RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Entenda a proposta que amplia isenção do IR e taxa ricos

Fonte: G1 Imposto de Renda | Publicado em: 26/03/2026 03:15

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,220-0,65%Dólar TurismoR$ 5,430-0,73%Euro ComercialR$ 6,035-0,86%Euro TurismoR$ 6,282-1,05%B3Ibovespa185.424 pts1,6%MoedasDólar ComercialR$ 5,220-0,65%Dólar TurismoR$ 5,430-0,73%Euro ComercialR$ 6,035-0,86%Euro TurismoR$ 6,282-1,05%B3Ibovespa185.424 pts1,6%MoedasDólar ComercialR$ 5,220-0,65%Dólar TurismoR$ 5,430-0,73%Euro ComercialR$ 6,035-0,86%Euro TurismoR$ 6,282-1,05%B3Ibovespa185.424 pts1,6%Oferecido por

A Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira (01), por unanimidade, o texto-base do projeto de lei (PL) que prevê isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas com renda mensal de até R$ 5 mil e desconto para quem ganha até R$ 7.350 mensais.

A proposta, encaminhada pelo governo federal, terá ainda de ser aprovada pelo Senado e depois sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para entrar em vigor, em 2026.

A redução do IR foi uma das principais promessas de campanha de Lula em 2022, e o projeto foi enviado para a Câmara em março deste ano.

A forte pressão popular que se formou em torno da chamada PEC da Blindagem, que mobilizou manifestações nas ruas e nas redes sociais, acabou criando um ambiente político favorável à medida. O governo também fez uma campanha intensa de comunicação, sobretudo nas redes sociais, ressaltando a desigualdade na tributação entre pobres e ricos no Brasil.

Segundo o governo, a desoneração do IR deve beneficiar até 26,6 milhões de pessoas, o que representa 65% dos contribuintes. O custo estimado da isenção para até R$ 5 mil é de R$ 25,8 bilhões, o que será compensado pela criação de um imposto mínimo sobre a alta renda.

"Um dia histórico. Começamos a enfrentar nossa principal chaga: nossa inaceitável desigualdade", escreveu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na rede social X.

O presidente Lula comemorou a medida como uma "vitória em favor da justiça tributária e do combate à desigualdade no Brasil" e agradeceu ao presidente da Câmara, Hugo Motta, e ao relator do texto, o deputado Arthur Lira, pela aprovação.

A tabela do Imposto de Renda funciona de forma progressiva – o brasileiro passa a pagar um imposto maior à medida que seus rendimentos crescem, como uma escada.

Atualmente, são isentos do imposto quem ganha até R$ 3.036. Acima desse valor, a tributação começa a ser cobrada em "faixas", que chegam a 27,5% de imposto.

Caso seja aprovado no Senado, o projeto determina que, em 2026, quem ganha até R$ 5 mil não precisará pagar IR. A isenção garantiria um desconto mensal de até R$ 312,89. Quem ganha de R$ 5.000,01 a R$ 7.350,00 terá de pagar menos imposto, e esse desconto pode chegar a até R$ 978,62.

Para os que ganham mais de R$ 7.350 por mês, nada muda – continua valendo a tabela atual de cobrança do imposto.

Em resumo, haverá dois sistemas de tributação: um para quem ganha até R$ 7.350 e outro para quem recebe mais que isso.

Para compensar o impacto da medida aos cofres públicos, o projeto prevê a tributação das pessoas com rendimentos acima de R$ 50 mil por mês (R$ 600 mil por ano), com uma alíquota progressiva de até 10%.

O valor efetivo será calculado com base em toda a renda do contribuinte e no que já foi recolhido. O chamado imposto mínimo recairá também sobre lucros e dividendos, que hoje são isentos do IR. A alíquota máxima de 10% incidirá para quem recebe anualmente a partir de R$ 1,2 milhão por ano.

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida atingirá cerca de 141 mil pessoas, o que representa 0,13% dos contribuintes. Eles atualmente pagam de forma efetiva, em média, apenas 2,5% de IR.

Quem tem o salário como única fonte de renda não será afetado, pois continua enquadrado na tabela progressiva do IR, pagando a alíquota máxima de 27,5%.

O novo imposto entrará em cena sempre que a cobrança regular estiver abaixo do piso estabelecido. Por exemplo, quem ganha mais de R$ 1,2 milhão e paga 2,5% de imposto, terá de pagar mais 7,5% para chegar aos 10%.

Parlamentares da oposição e de parte do centrão articularam uma derrubada da taxação dos mais ricos, mas a proposta do governo foi mantida no texto aprovado. Ela é essencial para isenção da base da pirâmide, uma vez que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) exige uma compensação para medidas com impacto negativo no Orçamento.

Segundo um estudo do Ministério da Fazenda, sem a criação do imposto mínimo para as altas rendas, o problema iria além do desequilíbrio das contas públicas, agravando ainda a desigualdade no país.

O relator do projeto, deputado Arthur Lira, estima que haverá ainda uma sobra de R$ 12,7 bilhões até 2027 com a taxação. Em seu parecer, Lira destinou esses recursos para compensar a redução da alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), instituída pela Reforma Tributária.

Não ficarão sujeitos à incidência do imposto sobre a renda na fonte os lucros e dividendos relativos a resultados apurados até 2025, e cuja distribuição tenha sido aprovada até 31 de dezembro de 2025.

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Isenção do IR: como é hoje e como podem ficar as alíquotas por faixa de renda com o novo projeto

Fonte: G1 Imposto de Renda | Publicado em: 26/03/2026 03:15

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,220-0,65%Dólar TurismoR$ 5,430-0,73%Euro ComercialR$ 6,035-0,86%Euro TurismoR$ 6,282-1,05%B3Ibovespa185.424 pts1,6%MoedasDólar ComercialR$ 5,220-0,65%Dólar TurismoR$ 5,430-0,73%Euro ComercialR$ 6,035-0,86%Euro TurismoR$ 6,282-1,05%B3Ibovespa185.424 pts1,6%MoedasDólar ComercialR$ 5,220-0,65%Dólar TurismoR$ 5,430-0,73%Euro ComercialR$ 6,035-0,86%Euro TurismoR$ 6,282-1,05%B3Ibovespa185.424 pts1,6%Oferecido por

A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (1º), um projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil por mês. A proposta segue agora para análise do Senado Federal e, se aprovada, será encaminhada à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Pelo texto, a isenção do IR passará dos atuais R$ 3.036 (equivalente a dois salários mínimos) para R$ 5 mil mensais — ou R$ 60 mil por ano. Além disso, trabalhadores que ganham até R$ 7.350 por mês terão direito a um desconto parcial na tributação. Caso seja aprovado ainda neste ano, a expectativa é que as novas medidas passem a valer já em 2026 — ou seja, terão efeito na declaração feita em 2027.

O projeto aprovado também prevê medidas para compensar a perda de arrecadação. Nesse sentido, a Receita Federal passará a tributar contribuintes de alta renda, definidos pelo governo como “super-ricos” — pessoas com rendimentos mensais acima de R$ 50 mil (equivalente a R$ 600 mil anuais).

Atualmente, a tabela do IR funciona de forma progressiva: conforme a renda aumenta, o contribuinte paga mais imposto sobre a parcela que excede cada faixa. Hoje, quem ganha até R$ 3.036 está isento; acima desse valor, a tributação passa a incidir em alíquotas progressivas que chegam a 27,5%.

Quem ganha até R$ 5 mil já está sujeito ao pagamento de IR, podendo chegar à alíquota máxima de 27,5%.

Segundo cálculos de Igor Montalvão, advogado, professor, sócio e diretor-jurídico do Montalvão & Souza Lima Advocacia de Negócios, a partir do Simulador de Alíquota Efetiva da Receita Federal, uma pessoa que recebe R$ 5 mil paga aproximadamente R$ 335,15 de IRPF mensal.

Trabalhadores com salário de até R$ 5 mil por mês ficarão totalmente isentos de IR. Veja mais abaixo, na calculadora do g1, o que muda para cada salário.

Atualmente, o contribuinte paga mais imposto conforme a renda aumenta. Veja a tabela progressiva do Imposto de Renda :

Na nova proposta, os contribuintes nesta faixa de renda terão um desconto parcial, reduzindo a carga efetiva em relação ao modelo vigente. A ideia é que a cobrança seja progressivamente menor para quem ganha até R$ 7.350.

Esse desconto, no entanto, ainda será regulamentado pelo governo, que definirá a forma exata de aplicação dessa transição.

Vale a tabela progressiva do Imposto de Renda com alíquota de 27,5%. Quem recebe R$ 7.350, por exemplo, paga atualmente cerca de R$ 1.125,24 mensais.

Quem ganha acima de R$ 50 mil por mês está sujeito à tabela progressiva do IR (até 27,5% sobre salários), mas pode reduzir o valor devido por meio de deduções. Lucros e dividendos são isentos.

Segundo Wagner Pagliato, coordenador do curso de ciências contábeis da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), e do Núcleo de Apoio Contábil e fiscal (NAF), a grande novidade no projeto aprovado ontem pela Câmara dos Deputados recai sobre os contribuintes de renda muito elevada.

Segundo o projeto de lei 1087/25, pessoas físicas com renda anual superior a R$ 600 mil — o equivalente a mais de R$ 50 mil por mês — estarão sujeitas a uma tributação mínima de até 10%, aplicada apenas sobre o valor que exceder esse limite.

Dessa forma, quem recebe um pouco acima do limite pagará uma alíquota reduzida, e o valor do imposto aumentará de forma gradual conforme a renda cresce. Veja abaixo:

🔎 A nova tributação recai sobre lucros e dividendos, que hoje são isentos do Imposto de Renda. Já quem tem apenas o salário como fonte de renda não será afetado, pois continua sujeito à tabela progressiva do IR, com retenção em folha de até 27,5%.

O mesmo vale para rendimentos maiores que R$ 100 mil por mês: continuam sujeitos à alíquota máxima de 27,5%, mas, com a regra do imposto mínimo de até 10% sobre os ganhos.

"A medida busca aliviar a carga sobre a baixa e a média renda, ao mesmo tempo em que estabelece um piso de contribuição para os mais ricos. É uma tentativa de promover maior equilíbrio e justiça tributária. Agora, o texto segue para análise do Senado, onde pode sofrer ajustes antes de entrar em vigor", afirma Wagner Pagliato.

Um profissional com renda de R$ 50.001 mensais, que não seja tributado pelo IRPF, pagará R$ 501; assim como um profissional de renda R$ 100.001 mensais, pagará R$ 10.001 de Imposto de Renda.

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Milionários pagarão mesmo IR de professores e policiais com proposta de Lula: ‘É um avanço, mas insuficiente’

Fonte: G1 Imposto de Renda | Publicado em: 26/03/2026 03:15

Economia Imposto de renda Milionários pagarão mesmo IR de professores e policiais com proposta de Lula: 'É um avanço, mas insuficiente' Reforma que caminha para ser aprovada no Congresso não vai alterar tributação da classe média. Por Mariana Schreiber

Mesmo com a esperada aprovação de uma reforma do Imposto de Renda (IR) que aumentará a taxação de milionários, esse grupo continuará pagando uma tributação similar ou mesmo menor que setores da classe média.

Segundo o levantamento, feito a pedido da BBC New Brasil a partir de dados oficiais, categorias como bombeiros, policiais militares e professores pagam, em média, mais de 10% de sua renda em IR.

Ou seja, é uma alíquota efetiva maior do que o imposto mínimo de até 10% que será pago por milionários caso a reforma do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja aprovada no Congresso.

A alíquota efetiva é o quanto da renda total foi de fato consumida com o IR. Brasileiros ricos têm, em geral, alíquotas menores, porque parte de sua renda é isenta.

Mesmo com a esperada aprovação de uma reforma do Imposto de Renda (IR) que aumentará a taxação de milionários, esse grupo continuará pagando uma tributação similar ou mesmo menor que setores da classe média, mostram dados do Sindifisco Nacional, sindicato que representa os auditores-fiscais da Receita Federal.

Segundo o levantamento, feito a pedido da BBC New Brasil a partir de dados oficiais, categorias como bombeiros, policiais militares e professores pagam, em média, mais de 10% de sua renda em IR.

Ou seja, é uma alíquota efetiva maior do que o imposto mínimo de até 10% que será pago por milionários caso a reforma do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja aprovada no Congresso.

A alíquota efetiva é o quanto da renda total foi de fato consumida com o IR. Brasileiros ricos têm, em geral, alíquotas menores, porque parte de sua renda é isenta. É o caso, por exemplo, dos dividendos (lucros distribuídos por empresas a seus acionistas), que deixaram de ser tributados no Brasil em 1996.

No início do governo, a ideia do Ministério da Fazenda era fazer uma ampla reforma do Imposto de Renda para mudar isso. Mas, diante das dificuldades em aprovar uma reforma que mexeria com muitos interesses, a gestão Lula optou pelo imposto mínimo, como forma de taxar parte das rendas isentas das pessoas mais ricas.

"O imposto mínimo de 10% é sem dúvida um avanço em direção à justiça tributária, mas é muito insuficiente, inclusive pensando nos padrões internacionais de tributação dos mais ricos", afirma Carolina Gonçalves, coordenadora de Justiça Social e Econômica da Oxfam Brasil.

Ela ressalta que apenas dois países no mundo, além do Brasil, não tributam dividendos: Letônia e Estônia.

"Essa realidade nos permite afirmar com tranquilidade que, no Brasil, os milionários pagam muito menos imposto do que em qualquer outro país do mundo, porque a imensa maioria dos super-ricos atuam no mercado financeiro, portanto, a sua renda é a renda do capital [como dividendos], que não é tributada aqui", ressaltou.

Segundo a proposta do governo, o valor a ser arrecadado com o imposto mínimo servirá para ampliar a isenção do IR para pessoas com ganho de até R$ 5 mil por mês e reduzir o imposto dos que ganham até R$ 7.350.

A reforma ganhou o aval unânime da Câmara dos Deputados no início de outubro e precisa ser aprovada no Senado até dezembro para entrar em vigor no próximo ano. A expectativa do governo é que a mudança seja um trunfo eleitoral na campanha de Lula pela reeleição.

O imposto mínimo proposto terá uma alíquota progressiva, que começará em zero para os que ganham a partir de R$ 50 mil ao mês (R$ 600 mil ao ano) e chegará ao patamar máximo, de 10%, para os que ganham acima de R$ 100 mil ao mês (R$ 1,2 milhão ao ano).

Funcionará assim: no ajuste anual do Imposto de Renda, será calculado quanto a pessoa pagou de fato de sua renda em IR.

Caso o contribuinte tenha declarado renda de R$ 2 milhões, por exemplo, mas tenha pago apenas 5% de sua renda em imposto (R$ 100 mil), ele terá que pagar mais 5% para que sua alíquota efetiva chegue ao mínimo de 10%.

O Ministério da Fazenda afirma que a reforma beneficiará 14 milhões de pessoas e arrecadará mais de apenas 141 mil contribuintes.

Segundo estimativas do economista Sergio Gobetti, os principais afetados serão os milionários, pois pessoas com renda acima de R$ 600 mil ao ano e abaixo de R$ 1 milhão, já pagam, em média, mais que a alíquota mínima a ser criada.

Uma parcela dos ricos, porém, conseguiu ficar de fora do futuro imposto mínimo. Conforme a BBC News Brasil revelou em julho, a proposta do governo foi alterada na Câmara para proteger grandes fazendeiros do novo tributo.

Com a mudança no projeto de lei, produtores rurais que declaram seu IR como pessoa física na modalidade de lucro presumido continuarão pagando imposto apenas sobre 20% do seu faturamento, mantendo a maioria dos seus ganhos isentos, mesmo quando tiveram renda anual acima de R$ 600 mil.

Dados do Sindifisco confirmam que a categoria tem uma tributação menor. Produtores rurais pagaram alíquota efetiva média de apenas 4,66% em 2023. Naquele ano, a categoria declarou, em média, renda total de R$ 331,7 mil.

Como comparação, professores de ensino fundamental declararam, em média, menos de um terço dos ganhos dos produtores (R$ 104,7 mil), mas pagaram o dobro de alíquota efetiva (9,76%).

Apesar das limitações da reforma do IR, o economista sérvio-americano Branko Milanovic, um dos maiores especialistas em desigualdade do mundo, acredita que as mudanças impactarão a distribuição de renda.

"Não há qualquer dúvida de que a reforma reduziria a desigualdade [caso seja aprovada]", afirmou, em entrevista recente à BBC News Brasil.

Críticos da maior taxação dos ricos dizem que a medida provocaria uma fuga de capitais do país, argumento contestado por apoiadores da mudança.

"A pergunta que se deve fazer, e eu realmente não sei a resposta, é se essa ameaça da chamada 'greve de capital' ou de saída de capital do país é uma ameaça real ou não", disse Milanovic.

"Muitas vezes isso foi usado como uma ameaça, mas na realidade isso não se concretizou, porque essas pessoas ainda ganham mais dinheiro no Brasil do que colocando o dinheiro em outro lugar."

Dados da Receita obtidos pela BBC News Brasil contrariam a ideia de que o aumento de impostos leva a uma fuga de milionários do país.

Embora o número de milionários que deixam o Brasil a cada ano venha aumentando desde o fim da pandemia, menos de 1% fazem isso, e esse percentual está em queda desde 2017.

O Sindifisco analisou as declarações de IR de 2023 — dado mais recente disponibilizado pela Receita — para calcular quanto cada profissão pagou em média de imposto naquele ano.

O levantamento mostra que categorias de ganho intermediário pagam mais de 10% de alíquota efetiva de IR, imposto maior do que a média cobrada hoje de milionários no país.

Esses grupos não são afetados pela reforma proposta por Lula e, portanto, mesmo com sua esperada aprovação no Congresso, vão continuar pagando taxas mais altas ou similares a grupos mais ricos.

Isso porque essas categorias declararam, em média, renda acima de R$ 7.350 ao mês, o limite de ganhos que será desonerado pela proposta do governo.

Professores de ensino médio, por exemplo, pagaram em média 10,5% de IR em 2023 (dado mais recente disponível), segundo o Sindifisco.

Naquele ano, a categoria declarou, em média, uma renda total R$ 121,7 mil, ou seja, a soma dos salários, incluindo o 13º, e eventuais outros ganhos. O valor corresponde a cerca de R$ 10 mil ao mês.

Outras categorias registram situações semelhantes em 2023, com rendas médias anuais inferiores a R$ 160 mil (cerca de R$ 13 mil ao mês) e alíquotas efetivas de IR acima de 10%.

É o caso de policiais militares (renda de R$ 133,5 mil e alíquota de 10,67%), bombeiros militares (renda de R$ 157,1 mil e alíquota de 12,16%), técnicos em metalmecânica (renda de R$ 122,5 mil e alíquota de 11,25%), geógrafos (renda de R$ 148,8 mil e alíquota de 10,97%) e bibliotecários (renda de R$ 143 mil e alíquota de 11,07%).

Há também categorias com ganhos médios anuais ainda menores pagando quase 10% em Imposto de Renda, como bancários (renda de R$ 105,6 mil e alíquota de 9,16%), assistentes sociais (renda de R$ 107,7 mil e alíquota de 9,64%) e enfermeiros com nível superior, nutricionistas e farmacêuticos (renda de R$ 111,8 mil e alíquota de 9,88%).

Alíquota efetiva média paga em 2023 — Foto: Fonte: elaboração do Sindifisco a partir de dados da Receita Federal

Segundo o Sindifisco, contribuintes de classe média, como essas categorias, vêm pagando cada vez mais IR nas últimas duas décadas devido ao congelamento da tabela do Imposto de Renda, que tem ficado defasada em relação à inflação.

Em contraste, milionários têm pagado cada vez menos devido ao aumento dos ganhos com rendas que são isentas de tributação, como os dividendos.

O levantamento do sindicato mostra, por exemplo, que pessoas com renda entre 80 e 320 salários mínimos em 2023 (de R$ 1,267 milhão a R$ 5,068 milhões em valores daquele ano) pagavam alíquota média efetiva de 6,11%.

Já os contribuintes com ganhos acima de 320 salários mínimos por mês em 2023 — o equivalente a R$ 5,068 milhões naquele ano — pagaram, em média, uma alíquota efetiva de 4,34%.

É menos da metade do que pagaram aqueles com ganhos mensais entre 5 e 30 salários mínimos (uma renda anual entre R$ 79,2 mil e R$ 475,2 mil em 2023), que foram tributados, em média, em 9,85% no mesmo ano.

Os dados históricos calculados pelo Sindifisco mostram que a situação era diferente em 2007, quando classe média e milionários tinham alíquotas efetivas próximas, sendo que os mais ricos pagavam um pouco mais.

Naquele ano, os contribuintes com ganho mensal acima de 320 salários mínimos pagavam, em média, alíquota efetiva de 6,9%. E o grupo com renda mensal entre 5 e 30 salários mínimos tinha uma taxa efetiva média de 6,3%.

Para o presidente do Sindifisco, Dão Real, a reforma que o governo tenta aprovar no Congresso "resolve parcialmente" as distorções da tributação de renda no Brasil.

Segundo ele, o ideal seria que as alíquotas efetivas fossem progressivas, ou seja, quanto maior a renda, maior o IR pago.

O Sindifisco apresentou ao Congresso uma proposta em que o imposto mínimo sobre os mais ricos teria alíquota maior, de até 15%, o que cobriria a desoneração de rendas intermediárias.

O governo, porém, avaliou que haveria mais resistências à criação do imposto mínimo se a alíquota fosse maior.

Por outro lado, ressalta Dão Real, a proposta interromperá a alta do IR sobre os contribuintes de menor renda, aumento também provocado pelo congelamento da tabela.

Segundo o levantamento do Sindifisco, a alíquota efetiva média dos declarantes com renda de até cinco salários mínimos era de 2,66% em 2023, cerca de 12 vezes maior que a de 2007 (0,22%).

Caso seja aprovada a isenção para rendas de até R$ 5 mil e a tributação menor para rendas de até 7.350, a alíquota média paga pelos que ganham até cinco salários mínimos (atualmente R$ 7.590) terá forte redução.

"Ou seja, a proposta do governo vai mexer nos dois extremos: vai derrubar a alíquota efetiva dos que ganham até cinco salários mínimos e subir a dos mais ricos", destaca Dão Real.

A tributação da renda dos contribuintes mais ricos apresentou tendência de queda nas duas últimas décadas, recuando quase 40% entre 2007 e 2023.

Segundo o presidente do Sindifisco, o aumento dos ganhos com rendas isentas como dividendos é um processo que já vinha ocorrendo antes, mas se intensificou recentemente, após a pandemia de covid-19.

Ele diz que ainda não está claro a correlação desse processo com a pandemia, mas os dados mostram que, nesse período, os lucros das empresas cresceram mais que outras rendas.

"Há um crescimento muito expressivo. Quando comparamos o ano de 2020 com o ano de 2023, a gente vê que a renda de lucros e dividendos cresceu 43% e as rendas totais cresceram 31%. Então, a renda isenta cresce mais do que o crescimento normal das rendas totais", ressalta.

Na outra ponta, nota ele, o fato de a tabela do Imposto de Renda estar há muitos anos sem ser atualizada pela inflação explica o aumento da alíquota efetiva para grupos de renda média e baixa.

Como os salários costumam ter algum reajuste anual para compensar a inflação, trabalhadores acabam subindo de faixa de contribuição e passam a pagar mais IR, mesmo que seu poder de compra não tenha necessariamente aumentado.

Desde 2009, a tabela brasileira tem cinco faixas de renda. O limite atual de isenção para todos os brasileiros é de R$ 2.259 e, nos ganhos acima disso, são cobradas alíquotas progressivas, que variam de de 7,5% a 27,5%.

Com o mecanismo de "desconto simplificado" adotado pelo governo Lula desde 2023, na prática, a isenção já beneficia quem ganha até dois salários mínimos (R$ 3.036).

Já a taxa mais alta, de 27,5%, incide sobre ganhos mensais acima de R$ 4.664.68 — esse valor é o mesmo desde 2015, por exemplo.

"O congelamento da tabela faz com que todas as rendas tributáveis paguem a cada ano um pouco mais de imposto", ressalta Dão Real.

"No entanto, quando a gente coloca as rendas totais, a gente vê que a alíquota efetiva, que deveria subir sempre em um congelamento na tabela, está caindo para as altas rendas. E essa redução para as altas rendas se dá pela elevação da renda isenta", reforçou.

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Imposto de Renda: Receita abre consulta ao lote residual da restituição nesta semana; veja como fazer

Fonte: G1 Imposto de Renda | Publicado em: 26/03/2026 03:15

Economia Imposto de renda Imposto de Renda: Receita abre consulta ao lote residual da restituição nesta semana; veja como fazer Ao todo, 248.894 contribuintes serão contemplados, no valor total de R$ 602,9 milhões. Por Redação g1 — São Paulo

A Receita Federal vai abrir a consulta ao lote residual de restituições do Imposto de Renda do mês de outubro de 2025 a partir das 10h de sexta-feira (24).

Esse lote contempla restituições de declarações de 2025 transmitidas fora do prazo e com pendências solucionadas pelos contribuintes, além de restituições residuais de exercícios anteriores.

Desse total, R$ 349,3 milhões serão destinados a contribuintes que têm prioridade legal no recebimento.

A Receita Federal vai abrir a consulta ao lote residual de restituições do Imposto de Renda do mês de outubro de 2025 a partir das 10h da próxima sexta-feira (24). Os pagamentos serão feitos em 31 de outubro. (Veja mais abaixo como fazer a consulta)

Esse lote contempla restituições de declarações de 2025 transmitidas fora do prazo e com pendências solucionadas pelos contribuintes, além de restituições residuais de exercícios anteriores.

Ao todo, 248.894 contribuintes serão contemplados, no valor total de R$ 602,9 milhões. Desse total, R$ 349,3 milhões serão destinados a contribuintes que têm prioridade legal no recebimento.

6.627 idosos acima de 80 anos36.714 contribuintes entre 60 e 79 anos5.040 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave10.871 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério158.775 contribuintes que receberam prioridade por utilizarem a declaração pré-preenchida e/ou optarem por receber a restituição via PIX;

Assim que a consulta estiver disponível, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet e clicar na opção "Meu Imposto de Renda". Em seguida, basta clicar em "Consultar a Restituição".

A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações.

A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina".

Para saber se está na malha fina, os contribuintes também podem acessar o "extrato" do Imposto de Renda no site da Receita Federal no chamado e-CAC (Centro Virtual de Atendimento).

Ao fazer o login, selecione a opção “Meu Imposto de Renda (Extrato da DIRPF)”. Na aba “Processamento”, escolha o item “Pendências de Malha”. Lá, você poderá verificar se sua declaração está na malha fina e verificar qual o motivo pelo qual ela foi retida.

Para acessar o extrato do IR, é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal ou certificado digital emitido por autoridade habilitada.

As restituições de declarações que apresentam inconsistência (em situação de malha) são liberadas apenas depois de corrigidas pelo cidadão, ou após o contribuinte apresentar comprovação de que sua declaração está correta.

Segundo a Receita Federal, o pagamento das restituições será feito apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte, para evitar erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta destino.

Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita ainda oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo agente financeiro Banco do Brasil pelo prazo de um ano da primeira tentativa de crédito.

Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade. Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores de forma simples e rápida pelo Portal Banco do Brasil pelos seguintes meios:

Site, acessando https://www.bb.com.br/irpfLigando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Ao utilizar esse serviço o contribuinte deve informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Após isso, deve-se aguardar nova tentativa de crédito.

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição no prazo de um ano, deverá requerê-lo pelo Portal e-CAC, disponível no site da Receita Federal, acessando o menu Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda e clicando em "Solicitar restituição não resgatada na rede bancária".

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Imposto de Renda: Receita abre consulta ao lote residual da restituição nesta sexta; veja se vai receber

Fonte: G1 Imposto de Renda | Publicado em: 26/03/2026 03:15

Economia Imposto de renda Imposto de Renda: Receita abre consulta ao lote residual da restituição nesta sexta; veja se vai receber Ao todo, 248.894 contribuintes serão contemplados, no valor total de R$ 602,9 milhões. Por Redação g1 — São Paulo

A Receita Federal abre a consulta ao lote residual de restituições do Imposto de Renda do mês de outubro de 2025 a partir das 10h desta sexta-feira (24).

Esse lote contempla restituições de declarações de 2025 transmitidas fora do prazo e com pendências solucionadas pelos contribuintes, além de restituições residuais de exercícios anteriores.

Desse total, R$ 349,3 milhões serão destinados a contribuintes que têm prioridade legal no recebimento.

A Receita Federal abre a consulta ao lote residual de restituições do Imposto de Renda do mês de outubro de 2025 a partir das 10h desta sexta-feira (24). Os pagamentos serão feitos em 31 de outubro. (Veja mais abaixo como fazer a consulta)

Esse lote contempla restituições de declarações de 2025 transmitidas fora do prazo e com pendências solucionadas pelos contribuintes, além de restituições residuais de exercícios anteriores.

Ao todo, 248.894 contribuintes serão contemplados, no valor total de R$ 602,9 milhões. Desse total, R$ 349,3 milhões serão destinados a contribuintes que têm prioridade legal no recebimento.

6.627 idosos acima de 80 anos36.714 contribuintes entre 60 e 79 anos5.040 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave10.871 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério158.775 contribuintes que receberam prioridade por utilizarem a declaração pré-preenchida e/ou optarem por receber a restituição via PIX;

Assim que a consulta estiver disponível, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet e clicar na opção "Meu Imposto de Renda". Em seguida, basta clicar em "Consultar a Restituição".

A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações.

A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina".

Para saber se está na malha fina, os contribuintes também podem acessar o "extrato" do Imposto de Renda no site da Receita Federal no chamado e-CAC (Centro Virtual de Atendimento).

Ao fazer o login, selecione a opção “Meu Imposto de Renda (Extrato da DIRPF)”. Na aba “Processamento”, escolha o item “Pendências de Malha”. Lá, você poderá verificar se sua declaração está na malha fina e verificar qual o motivo pelo qual ela foi retida.

Para acessar o extrato do IR, é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal ou certificado digital emitido por autoridade habilitada.

As restituições de declarações que apresentam inconsistência (em situação de malha) são liberadas apenas depois de corrigidas pelo cidadão, ou após o contribuinte apresentar comprovação de que sua declaração está correta.

Segundo a Receita Federal, o pagamento das restituições será feito apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte, para evitar erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta destino.

Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita ainda oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo agente financeiro Banco do Brasil pelo prazo de um ano da primeira tentativa de crédito.

Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade. Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores de forma simples e rápida pelo Portal Banco do Brasil pelos seguintes meios:

Site, acessando https://www.bb.com.br/irpfLigando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Ao utilizar esse serviço o contribuinte deve informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Após isso, deve-se aguardar nova tentativa de crédito.

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição no prazo de um ano, deverá requerê-lo pelo Portal e-CAC, disponível no site da Receita Federal, acessando o menu Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda e clicando em "Solicitar restituição não resgatada na rede bancária".

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Imposto de Renda: Receita paga lote residual da restituição nesta sexta; veja se vai receber

Fonte: G1 Imposto de Renda | Publicado em: 26/03/2026 03:15

Economia Imposto de renda Imposto de Renda: Receita paga lote residual da restituição nesta sexta; veja se vai receber Ao todo, 248.894 contribuintes serão contemplados, no valor total de R$ 602,9 milhões. Por Redação g1 — São Paulo

A Receita Federal começa a pagar nesta sexta-feira (31) o lote residual de restituições do Imposto de Renda do mês de outubro de 2025.

Esse lote contempla restituições de declarações de 2025 transmitidas fora do prazo e com pendências solucionadas pelos contribuintes, além de restituições residuais de exercícios anteriores.

Desse total, R$ 349,3 milhões serão destinados a contribuintes que têm prioridade legal no recebimento.

A Receita Federal começa a pagar o lote residual de restituições do Imposto de Renda do mês de outubro de 2025 nesta sexta-feira (31).

Esse lote contempla restituições de declarações de 2025 transmitidas fora do prazo e com pendências solucionadas pelos contribuintes, além de restituições residuais de exercícios anteriores.

Ao todo, 248.894 contribuintes serão contemplados, no valor total de R$ 602,9 milhões. Desse total, R$ 349,3 milhões serão destinados a contribuintes que têm prioridade legal no recebimento.

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A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações.

A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina".

Para saber se está na malha fina, os contribuintes também podem acessar o "extrato" do Imposto de Renda no site da Receita Federal no chamado e-CAC (Centro Virtual de Atendimento).

Ao fazer o login, selecione a opção “Meu Imposto de Renda (Extrato da DIRPF)”. Na aba “Processamento”, escolha o item “Pendências de Malha”. Lá, você poderá verificar se sua declaração está na malha fina e verificar qual o motivo pelo qual ela foi retida.

Para acessar o extrato do IR, é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal ou certificado digital emitido por autoridade habilitada.

As restituições de declarações que apresentam inconsistência (em situação de malha) são liberadas apenas depois de corrigidas pelo cidadão, ou após o contribuinte apresentar comprovação de que sua declaração está correta.

Segundo a Receita Federal, o pagamento das restituições será feito apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte, para evitar erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta destino.

Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita ainda oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo agente financeiro Banco do Brasil pelo prazo de um ano da primeira tentativa de crédito.

Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade. Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores de forma simples e rápida pelo Portal Banco do Brasil pelos seguintes meios:

Site, acessando https://www.bb.com.br/irpfLigando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Ao utilizar esse serviço o contribuinte deve informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Após isso, deve-se aguardar nova tentativa de crédito.

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição no prazo de um ano, deverá requerê-lo pelo Portal e-CAC, disponível no site da Receita Federal, acessando o menu Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda e clicando em "Solicitar restituição não resgatada na rede bancária".

Há 6 horas Política Inelegível pelo TSECastro ainda pode disputar o Senado? Entenda os recursos possíveis

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IR: calculadoras mostram quanto você deixará de pagar e o que muda para quem tem alta renda

Fonte: G1 Imposto de Renda | Publicado em: 26/03/2026 03:15

Economia Imposto de renda IR: calculadoras mostram quanto você deixará de pagar e o que muda para quem tem alta renda O Senado aprovou nesta quarta o projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Trabalhadores com salário de até R$ 7.350 também serão beneficiados. Medida deverá ser sancionada pelo presidente Lula e entrar em vigor em 2026. Por André Catto, g1 — São Paulo

O Senado aprovou nesta quarta-feira (5) um projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês. O texto deverá ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e entrar em vigor em janeiro de 2026.

Além da isenção de IR para pessoas com renda mensal até R$ 5 mil (R$ 60 mil ao ano), o projeto prevê um desconto progressivamente menor para quem ganha até R$ 7.350 mensais.

Como forma de compensar as reduções no imposto, o texto também estabelece uma cobrança mínima para contribuintes de alta renda, com alíquota progressiva de até 10% para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano. Nada muda para aqueles que já têm desconto em folha. (Leia mais abaixo)

Para entender o impacto real das mudanças, o g1 elaborou, com o apoio da Confirp Contabilidade, duas calculadoras que mostram:

Calculadora da isenção: quanto você vai deixar de pagar de Imposto de Renda.Calculadora da alta renda: qual será a cobrança para ganhos anuais a partir de R$ 600 mil.

Na prática, esses são os valores que deixarão de ser descontados do salário todos os meses a partir de janeiro de 2026, após sanção do presidente Lula.

O ganho para quem tem salário de R$ 5 mil será de R$ 312,89 por mês. Em um ano, considerando também o décimo terceiro salário, a economia pode chegar a R$ 4.067. Na prática, isso representa um aumento anual equivalente a 81,35% do salário de um mês. (Veja exemplos mais abaixo)

O projeto aprovado ainda prevê uma mudança na sistemática de cobrança do IR para quem ganha até R$ 7.350, com desconto progressivamente menor para rendas a partir de R$ 5.001. Com isso, esse público também será beneficiado, mesmo que em menor escala.

Assim, quem recebe R$ 7 mil por mês, por exemplo, deverá ter ganhos de R$ 46,61 mensais e de R$ 605,87 no ano, considerando o décimo terceiro salário.

Já os contribuintes que recebem acima dessa faixa não serão impactados pelas mudanças, pois a tabela progressiva do Imposto de Renda não é alterada pelo projeto. Nada muda também para quem ganha até R$ 3.036 — parcela já isenta pela tabela em vigor.

"Se a pessoa ganhar acima de R$ 7.350, ela não vai ter redução alguma: seguirá a tributação normal da tabela progressiva", pontua Welinton Mota, da Confirp.

O projeto estabelece que pessoas físicas com renda anual acima de R$ 600 mil — o equivalente a mais de R$ 50 mil mensais — estarão sujeitas a uma tributação progressiva sobre lucros e dividendos, que pode chegar a 10% para quem recebe R$ 1,2 milhão ou mais por ano.

Dessa forma, quem recebe um pouco acima do limite pagará uma alíquota reduzida, e o valor do imposto aumentará de forma gradual conforme a renda cresce. (Veja abaixo)

🔎 A nova tributação recai sobre lucros e dividendos, que hoje são isentos do Imposto de Renda. Já quem tem apenas o salário como fonte de renda não será afetado, pois continua sujeito à tabela progressiva do IR, com retenção em folha de até 27,5%.

Conforme mostrou o g1, a cobrança mínima para quem tem alta renda começa em R$ 0,10, valor aplicado a quem ganha R$ 600.001,00 por ano. À medida que a renda aumenta, o imposto também sobe. A alíquota máxima, de 10%, atinge rendimentos a partir de R$ 1,2 milhão ao ano. Veja abaixo:

O texto aprovado permite que os contribuintes de alta renda abatam valores já pagos ao longo do ano a título de Imposto sobre a Renda.

Também prevê que alguns rendimentos, como os obtidos por LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), poderão ser excluídos da base de cálculo do imposto.

Welinton Mota, da Confirp Contabilidade, afirma que a maneira mais eficaz de calcular a nova tributação sobre a alta renda é levar em conta o rendimento anual, e não o valor mensal fixado em R$ 50 mil.

O especialista explica que, segundo o projeto, se o contribuinte receber mais de R$ 50 mil em um mês, será aplicada a alíquota máxima de 10% sobre o valor recebido naquele período.

"Se o lucro ou dividendo ultrapassar R$ 50 mil, será aplicada a alíquota de 10% naquele mês. Se ficar abaixo desse valor, não haverá cobrança", explica. "Por isso, a prestação de contas pode variar, e o que realmente importa é o total anual, não o valor mensal", afirma.

Dessa forma, Mota avalia que, com os descontos mensais aplicados ao longo do ano, é bastante provável que esse perfil de contribuinte consiga restituir boa parte dos valores pagos na declaração anual do Imposto de Renda, no ano seguinte.

"Você vai comparar quanto pagou com o que realmente deveria pagar ao considerar o total anual. Como já houve desconto em alguns meses, possivelmente acima do valor devido, é possível até ter valores a restituir", diz. "O cálculo final, portanto, será feito apenas no ano seguinte."

🔎 Hoje, estão isentos do Imposto de Renda os contribuintes com renda tributável de até R$ 3.036 por mês — equivalente a dois salários mínimos. Com a proposta, essa faixa de isenção será ampliada para rendimentos de até R$ 5 mil mensais.

A ampliação da faixa de isenção do IR foi uma promessa de campanha do presidente Lula. O projeto deve incluir cerca de 10 milhões de contribuintes na lista de isentos a partir de 2026, ano de eleições.

A proposta foi apresentada pelo governo em março deste ano. O Planalto trabalha para concluir a análise do texto até o fim de 2025, para que a nova isenção entre em vigor já em 2026.

A proximidade do prazo para concluir a análise foi um dos fatores que levaram o relator da proposta no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), a não fazer mudanças no conteúdo do projeto aprovado pela Câmara dos Deputados.

Com a provável sanção do presidente Lula, o Brasil deverá ter mais de 26,6 milhões de contribuintes isentos do Imposto de Renda em 2026 — cerca de 65% dos declarantes.

mais de 15,2 milhões de declarantes isentos atualmente;quase 2 milhões de pessoas isentas pela Lei n.º 15.191/25, que eleva a atual faixa de isenção para quem ganha até dois salários-mínimos por mês; equase 10 milhões de contribuintes que passarão a ser isentos com o projeto aprovado.

Em 2026, a isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil terá um impacto estimado de R$ 25,8 bilhões. Foi justamente para compensar a queda na arrecadação que o Congresso manteve a proposta do governo de aplicar alíquota progressiva de até 10% sobre rendimentos anuais superiores a R$ 600 mil.

Com a progressão do imposto, a alíquota máxima para pessoas de alta renda será aplicada a quem tiver ganhos anuais a partir de R$ 1,2 milhão. Segundo o projeto, a cobrança não irá atingir contribuintes que já pagam a alíquota de 27,5% do IR — ou seja, que já têm esse desconto em folha.

"Atualmente, os lucros e dividendos são isentos do IR. O projeto prevê que, a partir de 2026, eles sejam tributados em 10%, desde que a distribuição mensal para um mesmo sócio da empresa seja acima de R$ 50 mil", explica Welinton Mota, da Confirp Contabilidade.

Em março, o governo federal propôs ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda, a partir de 2026, de R$ 3.036 (dois salários mínimos) para R$ 5 mil.Além de ampliar a faixa de isenção, a equipe econômica também propôs uma isenção parcial para valores entre R$ 5 mil e R$ 7 mil por mês.Para compensar a perda de arrecadação com a ampliação da faixa de isenção do IR para rendimentos até R$ 5 mil mensais, o governo pretende taxar quem tem alta renda — ou seja, aqueles com ganhos mensais superiores a R$ 50 mil (equivalente a R$ 600 mil por ano).O projeto do governo, relatado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), impede que a cobrança sobre dividendos de pessoa física e empresa supere 34% para empresas e 45% para financeiras.Em paralelo, havia outro projeto de isenção do IR em tramitação no Senado, apresentado por Renan Calheiros (PP-AL). O texto, originalmente apresentado em 2019, foi resgatado sob o argumento de que o texto da Câmara estava parado.Uma disputa política entre Lira e Renan foi o pano de fundo da articulação dos projetos. Os dois devem concorrer ao Senado em 2026.

Imposto de Renda 2023: prazo para declaração vai de 15 de março a 31 de maio. — Foto: Marcos Serra/ g1

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Imposto de Renda: Receita abre nesta sexta consultas a lote residual de restituições de quase R$ 500 milhões

Fonte: G1 Imposto de Renda | Publicado em: 26/03/2026 03:15

Economia Imposto de renda Imposto de Renda: Receita abre nesta sexta consultas a lote residual de restituições de quase R$ 500 milhões Restituição será paga a quem caiu na malha fina na declaração nos últimos anos e regularizou situação. Depósito será em 28 de novembro; 214 mil contribuintes receberão valores. Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

A Receita Federal informou que abre nesta sexta-feira (21), a partir das 10h, as consultas a um lote residual de restituições do Imposto de Renda de Pessoa Física 2025, referente ao ano-base 2024, e também relativa a anos anteriores.

Os lotes residuais são os de contribuintes que caíram na malha fina do IR, ou seja, que ficarem retidas por conta de inconsistências, mas que regularizaram as pendências.

Ao todo, 214,3 mil contribuintes receberão R$ 494 milhões em 28 de novembro, de acordo com a Receita.

Desses, R$ 297 milhões referem-se a contribuintes com prioridade no recebimento dos valores (idosos, pessoas com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave e aqueles cuja maior fonte de renda seja o magistério).Outros 138.164 contribuintes receberão com prioridade por terem utilizado a Declaração Pré-preenchida ou optado por receber via PIX. Também foram incluídas 23.602 restituições para contribuintes não prioritários.

"Esses pagamentos representam mais que o cumprimento de uma obrigação fiscal: para muitos beneficiários, especialmente os prioritários, a restituição funciona como reforço de renda essencial, capaz de apoiar despesas médicas, alimentação, educação e cuidados familiares", avaliou a Receita Federal.

De acordo com dados da Receita Federal, 3,97 milhões das declarações do IR 2025 foram retidas para verificações por conta de inconsistências, ou seja, ficaram retidas na malha fiscal.

Até o início de outubro, 66% das declarações já haviam sido liberadas, restando, naquele momento, 1,29 milhão de documentos ainda retidos em malha.

Para saber se há alguma inconsistência ou pendência na declaração do IR, os contribuintes podem acessar o "extrato" do Imposto de Renda no site da Receita Federal, no chamado e-CAC (Centro Virtual de Atendimento).

Para acessar o extrato do IR, é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal ou certificado digital emitido por autoridade habilitada.

As restituições de declarações que apresentam inconsistência (em situação de malha) são liberadas apenas depois de corrigidas pelo cidadão, por meio de uma declaração retificadora do IR, ou após o contribuinte apresentar comprovação ao Fisco de que sua declaração está correta.

Há 6 horas Política Inelegível pelo TSECastro ainda pode disputar o Senado? Entenda os recursos possíveis

Há 2 horas Eleições 2026 TSE confirma eleição indireta para governador do Rio de JaneiroHá 2 horasJustiça EleitoralEleições 2026: partidos têm até 15 de agosto para registrar candidatos

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Isenção do IR: calcule quanto você deixará de pagar e como fica o imposto para a alta renda

Fonte: G1 Imposto de Renda | Publicado em: 26/03/2026 03:15

Economia Imposto de renda Isenção do IR: calcule quanto você deixará de pagar e como fica o imposto para a alta renda Presidente Lula sancionou nesta quarta-feira (26) a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês e prevê descontos para rendas de até R$ 7.350 mensais. Por André Catto, g1 — São Paulo

O presidente Lula sancionou a lei que aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês.

Além da isenção, o texto prevê um desconto progressivamente menor para rendas de até R$ 7.350 mensais.

A medida também estabelece uma cobrança mínima para contribuintes de alta renda, com alíquota progressiva de até 10% para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (26) a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês (R$ 60 mil ao ano).

Além da isenção, o texto prevê um desconto progressivamente menor para rendas de até R$ 7.350 mensais. As novas regras entram em vigor em janeiro de 2026.

Como forma de compensar as reduções no imposto, a medida também estabelece uma cobrança mínima para contribuintes de alta renda, com alíquota progressiva de até 10% para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano. Nada muda para aqueles que já têm desconto em folha. (leia mais abaixo)

Para entender o impacto real das mudanças, o g1 elaborou, com o apoio da Confirp Contabilidade, duas calculadoras que mostram:

Calculadora da isenção: quanto você vai deixar de pagar de Imposto de Renda.Calculadora da alta renda: qual será a cobrança para ganhos anuais a partir de R$ 600 mil.

Na prática, esses são os valores que deixarão de ser descontados do salário todos os meses a partir de janeiro de 2026.

O ganho para quem tem salário de R$ 5 mil será de R$ 312,89 por mês. Em um ano, considerando também o décimo terceiro salário, a economia pode chegar a R$ 4.067. Na prática, isso representa um aumento anual equivalente a 81,35% do salário de um mês. (veja exemplos mais abaixo)

A isenção sancionada hoje ainda prevê uma mudança na sistemática de cobrança do IR para quem ganha até R$ 7.350, com desconto progressivamente menor para rendas a partir de R$ 5.001. Com isso, esse público também será beneficiado, mesmo que em menor escala.

Assim, quem recebe R$ 7 mil por mês, por exemplo, deverá ter ganhos de R$ 46,61 mensais e de R$ 605,87 no ano, considerando o décimo terceiro salário.

Já os contribuintes que recebem acima dessa faixa não serão impactados pelas mudanças, pois a tabela progressiva do Imposto de Renda não é alterada pelo projeto. Nada muda também para quem ganha até R$ 3.036 — parcela já isenta pela tabela em vigor.

"Se a pessoa ganhar acima de R$ 7.350, ela não vai ter redução alguma: seguirá a tributação normal da tabela progressiva", pontua Welinton Mota, da Confirp.

A medida também estabelece que pessoas físicas com renda anual acima de R$ 600 mil — o equivalente a mais de R$ 50 mil mensais — estarão sujeitas a uma tributação progressiva sobre lucros e dividendos, que pode chegar a 10% para quem recebe R$ 1,2 milhão ou mais por ano.

Dessa forma, quem recebe um pouco acima do limite pagará uma alíquota reduzida, e o valor do imposto aumentará de forma gradual conforme a renda cresce. (Veja abaixo)

🔎 A nova tributação recai sobre lucros e dividendos, que hoje são isentos do Imposto de Renda. Já quem tem apenas o salário como fonte de renda não será afetado, pois continua sujeito à tabela progressiva do IR, com retenção em folha de até 27,5%.

Conforme mostrou o g1, a cobrança mínima para quem tem alta renda começa em R$ 0,10, valor aplicado a quem ganha R$ 600.001,00 por ano. À medida que a renda aumenta, o imposto também sobe. A alíquota máxima, de 10%, atinge rendimentos a partir de R$ 1,2 milhão ao ano. Veja abaixo:

A lei sancionada nesta quarta-feira prevê que alguns rendimentos, como os obtidos por LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), poderão ser excluídos da base de cálculo do imposto.

Welinton Mota, da Confirp Contabilidade, afirma que a maneira mais eficaz de calcular a nova tributação sobre a alta renda é levar em conta o rendimento anual, e não o valor mensal fixado em R$ 50 mil.

O especialista explica que, segundo o projeto, se o contribuinte receber mais de R$ 50 mil em um mês, será aplicada a alíquota máxima de 10% sobre o valor recebido naquele período.

"Se o lucro ou dividendo ultrapassar R$ 50 mil, será aplicada a alíquota de 10% naquele mês. Se ficar abaixo desse valor, não haverá cobrança", explica. "Por isso, a prestação de contas pode variar, e o que realmente importa é o total anual, não o valor mensal", afirma.

Dessa forma, Mota avalia que, com os descontos mensais aplicados ao longo do ano, é bastante provável que esse perfil de contribuinte consiga restituir boa parte dos valores pagos na declaração anual do Imposto de Renda, no ano seguinte.

"Você vai comparar quanto pagou com o que realmente deveria pagar ao considerar o total anual. Como já houve desconto em alguns meses, possivelmente acima do valor devido, é possível até ter valores a restituir", diz. "O cálculo final, portanto, será feito apenas no ano seguinte."

🔎 Hoje, estão isentos do Imposto de Renda os contribuintes com renda tributável de até R$ 3.036 por mês — equivalente a dois salários mínimos. Com a nova medida, essa faixa de isenção será ampliada para rendimentos de até R$ 5 mil mensais.

A ampliação da faixa de isenção do IR foi uma promessa de campanha do presidente Lula. O projeto deve incluir cerca de 10 milhões de contribuintes na lista de isentos a partir de 2026, ano de eleições. A proposta foi apresentada pelo governo em março deste ano.

Com a sanção do presidente Lula, o Brasil terá mais de 26,6 milhões de contribuintes isentos do Imposto de Renda em 2026 — cerca de 65% dos declarantes.

mais de 15,2 milhões de declarantes isentos atualmente;quase 2 milhões de pessoas isentas pela Lei n.º 15.191/25, que eleva a atual faixa de isenção para quem ganha até dois salários-mínimos por mês; equase 10 milhões de contribuintes que passarão a ser isentos com o projeto aprovado.

Em 2026, a isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil terá um impacto estimado de R$ 25,8 bilhões. Foi justamente para compensar a queda na arrecadação que o Congresso manteve a proposta do governo de aplicar alíquota progressiva de até 10% sobre rendimentos anuais superiores a R$ 600 mil.

Com a progressão do imposto, a alíquota máxima para pessoas de alta renda será aplicada a quem tiver ganhos anuais a partir de R$ 1,2 milhão. Segundo a nova diretriz, a cobrança não irá atingir contribuintes que já pagam a alíquota de 27,5% do IR — ou seja, que já têm esse desconto em folha.

"Atualmente, os lucros e dividendos são isentos do IR. O projeto prevê que, a partir de 2026, eles sejam tributados em 10%, desde que a distribuição mensal para um mesmo sócio da empresa seja acima de R$ 50 mil", explica Welinton Mota, da Confirp Contabilidade.

Em março, o governo federal propôs ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda, a partir de 2026, de R$ 3.036 (dois salários mínimos) para R$ 5 mil.Além de ampliar a faixa de isenção, a equipe econômica também propôs uma isenção parcial para valores entre R$ 5 mil e R$ 7 mil por mês.Para compensar a perda de arrecadação com a ampliação da faixa de isenção do IR para rendimentos até R$ 5 mil mensais, o governo pretende taxar quem tem alta renda — ou seja, aqueles com ganhos mensais superiores a R$ 50 mil (equivalente a R$ 600 mil por ano).O projeto do governo, relatado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), impede que a cobrança sobre dividendos de pessoa física e empresa supere 34% para empresas e 45% para financeiras.Em paralelo, havia outro projeto de isenção do IR em tramitação no Senado, apresentado por Renan Calheiros (PP-AL). O texto, originalmente apresentado em 2019, foi resgatado sob o argumento de que o texto da Câmara estava parado.Uma disputa política entre Lira e Renan foi o pano de fundo da articulação dos projetos. Os dois devem concorrer ao Senado em 2026.

Imposto de Renda 2023: prazo para declaração vai de 15 de março a 31 de maio. — Foto: Marcos Serra/ g1

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Mega-Sena pode pagar R$ 17 milhões nesta quinta-feira

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/03/2026 00:49

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 17 milhões nesta quinta-feira Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 2.989 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 17 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (26), em São Paulo.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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