RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Ações da Netflix caem mais de 10% após projeções fracas e saída de Hastings ampliar dúvidas sobre crescimento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 12:04

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,979-0,29%Dólar TurismoR$ 5,169-0,33%Euro ComercialR$ 5,882-0,01%Euro TurismoR$ 6,122-0,02%B3Ibovespa196.349 pts-0,24%MoedasDólar ComercialR$ 4,979-0,29%Dólar TurismoR$ 5,169-0,33%Euro ComercialR$ 5,882-0,01%Euro TurismoR$ 6,122-0,02%B3Ibovespa196.349 pts-0,24%MoedasDólar ComercialR$ 4,979-0,29%Dólar TurismoR$ 5,169-0,33%Euro ComercialR$ 5,882-0,01%Euro TurismoR$ 6,122-0,02%B3Ibovespa196.349 pts-0,24%Oferecido por

As ações da Netflix caíram mais de 10% nas negociações iniciais desta sexta-feira (17), enquanto investidores digeriam uma projeção considerada morna e a saída inesperada do cofundador e presidente Reed Hastings, em meio a dúvidas sobre o próximo motor de crescimento da pioneira do streaming.

No início deste ano, a Netflix abandonou uma tentativa de alto perfil de adquirir a Warner Bros Discovery, desistindo do que poderia ser um negócio transformador em troca de uma multa de rescisão de US$ 2,8 bilhões.

“O próximo desafio da Netflix será diversificar de fato suas receitas, reduzindo a dependência quase total das assinaturas”, disse Ross Benes, analista da eMarketer.

A saída de Hastings já era amplamente esperada desde que ele deixou o cargo de co-CEO em 2023, passando a gestão do dia a dia para Ted Sarandos e Greg Peters. Ainda assim, o anúncio ocorreu em um momento sensível para a empresa, segundo analistas.

Com o crescimento de assinantes atingindo um teto em mercados mais maduros, analistas dizem que aumentos de preço podem compensar a desaceleração — mas não por muito tempo.

“Gerar mais receita por usuário será a principal chave para manter o crescimento elevado, mas não acreditamos que a empresa consiga continuar aumentando preços no ritmo recente todos os anos”, disse Matthew Dolgin, analista da Morningstar. “E isso não acontece no vácuo.”

Reed Hastings, cofundador da Netflix, em foto de 18 de outubro de 2021 — Foto: Reuters/David Swanson

Se as perdas se mantiverem, mais de US$ 44 bilhões podem ser eliminados do valor de mercado da empresa nesta sexta-feira.

As ações acumulam queda de mais de 18% desde o início de dezembro, quando a Netflix apresentou a proposta pela Warner Bros Discovery. Elas haviam se recuperado cerca de 21% até o fechamento de quinta-feira, após o negócio ser abandonado no fim de fevereiro.

“Apesar de preços mais fortes no curto prazo, a ausência de uma revisão para cima nas projeções anuais provavelmente decepcionou o mercado e reduz a visibilidade sobre uma aceleração significativa até 2027”, disse Parth Talsania, CEO da Equisights Research.

A Netflix superou as expectativas de receita e lucro no primeiro trimestre, mas projetou lucro por ação para o trimestre atual abaixo das estimativas dos analistas, alertando que o crescimento da receita deve desacelerar para o ritmo mais fraco em um ano, segundo dados da LSEG.

“Os investidores entraram no resultado com expectativas elevadas que a Netflix não conseguiu atingir totalmente”, disse Ralph Schackart, analista da William Blair. “Não houve nada que mudasse a tese.”

Analistas da Raymond James afirmaram que a forte valorização das ações antes do balanço deixou pouco espaço para decepções.

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Mais aluguel, menos casas quitadas e cidades mais verticais: como mudou a moradia no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 11:04

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,963-0,6%Dólar TurismoR$ 5,161-0,48%Euro ComercialR$ 5,872-0,18%Euro TurismoR$ 6,111-0,19%B3Ibovespa197.645 pts0,42%MoedasDólar ComercialR$ 4,963-0,6%Dólar TurismoR$ 5,161-0,48%Euro ComercialR$ 5,872-0,18%Euro TurismoR$ 6,111-0,19%B3Ibovespa197.645 pts0,42%MoedasDólar ComercialR$ 4,963-0,6%Dólar TurismoR$ 5,161-0,48%Euro ComercialR$ 5,872-0,18%Euro TurismoR$ 6,111-0,19%B3Ibovespa197.645 pts0,42%Oferecido por

O Brasil ultrapassou 79 milhões de domicílios em 2025, mas o crescimento das moradias na última década veio acompanhado de uma mudança no perfil de ocupação: menos casas próprias quitadas, mais imóveis alugados e avanço dos apartamentos nas cidades.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE).

No ano passado, 23,8% dos domicílios do país — o equivalente a 18,9 milhões de moradias — eram alugados. Em 2016, essa proporção era de 18,4% (12,3 milhões). Na prática, isso significa que o número de imóveis alugados cresceu 54,1% em nove anos.

Na direção contrária, a participação das moradias próprias já quitadas caiu de 66,8% para 60,2% no mesmo período, mantendo uma tendência de redução ao longo da série histórica.

Os imóveis próprios ainda em pagamento permaneceram relativamente estáveis ao longo da série histórica, passando de 6,2% para 6,8% entre 2016 e 2025. Apenas no último ano da série, entre 2024 e 2025, esse grupo cresceu 15,9%, indicando maior dependência do financiamento imobiliário.

🏠 Com a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano em meados de 2025, o crédito imobiliário ficou mais caro, o que dificultou o acesso à casa própria. Nesse cenário, muitas famílias passaram a adiar a compra do imóvel ou enfrentaram mais dificuldades para pagar o financiamento. Esse movimento ajuda a explicar o avanço das moradias alugadas e a redução da participação das casas próprias já quitadas.

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William Kratochwill, analista da PNAD Contínua, afirma que os dados indicam uma mudança na forma de acesso à moradia no país. Embora a renda dos brasileiros tenha crescido de forma consistente ao longo dos últimos anos, ele frisa que o avanço não tem sido suficiente para permitir a entrada de muitas famílias no sistema formal de habitação.

“O que nós vemos é um aumento de rendimento ao longo dos anos que tem sido consistente, mas talvez não seja suficiente para que as pessoas tenham acesso ao sistema de habitação”, explicou.

O avanço do aluguel também aparece de forma clara nas capitais brasileiras, embora com intensidades diferentes entre as cidades.

Em 2025, algumas capitais já registravam mais de um terço dos domicílios ocupados por locação. Palmas liderava com folga, com 47,3% das moradias alugadas — praticamente metade do total. Em seguida aparecem Florianópolis (36%), Goiânia (35,3%) e Brasília (34,5%).

Nas grandes metrópoles, o aluguel também ganhou espaço ao longo da última década. Em São Paulo, a proporção de domicílios alugados passou de 26,4% em 2016 para 29,9% em 2025. No Rio de Janeiro, subiu de 20,3% para 28,2%. Em Belo Horizonte, o avanço foi ainda maior, de 19,5% para 29,6%.

Mesmo nas cidades onde a casa própria ainda predomina, a presença do aluguel vem aumentando. Em Belém, por exemplo, a proporção de domicílios alugados quase dobrou em nove anos, passando de 11,1% para 21,2%.

Segundo o analista da PNAD Contínua, o crescimento do aluguel também está ligado a um processo de concentração do patrimônio imobiliário. Isso porque uma fatia relevante dos novos apartamentos construídos não é ocupada pelos próprios donos, mas destinada ao mercado de locação.

Na prática, uma mesma pessoa pode ser proprietária de mais de um imóvel, alugando essas unidades para outras famílias. Com isso, a posse desse tipo de patrimônio tende a ficar concentrada entre menos proprietários.

“Grande parte desses novos apartamentos pertence a alguém que não os utiliza como moradia e está alugando”, explicou Kratochwill.

Na avaliação dele, esse cenário indica que a riqueza associada à propriedade de imóveis acaba ficando “na mão de proporcionalmente menos pessoas”.

Os dados da pesquisa do IBGE mostram que o crescimento dos apartamentos tem sido um dos principais fatores de transformação no perfil das moradias no país — especialmente nas capitais.

Entre as grandes cidades, Porto Alegre já tem maioria de apartamentos: em 2025, eles representam 52,1% dos domicílios da capital gaúcha. Vitória aparece logo atrás, com 49,9%, praticamente metade das moradias. Em Belo Horizonte, os apartamentos também já se aproximam da metade do total, com 45,1%.

Algumas capitais registraram mudanças ainda mais rápidas. João Pessoa teve um dos maiores saltos: a participação de apartamentos passou de 30% para 45,9% dos domicílios. Aracaju também apresentou crescimento expressivo, de 26,8% para 39,6%. Em Brasília, a proporção passou de 26,7% para 38,5%.

Mesmo em capitais onde as casas ainda predominam, os apartamentos vêm ganhando espaço. Em Manaus, por exemplo, a participação passou de 18,8% para 24,5%. Em Fortaleza, subiu de 21,8% para 25,9%.

Já algumas capitais permanecem mais horizontalizadas. Campo Grande tem apenas 9,8% de apartamentos, enquanto Porto Velho registra 13% e Rio Branco, 13,2%.

No Brasil, a parcela de moradores que vivem em apartamentos passou de 11,6% em 2016 para 15% em 2025. Nas capitais mais verticalizadas, essa proporção é muito maior: em Porto Alegre, por exemplo, 45,9% dos moradores vivem em apartamentos; em Belo Horizonte, são 42,2%; e no Rio de Janeiro, 39,9%.

Segundo o analista da PNAD Contínua William Kratochwill, esse processo reflete a forma como as cidades vêm se expandindo. A verticalização permite concentrar mais moradias em áreas urbanas onde o espaço é limitado.

“Colocam-se 20 ou 30 famílias em um terreno onde antes cabiam duas casas”, observa o pesquisador.

Esse modelo também acompanha a lógica do mercado imobiliário. De acordo com o pesquisador, edifícios tendem a oferecer maior potencial de rentabilidade para incorporadoras do que construções horizontais, o que reforça a expansão desse tipo de empreendimento nas áreas urbanas.

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Com envelhecimento da população, número de brasileiros que vivem sozinhos mais que dobra

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 11:04

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,963-0,6%Dólar TurismoR$ 5,161-0,48%Euro ComercialR$ 5,872-0,18%Euro TurismoR$ 6,111-0,19%B3Ibovespa197.645 pts0,42%MoedasDólar ComercialR$ 4,963-0,6%Dólar TurismoR$ 5,161-0,48%Euro ComercialR$ 5,872-0,18%Euro TurismoR$ 6,111-0,19%B3Ibovespa197.645 pts0,42%MoedasDólar ComercialR$ 4,963-0,6%Dólar TurismoR$ 5,161-0,48%Euro ComercialR$ 5,872-0,18%Euro TurismoR$ 6,111-0,19%B3Ibovespa197.645 pts0,42%Oferecido por

Viver sozinho deixou de ser um arranjo isolado no Brasil e vem ganhando espaço de forma consistente. Em 2025, quase um em cada cinco domicílios do país (19,7%) tinha apenas um morador, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (17).

O avanço é expressivo quando se observa a última década. Em 2012, os lares unipessoais representavam 12,2% das residências brasileiras. Em números absolutos, passaram de 7,5 milhões para 15,6 milhões, um crescimento de 109,8% no período.

Para o analista do IBGE William Kratochwill, a expansão acompanha transformações demográficas e familiares que vêm se consolidando no país, sendo o principal motor dessa mudança o envelhecimento da população.

"À medida que a expectativa de vida aumenta e as famílias passam por reconfigurações, cresce o número de pessoas que passam a viver sozinhas em etapas mais avançadas da vida", afirma.

Além disso, fatores como a saída dos filhos de casa e a viuvez tornam-se mais frequentes em uma sociedade que envelhece, ampliando esse tipo de arranjo residencial.

Entre as pessoas que vivem sozinhas, os homens ainda são maioria. Em 2025, eles representavam 54,9% dos moradores de domicílios unipessoais.

De acordo com o analista do IBGE William Kratochwill, entre os homens esse tipo de arranjo costuma estar associado a separações — quando os filhos permanecem com a mãe — ou a deslocamentos motivados pelo trabalho, especialmente em centros urbanos mais dinâmicos.

♀️ Entre as mulheres, o perfil é diferente: mais da metade das mulheres que viviam sozinhas em 2025 (56,5%) tinha 60 anos ou mais.

Kratochwill explica que esse padrão está relacionado sobretudo à maior longevidade feminina, à viuvez e a separações em idade mais avançada, além da escolha de muitas mulheres por manter autonomia residencial.

🤝 Nos domicílios nucleares, formados por casais com ou sem filhos, a participação entre homens e mulheres é mais equilibrada. 👩‍👩‍👧‍👦 Já nos domicílios estendidos, que incluem parentes além do núcleo familiar, as mulheres são maioria entre os responsáveis.

Mesmo com o avanço das moradias individuais, o arranjo nuclear segue predominante no país. Em 2025, esse formato ainda representava 65,6% dos domicílios brasileiros, embora sua participação venha diminuindo ao longo do tempo.

A presença de domicílios unipessoais é mais elevada nas regiões mais envelhecidas e urbanizadas do país.

Em 2025, o Sudeste concentrava 20,9% dos lares formados por apenas uma pessoa, seguido pelo Centro-Oeste, com 20%. No outro extremo, o Norte registrava 15,1%.

Nas capitais, porém, a proporção é ainda maior. Em Florianópolis, por exemplo, 30,5% dos domicílios tinham apenas um morador, a maior participação entre as capitais analisadas.

Segundo Kratochwill, esses resultados refletem uma combinação de fatores, como envelhecimento populacional, maior urbanização e o papel de grandes cidades como polos de trabalho e estudo.

Apesar disso, o crescimento mais acelerado desde 2012 ocorreu justamente nas regiões Norte e Nordeste, onde o número de domicílios unipessoais aumentou 131% no período.

As mudanças nos arranjos familiares ocorrem em paralelo a uma transformação mais ampla na estrutura demográfica brasileira.

Em 2025, a população do país chegou a 212,7 milhões de pessoas. No mesmo período, a participação de idosos cresceu de forma significativa: a parcela de brasileiros com 60 anos ou mais passou de 11,3%, em 2012, para 16,6%.

No sentido oposto, o número de brasileiros com menos de 30 anos diminuiu 10,4% em termos absolutos desde 2012, refletindo a queda da fecundidade e a redução do número de nascimentos ao longo dos últimos anos.

Segundo Kratochwill, a pirâmide etária brasileira revela um país em transição demográfica. A base da estrutura populacional — formada pelas crianças e jovens — está mais estreita, enquanto as faixas etárias adultas e idosas se tornam proporcionalmente maiores.

Os dados mostram que os grupos de idade até cerca de 20 anos perderam participação na população, enquanto as faixas acima dos 40 anos ganharam peso relativo ao longo do período.

O analista destaca ainda que até mesmo o grupo de 30 a 39 anos, que apresentava crescimento no início da série histórica, passou a registrar retração a partir de 2017.

A taxa anual de expansão, que era de 0,78% em 2013, passou a girar em torno de 0,40% nos últimos quatro anos, indicando um processo gradual de estabilização demográfica.

Outro reflexo aparece na distribuição por sexo nas idades mais avançadas. A partir dos 60 anos, há 78,9 homens para cada 100 mulheres, resultado da mortalidade masculina historicamente mais elevada no país.

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Europa pode ter combustível de aviação só para as próximas semanas, e companhias começam a cancelar voos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 11:04

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,963-0,6%Dólar TurismoR$ 5,161-0,48%Euro ComercialR$ 5,872-0,18%Euro TurismoR$ 6,111-0,19%B3Ibovespa197.645 pts0,42%MoedasDólar ComercialR$ 4,963-0,6%Dólar TurismoR$ 5,161-0,48%Euro ComercialR$ 5,872-0,18%Euro TurismoR$ 6,111-0,19%B3Ibovespa197.645 pts0,42%MoedasDólar ComercialR$ 4,963-0,6%Dólar TurismoR$ 5,161-0,48%Euro ComercialR$ 5,872-0,18%Euro TurismoR$ 6,111-0,19%B3Ibovespa197.645 pts0,42%Oferecido por

A Europa tem combustível suficiente para abastecer aviões por "talvez mais seis semanas", alertou o chefe da Agência Internacional de Energia (AIE).

Os estoques podem atingir um ponto crítico em junho se a região não conseguir substituir pelo menos metade de suas importações do Oriente Médio, afirmou a organização em um relatório divulgado nesta semana.

O estreito de Ormuz, uma rota fundamental para o combustível de aviação que sai do Golfo Pérsico, está efetivamente fechado pelo Irã há mais de seis semanas em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o que fez os preços dispararem e gerou temores de escassez.

O diretor executivo da AIE, Fatih Birol, disse em entrevista concedida na quinta-feira (16/04) à agência de notícias Associated Press que poderia haver cancelamentos de voos em breve se o fornecimento continuar bloqueado.

Até esta sexta-feira (17/04), duas grandes companhias europeias anunciaram cancelamentos: a alemã Lufthansa e a holandesa KLM.

A alemã Lufthansa anunciou que sua subsidiária regional, Lufthansa CityLine, suspenderá as operações de suas 27 aeronaves a partir de sábado (18/04).

"Em vista do aumento significativo dos preços do querosene, que mais que dobraram em comparação com o período anterior à guerra com o Irã, bem como do aumento dos encargos adicionais decorrentes de conflitos trabalhistas, a implementação da estratégia corporativa está sendo parcialmente acelerada."

"Como primeira medida de efeito imediato, a partir de depois de amanhã, as 27 aeronaves operacionais da Lufthansa Cityline serão permanentemente retiradas de serviço para reduzir ainda mais os prejuízos da companhia aérea deficitária", anunciou a Lufthansa na quinta-feira.

Além da crise do combustível, a Lufthansa tem enfrentado greves recorrentes, incluindo cinco dias consecutivos de paralisações de membros das tripulações de cabine e pilotos nesta semana.

Já a companhia aérea holandesa KLM cancelou 160 voos para o próximo mês, mas afirmou que isso afetará menos de 1% de sua programação.

A empresa insiste que não há escassez de combustível de aviação, alegando que a medida se deve exclusivamente ao aumento vertiginoso dos custos.

Um porta-voz da KLM declarou: "Os passageiros afetados por essas mudanças serão realocados para o próximo voo disponível".

"A KLM espera um período de férias de maio movimentado e está garantindo que os passageiros possam viajar para seus destinos de férias conforme planejado."

Em março, a companhia Scandinavian Airlines (SAS) já havia anunciado que cancelaria ao menos mil voos no mês de abril diante da crise.

O CEO da empresa, Anko van der Werff, também alertou que poderia haver aumento de preços se a crise se prolongasse. "Estamos cancelando algumas centenas de voos durante o mês de março, mas estamos tentando proteger nosso tráfego o máximo possível", disse ele ao jornal sueco Dagens Industri em março.

Em uma atualização comercial divulgada na quinta-feira, a companhia aérea britânica de baixo custo (low-cost), EasyJet, afirmou que teve um custo adicional de combustível de 25 milhões de libras (cerca de R$ 168 milhões) em março devido ao conflito no Oriente Médio.

Isso ocorreu apesar de a empresa ter garantido mais de três quartos de seu combustível de aviação a um preço fixo antes que os custos aumentassem devido ao conflito atual — um processo conhecido como hedge.

A empresa afirmou que o conflito gerou "incerteza de curto prazo em relação aos custos de combustível e à demanda do cliente".

Em seu relatório mensal sobre o mercado de petróleo, a AIE — que assessora 32 países membros em questões de abastecimento e segurança energética — afirmou que as exportações da região do Golfo são a maior fonte de combustível de aviação para o mercado global.

Refinarias em outros grandes países exportadores, como Coreia do Sul, Índia e China, também são altamente dependentes das importações de petróleo bruto do Oriente Médio.

Como resultado, a crise "atrapalhou significativamente o funcionamento interno dos mercados de combustível de aviação", afirmou a agência.

No passado, a Europa dependia do Oriente Médio para cerca de 75% de suas importações de combustível de aviação, observou a AIE.

No momento, os países europeus estão se esforçando para substituir o fornecimento do Golfo por importações de outros lugares. Segundo analistas, os carregamentos alternativos vêm principalmente dos EUA e da Nigéria.

A AIE afirmou que houve uma rápida aceleração nas exportações de combustível de aviação dos EUA nas últimas semanas.

No entanto, alertou em seu relatório que, mesmo que esses carregamentos fossem todos destinados à Europa, eles substituiriam apenas um pouco mais da metade do fornecimento perdido.

Analisando diferentes cenários, a agência afirmou que, se a Europa não conseguisse substituir mais de 50% de suas importações do Oriente Médio, "escassez física poderia surgir em aeroportos selecionados, resultando em cancelamentos de voos e destruição da demanda".

Se três quartos do fornecimento pudessem ser substituídos, a mesma situação ainda poderia ocorrer, mas não antes de agosto.

"Consequentemente, por enquanto, parece que os mercados europeus precisarão se esforçar mais para atrair mais cargas de reposição de outros lugares, se quiserem manter estoques suficientes durante os meses de verão", diz a AIE.

No Reino Unido, um porta-voz disse à BBC que está trabalhando com fornecedores de combustível e companhias aéreas para "garantir que as pessoas continuem se deslocando e que as empresas recebam apoio".

"As companhias aéreas do Reino Unido deixaram claro que não estão enfrentando interrupções no fornecimento", disseram.

A Airlines UK, que representa o setor, afirmou que, embora não esteja enfrentando interrupções no fornecimento de combustível de aviação no Reino Unido, está conversando com o governo sobre "medidas cruciais" que seriam necessárias para apoiar o setor de aviação em caso de interrupção no fornecimento de combustível, "incluindo a redução da burocracia, para proteger os consumidores, o comércio e a competitividade do Reino Unido".

Amaar Khan, chefe de preços de combustível de aviação europeu da Argus Media, uma editora independente de notícias do setor energético, acredita que, mesmo que o fornecimento do Golfo seja retomado em breve, ainda poderá haver escassez no período que antecede o pico de viagens do verão europeu, geralmente entre junho e agosto.

"Não é uma certeza, mas ainda assim, parece cada vez mais provável que haja alguma escassez em algumas áreas da Europa", diz.

"É claro que um aeroporto como Heathrow [em Londres] provavelmente terá prioridade sobre outros aeroportos menores ou centros de demanda menores. Mas sim, mesmo que esse fornecimento seja restabelecido, levará de cinco a seis semanas", disse ele.

Muitas companhias aéreas em todo o mundo tiveram que tomar medidas de emergência para combater o aumento do custo do combustível, que normalmente representa de 20 a 40% de seus custos operacionais.

O preço de referência do combustível de aviação europeu atingiu um recorde histórico de US$ 1.838 (R$ 9.180) por tonelada no início de abril, em comparação com US$ 831 (R$ 4.150) antes do início da guerra.

No início desta semana, a Comissão Europeia afirmou que "não havia evidências de escassez de combustível" na União Europeia, mas reconheceu que poderia haver problemas de abastecimento "em um futuro próximo".

Um porta-voz disse em uma coletiva de imprensa que o fornecimento de petróleo bruto para refinarias da UE estava "estável, sem necessidade de liberações adicionais de estoque no momento".

A Comissão disse que os grupos de coordenação de petróleo e gás estavam se reunindo semanalmente e que as medidas energéticas seriam anunciadas pelo presidente da Comissão na próxima semana.

Na semana passada, a associação comercial de aeroportos europeus, o Conselho Internacional de Aeroportos, escreveu à Comissão alertando que o continente poderia sofrer com a escassez de querosene de aviação se o estreito de Ormuz não for reaberto nas próximas três semanas.

A associação do setor aéreo Airlines for Europe pediu à UE que esclareça suas regras de compensação de passageiros para garantir que a escassez de combustível ou o fechamento do espaço aéreo resultantes do conflito sejam tratados como "circunstâncias extraordinárias".

Isso significaria que, quando resultarem em cancelamentos, as companhias aéreas não teriam que fazer pagamentos de compensação significativos.

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Quer produzir mirtilo? Veja dicas que podem te ajudar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 11:04

GLOBO RURAL Quer produzir mirtilo? Veja dicas que podem te ajudar Material gratuito reúne orientações sobre os diferentes tipos de mirtileiro, os principais tratos culturais, além de cuidados importantes na colheita e na comercialização da fruta. Por Globo Rural

Neste domingo, o Globo Rural atende a um pedido internacional. O Maximiliano, da província de Misiones, na Argentina, entrou em contato com o programa em busca de ajuda com a produção de mirtilo.

A nossa recomendação é uma cartilha elaborada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq).

O material reúne orientações práticas e técnicas sobre os diferentes tipos de mirtileiro, os principais tratos culturais, além de cuidados importantes na colheita e na comercialização da fruta.

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Preço do petróleo cai 10% após reabertura do Estreito de Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 11:04

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,963-0,6%Dólar TurismoR$ 5,161-0,48%Euro ComercialR$ 5,872-0,18%Euro TurismoR$ 6,111-0,19%B3Ibovespa197.645 pts0,42%MoedasDólar ComercialR$ 4,963-0,6%Dólar TurismoR$ 5,161-0,48%Euro ComercialR$ 5,872-0,18%Euro TurismoR$ 6,111-0,19%B3Ibovespa197.645 pts0,42%MoedasDólar ComercialR$ 4,963-0,6%Dólar TurismoR$ 5,161-0,48%Euro ComercialR$ 5,872-0,18%Euro TurismoR$ 6,111-0,19%B3Ibovespa197.645 pts0,42%Oferecido por

O preço do petróleo caiu 10%, nesta sexta-feira (17), após a reabertura do Estreito de Ormuz, segundo a agência France-Presse.

Por volta das 10h10 no horário de Brasília, o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em junho, caía 10,42%, a US$ 89,03.

Já o equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega em maio, recuava 11,11%, a US$ 84,17.

Embarcação no Estreito de Ormuz, ao largo da costa da província de Musandam, Omã, 12 de abril de 2026. — Foto: Reuters

O preço do petróleo caiu 10%, nesta sexta-feira (17), após a reabertura do Estreito de Ormuz, segundo a agência France-Presse.

Por volta das 10h10 no horário de Brasília, o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em junho, caía 10,42%, a US$ 89,03. Já o equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega em maio, recuava 11,11%, a US$ 84,17.

Mais cedo, o Irã anunciou a reabertura total da passagem para embarcações nquanto durar o cessar-fogo com os Estados Unidos.

Todos os navios poderão circular livremente pela passagem pelo período restante da trégua, que expira na quarta-feira (22).

"De acordo com o cessar-fogo no Líbano, a passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã", declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que anunciou a reabertura.

Após o anúncio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agradeceu o Irã pela abertura total do Estreito de Ormuz.

"O Irã acaba de anunciar que o Estreito do Irã está totalmente aberto e pronto para a livre passagem. Obrigado!", disse na Truth Social.

A reabertura do Estreito de Ormuz ocorre em meio a uma tentativa de redução das tensões no Oriente Médio, após o anúncio de um cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano, mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O acordo envolve indiretamente o Hezbollah, apoiado pelo Irã, e ainda enfrenta incertezas sobre sua implementação.

Nesse cenário, a liberação da principal rota de escoamento de petróleo do mundo sinaliza um alívio temporário nas preocupações com o fornecimento global de energia.

Nos últimos dias, restrições e tensões envolvendo o Irã e os Estados Unidos haviam elevado o risco de interrupções no tráfego marítimo, afetando diretamente os mercados internacionais de petróleo.

A passagem de um primeiro petroleiro pelo estreito desde o início do bloqueio reforça a percepção de normalização parcial das operações, embora analistas apontem que a situação permanece frágil e dependente da manutenção da trégua na região.

O Estreito de Ormuz é uma faixa estreita de mar que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã — e, consequentemente, ao oceano aberto.

Ele é considerado uma das rotas marítimas mais importantes do mundo porque por ali passa uma grande parte do petróleo exportado por países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos.

A região funciona como um “corredor” obrigatório para navios petroleiros: qualquer bloqueio ou tensão na região pode afetar diretamente o preço do petróleo e a economia global.

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Rio de Janeiro já tentou implantar placas com bandeira do estado, mas ministério foi contra; relembre

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 11:04

Carros Rio de Janeiro já tentou implantar placas com bandeira do estado, mas ministério foi contra; relembre Em 2018, durante a implementação do novo modelo, o estado usava a bandeira do RJ e o brasão do município onde acontecia o emplacamento. Ministério das Cidades derrubou medida para reduzir custos. Por Redação g1

Projeto de lei quer recolocar nomes de estados e municípios nas placas dos veículos, além da bandeira da unidade da federação.

Em 2018, durante a implantação das placas Mercosul, o Rio de Janeiro tentou colocar a bandeira do estado, além do brasão do município, mas o Ministério das Cidades foi contrário.

Um projeto de lei quer recolocar nomes de estados e municípios nas placas dos veículos, além da bandeira da unidade da federação. A medida é uma proposta do senador Esperidião Amin (PP-SC).

Em 2018, durante a implantação das placas Mercosul, o Rio de Janeiro tentou colocar a bandeira do estado, além do brasão dos municípios, mas o Ministério das Cidades foi contrário.

A medida, segundo a pasta, tinha como objetivo reduzir custos, mas manteria outros itens de segurança na placa.

"Após análise técnica de viabilidade e impacto, decidimos retirar os brasões das novas Placas Padrão Mercosul. Com isso, evitaremos qualquer despesa extra aos condutores de nosso país, embora o objetivo tenha sido desde o início apenas adotar um modelo mundial de identificação veicular e proporcionar mais agilidade por parte da polícia e segurança a todos", afirmou o então ministro das Cidades, Alexandre Baldy.

A projeto atual foi aprovado na última terça-feira (14) na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para o autor do projeto, a medida pode ajudar autoridades a identificar a origem dos veículos em casos de infrações, furtos e roubos.

O relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), afirmou que a mudança pode reforçar o senso de pertencimento regional e facilitar a identificação de veículos “de fora”.

Segundo o autor do projeto, a identificação pode ajudar autoridades de trânsito e policiais a identificarem com facilidade a origem de um veículo em casos de infrações furtos, roubos e outros crimes envolvendo veículos.

O relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), argumentou que a medida pode resgatar o significado cultural e identitário das placas, reforçando o senso de pertencimento regional.

A placa padrão Mercosul passou a ser obrigatória no Brasil no início de 2020 e, além de tirar o estado e o município do veículo, trouxe mudanças como:

combinação de letras e números em um novo formato;aumento da quantidade de combinações possíveis;uso de QR Code para consulta de dados.

À época da implementação, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) justificou a mudança afirmando que o sistema antigo estava próximo de atingir seu limite de combinações possíveis.

Com o novo formato alfanumérico da placa Mercosul, a capacidade foi expandida para cerca de 450 milhões de combinações.

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Carta Pokémon de milhões de libras: valorização gera onda de crimes com roubos e furtos

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 17/04/2026 11:04

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,963-0,6%Dólar TurismoR$ 5,161-0,48%Euro ComercialR$ 5,872-0,18%Euro TurismoR$ 6,111-0,19%B3Ibovespa197.645 pts0,42%MoedasDólar ComercialR$ 4,963-0,6%Dólar TurismoR$ 5,161-0,48%Euro ComercialR$ 5,872-0,18%Euro TurismoR$ 6,111-0,19%B3Ibovespa197.645 pts0,42%MoedasDólar ComercialR$ 4,963-0,6%Dólar TurismoR$ 5,161-0,48%Euro ComercialR$ 5,872-0,18%Euro TurismoR$ 6,111-0,19%B3Ibovespa197.645 pts0,42%Oferecido por

As cartas de Pokémon se tornaram cada vez mais populares e valiosas nos últimos anos — Foto: Getty Images via BBC

Uma série de furtos do tipo smash and grab (algo como quebrar uma vitrine e pegar rápido o que tiver à frente) em lojas de cartas de Pokémon tem chamado atenção no Reino Unido, à medida que esses itens colecionáveis, cada vez mais populares, disparam de valor. Pokémon é um dos fenômenos culturais japoneses mais famosos ao redor do mundo.

A loja Celestial Collectables, em Warrington, no condado de Cheshire, no Reino Unido, é uma das mais recentes lojas alvo de criminosos. Casos similares foram registrados nas últimas semanas em cidades como Rugby, Bristol, Bournemouth, Peterborough e Nottingham.

As lojas relataram o furto de estoques avaliados em dezenas de milhares de libras. A polícia de Cheshire informou à BBC que está em contato com forças policiais do noroeste do país e de outras regiões do Reino Unido para lidar com o problema.

As cartas de Pokémon são colecionadas e negociadas há 30 anos, mas ganharam ainda mais destaque na internet desde a pandemia de Covid-19, com algumas das mais raras alcançando valores elevados.

Um leilão recente da casa especializada Stanley Gibbons Baldwins movimentou mais de 1,5 milhão de libras (cerca de R$ 9,4 milhões) em "ativos de Pokémon".

Embora a maioria das cartas não atinja milhares de libras, vendas de alto perfil dos itens mais raros têm impulsionado o interesse tanto de colecionadores quanto de investidores.

No início deste ano, o youtuber e lutador Logan Paul leiloou uma carta ultrarrara de Pikachu, em excelente estado, por um valor recorde de US$ 16,5 milhões (cerca de R$ 81 milhões).

"Alguns desses ladrões não sabem exatamente o que estão levando", disse Roy Raftery, especialista em cartas colecionáveis da Stanley Gibbons Baldwins.

Ele já intermediou vendas de Pokémon que somam mais de 2 milhões de libras (cerca de R$ 12,8 milhões), incluindo uma carta Pokémon Trainer vendida por 84 mil libras (cerca de R$ 537 mil), um Charizard por 442,8 mil libras (cerca de R$ 2,8 milhões) e um Pikachu Illustrator por 832 mil libras (cerca de R$ 5,3 milhões).

Segundo ele, "os ladrões sabem que Pokémon é lucrativo, sabem que vale a pena roubá-las agora. E acreditam que é um alvo mais fácil do que assaltar um banco ou uma joalheria".

Nesta semana, a polícia do condado de Wiltshire informou que uma loja na cidade de Trowbridge havia sido arrombada, "durante o qual uma quantidade substancial de cartas de Pokémon e outros itens foram roubados".

Infelizmente, Chris Grundy tem experiência própria com esse tipo de crime por ser proprietário da loja Celestial Collectables, na cidade de Warrington. "Eles pararam em frente à loja com uma van, levantaram as câmeras com vassouras e quebraram o vidro", relatou.

Ladrões reviraram a loja Celestial Collectables, em Warrington, no Reino Unido — Foto: Celestial Collectables via BBC

Ele descobriu que o seu negócio era o mais recente alvo de um roubo a lojas de cartas de Pokémon quando um cliente ligou tarde da noite para avisar que a vitrine havia sido quebrada.

"A maior parte do que levaram eram cartas autenticadas e precificadas, várias cartas avulsas e diversos pacotes lacrados com acabamento foil. Caixas de coleção que variam de 40 a 300 libras (cerca de R$ 285 a R$ 2.140)."

No total, Grundy estima que cerca de 60 mil libras (aproximadamente R$ 370 mil) em estoque tenham sido levados.

A Trove UK, em Bournemouth, no sul da Inglaterra, teve 30 mil libras (cerca de R$ 186 mil) em produtos levados em um roubo semelhante.

A Full Fire TCG, em Gloucester, no oeste da Inglaterra, perdeu mercadorias avaliadas em 25 mil libras (cerca de R$ 155 mil). Outro comerciante, em Peterborough, no leste da Inglaterra, informou ter perdido cerca de 80 mil libras (cerca de R$ 496 mil) em cartas e itens colecionáveis.

O detetive inspetor Liam Keenan, da polícia de Cheshire, no noroeste da Inglaterra, afirmou que o roubo em Warrington é apenas um de uma série de ataques semelhantes.

"Embora tenhamos registrado apenas um caso aqui em Cheshire, sabemos de outros e estamos em contato com forças policiais do noroeste do país, além de unidades de outras regiões", disse à BBC.

Embora seja uma história de pequenos comerciantes sendo alvo de criminosos dispostos a destruir suas lojas para roubar cartas, é também uma história de comunidade.

Nos dias seguintes ao arrombamento, a Celestial Collectables recebeu doações de estoque de lojas de cartas colecionáveis próximas e até de crianças que levaram as suas próprias coleções para contribuir.

Grundy afirmou: "Recebemos pessoas doando cartas, montando móveis e ajudando na limpeza. Algumas crianças mais novas vieram com suas cartas, que talvez valessem apenas 3 libras (cerca de R$ 21), mas para nós significou muito, fez uma diferença enorme. Foi incrível!".

Um fator que torna esses roubos ainda mais impactantes é que muitos desses varejistas são, antes de tudo, movidos pela paixão, criados e mantidos por pessoas com um interesse genuíno por cartas colecionáveis como as de Pokémon.

Ladrões invadiram a Card Catcher Shop no domingo de Páscoa, segundo o proprietário Sam Jackway — Foto: Card Catcher Shop via BBC

"Tivemos sorte de apenas cerca de 2.000 libras (aproximadamente R$ 12 mil) terem sido levados da nossa loja", disse Sam Jackway, proprietário da Card Catcher Shop, em Bristol, no sudeste da Inglaterra.

"Mas o sofrimento e os problemas de saúde mental para mim e para os funcionários foram bastante sérios."

"Na verdade, vi a invasão ao vivo, quando o sistema de câmeras me enviou um alerta indicando movimento na loja. Temos alarme sonoro, holofotes e câmeras que avisam sobre qualquer problema", disse Jackway.

"[Eles] ficaram apenas cinco minutos recolhendo itens e se assustaram com os outros sistemas de segurança. A polícia e eu chegamos poucos minutos depois que eles saíram."

Grundy afirmou que já reforçou a segurança da Celestial Collectables e alertou outros lojistas e até colecionadores particulares de cartas sobre a necessidade de proteger melhor os seus itens.

"Reforçamos muito a segurança, com equipamentos diferentes, detectores de movimento, tudo. Hoje, isso é essencial", disse. "Foi devastador, mas, como empresa e como comunidade, vamos nos recuperar. Nós amamos Pokémon."

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Petrobras compra fatia e será operadora de bloco offshore em São Tomé e Príncipe

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 10:09

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9930,02%Dólar TurismoR$ 5,1860,02%Euro ComercialR$ 5,882-0,13%Euro TurismoR$ 6,123-0,14%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,9930,02%Dólar TurismoR$ 5,1860,02%Euro ComercialR$ 5,882-0,13%Euro TurismoR$ 6,123-0,14%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,9930,02%Dólar TurismoR$ 5,1860,02%Euro ComercialR$ 5,882-0,13%Euro TurismoR$ 6,123-0,14%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%Oferecido por

Petrobras compra fatia e será operadora de bloco offshore em São Tomé e Príncipe — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (17) que celebrou contrato para comprar uma participação da petrolífera Oranto e assumir como operadora do bloco 3, no offshore de São Tomé e Príncipe, na África.

Em comunicado, a estatal afirmou que está adquirindo 75% e, com a conclusão da transação, o consórcio passará a ser composto pela Petrobras (operadora), Oranto (15%) e Agência Nacional do Petróleo de São Tomé e Príncipe (ANP-STP) (10%).

A estatal brasileira afirmou que desde 2024 retomou sua atuação no continente africano e já possui participação em blocos em São Tomé e Príncipe.

"A operação reforça a atividade exploratória no continente africano, com o propósito de diversificação de portfólio e está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras e atuação em parceria", disse, em comunicado.

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Dólar abre a R$ 4,98 com investidores de olho em trégua no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 10:09

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9930,02%Dólar TurismoR$ 5,1860,02%Euro ComercialR$ 5,882-0,13%Euro TurismoR$ 6,123-0,14%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,9930,02%Dólar TurismoR$ 5,1860,02%Euro ComercialR$ 5,882-0,13%Euro TurismoR$ 6,123-0,14%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,9930,02%Dólar TurismoR$ 5,1860,02%Euro ComercialR$ 5,882-0,13%Euro TurismoR$ 6,123-0,14%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (17) em queda, recuando 0,16% na abertura, cotado a R$ 4,9842. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

Os mercados acompanham novos desdobramentos no cenário geopolítico e econômico global. No Oriente Médio, um acordo temporário de cessar-fogo no Líbano reacendeu expectativas de negociação entre países envolvidos no conflito.

▶️ No Oriente Médio, Israel e Líbano iniciaram na quinta-feira um cessar-fogo de 10 dias, segundo o Departamento de Estado dos EUA. A trégua busca abrir espaço para negociações de um acordo permanente de segurança e paz e pode ser estendida por consenso.

▶️ O presidente do Líbano, Joseph Aoun, classificou as negociações diretas com Israel como “delicadas e cruciais”. Ele disse que a prioridade agora é garantir o cumprimento da trégua — embora o país já tenha acusado Israel de violá-la nesta sexta-feira.

▶️ Na Europa, líderes da França e do Reino Unido reuniram dezenas de países em Paris para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz. Sem a presença dos EUA, a reunião faz parte de um esforço de países que não participam diretamente do conflito para reduzir os impactos econômicos globais da guerra.

No mercado internacional, o petróleo recuava pela manhã. Por volta das 8h30 (horário de Brasília), o Brent caía 3,26%, a US$ 96,05 o barril, enquanto o WTI recuava 3,6%, para US$ 91,28.

▶️ Na agenda econômica dos Estados Unidos, dirigentes do Federal Reserve participam de eventos ao longo do dia. A presidente do Fed de San Francisco, Mary Daly, fala em um encontro, e o presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, participa de evento durante a tarde.

As negociações por um cessar-fogo no Oriente Médio avançaram nos últimos dias após Israel e o Líbano concordarem com uma trégua temporária.

O acordo entrou em vigor na quinta-feira e estabelece uma pausa inicial de 10 dias nos confrontos, com o objetivo de abrir espaço para conversas que possam levar a um entendimento mais duradouro de segurança e paz entre os dois países.

A informação foi divulgada pelo Departamento de Estado dos EUA. Segundo o órgão, o prazo da trégua pode ser ampliado caso haja acordo entre as partes durante as negociações.

A expectativa é que esse período sem combates permita retomar o diálogo diplomático em uma região marcada por tensões recentes e pelo risco de escalada do conflito.

O anúncio da trégua repercutiu rapidamente no cenário político internacional. Na noite de quinta-feira (16), o presidente dos EUA, Donald Trump, comentou o acordo em uma publicação nas redes sociais.

Na mensagem, ele afirmou que o momento “pode ter sido um dia histórico para o Líbano” e acrescentou que “coisas boas estão acontecendo”.

No Líbano, o governo também reconhece a sensibilidade das conversas em curso. O presidente do país, Joseph Aoun, afirmou nesta sexta-feira (17) que as negociações diretas com Israel são “delicadas e cruciais”.

Segundo ele, a prioridade imediata das autoridades libanesas é garantir que o cessar-fogo seja respeitado.

Ainda assim, o país já acusou Israel de violar a trégua nesta sexta-feira, o que evidencia a fragilidade do acordo e os desafios para transformá-lo em uma solução mais permanente.

Enquanto as negociações avançam, outros países tentam reduzir os efeitos econômicos do conflito.

Em Paris, líderes da França e do Reino Unido reuniram dezenas de nações para discutir formas de reabrir o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e que foi bloqueada pela guerra envolvendo EUA, Israel e Irã.

A reunião reúne países que não participam diretamente do conflito, mas que buscam limitar seus impactos sobre a economia global.

Os EUA não fazem parte do planejamento da chamada Iniciativa de Liberdade de Navegação Marítima no Estreito de Ormuz.

Antes do encontro, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou em publicação na rede X que a missão voltada à segurança da navegação terá caráter “estritamente defensivo”.

Segundo ele, a iniciativa será conduzida por países que não estão envolvidos no conflito e só deverá avançar “quando as condições de segurança permitirem”.

Em Wall Street, os índices futuros operavam em alta na manhã desta sexta-feira e indicavam a possibilidade de um fechamento semanal positivo nas bolsas.

Um pouco antes das 9h (horário de Brasília), os contratos futuros do Dow Jones subiam 0,32%. Os do S&P 500 avançavam 0,19%, enquanto o Nasdaq registrava uma alta mais moderada, de 0,1%.

Na Europa, o desempenho das bolsas era misto. No mesmo horário, o índice pan-europeu STOXX 600 subia levemente, com alta de 0,08%, aos 617,48 pontos.

Entre os principais mercados da região, o francês CAC 40 avançava 0,4% e o alemão DAX tinha ganho de 0,6%. Já o britânico FTSE 100 seguia na direção oposta, com queda de 0,2%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,9%, para 26.160,33 pontos, enquanto o índice de Xangai também terminou o pregão em leve queda, de 0,1%.

No Japão, o Nikkei caiu 1,8%, para 58.475,90 pontos, um dia depois de ter alcançado um recorde histórico. Já na Coreia do Sul, o índice Kospi também encerrou o pregão em baixa, com recuo de 0,6%.

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