o deixava indignado e o levou a adotar visões racistas e misóginas, afirmou.

Os vídeos "me energizavam, mas não de um jeito bom", disse ele. "Eles só me deixavam muito irritado. Refletiam muito a forma como eu me sentia por dentro, que eu estava com raiva das pessoas ao meu redor."

Especialistas da polícia antiterrorismo no Reino Unido, que analisam milhares de publicações nas redes sociais todos os anos, dizem ter observado um aumento e uma "normalização" de posts antissemitas, racistas, violentos e de extrema direita nos últimos meses.

"As pessoas estão mais dessensibilizadas à violência no mundo real e não têm medo de compartilhar suas opiniões", disse um dos agentes.

Ao longo de vários meses em 2025, a BBC conversou regularmente com um integrante da equipe de confiança e segurança do TikTok, a quem estamos chamando de Nick. A BBC teve acesso ao painel interno da empresa no laptop dele, que mostrava os casos analisados por sua equipe e como respondia a eles.

"Se você se sente culpado diariamente por causa do que é instruído a fazer, em algum momento começa a pensar: devo dizer algo?", disse Nick.

Ele acrescentou que o volume de casos que estavam avaliando era grande demais para acompanhar e garantir a segurança dos usuários, deixando adolescentes e crianças especialmente em risco.

Segundo ele, cortes e a reorganização de algumas equipes de moderação – nas quais algumas funções estão sendo substituídas por tecnologia de inteligência artificial – reduziram a capacidade da empresa de lidar de forma eficaz com esse tipo de conteúdo.

Conteúdos ligados a "terrorismo, violência sexual, violência física, abuso e tráfico" parecem estar aumentando, disse o denunciante.

A realidade do que o aplicativo recomenda e das medidas tomadas contra conteúdos nocivos é "muito diferente, em muitos aspectos, do que as plataformas dizem ao público", acrescentou.

Nick mostrou à BBC evidências de que o TikTok tratava alguns casos relativamente simples envolvendo políticos como prioridade maior para revisão pela equipe de segurança do que vários casos envolvendo danos a adolescentes.

Em um exemplo, um político que havia sido ridicularizado ao ser comparado a uma galinha recebeu prioridade sobre um jovem de 17 anos que relatou ser vítima de cyberbullying e falsificação de identidade na França, e sobre uma jovem de 16 anos no Iraque que disse que imagens sexualizadas, supostamente dela, estavam sendo compartilhadas no aplicativo.

Ao falar sobre o caso no Iraque, Nick disse: "Se você olha o país de onde vem esse relato, é de altíssimo risco porque envolve um menor e chantagem sexual. Mas, você pode ver aqui, a prioridade não é alta."

Nick também mostrou exemplos de publicações que incentivavam pessoas a se juntar a grupos terroristas ou a cometer crimes e que não haviam sido classificadas como prioridade máxima.

Quando a equipe de confiança e segurança pediu para priorizar casos envolvendo jovens em vez de casos políticos, disse o denunciante, eles foram orientados a não fazer isso e a seguir tratando os casos de acordo com a identificação que haviam recebido.

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Segundo Nick, isso acontece porque, em sua avaliação, a empresa se preocupa menos com a segurança das crianças do que em manter um "relacionamento forte" com políticos e governos, para evitar regulações ou proibições que poderiam prejudicar seus negócios.

Nick disse que, quando ele e outros funcionários levantaram algumas dessas preocupações com a direção, não houve receptividade, porque eles "não são expostos a esse conteúdo no dia a dia".

O conselho de Nick aos pais cujos filhos usam o TikTok é: "Apaguem o aplicativo. Mantenham as crianças o mais longe possível dele pelo maior tempo possível."

O TikTok afirmou que rejeita a ideia de que conteúdo político tenha prioridade sobre a segurança dos jovens e disse que a alegação "deturpa fundamentalmente a forma como os seus sistemas de moderação funcionam".

A equipe da qual Nick faz parte integra um sistema de segurança mais amplo, com várias equipes responsáveis por analisar denúncias sobre conteúdos. O TikTok afirmou: "Fluxos de trabalho especializados para determinadas questões não resultam na redução da prioridade de casos envolvendo segurança infantil, que são tratados por equipes dedicadas dentro de estruturas paralelas de revisão."

Um porta-voz do TikTok disse que as críticas "ignoram a realidade de como o TikTok permite que milhões de pessoas descubram novos interesses, encontrem comunidade e sustentem uma economia vibrante de criadores".

A empresa afirmou que contas de adolescentes têm mais de 50 recursos e configurações de segurança pré-definidos que são ativados automaticamente. Também disse que investe em tecnologia para impedir que conteúdos nocivos sejam exibidos, mantém regras rígidas de recomendação e oferece ferramentas para que os usuários personalizem sua experiência.

Em 2020, a disputa entre algoritmos ficou mais intensa quando o Instagram lançou o Reels, como resposta ao TikTok, que ganhou enorme popularidade durante a pandemia de Covid-19.

Matt Motyl, que trabalhou como pesquisador sênior no Facebook e em sua empresa sucessora, a Meta, a partir de 2021, disse que essa foi a tentativa da companhia de "imitar" o "produto único" lançado pelo TikTok.

Entre 2019 e 2023, seu trabalho envolvia "realizar experimentos em larga escala com, às vezes, centenas de milhões de pessoas" — que muitas vezes "não tinham ideia" de que isso estava acontecendo — para testar como o conteúdo era exibido nos feeds.

"Os produtos da Meta são usados por mais de três bilhões de pessoas. Quanto mais tempo elas passam na plataforma, mais anúncios a empresa vende e mais dinheiro ganha. Mas é muito importante fazer isso da forma certa, porque quando isso não acontece, coisas muito ruins podem acontecer", disse.

Quanto ao Reels, Motyl disse que a estratégia era avançar o mais rápido possível, independentemente do impacto sobre os usuários. Segundo ele, havia um "dilema comum entre proteger as pessoas de conteúdo nocivo e o engajamento".

De acordo com um estudo que ele compartilhou com a BBC, a Meta estava tendo dificuldades para evitar danos no Reels após seu lançamento. O documento sugere que publicações no Reels tinham maior prevalência de comentários nocivos do que posts no feed principal do Instagram: 75% a mais de bullying e assédio, 19% a mais de discurso de ódio e 7% a mais de violência ou incitação à violência.

Ele afirmou que havia um "desequilíbrio de poder", porque as equipes de segurança precisavam da aprovação das equipes responsáveis pelo Reels para lançar novos recursos que aumentassem a segurança dos usuários. Segundo Motyl, essas equipes tinham "incentivo para impedir o lançamento dessas ferramentas, porque o conteúdo tóxico gera mais engajamento do que conteúdo normal".

Brandon Silverman, cuja ferramenta de monitoramento de redes sociais Crowdtangle foi comprada pelo Facebook em 2016, participou de discussões em alto nível nesse período e disse que o CEO Mark Zuckerberg estava "muito paranoico" com a concorrência.

"Quando ele percebe que há concorrência, não mede esforços nem dinheiro", disse Silverman.

Ele afirmou que, nesse período, viu equipes de segurança lutando para conseguir aprovação para contratar poucos funcionários, enquanto a empresa priorizava a expansão do Reels. "Ao mesmo tempo, outra equipe disse: 'Acabamos de conseguir 700 pessoas para o Instagram Reels'. Eu pensei: ok", afirmou.

Um ex-engenheiro da Meta, a quem estamos chamando de Tim, disse que, enquanto a empresa tentava competir com o TikTok, passou a permitir mais conteúdo nocivo limítrofe na plataforma. Segundo ele, sua equipe trabalhava para reduzir esse tipo de conteúdo, até que o "posicionamento de negócios" da empresa mudou.

"Você está perdendo para o TikTok e, portanto, o preço das suas ações estava caindo. As pessoas começaram a ficar paranoicas e reativas e passaram a pensar: precisamos fazer tudo o que pudermos para recuperar o atraso. Onde podemos conseguir ganhar 2% ou 3% de receita no próximo trimestre?", disse Tim.

Ele afirmou que a decisão de deixar de limitar conteúdos possivelmente nocivos, mas que não eram ilegais e geravam engajamento dos usuários, foi tomada por um vice-presidente sênior da Meta que, segundo ele, respondia diretamente a Mark Zuckerberg.

Na época em que o Facebook dizia ser apenas um "espelho da sociedade", documentos internos compartilhados com a BBC por Motyl, o pesquisador sênior, revelam como a empresa sabia que estava amplificando conteúdo que deixava as pessoas irritadas e até incitava danos.

Os documentos explicam que conteúdos sensíveis — como publicações ligadas a crenças morais ou que incentivam violência — tendem a gerar mais reação e engajamento na plataforma, especialmente quando provocam indignação.

"Como esse conteúdo gera muito mais engajamento, nossos algoritmos passam a entender que os usuários gostam dele e querem ver mais", afirma o estudo.

Silverman disse que, no início, a liderança da Meta parecia não saber como lidar com o conteúdo tóxico na plataforma e que houve um período em que a empresa estava "genuinamente introspectiva".

Mas, segundo ele, essa posição "começou a se consolidar em uma espécie de postura defensiva". A atitude passou a ser a de que "não somos responsáveis por toda a polarização na sociedade", afirmou.

"Ninguém está dizendo que vocês são responsáveis por toda a polarização. Estamos dizendo apenas que vocês contribuem para isso, e provavelmente de maneiras que poderiam evitar. Com algumas mudanças, essa contribuição poderia ser menor", afirmou Silverman.

Um porta-voz da Meta negou as acusações feitas pelos denunciantes. "A verdade é que temos políticas rigorosas para proteger os usuários em nossas plataformas e fizemos investimentos significativos em segurança ao longo da última década", afirmou.

A empresa também disse que "fez mudanças reais para proteger adolescentes online", incluindo a introdução de um novo recurso chamado Teen Accounts, "com proteções integradas e ferramentas para que os pais gerenciem a experiência de seus filhos adolescentes".

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Honda HR-V EXL ainda é boa compra? Veja comparação com novos rivais WR-V e Yaris Cross

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/03/2026 04:02

Carros Honda HR-V EXL ainda é boa compra? Veja comparação com novos rivais WR-V e Yaris Cross Carro mais vendido da Honda se prepara para enfrentar o SUV da Toyota na faixa dos R$ 170 mil, mas a verdadeira ameaça ao HR-V pode ser o irmão caçula, o WR-V. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

O HR-V é o carro mais vendido da Honda no Brasil. A versão EXL se destaca como a opção mais equilibrada, com boa lista de equipamentos e preço competitivo dentro do segmento.

Um concorrente surgiu recentemente para complicar a vida do SUV. A Toyota lançou o Yaris Cross XRX, com preço próximo e pacote de equipamentos atraente.

E a própria Honda apresentou o WR-V, que deixou de ser apenas um Fit modificado e se tornou um SUV compacto com qualidades importantes.

O HR-V é o carro mais vendido da Honda no Brasil. A versão EXL se destaca como a opção mais equilibrada, com boa lista de equipamentos e preço competitivo dentro do segmento.

Porém, duas novas ameaças surgiram recentemente para complicar a vida do SUV. A Toyota lançou o Yaris Cross XRX, com preço próximo e pacote de equipamentos atraente.

E a própria Honda apresentou o WR-V, que deixou de ser apenas um Fit modificado e se tornou um SUV compacto com qualidades importantes.

Analisada isoladamente, a versão EXL é a opção mais racional da linha HR-V. Acima dela estão as versões Advance e Touring, por R$ 203.300 e R$ 214 mil, respectivamente. Mas o cenário muda quando comparamos com o Toyota Yaris Cross.

A lista de equipamentos não desaponta. O HR-V EXL, que custa R$ 174.300, oferece ar-condicionado de duas zonas com saída de ar para o banco traseiro, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, carregador por indução, central multimídia com Apple CarPlay e Android Auto, sensor de chuva, acendimento automático dos faróis, volante e bancos de couro, além de ajustes de altura e profundidade no volante, entre outros itens.

Ao analisar o que o Yaris Cross oferece na versão XRX, que custa R$ 178.990, percebe-se um equilíbrio entre os dois. No entanto, o Toyota não traz sensor de chuva nem ar-condicionado de duas zonas, apenas climatização automática.

Por outro lado, o Yaris Cross tem teto solar panorâmico e abertura elétrica do porta-malas com função de aproximação. Sua multimídia é de 10 polegadas, enquanto a do Honda é de 8".

No quesito segurança, o HR-V EXL traz como destaque alerta de colisão frontal com frenagem automática, câmera para monitorar o ponto cego do lado direito, controle de velocidade adaptativo, assistente de permanência em faixa, sistema para evitar saída de pista, ajuste automático do farol alto, seis airbags, câmera de ré e controle de descida.

Já o Toyota inclui câmera 360 graus, alerta de ponto cego (com aviso luminoso nos dois retrovisores externos) e alerta de tráfego cruzado na traseira. Porém, o Yaris Cross não possui assistente de permanência em faixa, sensor de chuva nem controle de descida.

As dimensões do HR-V contribuem para o bom espaço interno. Se na primeira geração o SUV tinha um teto mais arredondado, nesta segunda fase o foco é oferecer mais conforto aos ocupantes do banco traseiro.

E o porta-malas também favorece o rival: o Honda tem 354 litros, enquanto o concorrente oferece 400 litros.

Quem escolhe o HR-V com motor 1.5 aspirado normalmente não busca desempenho em primeiro lugar, pois só tem 126 cv. O foco está no conforto e na condução pacata.

O câmbio CVT é bem calibrado e funciona de maneira discreta, como se espera desse tipo de transmissão. Fórmula parecida a do Yaris Cross, que tem 122 cv no motor 1.5 aspirado.

Apenas nas acelerações mais fortes o motor do Honda mantém o giro alto e faz ruído, algo normal em carros com câmbio continuamente variável. A suspensão absorve bem as imperfeições do asfalto e a direção elétrica privilegia o conforto.

O HR-V é eficiente em entregar uma condução tranquila, ideal para quem enfrenta trânsito e valoriza suavidade. O Toyota Yaris Cross tem volante leve, suspensão bem ajustada como em outros modelos da marca, mas demonstra pouca força nas retomadas.

Os dados de consumo do Inmetro mostram que o Honda gasta mais combustível na estrada. Já no uso urbano, há um empate técnico entre Yaris Cross e HR-V EXL.

Ao analisar o ranking de vendas, é possível notar uma queda acentuada nos números do HR-V, mesmo ele ainda sendo o modelo mais vendido da Honda. Em janeiro de 2026, a marca registrou 35% menos emplacamentos do que no mesmo mês de 2025.

E o principal responsável está dentro da própria Honda: o WR-V. O irmão mais novo tem medidas próximas às do HR-V, já que usa a mesma plataforma.

Motor 1.5 e câmbio CVT também são os mesmos do modelo maior. A lista de equipamentos do WR-V EXL é ampla e, para complicar ainda mais para o HR-V, ele custa R$ 20 mil a menos.

Assim, o Honda HR-V EXL ainda pode valer a pena por custar menos que o Yaris Cross. Porém, itens como teto panorâmico, central multimídia maior, câmera 360 graus e o apelo de novidade podem atrair muitos consumidores.

A dica é negociar na concessionária Honda em busca de um desconto, já que a marca deveria reposicionar a versão para enfrentar o Toyota com mais competitividade e continuar fazendo sentido ao lado do WR-V EXL.

Motor: 1.5 flex aspiradoPotência: 126 cv a 6.200 rpm (com etanol ou gasolina)Torque: 15,8 kgfm a 4.600 rpm (com etanol)Câmbio: Automático CVT com 7 marchas simuladasComprimento: 4,35 mLargura: 1,79 mAltura: 1,59 mEntre-eixos: 2,61 mPorta-malas: 354 litrosPeso: 1.303 kgTanque: 50 litrosConsumo etanol: 8,8 km/l (cidade) / 9,9 km/l (estrada)Consumo gasolina: 12,5 km/l (cidade) / 13,9 km/l (estrada)

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

MPT firma acordo para Meta bloquear perfis de crianças influencers sem autorização judicial

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/03/2026 01:14

Tecnologia MPT firma acordo para Meta bloquear perfis de crianças influencers sem autorização judicial Dona do Instagram, do Facebook e do Threads se comprometeu a identificar, de forma proativa, perfis com trabalho infantil artístico sem autorização. Descumprimento do acordo poderá levar a multa de R$ 100 mil por perfil irregular. Por Redação g1

A Meta se comprometeu a identificar, de forma proativa, os perfis que apresentem trabalho infantil artístico sem autorização judicial e trabalho proibido.

A verificação vai considerar a presença de menores de idade como protagonistas de conteúdos, o uso de contas com grande alcance e a atividade recente nas plataformas.

Em caso de suspeitas, os responsáveis pelos perfis serão notificados para apresentar em até 20 dias alvará judicial que comprove a autorização para o trabalho infantil.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) informaram nesta sexta-feira (20) que firmaram um acordo judicial com a Meta contra a exploração do trabalho infantil artístico irregular nas redes sociais.

A Meta, dona do Instagram, do Facebook e do Threads, se comprometeu a identificar, de forma proativa, os perfis que apresentem trabalho infantil artístico sem autorização judicial e trabalho proibido, disse o MPT.

A verificação por parte da empresa será periódica e vai considerar vários fatores, incluindo a presença de crianças ou adolescentes como protagonistas de conteúdos, o uso de contas com grande alcance (mínimo de 29 mil seguidores) e a atividade recente nas plataformas.

Em caso de suspeitas, os responsáveis pelos perfis serão notificados para apresentar em até 20 dias alvará judicial que comprove a autorização para o trabalho infantil. O MPT e o MP-SP também poderão indicar perfis para análise.

Como prints do bloco de notas criaram mais rastros de conversa entre Vorcaro e MoraesVídeos no TikTok simulam agressões a mulheres em meio a recorde de feminicídiosYoutuber diz não ter R$ 70 mil para pagar condenação por ridicularizar bebê e pede a juiz: 'Por favor, reconsidere'

A Justiça do Trabalho em São Paulo proibiu, em agosto de 2025, o trabalho de influenciadores mirins no Instagram e no Facebook sem autorização judicial. A Meta entrou com uma liminar, mas a decisão foi mantida.

O acordo também prevê que a Meta crie mecanismos de denúncia e sistemas de verificação de idade que impeçam a autodeclaração como único critério, além de restringir o acesso de menores de 18 anos a programas de monetização.

A autodeclaração também foi proibida pelo Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que entrou em vigor na última terça-feira (17) – entenda o que mudou.

A lei determina que plataformas direcionadas a crianças e adolescentes ou com acesso provável por esse público devem "adotar mecanismos para proporcionar experiências adequadas à idade".

Os procuradores consideraram o acordo com a Meta "um avanço significativo em prol da proteção de crianças e adolescentes nas dinâmicas de trabalho em ambiente digital, especialmente diante do crescimento da produção de conteúdo por crianças e adolescentes nas redes sociais".

O descumprimento do acordo poderá levar a multa de R$ 100 mil por criança ou adolescente em caso de ausência de bloqueio de conta irregular e de R$ 300 mil por descumprimento de outras obrigações de fazer.

Ainda em caso de violação, a Meta será obrigada a recolher R$ 2,5 milhões a fundos de proteção à infância e à adolescência.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Por que setor fez alerta para risco de falta de diesel no Brasil — e o que o governo está fazendo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/03/2026 01:14

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%Oferecido por

Entidades do setor de combustíveis divulgaram nota conjunta em que pedem novas medidas ao governo federal para reduzir o risco de desabastecimento de diesel no Brasil.

A nota é assinada pela Fecombustíveis e pelo Sincopetro, que representam o varejo, pela Abicom, que reúne importadoras de petróleo, pela Refina Brasil, que representa refinarias, e pelo Sindicom e BrasilCom, que representam distribuidoras.

No documento, as entidades reconhecem um esforço inicial do governo federal para amenizar a forte alta do diesel, mas afirmam que as medidas anunciadas têm efeito limitado no preço final ao consumidor.

Na semana passada, o presidente Lula anunciou a isenção de impostos federais e uma ajuda financeira (a chamada subvenção) a produtores e importadores de diesel.

A previsão é gastar R$ 30 bilhões para reduzir em R$ 0,64 por litro o preço na bomba. Em contrapartida, passou a ser aplicado um imposto sobre a exportação de petróleo.

Entidades do setor de combustíveis divulgaram nesta sexta-feira (20) uma nota conjunta em que pedem novas medidas ao governo federal para reduzir o risco de desabastecimento de diesel no Brasil.

A nota é assinada pela Fecombustíveis e pelo Sincopetro, que representam o varejo, pela Abicom, que reúne importadoras de petróleo, pela Refina Brasil, que representa refinarias, e pelo Sindicom e BrasilCom, que representam distribuidoras.

No documento, as entidades reconhecem um esforço inicial do governo federal para amenizar a forte alta do diesel, mas afirmam que as medidas anunciadas têm efeito limitado no preço final ao consumidor.

Na semana passada, o presidente Lula anunciou a isenção de impostos federais e uma ajuda financeira (a chamada subvenção) a produtores e importadores de diesel. A previsão é gastar R$ 30 bilhões para reduzir em R$ 0,64 por litro o preço na bomba. Em contrapartida, passou a ser aplicado um imposto sobre a exportação de petróleo.

Mas, com o "desconto" bancado pelo governo, a Petrobras ganhou espaço para elevar o preço do diesel nas refinarias, acompanhando a alta do petróleo, sem repassar todo o impacto ao consumidor.

Por isso, as entidades pediram novas ações do governo para baixar os preços do diesel, que já subiram quase 20% desde o início da guerra.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta que o governo tem uma "série de medidas" que podem ser adotadas, a depender da evolução dos preços dos combustíveis com o desenrolar da guerra. (veja abaixo)

O governo anunciou corte de impostos e ajuda financeira para baratear o diesel. Mas isso vale para o diesel “A” (vendido pelas refinarias). O consumidor compra o diesel “B”, que é uma mistura de 85% diesel A e 15% biodiesel.

A Petrobras aumentou o diesel A em R$ 0,38 por litro na venda para as refinarias. Considerando a mistura, isso gera impacto de cerca de R$ 0,32 por litro no diesel vendido ao consumidor.

Nos leilões da Petrobras, o diesel está sendo vendido acima do preço de referência das próprias refinarias da empresa.

O valor do diesel não depende só das medidas do governo. Também entram na conta o preço do biodiesel, impostos estaduais (ICMS), custo do transporte, despesas operacionais e origem do combustível (nacional ou importado).

Uma parcela importante do diesel vem de refinarias privadas e importadores. Essas empresas seguem os preços do mercado internacional.

Resultado: mesmo com ações do governo, os preços continuam pressionados quando o petróleo sobe no exterior.

O setor vê um risco crescente de desabastecimento, principalmente se a Petrobras não alinhar seus preços ao mercado internacional e houver redução ainda maior na oferta de combustível.

Resultado: com menos produto disponível e preços desalinhados, o preço pode ficar ainda mais pressionado.

Em meio a uma severa alta dos preços do petróleo por conta da guerra no Oriente Médio, o governo corre contra o tempo para evitar um problema em ano de eleição: um repique da inflação.

Em questão de semanas, os ataques de EUA e Israel ao Irã espalharam um intenso conflito por toda a região. Um dos principais trunfos do Irã é o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Os iranianos alegam que, por conta dos ataques, o estreito foi fechado. Com o fluxo de comércio na região reduzido a menos da metade do habitual, o barril de petróleo saltou de cerca de US$ 60 no início do ano para US$ 115.

A disparada da matéria-prima pressiona diretamente a Petrobras, que é responsável por cerca de 45% do preço final do diesel no Brasil. Com o petróleo mais caro, a empresa precisa decidir entre repassar esse aumento — o que encarece o combustível para o consumidor — ou segurar os preços e reduzir suas margens de lucro.

Esse cenário expõe como a política de preços da estatal também tem sido usada para conter a inflação. Para evitar um repasse integral da alta, o governo federal lançou um pacote para segurar o preço dos combustíveis.

A isenção de PIS/Cofins representa apenas 5% do valor final do diesel. Para isso, inclusive, foi adicionada a subvenção: para dobrar o desconto.

O governo, então, apelou aos governadores para que cortassem os impostos estaduais sobre os combustíveis. No caso do diesel, o ICMS representa quase 20% do valor final. Seria um desconto extra de cerca de R$ 1,20.

Mas os governadores disseram “não”. O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) afirmou que isentar o ICMS prejudicaria o financiamento de políticas públicas e que cortes no imposto “não costumam ser repassados ao consumidor final”.

Diante disso, foi necessário apresentar uma nova proposta: os estados zeram o ICMS sobre importação do diesel até o fim de maio e o governo reembolsa metade do valor que não será arrecadado.

Pelas contas do Ministério da Fazenda, a isenção custará R$ 3 bilhões por mês, e o governo devolveria R$ 1,5 bilhão. Como mostrou o g1, os estados devem recusar proposta.

"Eu sigo muito confiante que a gente possa avançar, e não avançando, o que seria uma lástima, uma falta de compromisso, a gente iria para outros caminhos para não deixar a população desguarnecida", disse Dario Durigan, novo ministro da Fazenda.

A preocupação do governo não é à toa. O diesel é um combustível fundamental para a logística da economia brasileira. Quando o preço sobe, o impacto vai dos caminhoneiros ao valor dos alimentos, de produtos industriais e de serviços.

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Mega-Sena pode pagar R$ 8 milhões neste sábado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/03/2026 01:14

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 8 milhões neste sábado Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 2.987 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 8 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (21), em São Paulo.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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