RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

O que pesquisador descobriu pedalando como entregador de apps por 6 meses: ‘É terra de ninguém, risco de vida o tempo todo’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 07:55

Trabalho e Carreira O que pesquisador descobriu pedalando como entregador de apps por 6 meses: 'É terra de ninguém, risco de vida o tempo todo' Experiência revelou, segundo o pesquisador, um sistema de trabalho em que prazos curtos forçam os entregadores a cometerem infrações e arriscarem a própria vida; já as empresas dizem investir em segurança e desencorajar comportamentos de risco. Por BBC

Douglas Alexandre Santos trabalhou como cicloentregador no iFood por seis meses entre 2023 e 2024, como parte da sua pesquisa de mestrado na Universidade de São Paulo (USP).

A experiência etnográfica revelou, segundo o pesquisador, um sistema de trabalho em que o algoritmo não perdoa a prudência.

Pelo contrário, ele diz que os prazos curtos do aplicativo forçam os entregadores a cometerem infrações e arriscarem a própria vida no trânsito, se quiserem garantir a entrega.

Procurado pela reportagem, o iFood afirmou que não incentiva comportamentos de risco e que adota medidas para aumentar a segurança dos entregadores, incluindo ciclistas.

Segundo a empresa, os tempos de deslocamento definidos pelo aplicativo levam em conta dados de navegação e incluem uma margem adicional.

Procurado pela reportagem, o iFood afirmou que não incentiva comportamentos de risco e que adota medidas para aumentar a segurança dos entregadores. — Foto: Victor Moriyama/Bloomberg via Getty Images/BBC

A notificação do celular anuncia mais uma corrida. Na tela, o mapa mostra a distância a ser percorrida em 12 minutos para que Douglas Alexandre Santos pedale até um McDonald's na cidade de São Paulo.

Para fugir do trânsito, ele decide subir na calçada com a bicicleta alugada. A corrente estoura, e ele quase sofre uma queda. Mas, enquanto tenta solucionar o problema, ele perde a entrega. O pedido é repassado a outro entregador.

Santos, na verdade, é um sociólogo que trabalhou como cicloentregador no iFood por seis meses entre 2023 e 2024, como parte da sua pesquisa de mestrado na Universidade de São Paulo (USP). O trabalho foi premiado como melhor dissertação de 2025 do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da instituição.

A experiência etnográfica revelou, segundo o pesquisador, um sistema de trabalho em que o algoritmo não perdoa a prudência. Pelo contrário, ele diz que os prazos curtos do aplicativo forçam os entregadores a cometerem infrações e arriscarem a própria vida no trânsito, se quiserem garantir a entrega.

"É um trabalho muito perigoso. E as plataformas não têm nenhum tipo de concernimento sobre a segurança do trabalho, sobre a integridade das pessoas e dos jovens negros que exercem essas ocupações", afirma.

"Eles não usam capacetes, não usam EPI [Equipamento de Proteção Individual]. Eles não têm nenhum tipo de conscientização que parte das plataformas para preservar a própria vida e a própria integridade física."

Procurado pela reportagem, o iFood afirmou que não incentiva comportamentos de risco e que adota medidas para aumentar a segurança dos entregadores, incluindo ciclistas.

Segundo a empresa, os tempos de deslocamento definidos pelo aplicativo levam em conta dados de navegação e incluem uma margem adicional (leia mais sobre o posicionamento da empresa abaixo).

Douglas Alexandre Santos trabalhou como entregador ciclista no iFood por seis meses entre 2023 e 2024 — Foto: Douglas Alexandre Santos via BBC

Como pesquisador, Santos estabeleceu um limite para a sua segurança: ele não atravessaria sinais vermelhos e não se arriscaria no trânsito perigoso. Ele preferia ir pelas calçadas quando o fluxo de carros era grande e só cruzava a rua quando o sinal estava verde para pedestres.

A postura cautelosa teve um preço: respeitar as leis de trânsito significou mais perdas de entregas. "O tempo estipulado pela plataforma para as entregas simplesmente ignora engarrafamentos, semáforos fechados ou acidentes."

"Esse é o tempo que você tem e você faz o que for necessário para cumprir. Pedalar entre os carros, subir nas calçadas, atravessar cruzamentos, atravessar sinais vermelhos, colocar a própria vida em risco o tempo todo", diz.

No caso da entrega perdida do McDonald's, ele relata que acessou o aplicativo para informar o imprevisto, esperando ganhar alguns minutos para trocar a bicicleta alugada em uma estação próxima.

Segundo Santos, a resposta da inteligência artificial foi automática: além da perda da entrega, a plataforma aplicou um bloqueio temporário de 15 minutos, sem possibilidade de receber novos pedidos.

"Fica evidente que o trabalhador arca com todos os custos e riscos da infraestrutura, enquanto a plataforma pune qualquer desvio de produtividade. Seja usando uma bicicleta própria ou alugada, o desgaste físico e material é totalmente transferido para o ciclista."

Com seis meses de pesquisa de campo, o pesquisador avaliou que já havia coletado informações suficientes. Mas também decidiu parar para não se arriscar mais. "A sensação de ter a vida em risco no trânsito de São Paulo era constante."

O trabalho por aplicativos segue em expansão no Brasil. Em 2024, eram 1,7 milhão de pessoas nessa modalidade, segundo o IBGE, o equivalente a 1,9% dos ocupados no setor privado. Em dois anos, houve um crescimento de 25,4%, com a entrada de mais 335 mil trabalhadores.

A maioria atua no transporte de passageiros: são 58,3% (964 mil). Já os entregadores representam 29,3%. Ou seja, são 485 mil.

Mas o grupo não é homogêneo. Os trabalhadores que atuam em entregas se dividem principalmente pela idade e pelo veículo utilizado pelos profissionais, pontua o pesquisador.

De um lado, estão os motoboys. Douglas explica que esse grupo é formado por homens adultos, geralmente acima dos 30 anos, que são pais de família e principais provedores de seus lares.

"Entre eles, existe muito a figura do pai de família, o homem que tem o seu próprio núcleo familiar e que precisa participar da manutenção de um lar", diz.

Do outro lado, estão os entregadores que trabalham com a bicicleta, o foco da sua tese. São jovens, majoritariamente negros e moradores de periferias. A maioria tem entre 18 e 24 anos e nunca trabalhou com carteira assinada.

"Esses jovens entregadores que baixam o aplicativo com 18 anos já têm uma trajetória ocupacional muito longa", diz o pesquisador.

"Eles começam a trabalhar muito cedo, na informalidade, na ilegalidade, em todo tipo de ocupação que você imaginar. Então, o referencial que eles têm, por exemplo, para avaliar a ocupação com os aplicativos é muito difícil", continua.

Um dos entregadores acompanhados relatou que começou a trabalhar aos 13 anos, carregando sacolas pesadas em uma ladeira íngreme em troca de gorjetas. Para esses jovens, o aplicativo aparece como uma libertação, já que elimina a figura do patrão tradicional e oferece uma sensação de autonomia, diz o pesquisador.

Esses jovens demonstram, no geral, forte antipatia por movimentos políticos e sindicais — diferentemente de parte dos motoboys, que têm se organizado em torno da regularização do trabalho nas plataformas, em discussão no Congresso Nacional.

Segundo o pesquisador, como o aplicativo pressiona por velocidade e pune os atrasos da corrida, os jovens abraçam o perigo como estilo de vida.

"Percebi que tinha um componente que estava fugindo um pouco aos olhos dos sociólogos, que estão sempre atentos às dinâmicas de mobilização, de formalização da relação empregatícia, por exemplo, que é uma dinâmica que tem a ver com a constituição da identidade de gênero desses jovens periféricos e, ao mesmo tempo, da identidade profissional deles", afirma.

"Observei dois fenômenos acontecendo ao mesmo tempo: a consolidação da identidade profissional e a consolidação da identidade de gênero. Essas coisas se construindo mutuamente."

Lucas, de 19 anos, contou ao pesquisador que, apesar do medo constante da mãe, seus pais sentiam muito orgulho dele porque, ao garantir seu dinheiro de forma independente no trânsito, ele estava "virando homem".

Passar cruzamentos no sinal vermelho, ignorar a ciclofaixa e costurar entre ônibus não são atitudes vistas por eles apenas como necessidades financeiras, mas como verdadeiras provas de masculinidade.

Nos relatos de campo, os acidentes são contados com risadas. Rafael, um entregador de 20 anos, era famoso entre os colegas por sua ousadia e velocidade extremas.

Ele já havia quebrado a perna, operado o pescoço e perdido o movimento de um dedo do pé em acidentes. Mesmo assim, vangloriava-se de parar o trânsito com a própria bicicleta. Com firmeza, Rafael afirmou diretamente ao pesquisador: "Pra gente não tem regra. Quem faz a regra é nóis!".

Os jovens transformam o medo em coragem e adrenalina. Ao assumir uma postura destemida, o entregador ganha status no grupo, eleva sua autoestima e passa a se sentir invencível.

Mas existe um custo físico dessa coragem. Santos acompanhou Wesley, um jovem que relatou ter pedalado tanto em um único dia que, ao chegar em casa e tirar os sapatos, viu que suas meias estavam manchadas de sangue. Fred, outro entregador veterano, resumiu a brutalidade da rotina dizendo que suas pernas já não sentiam mais dor. "Calejado é pouco."

Empresas do setor afirmam que não incentivam comportamentos de risco e que adotam medidas para aumentar a segurança dos entregadores — Foto: Victor Moriyama/Bloomberg via Getty Images/BBC

Motoristas e entregadores de plataformas digitais estão hoje em uma "zona cinzenta", em que não são empregados formais pela CLT, mas profissionais autônomos que dependem de regulamentação específica.

A regulamentação do trabalho intermediado por plataformas vem sendo debatida no Congresso Nacional e ganhou tração no governo Lula — mas tem sido difícil encontrar consenso entre empresas do setor, representantes dos trabalhadores e governo.

Além da remuneração, um dos principais debates é em relação ao tipo de vínculo e a inclusão previdenciária dos trabalhadores do setor.

Santos adverte que os projetos de lei para regulamentar os aplicativos no Brasil se centralizam, basicamente, na categoria dos motoboys.

"O trabalho dos motoboys já é regulado pelas leis de trânsito. Já para o ciclista, é como se fosse uma terra de ninguém. Ele pode estar descalço, ele pode trabalhar sem nada e pode trabalhar com uma bolsa térmica velha, sem capacete, com celular antigo, seja lá qual for. E ninguém está olhando isso."

Santos defende que, muito além de negociar centavos na taxa de entrega por quilômetro, as empresas de delivery precisam fornecer equipamentos de segurança individual (EPIs) e água, além de criar, urgentemente, campanhas de proteção à vida para seus entregadores.

"O mais dramático nessa situação é que são vidas, integridade física, jovens se acidentando, ossos quebrados. É muito comum."

Procuradas pela reportagem, empresas e representantes do setor afirmam que não incentivam comportamentos de risco e que adotam medidas para aumentar a segurança dos entregadores.

A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que reúne plataformas como iFood, Uber e 99, disse que os tempos e trajetos das entregas são definidos por algoritmos que consideram dados como histórico de tráfego, velocidade das vias, volume de pedidos e condições em tempo real.

Segundo a entidade, os prazos são dinâmicos e podem ser ampliados automaticamente em situações como chuva ou horários de pico, com o objetivo de reduzir a pressão sobre os trabalhadores.

Em casos de imprevistos, como problemas mecânicos ou vias bloqueadas, a associação afirma que os entregadores podem acionar canais de suporte nos aplicativos para reportar atrasos sem sofrer penalidades automáticas. Nesses casos, o sistema pode redistribuir o pedido ou atualizar o cliente.

As empresas também dizem investir em campanhas de segurança, cursos de direção defensiva e ferramentas tecnológicas que monitoram o comportamento dos condutores, com alertas de excesso de velocidade.

O iFood, principal empresa do setor no país, afirma que não incentiva corridas contra o tempo e que os prazos de entrega incluem uma margem adicional em relação ao tempo estimado de deslocamento.

"Não tem nenhum incentivo para que ele corra", disse Johnny Borges, diretor de Impacto Social da empresa.

Segundo ele, entregas feitas por bicicleta são limitadas a trajetos mais curtos, de até quatro quilômetros, e concentradas em áreas com maior infraestrutura urbana. A empresa afirma ainda que evita direcionar ciclistas para regiões com relevo mais acentuado.

Borges disse que a plataforma pode reatribuir pedidos antes da retirada no restaurante, caso identifique desvios de rota ou imprevistos, mas afirma que não há bloqueio por atraso na entrega ao cliente.

Sobre segurança, o iFood afirma que oferece treinamentos, distribui equipamentos e mantém um seguro contra acidentes para todos os entregadores. Segundo o executivo, o uso de itens como capacete é incentivado, mas não obrigatório. "Eles não gostam de usar capacete", disse.

O representante reconhece que o uso simultâneo de múltiplos aplicativos, uma prática comum entre entregadores, pode aumentar a pressão por tempo e influenciar comportamentos de risco.

Já a Keeta, empresa chinesa que entrou recentemente no mercado brasileiro, afirmou que a segurança dos entregadores é prioridade e que investe em tecnologia para reduzir riscos na operação.

Segundo a empresa, sistemas próprios de inteligência artificial permitem otimizar rotas, reduzir o tempo de espera e aumentar a produtividade sem exigir que os trabalhadores ultrapassem limites de velocidade.

A Keeta afirma ainda que mantém uma central de suporte para entregadores, desenvolve iniciativas de orientação e atua em parceria com autoridades públicas e especialistas em mobilidade para aprimorar políticas de segurança.

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Marfrig e BRF criam Sadia Halal e preparam IPO na Arábia Saudita

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 07:55

Agro Marfrig e BRF criam Sadia Halal e preparam IPO na Arábia Saudita Acordo prevê um investimento inicial de US$ 24,3 milhões. Por Reuters

A Marfrig e a BRF anunciaram no domingo que concluíram a criação da Sadia Halal, uma joint venture entre a subsidiária integral BRF GmbH e a Halal Products Development Company.

Conforme o documento, as empresas estão começando a preparar listagem da nova empresa, que conta com um enterprise value de US$2,07 bilhões, na bolsa de valores de Riade.

A joint venture é controlada principalmente pela subsidiária da BRF, que detém 90% do capital da Sadia Halal, enquanto a HPDC, subsidiária do fundo soberano da Arábia Saudita Public Investment Fund, possui os 10% restantes.

A Marfrig e a BRF anunciaram no domingo (3) que concluíram a criação da Sadia Halal, uma joint venture entre a subsidiária integral BRF GmbH e a Halal Products Development Company, para reunir a produção na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos.

Conforme o documento, as empresas estão começando a preparar listagem da nova empresa, que conta com um enterprise value de US$2,07 bilhões, na bolsa de valores de Riade.

A joint venture é controlada principalmente pela subsidiária da BRF, que detém 90% do capital da Sadia Halal, enquanto a HPDC, subsidiária do fundo soberano da Arábia Saudita Public Investment Fund, possui os 10% restantes.

O acordo prevê um investimento inicial da HPDC de US$ 24,3 milhões e uma contribuição complementar de US$ 73,1 milhões em transação primária até o fim do ano.

Além disso, BRF celebrou um acordo de fornecimento de produtos com uma subsidiária da Sadia Halal por 10 anos renováveis. O fornecimento será realizado a partir de suas unidades no Brasil, acrescentou.

De acordo com o documento, a Sadia Halal é constituída como uma das "maiores plataformas de produção e distribuição de proteínas halal do mundo", com acesso a uma base de consumidores de mais de 350 milhões de pessoas em 14 países islâmicos.

Um produto halal é qualquer produto que está em conformidade com as leis islâmicas, tornando-o permitido para consumo ou uso por muçulmanos.

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A guerra comercial por trás das estrelas Michelin: por que a gastronomia se tornou tão obcecada por prêmios

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 07:55

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%Oferecido por

A inédita distinção de dois restaurantes paulistanos, Evvai e Tuju, com três estrelas na mais recente edição do Guia Michelin, a mais alta distinção do setor, extrapolou o circuito especializado.

Com isso, o Brasil passa a integrar um grupo restrito de países com restaurantes três estrelas e torna-se o único representante da América Latina nesse patamar, ao lado de potências como França, Japão, Espanha e China.

Um levantamento feito por pesquisadores das universidades do Estado da Carolina do Norte e do Kansas indicou que, em termos gerais, uma estrela pode incrementar o que fatura um restaurante em 20% e que três delas podem ter um efeito estrondoso sobre as contas, duplicando o faturamento em um ano.

A guerra comercial por trás das estrelas Michelin: por que a gastronomia se tornou tão obcecada por prêmios — Foto: Getty Images via BBC

Durante décadas, a garantia de que um restaurante era "bom" vinha estampada nas paredes por fotografias: artistas, políticos e outras figuras públicas que por ali haviam passado funcionavam como selo informal de prestígio. Hoje, esse código mudou.

Antes mesmo de o maître dar as boas-vindas, o cliente já é recebido por placas, troféus e prateleiras repletas de prêmios que representam uma nova linguagem de validação que tomou a gastronomia. No lugar das celebridades, são as distinções que falam mais alto: quanto mais numerosas, maior a promessa (ao menos aparente) de qualidade.

Os prêmios e rankings tornaram-se ativos centrais no universo gastronômico — e, no Brasil, não é diferente.

A inédita distinção de dois restaurantes paulistanos, Evvai e Tuju, com três estrelas na mais recente edição do Guia Michelin, a mais alta distinção do setor, extrapolou o circuito especializado: ganhou espaço nos jornais, na televisão aberta e repercutiu internacionalmente.

Com isso, o Brasil passa a integrar um grupo restrito de países com restaurantes três estrelas e torna-se o único representante da América Latina nesse patamar, ao lado de potências como França, Japão, Espanha e China.

Um fato a ser celebrado, principalmente pelos restaurantes premiados. As estrelas representadas na placa vermelha à porta de um deles podem significar maior faturamento.

Um levantamento feito por pesquisadores das universidades do Estado da Carolina do Norte e do Kansas indicou que, em termos gerais, uma estrela pode incrementar o que fatura um restaurante em 20% e que três delas podem ter um efeito estrondoso sobre as contas, duplicando o faturamento em um ano. O que explica o jogo quase obsessivo por conquistá-las.

"Não há como não reconhecer que eles [os prêmios] comercialmente ajudam muito um restaurante", afirma o chef Rafa Costa e Silva, do Lasai, no Rio de Janeiro. De acordo com ele, quando o restaurante conquistou sua segunda estrela em 2024, as reservas e o faturamento multiplicaram.

"Não sei dizer exatamente em números, mas é certo que esse e outros reconhecimentos tiveram um papel fundamental para nós e muitos. Não trabalhamos para prêmios, mas é impossível ignorar a importância que eles conquistam", acrescenta.

Costa e Silva se refere ao Michelin, mas também a outros reconhecimentos, como os influentes rankings dos 50 Best, além de prêmios como o The Best Chefs Awards, o La Liste, o World Culinary Awards, entre tantos que passaram a dominar o cenário da gastronomia recentemente. A cada ano, novas listas e honrarias surgem para tentar girar ainda mais forte as engrenagens de um segmento que não para de crescer.

"Os prêmios rendem um volume significativo de imprensa internacional e visibilidade, geram negócios para os restaurantes, mas também para as cidades que os recebem, por isso se tornaram, um excelente modelo", explica o consultor gastronómico Nidal Barake, da agência Gluttonomy, em Miami, mas que trabalha com empresas na área em todo o mundo.

"A proliferação se torna problemática quando muitos prêmios começam a parecer iguais, ou quando parecem mais guiados por patrocínios e cliques do que por um reconhecimento genuíno", afirma.

Por décadas, o Guia Michelin dominou o mercado basicamente sozinho. Criado pela maior fabricante de pneus da Europa em 1900 para incentivar viagens — e o consumo de seus produtos — ganhou seu atual sistema de estrelas em 1936: uma indica um restaurante "muito bom na sua categoria"; duas estrelas significam "excelente cozinha, que vale o desvio"; enquanto três estrelas, a distinção máxima, indicam uma "cozinha excepcional, que vale uma viagem especial".

As avaliações são feitas por inspetores anônimos, que visitam os restaurantes em mais de 40 países (incluindo o Brasil), pagam as contas pela empresa e elaboram relatórios detalhados após cada refeição.

Por décadas, o Guia Michelin dominou o mercado basicamente sozinho. Criado pela maior fabricante de pneus da Europa em 1900 para incentivar viagens — Foto: Getty Images

Outros guias com modelos próprios de avaliação, como o Gault&Millau, baseados em pontuações foram surgindo no horizonte da gastronomia, ao mesmo tempo em que outros aparecem para propor modelos distintos.

Foi o caso dos 50 Best: criado em 2002, o ranking dos 50 melhores restaurantes do mundo é definido por 1.120 votantes (entre jornalistas, chefs e viajantes) anônimos, que escolhem os lugares onde mais gostaram de comer.

Eles não podem ter interesses financeiros nos restaurantes e devem ter visitado os locais em que votaram nos últimos 18 meses. Todo ano, elege o melhor restaurante do mundo e a lista dos outros 49 colocados, além de prêmios especiais (como sommelier, chef eleito por seus pares, etc).

Para Érica Schecter, diretora de Relações Públicas e Comunicações da The World's 50 Best, o sucesso do ranking deu-se sobretudo por ter conseguido cobrir algo que os modelos críticos tradicionais historicamente negligenciaram: o cenário internacional, que os 50 Best, com votantes distribuídos por todos os continentes, tratou de abarcar.

"A lista reformulou a ideia de 'o melhor' como uma conversa mais global, e não como um veredito exclusivamente europeu", ela diz. Entre os vencedores número 1 já estiveram representantes de países como Espanha, Dinamarca, mas também Estados Unidos e Peru.

O prêmio ganhou tanta importância no meio gastronômico que a William Reed, empresa de mídia que detém a marca, passou a diversificar suas listas também mais regionalmente (América Latina, América do Norte, Ásia, mas também Oriente Médio e Norte da África) buscando ampliar suas atuações. E, claro, seus negócios.

Impulsionados por um boom do turismo gastronômico mundial — um pilar central da economia global de viagens, com a gastronomia respondendo por cerca de 30% da receita turística em muitos destinos, segundo dados da Organização Mundial do Turismo (UNWTO) — os prêmios e listas viram nos governos ávidos por se promoverem uma mina de ouro.

Embora não exista um número oficial único sobre o total de turistas motivados pela comida, estimativas da UNWTO indicam que mais de 80 bilhões de refeições são servidas anualmente a viajantes internacionais e domésticos, o que ajuda a explicar por que o turismo gastronómico se tornou um dos segmentos mais dinâmicos de uma indústria que gera de R$ 8 a R$ 10 trilhões por ano.

Esses viajantes tendem a ter um padrão de gasto mais elevado: ficam em hotéis melhores, exploram vários restaurantes, visitam cafés e bares e se envolvem mais com o ecossistema local. Ou seja, são os turistas mais desejados.

Assim, os prêmios encontraram um modelo de financiamento que passa pelos investimentos municipais, regionais ou nacionais para receber principalmente cerimônias de premiações, e, com elas, todo o holofote que podem trazer.

"Os governos começaram a entender que o turismo gastronômico é uma das ferramentas de soft power mais impactantes à sua disposição, que nenhuma campanha publicitária consegue igualar", afirma Schecter.

Ela justifica que há o impacto econômico direto, com participantes do evento reservando hotéis, voos e restaurantes durante o período da premiação, mas também indiretos ao trazer às cidades grandes nomes da indústria, que acabam frequentando e valorizando os estabelecimentos locais.

De forma mais estratégica, as parcerias ajudam a reposicionar um destino no imaginário global por meio da cobertura midiática que gera. "Quando cidades como Valência, Melbourne ou Turim sediam o evento, estão sinalizando que fazem parte do topo das conversas gastronômicas mundiais, colocando-se firmemente no mapa dos destinos imperdíveis para estes viajantes internacionais", justifica.

A gastronomia se tornou uma importante bandeira da atual gestão do Turismo da cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, que tem patrocinado a participação de seus chefs em eventos de caráter mundial (como o importante congresso Madrid Fusión, onde foi cidade internacional convidada) e buscado receber a nata da gastronomia mundial em premiações que acontecem na cidade.

Em 2023 e 2024, o Rio sediou o Latin America's 50 Best Restaurants e, no início de abril, a gala do Guia Michelin (que volta a se repetir nos próximos anos)— eventos que ampliaram significativamente a projeção internacional da cidade, em investimentos totais estimados em cerca de R$ 24 milhões até agora.

A aposta faz parte de uma política mais ampla de posicionar a cidade no mapa da diplomacia gastronômica, tratando grandes eventos do setor como ferramentas de promoção de destino e estímulo econômico.

Embora raramente divulgados, os valores pagos por cidades anfitriãs ajudam a sustentar o modelo de prêmios como o do 50 Best — como mostram casos pontuais, como o de Melbourne, que investiu cerca de US$ 600 mil, segundo dados divulgados à época pelo governo local, para receber a cerimônia em 2017.

Estima-se que os valores tenham aumentado consideravelmente com os anos, ainda que as empresas que promovem os prêmios não divulguem abertamente sobre as negociações.

O Guia Michelin e outros prêmios, como o The Best Chef Awards, ao lado de patrocinadores privados (muitos deles ligados ao fornecimento de bebidas, equipamentos e insumos para restaurantes) passaram a capitalizar a busca cada vez mais intensa por visibilidade das secretarias de turismo.

Cidades e regiões, ávidas por atrair visitantes, entram assim numa disputa geopolítica que hoje também se joga à mesa.

"Vemos o crescente envolvimento dos governos na gastronomia como um sinal claro de que o setor agora é reconhecido como um ativo cultural e econômico estratégico", afirma Joanna Slusarczyk, uma das criadoras do The Best Chefs Awards.

"A gastronomia não é mais vista apenas como hospitalidade ou entretenimento, mas como um poderoso motor do turismo, da identidade, da educação e do desenvolvimento local", acrescenta.

Para ela, ao apoiar prêmios gastronômicos, os governos não apenas ganham visibilidade, atraem turismo de alto valor e fortalecem seu posicionamento no panorama cultural internacional, mas sobretudo ajudam a promover talentos locais, produtores e ecossistemas culinários, algo que premiações já fizeram por outras áreas, como música e cinema.

"Comparada a áreas como música ou cinema, a gastronomia ainda é um ecossistema de premiações global relativamente jovem, portanto a rápida expansão de listas e rankings pode ser facilmente interpretada como inflação em vez de evolução", diz ao rebater a crítica de que há muitas premiações hoje no setor.

O consultor Nidal Barake concorda que mais prêmios — ainda que briguem pelas mesmas fatias do mercado — são sinal de um crescimento do segmento. Mas alerta que o modelo baseado substancialmente no dinheiro dos governos tem um efeito colateral mais amplo.

"Se o financiamento depender excessivamente de recursos públicos, apenas cidades ou destinos com maior capacidade financeira conseguirão sediá-los. Isso cria um cenário desigual, no qual muitos destinos gastronômicos relevantes ficam de fora, não por falta de importância, mas simplesmente por não terem recursos para competir", diz.

Na Argentina, o governo nacional decidiu deixar de financiar a edição de 2026 do Guia Michelin, a um custo estimado em cerca de US$ 400 mil, agora assumido pela cidade de Buenos Aires e pela província de Mendoza.

A mudança, abrupta, evidencia o envolvimento cada vez mais direto (e indissociável) de destinos turísticos na promoção gastronômica como estratégia de posicionamento internacional.

O modelo de financiamento público também voltou ao centro do debate com a parceria entre o The World's 50 Best Restaurants e o governo de Abu Dhabi, sede da gala deste ano, reforçando críticas de que rankings e premiações operam, hoje, como ferramentas de promoção turística sustentadas por verbas estatais.

Reportagem do The New York Times aprofundou a polêmica ao questionar a escolha da capital de um país acusado de violações de direitos humanos. O texto aponta que o uso da gastronomia como instrumento para projetar uma imagem de modernidade, tolerância e abertura, com apoio de guias como o Michelin, financiado localmente pelo Departamento de Cultura e Turismo, contrasta com denúncias de organizações como a Human Rights Watch.

Sem uma base financeira que prescinda de recursos públicos, essas premiações passam a arcar também com os custos reputacionais de seu próprio modelo de financiamento, argumenta Barake. "Com o tempo, isso pode não só limitar a diversidade e a independência, mas comprometer a credibilidade — e, no limite, a própria legitimidade — desses prêmios", conclui.

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GameStop faz oferta bilionária para comprar eBay e mira rivalizar com a Amazon

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 04/05/2026 07:55

Tecnologia GameStop faz oferta bilionária para comprar eBay e mira rivalizar com a Amazon Proposta de US$ 55,5 bilhões inclui dinheiro e ações; empresa já tem 5% do eBay e plano envolve corte de custos e uso de lojas físicas para expandir operação. Por Redação g1 — São Paulo

A GameStop, rede americana de lojas de videogames, fez uma proposta bilionária para comprar o site de comércio eletrônico eBay.

A oferta é de cerca de US$ 55,5 bilhões (aproximadamente R$ 275 bilhões), com pagamento dividido entre dinheiro e ações.

A empresa informou que já vinha se movimentando antes da proposta: desde 4 de fevereiro, passou a comprar ações do eBay e hoje já tem quase 5% de participação, incluindo papéis e derivativos.

O valor oferecido é de US$ 125 por ação. Dependendo da base de comparação, isso representa um prêmio cerca de 46% acima do preço médio desde o início das compras e cerca de 20% em relação ao fechamento mais recente do mercado.

Em entrevista ao Wall Street Journal, o CEO da GameStop, Ryan Cohen, disse que vê potencial para aumentar muito o valor do eBay.

A GameStop, rede americana de lojas de videogames, fez uma proposta bilionária para comprar o site de comércio eletrônico eBay. A oferta é de cerca de US$ 55,5 bilhões (aproximadamente R$ 275 bilhões), com pagamento dividido entre dinheiro e ações.

A empresa informou que já vinha se movimentando antes da proposta: desde 4 de fevereiro, passou a comprar ações do eBay e hoje já tem quase 5% de participação, incluindo papéis e derivativos.

O valor oferecido é de US$ 125 por ação. Dependendo da base de comparação, isso representa um prêmio cerca de 46% acima do preço médio desde o início das compras e cerca de 20% em relação ao fechamento mais recente do mercado.

Em entrevista ao Wall Street Journal, o CEO da GameStop, Ryan Cohen, disse que vê potencial para aumentar muito o valor do eBay.

Segundo ele, a empresa poderia chegar a “centenas de bilhões de dólares” e se tornar uma concorrente direta da Amazon.

A estratégia, de acordo com Cohen, inclui cortar cerca de US$ 2 bilhões em custos anuais já no primeiro ano após a aquisição, o que ajudaria a aumentar os lucros.

Outro ponto central do plano é usar as cerca de 1.600 lojas físicas da GameStop nos Estados Unidos como apoio ao eBay — funcionando como pontos de retirada, envio, autenticação de produtos e até integração com o varejo físico.

Mesmo assim, a proposta é considerada ousada. O eBay tem valor de mercado quase quatro vezes maior que o da GameStop, o que torna incomum uma tentativa de compra desse tipo. Negócios assim normalmente dependem de alto nível de endividamento e da expectativa de ganhos futuros para se sustentarem.

Para viabilizar a operação, Cohen afirmou que já garantiu apoio financeiro, incluindo uma carta de compromisso de cerca de US$ 20 bilhões em dívida.

A GameStop também tinha cerca de US$ 9,4 bilhões em caixa e investimentos no fim de janeiro e pode buscar recursos adicionais com investidores externos, incluindo fundos soberanos.

Cohen ainda disse que está preparado para levar a proposta diretamente aos acionistas, caso o conselho do eBay não se mostre aberto à negociação. Se o acordo avançar, ele pretende assumir como CEO da empresa combinada.

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Bilhões de refeições ao redor do mundo estão em risco por causa da guerra no Irã, diz presidente de empresa de fertilizantes

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 06:02

Agro Bilhões de refeições ao redor do mundo estão em risco por causa da guerra no Irã, diz presidente de empresa de fertilizantes A escassez de fertilizantes devido ao conflito com o Irã pode reduzir a produção agrícola e aumentar os preços, afirma o presidente da Yara. Por BBC

A interrupção do fornecimento de fertilizantes e seus principais ingredientes devido à guerra no Irã pode custar até 10 bilhões de refeições por semana em todo o mundo e atingirá mais duramente os países mais pobres, de acordo com o chefe de um dos maiores produtores de fertilizantes do mundo.

Svein Tore Holsether, executivo-chefe da Yara, disse à BBC que as hostilidades no Golfo, que bloquearam o transporte marítimo pelo estreito de Ormuz, estão colocando em risco a produção global de alimentos.

A redução da produtividade das safras como resultado do menor uso de fertilizantes pode levar a uma disputa acirrada por alimentos, alertou ele.

Holsether pediu aos países europeus que considerem cuidadosamente o impacto de uma guerra de preços sobre os "mais vulneráveis" em outros países.

Embora seja muito improvável que o Reino Unido enfrente escassez de alimentos, espera-se que o aumento dos custos enfrentados pelos produtores de alimentos comece a aparecer nas contas de supermercado nos próximos meses.

“Até meio milhão de toneladas de fertilizante nitrogenado não estão sendo produzidas no mundo no momento devido à situação em que estamos”, disse Holsether.

"O que isso significa para a produção de alimentos? Eu estimaria até 10 bilhões de refeições que deixarão de ser produzidas a cada semana como resultado da falta de fertilizantes."

Não aplicar fertilizante nitrogenado reduziria a produtividade das safras de algumas culturas em até 50% já na primeira safra, afirmou Holsether.

“O mercado de fertilizantes é muito global, então essas partes estão se movendo pelo planeta, mas os principais destinos seriam Ásia, Sudeste Asiático, África e América Latina, onde você veria o impacto mais imediato disso.”

Partes do mundo onde já há subfertilização, como vários países da África subsaariana, poderiam ter um impacto ainda maior na produção agrícola, acrescentou ele, dizendo que “quedas significativas” são possíveis nesses locais.

As épocas de plantio variam em todo o mundo. O Reino Unido está na alta temporada de plantio, enquanto na Ásia os agricultores estão apenas começando.

As consequências da escassez de fertilizantes na Ásia não aparecerão nos preços dos alimentos até o fim do ano, quando colheitas que deveriam ter sido plantadas nesta primavera vierem menores do que deveriam, ou simplesmente não existirem, segundo analistas.

O professor Paul Teng, pesquisador sênior em segurança alimentar em Cingapura, disse que alguns países podem ter fertilizantes suficientes para a temporada imediata de plantio, “mas se a crise se prolongar por mais tempo, veremos um impacto em culturas como o arroz nos próximos meses”.

Agricultores de todo o mundo estão enfrentando uma série assustadora de desafios, disse Holsether, já que os preços que eles podem cobrar pelos alimentos que produzem ainda não foram ajustados para cobrir as contas mais altas que estão enfrentando.

“Eles enfrentam custos de energia mais altos, o diesel para trator está aumentando, outros insumos para os agricultores estão aumentando, o custo do fertilizante está aumentando, mas ainda assim os preços das safras ainda não aumentaram na mesma medida”, disse ele.

De acordo com as Nações Unidas, cerca de um terço dos fertilizantes do mundo — como ureia, potássio, amônia e fosfatos — normalmente passam pelo estreito de Ormuz.

A continuação do conflito pode resultar em uma disputa por alimentos entre nações mais ricas e mais pobres, acrescentou Holsether.

"Se há uma disputa por alimentos e uma que a Europa é robusta o suficiente para lidar, o que precisamos ter em mente na Europa é: nessa situação, de quem estamos tirando comida ao comprarmos?"

"Essa é uma situação em que as pessoas mais vulneráveis pagam o preço mais alto por isso, em nações em desenvolvimento que não podem se dar ao luxo de acompanhar."

Isso teria implicações na “acessibilidade dos alimentos, na escassez de alimentos e na fome”, disse o chefe da Yara.

No Reino Unido, a Federação de Alimentos e Bebidas previu recentemente que a inflação de alimentos poderia chegar a 10% em dezembro.

O Banco da Inglaterra disse nesta semana que acha que a inflação dos preços dos alimentos pode subir para 4,6% em setembro e ainda mais no final do ano.

O Programa Mundial de Alimentos da ONU estima que as consequências combinadas do conflito no Oriente Médio poderiam levar 45 milhões de pessoas a mais à fome aguda em 2026.

Na Ásia e no Pacífico, espera-se que a insegurança alimentar aumente em 24% — o maior aumento relativo de qualquer região.

Este texto foi traduzido e revisado por nossos jornalistas utilizando o auxílio de IA, como parte de um projeto piloto.

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Casas ecológicas a partir de R$ 60 mil: você sabe o que é um domo?

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 04/05/2026 03:58

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Casas ecológicas a partir de R$ 60 mil: você sabe o que é um domo? Um casal de Belém apostou na construção de domos com materiais sustentáveis e transformou a ideia em um negócio de hospedagem que cresce com a demanda da COP 30. Por Pegn

Domos geodésicos são construções sustentáveis em formato de cúpula, feitas com materiais reciclados.

Em Belém (PA), a arquiteta Tuane Costa e o administrador Thales Barca criaram uma empresa especializada em construções modulares.

Os domos fabricados por eles custam a partir de R$ 60 mil e possuem acabamento ecológico e automação.

🌠Imagine viver ou se hospedar em uma casa redonda, com paredes feitas de materiais reciclados, vista para o céu e estrutura pensada para se integrar à natureza 🌳. Esse é o conceito dos domos geodésicos, construções sustentáveis que estão ganhando espaço no Brasil.

Em Belém (PA), esse tipo de moradia virou negócio nas mãos da arquiteta Tuane Costa e do administrador Thales Barca. Os dois criaram uma empresa especializada em construções modulares e sustentáveis.

Os domos fabricados por eles custam a partir de R$ 60 mil e possuem acabamento ecológico e automação. A visibilidade trazida pela COP30, realizada na cidade em novembro do ano passado, impulsionou a procura — e a demanda segue aquecida mesmo após o evento.

📎 O domo geodésico é uma construção em formato de cúpula, formada por vários triângulos que se encaixam de maneira precisa. A estrutura lembra um iglu, mas com toques de inovação tecnológica e design sustentável.

Feitos com madeira, plástico reciclado e outros materiais reaproveitados, os domos têm isolamento acústico e térmico e aproveitam recursos locais, como o uso de ladrilhos com temas regionais e móveis feitos com madeira de manejo florestal.

Nas paredes, é possível ver resíduos de açaí prensados, plásticos reciclados com textura lunar e outros materiais reaproveitados.

Além da forma inusitada, o domo é pensado para ser funcional. A parte elétrica e hidráulica já sai pronta da fábrica.

A montagem é rápida, e o interior, aconchegante. Há modelos com isolamento acústico, comando de voz e até fechadura digital.

Com a visibilidade trazida pela COP 30, os Tuane e Thales querem levar seus domos para outras partes do Brasil.

"Quando se está determinado dentro de um projeto, o céu acaba sendo o limite. Colocar energia naquilo que a gente acredita. Não é nada à toa. Não aconteceu em dois anos. É um processo que vem lá de traz e que a gente está começando a colher, mas a gente vai muito longe".

Parede de vidro permite observar o céu de dentro do domo, que conta com isolamento térmico e acústico — Foto: Amazônia Domos

Banheiro tem ladrilhos com estampas regionais, criados por artesãos locais — Foto: Amazônia Domos

📍 Av. Municipalidade, 985 – Umarizal, Belém/PA – CEP: 66050-350📞 Telefone: (91) 98149-2136✉️ E-mail: contato@amazoniadomos.com.br🌐 Site: amazoniadomos.com.br📱 Instagram: @amazoniadomoseciaof

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Governo lança nesta segunda novo pacote para renegociação de dívidas; veja o que já se sabe

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 00:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%Oferecido por

O governo federal lança nesta segunda-feira (4) o Novo Desenrola Brasil – um pacote de medidas voltado à redução do nível de endividamento da população.

No fim de 2024, segundo o Banco Central (BC), 117 milhões de pessoas tinham alguma dívida com instituições financeiras.

Entre os principais eixos do programa, está a renegociação de débitos com bancos e operadoras de crédito.

Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O governo federal lança nesta segunda-feira (4) o Novo Desenrola Brasil – um pacote de medidas voltado à redução do nível de endividamento da população.

No fim de 2024, segundo o Banco Central (BC), 117 milhões de pessoas tinham alguma dívida com instituições financeiras.

Entre os principais eixos do programa, está a renegociação de débitos com bancos e operadoras de crédito. Os termos do Novo Desenrola foram definidos após uma série de reuniões entre o governo e representantes do setor financeiro.

Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou o presidente Luiz Inácio lula da Silva (PT), durante pronunciamento em cadeia de rádio e televisão na última quinta-feira (30).

Segundo ele, os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida.

O g1 apurou que o programa deve abarcar rendas de até cinco salários mínimos, cerca de R$ 8 mil mensais.

Lula disse, ainda, que o trabalhador poderá ter acesso a até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a amortização de dívidas.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, explicou na última quarta-feira (29) que essa operação será entre bancos.

A Caixa Econômica Federal deverá transferir o dinheiro do FGTS para o banco em que está a dívida, após autorização do trabalhador.

"Agora, o que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet", declarou o presidente.

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Quais são os próximos feriados de 2026? (Spoiler: restam seis)

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 00:44

Trabalho e Carreira Quais são os próximos feriados de 2026? (Spoiler: restam seis) Dos seis feriados restantes, cinco caem perto do fim de semana e podem ser emendados, ampliando os dias de descanso. Confira o calendário. Por Redação g1 — São Paulo

Após o feriado do Dia do Trabalhador, na sexta-feira (1º de maio), que rendeu a muitos um descanso prolongado de três dias, já há quem esteja de olho no próximo período de folga.

Ao todo, ainda restam seis feriados nacionais em 2026 – e cinco deles podem ser emendados, prolongando os dias de descanso.

O próximo feriado nacional será em 7 de setembro (Independência do Brasil), que cai em uma segunda-feira e pode permitir a emenda para quem folga aos fins de semana.

Antes disso, há uma oportunidade mais próxima: o Corpus Christi, em 4 de junho. A data cai em uma quinta-feira e é considerada ponto facultativo nacional.

Após o feriado do Dia do Trabalhador, na sexta-feira (1º de maio), que rendeu a muitos um descanso prolongado de três dias, já há quem esteja de olho no próximo período de folga.

Ao todo, ainda restam seis feriados nacionais em 2026 – e cinco deles podem ser emendados, prolongando os dias de descanso.

O próximo feriado nacional será em 7 de setembro (Independência do Brasil), que cai em uma segunda-feira e pode permitir a emenda para quem folga aos fins de semana. Antes disso, há uma oportunidade mais próxima: o Corpus Christi, em 4 de junho.

A data cai em uma quinta-feira e é considerada ponto facultativo nacional, ou seja, estados e municípios podem decretá-la como feriado religioso, desde que haja regulamentação local – o que pode permitir a emenda e prolongar o descanso.

Nas cidades onde Corpus Christi é feriado, a regra geral é a dispensa do trabalho. Caso o funcionário seja escalado, tem direito a receber em dobro ou a uma folga compensatória.

Mesmo nos feriados nacionais, nem todos são liberados. A legislação trabalhista permite o funcionamento de atividades em setores considerados essenciais.

⚠️ Nesses casos, quem trabalhar na data tem direitos garantidos, como remuneração em dobro ou folga compensatória.

Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano.

Depois de Corpus Christi, que é ponto facultativo nacional, os próximos feriados são 7 de setembro (Independência do Brasil) e 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida).

Ambos caem em uma segunda-feira e podem render um descanso prolongado para quem folga aos fins de semana.

7 de setembro, Independência do Brasil (segunda-feira)12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira)2 de novembro, Finados (segunda-feira)15 de novembro, Proclamação da República (domingo)20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira)25 de dezembro, Natal (sexta-feira)

4 de junho, Corpus Christi (quinta-feira)5 de junho (sexta-feira)28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira)24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira)31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira)

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