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Mega-Sena, concurso 2.990: aposta simples leva sozinha prêmio de R$ 37,9 milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/03/2026 22:33

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 2.990: aposta simples leva sozinha prêmio de R$ 37,9 milhões Os números sorteados foram: 06 – 14 – 18 – 29 – 30 – 44. Vencedor é de Marataízes (ES). Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 2.990 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (28). Uma aposta de Marataízes (ES) acertou as seis dezenas e levou, sozinha, o prêmio de R$ 37.983.331,58.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Maior refinaria da Petrobras tem aumento de 24,8% na produção de diesel; veja números

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/03/2026 19:42

Campinas e Região Maior refinaria da Petrobras tem aumento de 24,8% na produção de diesel; veja números Replan produziu 976 milhões de litros do combustível em fevereiro, contra 782 milhões no mesmo período do ano anterior. Dado de produção é anterior ao início do conflito no Irã. Por g1 Campinas e região

Dados da ANP mostram que a Replan produziu 976,5 milhões de litros do combustível em fevereiro, contra 782,2 milhões no mesmo período do ano anterior.

O crescimento no volume ocorreu antes da guerra no Oriente Médio, que teve início com os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã em 28 de fevereiro.

Maior do Brasil em processamento de petróleo, Replan atende a 30% do mercado nacional — Foto: Fernando Evans/g1

A maior refinaria da Petrobras registrou alta de 24,8% na produção de diesel. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que a Refinaria de Paulínia (Replan) produziu 976,5 milhões de litros do combustível em fevereiro, contra 782,2 milhões no mesmo período do ano anterior.

O crescimento no volume do derivado produzido ocorreu antes da guerra no Oriente Médio, que teve início com os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã em 28 de fevereiro. Os impactos já são sentidos pelos consumidores.

Na sexta (27), a ANP mostrou que o litro do diesel acumula alta de quase 24% nos postos desde o início do conflito, passando de R$ 6,03 para R$ 7,45, em média.

O diesel é o derivado com maior volume de produção da planta em Paulínia. Em maio de 2025, a Replan colocou em operação a nova Unidade de Hidrotratamento de Diesel (HDT-D), capaz de produzir 63 mil barris de diesel S-10 por dia, o que equivale a 10 milhões de litros/dia. Isso é suficiente para abastecer, por exemplo, 20 mil ônibus com tanque de 500 litros.

O g1 entrou em contato com a Petrobras para questionar sobre os dados de aumento da produção, e se a planta já opera com a capacidade máxima instalada. A reportagem será atualizada assim que a companhia se manifestar.

Maior refinaria da Petrobras, a Replan tem capacidade para processar 69.000 m³ de petróleo por dia (69 milhões de litros), o equivalente a 434 mil barris, e atende a 30% do território brasileiro.

Para efeito de comparação, a segunda refinaria em volume de processamento de petróleo é a Revap, em São José dos Campos (SP), com 40 milhões de litros por dia.

Interior de São Paulo – recebe a maior parte da produção, 55%Sul de MinasTriângulo MineiroMato GrossoMato Grosso do SulRondôniaAcreGoiásBrasília (DF)Tocantins

O diesel é o principal produto que sai da Replan para a as distribuidoras, mas a refinaria também produz gasolina, querosene de aviação (QAV), gás liquefeito de petróleo (GLP – o gás de cozinha), óleos combustíveis, asfaltos, enxofre (parte vai para a indústria de cosméticos), propeno (usado na fabricação de plásticos) e outros derivados que são utilizados até na produção de pneus.

Do pré-sal às bombas: g1 entrou na maior refinaria de petróleo do Brasil e mostra curiosidades da produção de combustíveis

Replan, a maior refinaria de petróleo da Petrobras, fica em Paulínia (SP) — Foto: Júlio César Costa/g1

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Bank of America fecha acordo de US$ 72,5 milhões com vítimas de Epstein

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/03/2026 14:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,28%Dólar TurismoR$ 5,4520,05%Euro ComercialR$ 6,036-0,32%Euro TurismoR$ 6,293-0,04%B3Ibovespa181.557 pts-0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,28%Dólar TurismoR$ 5,4520,05%Euro ComercialR$ 6,036-0,32%Euro TurismoR$ 6,293-0,04%B3Ibovespa181.557 pts-0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,28%Dólar TurismoR$ 5,4520,05%Euro ComercialR$ 6,036-0,32%Euro TurismoR$ 6,293-0,04%B3Ibovespa181.557 pts-0,64%Oferecido por

O Bank of America concordou em pagar US$ 72,5 milhões para encerrar um processo civil movido por mulheres que acusam a instituição de facilitar os abusos sexuais cometidos por Jeffrey Epstein.

Os advogados do banco e das autoras informaram ao juiz distrital Jed Rakoff, em Manhattan, que haviam chegado a um “acordo em princípio” neste mês, mas os termos não haviam sido divulgados até então.

O acordo ainda precisa ser aprovado por Rakoff, que marcou uma audiência para quinta-feira para avaliar a proposta.

A ação coletiva, apresentada em outubro por uma mulher identificada como Jane Doe, acusa o segundo maior banco dos Estados Unidos de ignorar transações suspeitas ligadas a Epstein, apesar de diversas informações sobre seus crimes, priorizando o lucro em detrimento da proteção das vítimas.

O Bank of America afirma que a acusação se baseia apenas na prestação de serviços financeiros rotineiros a pessoas que, à época, não tinham ligação conhecida com Epstein, e classificou como “frágil e infundada” qualquer sugestão de envolvimento mais profundo.

Manifestante protesta contra Jeffrey Epstein, em Nova York. — Foto: Stephanie Keith / Getty Images North America /AFP

O Bank of America concordou em pagar US$ 72,5 milhões (cerca de R$ 381 milhões) para encerrar um processo civil movido por mulheres que acusam a instituição de facilitar os abusos sexuais cometidos por Jeffrey Epstein, segundo registros judiciais divulgados nesta sexta-feira (27).

Os advogados do banco e das autoras informaram ao juiz Jed Rakoff, em Manhattan, que haviam chegado a um “acordo em princípio” neste mês, mas os termos não haviam sido divulgados até então.

O acordo ainda precisa ser aprovado por Rakoff, que marcou uma audiência para quinta-feira para avaliar a proposta.

A ação coletiva, apresentada em outubro por uma mulher identificada como Jane Doe, acusa o segundo maior banco dos Estados Unidos de ignorar transações suspeitas ligadas a Epstein, apesar de diversas informações sobre seus crimes, priorizando o lucro em detrimento da proteção das vítimas.

O Bank of America afirma que a acusação se baseia apenas na prestação de serviços financeiros rotineiros a pessoas que, à época, não tinham ligação conhecida com Epstein, e classificou como “frágil e infundada” qualquer sugestão de envolvimento mais profundo.

Em janeiro, Rakoff decidiu que o banco deveria responder às acusações de que teria se beneficiado conscientemente do esquema de tráfico sexual de Epstein e dificultado a aplicação de leis federais de proteção às vítimas.

Entre as operações citadas estão pagamentos feitos a Epstein pelo bilionário Leon Black, cofundador da Apollo Global Management.

Black deixou o cargo de presidente-executivo da Apollo em 2021, após uma investigação externa apontar que ele pagou US$ 158 milhões a Epstein por serviços de planejamento tributário e patrimonial. Ele nega irregularidades e afirma que desconhecia os crimes do financista.

Os advogados de Jane Doe também processaram outros supostos facilitadores de Epstein e, em 2023, fecharam acordos de US$ 290 milhões com o JPMorgan Chase e de US$ 75 milhões com o Deutsche Bank.

Eles ainda recorrem da decisão de Rakoff que rejeitou, em janeiro, uma ação semelhante contra o Bank of New York Mellon.

Epstein morreu em agosto de 2019, em uma cela em Manhattan, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. A morte foi considerada suicídio pelo médico legista de Nova York.

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Fachin vai definir na segunda pauta de abril; julgamento presencial sobre eleição no Rio deve ocorrer na segunda semana

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/03/2026 11:54

Economia Blog da Ana Flor Fachin vai definir na segunda pauta de abril; julgamento presencial sobre eleição no Rio deve ocorrer na segunda semana Por Ana Flor, Márcio Falcão

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin, disse ao blog que vai definir na próxima segunda-feira (30) a pauta de julgamentos da Corte para abril.

Entre os casos que serão analisados, estão as ações que discutem o modelo da eleição para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro.

A tendência é de que esse processos sejam julgados nas sessões dos dias 8 e 9 de abril, no plenário presencial. Fachin ainda vai conversar com colegas para definir a análise do caso.

Nesta sexta, o ministro Cristiano Zanin determinou a suspensão de eleições indiretas para o mandato-tampão no governo do Estado do Rio de Janeiro até que o plenário analise a questão.

Uma das ações que serão analisadas discute trechos da lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeira (Alerj) que estabelece eleição indireta para a sucessão de Cláudio Castro.

Esse caso começou a ser julgado no plenário virtual da Corte. A maioria dos ministros votou para fixar votação tem que ser secreta na eleição indireta e que o prazo pra desincompatibilização é de 24h.

Nesse julgamento, no entanto, os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flavio Dino e Cristiano Zanin divergiram e defenderam eleição direta porque entenderam que houve desvio de finalidade na renúncia de Cláudio Castro na véspera do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Apesar de todos os ministros já terem votado, Zanin solicitou que essa ação seja analisada no plenário presencial, o que reinicia o julgamento.

Em outra frente, o PSD do Rio também entrou com uma ação para discutir a determinação do TSE de que a eleição para escolha do sucessor de Cláudio Castro deve ser indireta. Isso foi determinado no julgamento que condenou o ex-governador.

O PSD alega que Castro fez uma manobra, diante da iminente cassação, pra manter seu grupo político no poder.

E que a decisão do TSE viola entendimento do STF sobre eleição direta quando a vacância de cargos ocorre há mais de seis meses da eleição.

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Governo zera imposto de importação de insumos para canetas emagrecedoras da EMS

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/03/2026 11:04

Saúde Governo zera imposto de importação de insumos para canetas emagrecedoras da EMS A iniciativa faz parte de um pacote federal que eliminou tarifas sobre quase mil itens diante da baixa oferta ou ausência de produção no país. Por Redação g1 — São Paulo

O governo federal decidiu zerar o imposto de importação sobre componentes usados na produção de canetas emagrecedoras pela farmacêutica EMS.

A decisão reduz a alíquota de 14,4% para 0% por um período de 365 dias, com quota limitada a 30 milhões de unidades.

A medida atende parcialmente ao pedido da EMS e integra um pacote do governo que zerou o imposto de importação de quase mil produtos por falta ou insuficiência de produção nacional.

Na mesma reunião, o governo também aplicou direitos antidumping por cinco anos sobre importações de etanolaminas da China e de resinas de polietileno dos Estados Unidos e do Canadá.

A justificativa central para a isenção é a inexistência temporária de produção regional desses insumos, considerados essenciais para o sistema de saúde.

O governo federal decidiu zerar o imposto de importação sobre componentes usados na produção de canetas emagrecedoras pela farmacêutica EMS, em medida aprovada na quinta-feira (26) pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex).

A decisão reduz a alíquota de 14,4% para 0% por um período de 365 dias, com quota limitada a 30 milhões de unidades.

A medida atende parcialmente ao pedido da EMS e integra um pacote do governo que zerou o imposto de importação de quase mil produtos por falta ou insuficiência de produção nacional.

💊A lista inclui medicamentos para doenças como diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia, além de insumos agrícolas, itens da indústria têxtil, lúpulo e produtos de nutrição hospitalar.

Na análise feita pela área técnica do governo, a quantidade pedida pela EMS era maior do que o necessário, já que não batia com o próprio consumo informado por ela nem com o uso recente (a cota anterior, por exemplo, teve apenas 43% de utilização em quase cinco meses).

Por conta disso, o comitê aprovou parcialmente o pedido e limitou a importação a 30 milhões de unidades. A ideia é garantir que não faltem produtos, mas sem dar um benefício maior do que o mercado realmente precisa.

Mesmo com esse limite, o efeito financeiro da medida passa de US$ 1 milhão — que é o valor usado pelo governo como referência para analisar pedidos desse tipo, feitos quando há falta de produtos no mercado.

💉 Esses itens importados são usados para fabricar canetas aplicadoras de medicamentos como liraglutida e semaglutida, usados principalmente no tratamento de diabetes e obesidade.

A justificativa central para a isenção é a inexistência temporária de produção regional desses insumos, considerados essenciais para o sistema de saúde. Atualmente, a China é o principal fornecedor de componentes para canetas injetoras ao Brasil, respondendo por 35,6% das importações em 2025.

"Ressalta-se que o produto é amplamente utilizado no controle de dosagem de medicamentos destinados, especialmente, ao tratamento de pessoas com diabetes e obesidade, o que reforça seu caráter essencial e a relevância do pleito sob a ótica da saúde da população", afirmou o comitê em nota técnica.

A EMS afirma ter investido R$ 1,2 bilhão na produção nacional de semaglutida — substância usada em medicamentos como Ozempic e Wegovy, cuja patente, após cerca de duas décadas, encerrou a exclusividade da Novo Nordisk —, incluindo a ampliação de uma fábrica em Hortolândia (SP), com capacidade prevista para produzir até 20 milhões de canetas por ano.

Apesar do investimento, a empresa ainda depende, no curto prazo, da importação de componentes para viabilizar a produção.

As novas versões do medicamento também não chegaram ao mercado brasileiro porque aguardam aprovação regulatória, processo mais rigoroso devido à complexidade do produto.

A EMS tem um pedido em análise na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que está entre os mais avançados, mas ainda depende de esclarecimentos adicionais sobre segurança, com prazo de até 120 dias para resposta antes da decisão final.

Ao todo, há 17 solicitações em avaliação na Anvisa, sendo três em estágio mais avançado, incluindo o da EMS. A expectativa é que ao menos uma versão seja liberada até junho.

Ainda assim, a redução de preços não deve ocorrer de forma imediata, já que não haverá genéricos tradicionais, mas sim versões similares, que exigem desenvolvimento próprio e tendem a oferecer descontos menores.

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Nestlé denuncia roubo de 12 toneladas de chocolates KitKat na Europa

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 28/03/2026 11:04

Economia Negócios Nestlé denuncia roubo de 12 toneladas de chocolates KitKat na Europa Carga de 12 toneladas de chocolates foi levada durante transporte na Europa, e empresa alerta para possível falta do produto nas lojas antes da Páscoa. Por France Presse

Nestlé denuncia roubo de carga com 12 toneladas barras de KitKat na Europa — Foto: REUTERS/Hannah McKay/Foto ilustrativa/Foto de arquivo

O grupo suíço Nestlé denunciou o roubo de uma grande carga de barras de chocolate KitKat e advertiu que o cenário pode provocar escassez nas lojas justamente antes da Páscoa.

A empresa confirmou em um comunicado que "um caminhão que transportava 413.793 unidades da sua nova linha de chocolates foi roubado durante o transporte na Europa".

A carga, de 12 toneladas, desapareceu na semana passada durante uma viagem até centros de produção e distribuição, indicou.

"Sempre incentivamos as pessoas a fazerem uma pausa com o KitKat", comentou um porta-voz da marca, citando o slogan da barra de chocolate. "Mas parece que os ladrões levaram a mensagem muito a sério e roubaram mais de 12 toneladas do nosso chocolate", acrescentou.

A marca advertiu que "o roubo pode provocar escassez de KitKats" e que os consumidores "podem ter dificuldades para encontrar seus chocolates favoritos antes da Páscoa".

O caminhão roubado saiu do centro da Itália e seguia para a Polônia, com a missão de distribuir as barras em vários países ao longo do trajeto.

A empresa não informou onde a mercadoria desapareceu, mas indicou que "o veículo e seu conteúdo continuam desaparecidos".

"As investigações prosseguem em estreita colaboração com as autoridades locais e os parceiros da cadeia de suprimentos", acrescentou.

Também advertiu que as barras de chocolate roubadas "podem entrar em canais de venda não oficiais nos mercados europeus".

A Nestlé destacou que é possível rastrear os produtos roubados escaneando os códigos de lote de cada barra.

"Se uma correspondência for localizada, o sistema apresentará instruções claras sobre como alertar a KitKat, que então compartilhará as provas de maneira adequada", indicou.

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Café que fica no Brasil é ruim? Entenda de onde vem essa ideia e se ela é verdadeira

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/03/2026 07:12

Agro Café que fica no Brasil é ruim? Entenda de onde vem essa ideia e se ela é verdadeira Percepção surgiu nos anos 80 por causa da pouca fiscalização, mas cenário não corresponde mais à realidade, dizem associações e pesquisador. Por Paula Salati, g1

A ideia de que o Brasil só exporta o café bom e consome o ruim ficou no passado, quando o controle de qualidade era baixo e havia muitas fraudes nos pacotes.

Nos anos 1980, o governo fixava preços e não estimulava a busca por qualidade, o que fazia com que os melhores grãos fossem exportados.

Mas essa história começou a mudar em 1989, quando a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) começou exigir que as empresas só produzissem pacotes com 100% grãos de café.

Em 2023, o Ministério da Agricultura definiu um padrão de qualidade para o café torrado, o que deu respaldo às fiscalizações do governo, como as recentes operações que apreenderam marcas de "café fake".

No entanto, o café especial, que é mais caro, continua sendo mais exportado, embora consumo no Brasil tenha crescido.

Quem nunca ouviu falar que o café bom que o Brasil produz é exportado e o ruim fica para o brasileiro consumir? A ideia, no entanto, não reflete a realidade atualmente.

Quando Parreiras fala de passado, ele se refere aos anos de 1980. Naquele período, o governo controlava pouco a qualidade do café, abrindo espaço para inúmeras fraudes, como a mistura de cevada e milho aos grãos, conta um artigo publicado pelo Inmetro em 1998.

"E isso desestimulava o mercado a buscar qualidade porque, independentemente do café colocado na embalagem — fosse ele de baixa ou altíssima qualidade —, o preço final seria o mesmo", lembra Parreiras.

Os produtores acabavam direcionando os melhores grãos para outros países, que pagavam mais do que o governo brasileiro.

Mas essa história começou a mudar em 1989, quando o governo transferiu para a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) a responsabilidade de fiscalizar o mercado, conta o atual presidente da entidade, Pavel Cardoso.

Preocupada com a queda do consumo de café no país entre os anos 60 e 80– justamente pela baixa qualidade –, a Abic começou a exigir que as empresas produzissem pacotes feitos com 100% grãos de café.

Foi nesse momento da história que o ator Tarcísio Meira entrou em cena, protagonizando diversas propagandas da associação. "Por trás desse selo, só tem café", dizia o artista nas campanhas.

Em 2022, o Ministério da Agricultura estabeleceu um padrão de qualidade para o café torrado, proibindo que os pacotes tenham mais de 1% de impurezas e matérias estranhas em sua composição.

Exemplos de impurezas são galhos, folhas e cascas. Já as matérias estranhas são pedras, areia, grãos ou sementes de outras espécies vegetais. O pacote também não pode ter qualquer elemento estranho, como corantes e açúcar.

Essas regras, que entraram em vigor em 2023, deram respaldo às fiscalizações do governo, como as recentes operações que apreenderam as marcas de "café fake".

A partir dos anos 90, com o fim da intervenção estatal nos preços e avanço da fiscalização, produtores brasileiros começaram a olhar mais para o mercado interno e a investir na produção de grãos de mais qualidade, conta o pesquisador do IAC.

Em 1991, por exemplo, foi fundada a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), um segmento da indústria que produz cafés com grãos 100% maduros, e que não podem ter nenhum defeito.

É um tipo de café mais caro e que é sim mais exportado do que vendido no Brasil, apesar de o consumo interno ter crescido, conta o diretor-executivo da BSCA, Vinicius Estrela.

Em 2015, por exemplo, somente 1% do grão especial produzido no Brasil era consumido internamente. Hoje, essa parcela é de 15%.

"Em alguns mercados, o café especial é mais forte porque são mercados de renda mais alta, como Europa, EUA, Japão, Coreia do Sul", explica Estrela.

Na época, o órgão responsável por gerir as políticas públicas do setor era o Instituto Brasileiro do Café (IBC), fundado em 1952 e que existiu até 1989.

Uma lei de 1978 já estabelecia um limite de tolerância de até 1% de impurezas, mas a fiscalização, a cargo do próprio IBC, era ineficiente, conta.

Esse cenário, somado a um período longo de seca em 1986, que reduziu a produção, criou um ambiente propício para fraudes.

Em 1989, por exemplo, 30% do volume total de café comercializado no Brasil era fraudado, ou seja, continham impurezas, apontou uma pesquisa da Abic.

"Os torrefadores não tinham incentivo porque não poderiam repassar essa diferença ao consumidor. Não havia espaço para segmentar o mercado ou fomentar o consumo de cafés de qualidade", reforça Parreiras.

A formação de estoques de café era outro fator que "jogava contra" a qualidade, comenta o diretor-executivo da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), Vinicius Estrela.

"Por um bom tempo, o Brasil produziu excedentes de café, que eram comprados pelo IBC para garantir estabilidade de preços em momentos em que a produção brasileira superava muito a demanda", conta Estrela.

De tempos em tempos, parte do café estocado era vendido no mercado interno. "E, evidentemente, cafés com tanto tempo de armazenagem não eram bons cafés", observa.

Tudo isso fez o café chegar no final dos anos 80 com fama de ruim entre os brasileiros. Se, em 1965, cada pessoa consumia 4,8 kg de café por ano, em 1989, essa quantidade caiu para 2,27 kg, segundo o Inmetro.

Uma pesquisa de 1987 encomendada pela Abic a Vox Populi constatou que, para o consumidor brasileiro, "todo o café era igual", "a maioria tem mistura" e que "o melhor produto era exportado".

Em 1989, o governo extinguiu o IBC e passou para a Abic a responsabilidade de auto-regulamentar o mercado.

Preocupada com as pesquisas de opinião, a associação lançou o Selo de Pureza, exigindo que as indústrias só produzissem pacotes com 100% de grãos de café.

🔍Para isso, a Abic passou a fazer auditorias nas empresas associadas. As que seguiam as regras, podiam colocar o selo da entidade em seus pacotes, como acontece até hoje.

Além disso, a associação passou a recolher amostras de pacotes em supermercados para checar se as indústrias que não eram associadas estavam cometendo fraudes.

"Empresas que não atendiam às especificações eram notificadas, advertidas, suspensas ou até expulsas do quadro de associados. Para não associados, a Abic acionava o Ministério Público para fazer cumprir a lei", detalha Cardoso.

Ele conta que as "saudosas propagandas" com o ator Tarcísio Meira, veiculadas "durante cinco anos ininterruptos" na televisão, foram muito importantes para construir uma boa imagem do café brasileiro.

Uma reportagem veiculada pelo Fantástico, em 1º de dezembro de 2002, mostrou como funcionavam os testes de qualidade da Abic naquele período. Reveja abaixo.

O selo da Abic foi aprimorado ao longo dos anos. Atualmente, as indústrias precisam passar por quatro etapas de análise para obter a certificação. São elas:

a microscópica: que avalia a pureza do café. Ou seja, certifica que se o produto possui adição de outros ingredientes, por exemplo;a sensorial: os cafés são provados às cegas por especialistas, que verificam a qualidade e classificam o tipo do produto: tradicional, extraforte, superior, gourmet e especial;a auditoria de boas práticas: técnicos visitam a fabricante para avaliar se os itens obrigatórios de fabricação são cumpridos, como higiene e qualidade do café;e o monitoramento na gôndola: amostras dos cafés certificados são coletadas diretamente nas prateleiras dos mercados, sem aviso prévio, para garantir que o produto segue dentro dos padrões exigidos — mesmo após a certificação.

Outro marco importante aconteceu em 2023, quando o governo federal voltou a fazer parte da regulamentação do mercado, a partir da publicação da portaria 570, que estabeleceu regras para a composição do café torrado.

A norma mais conhecida é, justamente, o limite de tolerância de até 1% de impurezas, mas a portaria é muito mais ampla e detalhada do que a lei de 1978, conta o presidente da Abic, que, inclusive, ajudou o governo a construir a regulamentação.

Cardoso destaca que o controle dos cafés iniciado há 36 anos incentivou os agricultores a investirem mais na qualidade do grão, cenário que abriu espaço para um maior desenvolvimento de cafés premiados mundo afora.

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Ministério da Agricultura proíbe que o café brasileiro tenha mais de 1% de impurezas. — Foto: Mike Kenneally/Unplash

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‘Meu corpo me foi roubado durante anos’: atriz alemã denuncia ex-marido após sofrer violência sexual digital

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/03/2026 07:12

Tecnologia 'Meu corpo me foi roubado durante anos': atriz alemã denuncia ex-marido após sofrer violência sexual digital Escândalo abre debate sobre violência sexual digital na Alemanha. Homem espalhou vídeos pornográficos deepfakes com a imagem da atriz nas redes sociais. Por Deutsche Welle

A atriz alemã Collien Fernandes denunciou o ex-marido, o também ator e apresentador de TV Christian Ulmen, por violência sexual digital.

A atriz foi à polícia de Berlim em novembro de 2024 e registrou queixa por causa dos perfis falsos – contra desconhecidos.

Fernandes contou à revista Der Spiegel que, no Natal, o marido dela, o também ator e apresentador de TV Christian Ulmen, começou a fazer perguntas sobre a queixa apresentada e acabou confessando que era ele quem estava por trás dos perfis falsos.

Em dezembro de 2025, Fernandes apresentou queixa contra Ulmen em Palma de Mallorca, na Espanha, onde o casal – então já divorciado – residia.

Mais do que isso, Fernandes decidiu tornar o seu caso – que na Alemanha vem sendo comparado ao da francesa Gisèle Pelicot – público.

Christian Ulmen e Collien Fernandes eram um casal de celebridades muito conhecido na Alemanha — Foto: G. Chlebarov/VISTAPRESS/IMAGO via DW

A atriz alemã e apresentadora de TV Collien Fernandes passou anos lutando contra perfis falsos dela em redes sociais, nos quais alguém se fazia passar por ela, compartilhava vídeos pornográficos deepfakes dela.

Cansada de lutar em vão contra essa violência digital, ela foi à polícia de Berlim em novembro de 2024 e registrou queixa por causa dos perfis falsos – contra desconhecidos.

Fernandes contou à revista Der Spiegel que, no Natal, o marido dela, o também ator e apresentador de TV Christian Ulmen, começou a fazer perguntas sobre a queixa apresentada e acabou confessando que era ele quem estava por trás dos perfis falsos.

"Meu corpo me foi roubado durante anos", disse a atriz à revista. E, de repente, ela entendeu que o criminoso era "a pessoa mais próxima de mim", relatou.

Em dezembro de 2025, Fernandes apresentou queixa contra Ulmen em Palma de Mallorca, na Espanha, onde o casal – então já divorciado – residia.

Mais do que isso, Fernandes decidiu tornar o seu caso – que na Alemanha vem sendo comparado ao da francesa Gisèle Pelicot – público.

A história dela chama a atenção para um tema ainda não muito debatido: a violência digital, por exemplo a geração por meio de IA de material pornográfico de terceiros e posterior publicação na internet.

'Ele quis me aniquilar viva': saiba o que é pornografia de revanche e conheça histórias de vítimas

A divulgação do caso teve enorme repercussão na Alemanha e abriu um debate sobre violência digital contra mulheres.

Em reação à denúncia de Fernandes, milhares participaram no domingo passado (22/03), em Berlim, de uma manifestação contra a violência digital sexualizada e em solidariedade às vítimas.

Nesta segunda-feira (23), cerca de 250 mulheres famosas tornaram pública uma petição em solidariedade a Fernandes e com dez demandas ao governo.

A petição exige medidas políticas concretas para melhor proteção contra a violência digital e o feminicídio. Um dia depois, o número de assinaturas já chegava a quase 25 mil.

O governo também reagiu. Na sexta-feira (20), quando a Spiegel foi às bancas, o Ministério da Justiça anunciou que apresentará em breve um projeto de lei para eliminar lacunas no código penal e punir a criação de vídeos pornográficos deepfakes.

O objetivo da proposta é punir explicitamente a criação e a distribuição desses vídeos, o que não é considerado crime na Alemanha.

O ministério comunicou que leva muito a sério a proteção contra a "violência digital" e enfatizou que ela atinge principalmente mulheres, sendo que os agressores geralmente são homens.

À emissora alemã ARD, a atriz declarou que decidiu apresentar a queixa – que também inclui acusações de maus-tratos e ameaças na Espanha – porque o ex-marido mora no país – e também porque os direitos das mulheres são significativamente melhores do que na Alemanha.

Fernandes, de 44 anos, e Ulmen, de 50, eram um casal de celebridades muito conhecido na Alemanha. Ambos começaram a carreira como apresentadores de TV nos canais Viva e MTV e em seguida desenvolveram carreiras bem-sucedidas como atores.

Os dois se casaram em 2011 e tiveram uma filha um ano depois. Eles também se apresentavam como um casal na mídia e davam entrevistas para falar sobre igualdade de direitos e divisão igualitária de tarefas no lar.

Uma campanha publicitária de uma farmácia online, que foi protagonizada pelos dois, ficou famosa por causa da apresentação bem-humorada de cenas do cotidiano de um casal.

Há cerca de três anos, eles se mudaram para uma mansão com vista panorâmica em Palma de Mallorca, na Espanha, um destino de férias muito popular entre os alemães.

A Spiegel afirmou ter contatado Ulmen para que ele se posicionasse sobre as acusações de Fernandes, mas informou que ele não respondeu às perguntas.

Depois da publicação da reportagem, o advogado de Ulmen anunciou uma ação judicial contra a revista e afirmou que a matéria era, "em grande parte, ilegal e baseada em suspeitas" e que "fatos falsos estavam sendo divulgados com base num relato unilateral".

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O outro estreito crucial para a economia global que o Irã ameaça bloquear

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/03/2026 07:12

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,28%Dólar TurismoR$ 5,4520,05%Euro ComercialR$ 6,036-0,32%Euro TurismoR$ 6,293-0,04%B3Ibovespa181.557 pts-0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,28%Dólar TurismoR$ 5,4520,05%Euro ComercialR$ 6,036-0,32%Euro TurismoR$ 6,293-0,04%B3Ibovespa181.557 pts-0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,241-0,28%Dólar TurismoR$ 5,4520,05%Euro ComercialR$ 6,036-0,32%Euro TurismoR$ 6,293-0,04%B3Ibovespa181.557 pts-0,64%Oferecido por

O Estreito de Bab el-Mandeb é um ponto estratégico no Oriente Médio, igualmente vital para os mercados globais de energia.

Situado entre o Iêmen, Djibuti e Eritreia, no Mar Vermelho, o estreito controla o tráfego marítimo em direção ao Canal de Suez.

No último mês, a rota ganhou ainda mais importância ao se tornar uma alternativa para o escoamento de petróleo do Oriente Médio, diante do fechamento do Estreito de Ormuz.

Na quinta-feira (26), a agência semioficial iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, informou que os houthis — grupo armado do Iêmen apoiado pelo Irã— estariam prontos para assumir o controle do estreito como parte do que chamam de "forças de resistência".

Neste sábado (28/03), os houthis lançaram um ataque com mísseis contra Israel pela primeira vez desde o início da guerra.

Não se trata apenas do Estreito de Ormuz. Há um outro ponto estratégico no Oriente Médio — igualmente vital para os mercados globais de energia — que o Irã ameaça bloquear caso Donald Trump não ponha fim à guerra: o Estreito de Bab el-Mandeb.

Situado entre o Iêmen, Djibuti e Eritreia, no Mar Vermelho, o estreito controla o tráfego marítimo em direção ao Canal de Suez e transporta cerca de 12% do petróleo comercializado por via marítima no mundo.

No último mês, a rota ganhou ainda mais importância ao se tornar uma alternativa para o escoamento de petróleo do Oriente Médio, diante do fechamento do Estreito de Ormuz.

Na quinta-feira (26), a agência semioficial iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, informou que os houthis — grupo armado do Iêmen apoiado pelo Irã— estariam prontos para assumir o controle do estreito como parte do que chamam de "forças de resistência".

"Se houver necessidade de controlar o Estreito de Bab el-Mandeb para punir ainda mais o inimigo, os heróis do Ansar Allah do Iêmen estão totalmente preparados para desempenhar um papel fundamental", disse uma fonte militar iraniana à agência, acrescentando que os houthis já provaram que fechar a rota "é uma tarefa fácil para eles".

No dia anterior, a mesma Tasnim já havia publicado uma advertência feita por uma fonte: "Se os americanos quiserem pensar em uma solução para o Estreito de Ormuz com medidas imprudentes, devem ter cuidado para não adicionar outro estreito aos seus problemas", disse a fonte, em referência à movimentação de tropas americanas na região.

Neste sábado (28/03), os houthis lançaram um ataque com mísseis contra Israel pela primeira vez desde o início da guerra.

Segundo o grupo, o objetivo era atingir "alvos militares israelenses sensíveis". Israel confirmou ter interceptado um míssil lançado do Iêmen.

Antes mesmo do ataque deste sábado, o líder houthi Abdul Malik Al-Houthi já havia reforçado as ameaças sobre uma escalda, dizendo que o grupo responderia militarmente a ataques dos EUA e de Israel caso os desdobramentos da guerra exigissem, segundo noticiou a Bloomberg.

À Reuters, um outro dirigente houthi, em anonimato, afirmou que eles estão "militarmente prontos" para atacar o Estreito de Bab el-Mandab em apoio a Teerã.

"Estamos com todas as opções à nossa disposição. A decisão sobre o momento cabe à liderança, que acompanha os desdobramentos e definirá a hora certa de agir", declarou.

Após as ameaças, os Estados Unidos emitiram um alerta sobre a possibilidade de ataques de houthis no Estreito de Bab el-Mandab.

"Embora o grupo terrorista houthi não tenha atacado navios comerciais desde o acordo de cessar-fogo entre Israel e Gaza em outubro de 2025, os houthis continuam a representar uma ameaça aos ativos dos EUA, incluindo embarcações comerciais, nesta região", disse um aviso publicado pela Administração Marítima do Departamento de Transportes dos EUA na quinta-feira.

Em outros momentos, como durante a Guerra em Gaza, o Estreito de Bab el-Mandeb já foi alvo dos houthis, que bloquearam a rota atacando navios, usando drones e mísseis.

Mas um eventual bloqueio da passagem hoje agravaria a crise no mercado de energia, já pressionado pela situação no Estreito de Ormuz.

Ormuz se tornou um dos epicentros da guerra. A rota, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, está fechada, dificultando a passagem de navios na região.

A interrupção do transporte marítimo no Golfo fez os preços do petróleo Brent saltarem de cerca de US$ 70 (cerca de R$ 350) por barril antes do início da crise para mais de US$ 100 (aproximadamente R$ 500).

O comércio global de uma ampla gama de produtos — de bens de consumo a matérias-primas agrícolas — também está sendo afetado.

Por isso, a interrupção de mais uma rota marítima poderia elevar ainda mais os preços e intensificar o impacto econômico do conflito com o Irã.

Dezenas de navios com milhares de toneladas de carga cruzam o estreito todos os dias — Foto: Getty Images via BBC

Não é por acaso que Bab el-Mandeb significa "o portão das lágrimas" ou "o portão da dor" em árabe.

É uma referência aos perigos — desde correntes e ventos à pirataria e conflitos — que durante milênios perturbaram os marinheiros que transitavam pela entrada do Mar Vermelho vindos do Oceano Índico entre o Iêmen, o Djibuti e a Eritreia.

Entre 2023 e 2025, navios comerciais de diversos países foram atacados no estreito pelo grupo houthi no Iêmen em resposta à guerra de Israel contra o Hamas em Gaza. Os ataques forçaram muitas empresas a desviar rotas pelo sul da África e só cessaram após um cessar-fogo mediado pelos EUA entre Israel e o Hamas em outubro de 2025.

Com 115 km de extensão e 36 km de largura, o Estreito de Bab el-Mandeb está em uma posição estratégica: ele liga o Mar Vermelho ao Golfo de Aden — e, por extensão, ao Oceano Índico.

Esta extensão de água ocupa um espaço fundamental no comércio, na cultura e também nos conflitos durante grande parte da história da civilização humana.

Seu valor comercial foi reconhecido desde o antigo Egito com expedições em busca de bens preciosos como incenso, ouro e animais exóticos, enquanto os romanos dependiam desta passagem para o comércio com a Índia e o Oriente.

E a partir da Idade Média, o Estreito de Mandeb consolidou-se como uma importante rota comercial de especiarias, têxteis e outros produtos, enriquecendo os impérios da época e posteriormente potências europeias como Portugal, Espanha e mais tarde o Império Britânico.

No entanto, foi a abertura do Canal de Suez em 1869 que fez de Bab el-Mandeb um local essencial para completar a rota marítima mais curta entre a Europa e a Ásia.

Segundo agências iranianas e a Reuters, os houthis ameaçam atacar navios que passarem no estreito em apoio ao Irã — Foto: Getty Images via BBC

O corredor do Mar Vermelho é um dos mais movimentados do mundo, transportando aproximadamente um quarto de todo o comércio marítimo do planeta.

Entre os bilhões de toneladas de carga que atravessam esta rota, passam diariamente cerca de 4,5 milhões de barris de petróleo com origem em países do Médio Oriente e da Ásia e com destino ao Ocidente, segundo a Administração de Informação sobre Energia dos Estados Unidos.

Além disso, remessas globais de gás natural liquefeito (GNL) transitam por este estreito, tornando-o uma artéria vital para o fornecimento global de energia.

A Arábia Saudita passou a usar Bab el-Mandeb como passagem para o escoamento do petróleo saudita proveniente do porto de Yanbu. Riade envia milhões de barris de petróleo bruto por dia de seus campos orientais para lá através de um oleoduto.

Pelo estreito também passa parte significativa das exportações russas de petróleo com destino à Ásia.

Além do petróleo bruto e do gás, o Estreito de el-Mandeb faz parte da principal rota entre o Oriente e o Ocidente, com várias dezenas de navios de carga passando pelas suas águas todos os dias.

Por isso, caso a Irã bloqueie a via, isso pode ter efeitos imediatos nos preços mundiais destes recursos vitais.

Essa, contudo, não seria a primeira vez que um incidente nesta área afetaria o tráfego marítimo, gerando implicações importantes para o comércio mundial.

Por exemplo, em 2021, o navio cargueiro Ever Given, com bandeira do Panamá, encalhou no Canal de Suez, causando um bloqueio no corredor e criando estrangulamentos nas cadeias de abastecimento globais, com aumento de custos e atrasos na entrega de petróleo e produtos de todos os tipos.

Anteriormente, especialmente entre 2008 e 2012, o Estreito de Mandeb e seus arredores foram palco de numerosos ataques de piratas, principalmente da Somália, que sequestraram a tripulação dos navios para exigir dinheiro em troca da sua libertação, o que já levou a comunidade internacional, bem como as companhias marítimas, a reforçar a segurança.

Mais de uma década depois, a principal ameaça no estreito veio do extremo oposto, com ataques dos rebeldes houthis.

Após a invasão israelense de Gaza, em outubro de 2023, os houthis passaram a atacar embarcações no Mar Vermelho e no Golfo de Aden, alegando solidariedade ao povo palestino e com o objetivo de pressionar Israel a aceitar um cessar-fogo.

De novembro de 2023 a janeiro de 2024, o grupo, sozinho, atacou mais de 100 navios comerciais com mísseis e drones, afundando duas embarcações e matando quatro marinheiros.

Embora os houthis alegassem mirar apenas navios com vínculos israelenses, os ataques foram amplamente descritos como indiscriminados, forçando algumas das maiores companhias marítimas e petrolíferas do mundo a suspender o trânsito pela rota.

No final de 2025, os incidentes praticamente cessaram em meio às negociações para o cessar-fogo entre Israel e o Hamas em Gaza — embora os houthis jamais tenham anunciado formalmente uma paralisação ou suspensão das operações.

Agora, com a guerra entre EUA, Israel e Irã, o grupo volta a ameaçar fechar o estreito — desta vez em um contexto ainda mais preocupante.

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Mais candidatos, mais etapas e pouco retorno: por que parece que buscar um emprego ficou tão difícil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/03/2026 05:37

Trabalho e Carreira Mais candidatos, mais etapas e pouco retorno: por que parece que buscar um emprego ficou tão difícil Pesquisa mostra que o Brasil lidera a percepção de que os processos seletivos são longos demais e impessoais. Etapas demoradas e falta de feedback reforçam a ideia de que candidatos são ignorados ao enviar currículos. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Pesquisa aponta que 77% dos brasileiros consideram os processos seletivos longos, em um cenário de maior concorrência e cautela das empresas ao contratar.

A inteligência artificial acelerou a triagem de currículos, mas entrevistas, validações internas e decisões humanas seguem concentrando os principais gargalos do processo.

A falta de transparência e de feedback ampliam a frustração dos candidatos, que relatam longas esperas, processos encerrados sem explicação e sensação de abandono.

Especialistas e plataformas afirmam que agilizar os processos depende menos de tecnologia e mais de cortar etapas desnecessárias, melhorar a comunicação e equilibrar automação com avaliação humana.

Quando a engenheira de produção Samanta Santos aperta o botão "enviar candidatura", ela não está apenas concorrendo a uma vaga. Está assumindo um compromisso informal de tempo: formulários extensos, testes, várias etapas e, muitas vezes, um silêncio que pode durar meses.

“Existem vagas para as quais me inscrevi em outubro e nunca tive retorno. Na semana passada, três processos dos quais eu participava foram encerrados ao mesmo tempo, sem explicação (…). Até hoje, nenhum processo realizado por plataformas digitais avançou para mim”, desabafa.

A sensação de caminhar no escuro durante a busca por emprego não é exclusiva da engenheira. Uma pesquisa global do LinkedIn mostra que o Brasil lidera a percepção de que os processos seletivos são longos demais (77%) e impessoais (60%).

Seis em cada 10 brasileiros acreditam que buscar emprego ficou mais difícil no último ano. Entre os motivos mais mencionados estão o aumento da concorrência (55%) e a percepção de que os processos seletivos ficaram mais exigentes (50%).

Essas percepções refletem o momento atual do mercado. Com o desemprego nos menores níveis da série histórica do IBGE, iniciada em 2012, o Brasil vive um período de intensa mobilidade profissional.

Mais confiantes, trabalhadores empregados têm se sentido cada vez mais à vontade para buscar novas oportunidades — seja por salários maiores, mais flexibilidade ou chances de crescimento na carreira — como mostrou o g1 em reportagem publicada em janeiro.

Além disso, a pesquisa do LinkedIn mostra que 54% dos brasileiros pretendem buscar uma nova oportunidade em 2026. Na prática, isso significa mais candidatos concorrendo à mesma vaga.

"As empresas passam a lidar com um número maior de perfis e, em muitos casos, com profissionais que já estão empregados, o que exige comparações mais cuidadosas e decisões mais estratégicas", analisa Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para a América Latina.

Mas o aumento da concorrência não é o único fator por trás da lentidão. Beck destaca que muitas organizações operam com equipes mais enxutas e processos internos de aprovação mais demorados.

Esse conjunto de fatores reforça a percepção generalizada de demora, mesmo em um mercado aquecido.

Na avaliação de Jhennyfer Coutinho, chefe da experiência para pessoas candidatas da Gupy, entender por que os processos seguem lentos exige separar dois fatores que costumam ser confundidos: o volume de candidatos e o número de etapas.

Segundo ela, há casos em que uma empresa recebe milhares de candidaturas e ainda assim consegue operar com rapidez porque conta com uma triagem eficiente. Em outros, a falta de processos estruturados transforma a análise manual de currículos em um gargalo inevitável.

Ela menciona processos seletivos que chegam a reunir 17 mil candidatos em apenas dois dias, especialmente em empresas com marcas muito fortes, sem que isso comprometa a triagem inicial.

Quando o sistema é robusto, o verdadeiro entrave geralmente aparece em outra etapa: as validações humanas, como entrevistas.

"Entrevistas, reuniões com gestores e decisões finais dependem de agendas, alinhamentos internos e critérios subjetivos. É ali que o relógio desacelera", explica.

Thomas Costa, head de growth da Redarbor — grupo que reúne plataformas como Catho e InfoJobs — concorda. Ele explica que, quando a tecnologia entrega uma lista enxuta de candidatos potenciais, começa uma fase de escolha mais complexa.

Para quem está do lado de fora, a sensação é de estagnação; para a empresa, o processo continua ativo, ainda que silencioso. Nesse período, as empresas também costumam sentir o impacto de terem mais candidatos empregados disputando as vagas.

"Esse perfil [profissional que já está em um emprego] ainda não tem a mesma urgência ou velocidade para responder, marcar uma entrevista, do que uma pessoa que está desempregada", diz.

Além disso, o custo de uma contratação equivocada pesa. Em funções estratégicas, errar é caro — e isso leva empresas a alongar etapas, envolver mais decisores e aprofundar análises. O resultado é um processo mais cauteloso e demorado.

O desafio, apontam os especialistas, é equilibrar rigor e agilidade para não prejudicar a experiência do candidato nem perder talentos no caminho.

Dados da Gupy indicam que cada etapa adicional em um processo seletivo aumenta em 13% o tempo estimado para o preenchimento da vaga. Por isso, a empresa decidiu limitar a oito o número de etapas configuráveis.

Na avaliação da plataforma, fluxos muito extensos afastam candidatos e elevam a taxa de desistência, sem necessariamente melhorar a qualidade da escolha.

Samanta Santos é engenheira de produção, mãe de dois filhos, e enfrenta há meses processos seletivos longos e silenciosos na tentativa de se recolocar no mercado. — Foto: Samanta Santos

Se por um lado a inteligência artificial tem acelerado as etapas iniciais — triando currículos e organizando o funil —, por outro, tornou‑se também um novo ponto de tensão para os candidatos.

A sensação de que algoritmos filtram perfis sem considerar contexto ou potencial aparece com frequência nos relatos dos candidatos. Samanta é um desses casos.

“O robô afunila demais. Se não tem a palavra certa, o currículo cai. Ele não vê o potencial, não vê que a experiência conversa com a vaga”, resume.

Formada em engenharia de produção e técnica em logística, ela afirma ter um histórico que permite atuar em áreas distintas — como planejamento, indústria, logística e construção civil — e diz ser flexível quanto ao modelo de trabalho e ao formato de contratação. Ainda assim, não consegue avançar nas seleções feitas por plataformas digitais.

Dados da pesquisa do LinkedIn mostram que, embora muitos profissionais reconheçam que a inteligência artificial pode reduzir vieses e padronizar critérios, há um incômodo evidente com a falta de transparência.

No Brasil, 29% dos entrevistados dizem não entender como a IA é usada nos processos seletivos, e 28% questionam se as candidaturas são analisadas de forma justa. A falta dessa transparência alimenta a sensação de injustiça, especialmente quando processos se estendem por meses sem atualização.

Plataformas como Gupy e Redarbor, no entanto, reforçam que a IA não elimina candidatos. O sistema apenas organiza os perfis conforme a aderência ao que foi solicitado pela empresa, e todos permanecem visíveis ao recrutador.

Na prática, porém, em processos com milhares de inscritos, quem aparece nas últimas posições dificilmente será avaliado. É essa dinâmica que cria a percepção de que “o robô derruba”, mesmo quando, tecnicamente, isso não ocorre.

Entre todas as dores relatadas por quem busca emprego, a falta de retorno aparece como a mais persistente. "O candidato não é só um número", lamenta.

Esse desgaste transborda para as redes sociais, onde hashtags como #venceragupy se tornaram símbolo da frustração coletiva.

A Gupy reconhece o peso emocional dessa percepção, mas destaca que o funil é naturalmente estreito. Em 2024, foram 36 milhões de inscrições para cerca de 1 milhão de vagas na plataforma.

Ainda assim, a empresa decidiu agir diante da sensação de “vagas fantasmas” — anúncios de emprego que permanecem abertos por meses sem intenção real de contratação.

Desde o fim de 2024, passou a realizar um fechamento trimestral de vagas inativas. Nesse processo, identificou 24 mil vagas sem movimentação, que somavam 4 milhões de candidaturas.

A Redarbor observa fenômeno semelhante. Segundo Thomas Costa, algumas empresas mantêm processos abertos em silêncio como estratégia para reaproveitar candidatos no futuro.

"Elas não querem descartar formalmente alguém que ainda pode voltar para o processo", diz Thomas.

Samanta Santos vive há meses a frustração de processos seletivos que não avançam. — Foto: Samanta Santos

Para os entrevistados desta reportagem, acelerar os processos seletivos passa menos por tecnologia e mais por escolhas. Muitos gargalos persistem porque empresas mantêm etapas que já não se justificam, mas sobrevivem por tradição ou excesso de cautela.

Outro ponto central é a transparência. Processos sigilosos — em que o candidato não sabe quantas fases existem, quanto tempo cada uma deve levar ou o que está sendo avaliado — alimentam a percepção de desorganização.

“Informar o caminho, mesmo que de forma simples, reduz ruído, alinha expectativas e torna a experiência menos desgastante”, afirma Jhennyfer Coutinho.

E nada disso funciona sem comunicação. A ausência de retorno, mesmo que mínimo, cria uma ruptura difícil de reparar.

O feedback não precisa ser longo, mas precisa existir. Ele devolve ao candidato a noção de que houve acompanhamento humano — e não apenas um desaparecimento silencioso —, pontuam os entrevistados.

Em um mercado em que o tempo investido em cada processo é alto, não responder deixa de ser apenas uma falha. Passa a ser parte do problema.

Enquanto isso, Samanta segue tentando. Já são quase seis meses entre buscas, testes e fichas preenchidas, conciliando tudo com a rotina de cuidar de dois filhos pequenos.

Ministro entende que o caso da eleição deve ser discutido em plenário presencial. Presidente do Tribunal de Justiça do estado foi mantido no exercício do cargo.

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