RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Pesquisadores brasileiros desenvolvem biodetergente capaz de prolongar a vida útil de frutas e legumes

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/04/2026 22:13

Jornal Nacional MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%Oferecido por

Pesquisares da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com a Embrapa, desenvolveram um biodetergente capaz de prolongar a vida útil de frutas e legumes.

Que laranja aguentaria uma injeção de fungos – direto na casca? Depois de dez dias, olha como é que fica…. A não ser que a fruta receba este líquido contendo uma década de muita pesquisa científica.

"Eu vou fazer um revestimento em todo o fruto", diz Otiniel Freitas, pesquisador da Embrapa.

É um biodetergente, sem agrotóxico, capaz de impedir a ação dos fungos. De cada 12 laranjas testadas 11 ficaram intactas, em media.

"Ele faz uma, como se fosse uma desarrumação na estrutura do fungo. Então ele não consegue se proliferar. A gente aumenta o tempo de prateleira desses produtos", afirma Denise Maria Guimarães Freire, Professora titular do Instituto de Química (UFRJ).

Agora, tão interessante quanto o efeito da formula é o caminho que os cientistas percorreram pra chegar até ela. Tudo começou com uma gota de petróleo, em um estudo encomendado pela Petrobras em 2009.

"Com os avanços da tecnologia, a gente observou que existia um leque de possibilidades para a utilização do mesmo produto, produzido da mesma forma", conta Douglas Braga, engenheiro ambiental (LaBiM).

A parceria com a Embrapa começou em 2014 quando o laboratório de química da UFRJ venceu um edital para pesquisar conservação de alimentos.

"A gente viu nessa, nesse edital uma oportunidade da gente colaborar para desenvolver um produto biopesticida que não existe no mercado para aplicação em pós-colheita de frutas", relata Otiniel Freitas, pesquisador da Embrapa.

O trabalho foi publicado recentemente em uma importante revista científica internacional. O laboratório vai testar agora aplicações em proporções maiores.

"Um teste num número maior de frutas, aplicado não com pincel, mas aplicado em uma esteira, que é o que é o mecanismo industrial de aplicação, para a gente conseguir provar que o que funciona em laboratório também funciona em uma escala industrial", comenta Elisa Cavalcante, professora do Instituto de Química (UFRJ).

O grande trunfo dessa pesquisa é o impacto que ela pode ter em grande escala, na cadeia mundial de produção de alimentos, que todos os anos tem centenas de bilhões de dólares de prejuízos com alimentos que estragam depois de serem colhidos. Os pesquisadores agora estão tentando descobrir se o biodetergente funciona em outras frutas como morango, mamão, goiaba e em grãos como feijão e soja.

"Então você imagina o quanto não se economiza você tendo uma fruta que sai do pé e chega ao consumidor e fica lá na prateleira do consumidor por muito mais tempo. Eu estimo, com o investimento do governo ou de empresas, que esse produto chegue ao mercado em 5 anos", completa Denise Maria Guimarães Freire, Professora titular do Instituto de Química (UFRJ).

Pesquisadores brasileiros desenvolvem biodetergente capaz de prolongar a vida útil de frutas e legumes — Foto: Reprodução/TV Globo

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‘Irei lembrar das empresas que não pedirem’, diz Trump sobre reembolso do tarifaço

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/04/2026 11:23

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%Oferecido por

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que vai lembrar das empresas que não pedirem reembolso dos valores pagos durante o tarifaço.

Segundo Trump, as tarifas acabariam significando "números maiores" para os Estados Unidos em termos monetários, mas acrescentou que o sistema seria "um pouco mais difícil de gerir".

O novo sistema para pedidos de reembolso das tarifas entrou em vigor na segunda-feira (20) para empresários americanos.

O presidente Donald Trump ouve discursos antes de assinar uma ordem executiva no Salão Oval da Casa Branca, no sábado, 18 de abril de 2026, em Washington. — Foto: AP/Julia Demaree Nikhinson

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que vai lembrar das empresas que não pedirem reembolso dos valores pagos durante o tarifaço. A declaração foi feita em entrevista à rede norte-americana CNBC.

Segundo Trump, as tarifas acabariam significando "números maiores" para os Estados Unidos em termos monetários, mas acrescentou que o sistema seria "um pouco mais difícil de gerir".

O novo sistema para pedidos de reembolso das tarifas entrou em vigor na segunda-feira (20) para empresários americanos. A estimativa é que as devoluções alcancem até US$ 166 bilhões (R$ 824,9 bilhões).

Em um processo judicial divulgado na última terça-feira (14), a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês) afirmou que havia concluído o desenvolvimento da fase inicial do sistema de restituição, conhecido como CAPE.

O sistema vai consolidar os reembolsos, de modo que os importadores recebam um único pagamento eletrônico — com juros, quando aplicável — em vez de pagamentos separados para cada importação.

Até 9 de abril, cerca de 56.497 importadores haviam concluído as etapas necessárias para receber reembolsos eletrônicos, em um valor total de US$ 127 bilhões (R$ 631,1 bilhões), segundo as autoridades alfandegárias americanas. Esse montante corresponde a cerca de 76% do total elegível para reembolso.

Mais de 330 mil importadores pagaram as tarifas em questão em 53 milhões de remessas de produtos, de acordo com registros do tribunal.

O lançamento do sistema de reembolso é mais um capítulo de uma longa disputa em torno das tarifas comerciais cobradas no ano passado, parte do esforço do presidente americano para reestruturar as relações comerciais dos EUA com quase todos os países do mundo.

Em fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou as tarifas de Trump, ao considerar que o presidente extrapolou sua autoridade ao impor as taxas com base em uma lei voltada a situações de emergência nacional.

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O suco ‘misterioso’ que faz ambulante faturar R$ 140 mil e atrai até celebridades

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 21/04/2026 07:16

Pequenas Empresas & Grandes Negócios O suco 'misterioso' que faz ambulante faturar R$ 140 mil e atrai até celebridades Milton França, um vendedor ambulante em Salvador (BA), faz sucesso com seu suco de limão com coco, cuja receita é secreta. No verão, ele chega a vender 100 litros da bebida. Por Pegn

Com o sucesso, o empreendedor expandiu as vendas para outro ponto turístico famoso de Salvador: o Farol da Barra.

Em meio ao calor escaldante de Salvador (BA), uma bebida se destaca e conquista turistas e famosos: o suco de limão com coco de Seu Milton. Há mais de vinte anos, Milton França, vende essa refrescante combinação no Pelourinho, um bairro histórico da Bahia.

O empreendedor pernambucano começou sua jornada como vendedor ambulante aos 16 anos, quando se mudou para Salvador. (veja a reportagem no vídeo acima)

No inicio, Milton vendia cafés, lanches e até saquinhos de água. Foi nessa correria que ele teve a ideia de criar sucos diferenciados, como limão com hortelã e limão com gengibre. Mas foi a combinação de limão com água de coco que realmente conquistou o público.

"Um dia amargava, outro dia ficava assim… depois eu me aperfeiçoei, pronto: ficou só qualidade!", conta Milton, que passou dois anos aprimorando a receita até chegar ao ponto ideal.

No verão, Milton chega a vender 100 litros de suco por dia. O faturamento médio anual do negócio gira em torno de R$ 140 mil.

O sucesso é tanto que Milton e a filha dele, Ábia França, decidiram expandir as vendas para outro ponto turístico famoso de Salvador: o Farol da Barra.

A presença nas redes sociais também tem sido uma estratégia importante para atrair novos clientes.

"Muita gente chega aqui falando que veio pela rede social. Os vídeos circulam em várias redes sociais e isso acaba atraindo muita gente pra cá", diz Ábia.

"Se eu der o segredo, eu vou perder o meu cliente. Tem que ter um segredo, se não tiver um segredo não anda, não, pai!", brinca.

O suco de limão com coco de Seu Milton já conquistou até celebridades. Famosos como Péricles, Spike Lee e Regina Casé já provaram e aprovaram a bebida.

Endereço: Rua Jogo do Lourenço, 58, Saúde Salvador/BA – CEP: 40040-600 Telefone: (71) 99357- 2807 Site: https://vm.tiktok.com/ZMkvMJLKC/ E-mail: docenteabialimadefranca@gmail.com Facebook: https://www.facebook.comInstagram: https://www.instagram.com/sucodelimaocomcocooficial/

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Segundo SUV mais vendido do país, Volkswagen Tera vai bem na cidade, mas não anima na estrada

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/04/2026 04:50

Carros Segundo SUV mais vendido do país, Volkswagen Tera vai bem na cidade, mas não anima na estrada Modelo da Volkswagen se destaca no uso urbano e nas vendas, mas deixa a desejar na retomada de desempenho e em alguns detalhes de acabamento; veja o teste. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

Lançado em meados de 2025, o Volkswagen Tera já conseguiu ultrapassar rivais como Jeep Renegade, Fiat Pulse e Renault Kardian em vendas mensais, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Só no primeiro trimestre deste ano, o SUV compacto registrou mais de 18 mil unidades emplacadas, conquistando o segundo lugar entre os mais vendidos do país.

Com preços a partir de R$ 107,2 mil, o Tera foi o primeiro modelo totalmente inédito da Volkswagen desde o lançamento do Nivus, em 2020. O g1 passou uma semana com o SUV, testando-o em uso urbano e durante uma viagem de 120 km, e descreve agora seus principais acertos e limitações.

O visual do Tera merece atenção especial. Nesse aspecto, a marca alemã corrige escolhas anteriores e aprimora soluções que já vinham funcionando bem.

O interior do Tera não segue exatamente o padrão conhecido do chamado “plástico Volkswagen”, presente em modelos como Polo, T-Cross, Nivus e Taos. Ainda assim, o carro não deve ser visto como um SUV compacto capaz de rivalizar com os modelos chineses no quesito acabamento macio ao toque.

A comparação mais direta é com a Fiat. Assim como a marca italiana faz em modelos como Argo e Pulse, a Volkswagen adotou plásticos com diferentes texturas e acabamentos em áreas distintas da cabine. A estratégia adiciona contraste ao interior e afasta o Tera da sensação de que, “do Polo ao Taos, por dentro tudo é sempre igual”.

Em termos de equipamentos, o Tera não traz grandes novidades. Volante, câmbio, comandos do ar-condicionado e outros botões são muito semelhantes ou quase idênticos aos que existem em diversos modelos da Volkswagen, assim como o painel de instrumentos digital, que se destaca pela ampla possibilidade de personalização.

A central multimídia, no entanto, chama atenção por ficar destacada do console central, o que reforça ainda mais seu visual de “tablet”. Os ícones e aplicativos seguem o mesmo padrão gráfico, aproximando a experiência da de um iPad ou de um tablet Android dentro do carro.

Essa proposta se estende aos aplicativos que podem ser instalados diretamente no sistema, sem a necessidade de parear com um celular. Entre eles estão Spotify, Waze, PlayKids, SemParar, Estapar e até o iFood.

Além disso, o modelo conta com uma inteligência artificial embarcada chamada Otto. No dia a dia, o sistema ajuda a explicar trechos do manual do Tera, indica necessidades de manutenção, informa a previsão do tempo e até sugere rotas.

É importante destacar que, ao contrário das inteligências artificiais disponíveis em celulares, o Otto não é gratuito. Para ter acesso ao assistente, é necessário pagar uma mensalidade de R$ 59,90.

Apesar do conjunto tecnológico ser positivo, dois pontos desagradaram na cabine. O primeiro está ligado à tecnologia e envolve o freio de mão manual. Ele ajuda a manter o preço mais baixo nas versões de entrada, mas perde o sentido no modelo mais completo, que foi o avaliado pelo g1.

O segundo ponto negativo é o apoio de braço do motorista. Pequeno e fixado ao assento, ele indica a ausência de um compartimento para objetos entre os bancos. Com isso, o descanso fica restrito apenas ao condutor, algo que não ocorre, por exemplo, no Fiat Pulse.

Por fora, o visual também foge do padrão seguido por outros modelos da Volkswagen, embora o Tera ainda transmita a sensação de ser “um Polo mais alto”.

Essa possível falta de criatividade, no entanto, desaparece na dianteira, que traz um desenho exclusivo nas luzes diurnas em LED. Com isso, quem vê o carro de frente identifica rapidamente que não se trata de um Polo, de um Nivus ou de um T-Cross.

O Tera testado pelo g1 também herdou o motor 1.0 turbo do Polo. Como as dimensões dos dois modelos são muito próximas — incluindo o peso —, o conjunto mecânico transmite ao volante uma sensação bastante semelhante.

Essa percepção é positiva graças ao bom acerto da suspensão, à direção bem calibrada e à posição de condução típica dos modelos da Volkswagen.

Ela envolve a forma como o motorista se senta, a disposição dos comandos, a visibilidade da estrada e o conforto em viagens mais longas. No Tera, tudo isso funciona bem.

No entanto, assim como ocorre no Polo, há um atraso perceptível entre o momento em que o motorista pisa no acelerador e a resposta do carro em ganho de velocidade. Em arrancadas no semáforo, esse comportamento é menos evidente, mas na estrada ele se torna incômodo.

Na prática, foram cerca de três segundos entre o acelerador totalmente pressionado e a reação do Tera. Em uma ultrapassagem em velocidade mais alta, na estrada para Santos (SP), foi preciso antecipar a manobra para realizá-la com segurança.

Esse atraso na resposta do motor não é exclusividade da Volkswagen, mas, entre todos os carros testados pelo g1, o Tera está entre os que apresentam maior intervalo entre o acelerador totalmente pressionado e a reação do veículo.

O g1 apurou, junto a outras fabricantes, que esse atraso na resposta do motor está ligado à redução das emissões de gases. O comportamento é resultado direto do Proconve L8, fase atual do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, em vigor desde 1º de janeiro de 2025.

Deixando de lado o atraso na resposta do acelerador, o Volkswagen Tera se saiu bem no trânsito urbano de São Paulo (SP), onde a velocidade máxima raramente ultrapassa os 60 km/h. Na experiência ao volante, ele está muito mais próximo do que o Polo oferece do que do T-Cross.

Isso também se reflete no porta-malas, que oferece 350 litros de capacidade. O volume está dentro da média dos concorrentes diretos, com bom desempenho no segmento. Veja abaixo:

Fiat Pulse: 370 litros;Renault Kardian: 358 litros;Citroën Basalt: 490 litros;Jeep Renegade: 320 litros.

Após uma semana com o carro, foi possível perceber que a Volkswagen finalmente começou a acertar no acabamento. Ainda assim, o modelo testado — a versão topo de linha — segue atrás de concorrentes chineses mais baratos nesse quesito.

Chevrolet Spark: a partir de R$ 144.990;BYD Dolphin: a partir de R$ 149.990;Geely EX2: a partir de R$ 123.800;GAC GS3: a partir de R$ 129.990;Caoa Chery Tiggo 5X Sport: a partir de R$ 124.990.

Todos os modelos listados oferecem acabamento mais confortável, melhor qualidade geral e uma lista de equipamentos mais completa. Com exceção do GAC GS3 e do Tiggo 5X Sport, todos são elétricos.

Por outro lado, nenhum deles tem o mesmo tempo de mercado da Volkswagen no Brasil, nem a estrutura de pós-venda já consolidada. Também é mais fácil encontrar mecânicos familiarizados com o motor três cilindros do Tera.

Se a ideia for buscar um SUV mais econômico e permanecer em uma marca já consagrada no Brasil, sem se aventurar muito fora do uso urbano, o Volkswagen Tera entrega exatamente a experiência que quem já dirigiu um modelo da marca espera.

Já para quem está mais aberto a experimentar outras marcas, o GAC GS3 se destaca por oferecer mais espaço, melhor acabamento e um conjunto mecânico superior. O Tiggo 5X Sport segue a mesma linha, e ambos custam menos que o Tera topo de linha já nas versões de entrada.

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Nem todo mel é igual: veja o que define a cor e o sabor do produto conforme a flor

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/04/2026 04:50

Espírito Santo Agronegócios Nem todo mel é igual: veja o que define a cor e o sabor do produto conforme a flor Diferenças vão além da aparência e revelam riqueza de sabores pouco explorados pelo consumidor. Tudo depende das plantas de onde é colhido o néctar usado pelas abelhas. Por Felipe Sena, g1 ES e TV Gazeta

A variação se dá devido à diferença entre as plantas de origem da colheita do néctar pelas abelhas.

No Espírito Santo, é possível encontrar desde méis escuros e densos até os mais claros e líquidos.

As plantas que dão origem aos produtos são a aroeira, o pé de café, pé de laranja, flores variadas – que resultam no "mel silvestre" – e a capuchinha.

O mel é um produto que pode chegar à mesa com diferentes sabores, cores e densidades. A variação se dá devido à diferença entre as plantas de onde é colhido o néctar usado pelas abelhas.

No Espírito Santo, é possível encontrar desde méis escuros e densos até os mais claros e líquidos. As plantas que dão origem aos produtos são a aroeira, o pé de café, pé de laranja, flores variadas – que resultam no "mel silvestre" – e a capuchinha.

Apesar de o consumidor brasileiro estar mais acostumado com o mel claro, que não cristaliza e é pouco denso, mais líquido, o apicultor de Domingos Martins, na Região Serrana do estado, Arno Wieringa, defende a riqueza das variedades.

“A gente, hoje em dia, tenta desmistificar e desafiar o consumidor a conhecer esses paladares diferentes.”

E ele explica: "a diferença começa na flor e continua no trabalho de quem acompanha cada etapa". Segundo o apicultor, geralmente o mel mais escuro contém mais sais minerais, é mais encorpado e de sabor marcante.

Méis tem diferentes sabores e cores a depender da planta polinizada pelas abelhas no Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta

🍯 Mel de capuchinha: mel suave, claro e pouco denso.🌸 Mel silvestre: mel suave, claro e de florada variada.🌱 Mel de café: mel com acidez, mais denso e de coloração média.🍊 Mel de laranja: mel com acidez, denso e escuro.🐝 Mel de aroeira: mel potente, escuro e denso.

Para além da produção de méis com sabores e cores diferentes, o trabalho das abelhas desempenha um papel fundamental para a sobrevivência da flora.

"O papel mais importante da abelha é a fecundação das flores, a polinização. Se a gente não tem esses insetos, grande parte dessa produção (de flores e frutos), a gente não teria mais", explicou Wieringa.

No Espírito Santo, é possível encontrar desde méis escuros e densos até os mais claros e líquidos — Foto: Reprodução/TV Gazeta

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Governo federal diz que continuará adotando medidas para aumentar arrecadação e cumprir metas fiscais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/04/2026 04:50

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Governo federal diz que continuará adotando medidas para aumentar arrecadação e cumprir metas fiscais.

Informação consta no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.

Objetivo, segundo o governo, garantindo uma "contínua e gradual" recomposição do superávit das contas públicas que favoreça a estabilização da trajetória da dívida no médio prazo.

Nos três primeiros anos do mandato do presidente Lula, o governo elevou uma série de tributos para melhorar a arrecadação mas, mesmo assim, não conseguiu retomar o saldo positivo em suas contas.

A equipe econômica informou que medidas voltadas à "recuperação da base arrecadatória" continuarão sendo adotadas para atingir as metas para as contas públicas dos próximos anos.

A informação consta no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.

📈 No projeto, entre outras previsões, o governo federal estima que o salário mínimo suba para R$ 1.717 em janeiro de 2027, com pagamento a partir de fevereiro.

O objetivo das medidas, segundo o governo, é garantir uma "contínua e gradual" recomposição do superávit das contas públicas que favoreça a estabilização da trajetória da dívida no médio prazo.

O governo informou que busca que as contas retornem ao azul em 2027, após projetar rombo em todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A meta proposta é de um resultado positivo de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 73,2 bilhões.Com uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo – ou seja, o superávit pode variar entre R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões.Além disso, R$ 65,7 bilhões de gastos governo com precatórios (sentenças judiciais) e com projetos na área de defesa, saúde e educação podem ficar de fora da regra.Na prática, portanto, o governo vai poder ter um déficit primário de até R$ 29,1 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida. Mas a equipe econômica projeta um resultado positivo de R$ 8 bilhões em 2027 porque não prevê o abatimento integral dos precatórios na meta fiscal.

"No intuito de conter a evolução do endividamento público em relação ao PIB, o governo federal continuará adotando ações voltadas à recomposição das receitas, reduzindo ou eliminando incentivos fiscais [benefícios para regiões e setores da economia] que não geram os resultados econômicos e sociais esperados e buscando uma maior progressividade tributária [impostos mais altos para quem ganha mais]", diz a equipe econômica.

Nos três primeiros anos do mandato do presidente Lula, o governo elevou uma série de tributos para melhorar a arrecadação mas, mesmo assim, não conseguiu retomar o saldo positivo em suas contas.

Carga tributária no Brasil atinge o nível mais alto em 15 anos — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior);Audanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados;Aumento de impostos sobre combustíveis feito em 2023 e mantido desde então;Imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas);Reoneração gradual da folha de pagamentos;Fim de benefícios para o setor de eventos (Perse);Aumento do IOF sobre crédito e câmbioImposto sobre bets;Alta no imposto de importação de mais de mil produtos.

Por conta dos aumentos de tributos nos últimos anos, a Receita Federal informou que a carga tributária – ou seja, a proporção entre os impostos pagos e a riqueza total do país – cresceu em 2024 e bateu recorde, atingindo o maior nível em mais de duas décadas.

Já o Tesouro Nacional estimou recentemente que a carga tributária voltou a subir no ano passado, atingindo 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse aumento está relacionado, quase em sua totalidade, com a elevação do peso dos tributos do governo federal.

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Brasil tenta emplacar fim da escala 6×1 desde os anos 1980

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/04/2026 02:53

Trabalho e Carreira Brasil tenta emplacar fim da escala 6×1 desde os anos 1980 Proposta de reduzir a jornada para 40 horas semanais não é nova, tendo sido aprovada há quase 40 anos por uma comissão no Congresso durante a elaboração da Constituição. Por Fábio Corrêa

Primeiros movimentos para maior descanso laboral para 40 horas surgiram nas fábricas, no movimento sindical dos anos 1980 — Foto: VW do Brasil/dpa/picture alliance

As demandas para a redução da jornada de trabalho no Brasil tiveram um novo capítulo nesta semana, com o anúncio de um envio, pelo governo federal, de um projeto de lei ao Congresso que busca reduzir a jornada de 44 horas e, consequentemente, acabar com a escala 6×1 dos empregados.

Diferentemente da proposta anterior, da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), que prevê reduzir a semana laboral de 44 para 36 horas, implementando uma escala de quatro dias de trabalho e três dias de folga, o texto do governo Lula busca um meio-termo – 40 horas de trabalho por semana, ou seja, uma escala 5×2. Isso, sem redução de salários.

Contudo, a ideia de reservar dois dias na semana para a folga dos trabalhadores brasileiros não é nova. Na verdade, a proposta de reduzir a jornada para 40 horas na semana chegou a ser aprovada em uma comissão, no Congresso, em 1987, durante a elaboração da Constituição Federal de 1988. Ou seja, há quase 40 anos.

À época, milhões de trabalhadores enfrentavam uma realidade ainda mais pesada que a atual, de 48 horas semanais, regulamentadas em 1943, na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), durante o primeiro governo Getulio Vargas.

No cálculo atual, as 44 horas preveem cinco dias de oito horas de trabalho, um com quatro e outro de folga remunerada. Na maior parte das vezes, isso significa, para os empregados, apenas um dia e meio de folga no fim de semana.

Até 5 de outubro de 1988, quando a Constituição atual entrou em vigor, os trabalhadores submetidos ao regime geral da CLT tinham, na prática, apenas um dia de descanso remunerado, já que as 48 horas determinavam o trabalho integral de segunda a sábado – com uma hora de intervalo para o almoço.

Em junho de 1987, um anteprojeto propondo a jornada de 40 horas foi aprovado pela Comissão de Ordem Social da Constituinte, colegiado que era responsável pela redação da legislação trabalhista.

A proposta foi encampada principalmente pelos deputados dos partidos de esquerda (PT, PCB, PC do B, PTB, PDT) e rejeitada pelo PFL e pelo PDS, de direita. O PMDB se dividiu.

Na verdade, a luta pela mudança na semana laboral vinha do movimento sindical do início dos anos 1980. Em 1985, os metalúrgicos do ABC Paulista, por exemplo, já tinham conquistado avanços nesse sentido, pressionando para a aprovação de convenções sindicais que já haviam imposto as 44 horas semanais nas fábricas.

Na Constituinte, um dos principais defensores da redução para 40 horas foi o atual presidente da república e então deputado Lula. Na tribuna do Congresso, ele citava medidas similares em outros países e criticava aqueles que diziam que era preciso fazer o contrário – ou seja, aumentar a carga de trabalho.

Cartaz de campanha sindical alemã no 1° de Maio de 1956: "No sábado, o papai pertence a mim" — Foto: DGB via DW

"Dizer que este país está precisando de uma jornada mais longa é, no mínimo, querer submeter a classe trabalhadora a uma jornada de escravidão. O que precisamos fazer, e outros países já o fizeram, é diminuir a jornada de trabalho, para que as empresas contratem mais trabalhadores, a fim de que haja um aumento da produção não pela escravidão, mas pela duplicação da mão de obra", declarou o ex-líder sindical, em citação reproduzida pela Agência Senado.

Na Alemanha Ocidental, a implementação da semana 40 horas surgiu no pós-guerra. Em 1956, uma campanha sindical pleiteava que os pais tivessem todo o fim de semana para lazer e a família. Cartazes pelo país retratavam uma criança abaixo do slogan "Samstags gehört Vati mir" ("No sábado, o papai pertence a mim") e levaram à aprovação de convenções sindicais que levaram, na prática, à escala 5×2 em todo o país a partir dos anos 1960.

No Brasil, contra o argumento patronal de que a medida geraria mais custos para as empresas e, assim, consequente inflação e desemprego, os deputados favoráveis defendiam um argumento econômico. Segundo eles, reduzir a escala abriria mais espaço para contratar outros funcionários que, com maior tempo de descanso, teriam melhor produtividade – levando a um menor desemprego.

Um dos contrários a isso era José Serra, então deputado do PMDB de São Paulo. "Uma mudança mais violenta para baixo, em termos de horas trabalhadas, poderia trazer efeitos extraordinariamente pervertidos sobre essas empresas", alegava.

Luís Roberto Ponte, também do PMDB, mas do Rio Grande do Sul, chegou a sugerir o aumento da jornada para até 52 horas semanais, "até que o último dos brasileiros tivesse o que comer, onde morar e onde tratar-se". Na opinião dele, só quando isso fosse alcançado seria possível reduzir a escala laboral.

Mas nem todos os deputados da direita eram contra. Um deles era Geovani Borges, PFL do Amapá, que criticava a falta do direito ao lazer aos trabalhadores brasileiros e considerava justa a proposta de 40 horas.

Durante a tramitação do anteprojeto da proposta pela Comissão de Sistematização, última etapa antes da redação da Constituição, os deputados acabaram encontrando um meio-termo: a jornada de 44 horas semanais.

A demanda pelas 40 horas continuou, com novas emendas apresentadas, mas no fim o Plenário aprovou a Constituinte com a redação atual. No PFL, o senador Afonso Arinos, que tinha presidido a Comissão de Sistematização e apoiava a escala 5×2, resolveu nadar contra a corrente do seu partido, majoritariamente contrário, e proferiu: "Já estou muito velho para votar contra o povo".

Lula defendia a redução para 40 horas durante a Constituinte — Foto: picture alliance/dpa Fotografia

Além da redução de 48 para 44 horas, a Constituição de 1988 determinou, entre outros, a ampliação da licença-maternidade de 90 para 120 dias, a imposição do adicional mínimo de 50% para horas extras e o aumento da multa do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) do empregador de 10% para 40%.

Em 2003, um artigo intitulado "Os Efeitos da Redução da Jornada de Trabalho de 48 para 44 Horas Semanais", assinado pelos pesquisadores Gustavo Gonzaga, Naércio Aquino Menezes Filho e José Márcio Camargo, foi publicado na Revista Brasileira de Economia. O estudo analisou os impactos da medida durante os trabalhadores que tiveram a jornada reduzida de acordo com a nova legislação.

Embora os pesquisadores tenham afirmado que os encargos com medidas como a licença-maternidade tenham aumentado o custo do trabalho no Brasil, eles ressaltam que a semana de 48 horas era "excessivamente alta" e que, em 1988, "quase metade dos trabalhadores já trabalhava menos de 48 horas por semana".

Além disso, os resultados indicaram que, entre 1988 e 1989, não houve mudanças negativas significativas – não aumentaram a probabilidade de o trabalhador ficar desempregado, diminuíram a probabilidade de eles saírem dos empregos e ainda implicaram em um aumento do salário real por hora.

Segundo a pesquisa, 60% dos funcionários que tinham jornadas entre 40 e 48 semanais em 1988 continuaram empregados em 1989, mas tiveram redução nessas jornadas para a nova regra, de 40 a 44 horas.

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Diploma na mão, mas trabalho fora da área: como a falta de vagas tem levado jovens ao subemprego nos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/04/2026 02:53

Trabalho e Carreira Diploma na mão, mas trabalho fora da área: como a falta de vagas tem levado jovens ao subemprego nos EUA Alta do subemprego entre recém-formados reflete excesso de diplomados, menos vagas de entrada e mudanças no mercado de trabalho, segundo análise da Bloomberg Por Redação g1 — São Paulo

Nos EUA, falta de vagas empurra jovens com diploma para trabalhos em lojas, bares e serviços — Foto: Freepik

Jovens americanos seguiram o roteiro esperado: entraram na universidade, assumiram dívidas, passaram anos entre provas e trabalhos e saíram com um diploma nas mãos. Ainda assim, para muitos, o início da vida profissional está longe do que imaginaram.

Em vez de atuar na área de formação, muitos acabam atendendo clientes em lojas, preparando cafés ou aceitando trabalhos temporários para pagar as contas.

Uma reportagem da Bloomberg mostra que esse cenário está longe de ser pontual. Em dezembro de 2025, quase 43% dos americanos entre 22 e 27 anos com ensino superior estavam subempregados, ou seja, em ocupações que não exigem diploma.

O dado é da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de Nova York, e representa o nível mais alto desde o início da pandemia, além de um salto de mais de três pontos percentuais em apenas um ano.

Embora a taxa ainda esteja abaixo do pico registrado na Grande Recessão, o ritmo recente de crescimento acende um alerta, segundo a Bloomberg.

Por trás desse movimento, há um desequilíbrio que vem se acumulando ao longo dos anos. Dados da Lightcast mostram que, entre 2004 e 2024, o número de pessoas que concluíram o ensino superior nos Estados Unidos cresceu 54%. No mesmo período, as vagas de nível inicial avançaram bem menos, cerca de 42%.

Na prática, isso significa mais pessoas qualificadas disputando um número proporcionalmente menor de oportunidades compatíveis com a própria formação.

O problema não se resume à quantidade de vagas. Em 22 das 35 áreas analisadas, a relação entre empregos de entrada e número de formados piorou nas últimas duas décadas.

“Nunca vimos tantas mudanças simultâneas e nessa velocidade. Esta é a primeira vez que o caminho da educação para o emprego está, de certa forma, interrompido”, afirmou Elena Magrini, da Lightcast, em entrevista à Bloomberg.

A inteligência artificial entra nessa equação, mas não explica tudo. Estudos de pesquisadores da Universidade Stanford e da Universidade Harvard indicam que setores como desenvolvimento de software, atendimento ao cliente e marketing já vinham reduzindo contratações de iniciantes à medida que ferramentas de IA se tornaram mais comuns.

Ao mesmo tempo, outros fatores ajudam a compor esse cenário. Juros elevados, mudanças nas políticas comerciais e menor rotatividade nas empresas têm reduzido a abertura de vagas para quem está começando.

“Em um mercado de trabalho competitivo, os empregadores conseguem encontrar profissionais mais experientes para preencher vagas de nível júnior”, disse Shawn VanDerziel, da Associação Nacional de Faculdades e Empregadores, à Bloomberg. “E a inteligência artificial fez com que muitos repensassem um pouco as contratações.”

A reportagem também aponta um desalinhamento entre o que as universidades formam e o que o mercado demanda. Na área da saúde, por exemplo, havia cerca de 1,9 milhão de vagas de entrada em 2024, enquanto o número de formados cresceu apenas 5% na última década, segundo dados da Lightcast.

Já em ciência da computação, o movimento foi o oposto. O número de graduados aumentou 110% no período, mas as vagas cresceram apenas cerca de 6%.

Empresas como Amazon, Atlassian e Block chegaram a citar a inteligência artificial ao anunciar demissões recentes. Ainda assim, um relatório da Forrester indica que muitos desses cortes tiveram origem em questões financeiras, em um movimento que a consultoria descreve como uma espécie de “lavagem de imagem com IA”.

No meio dessa transformação estão histórias como a de Cody Viscardis, de 29 anos. Formado em ciência da computação em 2023, ele enviou quase mil currículos e conseguiu apenas seis entrevistas, todas para vagas com salários iniciais em torno de US$ 60 mil por ano. Diante da dificuldade, acabou aceitando um trabalho como eletricista.

“A faculdade deveria, no mínimo, garantir um emprego decente”, afirmou à Bloomberg. “Eu esperava não continuar nesse ciclo de ser forçado a trabalhar na construção civil.”

Mesmo com jornadas que chegam a 60 horas semanais, ele segue fazendo cursos online para tentar uma recolocação em tecnologia.

A Bloomberg destaca que momentos como esse não são inéditos. Jovens costumam ser os mais afetados em períodos de transição econômica ou tecnológica, como ocorreu nos anos 1990 e após a crise financeira de 2008.

Há, porém, algum alívio possível. Estudos citados pela reportagem indicam que muitos conseguem, com o tempo, migrar para funções compatíveis com a formação, geralmente em até cinco anos.

“Não é incomum que recém-formados tenham dificuldade em encontrar um emprego que exija formação superior ao ingressarem no mercado de trabalho”, disse Jaison Abel, do Fed de Nova York, à Bloomberg. “Para muitos, trabalhar em um emprego que não exige diploma é apenas uma fase.”

Ainda assim, o cenário atual reforça uma mudança importante. Ter um diploma, por si só, já não garante mais um lugar no mercado, especialmente no início da carreira.

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Por que é tão difícil abandonar o petróleo?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/04/2026 01:16

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%MoedasDólar ComercialR$ 4,974-0,18%Dólar TurismoR$ 5,168-0,24%Euro ComercialR$ 5,862-0,04%Euro TurismoR$ 6,103-0,15%B3Ibovespa196.132 pts0,2%Oferecido por

O navio indiano 'Nanda Devi', carregado com gás liquefeito de petróleo (GLP), chegou ao porto de Vadinar, no distrito de Jamnagar, estado de Gujarat, em 17 de março de 2026, após o Irã permitir sua passagem pelo Estreito de Ormuz, um importante corredor energético que permanece interrompido devido à guerra no Oriente Médio. Os petroleiros de bandeira indiana 'Shivalik' e 'Nanda Devi', transportando cerca de 92.700 toneladas métricas de GLP, chegaram aos portos do estado de Gujarat, representando uma rara exceção na passagem comercial por esse ponto estratégico. — Foto: AFP

Quando, em 2023, a comunidade internacional se comprometeu a iniciar uma transição para abandonar os combustíveis fósseis no intuito de frear as mudanças climáticas, alguns celebraram isso como o começo do fim do petróleo.

Três anos depois, a guerra no Oriente Médio evidencia que a dependência mundial do "ouro negro" não mudou, apesar de suas consequências irem muito além do impacto ambiental.

Isso faz com que o conflito seja usado como mais uma razão para substituir definitivamente o principal responsável pelas emissões de CO? por energias renováveis, 167 anos depois da extração do primeiro barril comercial na Pensilvânia, nos Estados Unidos.

No entanto, apesar de alguns apelos, a tendência global indica que a promessa da COP28 está longe de ser cumprida.

A política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é um exemplo disso: depois de cunhar o slogan "drill, baby, drill" (perfura, querido, perfura), ele interveio em dois países ricos em reservas de petróleo: Venezuela e Irã.

Se os mercados financeiros respiram conforme as oscilações do preço do barril, é porque seus agentes estão profundamente ligados aos ativos associados aos hidrocarbonetos.

"A gente não pode fazer a transição quebrando de um dia para o outro as empresas de combustíveis fósseis, porque isso seria um desastre econômico planetário sem precedentes. Gigantes bancários como o HSBC quebrariam", disse à AFP Claudio Angelo, coordenador de política internacional do Observatório do Clima do Brasil.

A dependência econômica é total em países como Arábia Saudita, Kuwait e Iraque, mas não apenas neles.

No caso do Brasil, por exemplo, retirar a Petrobras da balança comercial desmontaria a economia, já que o petróleo é um dos principais produtos de exportação, acrescenta Angelo.

Outros países, como a Colômbia, são tão dependentes dessas receitas que seu presidente, Gustavo Petro, pede alívio da dívida soberana para tornar viável sua promessa de não conceder novos contratos de exploração de petróleo.

Potências exportadoras de petróleo como os Estados Unidos, Canadá e Austrália têm, por outro lado, meios para assumir a transição energética, afirma Bill Hare, diretor do instituto Climate Analytics.

Mas com o retorno de Trump ao poder, junto ao avanço global da extrema direita, os interesses econômicos voltam a ser priorizados em detrimento da luta contra o aquecimento global – quando o fenômeno não é diretamente negado.

"Há toda uma visão no Ocidente, liderada pelos Estados Unidos, de voltar a um modelo que já existiu", de curto prazo, sustenta Leonardo Stanley, pesquisador associado do Centro de Estudos de Estado e Sociedade de Buenos Aires.

Presentes nas conferências anuais da ONU sobre o clima, as petroleiras – da americana ExxonMobil à saudita Aramco – defendem seus interesses nos bastidores, às vezes por meio de grandes consultorias como a McKinsey, como mostrou uma investigação da AFP na COP28.

Para abandonar o petróleo, é necessário apoio financeiro aos países produtores dependentes dessas receitas e também aos mais pobres, para acompanhar a transição.

"Tem que haver alguma disposição das grandes e médias potências econômicas de criar um sistema internacional que facilite isso", o que até agora não ocorreu, afirma Bill Hare.

As energias renováveis representaram um recorde de quase 50% da capacidade elétrica mundial em 2025, segundo a Irena, entidade intergovernamental que promove a transição energética.

A China, maior emissora mundial de gases de efeito estufa e, ao mesmo tempo, líder na produção de energias renováveis, ampliou de forma excepcional suas capacidades eólicas e solares no ano passado.

No Paquistão, a energia solar, que era marginal em 2020, tornou-se uma das principais fontes de eletricidade.

Em várias regiões da Austrália e dos Estados Unidos, o avanço das energias renováveis reduziu a conta de luz, segundo Hare.

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