RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Como fica a Opep depois de os Emirados Árabes Unidos saírem do grupo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 11:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0100,55%Dólar TurismoR$ 5,2120,59%Euro ComercialR$ 5,8610,35%Euro TurismoR$ 6,1030,29%B3Ibovespa187.653 pts-1,02%MoedasDólar ComercialR$ 5,0100,55%Dólar TurismoR$ 5,2120,59%Euro ComercialR$ 5,8610,35%Euro TurismoR$ 6,1030,29%B3Ibovespa187.653 pts-1,02%MoedasDólar ComercialR$ 5,0100,55%Dólar TurismoR$ 5,2120,59%Euro ComercialR$ 5,8610,35%Euro TurismoR$ 6,1030,29%B3Ibovespa187.653 pts-1,02%Oferecido por

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram sua saída dos grupos Opep e Opep+, que reúnem as principais nações produtoras de petróleo, após quase 60 anos.

Os EAU afirmaram que a decisão reflete sua "visão estratégica e econômica de longo prazo e seu perfil energético em evolução".

A decisão é vista como um golpe para o grupo, com um analista descrevendo a saída de um dos seus membros mais importantes como "o começo do fim da Opep".

O ministro da Energia do país do Golfo afirmou que, por não ter mais obrigações com os grupos, o país terá mais flexibilidade.

Os Emirados Árabes Unidos aderiram à Opep em 1967 e sua saída deixará o grupo dos produtores de petróleo com 11 membros.

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram sua saída dos grupos Opep e Opep+, que reúnem as principais nações produtoras de petróleo, após quase 60 anos.

Os EAU afirmaram que a decisão reflete sua "visão estratégica e econômica de longo prazo e seu perfil energético em evolução".

A decisão é vista como um golpe para o grupo, com um analista descrevendo a saída de um dos seus membros mais importantes como "o começo do fim da Opep".

O ministro da Energia do país do Golfo afirmou que, por não ter mais obrigações com os grupos, o país terá mais flexibilidade.

Os Emirados Árabes Unidos aderiram à Opep em 1967 e sua saída deixará o grupo dos produtores de petróleo com 11 membros.

Opep e Opep+: o que são os grupos e como isso pode afetar seu bolsoEmirados Árabes têm a 5ª maior reserva conhecida de petróleo no mundo; veja rankingSaída dos Emirados Árabes Unidos da Opep acende alerta sobre preços do petróleo à frente

Saul Kavonic, chefe de pesquisa de energia da MST Financial, disse que este é "o começo do fim da Opep".

"Com a saída dos Emirados Árabes Unidos, a Opep perde cerca de 15% de sua capacidade e um de seus membros mais obedientes."

De acordo com os dados mais recentes da Opep, os Emirados Árabes Unidos produzem 2,9 milhões de barris de petróleo por ano. A Arábia Saudita, líder de fato da Opep, produz 9 milhões de barris de petróleo.

"A Arábia Saudita terá dificuldades para manter o restante da Opep unida e, efetivamente, terá que assumir a maior parte do trabalho pesado em relação à conformidade interna e à gestão do mercado sozinha", disse Kavonic, acrescentando que outros membros da Opep podem seguir o mesmo caminho.

"Isso representa uma reconfiguração geopolítica fundamental do Oriente Médio e dos mercados de petróleo", acrescentou.

A Opep foi formada em 1960 por cinco países: Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Venezuela. Seu objetivo tem sido coordenar a produção para fornecer receita estável para seus membros.

O número de países no grupo tem flutuado ao longo dos anos, mas além dos cinco membros fundadores, hoje também fazem parte Argélia, Guiné Equatorial, Gabão, Líbia, Nigéria e República do Congo.

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Saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep acende alerta sobre preços do petróleo à frente

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 11:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0100,55%Dólar TurismoR$ 5,2120,59%Euro ComercialR$ 5,8610,35%Euro TurismoR$ 6,1030,29%B3Ibovespa187.653 pts-1,02%MoedasDólar ComercialR$ 5,0100,55%Dólar TurismoR$ 5,2120,59%Euro ComercialR$ 5,8610,35%Euro TurismoR$ 6,1030,29%B3Ibovespa187.653 pts-1,02%MoedasDólar ComercialR$ 5,0100,55%Dólar TurismoR$ 5,2120,59%Euro ComercialR$ 5,8610,35%Euro TurismoR$ 6,1030,29%B3Ibovespa187.653 pts-1,02%Oferecido por

Uma vista de drone mostra uma plataforma de petróleo offshore na Baía de Guanabara, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. — Foto: Pilar Olivares / Reuters

A saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Opep+ (que considera os aliados estratégicos do grupo) nesta terça-feira (27) traz uma nova dinâmica para o mercado global da commodity e pode afetar os preços à frente.

A decisão acontece em meio ao choque energético histórico provocado pela guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã e representa um duro golpe para os grupos exportadores de petróleo.

Segundo especialistas consultados pela Reuters, o impacto deve ser limitado no curto e médio prazo, uma vez que a principal preocupação para o mercado de petróleo no momento não é a produção, mas o transporte da commodity, em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz.

"O anúncio de hoje não altera nada nesse aspecto", afirmou o estrategista sênior de pesquisa da Pepperstone, Michael Brown, à agência de notícias.

"A meta de produção pré-conflito dos Emirados Árabes Unidos, de 5 milhões de barris por dia em 2027, agora pode se mostrar mais provável de ser alcançada, o que, por sua vez, ajudará os preços de referência do petróleo bruto a se normalizarem mais rapidamente assim que o conflito em curso no Oriente Médio chegar ao fim", completou.

Ainda assim, dizem os especialistas, a decisão levanta preocupações sobre os eventuais impactos na gestão dos preços de petróleo por parte da Opep.

"Com o tempo, essa saída levanta uma questão estratégica mais ampla: se outros produtores começarem a priorizar a participação de mercado em detrimento da disciplina de cotas, a capacidade da Opep de gerir mercados de forma ordenada por meio de ajustes coordenados na oferta poderá ser cada vez mais questionada", alertou o especialista do Saxo Bank, Ole Hansen, à Reuters.

Atualmente, a Opep tem grande influência nos preços do petróleo no mercado internacional por meio das dinâmicas de oferta e demanda coordenadas entre os países produtores e exportadores da commodity pela organização.

➡️ Funciona assim: em vez de estabelecer um preço pré-definido para a commodity, o grupo faz acordos de produção para ajustar a quantidade de petróleo disponível no mercado. São estabelecidas metas (ou cotas) para cada país que, quando cumpridas, ajudam a subir ou descer os preços da commodity a depender da necessidade do mercado.

Assim, se há uma maior oferta de petróleo no mercado global, o grupo reduz a quantidade de barris disponíveis — o que ajusta o preço da commodity para cima. Já se a demanda está maior, o grupo também consegue aumentar a venda e a produção para puxar os preços para baixo.

Entre os países exportadores, os Emirados Árabes Unidos são o 4º maior produtor de petróleo do mundo e tem a 5ª maior reserva da commodity.

"A saída dos Emirados Árabes Unidos representa uma mudança significativa para a Opep. Juntamente com a Arábia Saudita, é um dos poucos membros com capacidade ociosa relevante — mecanismo através do qual o grupo exerce influência no mercado", explicou o analista da Rystad, Jorge Leon, à Reuters.

Com isso, disse Leon, a implicação da decisão do país é uma Opep "estruturalmente mais fraca" no longo prazo.

"Fora do grupo, os Emirados Árabes Unidos teriam tanto o incentivo quanto a capacidade de aumentar a produção, levantando questões mais amplas sobre a sustentabilidade do papel da Arábia Saudita como estabilizadora central do mercado — e apontando para um mercado de petróleo potencialmente mais volátil, à medida que a capacidade da Opep de suavizar os desequilíbrios de oferta diminui", completou.

Os especialistas explicam que, apesar dos impactos negativos de longo prazo, a decisão dos Emirados Árabes Unidos de sair do grupo não foi recebida com tanta surpresa pelo mercado, uma vez que o país têm discordado da política geral da Opep há anos .

Segundo o analista sênior da Centro Carnegie Rússia-Eurásia Sergey Vakulenko, a projeção dos Emirados Árabes Unidos é de aumentar a produção em até 30% — e seria difícil conseguir esse avanço dentro das limitações impostas pela organização.

"Agora provavelmente é o momento menos prejudicial para anunciar isso. Os preços do petróleo estão altos e há escassez real devido ao fechamento do Estreito de Ormuz. Depois que Ormuz reabrir, haverá uma demanda elevada e, como os países estarão reabastecendo as reservas que foram consumidas desde fevereiro, os preços permanecerão altos", avaliou Vakulenko à Reuters.

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Governo suspende mais de 3 milhões de multas em pedágio eletrônico e dá prazo para tarifas vencidas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 11:56

Política Governo suspende mais de 3 milhões de multas em pedágio 'flee flow' e dá prazo para tarifas vencidas Sistema chamado de 'free flow' passará a ser adotado em regime de transição. Motoristas com tarifas vencidas terão até 200 dias para regularizar débitos. Por Mariana Assis, g1 — Brasília

O governo anunciou, nesta terça-feira (28), a suspensão de 3,4 milhões de multas de rodovias no sistema de pedágio eletrônico, chamado de free flow.

A medida concede prazo de até 200 dias para a regularização de débitos dos usuários com tarifas de pedágio e interrompe a aplicação de novas multas por infração durante o período.

O novo formato será adotado em um regime de transição. Segundo o governo, a medida tem como objetivo assegurar prazo adequado para a integração e o pleno funcionamento dos sistemas.

Ao mesmo tempo, busca melhorar a experiência do cidadão, fortalecer a segurança jurídica e permitir a adaptação gradual de usuários e operadores.

Pórticos com sensores, leitores de TAGs (transponders) e câmeras que leem placas (ANPR) são instalados em pontos da rodovia.

Sempre que passa por um desses pórticos, o veículo é registrado eletronicamente, e a identificação pode ocorrer por etiqueta eletrônica (TAG) ou leitura da placa.

Com TAG, a tarifa é debitada automaticamente. Sem TAG, o usuário deve pagar pelo site ou canais da concessionária.

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Emirados Árabes anunciam saída da Opep e Opep+, em golpe para grupo de produtores de petróleo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 10:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9880,1%Dólar TurismoR$ 5,1970,3%Euro ComercialR$ 5,835-0,09%Euro TurismoR$ 6,0880,05%B3Ibovespa187.433 pts-1,13%MoedasDólar ComercialR$ 4,9880,1%Dólar TurismoR$ 5,1970,3%Euro ComercialR$ 5,835-0,09%Euro TurismoR$ 6,0880,05%B3Ibovespa187.433 pts-1,13%MoedasDólar ComercialR$ 4,9880,1%Dólar TurismoR$ 5,1970,3%Euro ComercialR$ 5,835-0,09%Euro TurismoR$ 6,0880,05%B3Ibovespa187.433 pts-1,13%Oferecido por

Emirados Árabes Unidos anunciam saída da Opep e Opep+, impactando o grupo liderado pela Arábia Saudita.

A decisão ocorre após críticas à resposta militar do Golfo e dificuldades no Estreito de Ormuz devido à guerra com o Irã.

O ministro de Energia dos Emirados afirmou que a saída foi baseada em análise das estratégias energéticas do país.

A medida pode enfraquecer a Opep, que já enfrenta desafios internos e instabilidade no mercado global de petróleo.

A saída é vista como vitória para os EUA, enquanto os Emirados criticam a falta de apoio dos países árabes contra ataques iranianos.

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça-feira (28) que estão deixando a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a Opep+, causando um grande golpe ao grupo e para a Arábia Saudita, seu principal líder.

O ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mohamed al-Mazrouei, confirmou a saída à Reuters e explicou que a decisão foi tomada após uma análise detalhada das estratégias de energia do país na região.

🔎O que são a Opep e a Opep+? ? A Opep foi criada em 1960 para tentar controlar a quantidade de petróleo disponível no mundo e influenciar seu preço. Hoje, ela tem 12 membros, principalmente do Oriente Médio e da África. A Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados), criada em 2016, reúne esse grupo principal e mais 11 países produtores, que se encontram regularmente para decidir sobre a venda de petróleo no mercado internacional.

A inesperada saída dos Emirados, membro da Opep desde 1967, acontece em um período em que o conflito com o Irã causou uma crise energética sem precedentes e afetou a economia mundial.

A decisão pode gerar instabilidade e enfraquecer o grupo, que geralmente tenta manter uma imagem de união, mesmo com divergências internas sobre temas como política internacional e limites de produção.

Quando perguntado se os Emirados Árabes Unidos conversaram com a Arábia Saudita sobre a decisão, Suhail Mohamed al-Mazrouei disse que o país não tratou do tema com nenhuma outra nação.

"Esta é uma decisão sobre política, tomada após uma análise cuidadosa das políticas atuais e futuras relacionadas ao nível de produção", disse o ministro de Energia.

Os países do Golfo que fazem parte da Opep já estavam tendo problemas para exportar pelo Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã.

Por esse local passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, mas as exportações foram prejudicadas por ameaças e ataques de iranianos a navios.

Mazrouei disse que a saída dos Emirados Árabes Unidos não deve causar grande impacto no mercado, por causa da situação no estreito.

A decisão foi tomada depois que os Emirados Árabes Unidos, que são um importante centro de negócios e um dos principais aliados dos Estados Unidos, criticaram outros países árabes por não fazerem o suficiente para defendê-los de vários ataques do Irã durante o conflito.

A saída do país da Opep é vista como uma vitória para o presidente Donald Trump, que já acusou a organização de “roubar o resto do mundo” ao aumentar os preços do petróleo.

Trump também relacionou o apoio militar dos Estados Unidos à região do Golfo aos valores do petróleo, dizendo que, enquanto os americanos protegem os países da Opep, eles “exploram isso impondo preços altos do petróleo”.

Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, também criticou a resposta dos países árabes e do Golfo aos ataques do Irã, durante uma reunião no Fórum de Influenciadores do Golfo, na segunda-feira.

“Os países do Conselho de Cooperação do Golfo se apoiaram logisticamente, mas política e militarmente, acho que sua posição tem sido historicamente a mais fraca”, disse Gargash.

“Eu esperava essa postura fraca da Liga Árabe, e não me surpreende, mas não esperava isso do Conselho de Cooperação do Golfo. Estou surpreso”, afirmou.

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Austrália prevê taxa a Google, Meta e TikTok se não fecharem acordo por uso de notícias de jornais do país

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 10:54

Tecnologia Austrália prevê taxa a Google, Meta e TikTok se não fecharem acordo por uso de notícias de jornais do país Proposta prevê cobrança sobre a receita local de plataformas que não fecharem acordos com empresas jornalísticas; governo usará recurso para financiar redações. Por Redação g1

O governo da Austrália anunciou nesta terça-feira (28) que gigantes da tecnologia como Meta, Google e TikTok podem enfrentar taxações caso não negociem pagamentos a veículos de mídia locais pelo uso de notícias em suas plataformas.

A proposta prevê a criação de um "Incentivo de Negociação de Notícias", que tributaria as empresas em 2,25% sobre suas receitas locais se não houver acordos diretos. O dinheiro arrecadado seria destinado a empresas de notícias para impulsionar o jornalismo australiano.

Segundo a Ministra das Comunicações, Anika Wells, a medida é uma questão de justiça, já que as grandes plataformas lucram com o trabalho jornalístico que enriquece seus feeds.

Wells explicou que, caso uma plataforma decida não fechar acordos, o governo recolherá o valor da taxa e fará o repasse às organizações de notícias com base no número de jornalistas empregados. O projeto prevê ainda compensações maiores para acordos feitos com veículos de mídia de pequeno porte.

A nova regra deve entrar em vigor no ano fiscal que começa em 1º de julho de 2025 e será aplicada a empresas com serviços "significativos" de busca ou redes sociais e receita local acima de 250 milhões de dólares australianos (cerca de US$ 179,3 milhões).

Ferramentas de inteligência artificial não estão incluídas neste pacote, pois possuem regulamentação própria.

A proposta recebeu apoio de grandes grupos de mídia do país, como a News Corp Australia e a emissora pública ABC, que classificaram o plano como um passo crítico para a sustentabilidade do setor.

Por outro lado, a Meta criticou a medida, afirmando que a proposta não passa de um "imposto sobre serviços digitais" e que o modelo criaria uma indústria dependente de subsídios governamentais.

O Google também manifestou oposição, rejeitando a necessidade da taxa, enquanto o TikTok preferiu não comentar.

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, também rebateu possíveis preocupações sobre reações negativas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cuja administração se opõe a impostos sobre serviços digitais.

Albanese afirmou que a Austrália é uma nação soberana e que seu governo tomará decisões baseadas no interesse nacional do país.

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Guerra no Oriente Médio: Banco Mundial prevê alta de 24% nos preços de energia em 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 10:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9850,05%Dólar TurismoR$ 5,1960,29%Euro ComercialR$ 5,833-0,13%Euro TurismoR$ 6,0880,05%B3Ibovespa187.433 pts-1,13%MoedasDólar ComercialR$ 4,9850,05%Dólar TurismoR$ 5,1960,29%Euro ComercialR$ 5,833-0,13%Euro TurismoR$ 6,0880,05%B3Ibovespa187.433 pts-1,13%MoedasDólar ComercialR$ 4,9850,05%Dólar TurismoR$ 5,1960,29%Euro ComercialR$ 5,833-0,13%Euro TurismoR$ 6,0880,05%B3Ibovespa187.433 pts-1,13%Oferecido por

Motorista abastece em um posto de gasolina em Los Angeles, nos Estados Unidos. — Foto: Damian Dovarganes/AP Photo

Os preços de energia devem subir 24% em 2026, atingindo o nível mais alto em quatro anos, caso os impactos mais graves da guerra no Oriente Médio terminem em maio, afirmou o Banco Mundial nesta terça-feira (28).

Os preços das commodities também podem subir ainda mais, caso as hostilidades na região se intensificarem e as interrupções no fornecimento durarem mais do que o esperado, afirmou o banco global de desenvolvimento em sua mais recente Perspectiva dos Mercados de Commodities .

O banco afirmou que seu cenário base pressupõe que os volumes de transporte marítimo pelo crucial Estreito de Ormuz retornarão gradualmente a níveis próximos aos anteriores à guerra até outubro, mas ressaltou que os riscos estão "notavelmente inclinados" para preços mais altos.

A projeção base do banco prevê um aumento de 16% nos preços gerais das commodities em 2026, devido à alta dos preços da energia e dos fertilizantes e aos preços recordes de vários metais importantes.

Os preços do petróleo continuaram a subir na terça-feira, enquanto os esforços para pôr fim à guerra entre os EUA e o Irã estagnaram e o Estreito de Ormuz permaneceu em grande parte fechado, mantendo o fornecimento de energia, fertilizantes e outras commodities da importante região produtora do Oriente Médio fora do alcance dos compradores globais.

Os ataques à infraestrutura energética e as interrupções no transporte marítimo no estreito, que antes da guerra representava 35% do comércio global de petróleo bruto transportado por via marítima, desencadearam o maior choque de oferta de petróleo já registrado, afirmou o Banco Mundial.

O banco afirmou que os preços do petróleo Brent (LCOc1) permaneceram mais de 50% mais altos em meados de abril do que no início do ano. A previsão é de que o preço médio do barril de petróleo Brent seja de US$ 86 em 2026, um aumento acentuado em relação aos US$ 69 por barril em 2025.

Segundo a empresa, os preços do petróleo Brent podem atingir uma média de até US$ 115 por barril este ano, caso instalações críticas de petróleo e gás sofram mais danos devido à guerra e os volumes de exportação demorem a se recuperar.

Os contratos futuros do petróleo Brent para junho estavam sendo negociados em torno de US$ 109 por barril na terça-feira, após atingirem seu maior fechamento desde 7 de abril na segunda-feira.

"A guerra está atingindo a economia global em ondas cumulativas: primeiro com o aumento dos preços da energia, depois com o aumento dos preços dos alimentos e, finalmente, com o aumento da inflação, o que elevará as taxas de juros e encarecerá ainda mais o endividamento", disse o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill. O choque atingirá os mais pobres com mais força, agravando os problemas dos países em desenvolvimento já altamente endividados.

Prevê-se que os preços dos fertilizantes aumentem 31% em 2026, impulsionados por um salto de 60% no preço da ureia, o fertilizante nitrogenado sólido mais utilizado, produzido pela conversão de gás natural em amônia e dióxido de carbono.

O aumento nos preços dos fertilizantes intensificaria a pressão sobre o abastecimento de alimentos, corroendo a renda dos agricultores e ameaçando as futuras safras. O Programa Mundial de Alimentos estima que mais 45 milhões de pessoas poderão enfrentar insegurança alimentar aguda este ano, caso a guerra se prolongue por um período extenso.

O Banco Mundial afirmou que a inflação nas economias em desenvolvimento deverá atingir uma média de 5,1% em 2026, no cenário base, um aumento em relação aos 4,7% do ano passado e um ponto percentual acima das previsões anteriores à guerra. No entanto, a inflação poderá chegar a 5,8% nas economias em desenvolvimento caso a guerra se prolongue.

O crescimento também sofreria um grande impacto, disse o banco. As economias em desenvolvimento agora devem crescer apenas 3,6% em 2026, abaixo da previsão de crescimento de 4% feita antes da guerra.

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Irã suspende exportação de aço, e Aramco, gigante do petróleo, mantém interrupção de venda de gás até fim de maio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,31%Dólar TurismoR$ 5,181-0,42%Euro ComercialR$ 5,840-0,29%Euro TurismoR$ 6,085-0,4%B3Ibovespa189.579 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,31%Dólar TurismoR$ 5,181-0,42%Euro ComercialR$ 5,840-0,29%Euro TurismoR$ 6,085-0,4%B3Ibovespa189.579 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,31%Dólar TurismoR$ 5,181-0,42%Euro ComercialR$ 5,840-0,29%Euro TurismoR$ 6,085-0,4%B3Ibovespa189.579 pts-0,61%Oferecido por

Abbas Araqchi, ministro de Relações Exteriores do Irã, em 17 de dezembro de 2025 — Foto: Reuters/Ramil Sitdikov/Pool/Foto de arquivo

O Irã suspendeu a exportação de placas e chapas de aço, enquanto a Saudi Aramco, uma das maiores empresas de petróleo do mundo, continua com os embarques de gás paralisados. Ambas as medidas permanecem em vigor até 30 de maio.

Cerca de 25% a 30% da produção de aço do Irã foi desativada após danos a instalações, informou o jornal estatal iraniano Etemad no domingo.

Já a suspensão das exportações de gás pela Saudi Aramco foi reportada pela agência de notícias Bloomberg, com base em fontes familiarizadas com o assunto.

Segundo a agência, a empresa iraniana teria informado aos seus clientes que os embarques da instalação de gás de Juaymah, no leste da Arábia Saudita, ficarão suspensos durante o mês de maio, mas a Aramco se recusou a comentar.

As exportações de GLP da Saudi Aramco estão interrompidas desde o desabamento de uma estrutura de suporte na instalação, antes do início da guerra no Oriente Médio, em fevereiro. O incidente elevou os preços e forçou compradores a buscar alternativas de fornecimento.

A Saudi Aramco informou a alguns compradores que ainda não conseguiu realizar os reparos necessários em Juaymah. Isso significa que, mesmo com a eventual reabertura do Estreito de Ormuz, não há previsão de entregas no próximo mês, acrescentaram.

Grandes produtores do país, como a Mobarakeh Steel Company e a Khuzestan Steel Company, foram atingidos durante a guerra. A consequente interrupção na produção gerou impactos significativos em setores como construção, automotivo e infraestrutura.

Um membro do conselho de representantes da Câmara de Comércio do Irã afirmou que o mercado de chapas de aço deve se estabilizar dentro de dois meses, à medida que as importações compensarem a escassez e reduzirem a demanda especulativa, de acordo com a agência de notícias iraniana Tabnak.

No início de abril, um diretor adjunto da Khuzestan Steel Company disse que levaria entre 6 e 12 meses para restaurar as operações após os danos às instalações.

O aço é uma das principais fontes de receita de exportação não petrolífera do Irã, e a perda de capacidade de produção e exportação pode pressionar a balança comercial e as receitas em moeda estrangeira, além de arriscar a perda de participação no mercado global de aço, acrescentou o Etemad.

Espera-se que os danos tenham consequências econômicas mais amplas, com possíveis perdas de empregos e pressão de alta sobre a inflação.

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Dólar abre a R$ 5 com negociações entre EUA e Irã e prévia da inflação no radar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,31%Dólar TurismoR$ 5,181-0,42%Euro ComercialR$ 5,840-0,29%Euro TurismoR$ 6,085-0,4%B3Ibovespa189.579 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,31%Dólar TurismoR$ 5,181-0,42%Euro ComercialR$ 5,840-0,29%Euro TurismoR$ 6,085-0,4%B3Ibovespa189.579 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,31%Dólar TurismoR$ 5,181-0,42%Euro ComercialR$ 5,840-0,29%Euro TurismoR$ 6,085-0,4%B3Ibovespa189.579 pts-0,61%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (28) em alta, avançando 0,49% por volta das 9h03, cotado a R$ 5,0073. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

As tensões no Oriente Médio seguem no centro das atenções dos mercados, diante da dificuldade de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

▶️ Na segunda-feira, o Irã ofereceu uma nova proposta aos Estados Unidos para reabrir o Estreito de Ormuz. A iniciativa condiciona a reabertura ao fim do bloqueio aos portos iranianos, ao encerramento da guerra e ao adiamento das discussões sobre o enriquecimento de urânio.

🔎 O Irã se propôs a reabrir o canal, por onde passa mais de 20% de todo o comércio global de petróleo, com a condição de que os EUA retirem o bloqueio aos portos iranianos, acabem com a guerra e adiem as discussões sobre o enriquecimento de urânio no país do Oriente Médio. Essa última, no entanto, é uma das principais reivindicações americanas e pode dificultar o aceite da proposta pelo governo Trump.

▶️ A Casa Branca informou que avalia a nova oferta, mas reiterou que as exigências americanas permanecem inalteradas. Segundo o "The Wall Street Journal", Trump e sua equipe discutem a proposta e devem apresentar uma resposta ou contrapropostas nos próximos dias.

▶️ No Brasil, dois indicadores devem concentrar a atenção dos investidores nesta terça-feira: o IPCA-15 de abril — a expectativa é de uma alta de 0,95% no mês e de 4,45% em 12 meses, números considerados centrais para o comportamento dos ativos locais, especialmente no mercado de juros.

▶️ Na agenda dos EUA, os investidores acompanham hoje a divulgação dos índices de confiança do consumidor e dos novos dados de estoques de petróleo, que podem influenciar o humor dos mercados.

As tensões no Oriente Médio seguem no radar dos mercados globais. Mesmo após um cessar-fogo ter reduzido os combates iniciados há cerca de dois meses, as negociações de paz entre EUA e Irã ainda enfrentam dificuldades.

No fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump cancelou a viagem de enviados americanos que participariam das conversas e afirmou que o Irã deveria procurar Washington quando estivesse pronto para um acordo.

Ao mesmo tempo, o ministro das Relações Exteriores iraniano viajou à Rússia para se reunir com Vladimir Putin, aliado do governo de Teerã. Segundo fontes do Paquistão, país que atua como mediador, as tentativas de diálogo continuam.

Diante desse cenário, investidores acompanham de perto a situação no Estreito de Ormuz, passagem usada para o transporte de petróleo e gás do Golfo Pérsico.

A região permanece com pouco movimento de navios, o que levanta preocupações sobre possíveis interrupções no fornecimento de energia. Com isso, os preços do petróleo avançam.

Nesta segunda-feira, o barril do Brent — referência internacional — subia pouco mais de 1%, a US$ 106,47 por volta das 8h30, depois de ter alcançado cerca de US$ 108,50 no início da sessão.

As projeções do mercado financeiro voltaram a indicar pressão maior sobre a inflação nos próximos anos, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira.

Para 2026, a expectativa de inflação subiu de 4,80% para 4,86%. Já para 2027, a projeção passou de 3,99% para 4%.

Mesmo com essa revisão, o mercado manteve a previsão de queda dos juros ao longo dos próximos anos. A estimativa para a taxa Selic no fim de 2026 permaneceu em 13% ao ano, o que indica expectativa de redução no decorrer daquele ano.

O relatório também trouxe ajustes em outras previsões. A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 caiu levemente, de 1,86% para 1,85%. Já a estimativa para o dólar ao fim deste ano recuou de R$ 5,30 para R$ 5,25.

Em Wall Street, os principais índices fecharam sem direção única nesta segunda-feira, com investidores atentos ao impasse nas negociações de paz entre EUA e Irã.

O S&P 500 subiu 0,12%, para 7.173,93 pontos, enquanto o Nasdaq teve alta de 0,20%, aos 24.887,10 pontos. Já o Dow Jones, por sua vez, fechou em queda de 0,13%, aos 49.167,79 pontos.

Na Europa, os principais mercados acionários começaram a semana em baixa. O STOXX 600 encerrou o pregão em queda de 0,3%, aos 608,84 pontos.

Entre as principais bolsas do continente, o DAX, da Alemanha, recuou 0,19%, para 24.083,53 pontos. Em Paris, o CAC 40 caiu 0,19%, aos 8.141,92 pontos, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, registrou baixa de 0,56%, para 10.321,09 pontos.

Em Xangai, o Shanghai Composite subiu 0,16%, enquanto o CSI 300 avançou 0,03%. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,20%.

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IPCA-15 acelera para 0,89% em abril, com pressão de alimentos e combustíveis

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,31%Dólar TurismoR$ 5,181-0,42%Euro ComercialR$ 5,840-0,29%Euro TurismoR$ 6,085-0,4%B3Ibovespa189.579 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,31%Dólar TurismoR$ 5,181-0,42%Euro ComercialR$ 5,840-0,29%Euro TurismoR$ 6,085-0,4%B3Ibovespa189.579 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,31%Dólar TurismoR$ 5,181-0,42%Euro ComercialR$ 5,840-0,29%Euro TurismoR$ 6,085-0,4%B3Ibovespa189.579 pts-0,61%Oferecido por

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país, subiu 0,89% em abril, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o indicador acumula alta de 2,39% no ano. Em 12 meses, o avanço chega a 4,37%.

O número ficou próximo das projeções de economistas, que esperavam uma alta de 0,95% no mês e inflação acumulada de 4,45% em 12 meses. Em abril de 2025, a variação havia sido menor, de 0,43%.

🎯 Mesmo assim, o índice permanece dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, a meta é de 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, essa meta passou a ser contínua — isso significa que o cumprimento é acompanhado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, os maiores aumentos vieram de alimentação e transportes. O grupo alimentação e bebidas registrou alta de 1,46% e foi o que mais contribuiu para o resultado do mês. Em seguida aparece transportes, com avanço de 1,34%.

Alimentação e bebidas: 1,46%Habitação: 0,42%Artigos de residência: 0,48%Vestuário: 0,76%Transportes: 1,34%Saúde e cuidados pessoais: 0,93%Despesas pessoais: 0,32%Educação: 0,05%Comunicação: 0,48%

No grupo alimentação e bebidas, que subiu 1,46% em abril, a maior pressão veio dos alimentos consumidos em casa. A chamada alimentação no domicílio passou de uma alta de 1,1% em março para 1,77% em abril.

O grupo transportes também registrou aumento mais forte de preços em abril. A alta passou de 0,21% em março para 1,34%, influenciada principalmente pelo encarecimento dos combustíveis.

No período, os preços desse conjunto de produtos saíram de uma leve queda de 0,03% para uma alta de 6,06%.

Os combustíveis tiveram peso relevante na prévia da inflação de abril, com destaque para a alta do diesel e da gasolina.

Além dos combustíveis, outros itens ligados ao transporte tiveram comportamentos diferentes ao longo do mês. O preço das passagens aéreas, por exemplo, registrou queda após a forte alta observada em março. Em abril, o subitem passou de um aumento de 5,94% para uma redução de 14,32%.

Já no transporte público, os preços tiveram variações mais moderadas. As tarifas de ônibus urbano subiram 0,44% no período. O custo das corridas de táxi teve alta de 0,08%, enquanto as passagens de ônibus intermunicipal avançaram 0,14%.

Também houve aumento no item integração do transporte público, que reúne sistemas que permitem ao passageiro usar mais de um meio de transporte com a mesma tarifa. Nesse caso, a alta foi de 0,90% em abril.

A elevação dos preços dos combustíveis sem reajuste oficial da Petrobras está sob análise e pode ser considerada irregular. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) informou que avalia os indícios de possíveis irregularidades apontados pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), a fim de verificar se há elementos suficientes para a abertura de uma investigação. Na última sexta-feira (13), a estatal anunciou um aumento de R$ 0,38 por litro do diesel para as distribuidoras. A medida foi divulgada um dia após o governo federal apresentar um pacote de R$ 30 bilhões com o objetivo de conter os impactos da alta do preço do petróleo. Na foto, posto de combustível em Osasco na grande São Paulo, na manhã desta terça-feira (17). — Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

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Ninguém é dono de imóvel na China? Entenda o sistema em que a terra é do Estado e moradores podem ser realocados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 08:48

Fantástico Ninguém é dono de imóvel na China? Entenda o sistema em que a terra é do Estado e moradores podem ser realocados Modelo prevê concessão de até 70 anos. A série "Entre Dois Mundos" mostrou como sistema ajuda governo a transformar bairros inteiros em tempo recorde. Por Fantástico

Esse modelo tem impacto direto na forma como as cidades se desenvolvem. Em Xangai, por exemplo, bairros inteiros podem ser demolidos e reconstruídos em poucos anos.

Quando o governo decide que uma área será transformada, os moradores têm duas opções: aceitar uma indenização financeira ou trocar o imóvel por outro indicado pelo governo.

Como mostrado na série "Entre Dois Mundos", do Fantástico, na China, ninguém é dono definitivo da terra onde vive. No sistema chinês, toda a terra pertence ao Estado. Quem compra um apartamento recebe uma concessão de uso válida por 70 anos.

Esse modelo tem impacto direto na forma como as cidades se desenvolvem. Em Xangai, por exemplo, bairros inteiros podem ser demolidos e reconstruídos em poucos anos. Quando o governo decide que uma área será transformada — seja para abrir uma avenida, erguer prédios comerciais ou modernizar a região — os moradores têm duas opções: aceitar uma indenização financeira ou trocar o imóvel por outro indicado pelo governo.

Foi o que aconteceu com a senhora Wang e o filho, Lawrence. Eles moravam perto do centro de Xangai, em um apartamento pequeno, até serem informados de que a região seria demolida para dar lugar a novos empreendimentos. A decisão veio do governo. Em troca, a família recebeu um imóvel novo, localizado a cerca de uma hora e meia da antiga casa — agora maior, com três quartos e infraestrutura moderna.

“A maioria das pessoas aceita a mudança”, conta Lawrence. Segundo ele, muitos moradores veem a realocação como uma oportunidade de melhorar de vida, já que os novos apartamentos costumam ser mais espaçosos e novos.

Mas há quem não concorde. Os mais velhos, que passaram a vida inteira no mesmo bairro, sentem o peso da ruptura.

"Acontece com algumas pessoas mais velhas, que moram no mesmo lugar desde a infância, com vizinhos antigos, amigos e parentes por perto. Se você muda para um lugar novo, essas relações se rompem", diz Wang.

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Esse modelo é uma das engrenagens que explicam a rapidez das obras chinesas. Com um único partido no poder há décadas, o país consegue planejar e executar grandes projetos sem os embates políticos, disputas judiciais e interesses privados comuns em democracias ocidentais.

Em Xangai, bairros inteiros são redesenhados como peças de um grande quebra-cabeça urbano. Quarteirões antigos cercados por arranha-céus indicam que sua vez de desaparecer pode chegar a qualquer momento.

É o preço da coordenação estatal: projetos avançam rapidamente, mas as vontades individuais contam pouco. Um contraste direto com cidades como Nova York, onde a propriedade privada e a resistência de moradores podem atrasar obras por décadas.

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Na China, governo é dono da terra e moradores vivem sob concessão de 70 anos; entenda — Foto: Reprodução/TV Globo

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