RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Postos e distribuidoras ampliam margens de lucro com diesel em até 70% com a guerra no Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 06:00

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%Oferecido por

Distribuidoras e postos de combustíveis têm aumentado suas margens de lucro mesmo após as medidas anunciadas pelo governo para conter os efeitos do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo.

Nas últimas semanas, o governo anunciou a isenção de impostos federais sobre o diesel, o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo, um incentivo financeiro a produtores e importadores (subvenção) e ações para fiscalizar o repasse dessas medidas ao consumidor. (leia mais aqui)

Ainda assim, um levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) mostra que, desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, as margens de lucro dessas empresas aumentaram, em média, mais de 30% em produtos como diesel S-10, diesel S-500 e gasolina comum.

O diesel S-500, usado principalmente por veículos mais antigos, teve alta de 71,6% no período.No diesel S-10, usado por veículos mais novos, o aumento foi de 45%.Na gasolina comum, a margem de lucro subiu 32,2%.

Os dados utilizados são do Ministério de Minas e Energia (MME), no Relatório Mensal do Mercado de Derivados de Petróleo.

Embora o movimento recente acompanhe a disparada dos preços do petróleo no mercado internacional durante a guerra, o aumento das margens de distribuidoras e postos ocorre desde 2021, segundo o Ibeps.

No diesel S-500, a alta é de 238,8% no período.No diesel S-10, o aumento foi de 111,8%.Na gasolina comum, a margem de lucro subiu 90,7%.

Segundo o economista do Ibeps Eric Gil Dantas, dois fatores explicam a alta das margens ao longo do tempo. "O primeiro foi a alta de preços entre 2021 e 2022, quando os derivados atingiram os maiores valores reais da história do país", afirma.

Naquele período, a Petrobras adotava o Preço de Paridade de Importação (PPI), política que simulava o preço de importação e trouxe grande volatilidade ao mercado, com fortes reajustes — tanto para cima quanto para baixo.

"Essa tendência de alta, junto com a volatilidade dos preços e a perda de referência para os consumidores, permitiu que as margens crescessem sem serem percebidas. Mas isso não acabou com o período de maior volatilidade: as margens continuaram subindo ao longo de 2023, mesmo com poucos reajustes", explica o economista.

O segundo fator, diz Dantas, foi a privatização da BR Distribuidora e da Liquigás, as únicas estatais em setores altamente concentrados.

"Com isso, perdeu-se a possibilidade de manter margens mais próximas do aceitável. A BR e a Liquigás tinham grande poder para determinar essas margens e, após serem privatizadas, isso se perdeu", completa.

Questionada sobre o aumento das margens e se o setor tende a se beneficiar de choques nos preços internacionais do petróleo, a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) não respondeu até a publicação desta reportagem.

Já a Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom) afirmou que "não se manifesta sobre a formação de preços, pois essa é uma questão estratégica de cada associada, sem interferência da entidade."

Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o preço do petróleo ultrapassou US$ 100 por barril, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2022, quando começou o conflito entre Rússia e Ucrânia.

A alta recente ocorre porque a guerra envolve países localizados em rotas estratégicas para a produção e o transporte de petróleo e gás. O Irã controla o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.

O fluxo na região está muito reduzido por conta do conflito. Com a menor oferta mundial de petróleo, os preços disparam no mercado internacional.

O petróleo mais caro eleva também o preço dos derivados. O diesel, combustível fundamental para a logística da economia brasileira, espalha o aumento de custos dos caminhoneiros ao valor dos alimentos, de produtos industriais e de serviços.

Na semana passada, um levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicou que o preço médio do litro do diesel nos postos do país subiu quase 20% em cerca de 15 dias. O número será atualizado pela agência nesta sexta-feira (27).

Além do transporte, o agronegócio sofre com o custo de operação das máquinas agrícolas e com o encarecimento dos fertilizantes químicos, que representam parte relevante das importações brasileiras vindas do Irã.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que adubos e fertilizantes químicos responderam por 93,5% do total importado pelo Brasil do país do Oriente Médio em janeiro deste ano.

Há impacto também na produção de energia elétrica, especialmente nas termelétricas, que geram energia a partir de combustíveis e costumam ser acionadas em períodos de seca, quando os reservatórios das hidrelétricas ficam mais baixos.

Há 2 horas O Assunto Presidente da CPI diz que relatório deve ser analisado hojeHá 2 horasGoverno deve prorrogar por mais 90 dias contestação de descontos indevidosHá 2 horas’Choro todos os dias’Bombardeios, falta de comida e banho: brasilera tenta deixar o Líbano com bebê

Há 31 minutos Oeste e Sudoeste SIGA: Irã afirma que 250 estudantes e professores foram mortos na guerraHá 31 minutosCombustíveisPostos e distribuidoras ampliam lucros com diesel em até 70% com guerra

Há 42 minutos Economia Salto de patrimônio’Sicário’ declarou relógios de luxo, entre eles um Richard Mille de R$ 2 milhões

Há 18 minutos Política Proteção contra o vírusVacinação contra a gripe começa amanhã ; veja quem deve se imunizar

Há 38 minutos Saúde Substituto de CastroO que acontece após anulação da sessão da Alerj que elegeu Ruas

Há 3 horas Rio de Janeiro Impasse sobre quem vai assumir o governo do Rio provoca uma crise institucionalHá 3 horasSTF tem 3 a 1 por prazo de 24h para desincompatibilização nas eleições do RioHá 3 horasLoteriasMega-Sena acumula e vai a R$ 40 milhões; veja números

Há 9 horas Mega-Sena Timemania também acumula e vai pagar R$ 14 milhõesHá 9 horasPrevisão do tempo ☀️🥵Fim de semana será quente, com alerta para possível nova onda de calor

Há 49 minutos Meio Ambiente Saiba como fica o tempo na sua cidade no fim de semanaHá 49 minutosEntrevista ao g1Meno K: o sobrevivente de ataque a tiros que chegou ao topo das paradas

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Mel que pode custar R$ 600 o litro: entenda por que o produto de abelhas sem ferrão é mais caro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 05:12

Agro Mel que pode custar R$ 600 o litro: entenda por que o produto de abelhas sem ferrão é mais caro Brasil tem mais de 250 espécies do inseto, que produzem méis raros e com sabores únicos — alguns lembram até madeira ou queijo. Por Rayane Macedo*, g1

Essas abelhas, que são nativas do Brasil, fazem menos mel por formarem colônias menores e terem menor tempo de atividade diária.

Esses méis também têm ganhado espaço na alta gastronomia, por conta do sabor mais ácido e da textura mais líquida.

Atualmente, são conhecidas mais de 250 espécies das abelhas sem ferrão no país, e cerca de 100 têm iniciativas de criação.

Quanto você pagaria por um litro de mel? O produto pode ser encontrado por até R$ 600 quando feito pelas abelhas sem ferrão.

🍯Por que o produto é mais caro? essas abelhas, que são nativas do Brasil, fazem menos mel por formarem colônias menores e terem menor tempo de atividade diária.

“O litro do mel da abelha-africanizada [que tem ferrão] custa, em média, R$ 47. Já o das abelhas sem ferrão começa em R$ 120 e pode chegar a R$ 600 o litro”, explica Fábia de Mello, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Esses méis também têm ganhado espaço na alta gastronomia, por conta do sabor mais ácido e da textura mais líquida. Isso ocorre porque eles contêm mais água, o que favorece a fermentação natural.

Esse processo, combinado ao tipo de abelha e aos potes de cerume onde o mel é armazenado, contribui para criar sabores únicos, alguns lembram até madeira ou queijo, explica Kátia Aleixo, bióloga e mestra em entomologia (estudo dos insetos).

Mas, nos supermercados, é mais comum encontrar apenas alguns tipos de méis, geralmente produzidos por abelhas africanizadas (com ferrão). Em muitos casos, o rótulo nem informa qual é a flor que dá origem ao mel — o que significa que o produto é um blend, ou seja, uma mistura de diferentes méis.

Isso, porém, não reflete a enorme diversidade existente no Brasil. Há variações de cor, textura e sabor — que vai do mais doce ao mais ácido. Conheça mais abaixo as diferenças do produto.

Abelha da espécie Apis mellifera (abelha-africanizada) — Foto: Muhammad Mahdi Karim / Wikimedia Commons

Atualmente, são conhecidas mais de 250 espécies das abelhas sem ferrão no país, e cerca de 100 têm iniciativas de criação, segundo a bióloga Kátia Aleixo.

Diferente do mel das abelhas africanizadas, que recebe o nome da florada, o mel das abelhas sem ferrão é identificado pela espécie que o produz. Entre os mais conhecidos estão os méis de jataí, mandaçaia, tiúba e borá

Entre as com ferrão, a abelha-africanizada é a espécie mais comum no Brasil, embora não seja nativa do país. Ela forma colônias maiores, trabalha por mais horas ao longo do dia e, por isso, produz mais mel.

Os tipos de mel produzidos por ela são classificados conforme a florada, ou seja, as flores das quais as abelhas coletam o néctar. Entre os principais estão: laranjeira, eucalipto, silvestre, cipó-uva e bracatinga.

Considerado uma iguaria, tem sabor suave com um leve toque salgado — que lembra queijo. Conforme a bióloga Kátia Aleixo, vai bem com saladas, pratos salgados e carnes leves, como peixe.

Esse tipo de mel tem cor clara, gosto suave com leve acidez e aroma que lembra madeira. É valorizado por propriedades medicinais e encontrado em várias regiões do país.

É um mel claro, quase transparente em alguns casos, com sabor suave e leve toque cítrico. Produzido principalmente no Sul e Sudeste.

Tem sabor bem doce e aparência translúcida. Possui aroma marcante de flores e é produzido especialmente no Maranhão e Pará.

De coloração clara e sabor levemente ácido, esse mel é comum no Brasil, sendo produzido principalmente em São Paulo e Minas Gerais.

De cor mais escura, é rico em minerais e tradicionalmente usado como expectorante. É produzido nas regiões Sul e Sudeste.

Também chamado de melato, é um mel produzido a partir de um líquido açucarado liberado por pequenos insetos (cochonilhas) que se alimentam da seiva da árvore de bracatinga, típica da Região Sul do Brasil.

Tem coloração escura, menor teor de glicose e é rico em minerais, segundo a Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A).

Quase transparente, esse mel é produzido principalmente em regiões de Cerrado, como em Minas Gerais.

No Brasil, os méis mais comercializados são os produzidos pelas abelhas-africanizadas — Foto: Pexels/Pixabey

Há 2 horas O Assunto Gilmar critica quebra de sigilos e vazamentos no caso MasterHá 2 horasGoverno deve prorrogar por mais 90 dias contestação de descontos indevidos

Há 10 horas Política Após decisão do STF, CPMI do INSS deve encerrar trabalhos amanhãHá 10 horasSubstituto de CastroO que acontece após anulação da sessão da Alerj que elegeu Ruas

Há 3 horas Rio de Janeiro Impasse sobre quem vai assumir o governo do Rio provoca uma crise institucionalHá 3 horasSTF tem 3 a 1 por prazo de 24h para desincompatibilização nas eleições do RioHá 3 horasLoteriasMega-Sena acumula e vai a R$ 40 milhões; veja números

Há 8 horas Mega-Sena Timemania também acumula e vai pagar R$ 14 milhõesHá 8 horasPrevisão do tempo ☀️🥵Fim de semana será quente, e Inmet alerta para possível nova onda de calor

Há 5 horas Meio Ambiente Rio de Janeiro’Denunciem, seja quem for’, diz jovem sobre prisão do pai após estupro

Há 2 horas Região dos Lagos Vítima descobriu abuso após receber mensagens sobre o crime: ‘Me deixou louco por você’Há 2 horasSaúde’Prefiro desaparecer’: a última entrevista de espanhola antes da eutanásia

Há 2 horas Saúde Violência sexual, lesão, disputa com os pais: o caminho até a eutanásiaHá 2 horas🚬🏖️Brasil fica em 4° lugar das praias com mais bitucas de cigarro; veja ranking

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo deve prorrogar por mais 90 dias contestação de descontos indevidos de aposentados do INSS

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 02:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,2560,69%Dólar TurismoR$ 5,4500,37%Euro ComercialR$ 6,0560,34%Euro TurismoR$ 6,2960,23%B3Ibovespa182.733 pts-1,45%Oferecido por

O governo federal vai prorrogar por mais 90 dias a possibilidade de aposentados e pensionistas contestarem descontos indevidos relacionados à fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O INSS já havia prorrogado o prazo para contestar os deconstos até 20 de março, mas decidiu prorrogar a data novamente.

Segundo o último balanço divulgado pelo órgão, em 16 de março, mais de 6 milhões de pessoas contestaram as cobranças, sendo que 4,3 milhões já aderiram ao acordo. Foram devolvidos aos segurados em todo o país R$ 2,9 bilhões.

Ao aderir ao acordo, o segurado concorda em receber o ressarcimento por meio administrativo e renuncia ao direito de processar o INSS futuramente pela fraude. No entanto, ainda é possível acionar judicialmente as associações responsáveis pelos descontos.

Pelas regras, podem participar do plano de ressarcimento os beneficiários que contestaram os descontos e não receberam resposta das entidades responsáveis (veja abaixo quem pode aderir).

🚨 ATENÇÃO: O INSS reforça que não envia links por WhatsApp, e-mail ou SMS. A comunicação ocorre exclusivamente pelos canais oficiais: aplicativo Meu INSS, site gov.br/inss, Central 135 e agências dos Correios.

Podem ingressar no plano de devolução os aposentados e pensionistas que:Contestaram descontos indevidos e não receberam resposta da entidade responsável em até 15 dias úteis;Receberam resposta considerada irregular, como assinaturas falsas ou gravações de áudio no lugar de comprovantes válidos;Sofreram descontos entre março de 2020 e março de 2025;Têm processo judicial em andamento, desde que ainda não tenham recebido os valores — nesse caso, é preciso desistir da ação para aderir ao acordo, que é de natureza administrativa.

Uma investigação da Polícia Federal (PF) revelou um amplo esquema de fraudes e desvios de dinheiro de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo a PF, associações que oferecem serviços a aposentados cadastravam pessoas sem autorização, com assinaturas falsas, para descontar mensalidades dos benefícios pagos pelo INSS.

O caso derrubou autoridades do governo, como o ministro da Previdência e o presidente do INSS. Além disso, foi aberta uma CMPI do INSS para apurar o caso.

Há 8 horas Política Após decisão do STF, CPMI do INSS deve encerrar trabalhos no sábadoHá 8 horasSubstituto de CastroO que acontece após anulação da sessão da Alerj que elegeu Douglas Ruas

Há 25 minutos Rio de Janeiro Impasse sobre quem vai assumir o governo do Rio provoca uma crise institucionalHá 25 minutosSTF tem 3 a 1 por prazo de 24h para desincompatibilização nas eleições do RioHá 25 minutosLoteriasMega-Sena acumula e vai a R$ 40 milhões; veja números

Há 5 horas Mega-Sena Timemania também acumula e vai pagar R$ 14 milhõesHá 5 horasEm evento no RJApós Flávio chamar Lula de ‘Opala velhão’, petista rebate e diz que Bolsonaro ‘está no desmanche’

Há 13 horas Política Lula cita gastos com cães e diz que chineses não devem ter ‘esse problema’Há 13 horasApós tensões com os EUA, Lula diz que China é o ‘melhor’ parceiro comercialHá 13 horasPrevisão do tempo ☀️🥵Fim de semana será quente, e Inmet alerta para possível nova onda de calor

Há 2 horas Meio Ambiente Rio de Janeiro’Mulheres, denunciem, seja quem for’, diz jovem sobre prisão pai após estupro

Há 29 minutos Região dos Lagos Vítima descobriu abuso após receber mensagens sobre o crime: ‘Me deixou louco por você’Há 29 minutosGuerra no Oriente MédioIrã libera 10 petroleiros em Ormuz como ‘presente’ de disposição para negociar, diz Trump

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Preço do feijão carioca sobe quase 20% com safra menor e estoques baixos; veja quando deve cair

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/03/2026 01:12

Agro Preço do feijão carioca sobe quase 20% com safra menor e estoques baixos; veja quando deve cair Remuneração mais baixa levou agricultores a plantar menos, e o clima atrapalhou a colheita. Estoques atuais durariam cerca de três semanas de consumo interno, segundo especialista do Cepea. Por Vivian Souza, g1 — São Paulo

O feijão carioca foi um dos alimentos que mais encareceram em março, segundo dados do IPCA-15, atingindo 19,69% no acumulado de 12 meses.

No preço pago ao produtor, a alta foi ainda maior: 29,3% entre janeiro e fevereiro, o maior nível da série histórica do indicador.

Isso ocorre porque tem pouco feijão carioca no mercado. Ao mesmo tempo, a demanda segue alta, principalmente por produtos de melhor qualidade.

A oferta do produto, somando estoque inicial e importações, está com o menor nível em uma década, com cerca de 3,07 milhões de toneladas.

O consumidor pode sentir um alívio já no segundo semestre, quando acontece a colheita da safra irrigada.

O feijão carioca foi um dos alimentos que mais encareceram em março, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, divulgados na quinta-feira (26). O produto acumula alta de 19,69% nos últimos 12 meses.

O valor do feijão já vinha subindo no mês anterior. Em fevereiro, a alta foi de cerca de 11% tanto no mês quanto no acumulado em 12 meses.

No preço pago ao produtor, a alta foi de 29,3%, entre janeiro e fevereiro. É o maior nível da série histórica do indicador Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), iniciada em setembro de 2024.

🫘 A alta ocorre porque tem pouco feijão carioca no mercado, enquanto a demanda segue alta, principalmente por produtos de melhor qualidade, aponta Tiago Pereira, assessor técnico da CNA.

A safra atual de feijão é a menor em quatro anos, com 2,92 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Já a oferta do produto, somando estoques iniciais e importações, está no menor nível em uma década, com cerca de 3,07 milhões de toneladas.

O consumo interno está previsto em 2,7 milhões de toneladas, enquanto as exportações devem somar 214,3 mil toneladas no ano, segundo estimativas do Cepea. Se esses números se confirmarem, o estoque final será equivalente a cerca de 6% do consumo.

"Isso significa que os estoques seriam suficientes para pouco mais de três semanas de consumo interno", afirma Lucilio Alves, pesquisador da área de grãos do Cepea.

A oferta reduzida ocorre por causa das chuvas durante a colheita em Minas Gerais e Goiás, que comprometeram a qualidade e reduziram a disponibilidade de lotes de melhor padrão.

Além disso, os produtores estão plantando menos feijão. No ano passado, a leguminosa teve preços mais baixos e não remunerou o agricultor, que ficou desestimulado, explica Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe).

"Alguns produtores que não colheram uma quantidade ideal por hectare tiveram prejuízo e reduziram a área plantada", afirma.

O consumidor pode sentir algum alívio já no segundo semestre, afirma Lüders. Entre julho e setembro, ocorre a colheita do feijão carioca irrigado, principal fonte do produto. Com isso, a oferta deve aumentar.

Até lá, o consumidor pode optar por outros tipos de feijão, que ainda estão mais baratos, segundo o presidente do Ibrafe.

‘Situação precária’: caminhoneiros sem água e banheiro por dias em porto no Pará revelam falhas no transporte de safrasSem o Estreito de Ormuz, Brasil fecha acordo com Turquia para rota alternativa para exportações do agronegócio

Há 6 horas Política Após decisão do STF, CPMI do INSS deve encerrar trabalhos no sábadoHá 6 horasSubstituto de CastroImpasse sobre quem vai assumir o governo do Rio provoca uma crise institucional; entenda

Há 6 horas Jornal Nacional STF tem 3 a 1 por prazo de 24h para desincompatibilização nas eleições do Rio

Há 4 horas Mega-Sena Timemania também acumula e vai pagar R$ 14 milhõesHá 4 horasEm evento no RJApós Flávio chamar Lula de ‘Opala velhão’, petista rebate e diz que Bolsonaro ‘está no desmanche’

Há 12 horas Política Lula cita gastos com cães e diz que chineses não devem ter ‘esse problema’Há 12 horasApós tensões com os EUA, Lula diz que China é o ‘melhor’ parceiro comercialHá 12 horasPrevisão do tempo ☀️🥵Fim de semana será quente, e Inmet alerta para possível nova onda de calor

Há 30 minutos Meio Ambiente Guerra no Oriente MédioIrã libera 10 petroleiros em Ormuz como ‘presente’ de disposição para negociar, diz Trump

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Imposto de Renda 2026: veja a tabela de alíquotas e saiba como fazer o cálculo

Fonte: G1 Imposto de Renda | Publicado em: 27/03/2026 01:12

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: veja a tabela de alíquotas e saiba como fazer o cálculo O prazo de entrega do IR começou em 23 de março e vai até o dia 29 de maio. Por André Catto, g1

A mecânica do cálculo do Imposto de Renda 2026 continua a mesma de anos anteriores. As principais mudanças em relação à declaração de 2025 estão na faixa de isenção — que subiu de R$ 2.259,20 para R$ 2.428,80 no ano passado — e nas parcelas a deduzir.

O aumento da faixa isenta foi confirmado em abril de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de Medida Provisória (MP). A mudança daquele ano passou a valer para a declaração de 2026.

Na prática, a medida fixou a faixa de isenção do IR em R$ 2.428,80. Para alcançar quem ganhava até R$ 3.036 (equivalente a dois salários mínimos à época), o governo criou um desconto automático de R$ 607,20, aplicado na base de cálculo do imposto.

⚠️ Esta reportagem detalha os cálculos válidos para os rendimentos de 2025, declarados no Imposto de Renda de 2026. A ampliação da isenção para quem ganha até R$ 5 mil, em vigor neste ano, só terá impacto nas declarações a partir de 2027.

Saiba tudo sobre o Imposto de Renda 2026Prazo para declarar já começou vai até 29 de maioQuando vou receber restituição? Veja o calendário completo

A conta do IR depende de uma tabela dividida em quatro faixas de renda, com uma alíquota progressiva que vai de 7,5% a 27,5%. A faixa máxima atinge os salários acima de R$ 4.664,68.

Faixa 1: até R$ 2.428,80: isentoFaixa 2: de R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65: 7,5% | dedução: R$ 182,16Faixa 3: de R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05: 15% | dedução: R$ 394,16Faixa 4: de R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68: 22,5% | dedução: R$ 675,49Faixa 5: acima de R$ 4.664,68: 27,5% | dedução: R$ 908,73

O imposto não é cobrado sobre todo o salário. Descontos como o INSS são abatidos antes do cálculo. Além disso, o IR é progressivo: cada alíquota incide apenas sobre a parcela da renda que se enquadra em cada faixa.

Quem recebeu R$ 4 mil por mês em rendimentos tributáveis em 2025, por exemplo (e se enquadrava na faixa 3 após o desconto automático de R$ 607,20), não pagava 15% sobre toda a parte tributável do salário. (veja o passo a passo do cálculo mais abaixo)

Pelas regras da Receita, os primeiros R$ 2.428,80 ficaram isentos. O que passou desse valor e não superou os R$ 2.826,65 (o limite da faixa 2) foi tributado em 7,5%. Já o que superou o limite da faixa 2, mas não o da faixa 3, pagou 15%, e assim sucessivamente.

Na prática, a conta pode ser feita multiplicando o valor tributável pela alíquota cheia referente à faixa do IR. Em seguida, basta subtrair do resultado a dedução que corresponda à mesma faixa.

O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Mauro Silva, explica que o cálculo pode ser feito com o seguinte passo a passo (para o mesmo exemplo de R$ 4 mil):

R$ 4.000 – R$ 607,20 (valor tributável menos o desconto automático) = R$ 3.392,80;R$ 3.392,80 (faixa 3) x 15% (ou 0,15) = R$ 508,92;R$ 508,92 – R$ 394,16 (dedução da faixa 3) = R$ 114,76 — total do imposto pago no mês.

O valor final é o mesmo que aparece na tabela mais acima, elaborada a partir do simulador da Receita Federal. Quem quiser, pode utilizar a ferramenta online para fazer o cálculo. Clique aqui para acessar.

Há 7 horas Política Após decisão do STF, CPMI do INSS deve encerrar trabalhos no sábadoHá 7 horasSubstituto de CastroImpasse sobre quem vai assumir o governo do Rio provoca uma crise institucional; entenda

Há 6 horas Jornal Nacional STF tem 3 a 1 por prazo de 24h para desincompatibilização nas eleições do Rio

Há 4 horas Mega-Sena Timemania também acumula e vai pagar R$ 14 milhõesHá 4 horasEm evento no RJApós Flávio chamar Lula de ‘Opala velhão’, petista rebate e diz que Bolsonaro ‘está no desmanche’

Há 12 horas Política Lula cita gastos com cães e diz que chineses não devem ter ‘esse problema’Há 12 horasApós tensões com os EUA, Lula diz que China é o ‘melhor’ parceiro comercialHá 12 horasPrevisão do tempo ☀️🥵Fim de semana será quente, e Inmet alerta para possível nova onda de calor

Há 39 minutos Meio Ambiente Guerra no Oriente MédioIrã libera 10 petroleiros em Ormuz como ‘presente’ de disposição para negociar, diz Trump

0

NO OLD POSTSPage 3 of 3NEXT POSTS