RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Conselho do FGTS amplia teto de renda e valor de imóveis do Minha Casa, Minha Vida

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/03/2026 10:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2710,57%Dólar TurismoR$ 5,4790,63%Euro ComercialR$ 6,0990,22%Euro TurismoR$ 6,3590,24%B3Ibovespa179.915 pts-1,11%MoedasDólar ComercialR$ 5,2710,57%Dólar TurismoR$ 5,4790,63%Euro ComercialR$ 6,0990,22%Euro TurismoR$ 6,3590,24%B3Ibovespa179.915 pts-1,11%MoedasDólar ComercialR$ 5,2710,57%Dólar TurismoR$ 5,4790,63%Euro ComercialR$ 6,0990,22%Euro TurismoR$ 6,3590,24%B3Ibovespa179.915 pts-1,11%Oferecido por

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nesta terça-feira (24) a ampliação dos limites de renda e dos valores de financiamento do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

💰Com as novas regras, a Faixa 1 — atualmente destinada a famílias com renda de até R$ 2.850 — passou contemplar rendas de até R$ 3.200.

💰Já a Faixa 2 teve o teto elevado de R$ 4.700 para R$ 5.000, enquanto a Faixa 3 avançou de R$ 8.600 para R$ 9.600.

💵Também foi aprovado o reajuste dos valores máximos dos imóveis financiados nas faixas superiores. Veja:

🏠 Relançado no atual governo, o Minha Casa, Minha Vida é uma das principais apostas da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Criado em 2009, o programa busca ampliar o acesso à moradia para famílias de baixa e média renda.

Além das mudanças no programa habitacional, o colegiado ainda precisa deliberar sobre a retomada do FGTS-Saúde e a inclusão de novos mutuários no Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte).

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Petróleo sobe com incertezas sobre negociações entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/03/2026 10:21

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2710,58%Dólar TurismoR$ 5,4790,64%Euro ComercialR$ 6,1020,26%Euro TurismoR$ 6,3610,27%B3Ibovespa181.906 pts-0,01%MoedasDólar ComercialR$ 5,2710,58%Dólar TurismoR$ 5,4790,64%Euro ComercialR$ 6,1020,26%Euro TurismoR$ 6,3610,27%B3Ibovespa181.906 pts-0,01%MoedasDólar ComercialR$ 5,2710,58%Dólar TurismoR$ 5,4790,64%Euro ComercialR$ 6,1020,26%Euro TurismoR$ 6,3610,27%B3Ibovespa181.906 pts-0,01%Oferecido por

O preço do petróleo voltou a subir nesta terça-feira (24), em meio a incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.

Após fechar em queda de 11,12% na véspera, a US$ 99,72, o barril do Brent avançava 2,53% por volta das 8h46, a US$ 98,35. Já o WTI, referência nos EUA, subia 2,68%, a US$ 90,49, refletindo a volatilidade diante do impasse geopolítico e do risco de interrupções no fornecimento de energia.

A alta ocorre após perder força o alívio inicial provocado pela decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar um ataque à rede elétrica do Irã. O anúncio havia derrubado os preços no dia anterior, mas não reduziu as incertezas sobre o rumo do conflito.

Apesar de Trump ter ampliado o prazo para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo —, o país negou estar em negociação com os EUA. Autoridades israelenses também afirmaram que um acordo é improvável no momento.

Com o estreito ainda afetado e o conflito em andamento, o mercado voltou a considerar riscos de restrição na oferta global de energia.

“A situação continua extremamente frágil”, afirmou Tony Sycamore, analista da IG. Segundo ele, a falta de alinhamento entre os envolvidos mantém a pressão sobre os preços.

Além do petróleo, os mercados globais operaram com volatilidade nesta terça-feira, com queda nas bolsas e recuperação do dólar, em meio à cautela dos investidores diante da escalada do conflito.

Para analistas, os danos à infraestrutura energética podem manter os preços elevados por mais tempo, mesmo em caso de trégua. “Mesmo que o conflito termine em breve, os preços de energia podem permanecer altos”, disse Thomas Mathews, da Capital Economics.

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Xiaomi tem primeira queda no lucro trimestral em três anos pressionada por aumento dos custos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/03/2026 10:21

Tecnologia Xiaomi tem primeira queda no lucro trimestral em três anos pressionada por aumento dos custos O aumento dos custos — especialmente de memória — e com uma concorrência mais acirrada, a Xiaomi registra queda no lucro trimestral, apesar de resultados acima das expectativas do mercado. Por Redação g1

A gigante chinesa de smartphones e veículos elétricos enfrentou o aumento dos custos e a intensificação da concorrência.

O lucro líquido ajustado para o trimestre até 31 de dezembro caiu para 6,3 bilhões de iuanes (US$914,5 milhões).

O lucro trimestral da Xiaomi caiu pela primeira vez em três anos no final do ano passado, uma vez que a gigante chinesa de smartphones e veículos elétricos enfrentou o aumento dos custos e a intensificação da concorrência.

Os aumentos de preços podem ser inevitáveis se a empresa não puder suportar a pressão do aumento dos custos de memória por mais tempo, disse o presidente da Xiaomi, Lu Weibing, em uma chamada sobre os resultados, sem entrar em detalhes.

O aumento do custo da memória foi maior do que se pensava inicialmente, acrescentou ele. "Algumas empresas podem ter dificuldades extremas para operar em um ciclo tão longo de aumento de custos, enfrentar grandes perdas ou até mesmo ir à falência", disse ele.

O lucro líquido ajustado para o trimestre até 31 de dezembro caiu para 6,3 bilhões de iuanes (US$914,5 milhões), a primeira queda trimestral desde o quarto trimestre de 2022, segundo comunicado divulgado nesta terça-feira. Ainda assim, o resultado superou a estimativa média de analistas, que era de lucro de 5,7 bilhões de iuanes, de acordo com dados da LSEG.

A Xiaomi, que também fabrica eletrodomésticos, disse que a receita do quarto trimestre ficou em 116,9 bilhões de iuanes, um pouco acima da estimativa média de 116,2 bilhões de iuanes, apesar dos custos de memória muito mais altos e do aumento da concorrência.

Para o acumulado do ano, o lucro aumentou 43,8%, para 39,2 bilhões de iuanes, devido a um aumento de 25% na receita.

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Banco Central diz que guerra exige política de juros restritiva e não dá mais indicações sobre próximos passos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/03/2026 09:08

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,240-1,29%Dólar TurismoR$ 5,444-1,37%Euro ComercialR$ 6,085-0,82%Euro TurismoR$ 6,343-0,78%B3Ibovespa181.932 pts3,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,240-1,29%Dólar TurismoR$ 5,444-1,37%Euro ComercialR$ 6,085-0,82%Euro TurismoR$ 6,343-0,78%B3Ibovespa181.932 pts3,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,240-1,29%Dólar TurismoR$ 5,444-1,37%Euro ComercialR$ 6,085-0,82%Euro TurismoR$ 6,343-0,78%B3Ibovespa181.932 pts3,24%Oferecido por

Banco Central divulgou a ata da última reunião do Copom, quando juro caiu para 14,75% ao ano — Foto: Reprodução/TV Globo

O Banco Central (BC) avaliou nesta terça-feira (24) que a eclosão da guerra no Oriente Médio piorou as perspectivas para a inflação no Brasil, diante do aumento no preço do petróleo (e seu eventual repasse aos combustíveis) e que, por isso, a política de juros terá de se manter "contracionista" (restritiva).

As informações constam na ata da última reunião Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros foi reduzida de 15% para 14,75% ao ano. Esse foi o primeiro corte de juros em quase dois anos.

"As expectativas de inflação, medidas por diferentes instrumentos e obtidas de diferentes grupos de agentes, que seguiam em trajetória de declínio, subiram após o início dos conflitos no Oriente Médio, permanecendo acima da meta de inflação em todos os horizontes", diz o Banco Central.

Por conta disso, a instituição afirmou que é preciso manter uma politica de juros conservadora, o que indica que o ciclo de cortes de juros pode ser mais contido (em relação ao que era estimado antes do conflito no Oriente Médio).

"Mantém-se, de um lado, a interpretação de uma inflação pressionada pela demanda e que requer uma política monetária contracionista e, de outro, a interpretação de que a política monetária tem contribuído de forma determinante para a desinflação observada", avaliou a autoridade monetária.

Ao contrário do ocorrido em janeiro, quando sinalizou um corte de juros em sua reunião seguinte, o Copom evitou, desta vez, dar indicações sobre suas próximas decisões a respeito da taxa básica de juros, a Selic.

"Mantido o compromisso fundamental de garantia da convergência da inflação à meta dentro do horizonte relevante para a política monetária [definição do juro para conter a inflação], o Comitê estabeleceu que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises", informou o Banco Central.

Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.

Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos.Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o terceiro trimestre de 2027.

O ambiente externo "tornou-se mais incerto, em função do acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio", informou o BC. "Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities", acrescentou. O resultado do PIB no último trimestre de 2025, com crescimento de 2,3% em todo ano passado, evidenciou, na avaliação do BC, a "desaceleração esperada da atividade econômica, enquanto o mercado de trabalho segue resiliente".A política fiscal (relacionada com os gastos públicos), segundo a autoridade monetária, tem um impacto de curto prazo, majoritariamente por meio de "estímulo à demanda agregada", e uma dimensão mais estrutural, que tem potencial de afetar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida e impactar o prêmio a termo da curva de juros", ou seja, elevando os juros futuros.O BC repetiu, a informação divulgada na semana passada, que o cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o exige "serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio".

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EUA dizem que situação de negociação com Irã é ‘fluida’ e preço do petróleo volta a subir

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/03/2026 09:08

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,240-1,29%Dólar TurismoR$ 5,444-1,37%Euro ComercialR$ 6,085-0,82%Euro TurismoR$ 6,343-0,78%B3Ibovespa181.932 pts3,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,240-1,29%Dólar TurismoR$ 5,444-1,37%Euro ComercialR$ 6,085-0,82%Euro TurismoR$ 6,343-0,78%B3Ibovespa181.932 pts3,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,240-1,29%Dólar TurismoR$ 5,444-1,37%Euro ComercialR$ 6,085-0,82%Euro TurismoR$ 6,343-0,78%B3Ibovespa181.932 pts3,24%Oferecido por

O preço do petróleo voltou a subir no mundo nesta terça-feira (24), após surgirem incertezas sobre as perspectivas de negociações entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.

O presidente americano, Donald Trump, disse na segunda-feira que o Irã quer "muito fazer um acordo" e que se reuniria "provavelmente por telefone" com representantes iranianos.

Mas uma conta do X atribuída ao presidente do parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, publicou que nenhuma negociação ocorreu com os EUA, chamando tudo de "fake news" (notícias falsas) para "manipular" os mercados de petróleo.

Um funcionário de alto escalão do Ministério das Relações Exteriores iraniano disse à rede americana CBS News que o país recebeu "pontos [para um acordo] dos EUA por meio de mediadores e eles estão sendo analisados".

Na manhã desta terça-feira (24) na Ásia, o preço do petróleo Brent voltou a ficar acima de US$ 100 por barril, após ter despencado mais de 10% na segunda-feira.

EUA e Israel voltam a bombardear alvos militares do Irã, apesar de Trump falar sobre negociações pelo fim da guerra

O preço do petróleo voltou a subir no mundo nesta terça-feira (24), após surgirem incertezas sobre as perspectivas de negociações entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.

O presidente americano, Donald Trump, disse na segunda-feira que o Irã quer "muito fazer um acordo" e que se reuniria "provavelmente por telefone" com representantes iranianos.

Alguns veículos de imprensa publicaram que o enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, e Jared Kushner — conhecido como "conselheiro de Trump" — estariam negociando com o presidente do parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf.

Mas uma conta do X atribuída a Mohammad-Bagher Ghalibaf publicou que nenhuma negociação ocorreu com os EUA, chamando tudo de "fake news" (notícias falsas) para "manipular" os mercados de petróleo.

Um funcionário de alto escalão do Ministério das Relações Exteriores iraniano disse à rede americana CBS News que o país recebeu "pontos [para um acordo] dos EUA por meio de mediadores e eles estão sendo analisados". A CBS noticiou que isso seria um passo anterior a negociações — e que não há nenhuma negociação confirmada em andamento.

Na manhã desta terça-feira (24) na Ásia, o preço do petróleo Brent voltou a ficar acima de US$ 100 por barril, após ter despencado mais de 10% na segunda-feira — depois que Trump havia anunciado que estava adiando sua ameaça de atacar usinas de energia do Irã após "conversas boas" com Teerã, sugerindo que poderia haver em breve um fim para o conflito.

O petróleo subiu 3,75%, atingindo US$ 103,69 nesta terça-feira, refletindo a desconfiança de investidores de que existem mesmo negociações em andamento entre EUA e Irã.

Contatada pela BBC, a Casa Branca disse que a situação é "fluida", e não deu mais detalhes sobre as supostas negociações.

"Estas são discussões diplomáticas delicadas e os EUA não negociam através da imprensa", disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em um comunicado à BBC.

"Esta é uma situação fluida, e especulações sobre encontros não devem ser dadas como definitivas até que sejam formalmente anunciadas pela Casa Branca."

"Nós também gostaríamos de fazer um acordo", disse, a repórteres, antes de embarcar em seu avião presidencial, o Air Force One, em Palm Beach, na Flórida. "Temos uma chance muito séria de um acordo", disse Trump, acrescentando que "isso não garante nada; não estou garantindo nada".

O presidente dos EUA também afirmou que os dois países estão discutindo 15 pontos para encerrar a guerra, com o Irã renunciando às armas nucleares como os pontos "número um, dois e três".

Trump sugeriu que o Irã poderia concordar em abandonar os planos para um programa de armas nucleares em troca da paz.

"Amanhã de manhã, em algum horário deles, esperávamos explodir suas maiores usinas de geração de energia elétrica, que custaram mais de US$ 10 bilhões (R$ 52 bilhões) para construir", afirmou Trump na segunda. "Era uma usina muito boa, não havia falta de dinheiro. Um tiro e ela se vai. Desaba. Por que eles iriam querer isso?".

Na noite de sábado (21/3), o presidente americano havia dito que, se o Estreito de Ormuz não fosse aberto "sem ameaças" em 48 horas, os EUA "aniquilariam" as usinas de energia iranianas. O Irã havia prometido reagir a qualquer eventual ataque americano com escalada de violência.

Segundo Trump, após a ameaça, autoridades do Irã teriam ligado para ele querendo fazer um acordo. Por isso, ele recuou, suspendendo por cinco dias qualquer ataque a usinas iranianas.

Na madrugada de segunda para terça, o Irã lançou diversas ondas de mísseis contra Israel, provocando danos em prédios em Tel Aviv e na região central do país.

No Líbano, a imprensa estatal noticiou ataques de Israel a Beirute. Pela manhã, as forças israelenses emitiram um alerta para que residentes evacuassem a área, em preparação para um novo ataque conta alvos ligados ao grupo xiita militante Hezbollah.

Israel também disse que suas forças realizaram uma "grande onde de ataques aéreos" contra "infraestrutura do regime" em Teerã.

O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, disse na noite de segunda-feira — após conversa por telefone com Trump — que Israel continuará atacando o Irã e o Líbano.

"Nós estamos destruindo o programa de mísseis e o programa nuclear. Vamos garantir nossos interesses vitais em qualquer cenário", publicou Netanyahu no X.

O Comando Central dos EUA disse que vai continuar "atacando agressivamente alvos militares iranianos com munições de precisão".

Tel Aviv segue sendo atacada nesta terça-feira; Israel está atacando alvos no Irã e Líbano — Foto: EPA via BBC

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Dólar abre com incertezas sobre negociações entre EUA e Irã e alta do petróleo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/03/2026 09:08

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O dólar operava em alta nesta terça-feira (24), subindo 0,38% e sendo negociado a R$ 5,2601 por volta das 9h03. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ O preço do petróleo voltou a subir no mundo nesta terça-feira, em meio a incertezas sobre o avanço das negociações entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.

🔎 Após fechar em queda de 11,12%, cotado a US$ 99,72 ontem, o barril petróleo Brent operava em alta de 2,53% por volta das 8h46, a US$ 98,35. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 2,68%, a US$ 90,49.

▶️ O presidente dos EUA, Donald Trump disse que o Irã quer fechar acordo e pode conversar por telefone. A imprensa citou negociações envolvendo Steve Witkoff, Jared Kushner e Mohammad-Bagher Ghalibaf, mas Ghalibaf negou e chamou as notícias de “fake news” para influenciar o petróleo.

▶️ O Banco Central do Brasil divulgou nesta manhã a ata do Comitê de Política Monetária, após a reunião que reduziu a Selic de 15% para 14,75% — o primeiro corte em quase dois anos. No documento, a autoridade monetária afirma que a guerra no Oriente Médio pressiona a inflação no país, com a alta do petróleo, e indica que os juros devem seguir em patamar restritivo.

▶️Na agenda econômica, o mercado acompanha os PMIs (índices que medem a atividade da indústria e serviços) nos EUA, além de dados de emprego, produtividade e custo do trabalho.

▶️No Brasil, a Receita Federal divulga às 10h a arrecadação de fevereiro, e os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento publicam às 17h o relatório bimestral de receitas e despesas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda que determinou uma pausa de cinco dias em possíveis ataques a instalações de energia do Irã.

O anúncio foi feito em publicação na rede Truth Social, na qual ele afirmou que representantes dos dois países tiveram conversas recentes, que classificou como produtivas. Segundo ele, os contatos ocorreram no fim de semana e trataram da possibilidade de encerrar o conflito no Oriente Médio.

Diante do teor dessas conversas, ele afirmou ter orientado o Departamento de Guerra a adiar qualquer ataque contra usinas de energia e outras estruturas do setor no Irã durante esse período, enquanto as discussões continuam.

Durante a tarde, em entrevista a jornalistas, Trump voltou a mencionar o diálogo entre os dois países e afirmou que "há uma chance muito boa" de acordo.

"Estamos em discussões com o Irã para determinar se um acordo mais amplo pode ser alcançado. Desta vez, eles estão falando sério, querem chegar a um acordo. Eliminamos tudo o que havia para eliminar no Irã, inclusive os líderes. O Irã tem mais uma oportunidade para acabar com as ameaças à América… Quer a paz e concordou em não ter armas nucleares. Há uma chance muito boa de acordo", afirmou.

A versão, porém, foi contestada por veículos ligados ao governo iraniano. A agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, informou que não há negociações em andamento entre autoridades de Teerã e de Washington.

Citando fontes do governo iraniano, a agência afirmou que Trump teria recuado após ameaças do Irã de atacar instalações de energia na região do Golfo. A agência Tasnim, também estatal, divulgou posição semelhante.

A publicação afirma que esse tipo de declaração faz parte de uma tentativa de pressão política e que, nesse cenário, o Estreito de Ormuz não voltaria às condições anteriores à guerra, nem haveria estabilidade nos mercados de energia.

Já a agência Mehr informou que o ministro das Relações Exteriores do Irã avalia que a declaração de Trump tem como objetivo pressionar os preços do petróleo e do gás para baixo, após a alta registrada desde o início do conflito.

Os mercados reagiram com força nesta segunda-feira após as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito com o Irã.

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta: o Dow Jones e o Nasdaq Composite subiram 1,38%, enquanto o S&P 500 avançou 1,15%.

Na Europa, o alívio das tensões entre os EUA e o Irã também trouxe um dia positivo para a maioria dos mercados. O índice francês CAC 40 fechou em alta de 0,79%, enquanto o alemão DAX subiu 1,22%. Já o britânico FTSE 100 teve queda de 0,24%.

Nos mercados asiáticos, que já encerraram as negociações desta segunda-feira, o dia foi marcado por quedas generalizadas nas bolsas.

Na China, o índice de Xangai caiu 3,63%, registrando o pior desempenho desde abril de 2025. Já o CSI300 — que reúne algumas das maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen — recuou 3,26%, alcançando o menor nível de fechamento em seis meses.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng também teve forte baixa, de 3,54%, no pior resultado em quase um ano.

No Japão, o índice Nikkei caiu 3,48%, encerrando o pregão aos 51.515 pontos. Já na Coreia do Sul, o índice Kospi recuou 6,49%, fechando aos 5.405 pontos.

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NR-1: Governo estuda adiar mais uma vez regra que pune empresas por danos à saúde mental no trabalho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/03/2026 08:09

Trabalho e Carreira NR-1: Governo estuda adiar mais uma vez regra que pune empresas por danos à saúde mental no trabalho Em 2025, quando a norma já deveria estar em vigor, mais de meio milhão de afastamentos por transtornos mentais foram registrados. Por Poliana Casemiro, Rayane Moura, g1 — São Paulo

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) quer adiar mais uma vez a norma que passaria a punir empresas por ações que afetem a saúde mental dos trabalhadores.

A medida estava prevista para entrar em vigor em maio de 2025, ano em que, como o g1 revelou, o país bateu recorde no número de afastamentos por transtornos mentais, com custo bilionário aos cofres públicos.

Após pressão de sindicatos patronais e empresas, o governo adiou a medida por um ano. O novo prazo era para maio deste ano. Agora, novamente sob pressão, o MTE informou que estuda um segundo adiamento.

A decisão de adiamento vai na contramão do cenário do trabalho no país. Em 2025, quando a norma já deveria estar em vigor, o quadro de afastamentos piorou: mais de meio milhão de licenças foram concedidas por transtornos mentais.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) quer adiar mais uma vez a norma que passaria a punir empresas por ações que afetem a saúde mental dos trabalhadores.

A medida estava prevista para entrar em vigor em maio de 2025, ano em que, como o g1 revelou, o país bateu recorde no número de afastamentos por transtornos mentais, com custo bilionário aos cofres públicos.

Após pressão de sindicatos patronais e empresas, o governo adiou a medida por um ano, para maio de 2026. Agora, novamente sob pressão, o MTE informou que estuda um segundo adiamento.

O que mudaria com a NR-1? Com a atualização da norma, auditores do trabalho poderiam fiscalizar e aplicar multas caso fossem identificadas questões como metas excessivas, jornadas extensas, ausência de suporte, assédio moral, conflitos interpessoais, falta de autonomia no trabalho e condições precárias de trabalho. ➡️ Ou seja, isso passaria a ter o mesmo peso de fiscalização de pontos como questões que envolvem acidente de trabalho ou doença.

A decisão de adiamento vai na contramão do cenário do trabalho no país. Em 2025, quando a norma já deveria estar em vigor, o quadro de afastamentos piorou: mais de meio milhão de licenças foram concedidas por transtornos mentais.

A atualização da norma foi anunciada em agosto de 2024 — ano em que o país teve o maior número de afastamentos do trabalho por saúde mental em 10 anos, como mostrou o g1 com exclusividade. O governo deu cerca de nove meses para as empresas se adaptarem.

Porém, a menos de um mês da entrada em vigor, o Ministério do Trabalho cedeu à pressão do setor patronal e adiou o início da atualização da NR-1. Inicialmente prevista para maio de 2025, a regra foi postergada por mais um ano e passou a ter caráter apenas educativo e orientativo.

As punições estão previstas para começar em 25 de maio de 2026. A menos de dois meses dessa data, entidades empresariais pressionam por um novo adiamento, alegando que o prazo não foi suficiente para adaptação — principalmente pela falta de orientações técnicas mais claras por parte do Ministério do Trabalho.

No ano passado, o setor alegava que a prorrogação permitiria criar critérios mais objetivos para a aplicação da norma, reduzindo a insegurança jurídica.

Colocar sob a empresa a responsabilidade por problemas de saúde mental, que são globais.Gerar gasto extra não previsto com profissionais de saúde mental;Trazer falta de clareza sobre a aplicação da norma;

Por outro lado, auditores fiscais do trabalho afirmam que as exigências não são novas e que a principal mudança é a inclusão dos riscos psicossociais na fiscalização. Além disso, o Ministério do Trabalho lançou, no ano passado, uma cartilha para orientar as empresas e, no início deste ano, um manual de interpretação e aplicação da norma.

Na semana passada, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, admitiu a possibilidade de adiamento após reunião com representantes dos setores de serviços e comércio.

O Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Sescon-SP) apresentou uma nota técnica ao governo apontando inconsistências, como a exigência de relatórios para comprovar a inexistência de riscos psicossociais — o que pode aumentar custos e burocracia, especialmente para pequenas e médias empresas.

Para o presidente da entidade, Antonio Carlos Santos, a possível prorrogação representa “uma vitória do diálogo”. Ele afirma que a norma pode gerar insegurança jurídica ao tratar riscos psicossociais sem critérios claros, além de possíveis conflitos com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A diretora executiva da Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (ABLOS), Daniela Archanjo, também aponta falta de parâmetros objetivos para avaliar fatores como estresse, pressão e clima organizacional, considerados mais subjetivos.

Em 2025, o Brasil bateu, pela segunda vez, o recorde com o maior número de afastamentos do trabalho por transtornos mentais em uma década. Ao todo, foram 546.254 mil licenças concedidas – uma alta de 15% se comparado com o ano anterior.

Em 2024, o Brasil já vivia uma crise de saúde mental, com o maior número de afastamentos por esse motivo em 10 anos. Na época, foram concedidas 472 mil licenças.

A maior parte desses afastamentos está concentrada em casos de ansiedade e depressão. Os transtornos ansiosos lideram o ranking, com 166.489 licenças concedidas em 2025, seguidos pelos episódios depressivos, que somaram 126.608 afastamentos.

Uma análise da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) mostra que mais de duas mil profissões estão entre aquelas em que os trabalhadores precisaram se afastar do trabalho por transtornos mentais no Brasil.

No topo da lista aparecem ocupações como vendedor do comércio varejista, faxineiro e auxiliar de escritório — trabalhadores que atendem o público, mantêm serviços essenciais e sustentam boa parte da rotina urbana.

Apesar da posição do Ministério do Trabalho, a possibilidade de adiamento enfrenta resistência de entidades ligadas à fiscalização e à defesa dos trabalhadores.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) se posicionou contra a medida. Em nota, o órgão afirmou que a postergação pode gerar insegurança jurídica, comprometer a proteção à saúde mental no ambiente de trabalho e abrir espaço para o esvaziamento da norma.

Segundo a procuradora do Trabalho Juliane Mombelli, o adiamento pode criar um “limbo regulatório”, ao transferir ao Judiciário decisões que deveriam ser definidas na regulamentação.

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (SINAIT) também criticou a possibilidade de nova prorrogação. “Os trabalhadores estão sofrendo as graves consequências da falta de implementação da NR-1”, afirma a entidade.

Já entidades da área de Segurança e Saúde no Trabalho defendem que seja mantido o prazo de 26 de maio de 2026. Segundo o setor, o tempo de adaptação foi suficiente e há orientação técnica disponível.

Na avaliação dessas entidades, adiar a regra significa postergar medidas de prevenção e pode contribuir para o aumento dos afastamentos por problemas de saúde mental. Elas também destacam que a mudança segue padrões adotados em outros países e responde ao avanço desse tipo de adoecimento no Brasil.

Para Francisco Edison Sampaio, da Associação Ibero-Americana de Engenharia de Segurança do Trabalho (AIEST), o prazo concedido foi adequado. “O que se observa, em muitos casos, não é falta de tempo, mas a não utilização do período já concedido”, afirma.

As entidades também rebatem a alegação de falta de orientação técnica. Segundo Nivaldo Barbosa, da Federação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho (FENATEST), o Ministério do Trabalho já disponibilizou guias e manuais para apoiar a implementação.

Outras entidades da área também se posicionaram contra o adiamento, como a Associação Nacional de Engenharia de Segurança do Trabalho (ANEST), Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), Associação Brasileira de Ergonomia e Fatores Humanos (ABERGO), Associação Nacional dos Docentes de Engenharia de Segurança do Trabalho (ANDEST do Brasil), Associação Brasileira dos Higienistas Ocupacionais (ABHO) e Associação Brasileira das Empresas de Saúde e Segurança do Trabalho (ABRESST).

Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, o adiamento é um retrocesso diante do cenário nacional, e que o trabalho é um fator estressor importante na saúde mental.

“O argumento das empresas não faz sentido e isso pode ser um retrocesso diante do grande passo que o governo federal tinha dado, levando a saúde mental em consideração”, explica Arthur Danila, psiquiatra e coordenador do Programa de Mudança de Hábito e Estilo de Vida na USP.

"É claro que a saúde mental ultrapassa o trabalho, mas esse ambiente é onde as pessoas passam o maior tempo do dia e da vida. Falar que o trabalho não está adoecendo é contrariar a realidade", diz Danila.

A mestre em ciências sociais e consultora sobre trabalho, Thatiana Cappellano, reforça que o ambiente de trabalho é um fator importante nas questões de saúde mental e que as empresas fazem pressão porque não querem olhar para os problemas estruturais.

🔴 Alguns dos pontos citados pelos especialistas em saúde mental e trabalho como responsáveis pelo aumento nos afastamentos por transtornos psicológicos são a precarização do trabalho, o déficit salarial, as muitas horas de dedicação com a mudança na cultura de trabalho pós pandemia.

Segundo Thatiana, para que as corporações pudessem cumprir as medidas exigidas pelo governo, teriam que olhar para seus problemas.

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Por que os EUA proibiram a importação de novos modelos de roteadores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/03/2026 03:52

Tecnologia Por que os EUA proibiram a importação de novos modelos de roteadores Principal alvo da medida é a China, que controla 60% do mercado americano de roteadores domésticos. Decisão não afeta a importação ou o uso de modelos já existentes. Por Reuters

A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) proibiu a importação de novos modelos de roteadores fabricados no exterior.

O principal alvo da medida é a China, que controla 60% do mercado americano de roteadores domésticos

A ordem da FCC não afeta a importação ou o uso de modelos existentes, mas proíbe os que forem lançados a partir de agora.

A agência disse que uma análise considerou que roteadores importados representam 'um grave risco de segurança cibernética'.

Roteadores compartilham e coordenam o uso da internet entre vários equipamentos — Foto: Altieres Rohr/G1

A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) anunciou na segunda-feira (23) a proibição da importação de novos modelos de roteadores fabricados no exterior sob o argumento de que esses aparelhos levantam preocupações com a segurança.

O principal alvo da medida é a China, que já tem outras restrições sobre o envio de seus equipamentos aos EUA.

A estimativa é de que a China controle 60% do mercado americano de roteadores domésticos, que conectam computadores, telefones e outros dispositivos à internet, afirma a agência Reuters.

A ordem da FCC não afeta a importação ou o uso de modelos existentes, mas proíbe os que forem lançados a partir de agora.

Segundo a agência, uma análise convocada pela Casa Branca considerou que roteadores importados representam "um grave risco de segurança cibernética que poderia ser aproveitado para interromper imediata e gravemente a infraestrutura crítica dos EUA."

A FCC afirmou ainda que agentes mal-intencionados exploraram brechas de segurança em roteadores fabricados no exterior "para atacar residências, interromper redes, permitir a espionagem e facilitar o roubo de propriedade intelectual".

O comunicado citou como exemplos os ataques como Volt, Flax e Salt Typhoon, todos apontados como de origem em grupos hackers chineses. O último teria sido capaz de invadir sistemas de e-mail de assessores do Congresso americano.

A determinação inclui uma isenção para roteadores que o Pentágono considera que não representam riscos inaceitáveis.

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Parlamentares já haviam levantado preocupações de segurança sobre os roteadores fabricados na China, e o deputado John Moolenaar, presidente republicano do comitê seleto da Câmara sobre a China, elogiou a ordem da FCC.

"A tremenda decisão de hoje da FCC e do governo Trump protege nosso país contra os implacáveis ataques cibernéticos da China e deixa claro que esses dispositivos devem ser excluídos de nossa infraestrutura crítica", disse Moolenaar.

"Os roteadores são essenciais para manter todos nós conectados e não podemos permitir que a tecnologia chinesa esteja no centro disso."

A TP-Link Systems foi processada em fevereiro pelo procurador-geral do Texas, Ken Paxton, por supostamente comercializar seus roteadores de rede de forma enganosa e permitir que Pequim acessasse dispositivos dos consumidores norte-americanos.

A empresa, sediada na Califórnia e com origem a partir de uma fabricante chinesa, disse que "defenderia vigorosamente" sua reputação.

A companhia afirmou que o governo chinês não tem nenhuma forma de propriedade ou controle sobre a empresa, seus produtos ou dados de usuários.

A Reuters informou em fevereiro que o governo Trump havia suspendido uma proposta de proibição das vendas domésticas de roteadores fabricados pela TP-Link.

Em dezembro, a FCC emitiu regras semelhantes proibindo a importação de todos os novos modelos de drones chineses.

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Ponto eletrônico, ‘boneco’ e outros métodos: como quadrilhas fraudam concursos e faturam milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/03/2026 03:52

Trabalho e Carreira Concursos Ponto eletrônico, 'boneco' e outros métodos: como quadrilhas fraudam concursos e faturam milhões Investigações mostram como grupos criminosos burlam protocolos de segurança de concursos de grande porte, envolvendo desde dispositivos eletrônicos a operações financeiras complexas. Por Redação g1 — São Paulo

Uma investigação da Polícia Federal expôs novamente a complexidade e o alcance das organizações criminosas envolvidas em fraudes de concursos públicos.

O esquema que, segundo a PF, incluía o chefe de polícia de Alagoas como um dos mentores. Os crimes atingiram processos de grande porte, como o Concurso Nacional Unificado (CNU).

Entre os métodos mais comuns identificados pelas autoridades estão: vazamento de provas, uso de pontos eletrônicos, fotografias de cadernos de questões e até a atuação de pessoas contratadas para fazer provas no lugar dos candidatos inscritos.

Os valores envolvidos são milionários. A Polícia Federal afirma que os valores cobrados variavam conforme o cargo. Para funções mais altas, como é caso de auditor fiscal, o preço podia chegar a R$ 500 mil por aprovação.

Polícia Federal aponta Chefe da Polícia Civil de Alagoas como partipante de esquema de fraudes em concursos públicos

Uma investigação da Polícia Federal, ao qual o Fantástico teve acesso neste domingo (22), expôs novamente a complexidade e o alcance das organizações criminosas envolvidas em fraudes de concursos públicos.

O esquema que, segundo a PF, incluía o chefe de polícia de Alagoas como um dos mentores. Os crimes atingiram processos de grande porte, como o Concurso Nacional Unificado (CNU), além de concursos das Polícias Civis, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

🔍 Mas como essas quadrilhas conseguem burlar protocolos de segurança cada vez mais rigorosos e movimentar cifras milionárias em troca de vagas no serviço público?

A resposta pode estar na combinação de técnicas sofisticadas, na exploração de brechas e nas falhas de fiscalização que nem sempre são perceptíveis.

Ponto eletrônico implantado cirurgicamente: na operação mais recente, a PF confirmou o uso de dispositivos eletrônicos inseridos no corpo dos candidatos, que só podiam ser removidos por procedimento médico. O equipamento permitia a recepção de informações externas durante a prova, oferecendo controle quase total sobre o desempenho do candidato.Falsificação de documentos e de identidade: nesse método, os candidatos são substituídos por terceiros que realizam as provas em seu lugar ou apresentam documentos falsos para efetivar a contratação. O esquema exige coordenação minuciosa e, frequentemente, o envolvimento de profissionais de diversas áreas.Acesso antecipado ao conteúdo das provas: integrantes das quadrilhas conseguem ilegalmente o conteúdo das provas antes da aplicação, o que permite a preparação estratégica dos candidatos ou a manipulação direta das respostas.Usar um “boneco”: alguém que é pago para fazer a prova no lugar do candidato, como professores ou concurseiros experientes que já conhecem as provas. Nesses casos, os integrantes da quadrilha chegavam a subornar vigilantes, desligar câmeras e até utilizar documentos falsos.

Esses métodos demonstram que as quadrilhas não atuam de forma amadora. Elas operam como organizações estruturadas, com divisão de tarefas, hierarquia definida, ramificações em diversos estados e serviços complementares — desde quem aplica as provas até operadores financeiros que administram os lucros obtidos ilegalmente.

Os valores envolvidos são milionários. A Polícia Federal afirma que os valores cobrados variavam conforme o cargo. Para funções mais altas, como é caso de auditor fiscal, o preço podia chegar a R$ 500 mil por aprovação.

Ainda segundo a PF, alguns beneficiados não tinham condições de pagar à vista e faziam acordos, incluindo parcelamentos e entrega de bens como carros e viagens.

Um dos personagens centrais do esquema é Waldir Luiz de Araújo Gomes, conhecido como “Mister M”. Ele trabalhava na Cesgranrio, organizadora do CNU e, depois, entrou no Tribunal Regional da Paraíba.

Segundo a PF, ele teve acesso antecipado às provas e explicava como violar os envelopes sem deixar vestígios. "O lacre é fácil demais, tanto romper e botar de novo", disse em um dos áudios vazados.

Além da abertura indevida dos pacotes de provas, a PF identificou o uso de pontos eletrônicos, fotografias de cadernos de questões e até a atuação de pessoas contratadas para fazer provas no lugar dos candidatos inscritos.

Tudo começou com uma denúncia anônima que levou os investigadores até o ex-policial militar Wanderlan Limeira de Sousa, na cidade de Patos, na Paraíba. Ele e dois parentes foram aprovados no Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024 para o cargo de auditor fiscal do trabalho, com salário superior a 22 mil reais.

No celular da sobrinha dele, Larissa Neves, a polícia encontrou áudios que ajudam a explicar o esquema. Em uma conversa, o irmão de Wanderlan detalha a necessidade de subornar vigilantes, desligar câmeras e até usar um “boneco” — alguém pago para fazer a prova no lugar do candidato.

Horas antes da prova para auditor fiscal, Larissa enviou mensagens para o pai cobrando as respostas. A investigação aponta que, antes mesmo do início do exame, ela já tinha recebido o tema da redação e o gabarito.

Na última semana, a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão em Alagoas, Paraíba e Pernambuco. Dois professores suspeitos de resolver provas para candidatos foram presos. O delegado-geral de Alagoas foi alvo de busca e apreensão.

O advogado José da Silva Moura Neto, especialista em concursos públicos, ressalta que, embora as bancas tenham reforçado os protocolos de segurança, os métodos utilizados pelas quadrilhas também evoluíram.

"Há casos de vazamento de provas. Em um deles, envolvendo o Cespe, uma quadrilha fazia a prova e repassava as respostas ao candidato", explica Moura Neto. "Hoje, esse tipo de operação está mais difícil, porque as bancas dividiram etapas e reduziram o acesso integral ao material".

Apesar disso, o especialista ressalta que essas organizações se adaptam: mudam os alvos, utilizam tecnologia e contam com redes que atuam em diferentes estados.

“A dissertação dificulta a fraude porque exige produção própria. É uma proteção importante, mas não elimina outras formas de manipulação.”

Esse não é um caso novo. Em outubro do ano passado, a Polícia Federal deflagrou uma operação que revelou um esquema de fraudes em concursos públicos que funcionava como uma empresa familiar.

O grupo, com base em Patos, no Sertão da Paraíba, cobrava até R$ 500 mil por vaga e usava tecnologia para burlar os sistemas de segurança das bancas, incluindo dublês, pontos eletrônicos implantados cirurgicamente e comunicação em tempo real durante as provas.

Os valores exigidos variavam conforme o cargo e o grau de dificuldade do concurso e, além de dinheiro vivo, o grupo aceitava pagamentos em ouro, veículos e até procedimentos odontológicos como forma de quitar a propina, segundo a investigação.

De acordo com o relatório apresentado pela PF, o esquema era liderado por Wanderlan Limeira de Sousa, ex-policial militar expulso da corporação em 2021 – mesmo nome citado na reportagem do Fantástico.

Ele é apontado como o principal articulador da quadrilha, responsável por negociar com candidatos, coordenar a logística das provas e distribuir os gabaritos. Em dezembro, o Hospital Regional de Patos informou que ele morreu após sofrer com problemas de coagulação.

A investigação indica que os crimes já aconteciam há mais de uma década. Durante todo o período, o grupo teria vendido aprovações, corrompido agentes de fiscalização e utilizado mecanismos sofisticados de fraude e falsificação para garantir cargos de alto escalão.

Segundo a PF, as fraudes alcançaram concursos da Polícia Federal, Caixa Econômica Federal, Polícias Civil e Militar, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Banco do Brasil e até o Concurso Nacional Unificado (CNU). Relembre o caso:

Além da anulação das aprovações e da exclusão dos candidatos, servidores já nomeados podem ser afastados e responder a processos disciplinares e penais.

Os envolvidos podem ser enquadrados por crimes como fraude em concurso público, organização criminosa, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal informou que, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Gestão e Inovação, está ampliando os mecanismos de fiscalização para garantir mais segurança, transparência e integridade nos concursos realizados em todo o país, inclusive no CNU, que foi aplicado em outubro do ano passado.

provas identificadas página a página com códigos de barra específicos para cada candidato;⁠o número do tipo de prova não será revelado nem durante a aplicação, mas somente quando os gabaritos forem divulgados;⁠haverá detectores de metal em todas as salas e em todos os banheiros dos locais de prova;detectores de ponto eletrônico serão utilizados sob orientação policial em todos os municípios;⁠⁠a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e as Polícias Militares estaduais atuarão de forma ampliada na escolta de provas, enquanto a Força Nacional, em conjunto com as PMs estaduais, está garantindo a guarda das provas nos locais de armazenamento.

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Amazon interrompe serviços no Bahrein após ação de drones

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/03/2026 02:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,240-1,29%Dólar TurismoR$ 5,444-1,37%Euro ComercialR$ 6,085-0,82%Euro TurismoR$ 6,343-0,78%B3Ibovespa181.932 pts3,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,240-1,29%Dólar TurismoR$ 5,444-1,37%Euro ComercialR$ 6,085-0,82%Euro TurismoR$ 6,343-0,78%B3Ibovespa181.932 pts3,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,240-1,29%Dólar TurismoR$ 5,444-1,37%Euro ComercialR$ 6,085-0,82%Euro TurismoR$ 6,343-0,78%B3Ibovespa181.932 pts3,24%Oferecido por

A Amazon informou que a Amazon Web Services (AWS) no Bahrein foi "interrompida" em meio ao atual conflito no Oriente Médio.

A interrupção se deve a uma atividade de drones na área da empresa, disse um porta-voz da Amazon após uma consulta da Reuters. A Amazon afirmou que está ajudando na migração de clientes para regiões alternativas da AWS enquanto trabalha na recuperação sem detalhar exatamente o que ocorreu.

No início do mês, um data center da Amazon nos Emirados Árabes Unidos enfrentou interrupção de energia após ser atingidos por um "objetos não identificados".

O impacto aconteceu no domingo (1º) e causou um incêndio, o que forçou autoridades a desligarem a energia do local. Na ocasião, os serviços no Bahrein também foram impactados.

Logotipo da Amazon Web Services (AWS) durante evento na capital da Índia em 8 de outubro de 2025. — Foto: REUTERS/Anushree Fadnavis/Foto de arquivo

A interrupção afetou cerca de uma dúzia de serviços centrais de computação em nuvem, e a empresa orientou clientes a fazer backup de dados críticos e transferir operações para servidores localizados em regiões da AWS não afetadas.

As gigantes da tecnologia dos EUA têm posicionado os Emirados Árabes Unidos como um centro regional para computação de inteligência artificial, essencial para impulsionar serviços como o ChatGPT.

Em novembro, a Microsoft anunciou que planeja aumentar seu investimento total nos Emirados Árabes Unidos para US$ 15 bilhões até o final de 2029 e que utilizará a Nvidia.

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