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Após acordo histórico, agência internacional avalia liberar mais estoques de petróleo para conter crise
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Após acordo histórico, agência internacional avalia liberar mais estoques de petróleo para conter crise
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/03/2026 14:54
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A Agência Internacional de Energia (IEA) voltou a sinalizar a possibilidade de liberar mais petróleo dos estoques estratégicos para conter os impactos da crise provocada pela guerra no Irã.
O diretor-executivo da entidade, Fatih Birol, afirmou que a medida pode ser adotada caso a situação se agrave.
A sinalização vem após uma ação considerada histórica. Em março, os países membros da IEA concordaram em liberar cerca de 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas — a maior retirada já feita pela agência.
A medida foi adotada como resposta direta à alta dos preços globais e às incertezas geradas pelo cenário geopolítico.
Mesmo com essa liberação, a agência avalia que o problema está longe de ser resolvido. A medida ajudou a aliviar parte da pressão no mercado, mas não eliminou os riscos associados à oferta global de petróleo.
A Agência Internacional de Energia (IEA) voltou a sinalizar a possibilidade de liberar mais petróleo dos estoques estratégicos para conter os impactos da crise provocada pela guerra no Irã. O diretor-executivo da entidade, Fatih Birol, afirmou que a medida pode ser adotada caso a situação se agrave.
“Se for necessário, faremos isso. Vamos observar as condições, analisar os mercados e discutir com nossos países membros”, afirmou Birol nesta segunda-feira (23), durante evento em Canberra, na Austrália, segundo a agência Reuters.
A sinalização vem após uma ação considerada histórica. Em março, os países membros da IEA concordaram em liberar cerca de 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas — a maior retirada já feita pela agência.
A medida foi adotada como resposta direta à alta dos preços globais e às incertezas geradas pelo cenário geopolítico.
Mesmo com essa liberação, a agência avalia que o problema está longe de ser resolvido. A medida ajudou a aliviar parte da pressão no mercado, mas não eliminou os riscos associados à oferta global de petróleo.
Birol reforçou que não há um preço específico que determine uma nova liberação de estoques. A decisão depende de uma análise ampla das condições do mercado e de alinhamento com os países membros.
Nos bastidores, a IEA também tem mantido conversas com autoridades internacionais para coordenar possíveis respostas à crise, além de acompanhar cadeias logísticas e a demanda global por energia.
Na semana passada, a agência sugeriu uma série de medidas para aliviar a pressão dos preços da energia sobre consumidores. Entre as sugestões estão trabalhar de casa e evitar viagens aéreas.
O contexto da crise envolve ainda a importância do Estreito de Ormuz, um dos principais pontos de passagem do petróleo no mundo. Qualquer instabilidade na região tem potencial para afetar diretamente o abastecimento global e pressionar ainda mais os preços.
Birol classificou o cenário atual como mais grave do que crises anteriores e destacou que o impacto sobre os mercados ainda está sendo subestimado.
Ele também alertou que os efeitos do conflito podem ser amplos e duradouros, com reflexos sobre a inflação e a atividade econômica em diversos países.
Fumaça sobe após um ataque à refinaria de petróleo da Bapco, em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, na ilha de Sitra, Bahrein, em 9 de março de 2026. — Foto: REUTERS/Stringer TPX IMAGES OF THE DAY
Os preços do petróleo inverteram o sinal positivo visto pela manhã e passaram a operar em forte queda nesta segunda-feira, após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O presidente americano anunciou uma trégua de cinco dias com o Irã. Em publicação na rede Truth Social, afirmou que representantes dos dois países tiveram "conversas muito boas e produtivas" no fim de semana e que ordenou o adiamento de qualquer ataque à infraestrutura energética iraniana.
Mas a agência iraniana Fars, ligada à Guarda Revolucionária, afirmou que não há conversas em andamento entre autoridades de Teerã e dos Estados Unidos.
🛢️Perto das 14h (horário de Brasília), o barril do Brent, referência global, caía 9,23%, a US$ 101,84. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 8,41%, a US$ 89,97.
Neste mês, países membros da Agência Internacional de Energia (IEA) concordaram em liberar 400 milhões de barris de petróleo para conter a alta dos preços globais. — Foto: Reuters
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