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Páscoa salgada: ovos de chocolate ficam até 19,8% mais caros no interior de SP e podem perder espaço para colombas; aponta USP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/04/2026 18:18

Piracicaba e Região Páscoa salgada: ovos de chocolate ficam até 19,8% mais caros no interior de SP e podem perder espaço para colombas; aponta USP Gastos com chocolates e almoço com bacalhau podem chegar a R$ 365,86, segundo levantamento da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", o campus da USP em Piracicaba (SP). Por Aline Nascimento*, g1 Piracicaba e Região

A estimativa foi apontada em um estudo do Grupo Painel Econômico da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq).

Os dados foram coletados em nove estabelecimentos — tanto supermercados, quanto atacarejos — de Piracicaba entre 16 e 27 de março de 2026.

A metodologia segue os padrões do Procon/Dieese, que analisa produtos consumidos por famílias com renda de um a cinco salários mínimos.

Com variação de R$ 54 e R$ 114, o preço dos ovos de Páscoa em Piracicaba (SP) está até 19,8% mais caro em relação a 2025. A estimativa foi apontada em um estudo do Grupo Painel Econômico da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), que ainda aponta uma tendência de substituição por colombas.

🐰 De acordo com o levantamento da USP, uma família de quatro pessoas que irá consumir chocolates e preparar o almoço de Sexta-feira Santa, com o tradicional bacalhau, irá gastar aproximadamente R$ 365,86.

📊 Os dados foram coletados em nove estabelecimentos — tanto supermercados, quanto atacarejos — de Piracicaba entre 16 e 27 de março de 2026. A metodologia segue os padrões do Procon/Dieese, que analisa produtos consumidos por famílias com renda de um a cinco salários mínimos.

Os preços dos ovos de Páscoa em Piracicaba para 2026 apresentam um aumento em todas as categorias de peso quando comparados ao ano de 2025. Confira o comparativo abaixo:

Faixa de 200 g a 250 g: O preço médio saltou de R$ 45,73 para R$ 54,24, representando uma alta de 18,61%;Faixa de 300 g a 350 g: O valor médio subiu de R$ 64,42 para R$ 75,06, representando uma alta de 16,52%;Faixa de 500 g: Esta categoria registrou a maior alta percentual, passando de R$ 95,67 para R$ 114,63, um aumento de 19,82%.

Ovos de páscoa ficam mais caros em Piracicaba e podem ser 'trocados' pela colomba — Foto: Claudia Assencio/g1

De acordo com o levantamento da USP, o que mais atrai consumidores nos ovos de Páscoa tradicionais não é mais o chocolate, mas os brindes e brinquedos que vêm dentro. Eles deixaram de ser apenas um doce e se transformaram em experiência de consumo.

Os fabricantes ampliaram o portfólio para atender diferentes faixas de renda, com preços variados e opções para todos os bolsos. Além disso, diversificaram a oferta de produtos artesanais e novos sabores, focando no público adulto tanto quanto em crianças e jovens.

Ovos de páscoa ficam mais caros em Piracicaba e podem ser 'trocados' pela colomba — Foto: Claudia Assencio/g1

Devido às restrições orçamentárias, de acordo com a pesquisa da USP, há uma tendência de substituição dos ovos por colombas. No entanto, as alternativas mais baratas ficaram mais caras em 2026 — veja abaixo:

Colomba de Frutas (350 g): O preço médio é de R$ 22,25, o que representa uma alta de 2,25% em relação a estimativa de 2025.Colomba de Chocolate (350 g): Teve o aumento mais expressivo, de 20,47%, passando de R$ 18,32 em 2025, para R$ 22,07 em 2026.

Para contornar as restrições orçamentárias, muitos consumidores também estão optando por comprar barras de chocolate, bombons ou coberturas para produzir suas próprias sobremesas em casa. Essa opção, neste ano, é o que está mais em conta.

🍫 A cobertura fracionada blend, utilizada para fazer sobremesas caseiras, apresentou uma queda de 29,76% no seu preço médio, passando de R$ 43,82 em 2025, para R$ 30,78 em 2026.

Ovos de Páscoa estão até 19,8% mais caros em Piracicaba e podem perder espaço para colombas — Foto: Claudia Assencio/g1

De acordo com o levantamento da USP, a estimativa de gastos para uma família de quatro pessoas (composta por dois adultos e duas crianças) para a celebração na cidade é de aproximadamente R$ 365,86.

Para presentear a família e preparar uma sobremesa, a estimativa considera a compra de quatro itens, totalizando R$ 161,42. Esse valor representa um aumento de 3,93% em relação ao ano anterior — veja os produtos considerados na estimativa:

Dois ovos de Páscoa na faixa de 200 g a 250 g;Uma colomba pascal (calculada pela média de preço entre os sabores de frutas e chocolate);Uma barra de cobertura fracionada (1 kg).

O custo para adquirir os ingredientes básicos para o preparo de do almoço na Sexta-feira Santa é de R$ 204,44.

Em comparação à Páscoa de 2025, o preço do almoço está 2,09% mais barato, principalmente, segundo o levantamento, devido à queda no preço dos legumes e do azeite.

🛒 Os legumes mais usados para o preparo do prato de bacalhau são a batata, a cebola e o tomate. Veja a lista completa dos ingredientes considerados no levantamento:

1 kg de bacalhau: R$ 152,28 (o item mais caro, com alta de 9,22%)500 ml de azeite: R$ 34,37 (teve queda de 22,75%)1 kg de batata: R$ 4,86 (queda de 43,82%)1 kg de cebola: R$ 4,23 (queda de 51,88%)1 kg de tomate: R$ 8,70 (alta de 16,94%)

Seis recheios em um: tendência do ovo de Páscoa fatiado é 'instagramável' e pedida por clientes — Foto: Acervo Pessoal/

A pesquisa também comparou os preços de Piracicaba com os dados do Procon de Sorocaba (SP), Ribeirão Preto (SP) e São Paulo (SP). Entre os ovos de Páscoa, Piracicaba possui o menor preço médio entre as cidades.

Ovos de 300 g e 350 g em Ribeirão Preto chegam a ser 13,04% mais caros (R$ 84,85) do que em Piracicaba (R$ 75,06).

Piracicaba apresenta os preços mais altos das colombas e do azeite. No bacalhau, Sorocaba disparou com o preço mais alto, registrando R$ 184,67/kg, valor 21,27% superior ao de Piracicaba.

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Veja dicas e boas práticas para o plantio de oliveiras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/04/2026 17:26

GLOBO RURAL Veja dicas e boas práticas para o plantio de oliveiras A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) tem um folheto gratuito com as dicas. Por Globo Rural

O Dante Zanini, de Dom Pedrito (RS), escreveu ao Globo Rural pedindo dicas para o plantio de oliveiras.

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) tem um folheto gratuito com as informações sobre o assunto.

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Por que guerra no Irã fez ações da Petrobras baterem recorde – e como isso impacta a empresa e o Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/04/2026 17:26

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%Oferecido por

A recente valorização das ações preferenciais PETR4 da Petrobras na Bolsa de Valores (B3) reflete a alta da principal commodity da estatal: o petróleo.

Em razão da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, o setor petrolífero mundial, no qual a companhia brasileira está inserida, vive uma enorme disparada de preços.

Mesmo assim, a corrida aos papéis da Petrobras talvez não ocorresse com a mesma intensidade sem a retomada de investimentos exploratórios e a modernização do parque de refino.

Essa é a opinião de especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, que enfatizam as oportunidades abertas para a Petrobras diante da crise no Oriente Médio.

O país ainda necessita importar, entretanto, derivados como diesel, gasolina e querosene de aviação.

A recente valorização das ações preferenciais PETR4 da Petrobras (títulos que oferecem prioridade aos acionistas no recebimento de dividendos e compensações, geralmente não dão direito a voto e servem de referência para avaliação do valor de mercado da companhia) na Bolsa de Valores (B3) reflete a alta da principal commodity da estatal: o petróleo.

Em razão da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, o setor petrolífero mundial, no qual a companhia brasileira está inserida, vive uma enorme disparada de preços.

Mesmo assim, a corrida aos papéis da Petrobras talvez não ocorresse com a mesma intensidade sem a retomada de investimentos exploratórios e a modernização do parque de refino.

Essa é a opinião de especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, que enfatizam as oportunidades abertas para a Petrobras diante da crise no Oriente Médio, classificada por analistas do banco norte-americano Goldman Sachs como um autêntico choque do petróleo – o terceiro dos últimos 50 anos, depois dos registrados em 1973 e 1979.

Diferentemente dos choques anteriores, que apanharam o Brasil na dependência radical dos grandes exportadores no Oriente Médio, o atual encontra o país autossuficiente em produção de petróleo bruto, do qual é exportador.

Segundo balanço da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgado na quarta-feira (1º), a produção brasileira de petróleo e gás natural bateu recorde em fevereiro, alcançando 5,304 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d).

"Considerando que todos os outros fatores permaneçam inalterados, os preços do petróleo em alta poderiam aumentar exportações e receitas tributárias [do Brasil], assim como dividendos fluindo para o Tesouro", afirmam os economistas István Kecskeméti e Zoltan Horváth em análise divulgada no dia 11 de março no site da consultoria húngara OTP Global Markets.

O país ainda necessita importar, entretanto, derivados como diesel, gasolina e querosene de aviação.

Na esteira da produção recorde de fevereiro, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a empresa cogita a possibilidade de atingir a autossuficiência em diesel em cinco anos – originalmente, a intenção era suprir 80% da demanda nesse período.

"Muito provavelmente, porque a Petrobras adora desafios, quem sabe a gente chega com a possibilidade de ter um novo plano de negócios capaz de entregar a autossuficiência do Brasil em diesel", disse na quarta-feira (1º).

O anúncio coincide com registros de racionamento ou desabastecimento de diesel no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso, onde o insumo é determinante para o sucesso da colheita da safra de verão, que inclui culturas como soja, milho e arroz.

Preocupado com os reflexos da crise sobre sua imagem e a campanha pela reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu com indignação a um leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP), o popular gás de cozinha, da Petrobras, que vendeu o produto às distribuidoras com preços até 100% maiores do que os cobrados na tabela da companhia.

Lula ameaçou anular o processo, mas isentou a direção da Petrobras de responsabilidade pelo episódio.

"Para a economia brasileira, a grande preocupação centra-se no diesel – e, acima de tudo, nos fertilizantes", afirma o ex-vice-presidente do Banco Mundial Otaviano Canuto em artigo publicado na quarta-feira (1/4) no site do Centro de Política para o Novo Sul (Policy Center for the New South).

O economista Mahatma Ramos, diretor técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra, vinculado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), afirma que o preço das ações da Petrobras tem sido historicamente afetado pelas situações externa e interna.

Ele lembra, por exemplo, que a ação PETR4 chegou a valer R$ 23 em abril de 2021, durante a pandemia do novo coronavírus.

No primeiro semestre de 2022, em razão da guerra da Ucrânia, o preço chegou a R$ 32, caindo depois diante das incertezas da sucessão presidencial daquele ano.

"Desde janeiro de 2023, o que se vê é um processo de recuperação do valor das ações", sustenta.

Essa escalada prosseguiu até o início de 2024, quando o preço da ação PETR4 estabilizou-se entre R$ 35 e R$ 42, e voltou a cair no ano seguinte por conta da desaceleração da economia chinesa e da guerra comercial.

"Agora, em 2026, [o preço da ação] explode de novo, alcançando quase R$ 50 de valor de face."

Para se ter uma ideia do peso da guerra do Irã na alta das ações PETR4, basta olhar o calendário.

No dia 27 de fevereiro, uma sexta-feira, véspera do início dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, a cotação desses títulos fechou em baixa de 0,28 pontos (–0,71%), tendo sido negociados na abertura a R$ 39,92, alcançando máxima de R$ 40,27 e fechando a R$ 39,33.

Em 2 de março, quando os mercados reabriram após o final de semana, as PETR4 arrancaram a R$ 41,30 e fecharam a R$ 41,13, registrando uma valorização de 1,8 ponto (4,58%).

Nos 22 dias seguintes de pregão, os títulos preferenciais da Petrobras deixaram de fechar no azul em apenas sete.

Em 1º de abril, fecharam a R$ 47,29 – uma valorização de cerca de 20% em aproximadamente um mês.

Quando se analisa a cotação do barril de petróleo Brent (cru), que serve de parâmetro para todo o setor petrolífero, as correspondências com as ações da Petrobras são evidentes.

No dia 2 de abril, esteve cotado a US$ 107,94, depois de atingir um pico de US$ 116,25 no dia 9 de março, quando ficou claro que o Irã utilizaria como arma de guerra a ameaça de bloqueio do estreito de Ormuz, por onde é escoado um quinto da produção petrolífera global.

Para o professor do Programa de Pós-graduação Profissional em Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Maurício Weiss, o comportamento das ações da estatal brasileira de petróleo pode ser descrito com mais precisão como uma "síntese de fatores conjunturais e estruturais".

"Este ano, a Petrobras já subiu mais de 50% [em valor de mercado]. Em março, ela subiu 18%. Isso decorre de fato do conflito no Oriente Médio, com a alta dos preços dos combustíveis", explica Weiss.

O professor lembra, porém, que a empresa já vinha apresentando desempenho notável em termos de produtividade e lucratividade antes da eclosão da guerra.

"Desde o ano passado, houve uma grande elevação do lucro da Petrobras em relação ao [ano] anterior [2024]. Chegou a praticamente 200% de aumento [do lucro], superior a R$ 110 bilhões. Isso é resultado do aumento da produção de petróleo e gás, especialmente por conta do pré-sal", assinala.

O economista Cloviomar Cararine, do Departamento Intersindical de Estudos Estatísticos e Socioeconômicos (Dieese), ressalta que a avaliação do valor de uma empresa não é 100% neutra e objetiva, mas resulta da confluência de análises operacional, política e de mercado.

"Uma empresa pode ser muito rentável, ter um futuro muito promissor, mas, por uma série de questões políticas, por exemplo, acabar mal-avaliada", afirma.

"Ou o contrário: uma empresa pode estar se desmontando, completamente falida, e, por avaliação especulativa de mercado, ver subir o preço de suas ações."

Maior empresa da América Latina em valor de mercado, estimado em mais de US$ 130 bilhões, a Petrobras teve seu perfil incrementado pela descoberta e exploração das reservas situadas na camada pré-sal das águas territoriais brasileiras no Atlântico, entre 5 mil e 7 mil metros de profundidade, a partir de meados da década de 2000.

Na década seguinte, porém, a companhia foi alvo de um megaescândalo de corrupção, investigado pela chamada Operação Lava-Jato, que levou ao processo e condenação de pelo menos quatro diretores da estatal por crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

No governo seguinte, do antes vice-presidente Michel Temer (MDB) (2016-2019), a gestão da Petrobras sofreu uma guinada por meio do chamado Preço de Paridade de Importação (PPI), da venda de ativos e da abertura ao capital estrangeiro na exploração do pré-sal.

Essa política forneceu o pano de fundo para a greve dos caminhoneiros, em 2018 – que tinha como uma das bandeiras o protesto contra o alto preço do diesel –, e para a forte alta do preço dos combustíveis em 2022, logo depois do início da invasão russa da Ucrânia, já sob Jair Bolsonaro (2019-2022), sucessor de Temer.

Personagem central do escândalo da Lava-Jato, que culminou em sua condenação e prisão por 580 dias entre 2018 e 2019 (as condenações foram anuladas em 2021 pelo Supremo Tribunal Federal), Lula elegeu-se no ano seguinte com a promessa de sepultar o PPI, sob o qual o litro da gasolina comum chegou a custar R$ 8,95 em 2022.

"Nós não vamos pagar o preço internacional, nós vamos pagar o preço do custo da gasolina aqui no Brasil", disse Lula em maio daquele ano.

"Porque a Petrobras tem que pensar no investimento, (…) pensar em 200 milhões de brasileiros que são donos dessa empresa ou são sócios dessa empresa", afirmou.

Sob pressão da alta do petróleo a partir do início da guerra no Oriente Médio, o governo Lula adotou uma série de medidas mitigadoras como a redução a zero do PIS/Cofins sobre o diesel, o subsídio de R$ 0,32 por litro desse combustível e a redução de alíquotas de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pactuada com todos os 27 governadores.

Cararine afirma que a eleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 2024, e a guerra no Irã servem como lembrete de que a economia mundial continua largamente dependente dos combustíveis fósseis.

A China, por outro lado, embora continue sendo a maior importadora de petróleo do mundo, aposta na diversificação da sua matriz energética.

"A China tem petróleo, carvão e minerais críticos, mas tem apostado nos últimos anos na não-dependência do petróleo."

A Petrobras, avalia, deveria levar em conta a existência desses dois fatores – de um lado, o negacionismo climático de Trump e a nova guerra do Golfo, e de outro, o interesse da China em energia limpa – e converter-se de empresa petrolífera em empresa de energia.

"O futuro vai depender dessa relação de forças. Se, por um lado, esse modelo americano, que considero insustentável, permanecer por mais tempo, isso adiará a transição energética. Se houver uma mudança de direção nos Estados Unidos, com um governo mais preocupado com isso, crescerá o espaço para políticas que vão no mesmo sentido", finaliza.

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Taxa das blusinhas: arrecadação do governo sobe 25% em janeiro, para R$ 425 milhões; Alckmin avalia que medida protege o emprego

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/04/2026 10:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%Oferecido por

O governo federal arrecadou o valor R$ 425 milhões com o imposto de importação sobre encomendas internacionais, a chamada "taxa das blusinhas", em janeiro deste ano.

Segundo números da Receita Federal, isso representa um crescimento de 25% na comparação com o mesmo mês do ano passado — quando a arrecadação somou R$ 340,9 milhões.

No primeiro mês deste ano, foram recebidas 15,3 milhões remessas internacionais, em comparação com 11,4 milhões em janeiro de 2025.

➡️De acordo com o jornal "O Globo", o governo voltou a avaliar a revogação da chamada "taxa das blusinhas", em um ano eleitoral. O movimento é liderado pela ala política, especialmente o ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação da Presidência, mas envolve outros setores.

➡️Ao mesmo tempo, a Câmara dos Deputados já discute um projeto de lei que zera o imposto de importação sobre compras de até US$ 50 feitas por meio de comércio eletrônico, ou seja, impõe um fim à chamada "taxa das blusinhas".

O vice-presidente Geraldo Alckmin lembrou que defendeu a adoção do tributo no passado para proteger a produção, o emprego e a renda no país (veja mais abaixo nessa reportagem).

Se por um lado a medida tem ajudado na arrecadação federal, por outro ela tem resultado em prejuízo aos Correios, que passam por forte crise financeira.

💵No acumulado de todo ano de 2025, a chamada taxa das blusinhas arrecadou o valor recorde de R$ 5 bilhões, ajudando o governo no atingimento da meta fiscal.

Segundo informou o Fisco em fevereiro, 50 milhões de brasileiros estão "cumprindo suas obrigações tributárias" por meio das empresas habilitadas no Remessa Conforme — programa adotado para regularizar as encomendas internacionais.

"Com o PRC [Programa Remessa Conforme] o governo conseguiu elevar drasticamente o registro de declarações de importação e combater a evasão fiscal, ao mesmo tempo em que acelerou o prazo de entrega dos produtos. O número de encomendas 'não PRC' [fora do programa] no Brasil caiu de 16 milhões em 2024 para 6,5 milhões em 2025", informou o Fisco, em fevereiro.

➡️Em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, o governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas dentro do programa Remessa Conforme.

🔎A taxação foi uma resposta do governo e do Congresso a um pedido de segmentos da indústria nacional, após o aumento das compras digitais durante a pandemia, e diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e os importados nas plataformas online.

➡️À época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o texto aprovado pelo Legislativo, apesar de ter classificado a decisão como "irracional". A medida foi defendida pela indústria brasileira.

Alinhado com a indústria nacional, o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também ocupava o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, disse nesta semana que não tem participado do debate sobre a revogação da taxa das blusinhas.

🔎Alckmin deixou o cargo de ministro nesta semana para concorrer a reeleição ao cargo de vice-presidente na chapa do presidente Lula neste ano.

Ele lembrou, porém, que defendeu a adoção do tributo no passado para proteger a produção, o emprego e a renda no país. Alckmin não citou o viés arrecadatório da taxação.

"Defendi lá atrás, porque se você pegar o produto fabricado no brasil, a roupa, ele paga entre 45%, a quase 50% de tributo. Uma média de 45%. O importado está pagando bem menos do que o fabricado aqui dentro (…) Mesmo com a tributação [taxa das blusinhas], ainda é a carga bem menor do que o produto brasileiros", disse o vice-presidente, nesta sexta-feira (2).

No começo do ano passado, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) fez a mesma avaliação. Segundo a entidade, a taxa das blusinhas contribuiu para a manutenção de milhares de empregos de trabalhadores no país.

"Os bons resultados decorrentes da taxação de 20% das remessas internacionais de até U$ 50 demonstram a pertinência da isonomia tributária e regulatória. Esta agenda, que tem sido trabalhada por diversos países e sobre a qual ainda precisamos avançar mais, seguirá como prioridade da Abit, pois são sempre positivos os impactos da redução das desigualdades de condições entre as empresas brasileiras e as estrangeiras", informou a Abit, em 2025, por meio de nota.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Criticado por Trump e defendido por Lula: veja as novidades previstas para o PIX, que bateu recorde em 2025

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/04/2026 09:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,05%Dólar TurismoR$ 5,3610,03%Euro ComercialR$ 5,951-0,36%Euro TurismoR$ 6,197-0,37%B3Ibovespa188.052 pts0,05%Oferecido por

O Banco Central (BC) continua trabalhando na chamada agenda evolutiva do PIX e prepara novidades para a ferramenta de transferências em tempo real.

Inaugurada em 2020, a plataforma voltou a ser alvo de críticas nesta quarta-feira (1º) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — sob o argumento de que o sistema prejudicial às gigantes de cartão de crédito, como Visa e Mastercard.

Orientado pelo ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu prontamente e disse que "ninguém" vai fazer o governo brasileiro mudar o PIX.

Cobrança Híbrida: inserção no regulamento do PIX da possibilidade de pagamento, por meio do QR code, de uma cobrança que também apresenta a possibilidade de pagamento por meio do arranjo de boleto. Isso já é oferecido de forma facultativa, mas a previsão é de que seja obrigatória a partir de novembro deste ano. Duplicata: funcionalidade para permitir o pagamento de duplicatas escriturais (títulos de crédito) via PIX, facilitando a antecipação de recebíveis, com informações atualizadas em tempo real, reduzindo custos operacionais. Objetivo é que sirva de alternativa aos boletos bancários. Split tributário: adequar a ferramenta, até o fim do ano, ao sistema de pagamento de impostos em tempo real que vem sendo desenvolvido pela Receita Federal no âmbito da reforma tributária sobre o consumo. De 2027 em diante, a CBS (tributo federal sobre o consumo) será paga no ato da compra, desde que seja feita por meio eletrônico.

PIX internacional: modalidade que já é aceita em alguns países, como Argentina, Estados Unidos (Miami e Orlando) e Portugal (Lisboa), entre outros. O BC avalia que o formato atual de utilização do PIX, em outros países, é "parcial", focada em estabelecimentos específicos. A ideia é que os pagamentos transfronteiriços possam ser feitos de forma definitiva, entre países, no futuro. O objetivo é interligar sistemas de pagamento instantâneos.PIX em garantia: será um tipo crédito consignado para trabalhadores autônomos e empreendedores do setor privado. A proposta é que esses trabalhadores possam dar, em garantia de empréstimos bancários, "recebíveis futuros", ou seja, transferências que irão receber por meio do PIX — possibilitando a liberação dos recursos e juros mais acessíveis.PIX por aproximação (modelo offline): ideia é permitir o pagamento por aproximação mesmo que o usuário não esteja com seu dispositivo conectado, ou seja, ligado à rede por Wi-Fi ou 5G.

➡️Ao mesmo tempo, o Banco Central segue discutindo o lançamento, no futuro, das regras para o chamado PIX Parcelado, que será uma alternativa para 60 milhões de pessoas que atualmente não têm acesso ao cartão de crédito.

💵O parcelamento por meio do PIX já é ofertado por várias instituições financeiras, uma linha de crédito formal, mas o BC quer padronizar as regras — o que tende a favorecer a competição entre os bancos e queda dos juros. Essa padronização não tem prazo definido.

A ferramenta de transferências do Banco Central é um sucesso. No ano passado, o PIX registrou R$ 35,36 trilhões em transferências, um novo recorde.

Além do amplo e generalizado uso pela população brasileira, a plataforma foi responsável pela inclusão de milhões de pessoas no sistema financeiro.

O sistema também estimulou a economia, principalmente em pequenos negócios, seja presenciais ou digitais, que antes tinham mais dificuldades em receber os pagamentos por seus produtos e serviços.

Em novembro de 2025, quando o PIX fez aniversário de cinco anos, o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Renato Gomes, comentou que o país estava próximo, naquele momento, de ter toda a população adulta utilizando a ferramenta.

“Muita gente não usava as contas que tinha. Ou apenas recebia o salário, sacava tudo e só utilizava dinheiro. Depois do PIX, as pessoas perceberam a conveniência de se pagar as contas pelo celular e mudaram esse comportamento, passando, de fato, a usar suas contas”, afirmou o diretor do BC, Renato Gomes, em novembro do ano passado.

Reconhecido internacionalmente, a ferramenta de transferência em tempo real do Banco Central evoluiu nos últimos cinco anos. Veja a evolução:

📩 PIX Cobrança: passou a cumprir o papel do boleto, permitindo que empresas e prestadores de serviço emitam e recebam pagamentos de forma mais rápida, com conciliação automática e comunicação direta com o cliente.💵 PIX Saque e PIX Troco: lojas e outros estabelecimentos passaram a funcionar como pontos de saque, o que descentraliza o acesso ao dinheiro e ainda reduz custos para o comércio ao incentivar o uso de pagamentos eletrônicos.📅 PIX Agendado: facilitou pagamentos periódicos e transferências com datas fixas, ganhando relevância entre empregadores, autônomos e profissionais liberais pela previsibilidade e organização financeira.📱 PIX por Aproximação: disponível inicialmente apenas para Android, trouxe a experiência de pagamentos por contato físico, semelhante aos cartões por aproximação, para o ambiente digital.🔄 PIX Automático: transforma os pagamentos recorrentes ao democratizar o equivalente ao débito automático, antes concentrado em grandes instituições, e facilitar cobranças de serviços contínuos.🌐 Integração com o Open Finance: ampliou o alcance das transações digitais, permitindo iniciar pagamentos por diferentes plataformas, especialmente em compras online e via celular.

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Trabalho análogo à escravidão: imigrantes são resgatados em oficinas que produziam para marcas de roupas em MG

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/04/2026 06:51

Trabalho e Carreira Trabalho análogo à escravidão: imigrantes são resgatados em oficinas que produziam para marcas de roupas em MG Fiscalizações encontraram bolivianos sem registro, submetidos a jornadas exaustivas, salários abaixo do mínimo e vivendo nos próprios locais de trabalho. Empresas foram autuadas. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Auditores resgataram 29 bolivianos em condições análogas à escravidão em oficinas de costura em Betim e Contagem (MG), que produziam para marcas como Anne Fernandes e Lore.

Trabalhadores estavam sem registro, com jornadas de até 68 horas semanais, pagamento por produção e descontos que configuravam servidão por dívida.

Os resgatados viviam e trabalhavam em condições precárias; relatórios apontam indícios de tráfico de pessoas e possível responsabilização das marcas.

As empresas podem sofrer sanções como pagamento de verbas rescisórias, multas e possível inclusão na “lista suja” do trabalho escravo. O g1 procurou as empresas citadas, mas não obteve retorno.

Imigrantes bolivianos são resgatados de trabalho análogo à escravidão em oficinas — Foto: Auditoria-fiscal do Trabalho/Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT)

Duas operações realizadas por auditores fiscais da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) resgataram 29 imigrantes bolivianos submetidos a condições análogas à escravidão em oficinas de costura que produziam peças para as marcas Anne Fernandes e Lore.

Os trabalhadores foram encontrados nos municípios de Betim e Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). As ações ocorreram em 2025 e tiveram início a partir de denúncias anônimas, além de uma investigação que rastreou a cadeia produtiva das empresas.

Segundo os relatórios, uma das operações começou após o Conselho Tutelar receber denúncias por meio do Disque 100. Os relatos indicavam que um cidadão boliviano aliciava conterrâneos e os submetia a jornadas que iam das 6h da manhã até a madrugada, inclusive com a participação de crianças nas atividades.

Em um dos casos, envolvendo a Lore Confecções, 16 trabalhadores foram resgatados – 12 homens e 4 mulheres, incluindo um adolescente. Já na fiscalização relacionada à Lagoa Mundau Indústria e Comércio Atacadista de Roupas, dona da marca Anne Fernandes, outras 13 pessoas foram encontradas nas mesmas condições.

Em nota, a Lagoa Mundau disse que repudia violações trabalhistas, afirmou que a oficina era um fornecedor autônomo e que não tinha controle sobre a mão de obra. A companhia declarou ainda que desconhecia as irregularidades, contestou a autuação e rescindiu o contrato após a operação.

As inspeções identificaram uma série de irregularidades graves. Os trabalhadores atuavam sem registro em carteira e sem acesso a direitos básicos, como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e cobertura do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de receberem remuneração inferior ao salário mínimo em parte dos casos.

A remuneração era feita por produção, com descontos relacionados a despesas como passagem internacional, alimentação e medicamentos, o que, segundo a fiscalização, configurava um sistema de servidão por dívida.

Os trabalhadores enfrentavam jornadas exaustivas, que chegavam a cerca de 68 horas semanais. De segunda a sexta-feira, o expediente médio era de 12 horas e 45 minutos por dia, com relatos de trabalho das 7h às 21h e, em casos mais graves, até a madrugada. Aos sábados, a jornada seguia das 7h ao meio-dia.

Apesar de haver pausas para refeições, a carga horária ultrapassava o limite legal de 8 horas diárias e 44 semanais. A pressão era intensificada pelo pagamento por produção e pelo endividamento dos imigrantes, que precisavam quitar despesas e garantir a subsistência das famílias.

As condições de trabalho e moradia também foram consideradas degradantes. Em muitos casos, os trabalhadores viviam nos próprios locais de produção ou em imóveis superlotados. As oficinas apresentavam instalações elétricas improvisadas, ausência de equipamentos de segurança, risco de incêndio e acúmulo de materiais inflamáveis.

O ambiente era quente e sem ventilação adequada, devido ao uso de telhas de fibrocimento, e não havia qualquer controle térmico ou acústico. O mobiliário era precário, com uso de cadeiras improvisadas, caixas de papelão ou assentos sem encosto.

Também foram constatadas falhas graves em higiene e infraestrutura: banheiros insuficientes e compartilhados entre homens, mulheres e crianças, ausência de refeitórios adequados e preparo de alimentos em condições inadequadas.

Bebedouro apoiado sobre vaso sanitário em operações realizadas por auditores fiscais do trabalho. — Foto: Auditoria-fiscal do Trabalho/Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT)

Os relatórios ainda apontam indícios de tráfico de pessoas, com recrutamento de trabalhadores bolivianos em situação de vulnerabilidade, trazidos ao Brasil sob falsas promessas de emprego. Em um dos casos, uma adolescente atuava como cozinheira para o grupo.

Os valores pagos pelas marcas às oficinas variavam conforme a peça, indo de cerca de R$ 10 a R$ 80 — com casos pontuais mais altos. No entanto, os trabalhadores recebiam apenas uma fração desses valores.

Anotações de produção mostram pagamentos de R$ 3 por saia, entre R$ 4 e R$ 10 por blusa, de R$ 10 a R$ 16 por calça e de R$ 13,50 a R$ 27 por vestido. Em muitos casos, o valor ainda era dividido entre vários trabalhadores envolvidos na confecção.

Além disso, iniciantes chegavam a receber cerca de R$ 1.200 por mês, abaixo do salário mínimo, e parte da remuneração era descontada para cobrir despesas como moradia, alimentação e passagens, reforçando o endividamento.

Por outro lado, peças das marcas são vendidas por valores muito superiores no varejo. Uma jaqueta da Anne Fernandes pode custar quase R$ 10,7 mil, enquanto itens da Lore chegam a cerca de R$ 6,5 mil.

Imigrantes bolivianos são resgatados de trabalho análogo à escravidão em oficinas — Foto: Auditoria-fiscal do Trabalho/Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT)

De acordo com a fiscalização, as marcas exerciam controle direto sobre a produção, definindo modelos, preços, prazos e padrões de qualidade, o que mantinha as oficinas em situação de dependência econômica.

Os auditores apontam ainda que as empresas tinham conhecimento das condições precárias e não adotaram medidas para regularizar a situação.

Nos dois casos, as oficinas funcionavam como estruturas informais, apesar de vinculadas às marcas por meio de ordens de serviço. Para os fiscais, há indícios de terceirização irregular e uso de empresas de fachada.

As investigações indicam ainda um padrão recorrente no setor de confecção: a exploração de mão de obra imigrante em condições degradantes, com moradia no próprio local de trabalho e ausência de direitos trabalhistas.

As empresas podem sofrer uma série de sanções. Entre elas estão o reconhecimento do vínculo empregatício com os trabalhadores resgatados, pagamento de verbas rescisórias – que, em um dos casos, ultrapassaram R$ 130 mil –, além de autos de infração e multas administrativas.

Os nomes das empresas também podem ser incluídos no Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “lista suja”, a depender da tramitação administrativa do caso.

Além disso, podem responder por danos morais individuais e coletivos. Os relatórios apontam ainda a nulidade dos contratos de terceirização firmados com as oficinas e indicam que as empresas agiram com falhas na escolha e fiscalização dos fornecedores.

Imigrantes bolivianos são resgatados de trabalho análogo à escravidão em oficinas — Foto: Auditoria-fiscal do Trabalho/Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT)

A empresa manifesta seu repúdio absoluto e incondicional a qualquer forma de trabalho que viole a dignidade humana, especialmente o trabalho em condições análogas à de escravo. Esse valor não é apenas uma diretriz, mas um pilar fundamental e inegociável de nossa cultura corporativa e de nosso histórico de mercado. Compartilhamos da mesma indignação da sociedade e de nossos parceiros diante de uma temática tão grave e reafirmamos que nossa atuação é pautada pelo mais estrito cumprimento da lei.

É fundamental esclarecer a natureza da relação jurídica com a oficina de costura citada. A Lagoa Mundau mantinha um contrato de natureza estritamente mercantil de industrialização por encomenda, conhecido como "facção". Nessa relação, celebrada entre duas empresas autônomas, a Lagoa Mundau apenas contratava uma etapa específica do processo produtivo, fornecendo a matéria-prima.

O fornecedor em questão era um empresário individual independente, cuja oficina de facção era devidamente estabelecida e autorizada pelos órgãos legais do Brasil, possuindo não somente CNPJ ativo, mas também inscrição estadual fornecida pela Secretaria da Fazenda do Estado de Minas Gerais. Ele possuía maquinário próprio e atendia a outros clientes no mercado, o que comprova sua plena autonomia empresarial e afasta qualquer tese de exclusividade ou dependência em relação à nossa marca.

A gestão de suas atividades e, principalmente, de sua mão de obra, era de sua exclusiva responsabilidade. Tratava-se de um empresário autônomo, financeiramente capaz e independente de qualquer um de seus contratantes.

Nossa interação com a oficina era extremamente limitada. A Lagoa Mundau apenas tinha acesso à área de entrega de matéria-prima e recebimento das roupas prontas. Nesse local, era feita a verificação da qualidade das peças por nosso profissional. Jamais adentramos internamente na oficina, principalmente nos locais onde os trabalhos eram realizados ou onde permaneciam os empregados daquele estabelecimento.

Por consequência, não tínhamos nenhum conhecimento do funcionamento interno da oficina, muito menos contato com seus trabalhadores ou qualquer outro tipo de interação com as pessoas que ali trabalhavam. O poder de direção da Lagoa Mundau limitava-se estritamente ao controle de qualidade do produto final, não alcançando, em hipótese alguma, a gestão interna da oficina, a definição de jornadas, a contratação de pessoal ou o pagamento de salários.

Sobre as alegações da fiscalização, a Lagoa Mundau esclarece que a autuação administrativa é tecnicamente equivocada e baseada em premissas frágeis. A idoneidade da empresa é comprovada por seu histórico impecável, ostentando a classificação máxima "Sintonia A+" da Receita Federal, selo concedido a organizações com o mais alto nível de conformidade fiscal. Estamos em dia com todas as obrigações trabalhistas, previdenciárias e fundiárias, sem qualquer débito no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas (BNDT).

Assim que tomamos conhecimento da ação fiscal em setembro de 2025, agimos com rapidez e rigor. Mesmo antes da conclusão de qualquer processo, a empresa realizou o distrato imediato com o fornecedor em outubro de 2025. Essa medida demonstra nossa política de tolerância zero: qualquer indício de descumprimento de normas trabalhistas na cadeia de suprimentos resulta no desligamento sumário do parceiro comercial.

Apresentamos defesas administrativas robustas, fundamentada em documentos que provam a ausência de subordinação e a total autonomia do fornecedor. Estamos convictos de que a justiça prevalecerá e a improcedência das acusações será reconhecida, restabelecendo a verdade sobre nossa conduta diligente.

Quanto à nossa rede de parceiros, mantemos um canal de diálogo constante com influenciadores digitais e revendedoras, reafirmando nosso compromisso inabalável com a produção ética. Este episódio isolado com um fornecedor externo serviu para intensificar ainda mais nossos protocolos de auditoria e conformidade (compliance). Implementamos mecanismos de monitoramento ainda mais rigorosos na seleção e vigilância de prestadores de serviços, garantindo que toda a cadeia produtiva reflita os altos padrões de responsabilidade social que sustentam a trajetória da marca Anne Fernandes.

Reiteramos nosso compromisso com a transparência, com a ética e com o desenvolvimento social, e permanecemos à disposição para novos esclarecimentos que se façam necessários.

Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota no Sistema Ipê, lançado em maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho.

Este é o canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações.

A ideia é que a fiscalização possa, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações no local.

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‘O primeiro contato foi um boleto’: empreendedores denunciam envio de cobranças que induzem ao erro

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 03/04/2026 04:56

Empreendedorismo Guia do empreendedor ‘O primeiro contato foi um boleto’: empreendedores denunciam envio de cobranças que induzem ao erro Micro e pequenos empresários relatam receber cobranças via DDA de serviços que nunca contrataram. Especialistas dizem que o formato dos boletos pode induzir ao erro; empresa afirma que os documentos são apenas propostas comerciais facultativas. Por Janize Colaço, g1 — São Paulo

Quando abriu o aplicativo do banco para conferir as movimentações do mês, a costureira Silvana* se deparou com uma cobrança inesperada: um boleto de R$ 495 emitido por uma empresa da qual nunca tinha ouvido falar.

O documento aparecia registrado no sistema de Débito Direto Autorizado (DDA), mecanismo usado pelos bancos para reunir boletos vinculados ao CNPJ ou CPF do cliente — normalmente contas e cobranças regulares de fornecedores.

Sem qualquer contato prévio, proposta comercial ou contratação de serviço, o documento tinha aparência de uma cobrança legítima. Antes de pagar, porém, Silvana decidiu pesquisar o nome da empresa na internet.

A decisão também levou em conta o desinteresse pelo serviço oferecido: uma plataforma que reúne dados cadastrais de CPFs e CNPJs e permite consultar informações usadas em análises de crédito e decisões comerciais, como pendências relacionadas a cheques, protestos, ações cíveis e processos de recuperação judicial.

Situações como essa têm sido relatadas por microempreendedores e donos de pequenos negócios em diferentes regiões do país. Empresários afirmam receber boletos registrados em seus CNPJs por empresas com as quais nunca mantiveram relação comercial.

Os valores costumam variar e chegam aos aplicativos bancários por meio do DDA — sistema criado justamente para facilitar o controle de pagamentos.

A prática tem gerado milhares de reclamações e levantado questionamentos jurídicos sobre possíveis abusos em estratégias comerciais baseadas no envio de chamados “boletos de proposta”.

De acordo com relatos de empresários e especialistas ouvidos pelo g1, o mecanismo costuma seguir uma lógica simples: empresas registram boletos em nome de CNPJs mesmo sem qualquer contratação prévia de serviço.

Como o documento passa a aparecer diretamente no sistema bancário, muitos empreendedores interpretam a cobrança como uma obrigação financeira legítima — especialmente quando o boleto surge no aplicativo do banco ao lado de contas e pagamentos recorrentes.

Segundo a microempreendedora, o que mais causou estranhamento foi o fato de o boleto ter sido o primeiro contato da empresa com ela.

“Não houve ligação, e-mail ou proposta explicando o serviço. O primeiro contato foi um boleto”, afirma. “Isso faz a gente se sentir vítima de um golpe.”

Um empreendedor da cidade de Agudos, no interior de São Paulo, contou na plataforma que chegou a pagar o boleto de R$ 495 acreditando se tratar de uma cobrança de um fornecedor de matéria-prima. A confusão só foi percebida depois.

“Achei que era uma fatura de material que eu havia comprado. Depois minha gerente do banco comentou que a empresa tem péssima fama por esse tipo de cobrança”, relatou.

Na mesma plataforma, há também relatos de empresários que dizem receber boletos de forma recorrente.

Um empreendedor de São José dos Campos (SP) afirmou que documentos no valor de R$ 495 aparecem mensalmente em seu aplicativo bancário, mesmo sem autorização. Segundo ele, a intenção é buscar ajuda de órgãos de defesa do consumidor caso os envios continuem.

O volume de reclamações relacionadas a esse tipo de prática também chama atenção. Levantamento feito pelo g1 no site Reclame Aqui mostra que a SEBRACOM acumulou mais de 19,1 mil queixas ao longo de 2025.

Nos relatos publicados na plataforma, o padrão se repete: empresários afirmam ter recebido boletos sem qualquer contratação prévia e dizem ter ficado em dúvida sobre a natureza da cobrança.

Situação semelhante foi relatada nas redes sociais pela esteticista Duanne Ellen. Em um vídeo publicado em abril do ano passado, ela conta que encontrou um boleto de R$ 459 registrado em seu DDA bancário.

Ao pesquisar o nome da empresa, diz ter encontrado uma sequência de reclamações semelhantes no Reclame Aqui.

“Você entra na plataforma e vê reclamações com minutos ou horas de diferença. Parece algo feito em massa.”.

Ao g1, especialistas em direito afirmam que o formato dessas propostas comerciais pode gerar confusão justamente por reproduzir elementos típicos de cobranças reais.

A advogada Daniela Poli Vlavianos, sócia do Poli Advogados e Associados, explica que o envio de boletos de proposta — documentos usados para apresentar uma oferta comercial — não é proibido por si só.

O problema, segundo ela, surge quando o documento é estruturado de forma muito semelhante a uma cobrança obrigatória.

🔎 Isso acontece, por exemplo, quando o boleto apresenta características comuns de contas a pagar, como data de vencimento e valor definido, sem deixar claro de forma inequívoca que se trata apenas de uma oferta opcional.

“Quando o documento se parece com uma cobrança legítima, o risco de indução ao erro é muito grande”, afirma.

A advogada acrescenta que a estratégia tende a se apoiar justamente na rotina administrativa das empresas.

Pequenos negócios lidam diariamente com uma grande quantidade de contas, tributos e cobranças de fornecedores, o que pode levar a pagamentos feitos de forma automática ou sem conferência detalhada.

“É uma prática que explora exatamente esse fluxo de pagamentos. Funciona quase como uma forma de engenharia social aplicada ao ambiente empresarial”, diz.

Porém, dependendo da forma como o documento é apresentado, a prática pode ultrapassar os limites de uma oferta comercial legítima. Para Bruno Boris, sócio fundador do Bruno Boris Advogados, nesses casos o envio de cobranças para serviços não contratados pode ser considerado abusivo.

“Você está ofertando algo que não foi solicitado e que chega com aparência de cobrança”, afirma.

Segundo ele, se não houver prestação efetiva de serviço, a situação pode até ser interpretada como estelionato. Nesses casos, empresários que realizam o pagamento por engano têm direito de pedir a devolução do valor.

📚 Os especialistas também destacam que, embora a relação envolva duas empresas, o Código de Defesa do Consumidor pode ser aplicado em determinadas situações. Isso ocorre quando micro e pequenas empresas demonstram vulnerabilidade técnica ou informacional diante do fornecedor.

Segundo ele, a prática também pode violar o princípio da boa-fé objetiva que deve orientar as relações contratuais.

“O envio de documentos com aparência típica de cobrança, sem explicar claramente que se trata apenas de uma proposta comercial, pode ser considerado uma conduta abusiva”, afirma.

Aghazarm lembra ainda que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já reconheceu, em diferentes decisões, a possibilidade de aplicar o Código de Defesa do Consumidor em relações entre empresas quando há fragilidade na relação contratual.

Especialistas recomendam atenção redobrada sempre que uma cobrança desconhecida aparecer no sistema bancário da empresa.

A primeira medida é verificar a origem do documento e confirmar se existe, de fato, alguma relação comercial com a empresa emissora.

📢 Também é recomendável registrar a situação em canais de reclamação ou em órgãos de defesa do consumidor, como o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), para alertar outros empresários sobre a prática.

O caminho inicial costuma ser procurar diretamente a empresa responsável pela cobrança e solicitar a devolução, explicando que não houve contratação do serviço.

A advogada Daniela Poli Vlavianos explica que, em muitos casos, a tentativa de resolver o problema fora da Justiça é o primeiro passo.

“Uma notificação pedindo o reembolso pode resolver a situação. Caso contrário, é possível ingressar com ação judicial por enriquecimento sem causa.”

⚖️ Se não houver acordo, o empresário pode recorrer ao Judiciário. A ação pode se basear justamente na inexistência de relação contratual que justifique a cobrança, além do fato de o pagamento ter sido realizado por erro.

O advogado Eduardo Terashima, sócio de resolução de disputas do NHM, explica que tramita no Congresso o Projeto de Lei nº 2243/2019, que busca proibir o envio desse tipo de documento quando não houver pedido prévio do destinatário.

A proposta, explica ele, surgiu justamente para evitar situações em que empresários sejam levados ao erro ao interpretar esses documentos como cobranças obrigatórias.

A discussão também já chegou ao âmbito estadual. No Rio de Janeiro, por exemplo, a Lei nº 9.784/2022 proíbe o envio de boletos sem autorização prévia de quem irá recebê-los.

Para Terashima, a preocupação faz sentido diante da rotina administrativa de muitas empresas. Negócios que lidam com grande volume de contas podem acabar processando pagamentos de forma automática, o que aumenta o risco de quitações feitas por engano.

“Departamentos financeiros muitas vezes processam pagamentos de forma rotineira. Se o documento não deixa claro que é apenas uma proposta, o risco de erro aumenta bastante.”

Em respostas a reclamações registradas no site Reclame Aqui, a empresa afirma que os boletos enviados representam apenas uma proposta de filiação a um sistema de consultas cadastrais e análise de crédito.

"Ao identificar as vantagens e relevância dos nossos serviços para a sua empresa, é possível filiar-se adquirindo um valor em crédito para as consultas através do nosso boleto de proposta e, tão logo o valor seja recolhido, a empresa torna-se cliente logo o acesso exclusivo ao sistema, o qual fora projetado especificamente para micros e pequenos empresários de todos os setores", responde a empresa nas queixas registradas no Reclame Aqui.

Procurada pelo g1, a SEBRACOM reiterou esse posicionamento e disse que os documentos encaminhados aos pequenos e microempresários fazem parte de propostas comerciais facultativas, sem obrigação de pagamento.

Segundo a companhia, sua atuação é voltada exclusivamente ao segmento empresarial (B2B) e não envolve cobrança automática.

“A SEBRACOM atua exclusivamente no segmento B2B, direcionando propostas de seus serviços a pessoas jurídicas, e todos consistem em propostas comerciais facultativas, sem qualquer obrigação de pagamento”, afirmou a empresa.

A companhia também explicou que o envio da proposta no formato de boleto faz parte de um modelo comercial que permite adesão direta ao serviço. “O formato adotado integra um modelo comercial empresarial utilizado para apresentação de proposta com possibilidade de adesão direta”, declarou.

Sobre a origem das informações usadas para emitir os documentos, a companhia informou que utiliza dados disponíveis publicamente em bases empresariais. “Os dados utilizados são de natureza pública, extraídos de bases empresariais regularmente acessíveis”, disse.

Questionada sobre as críticas de que o formato pode levar pequenos empresários a pagar o boleto por engano, acreditando se tratar de uma cobrança legítima, a empresa afirmou que os documentos trazem indicações de que se tratam de propostas facultativas.

A SEBRACOM acrescentou ainda que revisa seus procedimentos periodicamente para tornar as informações mais claras e garantir que suas práticas comerciais estejam “alinhadas com os princípios de transparência e boa-fé nas relações comerciais”.

“A empresa revisa continuamente seus procedimentos com o objetivo de aperfeiçoar a clareza das informações prestadas”, afirmou.

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Robotáxis sofrem pane, param no meio da rua e obrigam motoristas a desviar em cidade na China

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/04/2026 03:45

Tecnologia Robotáxis sofrem pane, param no meio da rua e obrigam motoristas a desviar em cidade na China Cerca de 100 veículos autônomos do modelo Apollo Go pararam subitamente e bloquearam ruas. Passageiros não se feriram, mas alguns ficaram dentro dos carros por até duas horas, segundo autoridades locais. Por Reuters

Uma pane geral em robotáxis da Baidu paralisou o trânsito na cidade de Wuhan, na China, na última terça-feira (31), após uma falha no sistema dos veículos.

Ao menos 100 carros autônomos do modelo Apollo Go pararam subitamente no meio de ruas movimentadas, obrigando outros motoristas a desviar.

Apesar de as portas destravarem, alguns passageiros hesitaram em sair devido ao tráfego intenso e outros ficaram presos por até duas horas, segundo a mídia local.

O incidente, que não deixou feridos, reacendeu o debate sobre a segurança e a confiabilidade dos carros autônomos nas redes sociais chinesas.

A Baidu, uma das maiores operadoras de frotas autônomas da China, não comentou o caso, que se soma a outros incidentes com robotáxis no país e no exterior.

Diversos robotáxis ficaram parados e atrapalharam o trânsito na cidade de Wuhan, no centro da China, na última terça-feira (31), segundo autoridades locais. A pane teria sido causada por uma falha no sistema dos modelos Apollo Go, da Baidu.

A polícia recebeu relatos de que vários carros Apollo Go pararam no meio das ruas e não conseguiam se mover, segundo comunicado oficial.

Os passageiros conseguiram sair dos veículos em segurança, e não houve feridos, informou a polícia. A causa do incidente ainda está sob investigação.

Pelo menos 100 veículos do Apollo Go foram afetados, disse um policial de trânsito em vídeo publicado pelo The Paper, de Xangai.

O policial acrescentou que, embora as portas dos carros pudessem ser abertas, alguns passageiros hesitaram em sair por causa do tráfego intenso e chamaram a polícia para pedir ajuda.

Um vídeo verificado pela Reuters e publicado na versão chinesa do TikTok, o Douyin, mostrou veículos parados em ruas movimentadas, obstruindo o trânsito. A mídia local informou que alguns passageiros ficaram presos nos veículos por quase duas horas.

O incidente reacendeu discussões nas redes sociais chinesas sobre a segurança e a confiabilidade dos robotáxis.

Um robotáxi Apollo Go que transportava um passageiro caiu em uma vala de obra em Chongqing, em agosto. Três meses antes, um dos carros operados pela Pony.ai pegou fogo em uma rua de Pequim. Não houve feridos em nenhum dos casos.

Uma queda de energia generalizada em São Francisco, no fim do ano passado, também fez com que robotáxis da Waymo parassem e causassem congestionamento.

A Baidu é uma das maiores operadoras de frotas de direção autônoma da China, ao lado da Pony.ai e da WeRide. As empresas lançaram serviços comerciais de robotáxis em grandes cidades chinesas e expandiram as operações para mercados internacionais, incluindo o Oriente Médio.

Pane faz diversos robotáxis Apollo Go ficarem parados no meio da rua em Wuhan, na China — Foto: SOCIAL MEDIA via REUTERS

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Fertilizantes disparam com a guerra, mas preço dos alimentos não deve subir agora; veja projeções

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/04/2026 03:45

Agro Fertilizantes disparam com a guerra, mas preço dos alimentos não deve subir agora; veja projeções Boa parte da colheita de grãos já terminou ou está em processo de finalização, como arroz, soja e as primeiras safras de feijão e milho. Pressão no curto prazo vem do diesel. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

A disparada nos preços dos fertilizantes, em meio às tensões entre Estados Unidos e Irã, deve ter pouco impacto sobre os preços dos alimentos este ano.

Isso porque boa parte da colheita de grãos já terminou ou está em processo de finalização, como arroz, soja e as primeiras safras de feijão e milho.

O consumidor não deve sentir os efeitos agora, mas os produtores já estão preocupados. As próximas grandes importações de adubo acontecem na virada do semestre.

A disparada nos preços dos fertilizantes, em meio à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, deve ter pouco impacto sobre os preços dos alimentos este ano. No curto prazo, a maior pressão virá do aumento dos combustíveis.

Isso porque boa parte da colheita de grãos já terminou ou está em processo de finalização, como a de arroz, soja e as primeiras safras de feijão e milho. "Nesses casos, o fertilizante já saiu do solo", comenta Felippe Serigati, pesquisador da FGV Agro.

Já o café, cuja colheita começa neste mês, foi plantado no ano passado. Enquanto as segundas safras de milho e de feijão também já foram semeadas.

O consumidor não deve sentir os efeitos agora, mas os produtores já estão preocupados. As próximas grandes importações de adubo acontecem na virada do semestre e, até o momento, não há certeza sobre até quando o conflito irá se estender.

A dependência pelo insumo é alta. "O Brasil importa hoje cerca de 85% dos fertilizantes que consome, com destaque para ureia, potássio e fosfatos”, diz André Braz, economista do FGV Ibre.

"O Brasil importa 90% do seu consumo de nitrogênio, 96% do potássio e, do fosfatado, é um pouquinho menos, cerca de 80%", detalha Serigati.

A região tem um papel central no mercado de fertilizantes, respondendo, por exemplo, por 40% das exportações mundiais de ureia e 28% das vendas externas de amônia, segundo dados da StoneX Brasil. Portanto, tudo o que acontece na região impacta diretamente os preços globais.

A disparada nos preços dos fertilizantes deve afetar de forma generalizada os custos de produção, afirma Braz. Segundo o economista, as lavouras mais impactadas serão aquelas mais intensivas no uso de NPK (nitrogênio, fósforo e potássio), base da adubação moderna.

O milho, por exemplo, é altamente dependente de fertilizantes nitrogenados, como a ureia. "Já há evidências internacionais de risco de prejuízo econômico com o aumento de custos", afirma o economista.

Somente nas três primeiras semanas de conflito, o preço da ureia subiu 46%, segundo levantamento do Rabobank.

"Quando olhamos para um período mais longo, desde o início do ano até a semana de 20 de março, a ureia apresenta uma alta de 76%", destaca o relatório.

Arroz e trigo também exigem grandes volumes de nitrogênio e, diante da pressão de custos, podem levar produtores a reduzir a área plantada, diz Braz.

No caso da soja, a necessidade de nitrogênio é menor, mas o plantio exige aplicação de fósforo e potássio em grande escala. "O impacto, nesse caso, vem do aumento no custo de reposição dos nutrientes do solo", destaca o economista.

Por fim, a lavoura de cana-de-açúcar tem um uso intensivo de potássio, o que também deve elevar o custo de produção e reduzir a produtividade da indústria, responsável pela produção de açúcar e de etanol.

O aumento dos preços dos fertilizantes não se traduz imediatamente em alimentos mais caros para o consumidor, destaca Serigati.

Segundo ele, a alta nos custos dos adubos afeta a oferta ao longo do tempo, principalmente por dois canais: redução da área plantada e queda de produtividade — ou seja, menos produção por área.

"Com insumos mais caros, produtores podem optar por plantar menos ou reduzir a aplicação de fertilizantes — o que afeta diretamente o volume colhido", diz o economista.

Se essa tendência se confirmar, o impacto dos fertilizantes nos preços dos alimentos ocorreria no médio prazo. Mas, neste momento, é impossível cravar uma tendência, diz Serigati.

Isso porque o custo dos fertilizantes é apenas um dos fatores por trás da inflação de alimentos. "O fator clima, por exemplo, é capaz de 'botar no bolso o fator fertilizante'", avalia Serigati.

"Se o clima for favorável, uma safra recorde pode baixar os preços finais; se houver secas ou geadas, a oferta cai e os preços sobem, independentemente de outros custos", exemplifica.

O economista lembra, por exemplo, que a safra de verão de 2022 foi plantada sob o impacto da Guerra na Ucrânia, com preços de fertilizantes e combustíveis em níveis maiores do que os atuais.

"Mesmo com os custos elevados, o Brasil colheu uma safra recorde em 2023 porque o clima foi favorável, o que fez com que a inflação de alimentos, na verdade, se desacelerasse naquele ano", pontua.

Na visão dele, neste momento, o preço dos combustíveis tem sido um fator mais decisivo na formação de preços.

"O diesel tem um impacto muito mais direto e imediato no bolso do consumidor do que o fertilizante", reforça.

"Ele afeta tanto o uso de maquinário agrícola quanto toda a cadeia de transporte e distribuição rodoviária no Brasil", finaliza.

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De ateliê caseiro ao SPFW: estilista baiana aposta na moda agênero e fatura R$ 250 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 03/04/2026 02:55

Pequenas Empresas & Grandes Negócios De ateliê caseiro ao SPFW: estilista baiana aposta na moda agênero e fatura R$ 250 mil por mês Marca criada por empreendedora baiana cresceu 200% em 10 anos e ganhou espaço no Brasil e no exterior com roupas sem distinção de gênero. Por PEGN

Isa Silva, estilista e empreendedora, apostou na moda agênero e hoje comanda uma marca que fatura cerca de R$ 250 mil por mês.

O interesse pela moda começou ainda na infância, quando Isa observava o trabalho de uma costureira do bairro.

A mudança para São Paulo marcou a profissionalização do negócio. Foi na capital que Isa formalizou a empresa, abriu CNPJ e buscou crédito para estruturar a operação.

Com a marca estruturada, ela decidiu apostar em um nicho ainda pouco explorado no país. “No Brasil, não se falava muito de moda agênero. Quando apresentei, as pessoas viam como novidade”, diz.

A proposta de criar roupas sem distinção de gênero se transformou em um negócio de sucesso para a estilista e empreendedora Isa Silva.

Nascida em Barreiras (BA), ela apostou na moda agênero – peças pensadas para vestir diferentes corpos, sem distinção de gênero – e hoje comanda uma marca que fatura cerca de R$ 250 mil por mês.

O interesse pela moda começou ainda na infância, quando Isa observava o trabalho de uma costureira do bairro. Anos depois, já em Salvador, ela se formou em design e gestão de moda e passou a produzir as próprias peças, vendidas em feiras locais.

“Eu costurava de segunda a sexta e, nos fins de semana e feriados, estava em algum lugar vendendo minhas roupas”, lembra.

A mudança para São Paulo marcou a profissionalização do negócio. Foi na capital que Isa formalizou a empresa, abriu CNPJ e buscou crédito para estruturar a operação – incluindo empréstimos a juros zero voltados a pequenos empreendedores.

Com a marca estruturada, ela decidiu apostar em um nicho ainda pouco explorado no país. “No Brasil, não se falava muito de moda agênero. Quando apresentei, as pessoas viam como novidade”, diz.

Durante a pandemia, enquanto muitas empresas enfrentavam dificuldades, Isa conseguiu expandir o negócio ao fortalecer as vendas online e entrar em grandes plataformas digitais. “Eu aprendi muito na venda online”, afirma.

Atualmente, além do e-commerce, a marca aposta em lojas pop-up – pontos temporários em locais de grande circulação – como estratégia para ampliar o alcance. “É como uma turnê. A gente passa por diferentes cidades com a marca”, compara.

Em dez anos, o negócio cresceu cerca de 200% e ultrapassou as fronteiras do país, com presença em mercados como Nova York, Lisboa e Paris.

O reconhecimento também veio nas passarelas. A participação na São Paulo Fashion Week impulsionou a visibilidade da marca e abriu portas para novos clientes e oportunidades.

Além das coleções, Isa passou a investir em peças sob medida e conquistou clientes conhecidos, como a cantora Elza Soares, que ajudou a projetar ainda mais o trabalho da estilista.

Para a empreendedora, o sucesso está ligado à persistência e à capacidade de se reinventar. “Eu nunca deixei o preconceito tirar o meu brilho e a vontade de crescer”, afirma.

📍 Endereço: Praça Dom José Gaspar,134 CJ 172 – Centro SP São Paulo/SP – CEP: 01047-010📞 Telefone: (11) 93238-8757📧 Email: isaisaacsilva@gmail.com🌐 Site: https://isasilvabrasil.com.br/📸 Instagram: https://www.instagram.com/isasilvabrasil

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