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Saída dos Emirados Árabes da Opep e Opep+: o que são os grupos e como isso pode afetar seu bolso

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Saída dos Emirados Árabes da Opep e Opep+: o que são os grupos e como isso pode afetar seu bolso

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 11:56

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Os Emirados Árabes Unidos anunciaram que deixarão a Opep e a Opep+ em 1º de maio, após revisão de sua estratégia energética, reacendendo debates sobre o papel desses grupos no mercado global de petróleo.

Criada em 1960, a Opep reúne países produtores para coordenar a produção de petróleo e influenciar preços. Seus membros respondem por cerca de 30% da produção mundial, liderados por países como Arábia Saudita, Iraque, Irã e Emirados Árabes Unidos.

Em 2016, a Opep formou uma aliança com outros grandes produtores, criando a Opep+, que reúne 23 países, incluindo Rússia, México e Cazaquistão. Juntos, os membros da Opep e da Opep+ representam cerca de 40% da produção global de petróleo.

Esses países se reúnem regularmente para ajustar a produção de petróleo. Reduções de oferta podem sustentar ou elevar preços, enquanto aumentos de produção tendem a aliviar pressões no mercado.

Mudanças no mercado internacional de petróleo podem afetar os combustíveis no país, já que o preço do barril influencia valores definidos pela Petrobras. Ainda assim, fatores como dólar, política de preços da empresa e impostos também pesam no valor pago pelos consumidores.

A decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a OPEC+ a partir de 1º de maio reacendeu o debate sobre o papel desses grupos no mercado global de petróleo — e sobre como suas decisões podem influenciar os preços da energia no mundo.

O anúncio foi confirmado pelo ministro de Energia do país, Suhail Mohamed al-Mazrouei, que afirmou que a decisão foi tomada após uma revisão das estratégias energéticas dos Emirados Árabes na região.

Para entender por que a decisão dos Emirados Árabes Unidos chama a atenção do mercado, é preciso observar o papel da Opep e da Opep+ no setor de petróleo. A seguir, o g1 explica como funcionam esses grupos, que reúnem alguns dos maiores produtores do mundo, e por que suas decisões podem influenciar os preços da energia.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo, conhecida como Opep, é um grupo criado em 1960 por países produtores com o objetivo de coordenar a produção de petróleo e influenciar os preços no mercado internacional.

Hoje, os integrantes da organização respondem por cerca de 30% da produção mundial de petróleo. Dentro do grupo, no entanto, há grandes diferenças no volume produzido por cada país.

Dados do último Boletim Estatístico Anual da Opep mostram como a produção de petróleo se distribui entre os países membros:

Arábia Saudita: 8,96 milhões de barris/diaIraque: 3,86 milhões de barris/diaIrã: 3,26 milhões de barris/diaEmirados Árabes Unidos: 2,92 milhões de barris/diaKuwait: 2,41 milhões de barris/diaNigéria: 1,35 milhão de barris/diaLíbia: 1,14 milhão de barris/diaVenezuela: 921 mil barris/diaArgélia: 907 mil barris/diaCongo: 260 mil barris/diaGabão: 224 mil barris/diaGuiné Equatorial: 57 mil barris/dia

Em 2016, diante de um período de preços baixos do petróleo, a Opep ampliou essa coordenação ao firmar uma parceria com outros grandes produtores. Dessa aproximação surgiu a OPEC+, que reúne 23 países exportadores de petróleo.

Os países da Opep e da Opep+ se reúnem regularmente para decidir quanto petróleo será colocado no mercado internacional. A ideia é ajustar a oferta de acordo com a demanda global.

Quando a procura por petróleo cai, o grupo pode reduzir a produção, diminuindo a oferta e ajudando a sustentar os preços. Em momentos de demanda maior, também pode aumentar a produção, o que tende a aliviar pressões sobre o mercado.

Por isso, mudanças na composição desses grupos — como a saída dos Emirados Árabes Unidos — são acompanhadas de perto por investidores e governos, já que podem alterar o equilíbrio entre oferta e demanda de petróleo no mundo.

Mudanças dentro da Opep e da Opep+ costumam ser acompanhadas de perto pelos mercados porque podem influenciar o preço do petróleo no mundo — e isso, por consequência, tende a repercutir também no custo dos combustíveis em diferentes países, incluindo o Brasil.

Isso ocorre porque o valor do barril é um dos fatores considerados pela Petrobras ao definir os preços de produtos como gasolina, diesel, gás natural e gás de cozinha (GLP) no mercado interno.

Ainda assim, é cedo para medir qual será o impacto concreto da saída dos Emirados Árabes Unidos sobre os preços no país.

Primeiro, será preciso observar se a reação do mercado representa apenas uma oscilação momentânea ou se o movimento poderá alterar de forma mais duradoura o equilíbrio entre oferta e demanda de petróleo.

Além disso, o preço pago pelos consumidores brasileiros depende de outros elementos além do petróleo internacional. Entre eles estão a cotação do dólar, a política de preços adotada pela Petrobras e o nível de impostos que incidem sobre os combustíveis.

Logo da Opep durante reunião informal de membros da organização em Argel, capital da Argélia, nesta quarta-feira (28) — Foto: Reuters/Ramzi Boudina

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