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Você está entre os mais ricos do Brasil? Veja quanto é preciso ganhar para entrar no topo da renda
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Você está entre os mais ricos do Brasil? Veja quanto é preciso ganhar para entrar no topo da renda
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/05/2026 11:10
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Ganhar cerca de R$ 5 mil por mês pode ser suficiente para colocar um brasileiro entre os 10% mais ricos do país.
A ideia pode soar improvável diante do custo de vida das grandes cidades e da percepção que muitas pessoas têm sobre riqueza no Brasil. Mas os dados mais recentes sobre renda mostram justamente isso: o topo da pirâmide começa muito antes do que parte da população imagina.
As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento ajuda a entender não apenas quanto os brasileiros ganham, mas também como essa renda está distribuída — e concentrada — entre diferentes grupos da população.
Em 2025, o rendimento médio mensal por pessoa nos domicílios brasileiros foi de R$ 2.264. O cálculo considera toda a renda recebida pela casa dividida pelo número de moradores. Ainda assim, esse valor médio esconde uma distância significativa entre quem está na base e quem ocupa o topo da renda no país.
Segundo o analista do IBGE Gustavo Geaquinto Fontes, embora o Brasil tenha registrado recordes de rendimento individual — considerando todas as fontes, chegou a R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica —, houve uma leve alta da concentração de renda nas faixas mais altas em relação ao ano anterior.
De acordo com ele, os 10% mais ricos tiveram crescimento de renda acima da média nacional em 2025, movimento que influenciou os indicadores de desigualdade.
“O crescimento do topo acabou contribuindo para a percepção de uma leve oscilação positiva da desigualdade.”
Na faixa mais baixa da distribuição estão os 5% mais pobres da população, com rendimento médio de R$ 166 por pessoa em 2025. Entre os brasileiros logo acima desse grupo, a renda média sobe para R$ 374.
Quando o recorte é ampliado para os 20% mais pobres do país, o rendimento continua abaixo de R$ 600 mensais por pessoa. Na prática, isso significa que cerca de um quinto da população brasileira vivia nesse patamar no ano passado.
➡️ Para chegar a esses grupos, o IBGE organiza a população do mais pobre ao mais rico e divide os brasileiros em faixas proporcionais, chamadas de percentis. Isso permite comparar quanto ganha cada parcela da população e medir como a renda se concentra no país.
Outro indicador ajuda a dimensionar esse cenário: a chamada mediana da renda, que representa o ponto exato que divide a população em duas metades. Em 2025, ela ficou em R$ 1.311 por pessoa. Em outras palavras, metade dos brasileiros vivia com menos do que esse valor mensal.
O dado chama atenção porque está bem abaixo da média nacional de R$ 2.264. Isso acontece porque os rendimentos mais altos puxam a média para cima e ampliam a distância entre os diferentes grupos de renda.
Mesmo assim, os números mostram uma melhora importante entre as faixas mais baixas nos últimos anos.
Entre 2019 e 2025, a renda dos 10% mais pobres cresceu 78,7%, enquanto a faixa seguinte — formada pelos brasileiros entre os 10% e 20% de menor renda — registrou alta de 42,4%.
Segundo Fontes, esse avanço ajuda a explicar por que os indicadores de desigualdade ainda permanecem abaixo do nível observado antes da pandemia, apesar da alta recente da renda entre os mais ricos.
É nesse contexto que aparece um dos dados que mais costumam surpreender: os 10% mais ricos do Brasil tiveram rendimento médio de R$ 3.590 por pessoa em 2025.
Isso significa que um trabalhador assalariado com renda em torno de R$ 5 mil por mês — principalmente em domicílios menores — já pode fazer parte desse grupo.
Em 2025, o rendimento médio dos trabalhadores ocupados foi de R$ 3.560, valor muito próximo da renda média registrada entre os 10% mais ricos da população.
Isso mostra que uma parcela relevante desse grupo é formada por trabalhadores assalariados com salários mais altos, e não apenas por pessoas que vivem de patrimônio, investimentos ou grandes empresas.
Ainda assim, o topo da renda está longe de ser homogêneo. Dentro dele, as diferenças continuam sendo muito grandes.
Entre os 5% mais ricos, o rendimento médio foi de R$ 5.519 por pessoa. Já entre os brasileiros posicionados logo abaixo do grupo mais rico do país — entre os 96% e 99% do topo — a média chegou a R$ 9.648.No extremo da distribuição aparece o 1% mais rico do país, com rendimento médio mensal de R$ 24.973 por pessoa em 2025.
Fontes destaca que a renda do topo voltou a acelerar no último ano. Segundo ele, o rendimento dos 10% mais ricos cresceu 8,7% entre 2024 e 2025, acima da média nacional de 6,9%.
O Centro-Oeste apareceu entre as regiões com maior rendimento por pessoa em 2025 e registrou o crescimento mais forte no último ano.
Segundo o IBGE, parte desse avanço foi impulsionada pelo Distrito Federal, com aumento do rendimento médio do trabalho, especialmente entre empregadores e trabalhadores do setor público.
De acordo com Fontes, o mercado de trabalho mais qualificado ajudou a elevar os rendimentos das faixas superiores. O analista também cita o aumento da rentabilidade de aplicações financeiras e a alta de 11,8% nos rendimentos com aluguel e arrendamento como fatores que favoreceram as classes de maior renda.
Isso ajuda a explicar por que o topo cresceu acima da média nacional em 2025, mesmo em um cenário de melhora mais ampla do mercado de trabalho.
Em 2025, os 10% mais ricos concentraram 40,3% de toda a renda recebida pelas famílias brasileiras. Já os 70% com menores rendimentos ficaram, juntos, com apenas 32,8% desse total.Na base da pirâmide, os 10% mais pobres concentravam somente 1,2% da renda nacional.
Outro indicador do IBGE mostra que os 10% mais ricos receberam, em média, 13,8 vezes mais do que os 40% mais pobres em 2025. No ano anterior, essa diferença era de 13,2 vezes.
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