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Galípolo diz que BC não negocia autonomia de mandato e chama Focus de ‘bússola’ da política monetária

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Galípolo diz que BC não negocia autonomia de mandato e chama Focus de ‘bússola’ da política monetária

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/04/2026 10:06

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,103-1,01%Dólar TurismoR$ 5,294-1,24%Euro ComercialR$ 5,952-0,42%Euro TurismoR$ 6,200-0,38%B3Ibovespa192.201 pts2,09%MoedasDólar ComercialR$ 5,103-1,01%Dólar TurismoR$ 5,294-1,24%Euro ComercialR$ 5,952-0,42%Euro TurismoR$ 6,200-0,38%B3Ibovespa192.201 pts2,09%MoedasDólar ComercialR$ 5,103-1,01%Dólar TurismoR$ 5,294-1,24%Euro ComercialR$ 5,952-0,42%Euro TurismoR$ 6,200-0,38%B3Ibovespa192.201 pts2,09%Oferecido por

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (9) que a autoridade monetária não está disponível para negociar o seu mandato e defendeu a conclusão do processo de autonomia institucional do órgão.

A declaração foi feita durante participação na Premiação Anual Rankings Top 5 2025, evento promovido pelo BC para reconhecer as instituições que mais acertaram projeções do Boletim Focus.

Segundo Galípolo, a autonomia da instituição vai além de dispositivos legais e está relacionada à capacidade do Banco Central de preservar seu mandato e tomar decisões técnicas mesmo diante de pressões externas

“A autonomia significa algo que é muito caro ao Banco Central, que não é estar disponível para negociar o seu mandato.”

Ele acrescentou que fortalecer a estrutura institucional do órgão é importante para garantir que decisões técnicas não sofram consequências políticas no futuro.

Galípolo também disse que a autonomia envolve uma postura institucional dentro do próprio Banco Central, que inclui reconhecer problemas internos quando necessário.

Vale lembrar que investigações da Polícia Federal, na terceira fase da Operação Compliance Zero deflagrada, apontaram a participação de servidores do BC no esquema liderado pelo Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro.

“Quando tiver alguma coisa errada ter a coragem de apontar o que é de errado dentro do Banco Central e não só pedir desculpas, mas cortar na carne.”

Galípolo também ressaltou que as projeções do mercado financeiro por meio do boletim Focus têm papel relevante na análise feita pelo Banco Central para definir a política monetária.

“As expectativas são sempre muito relevantes na condução da política monetária, mas em momentos como esse fica ainda mais sublinhada a relevância da gente tá analisando as expectativas como uma referência importante sobre aquilo que vai acontecer no desdobramento da economia.”

O presidente do BC destacou que a pesquisa semanal funciona como uma espécie de retrato de como economistas e agentes financeiros enxergam o cenário econômico.

Segundo ele, essa percepção influencia decisões de consumo, investimento e formação de preços — fatores que acabam impactando os próprios resultados da economia.

“E são essas decisões que vão ser tomadas a partir da percepção de hoje que vai criar o futuro.”

As declarações ocorrem em um momento em que as expectativas de inflação voltaram a subir nas projeções do mercado financeiro.

De acordo com o boletim Focus divulgado na segunda-feira (6), analistas elevaram pela quarta semana consecutiva a previsão para o índice oficial de inflação neste ano. A estimativa para o IPCA passou de 4,31% para 4,36%.

O levantamento do Banco Central é elaborado com base em projeções de mais de 100 instituições financeiras.

Segundo analistas do mercado, parte da revisão está associada à alta recente do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Oriente Médio. A valorização da commodity pode pressionar os preços de combustíveis e, consequentemente, a inflação no Brasil.

Para os anos seguintes, o Focus também registrou ajustes nas estimativas. A previsão de inflação para 2027 subiu de 3,84% para 3,85%, enquanto a projeção para 2028 passou de 3,57% para 3,60%. Já a expectativa para 2029 permaneceu em 3,50%.

Desde o ano passado, o país opera sob um sistema de meta contínua de inflação, cujo objetivo é manter o índice em 3% ao ano, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante sua sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, em Brasília, nesta terça-feira, 08 de outubro de 2024. Galípolo reconheceu que há anos as projeções de crescimento do Brasil vêm sendo revistas "sistematicamente ao longo do ano para cima, surpreendendo positivamente em relação a crescimento". — Foto: CLÁUDIO REIS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

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