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Petróleo volta a subir com negociações sem sucesso entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/05/2026 21:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,892-0,63%Dólar TurismoR$ 5,101-0,44%Euro ComercialR$ 5,765-0,22%Euro TurismoR$ 6,018-0,21%B3Ibovespa183.218 pts-2,38%MoedasDólar ComercialR$ 4,892-0,63%Dólar TurismoR$ 5,101-0,44%Euro ComercialR$ 5,765-0,22%Euro TurismoR$ 6,018-0,21%B3Ibovespa183.218 pts-2,38%MoedasDólar ComercialR$ 4,892-0,63%Dólar TurismoR$ 5,101-0,44%Euro ComercialR$ 5,765-0,22%Euro TurismoR$ 6,018-0,21%B3Ibovespa183.218 pts-2,38%Oferecido por

Os preços do petróleo abriram em alta no mercado asiático na manhã desta segunda-feira (11), no horário local, pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que rejeitava a resposta do Irã à proposta de paz de Washington e de o Irã renovar suas ameaças no Estreito de Ormuz.

O Brent, referência internacional para entrega em julho, subiu 2,69%, para 104,01 dólares por barril. Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate, avançou 2,54%, para 97,84 dólares por barril.

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‘Pense fora da caixa’: como evitar que IA enferruje seu cérebro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/05/2026 13:44

Tecnologia 'Pense fora da caixa': como evitar que IA enferruje seu cérebro O GPS prejudicou nosso senso de direção. Os mecanismos de busca enfraqueceram a memória. Agora, cientistas alertam que a IA pode fazer o mesmo com habilidades que vão da criatividade ao pensamento crítico. Por BBC

Estudos sugerem que pessoas que dependem excessivamente de ferramentas como o ChatGPT podem enfrentar prejuízos em áreas como criatividade, capacidade de atenção, pensamento crítico e memória — Foto: Getty Images via BBC

Anos atrás, eu passei a me obrigar a usar inteligência artificial (IA) o máximo possível. Se pretendia escrever sobre o tema, também precisava usar a tecnologia. Mas uma série de estudos publicados no último ano começaram a me preocupar: será que estou prejudicando o meu cérebro nesse processo?

Esses estudos sugerem que pessoas que dependem excessivamente de ferramentas como o ChatGPT podem enfrentar prejuízos em áreas como criatividade, capacidade de atenção, pensamento crítico e memória.

Outros levantam a preocupação de que o uso da IA esteja reduzindo o esforço mental necessário para desenvolver pensamento crítico, e de que, como sociedade, possamos passar a produzir menos ideias originais. Ainda assim, essa linha de pesquisa é muito recente, e as respostas continuam incertas. Devemos nos preocupar?

"De modo geral, sim", afirma Adam Greene, professor de neurociência e diretor do Laboratório de Cognição Relacional da Universidade Georgetown, nos Estados Unidos.

Segundo Greene, o tema envolve muitas nuances, mas a IA tende a assumir tarefas que antes exigiam esforço mental. "Há muitas evidências de que, se você deixa de exercitar determinados tipos de pensamento, sua capacidade de realizar esse tipo de raciocínio tende a se deteriorar."

Mesmo para quem não procura usar ferramentas como ChatGPT ou Claude, respostas geradas por IA já aparecem no topo das buscas do Google, enquanto grandes empresas de tecnologia aceleram a integração desses sistemas nos celulares. A tecnologia está cada vez mais difícil de evitar, mas há medidas que podem reduzir os principais riscos.

Para Jared Benge, professor e neuropsicólogo clínico da Escola de Medicina Dell, da Universidade do Texas, nos EUA, a questão é mais complexa do que parece. Usar IA não significa, automaticamente, que a tecnologia fará mal. Se a IA aliviar a carga mental e permitir foco em tarefas mais importantes, por exemplo, isso pode até trazer benefícios cognitivos.

"Por que imaginar que a IA seria tão diferente de outras tecnologias às quais o cérebro humano já se adaptou?", questiona Benge. "A ferramenta, por si só, não é boa nem ruim."

Como ocorre com qualquer tecnologia, os efeitos da IA dependem do modo como ela é usada. Ainda assim, as preocupações são sérias o suficiente para levar usuários a repensar a forma como utilizam essas ferramentas, antes que seja tarde.

Com isso em mente, conversei com alguns dos principais especialistas da área para entender como a IA pode ser usada sem prejudicar nossas capacidades mentais.

Há cerca de 20 anos, surgiu a ideia de que a dependência excessiva da tecnologia poderia provocar uma espécie de "demência digital", marcada pela deterioração da memória de curto prazo e de outros processos cognitivos. Recentemente, Benge, da Universidade do Texas, participou de uma meta-análise que analisou 57 estudos envolvendo mais de 411 mil adultos. Ao final, os pesquisadores não encontraram evidências de "demência digital". Pelo contrário: o uso de tecnologia parecia reduzir o risco de comprometimento cognitivo.

As pesquisas mostram que pessoas que dependem de sistemas de navegação por satélite, como GPS, deixam de formar mapas mentais do ambiente ao redor, e sua memória espacial tende a piorar com o tempo. Algo semelhante ocorreu com os mecanismos de busca, em um fenômeno que ficou conhecido como "efeito Google". Aparentemente, temos menos tendência a memorizar informações encontradas em buscadores porque acessá-las exige pouco esforço.

Em outras palavras, o cérebro tende a perder habilidade em tarefas que delegamos a ferramentas externas. E a IA pode ser o instrumento de terceirização cognitiva mais poderoso já criado.

A IA pode estar tornando as pessoas menos criativas, menos analíticas e prejudicando a memória, mas especialistas dizem que ainda é possível evitar esses efeitos — Foto: Getty Images via BBC

"O que a IA está fazendo é nos oferecer, pela primeira vez, uma maneira fácil de trocar o processo pelo resultado", afirma Greene, da Universidade de Georgetown. O texto pode ficar melhor escrito. A apresentação pode parecer mais sofisticada. A piada da festa de aposentadoria pode funcionar perfeitamente. Mas o esforço mental, a dificuldade, as tentativas frustradas e o momento em que algo finalmente faz sentido são justamente o que o cérebro precisa.

"É como ir à academia e deixar um robô levantar os pesos por você", diz Greene. "Você não ganha nada com isso."

Um estudo recente mostrou que usuários mais frequentes de IA tiveram desempenho significativamente pior em um teste padrão de pensamento crítico. A explicação seria o hábito de transferir parte do raciocínio para sistemas automatizados, ou robôs. Os pesquisadores também observaram que muitas pessoas passam a confiar mais na IA do que no próprio julgamento, mesmo quando a ferramenta está errada. Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, chamam esse fenômeno de "rendição cognitiva".

O problema tende a ser maior quando o usuário conhece pouco o assunto. Um estudo da Microsoft Research concluiu que o risco aumenta justamente em áreas nas quais a pessoa tem menos familiaridade. "Se o usuário não tem conhecimento suficiente para avaliar se a resposta é boa ou não, aí está o perigo", afirma Hank Lee, doutorando da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, e coautor do estudo.

Para Lee, a solução começa antes mesmo de abrir o aplicativo. Se você não confia automaticamente na resposta de um desconhecido, também não deveria confiar cegamente na IA. São justamente esses temas que exigem julgamento próprio.

Uma alternativa é formular antes uma visão inicial sobre o assunto e usar a IA para testar ou confrontar esse raciocínio, em vez de simplesmente aceitar a resposta da ferramenta. Assim, a IA funciona como um instrumento para colocar o pensamento à prova, e não para substituí-lo.

Ao recorrer à IA para buscar informações importantes, especialistas recomendam se envolver ativamente com o conteúdo. Fazer anotações, de preferência à mão, embora digitá-las também ajuda, pode contribuir para a retenção — Foto: Getty Images via BBC

"Quando algo está diante de você, é comum acreditar que a informação já foi armazenada na memória de longo prazo, quando isso nem sempre acontece", afirma Barbara Oakley, professora emérita de engenharia da Universidade de Oakland, nos EUA, que pesquisa o funcionamento do aprendizado no cérebro.

Pesquisas iniciais indicam que a IA pode afetar a capacidade de retenção de informações. Um levantamento com 494 estudantes mostrou que usuários mais frequentes do ChatGPT relataram mais episódios de perda de memória. Avaliações feitas pelos próprios participantes não constituem prova científica definitiva, mas outros trabalhos apontam na mesma direção. Um estudo de 2024 ainda não publicado, por exemplo, sugere que resolver pequenos problemas antes de usar um chatbot de IA pode melhorar o aprendizado obtido com a ferramenta.

Ao recorrer à IA para buscar informações importantes, especialistas recomendam desacelerar e se envolver mais ativamente com o conteúdo. Fazer anotações, de preferência à mão, embora digitá-las também ajuda, pode contribuir para a retenção. Também é possível pedir à IA que faça perguntas sobre o tema ou crie flashcards (cartões de revisão, em tradução livre).

O esforço faz diferença. Pode parecer excessivamente trabalhoso, mas a ideia é justamente introduzir algum grau de dificuldade no processo.

A IA é extremamente eficiente para gerar ideias. E esse é justamente o problema. Pesquisas indicam que pessoas que usam IA em tarefas criativas tendem a produzir ideias mais previsíveis e menos originais do que aquelas que não recorrem à tecnologia. Isso pode enfraquecer a sua capacidade criativa.

Segundo Greene, da Universidade Georgetown, a criatividade surge quando o cérebro estabelece conexões inesperadas. Quando essa tarefa é delegada à IA, parte desse exercício mental se perde. "Estamos preocupados com a perda desse 'músculo criativo'", afirma Greene. "A IA nos leva, de várias formas, a acreditar que está tornando as pessoas mais criativas."

Uma forma de evitar isso é colocar primeiro as próprias ideias no papel, ainda que de maneira incompleta ou confusa. Vale passar mais tempo diante da página em branco e escrever o que vier à mente. A qualidade inicial importa menos do que o processo.

O que importa, segundo pesquisadores, é que o cérebro faça suas próprias conexões, recorrendo a experiências, memórias e conhecimentos pessoais para produzir algo singular. É aí que acontece o exercício mental. Só depois disso a IA deveria entrar em cena, para desenvolver, questionar ou aprimorar as ideias já formuladas.

Pesquisas sugerem que o excesso de estímulos tecnológicos também está tornando mais difícil manter o foco — Foto: Getty Images via BBC

Se você chegou até aqui no texto, parabéns. Mas se você já começou a perder a atenção, você não está sozinho. Pode ser apenas que este texto esteja entediante. Mas há pesquisas que sugerem que o excesso de estímulos tecnológicos também está tornando mais difícil manter o foco. A IA pode intensificar esse problema: as respostas estão disponíveis instantaneamente, e há inúmeras maneiras de escapar do esforço e do desconforto.

No entanto, a lógica é semelhante à das outras recomendações: optar conscientemente pelo caminho mais lento. Não peça ao ChatGPT para resumir aquele artigo longo. Passe algum tempo tentando resolver um problema difícil antes de recorrer a um robô. Permita-se sentir tédio. O desconforto faz parte do processo. É assim que o cérebro aprende a lidar e, eventualmente, a apreciar o esforço mental necessário para um pensamento mais profundo.

Não estou dizendo que as pessoas devem deixar de usar chatbots de IA, como ChatGPT, Claude ou Gemini. Mas tenho tentado usar essas ferramentas de maneira mais consciente, para garantir que eu continue pensando por conta própria. E isso pode nos deixar mais preparados para o futuro.

Segundo Greene, da Universidade Georgetown, o cérebro humano funciona de forma muito diferente da IA em aspectos fundamentais: somos capazes de criar conexões pessoais, inesperadas e genuinamente originais, algo que máquinas baseadas em probabilidade não conseguem reproduzir.

"A singularidade e a diversidade das ideias humanas serão de grande valor nos próximos anos", afirma Greene. Para ele, a necessidade de "pensar além dos robôs" tende a se tornar uma forma de adaptação social.

E, como lembra Benge, da Universidade do Texas, essa não é a primeira vez que a humanidade passa por uma transformação tecnológica desse tipo. "O cérebro humano sempre se adaptou à tecnologia. Nós nos adaptamos o tempo todo. Essa é uma das forças da nossa espécie", afirma. "Perdemos a capacidade de correr maratonas porque existem carros? Não. Isso apenas passou a ser uma atividade que as pessoas escolhem praticar."

As ferramentas mudam. Mas, ao que tudo indica, o desejo humano de pensar, criar e compreender o mundo por conta própria é muito mais difícil de automatizar.

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Fim da piracema aquece mercado de iscas vivas no interior de SP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/05/2026 07:48

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Fim da piracema aquece mercado de iscas vivas no interior de SP Produtores do interior de SP se especializam na criação de minhocas gigantes e lambaris para atender à alta demanda de pescadores após o período de restrição da pesca. Por Nosso Campo, TV TEM

Fim da piracema impulsiona produção e venda de iscas vivas na região de Rio Preto — Foto: Reprodução/TV TEM

Com o fim da piracema, período de reprodução dos peixes, a volta da temporada de pesca em fevereiro aquece o mercado de iscas vivas e se torna uma alternativa de renda no interior de São Paulo.

Em Mirassol (SP), um produtor chega a vender 700 litros por semana de minhocas gigantes. Já em José Bonifácio (SP), um casal vendeu um milhão de lambaris em apenas dois meses.

Na região de Mirassol, Walter Roberto se especializou na criação da minhoca gigante africana, que pode atingir até 40 centímetros de comprimento.

O que começou com um pequeno canteiro para seu antigo pesqueiro virou um negócio que hoje atende oito lojas e vende 700 litros de iscas por semana. A criação é feita em quatro galpões, onde as minhocas são alimentadas com um resíduo da cana-de-açúcar.

Já na zona rural de José Bonifácio, o casal Gisele Rampasso e Renato Scarin se dedica à criação de lambaris desde 2021. A produção é alta: entre janeiro e fevereiro deste ano, eles venderam um milhão de iscas vivas. Segundo Gisele, a maior procura é pelo lambari "GG", de 15 centímetros, que leva nove meses para se desenvolver.

Os peixes são criados em 60 tanques e vendidos por unidade para lojas de São Paulo e Minas Gerais, com preços que variam de R$ 0,30 a R$ 0,60.

A alta produção dos criadores reflete a demanda do mercado. Uma loja de iscas em São José do Rio Preto (SP), por exemplo, precisa de reposição semanal, principalmente de minhocas e lambaris, que são considerados versáteis e eficientes para a pesca.

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Cavalo atleta volta a treinar após cirurgia inédita na medula no interior de SP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/05/2026 07:48

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Cavalo atleta volta a treinar após cirurgia inédita na medula no interior de SP Técnica desenvolvida por veterinário ao longo de 30 anos recupera animal que sofria de incoordenação motora. Dono comemora evolução e espera retorno do cavalo às competições. Por Nosso Campo, TV TEM

A recuperação foi possível graças a uma técnica cirúrgica inovadora desenvolvida por um veterinário.

Cavalo de quatro anos retoma treinos após cirurgia para tratar lesão na medula que comprometeu o desempenho esportivo — Foto: TV TEM/Reprodução

Um cavalo atleta de quatro anos voltou a treinar em Jundiaí (SP) após passar por uma cirurgia considerada um avanço no tratamento de lesões na medula.

O animal, da raça Brasileiro de Hipismo (BH), havia sofrido uma queda que causou incoordenação motora e comprometeu sua carreira esportiva. A recuperação reacende a esperança de seu retorno às competições.

A lesão na coluna cervical do cavalo foi tratada com uma técnica cirúrgica desenvolvida pelo médico veterinário Luiz Vasconcelos. Segundo o profissional, o procedimento é resultado de mais de 30 anos de estudos e representa um marco na medicina veterinária equina.

De acordo com Vasconcelos, estima-se que até 40% dos cavalos no mundo possam ter esse tipo de lesão, muitas vezes não diagnosticada. O problema, com o tempo, afeta o desempenho do animal e pode colocar em risco a segurança do cavaleiro.

O proprietário e domador do cavalo, Lucas Teixeira Lima, acompanha a recuperação de perto e comemora os resultados. Ele relata uma melhora significativa no comportamento e nos movimentos do animal, e a expectativa é que a carreira esportiva seja retomada em breve.

O sucesso do procedimento representa não apenas a chance de retorno do animal às competições, mas também um avanço importante no tratamento de lesões que, até então, poderiam encerrar a carreira de cavalos atletas.

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Guerra no Oriente Médio abala imagem de Dubai como centro financeiro seguro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/05/2026 05:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,892-0,63%Dólar TurismoR$ 5,101-0,44%Euro ComercialR$ 5,765-0,22%Euro TurismoR$ 6,018-0,21%B3Ibovespa183.218 pts-2,38%MoedasDólar ComercialR$ 4,892-0,63%Dólar TurismoR$ 5,101-0,44%Euro ComercialR$ 5,765-0,22%Euro TurismoR$ 6,018-0,21%B3Ibovespa183.218 pts-2,38%MoedasDólar ComercialR$ 4,892-0,63%Dólar TurismoR$ 5,101-0,44%Euro ComercialR$ 5,765-0,22%Euro TurismoR$ 6,018-0,21%B3Ibovespa183.218 pts-2,38%Oferecido por

Cerca de 20 milhões de turistas visitaram Dubai no ano passado – uma das principais atrações do emirado é o Burj Khalifa, edifício mais alto do mundo — Foto: David Davies/empics/PA Wire/picture alliance via DW

Dubai construiu uma reputação como oásis de estabilidade em uma região do Oriente Médio conhecida pelas tensões regionais.

O segundo emirado mais rico dos Emirados Árabes Unidos se posicionou como um centro financeiro seguro, onde ricos de todo o mundo podiam alocar capital, conduzir negócios e planejar o futuro com confiança.

Ataques iranianos com mísseis e drones contra alvos no Golfo Pérsico provocaram um forte choque econômico, com os mercados acionários de Dubai e do vizinho Abu Dhabi perdendo inicialmente 120 bilhões de dólares (R$ 598 bilhões) em valor.

Ao mesmo tempo, o turismo despencou, a taxa de ocupação hoteleira caiu dos usuais 70% ou 80% para 20%, e os voos de e para o Aeroporto Internacional de Dubai recuaram cerca de dois terços, segundo a consultoria londrina Capital Economics.

Embora o tráfego aéreo, o turismo e os negócios estivessem se recuperando em meio ao cessar-fogo provisório, um novo ataque de drones iranianos ao complexo petrolífero de Fujairah, nesta segunda-feira (04/05), trouxe um lembrete indesejado: quanto mais durar o impasse entre Washington e Teerã, maior será a ameaça à reputação de Dubai como polo global de negócios.

Algumas das pessoas de altíssimo patrimônio que adotaram Dubai como playground dos ricos e famosos passaram a questionar se o emirado é, de fato, orefúgio seguro que prometia ser. Muitas delas já recorrem a outros dois grandes centros financeiros, Singapura e Suíça, para alocar ao menos parte de seus ativos.

Consultores de patrimônio nesses dois países relataram recentemente um aumento acentuado nas consultas de clientes baseados em Dubai, com banqueiros privados suíços esperando dezenas de bilhões de dólares em novos fluxos vindos do Golfo.

Os dois centros não são concorrentes diretos e costumam atrair perfis distintos de riqueza, afirma Ryan Lin, advogado baseado em Singapura e diretor do escritório Bayfront Law. "A Suíça tende a atrair clientes europeus e globais, enquanto Singapura tem mais probabilidade de se beneficiar de riqueza de origem asiática", explica.

O turismo contribui com cerca de 12% da renda anual de Dubai — uma receita que foi severamente impactada pela guerra. — Foto: Fatima Shbair/AP Photo/picture alliance via DW

Singapura foi pioneira no modelo que Dubai mais tarde emulou, ao construir um ecossistema sofisticado de family offices, como são chamadas as estruturas privadas criadas para gerir investimentos, planejamento tributário e sucessório. Essas soluções são especialmente atraentes para famílias de países como China, Índia e Indonésia.

A Suíça, por sua vez, se apoia numa longa tradição de bancos privados e em sua reputação de neutralidade. Para quem busca retirar parte dos ativos de Dubai, a mudança costuma ser uma "escolha entre crescimento e preservação", segundo Till Christian Budelmann, diretor de investimentos do banco privado suíço Bergos.

"Singapura é excelente para capturar o crescimento asiático, mas a Suíça continua sendo o principal porto de ancoragem do mundo para a preservação de capital", diz Budelmann. Ele acrescenta que o país alpino "oferece um nível de distância sistêmica de focos geopolíticos que Singapura nem sempre pode garantir".

Além da retração imediata, o conflito ameaça o apelo de longo prazo de Dubai para expatriados e empresas. O estilo de vida cosmopolita da cidade ajudou a impulsionar um boom imobiliário que fez os preços de mansões de alto padrão quase dobrarem entre a pandemia e o fim de 2024.

Agora, muitos estão preocupados com o setor. Em março, o valor total das transações residenciais caiu quase 20% na comparação mensal, para cerca de 10,1 bilhões de dólares (R$ 50 bilhões), informou a Bloomberg no mês passado.

Projeções para o mercado imobiliário de Dubai feitas pelo Citi Research e pela consultoria Knight Frank agora apontam para uma possível correção de preços entre 7% e 15%.

Apesar dos ataques iranianos, a maioria dos indivíduos de alto patrimônio não está deixando Dubai, mas diversificando.

Budelmann descreve esse movimento como "hibridismo estratégico", no qual os clientes mantêm seus negócios operacionais e alguns ativos nos Emirados, mas transferem a riqueza de longo prazo e, em muitos casos, estabelecem uma residência secundária em Singapura ou na Suíça.

Cerca de um quinto dos clientes de Lin baseados em Dubai planeja permanecer onde está e vê a instabilidade causada pela guerra como temporária.

Para muitos outros, ter uma base em outro lugar passou a ser considerado uma apólice de seguro essencial.

Antes da guerra, a economia de Dubai estava em plena expansão. Em 2025, o emirado registrou crescimento do PIB de cerca de 4,7% nos primeiros nove meses do ano.

Um recorde de 9.800 milionários se mudou para Dubai no ano passado, levando consigo cerca de 63 bilhões de dólares (R$ 314 bilhões) em nova riqueza, segundo a consultoria Henley and Partners.

O emirado oferece imposto de renda zero para pessoa física, não cobra imposto sobre ganhos de capital nem sobre herança e aplica um imposto corporativo de apenas 9% sobre lucros acima de cerca de 100 mil dólares (R$ 498 mil). Empresas em zonas de livre comércio não pagam imposto algum sobre a renda qualificada.

Inicialmente um modesto assentamento no deserto, Dubai passou os últimos 50 anos expandindo os limites da inovação e da engenharia.

Analistas acreditam que, se o cessar-fogo se mantiver e a confiança retornar rapidamente, Dubai pode se recuperar com rapidez. Eles também alertam contra descartar a cidade que abriga o prédio mais alto do mundo – o Burj Khalifa – e uma longa lista de outros projetos aparentemente impossíveis que se tornaram ícones globais.

Antes da guerra, o governante de Dubai, o xeique Mohammed bin Rashid al-Maktoum, colocou em marcha planos para transformar o aeroporto de Dubai no maior hub de aviação do mundo e dobrar o tamanho da economia até 2033.

Outros projetos audaciosos também estão previstos para o futuro da cidade, como planos para uma passarela climatizada de 93 quilômetros, conhecida como The Loop, o maior sistema de recifes artificiais do mundo, com mais de 1 bilhão de corais, e um chamativo hotel na forma da Lua, voltado para o turismo de luxo.

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Maioria dos eleitores dos EUA reprova gestão econômica de Trump, aponta pesquisa do Financial Times

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/05/2026 05:49

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O presidente Donald Trump discursa antes de assinar uma proclamação no Salão Oval da Casa Branca, na terça-feira, 5 de maio de 2026, em Washington — Foto: AP/Jacquelyn Martin

A inflação elevada, o aumento do custo de vida e os impactos da guerra no Irã estão corroendo a confiança dos eleitores americanos na condução da economia pelo presidente Donald Trump. É o que mostra uma nova pesquisa divulgada neste domingo (10) pelo Financial Times, a seis meses das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

Segundo o levantamento, realizado pela empresa Focaldata entre os dias 1º e 5 de maio com 3.167 eleitores registrados, cerca de 58% dos entrevistados desaprovam a forma como Trump lida com a inflação e o custo de vida — hoje apontados como os principais problemas do país.

O resultado representa um alerta para o Partido Republicano. Além da inflação, mais da metade dos entrevistados também desaprova a atuação do presidente em áreas como emprego, economia em geral e política externa, de acordo com a análise publicada pelo jornal britânico.

As críticas se estendem à política comercial da Casa Branca. Segundo a pesquisa, 55% dos eleitores afirmam que as tarifas impostas pelo governo prejudicaram a economia dos Estados Unidos. Apenas cerca de um quarto avalia que as medidas trouxeram benefícios.

A rejeição não se restringe a eleitores democratas. Independentes e até parte dos republicanos também demonstram insatisfação com a política tarifária, ainda que em menor grau, segundo o levantamento.

A pesquisa foi realizada em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio. Ataques aéreos conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, desencadearam uma escalada militar que já afeta o mercado global de petróleo.

O reflexo mais imediato foi sentido nos combustíveis. O preço médio da gasolina nos Estados Unidos chegou a cerca de US$ 4,60 por galão. O valor é quase 50% acima do nível registrado antes da escalada do conflito, segundo o Financial Times.

A percepção dos eleitores, no entanto, é diferente: 54% desaprovam a condução do presidente na guerra contra o Irã. Entre republicanos, cerca de 20% também demonstram insatisfação, indicando divisões dentro da própria base de apoio.

O desgaste econômico e externo se reflete na avaliação geral do governo. De acordo com a pesquisa, 54% dos eleitores desaprovam o desempenho de Trump como presidente, enquanto 39% aprovam.

Entre eleitores independentes — grupo considerado decisivo nas eleições legislativas — a rejeição é ainda maior: mais de 58% têm avaliação negativa do presidente.

A poucos meses das eleições de meio de mandato, o levantamento indica vantagem dos democratas na disputa pelo Congresso.

Segundo o Financial Times, o partido aparece oito pontos à frente dos republicanos entre eleitores registrados, diferença que aumenta entre independentes.

Atualmente, os republicanos controlam a Câmara dos Representantes e o Senado. O desgaste econômico e a queda na popularidade do presidente podem, segundo a análise, abrir espaço para uma possível virada democrata nas eleições de novembro.

Procurada pela Financial Times, a Casa Branca minimizou os resultados da pesquisa. Em nota ao Financial Times, um porta-voz afirmou que medidas como cortes de impostos, desregulamentação e a política energética do governo mantêm a economia em uma “trajetória sólida”.

Segundo o governo, a expectativa é de que a redução das tensões no setor energético contribua para queda nos preços da gasolina, aumento dos salários reais e desaceleração da inflação.

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Empresas com licença-maternidade estendida diminuem; 380 mil mulheres foram demitidas após retorno

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/05/2026 04:45

Trabalho e Carreira Empresas com licença-maternidade estendida diminuem; 380 mil mulheres foram demitidas após retorno Receita Federal excluiu mais de 22 mil empresas do Programa Empresa Cidadã por irregularidades cadastrais ou incompatibilidade com o regime tributário. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

O número de empresas no Programa Empresa Cidadã caiu 71% após auditoria da Receita Federal. Mais de 22 mil organizações foram excluídas por irregularidades.

A licença-maternidade estendida perdeu espaço nas empresas. Os afastamentos acima de 120 dias caíram de 11% em 2023 para 8% em 2026.

Entre os pais, também houve queda na adesão à licença-paternidade ampliada. Cresceu o número de trabalhadores que utilizaram apenas os cinco dias previstos em lei.

Dados do eSocial mostram que mais de 380 mil mulheres foram demitidas após o retorno da licença-maternidade entre 2020 e 2025.

O Brasil registrou uma queda no número de empresas que oferecem licença-maternidade estendida. É o que mostra um levantamento da Receita Federal, obtido pelo g1 com exclusividade.

O número de empresas participantes do Programa Empresa Cidadã caiu de 30.545, em 2024, para 8.862, em 2025 — uma redução de cerca de 71%. Em 2026, o total permaneceu praticamente estável, com 8.858 empresas cadastradas.

Segundo a Receita Federal, a queda ocorreu após uma auditoria realizada em 2024, que resultou na exclusão de 22.207 empresas do programa. As organizações foram retiradas por irregularidades cadastrais ou incompatibilidade com o regime tributário exigido para acesso ao benefício fiscal.

🔎 Criado em 2008, o Programa Empresa Cidadã permite que empresas ampliem a licença-maternidade de 120 para 180 dias e a licença-paternidade de cinco para 20 dias. Em contrapartida, podem deduzir do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) o valor pago às funcionárias durante os dois meses adicionais.

Entre os setores econômicos, a maior presença de empresas cadastradas está na indústria de transformação, com 1.994 participantes. Em seguida aparecem o comércio e a reparação de veículos automotores e motocicletas, com 1.966 empresas.

Também se destacam os setores de informação e comunicação, com 1.065 organizações, e as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com 1.026 empresas.

Antes da auditoria, o programa vinha registrando crescimento ao longo da última década. A série histórica mostra que, em 2010, havia 10.947 empresas participantes. O número continuou aumentando nos anos seguintes até atingir o pico de 30.545 organizações em 2024.

Os dados da Receita vão ao encontro de um levantamento da VR. Com base em cerca de 4 milhões de trabalhadores formais que utilizam os serviços de RH Digital da companhia, o estudo aponta queda na adesão às licenças ampliadas.

Segundo o levantamento, os afastamentos superiores a 120 dias representaram 8% do total até o primeiro trimestre de 2026. O percentual era de 10% em 2025 e 2024, e de 11% em 2023.

Em números absolutos, foram registrados cerca de 400 casos de licença estendida nos três primeiros meses de 2026, ante 1,6 mil em 2025 e 2024, e aproximadamente 1,5 mil em 2023.

Já a licença-maternidade padrão, de 120 dias, concentrou a maior parte dos afastamentos no período analisado, representando 76% dos casos. Foram 3,9 mil registros até março de 2026, 12,6 mil em 2025, 11,5 mil em 2024 e 10,4 mil em 2023.

Entre os pais, os dados mostram um leve aumento no número de afastamentos após o nascimento dos filhos, embora a adesão à licença-paternidade estendida também esteja em queda.

As licenças superiores a 20 dias — permitidas pelo Programa Empresa Cidadã — recuaram de 9% dos pedidos em 2023 para 6% em 2025. No primeiro trimestre de 2026, o índice ficou em 5%.

Os afastamentos intermediários, entre cinco e 19 dias, geralmente viabilizados pela combinação de férias, banco de horas e folgas, também diminuíram no período, passando de 18% para 14%.

Em contrapartida, cerca de três em cada quatro trabalhadores utilizaram apenas os cinco dias de licença previstos na legislação. A proporção subiu de 73% em 2023 para 77% em 2025. Foram registrados 1,9 mil casos até março de 2026, 6,3 mil em 2025, 5,6 mil em 2024 e 5,1 mil em 2023.

Dados do eSocial, obrigatórios desde janeiro de 2020 para o registro de demissões, mostram que mais de 380 mil mulheres foram desligadas do emprego nos últimos cinco anos após o retorno da licença-maternidade.

O levantamento foi realizado pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e considera demissões ocorridas em até dois anos após o término da licença. Entre 2020 e 2025, foram registrados:

383.737 dispensas sem justa causa;265.515 pedidos de demissão;13.544 distratos, modalidade de rescisão em comum acordo;50.545 desligamentos em empresas participantes do Programa Empresa Cidadã.

A Secretaria de Inspeção do Trabalho ressalta que não há um levantamento específico sobre demissões ocorridas durante o período de estabilidade, já que o eSocial não possui campo próprio para registrar gestação ou estabilidade provisória.

Por isso, casos desse tipo chegam ao Ministério do Trabalho principalmente por meio de denúncias feitas pelas próprias trabalhadoras, o que dificulta a consolidação de estatísticas mais precisas.

De acordo com Bemergui, coordenadora nacional de Combate à Discriminação, ao Assédio e à Violência e Promoção da Igualdade de Oportunidades no Trabalho (Conaigualdade), a permanência das mulheres no mercado de trabalho após a licença-maternidade ainda é um desafio estrutural.

Ela afirma que muitos empregadores não adotam políticas efetivas de apoio ao compartilhamento das responsabilidades de cuidado.

Dados do Relatório de Transparência Salarial do segundo semestre de 2025 indicam que menos da metade das empresas com mais de 100 empregados no Brasil possui políticas de flexibilização de jornada voltadas à parentalidade.

Outro problema apontado é a falta de estruturas de apoio ao cuidado infantil. Fiscalizações realizadas pela SIT em 2024 e 2025 identificaram alto descumprimento da obrigação prevista na CLT de oferecer local para guarda dos filhos das trabalhadoras ou auxílio-creche.

A auditora afirma ainda que a elevada concentração de demissões após o retorno da licença-maternidade pode indicar discriminação no ambiente de trabalho. A confirmação, no entanto, depende de fiscalização com análise documental e investigação conduzida pela auditoria fiscal do trabalho.

Caso a prática discriminatória seja comprovada, a empresa pode receber auto de infração e multa administrativa. Trabalhadoras que se sentirem discriminadas podem registrar denúncia no canal do Ministério do Trabalho, procurar o sindicato da categoria ou acionar o Ministério Público do Trabalho (MPT).

Segundo a Secretaria, os dados do eSocial também são utilizados para identificar padrões de desligamento após a licença-maternidade e orientar ações de fiscalização em empresas ou setores que concentrem esses casos.

As informações, porém, funcionam apenas como indícios. A confirmação da discriminação ocorre durante investigação conduzida pela auditoria fiscal do trabalho.

A legislação brasileira garante uma série de direitos às mulheres desde a confirmação da gravidez até o período posterior ao parto.

Segundo a advogada trabalhista Ana Gabriela Burlamaqui, sócia do escritório A. C. Burlamaqui Advogados, a gestante tem estabilidade no emprego desde a confirmação da gravidez, independentemente de a trabalhadora ou a empresa já terem conhecimento da gestação.

Isso significa que, até cinco meses após o parto, a trabalhadora não pode ser demitida sem justa causa. Durante esse período, também tem direito à licença-maternidade de 120 dias, sem alteração no salário ou no vínculo empregatício.

Nas empresas participantes do Programa Empresa Cidadã, esse prazo pode ser prorrogado por mais 60 dias, fazendo com que a licença chegue a 180 dias. Convenções ou acordos coletivos firmados com sindicatos também podem ampliar esse período.

A advogada destaca ainda que mudanças recentes na legislação passaram a prever que o início da licença-maternidade ocorra a partir da alta hospitalar da mãe ou do recém-nascido — o que ocorrer por último —, garantindo maior proteção em casos de internação prolongada.

Possibilidade de transferência de função, sem redução salarial, quando as atividades representarem risco à saúde da mãe ou do bebê;Liberação para pelo menos seis consultas médicas e exames durante a gravidez, sem prejuízo do salário.

Apesar dessas garantias, a advogada ressalta que a estabilidade está vinculada à condição de gestante, e não ao período da licença-maternidade.

Assim, após o fim do prazo legal de estabilidade, não há garantia automática de permanência no emprego, exceto quando houver previsão em acordos coletivos ou políticas internas da empresa. Ainda assim, demissões relacionadas à maternidade podem ser consideradas discriminatórias.

Segundo Burlamaqui, situações como dispensa logo após o retorno ao trabalho, ausência de avaliações negativas anteriores ou alegações de baixo desempenho sem histórico documentado podem levantar suspeitas de discriminação.

Nesses casos, a Justiça do Trabalho pode reconhecer a prática como discriminação de gênero. Com base na Lei nº 9.029/1995, que proíbe práticas discriminatórias na relação de trabalho, a trabalhadora pode optar entre:

Ser reintegrada ao emprego, com pagamento dos salários do período afastado;Receber indenização em dobro, além de possíveis danos morais.

“A maternidade não altera, por si só, os parâmetros de desempenho esperados no trabalho. A proteção legal existe justamente para evitar que a maternidade seja tratada como obstáculo à trajetória profissional das mulheres”, afirma a advogada.

Ela ressalta que o desafio, especialmente em um país marcado por desigualdades sociais, é garantir que essa proteção se traduza em condições reais para que as mulheres possam conciliar maternidade e carreira sem sofrer discriminação ou perda de oportunidades.

Gestante possui estabilidade no emprego desde a confirmação da gravidez — Foto: Reprodução / Tribunal Superior do Trabalho

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As colegas de trabalho que tinham a mesma tatuagem e descobriram que eram irmãs

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/05/2026 04:45

Trabalho e Carreira As colegas de trabalho que tinham a mesma tatuagem e descobriram que eram irmãs Julia Tinetti e Cassandra Madison cresceram a apenas 15 minutos de carro uma da outra e foram amigas por anos antes que testes revelassem que eram irmãs Por BBC

Quando se conheceram, Cassandra Madison (à esquerda) e Julia Tinetti não faziam ideia de que eram irmãs — Foto: Julia Tinetti

Julia Tinetti e Cassandra Madison tinham muito em comum e, pouco depois de se conhecerem trabalhando no mesmo bar, viraram grandes amigas. Na época, nenhuma das duas imaginava o quanto eram próximas.

Tinetti e Madison cresceram nos anos 1990 em Connecticut, nos Estados Unidos. Embora não se conhecessem na infância, moravam a cerca de 15 minutos uma da outra, e ambas eram adotadas.

Quando criança, Madison sempre pensava sobre sua mãe biológica e sonhava em conhecê-la um dia. Ela se perguntava se tinha herdado dela o sorriso ou os olhos. Sabia que sua família biológica vinha da República Dominicana, no Caribe.

"Eles decidiram me entregar para adoção porque eram muito, muito, muito, muito pobres e simplesmente não tinham condições de me criar", diz Madison.

No começo da vida adulta, Madison tentou encontrar a família biológica, mas não tinha certidão de nascimento, e todas as tentativas fracassaram.

Aos 19 anos, tatuou a bandeira da República Dominicana no braço para lembrar suas origens. "Ser dominicana é motivo de muito orgulho para mim", afirma.

Cinco anos depois, Madison começou a trabalhar como garçonete em um bar. Foi lá que conheceu Tinetti, que reparou na tatuagem da bandeira dominicana em seu braço.

Madison (à esquerda) e Tinetti (à direita) foram adotadas ainda bebês na República Dominicana — Foto: Cassandra Madison and Julia Tinetti

Por coincidência, Tinetti também tinha uma tatuagem da bandeira da República Dominicana, no caso dela, nas costas. Ela fez a tatuagem aos 22 anos, como uma lembrança do lugar onde também havia nascido.

"Eu disse algo como: 'Sim, fui adotada de lá'", conta Tinetti. "E [ela] respondeu: 'Espera, porque eu também fui adotada de lá.' Aquilo me paralisou."

As duas começaram então a perguntar a outras pessoas: "'Vocês acham que a gente se parece?' E elas respondiam: 'Sim, vocês se parecem'", lembra Tinetti. Pouco depois, já brincavam dizendo que eram irmãs. Madison chegou a sugerir que usassem roupas iguais para parecerem ainda mais parecidas.

O reencontro no aeroporto foi muito emocionante, com toda a família reunida para receber as irmãs — Foto: Julia Tinetti

Tudo começou como brincadeira, mas em determinado momento elas passaram a cogitar a possibilidade de serem parentes. Decidiram comparar os documentos de adoção, mas nada indicava que fossem irmãs. Os papéis mostravam que haviam nascido em lugares distintos e que suas mães biológicas tinham sobrenomes diferentes.

Com o passar do tempo, as duas mudaram de emprego e seguiram caminhos diferentes. Tinetti permaneceu em Connecticut, enquanto Madison se mudou para a Virgínia, também nos EUA. Elas continuaram em contato, mas a distância fez com que deixassem de ser tão próximas como antes.

Anos depois, Madison ganhou de Natal um kit de teste genético. Por meio dele, encontrou uma prima, que lhe contou que sua mãe biológica havia morrido em 2015. A notícia foi devastadora, mas a prima a ajudou a localizar outros membros da família, incluindo o pai biológico.

Madison então marcou uma ligação com o pai biológico, Adriano Luna Collado, que relatou parte do que aconteceu quando ela foi entregue para adoção. Segundo ele, a família era tão pobre que dormia em chão de terra batida.

Quando a mãe de Madison estava grávida dela, o irmão mais velho também estava muito doente, e o pai concluiu que a única forma de a família sobreviver seria entregá-la para adoção.

Pouco depois, Madison começou a planejar uma viagem para a República Dominicana. Toda a família biológica a esperava no aeroporto usando camisetas com fotos dela. Madison correu para os braços do pai, os dois se abraçaram e choraram juntos.

A viagem foi maravilhosa, mas a volta para casa trouxe uma reviravolta inesperada. Uma mulher chamada Molly entrou em contato. Ela havia sido a melhor amiga de infância de Tinetti. Os pais das duas viajaram juntos dos EUA para a República Dominicana para adotar as filhas.

Molly acreditava ser irmã biológica de Madison porque as duas tinham o mesmo nome de mãe nas certidões de nascimento. Mas testes de DNA revelaram que elas não eram irmãs — apenas primas distantes — e que o nome na certidão estava errado.

Molly, no entanto, tinha uma foto da mãe biológica de Madison que, segundo ela, era idêntica a Tinetti. Por isso, insistiu que, na verdade, Madison e Tinetti eram irmãs.

Madison e Tinetti, fotografadas com o pai biológico e a filha de Madison, descobriram uma família cuja existência desconheciam — Foto: Julia Tinetti

Madison ligou para o pai biológico por vídeo e perguntou se os pais haviam entregue outro bebê para adoção.

"Parecia que ele tinha perdido o chão", diz Madison. "Então respondeu: 'Sim, entreguei.' E eu fiquei: 'Meu Deus. Você nunca me contou isso.'"

Com a nova revelação, Madison sentiu que não havia tempo a perder. Assim que pôde, conseguiu outro kit de teste genético e dirigiu por oito horas, atravessando uma tempestade de neve, até a cidade onde Tinetti morava.

Os resultados demoraram duas semanas e meia para sair. A espera foi angustiante para as duas. Nenhuma delas conseguia se concentrar no trabalho enquanto aguardava a notícia.

"Sinceramente, isso é uma loucura", afirma Tinetti. "Esse tempo todo nós éramos irmãs e nem sabíamos."

Madison chorou ao descobrir. Ela contou ao pai, que ficou radiante e quis conhecer Tinetti o quanto antes. Então, as irmãs começaram a planejar uma viagem juntas para a República Dominicana.

Quando chegaram, toda a família mais uma vez as esperava no aeroporto, desta vez usando camisetas com fotos das duas. O pai caminhou até Tinetti, deu um abraço apertado nela e disse: "Mi hija" ("minha filha", em espanhol).

Tinetti e Madison foram recebidas pela família com camisetas estampadas com a frase: "Bem-vindas à sua família" — Foto: Julia Tinetti

A primeira viagem das duas como irmãs foi cheia de alegria, música e dança. Collado afirma que reencontrar as filhas foi o maior presente que Deus já lhe deu.

"Estou muito feliz, verdadeiramente feliz. Toda vez que elas vêm me visitar, meu coração se enche de alegria. Nós as recebemos com amor e carinho, como toda família deveria fazer", afirma. "É uma história bonita. Nem todo mundo tem uma história assim para contar."

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Como a indústria de autopeças da Argentina passou a sofrer com a ‘terapia de choque’ de Milei

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/05/2026 03:44

Carros Como a indústria de autopeças da Argentina passou a sofrer com a 'terapia de choque' de Milei Enquanto commodities avançam, pequenas e médias indústrias enfrentam queda de produção, fechamento de fábricas e demissões. Por Reuters

Dentro de uma pequena fábrica familiar de autopeças nos arredores de Buenos Aires, na Argentina, as linhas de produção desaceleraram.

A fábrica opera abaixo de sua capacidade, enquanto a empresa, a Suspenmec, tenta competir com a entrada maciça de peças importadas mais baratas, especialmente as vindas da China.

A mudança no mercado argentino aconteceu após afrouxar de forma significativa as regras do comércio exterior.

As vendas da empresa caíram cerca de 30% neste ano. A Suspenmec produz aproximadamente 600 tipos de componentes para sistemas de suspensão.

As reformas econômicas adotadas pelo presidente Javier Milei — como a redução das barreiras às importações e a política de um peso mais valorizado — ajudaram a estabilizar a economia. No entanto, para muitas pequenas e médias indústrias, que durante anos estiveram protegidas da concorrência externa, a mudança foi rápida e difícil.

As importações de autopeças cresceram 11,6% em 2025 em relação ao ano anterior, alcançando cerca de US$ 10,32 bilhões, segundo dados da entidade do setor AFAC.

As importações provenientes da China, por sua vez, cresceram 80,9% no mesmo período, atingindo US$ 1,46 bilhão — embora o Brasil continue sendo o principal fornecedor.

“É preocupante. Sentimos o impacto das importações livres de tarifas de tantas marcas”, disse Lucas Panarotti, sócio da Suspenmec, ao lado de máquinas paradas na fábrica.

Outros fabricantes de autopeças, como a sueca SKF e a norte-americana Dana, fecharam algumas de suas unidades na Argentina.

As dificuldades enfrentadas pelos produtores locais se refletem na queda da produção de autopeças, que recuou 22,5% nos dois primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2025, segundo o instituto oficial de estatísticas INDEC, que não informou os volumes produzidos.

A produção de veículos, que chegou a 490 mil unidades em 2025, caiu 19% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

“É um ponto de inflexão. Entramos muito rapidamente em um novo ecossistema, no qual a abertura da economia e do comércio internacional passou a pressionar as empresas industriais argentinas”, afirmou Nicolas Ballestrero, CEO do Grupo Corven, que registrou queda na produção e nas exportações neste ano.

Especialistas afirmam que, para se adaptar, a indústria automotiva argentina precisa se especializar mais e ampliar suas exportações.

Andres Civetta, economista especializado no setor industrial da consultoria Abeceb, estima que, no futuro, o país poderia exportar cerca de 400 mil veículos comerciais leves por ano — acima dos aproximadamente 280 mil enviados no ano passado — principalmente para o Brasil e outros mercados da América Latina.

A situação no setor de autopeças reflete uma tendência mais ampla, que favorece grandes exportadores de commodities, enquanto boa parte da indústria argentina voltada ao mercado interno enfrenta dificuldades.

Embora o superávit comercial do país sul-americano tenha aumentado para US$ 2,5 bilhões em março, 24.180 empresas — cerca de 5% do total em operação — fecharam as portas entre novembro de 2023, pouco antes de Milei assumir com uma agenda libertária de direita, e janeiro deste ano, segundo a consultoria Fundar.

Dados do INDEC indicam que a atividade econômica caiu 2,1% em fevereiro na comparação anual, enquanto setores como mineração, agropecuária e pesca registraram crescimento entre 8% e 15%. A indústria de transformação, no entanto, recuou 8,7%, e o comércio varejista teve queda de 7%.

“Com um peso que se valorizou 10% em relação a dezembro passado, o que implica uma inflação em dólar de 10%, haverá muitas dificuldades para empresas que produzem e competem com importados conseguirem ter sucesso”, disse Ricardo Delgado, economista que dirige a consultoria Analytica.

Delgado, que projeta um crescimento econômico de cerca de 2% na Argentina em 2026, afirmou que o principal problema é que os setores mais prejudicados pelo modelo econômico de Milei geram mais empregos e arrecadação de impostos do que outros, o que pode comprometer o superávit fiscal defendido pelo governo.

Esse cenário representa um equilíbrio delicado para Milei às vésperas de sua tentativa de reeleição. Uma pesquisa da consultoria Giacobbe & Associates indica taxa de aprovação de 36%, quase seis pontos percentuais abaixo do registrado em março.

O índice de confiança no governo, calculado pela Universidade Torcuato Di Tella, caiu para 2 pontos em abril, uma queda de 12% em relação ao mês anterior. O indicador é medido em uma escala de zero a 5.

As fábricas também enfrentam pressão devido à demanda enfraquecida, depois que o programa de austeridade adotado por Milei para conter a inflação reduziu o poder de compra dos argentinos.

A desaceleração também atingiu o mercado de trabalho. A taxa de desemprego subiu para 7,5% no quarto trimestre de 2025, frente a 6,4% um ano antes. Somente o setor de autopeças perdeu cerca de 5 mil postos de trabalho em 2025 — o equivalente a 10% de sua força de trabalho — segundo dados da AFAC.

Analistas afirmam que o desemprego seria ainda maior se não fosse a migração de trabalhadores demitidos para a informalidade, como atividades ligadas a aplicativos de transporte.

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Negócio 4 em 1: como casal transformou ideia em faturamento de R$ 4 milhões

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 10/05/2026 02:55

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Negócio 4 em 1: como casal transformou ideia em faturamento de R$ 4 milhões Casal uniu pizzaria, restaurante, bar e empório no mesmo espaço e apostou em expansão gradual para crescer no setor gastronômico. Por PEGN

Casal de ex-bancários criou um negócio gastronômico com quatro operações integradas no mesmo espaço.

Com investimento de R$ 2 milhões, negócio fatura cerca de R$ 4 milhões por ano. O próximo é levar o empório para o ambiente digital, com vendas online.

O que começa como um almoço pode terminar em compras, drinks e jantar — tudo no mesmo lugar. Essa é a proposta de um negócio criado por um casal de ex-bancários que decidiu apostar na gastronomia com um modelo pouco comum: quatro operações integradas em um único endereço.

Edson Leite e Cida Montagner se conheceram no banco onde trabalharam por anos como gerentes. Após a aposentadoria, o plano inicial era desacelerar, mas a vontade de empreender falou mais alto — e ganhou forma depois do contato com a pizza napolitana.

A pizzaria foi o primeiro passo. Com o tempo, o casal percebeu que poderia aproveitar a estrutura já existente para ampliar o negócio. Assim nasceram o empório, o bar e, mais recentemente, o restaurante.

A ideia sempre foi integrar as operações e oferecer diferentes experiências ao cliente em um só lugar. “Se você já tem o espaço, os equipamentos e a equipe, por que não fazer tudo isso gerar mais receita?”, resume Edson.

A estratégia permite otimizar custos e aumentar o tempo de permanência do cliente, que pode circular entre os ambientes ao longo do dia. Para garantir autenticidade, o casal buscou formação na origem do produto.

Eles viajaram até Nápoles, na Itália, para aprender a técnica tradicional da pizza napolitana e trouxeram até um forno do exterior para reproduzir a experiência no Brasil. A expansão, no entanto, foi feita com cautela.

Segundo os empreendedores, o crescimento gradual foi essencial para reduzir riscos e consolidar cada etapa antes de abrir novas frentes. Ao todo, o investimento no negócio chegou a cerca de R$ 2 milhões.

Hoje, o empreendimento fatura aproximadamente R$ 4 milhões por ano, atende entre 1.500 e 2.000 clientes por mês e conta com uma equipe de 22 colaboradores, além de cerca de 30 fornecedores.

Além da experiência integrada, outro diferencial está na gestão compartilhada. Funcionários circulam entre as operações conforme a demanda, o que aumenta a eficiência e reduz custos operacionais.

O próximo passo já está em andamento: levar o empório para o ambiente digital, com vendas online — o que deve transformar o negócio em um modelo “5 em 1”.

Para quem pensa em expandir, o casal deixa o recado: crescer exige planejamento, propósito e, principalmente, começar aos poucos. “Você domina um negócio e, a partir disso, abre novas frentes”, diz Cida.

Negócio 4 em 1: como casal transformou ideia em faturamento de R$ 4 milhões — Foto: Reprodução/PEGN

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