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Dólar abre em alta com tensão no Irã e petróleo em alta no radar

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Dólar abre em alta com tensão no Irã e petróleo em alta no radar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/04/2026 09:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,43%Dólar TurismoR$ 5,359-0,52%Euro ComercialR$ 5,972-0,22%Euro TurismoR$ 6,221-0,26%B3Ibovespa187.953 pts0,26%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (2) em alta, avançando 0,44% por volta das 9h30, sendo negociado a R$ 5,1806. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

A tensão no Oriente Médio voltou ao radar dos mercados após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a guerra com o Irã.

▶️ Na véspera, Trump afirmou que o país está perto de atingir seus objetivos em Teerã, mas descartou a possibilidade de um cessar-fogo e disse que os bombardeios devem se intensificar nas próximas duas a três semanas. A fala aumentou a aversão ao risco entre investidores.

🔎 Depois de encerrar a sessão anterior perto de US$ 100 por barril, o Brent voltou a subir e opera em torno de US$ 108, em meio a temores de que a guerra provoque problemas de abastecimento nas próximas semanas.

▶️ Ainda no cenário geopolítico, os Estados Unidos retiraram as sanções contra a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. A medida foi publicada no site do Departamento do Tesouro americano.

▶️ Na agenda econômica, os investidores acompanham a divulgação de dados de produção industrial no Brasil referentes a fevereiro. A expectativa do mercado é de alta de 0,7% no indicador.

O presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que a participação americana no conflito pode terminar em breve.

Na terça-feira (31), ele afirmou que os EUA devem deixar o Irã “muito em breve” e disse que Teerã não precisa necessariamente assinar um acordo formal para que os ataques sejam interrompidos.

Uma reportagem publicada na segunda-feira (30) pelo "The Wall Street Journa", citando fontes do governo americano, afirmou que Trump teria dito a assessores que está disposto a encerrar a guerra mesmo que o Estreito de Ormuz continue fechado.

Segundo o jornal, o presidente e seus conselheiros avaliam que uma operação militar para reabrir completamente a rota marítima poderia prolongar o conflito além do prazo de seis semanas prometido por Trump.

A estratégia discutida pelo governo seria concentrar os ataques em alvos militares considerados centrais, como a marinha iraniana e a capacidade de lançamento de mísseis do país. Depois dessa fase, os ataques seriam reduzidos, em uma tentativa de pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz.

As declarações do presidente também vieram acompanhadas de críticas a aliados dos EUA. Trump afirmou que outros países deveriam “buscar seu próprio petróleo” e reclamou da falta de maior envolvimento desses governos no esforço militar.

Ele também voltou a ameaçar reduzir o apoio militar a aliados europeus, citando especialmente o Reino Unido.

Segundo Trump, o governo britânico poderia ter de lidar sozinho com eventuais confrontos no Estreito de Ormuz — embora o país não tenha participado diretamente da guerra.

O presidente ainda sugeriu que países europeus passem a comprar petróleo dos EUA, afirmando que o país “tem bastante”.

Nos EUA, o preço médio da gasolina ultrapassou US$ 4 por galão na terça-feira, o nível mais alto desde 2022. O aumento dos combustíveis pode trazer pressão adicional para a economia americana em um ano de eleições para o Congresso.

Em Wall Street, os principais índices fecharam em alta. O Dow Jones subiu 0,48%, aos 46.565,86 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,69%, aos 6.573,89 pontos, e o Nasdaq teve ganhos de 1,16%, aos 21.840,95 pontos.

Na Europa, as bolsas fecharam com ganhos generalizados. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 2,41%, aos 597,19 pontos.

Entre os principais mercados, o FTSE 100, de Londres, avançou 1,85%, aos 10.364,79; o DAX, de Frankfurt, teve alta de 2,73%, aos 23.298,89; e o CAC 40, de Paris, ganhou 2,10%, aos 7.981,27.

Na Ásia, os mercados fecharam em alta. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 2,2%, para 25.339,45 pontos, enquanto o índice composto de Xangai terminou o dia com alta de 1,5%, aos 3.948,55 pontos. Já o Nikkei, de Tóquio, subiu 5,2%, para 53.739,68 pontos.

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