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Gangorra de preços: com carne bovina em alta e suína em queda, diferença nas cotações é a maior em 4 anos; aponta USP
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Gangorra de preços: com carne bovina em alta e suína em queda, diferença nas cotações é a maior em 4 anos; aponta USP
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/04/2026 14:07
Piracicaba e Região Gangorra de preços: com carne bovina em alta e suína em queda, diferença nas cotações é a maior em 4 anos; aponta USP Distância de valores dascarcaças bovina e suína chegou a R$ 14,26 o quilo em março de 2026. Essa é a relação desde abril de 2022, o valor do quilo do produto era de R$ 14,66. Entenda. Por g1 Piracicaba e Região
Com quedas de quase 3% nas cotações da carcaça de porco em março de 2026, a carne suína ganhou competitividade em relação aos preços da proteína bovina e alcançou o maior nível nos últimos quatro anos, desde 2022.
A gangorra de preços entre as carnes concorrentes pode ser explicada pela baixa liquidez na suinocultura durante a Quaresma, quando a procura pelo consumidor costuma cair, e também pelas altas nas exportações da proteína bovina.
Nesse cenário, o diferencial de preços entre as carcaças bovina e suína chegou a R$ 14,26 o quilo em março. O número equivale à alta de 6,8% quando comparado ao mês de fevereiro. Essa é a relação mais elevada em quatro anos.
A cotação média da carcaça especial suína comercializada no atacado da Grande São Paulo fechou em 10,06 o quilo em março de 2026. A marca representa recuo de 2,8% na comparação com fevereiro deste ano.
A carcaça casada bovina vendida na Grande São Paulo demonstrou valorização de 2,6% entre fevereiro e março, com média de R$ 24,32 o quilo em março de 2026.
Em fevereiro, o preço da carcaça suína registrou elevação de 10,8% na comparação com janeiro, passando para R$ 13,20 o quilo. — Foto: Arquivo Secom
Com quedas de quase 3% nas cotações da carcaça de porco em março de 2026, a carne suína ganhou competitividade em relação aos preços da proteína bovina e alcançou o maior nível nos últimos quatro anos, desde 2022.
A gangorra de preços entre as carnes concorrentes pode ser explicada pela baixa liquidez na suinocultura durante a Quaresma, quando a procura pelo consumidor costuma cair, e também pelas altas nas exportações da proteína bovina. O ritmo intenso nos embarques da carne de boi já era verificado desde 2025.
Nesse cenário, o diferencial de preços entre as carcaças bovina e suína chegou a R$ 14,26 o quilo em março. O número equivale à alta de 6,8% quando comparado ao mês de fevereiro. Essa é a relação mais elevada em quatro anos. Em abril de 2022, o valor do quilo do produto era de R$ 14,66.
As análises são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em Piracicaba (SP), em boletins mais recentes, divulgados nesta quinta-feira (9).
A cotação média da carcaça especial suína comercializada no atacado da Grande São Paulo fechou em 10,06 o quilo em março de 2026. A marca representa recuo de 2,8% na comparação com fevereiro deste ano.
"A desvalorização esteve atrelada à baixa liquidez tanto no mercado do animal vivo quanto no da carne, devido ao período da Quaresma", detalhou.
Carne bovina: os preços avançaram em março devido à baixa oferta de animais prontos para abate e à forte demanda internacional pela carne brasileira.
A carcaça casada bovina vendida na Grande São Paulo demonstrou valorização de 2,6% entre fevereiro e março, com média de R$ 24,32 o quilo em março de 2026.
O movimento de alta nas exportações de carne bovina in natura, iniciado no ano passado, segue firme no primeiro trimestre de 2026. A série histórica da Secex aponta que o volume embarcado no período é recorde.
"De janeiro a março de 2026, foram exportadas 701,662 mil toneladas de carne bovina in natura, volume 19,7% superior ao do mesmo período de 2025 e 36,6% acima do registrado em 2024, segundo dados da Secex", detalha o Cepea.
Além do aumento nos volumes, pesquisadores do Cepea chamam atenção para a valorização da carne brasileira no mercado internacional.
Em março, o preço médio pago por tonelada foi de US$ 5.814,80, alta de 3,1% em relação a fevereiro e de 18,7% frente a março de 2025. Esse cenário externo favorável contribuiu diretamente para a sustentação dos preços do boi gordo no mercado interno ao longo de março, aponta o Centro de Pesquisas.
Neste início de abril, os preços do boi gordo, do bezerro e da carne seguem em trajetória de alta, sustentados pela demanda externa aquecida e pela oferta restrita de animais prontos para abate.
Os preços médios do suíno vivo registraram quedas de até 20% em fevereiro de 2026 nas regiões produtoras no interior de São Paulo, incluindo Piracicaba (SP).
O movimento de baixa nas cotações no período pode ser explicado pela baixa procura da indústria por lotes de animais no mercado independente. O mês de março deve deixar os agentes do setor ainda mais atentos aos recuos, devido ao conflito no Oriente Médio. Entenda mais, abaixo.
"Resultou em um desarranjo da oferta interna", analisam pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP), divulgado nesta última quarta-feira (4).
O suíno vivo foi negociado à média de R$ 6,91 o quilo em fevereiro deste ano. No mês anterior, o animal era cotado em R$ 8,24 o quilo, uma baixa de mais de 16%, na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba).
Na comparação com fevereiro de 2025, quando o produto era vendido a R$ 8,66/kg, a desvalorização alcança 20%.
"Agentes do setor consultados pelo Cepea estão atentos ao conflito no Oriente Médio, envolvendo principalmente o Irã e que pode se alastrar para outros países. Apesar de a região na totalidade não ser um destino importante da carne suína brasileira (por conta sobretudo da religião), o fechamento de canais de escoamento estratégicos e o consequente aumento nos valores dos fretes e seguros marítimos têm gerado preocupações, sobretudo entre exportadores", analisa do Cepea.
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