RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Como Países Baixos se tornaram terceiro maior exportador de alimentos do mundo apesar do território pequeno

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/05/2026 03:52

Agro Como Países Baixos se tornaram terceiro maior exportador de alimentos do mundo apesar do território pequeno Reportagem mergulhou no ecossistema de inovação que permitiu que o país europeu se tornasse líder na produção de alimentos, apesar de ter uma área territorial mais de 70 vezes menor que a da Argentina. Por Alejandra Martins

O professor Leo Marcelis é chefe do grupo de Horticultura e Fisiologia Vegetal da Universidade de Wageningen — Foto: Guy Ackermans/WUR

Centenas de pés de tomate crescem protegidos por uma grande estrutura de vidro. Mas esta não é uma estufa comum.

Desde os níveis de gás até a cor da luz, cada variável é monitorada por sensores que enviam as informações para computadores que, por sua vez, rodam algoritmos refinados com inteligência artificial.

O resultado é uma produção até cinco vezes maior do que a de uma estufa de baixa tecnologia na América Latina.

As plantas estão localizadas no campus da Universidade e Centro de Pesquisa de Wageningen (WUR), nos Países Baixos, um centro de renome mundial para pesquisa em produção de alimentos.

A universidade fica no coração do chamado Food Valley ("Vale da Alimentação", em tradução literal do inglês), um complexo de centros de pesquisa que permitiu que os Países Baixos se tornassem o terceiro maior exportador de alimentos do mundo (em valor monetário) com um território de pouco mais de 41.000 km², 70 vezes menor que a Argentina.

Como isso foi possível? A BBC Mundo (serviço em língua espanhola da BBC) conversou com especialistas da Universidade de Wageningen, incluindo pesquisadores latino-americanos, sobre inovações na produção de alimentos no país, possíveis aplicações na América Latina e o grande desafio para os Países Baixos: reduzir o consumo de energia e aumentar a sustentabilidade.

Tanto o clima quanto a localização geográfica favorecem os Países Baixos, afirma à reportagem o cientista Leo Marcelis, chefe do grupo de Horticultura e Fisiologia Vegetal da Universidade de Wageningen.

"Temos um clima razoável e água em abundância. Temos um clima marítimo; os verões não são muito quentes e os invernos não são extremamente frios", aponta ele.

O país também tem milhões de potenciais consumidores europeus nas proximidades, acrescenta Marcelis, e o maior porto de transbordo da Europa Ocidental para o setor agrícola, Roterdã.

Entre os principais produtos exportados estão vegetais, carne, laticínios, plantas ornamentais e flores. Os maiores mercados são Alemanha, Bélgica, França e Reino Unido, entre outros.

Estufas de alta tecnologia do país têm produtividade até cinco vezes maior que convencionais — Foto: Wageningen University & Research

Os Países Baixos são um dos principais exportadores mundiais de produtos de cacau, por exemplo, e o maior importador de grãos de cacau, que são processados ​​em produtos semiacabados, como pasta de cacau, manteiga e cacau em pó, para exportação.

Marcelis enfatiza que, historicamente, a produção agrícola no país também tem sido caracterizada por uma tradição de abertura.

"Há um aspecto muito importante que talvez nos diferencie de muitos outros países: a colaboração e a cooperação."

A troca de experiências entre os agricultores é uma tradição secular, evidente nos leilões de hortaliças e flores e nas cooperativas de produtores.

"Os agricultores costumam se encontrar semanalmente. Eles visitam as fazendas uns dos outros para ver as plantações e aprender uns com os outros."

"Nosso país é muito pequeno. Aqui na universidade, estamos mais ou menos no centro da rede. Em duas horas de carro, você pode chegar ao ponto mais ao sul ou ao extremo norte do país; para o oeste, não posso dirigir duas horas porque chegaria ao mar antes disso; e para o leste, em meia hora você está na Alemanha."

Rotterdam é o maior porto de transbordo da Europa Ocidental para o setor agrícola — Foto: Getty Images via BBC

Para além das condições geográficas ou das tradições, o sistema de produção de alimentos nos Países Baixos é movido por uma inovação constante.

"Aqui temos a universidade, mas também empresas derivadas da universidade, muitas vezes fundadas por pessoas que trabalham na universidade ou por alunos que criaram suas próprias empresas e querem manter-se conectados a Wageningen", explica Marcelis.

"No campus, também temos os departamentos de pesquisa de grandes empresas como a Unilever ou a FrieslandCampina, que é uma das principais cooperativas de laticínios. Você se encontra, portanto, cercado por todo um ecossistema aqui."

Mas "muitas das verbas nacionais só conseguimos obter em cooperação com uma empresa, que, por sua vez, tem de arcar com parte dos custos da pesquisa".

"Isso significa que, se pesquisamos algo, precisa estar relacionado ao que as empresas consideram relevante, o que nos obriga a colaborar com elas para facilitar a transferência dos resultados para os agricultores. Claro que também temos financiamento para pesquisa puramente fundamental."

"São estabelecidas regras sobre o grau de transparência ou confidencialidade dos resultados e sobre quando eles podem ser publicados, algo que, para nós como universidade, é importante: fazer boa ciência. E, claro, também existem acordos sobre direitos de propriedade intelectual."

Marcelis afirma que no campus da Wageningen também há departamentos de pesquisa de grandes empresas como Unilever ou FrieslandCampina — Foto: Wageningen University & Research

Esse ecossistema fomentou inúmeras inovações na produção agrícola do país, desde drones e escaneamento do solo para o uso inteligente de fertilizantes em cultivos a céu aberto até estufas de alta tecnologia.

Em estufas, "em Wageningen, desenvolveram um sistema tão eficiente que permite rendimentos de até 100 kg de tomates por metro quadrado por ano", afirma à BBC Mundo a cientista mexicana Cristina Zepeda, professora associada de fitotecnia em Wageningen.

"Em uma estufa no México, sem muita tecnologia, talvez com alguma tela de sombreamento, a produção gira em torno de 20 kg por metro quadrado por ano."

O cientista brasileiro Nilson Vieira Junior, professor associado em Wageningen especializado em fisiologia vegetal e modelagem computadorizada de culturas, disse à reportagem que, nas estufas dos Países Baixos, "o uso da terra praticamente desapareceu".

"As plantas são cultivadas em substratos, o que permite maior controle do fornecimento de nutrientes e possibilita a reutilização quase completa da água de irrigação, aumentando significativamente a eficiência do uso da água e reduzindo drasticamente o impacto ambiental e a poluição gerada na produção de alimentos", afirma.

"Esses sistemas permitem o controle preciso das condições ambientais às quais as plantações são expostas, incluindo temperatura, níveis de CO2 (dióxido de carbono), umidade relativa e radiação."

Cientista mexicana Cristina Zepeda é professora associada de ciências vegetais em Wageningen — Foto: Cristina Zepeda/Arquivo pessoal

As plantas possuem certos pigmentos que percebem diferentes cores, como vermelho, infravermelho e azul, e esses pigmentos sinalizam certas moléculas para iniciar a produção de diferentes compostos", explica a cientista.

"Com uma luz mais vermelha, por exemplo, a produção de pigmentos como antocianinas ou licopeno é ativada. Podemos moldar a planta para produzir os compostos que mais nos interessam."

"Realizamos extensos experimentos com luzes de diferentes cores e medimos como os níveis de açúcar, licopeno e amido mudam com diferentes porcentagens de luz azul ou vermelha."

Vieira Junior observa que uma das principais áreas de pesquisa atual é a criação de sistemas autônomos.

"Esses sistemas combinam sensores que monitoram variáveis ​​climáticas e o estado fisiológico das plantas com modelos de simulação de crescimento de culturas", diz ele.

"Com o auxílio da inteligência artificial, esses sistemas não apenas recomendam estratégias de manejo mais eficientes, mas também controlam automaticamente o clima e a operação da estufa.

Cientista brasileiro Nilson Vieira Junior é professor associado em Wageningen e se especializou em fisiologia vegetal e modelos computadorizados de culturas agrícolas — Foto: Nilson Vieira/Arquivo pessoal

Marcelis afirma que o próximo passo no controle de variáveis ​​será abandonar as estufas e adotar fazendas verticais em ambientes fechados, completamente independentes das condições externas ou da luz solar.

Esses sistemas se tornarão mais comuns no futuro, acrescenta ele, mas, assim como as estufas, exigem grandes quantidades de energia.

"O consumo de energia é o principal gargalo, e é por isso que grande parte de nossa pesquisa se concentra nesse aspecto", destaca Marcelis.

Para a professora Zepeda, "o maior desafio aqui nos Países Baixos é que uma enorme quantidade de energia é usada para aquecer estufas, porque temos um clima muito frio. Então, precisamos queimar gás natural e acender luzes adicionais."

"A horticultura representa 10% do consumo nacional de gás do país. É muito caro, e o governo já declarou que não se poderá usar mais gás até 2050. Tudo terá que vir de fontes renováveis", ela acrescenta.

Cada variável, como o nível de CO2 ou a cor da luz, é monitorada por câmeras e sensores — Foto: Sara Vlekke/WUR

Zepeda pesquisa atualmente como reduzir o consumo de energia fazendo com que as plantas funcionem como "baterias".

A energia renovável flutua dependendo das condições do vento e da radiação solar, e o consumo de energia na estufa também pode flutuar, explica ela.

"As plantas crescem na natureza com noites mais frias e dias mais quentes, e conseguem suportar mudanças de temperatura e luz sem perder muita produtividade. E se, por exemplo, houver excesso de produção de eletricidade e ela for mais barata, é aí que dizemos: 'Ok, vamos aquecer a estufa'."

"Precisamos dar à planta a oportunidade de acumular suas reservas de açúcar se o dia estiver muito ensolarado, e se previrmos que amanhã estará um pouco mais frio, podemos forçar a planta a usar esses açúcares."

Usar plantas como baterias exige medir constantemente com sensores quanta fotossíntese elas estão realizando, quanto açúcar estão produzindo e até mesmo modelos computacionais mais avançados.

Uma das inovações impulsionadas por Wageningen na pecuária é a redução das emissões de metano de animais ruminantes, como vacas e ovelhas.

Esse metano, um potente gás de efeito estufa, é gerado durante a fermentação dos alimentos no trato digestivo dos animais e liberado principalmente por meio de arrotos ou fezes.

"Alguns animais produzem mais metano do que outros, e isso se deve em parte a fatores genéticos", disse à BBC Mundo o professor Roel Veerkamp, ​​chefe do Departamento de Melhoramento Animal e Genômica da Universidade de Wageningen e líder da iniciativa Global Methane Genetics, um projeto com mais de 50 parceiros em 25 países, incluindo programas na África e na América Latina.

"Selecionar animais com baixas emissões em programas de melhoramento genético para a próxima geração reduzirá significativamente as emissões ao longo do tempo."

Pesquisador diz que redição em 25% de emissões de metano na pecuária em 25 anos é objetivo realista — Foto: Getty Images via BBC

"Gravamos vídeos de galinhas e vacas em grupos, ou de vacas individualmente caminhando em frente a uma câmera. A partir dos vídeos, usamos IA para monitorar seu comportamento: o quanto se movem, se se movem normalmente ou se têm problemas nas patas, se descansam o suficiente ou se movem muito pouco", explica.

"Com base nesses dados, desenvolvemos medidas para monitorar ou melhorar o bem-estar animal."

Todos os anos, pessoas de todo o mundo frequentam os cursos da escola de verão de Wageningen, incluindo o curso de estufas de alta tecnologia, que começa em 31 de agosto.

As estufas nos Países Baixos exigem um investimento significativo, mas Zepeda afirma que alguns elementos dessa tecnologia podem ser aplicados em regiões como a América Latina.

Um deles é a hidroponia, ou irrigação por gotejamento. "Aqui a água não é o problema, mas é na América Latina", ela destaca.

Luzes LED de diferentes cores permitem controlar quais compostos a planta produz — Foto: Joris Aben/WUR

Outra opção é o uso de luz adicional de diferentes cores para ajudar as plantas a produzirem mais.

Mas tanto Zepeda quanto Vieira concordam que as soluções devem ser adaptadas a cada contexto específico.

"É importante ressaltar que não se trata de um simples processo de 'copiar e colar'", afirma Vieira.

"Um exemplo claro é o controle climático em estufas. Nos Países Baixos, o principal desafio é aquecer o ambiente e fornecer luz artificial para compensar a baixa radiação solar durante o inverno.

Na América Latina, especialmente nas regiões tropicais, o desafio é praticamente o oposto: reduzir as temperaturas excessivas e melhorar o aproveitamento da alta disponibilidade de radiação solar.

Uma possível tecnologia que poderia ser transferida, segundo Zepeda, é a parede úmida ou sistema de resfriamento ativo, no qual a ventilação é feita pela passagem de água fria através de mantas em uma extremidade da estufa e pela instalação de um exaustor na outra extremidade para recircular o ar frio.

Para Vieira, "o principal valor das inovações desenvolvidas em Wageningen reside não na sua replicação direta, mas na sua adaptação inteligente, que contribui para sistemas agrícolas mais eficientes, resilientes e sustentáveis ​​na América Latina".

'As plantas são cultivadas em substratos, o que permite um maior controle do fornecimento de nutrientes e possibilita a reutilização quase total da água de irrigação', destaca Vieira. — Foto: Joris Aben/WUR

"Com uma população crescente, teremos que aumentar a produção de alimentos, preservando os recursos naturais e promovendo a inclusão socioeconômica de produtores com diferentes perfis, desde agricultores familiares até grandes produtores", destaca Vieira.

"Precisamos ser capazes de aumentar a produção de alimentos preservando simultaneamente os recursos naturais e promovendo a inclusão socioeconômica de produtores com diferentes perfis, desde agricultores familiares até grandes produtores", observa ele.

"Um dos principais desafios será produzir de forma mais eficiente e rentável, sem a necessidade de expandir as fronteiras agrícolas para preservar a biodiversidade."

"Além disso, há uma crescente necessidade de promover sistemas de agricultura regenerativa que não apenas minimizem os impactos ambientais, mas também contribuam para a recuperação de áreas degradadas."

Zepeda destaca que, enquanto no passado o foco era produzir calorias suficientes, agora a questão é: como garantir que todos tenham os nutrientes necessários?

Com as mudanças climáticas e as secas, acrescenta, é muito mais difícil produzir em campo aberto para fornecer esses nutrientes à população.

"Vejo que a horticultura tem um valor imenso", diz Zepeda. "Porque com uma estufa você pode produzir mais em uma área menor e proteger suas plantações", ressalta ela.

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Por que roupas estão tão caras na Argentina — e governo Milei estimula compras fora do país

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/05/2026 01:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%Oferecido por

Segundo um relatório da Secretaria de Comércio da Argentina publicado em março do ano passado, a Argentina tem as roupas mais caras da região — Foto: Getty Images via BBC

Em uma loja de roupas baratas em Miami Beach, nos Estados Unidos, quatro argentinos vasculham as araras, escolhem peças sem entrar no provador e empilham roupas no carrinho.

"Viemos comprar roupas nos EUA porque os preços são muito mais baixos do que na Argentina", diz Macarena, de 29 anos, em seu primeiro dia na cidade.

Para os argentinos que podem viajar ao exterior, comprar roupas em Miami — ou, mais perto, em Santiago, no Chile — virou um dos principais incentivos na hora de viajar.

"Antes de viajar, me organizei financeiramente para levar dinheiro suficiente, já reservando espaço na mala para voltar com as roupas que compraria", acrescenta Macarena.

Enquanto enchem carrinhos de compras em Miami, muitos argentinos tentam prolongar o uso de roupas gastas, recorrem a lojas de roupas de segunda mão e ao parcelamento com juros altos para renovar o guarda-roupa.

Segundo um relatório da Secretaria de Comércio da Argentina publicado em março do ano passado, a Argentina tem as roupas mais caras da região.

O estudo concluiu que uma camiseta de uma marca internacional pode custar na Argentina até 95% mais do que no Brasil, antes da redução das tarifas de importação de produtos têxteis determinada pelo governo do presidente da Argentina, Javier Milei.

Muitos argentinos levam malas para fazer compras em shoppings do Chile — Foto: Getty Images via BBC

Há vários anos, os preços das roupas na Argentina são tema de debate e dividem opiniões no país.

No início deste ano, o ministro da Economia, Luis Caputo, gerou polêmica ao afirmar: "Nunca comprei roupas na Argentina porque era um roubo". Ele acrescentou que os altos preços das peças "prejudicam quem tem menos [dinheiro]".

Segundo um relatório da consultoria Fundar, os preços das roupas na Argentina são, em média, mais altos do que no restante da região. Apesar disso, embora haja consenso de que as roupas "estão caras", não existe acordo sobre qual seria a solução.

Enquanto o setor têxtil defende a redução de impostos e proteção por meio de um câmbio mais alto, o governo de Milei aposta na abertura da economia a produtos importados, incluindo mercadorias da China.

O presidente da Câmara da Indústria Têxtil e do Vestuário da Argentina, Claudio Drescher, define o momento atual como uma "destruição da indústria têxtil na Argentina".

"Mais da metade do valor pago pelo consumidor por uma peça produzida no país corresponde a impostos", afirma Drescher à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.

Segundo Drescher, representante do setor têxtil argentino, o preço de cada peça inclui uma série de tributos, começando pelos 21% do imposto sobre valor agregado (IVA), um tributo nacional indireto cobrado sobre o consumo de bens. O IVA é a principal fonte de arrecadação do Estado argentino.

Além do IVA, há o imposto do cheque de 1,2% sobre movimentações bancárias, cobrado a cada transferência de dinheiro entre bancos. O tributo foi criado em 2001 como medida temporária, mas permanece em vigor há mais de 24 anos na Argentina (há similaridades com a extinta CPMF brasileira).

"Esse é um imposto que a maior parte dos países não costuma ter", explica à BBC News Mundo, Juan Carlos Hallak, doutor em economia pela Universidade Harvard, nos EUA, e professor de economia internacional na Universidade de Buenos Aires, na Argentina.

"É um imposto cumulativo. Isso significa que, se um parafuso é vendido e depois incorporado a uma peça, que por sua vez entra na fabricação de uma máquina, o tributo é cobrado em cada etapa do processo, nesse caso, três vezes", acrescenta Hallak, que dirigiu a subsecretaria de Inserção Internacional do governo do então presidente argentino Mauricio Macri (2015-2019).

Segundo a Câmara da Indústria Têxtil e do Vestuário da Argentina, uma peça produzida na Argentina pode custar até 30% menos no Chile — Foto: Getty Images via BBC

A esses tributos se soma ainda uma taxa de 1,8% para pagamentos feitos com cartão. E, quando a compra é parcelada, como ocorre em quase 90% das compras de roupas no país, o parcelamento adiciona ainda quase 15% em custos financeiros ao valor final.

"Uma peça produzida na Argentina e vendida no país custa entre 25% e 30% mais do que custaria se essa mesma peça fosse vendida no Chile", afirma Drescher, da Câmara da Indústria Têxtil e do Vestuário da Argentina.

Segundo dados da entidade, as vendas de marcas argentinas caíram, em média, 38% nos últimos 18 meses, o que levou ao fechamento de mais de 1.600 lojas.

Além disso, mais de 10 mil trabalhadores formais da indústria de confecção perderam o emprego. Especialistas estimam que o setor têxtil gere cerca de 300 mil postos de trabalho na Argentina.

Na semana passada, Milei afirmou durante um fórum empresarial que o que ocorre é uma "realocação da força de trabalho" e que trabalhadores demitidos poderiam "migrar mais rapidamente" para setores mais competitivos da economia.

Desde que Milei assumiu o governo, foram derrubados 24 impostos. As medidas, no entanto, não atingiram a indústria têxtil, mas outros setores da economia.

"O governo reduziu impostos internos sobre produtos como carros de luxo. Na minha opinião, neste momento de transição vivido pela Argentina, teria sido preferível reduzir o imposto sobre movimentações bancárias", afirma Hallak, das universidades Harvard e de Buenos Aires.

O preço alto das roupas não é explicado apenas pela elevada carga tributária e pelo chamado "atraso cambial", que torna produtos fabricados na Argentina caros tanto dentro quanto fora do país.

Segundo especialistas, o problema também está ligado às barreiras à importação de roupas em vigor há anos na Argentina e que o atual governo vem reduzindo.

Antes do governo de Milei, que assumiu o poder no fim de 2023, roupas produzidas no exterior pagavam tarifa de 35% para entrar na Argentina.

"Em geral, os países cobram tarifas de importação, mas as taxas aplicadas pela Argentina ao setor têxtil eram bastante altas", explica Hallak sobre as medidas de proteção à indústria têxtil.

O atual governo afirma que essa política de proteção transforma alguns empresários argentinos em "caçadores de zoológico", expressão usada para descrever produtores que, sem concorrência externa, conseguem definir preços com maior liberdade.

Por isso, no ano passado, o governo anunciou a redução das tarifas de importação para roupas e calçados vindos do exterior, que passaram de 35% para 20%, "com o objetivo de reduzir os preços locais e aumentar a concorrência".

"A Argentina continua sendo o país com as roupas mais caras da região e do mundo", afirmou Caputo, ao anunciar a medida. "Seguimos reduzindo impostos e tarifas para estimular a concorrência e continuar reduzindo a inflação", acrescentou.

Além de reduzir tarifas de importação, o governo passou a permitir pequenas compras internacionais via courier, sistema que possibilita comprar produtos pela internet diretamente de lojas no exterior.

Muitos argentinos comemoraram a possibilidade de fazer compras online em marcas como a Shein, que oferecem peças muito mais baratas do que as produzidas na Argentina, algo até então incomum no país.

Vale lembrar que, em 2024, o Brasil seguiu um caminho diferente ao adotar uma lei que estabeleceu a taxação em 20% para compras internacionais de até US$ 50 em plataformas internacionais como Shein, Shopee e AliExpress, popularmente conhecida como "taxa das blusinhas". A taxação foi uma resposta do governo ao pleito de varejistas, após o forte aumento das compras digitais durante a pandemia, e diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e aqueles importados através das plataformas online.

A medida brasileira, criticada por parte dos consumidores por causa da elevação do custo, teve como efeito a redução das importações e um aumento da arrecadação fiscal.

Macarena, a argentina citada no início desta reportagem que faz compras em Miami, ainda não se sente segura para comprar roupas pela internet diretamente da China, mas diz que pretende experimentar porque amigas já fizeram isso e "deu tudo certo".

Além da redução das tarifas de importação e da liberação do comércio eletrônico, o governo argentino também extinguiu as chamadas "licenças não automáticas de importação", como parte da abertura comercial.

A medida reverteu uma decisão do governo de Alberto Fernández (2019-2023), que exigia autorizações obrigatórias para importadores. A regra, uma barreira não tarifária, tinha como objetivo restringir a entrada de determinados produtos estrangeiros.

Na prática, empresas estrangeiras precisavam obter autorização especial para importar roupas para a Argentina.

"Isso levou a regulações discricionárias. Se você tem o poder de conceder permissões, decide para quem concede e para quem não concede", explica Hallak, das universidades Harvard e de Buenos Aires.

As medidas recentes adotadas pelo governo argentino provocaram um forte impacto no setor têxtil argentino.

Segundo a Câmara da Indústria Têxtil e do Vestuário da Argentina, os preços das roupas subiram 15% no último ano, bem abaixo da inflação acumulada de 33% registrada até fevereiro de 2026. Ao mesmo tempo, a produção local de roupas caiu 15% no período.

Para os representantes do setor, a abertura às importações, somada aos altos impostos, à queda do consumo interno e ao chamado "dólar caro", reduziu a competitividade dos produtos argentinos.

Ou, como dizem os argentinos, faz com que a indústria jogue "com o campo inclinado" — expressão usada para indicar uma competição em desvantagem diante de produtos importados, principalmente da China, como os vendidos pela Shein e pela Temu.

"Não vamos produzir de tudo. Vamos produzir algumas coisas, aquelas em que somos melhores. Naquilo em que somos ruins, não teremos chance", disse Milei no fim de abril diante de um grupo de empresários argentinos.

Milei afirmou que a falta de competitividade da indústria têxtil argentina diante da China não está relacionada apenas aos custos, mas também à inovação.

"A Itália tem salários mais altos do que os nossos e, ainda assim, possui uma indústria têxtil forte. Como isso é possível? Eles competem por meio do design. Precisam encontrar uma saída", disse o presidente argentino.

"Culpar os estilistas e dizer que precisamos nos virar para competir com a China me parece uma perversidade como nunca vi na vida", respondeu o estilista argentino Benito Fernández.

Para Hallak, das universidades Harvard e de Buenos Aires, a abertura econômica é um sinal positivo para a economia argentina no longo prazo, mas a velocidade das mudanças preocupa.

"É uma abertura às importações muito agressiva em um setor extremamente sensível. Colocar pressão demais sobre esse setor de uma vez, sem dar tempo para adaptação, pode ser um erro", afirma Hallak.

Ele defende que a indústria têxtil tenha mais prazo para implementar mudanças e competir com produtos importados nos segmentos em que possa ser competitiva.

"Tudo isso leva tempo. Se o processo for rápido e abrupto, empresas que poderiam sobreviver, se adaptar e apostar em competitividade acabarão desaparecendo", conclui Hallak.

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Compass estreia na bolsa nesta segunda, em primeiro IPO na B3 desde 2021

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/05/2026 00:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%Oferecido por

A Compass, empresa de gás e energia controlada pela Cosan, faz nesta segunda-feira (11) sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) na B3.

A Compass será listada na B3 sob o código “PASS3”. A companhia definiu o preço de suas ações em R$ 28 no IPO, no piso da faixa estimada para a oferta, que ia até R$ 35 por papel.

Inicialmente, a oferta envolveu 89,3 milhões de ações, em uma operação de cerca de R$ 2,5 bilhões. Diante da demanda dos investidores, a oferta foi ampliada com lotes adicionais de ações, elevando o valor total em aproximadamente R$ 700 milhões.

Planta de biometano da OneBio, em Paulínia (SP), controlada pela Edge, empresa da Compass. — Foto: Divulgação

A Compass, empresa de gás e energia controlada pela Cosan, faz nesta segunda-feira (11) sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) na B3. É a primeira companhia a estrear na bolsa brasileira desde 2021. (leia mais abaixo)

🔎 Um IPO (Initial Public Offering) é a primeira oferta pública de ações de uma empresa. A operação marca a entrada da companhia na bolsa e permite que investidores passem a negociar seus papéis no mercado.

A Compass será listada na B3 sob o código “PASS3”. A companhia definiu o preço de suas ações em R$ 28 no IPO, no piso da faixa estimada para a oferta, que ia até R$ 35 por papel. Com isso, a operação irá movimentar cerca de R$ 3,2 bilhões.

Inicialmente, a oferta envolveu 89,3 milhões de ações, em uma operação de cerca de R$ 2,5 bilhões. Diante da demanda dos investidores, a oferta foi ampliada com lotes adicionais de ações, elevando o valor total em aproximadamente R$ 700 milhões.

💵 A operação é totalmente secundária — ou seja, não envolve a emissão de novas ações. Na prática, os papéis ofertados já pertencem a acionistas atuais, que estão reduzindo suas participações. Com isso, os recursos da oferta não irão para o caixa da companhia, mas para os vendedores.

Entre os investidores que estão vendendo ações estão a controladora Cosan, fundos da Atmos e da Brasil Capital, além de Bradesco Vida e Previdência e do grupo Bússola. Com isso, a operação serve para reforçar o caixa da Cosan. (leia mais abaixo)

O BTG Pactual atua como coordenador líder da operação — ou seja, é o banco responsável por organizar a oferta e liderar a venda das ações ao mercado. A operação também conta com Bank of America, Bradesco BBI, Citi, Itaú BBA, Santander, JPMorgan, XP, BNP Paribas e UBS BB.

Em comunicado ao mercado, a controladora Cosan informou que irá reduzir sua participação de 88% para 77,25%, podendo chegar a 75,37% caso as ações adicionais também sejam negociadas no IPO. A oferta envolve 76,8 milhões de ações, com lote suplementar que pode contemplar 13,4 milhões de papéis.

Ainda segundo a Cosan, caso todas as ações suplementares sejam vendidas, a oferta pode chegar a R$ 3,2 bilhões, dos quais R$ 2,5 bilhões ficam com a companhia. O movimento ocorre em um processo em que o grupo busca reduzir o endividamento.

Segundo o documento apresentado aos investidores para o IPO, a oferta é voltada apenas a investidores profissionais, como fundos de investimento, bancos e instituições financeiras.

Esse é o primeiro IPO na bolsa brasileira em quase cinco anos. O hiato ocorreu em meio a um cenário de juros elevados e preocupação com as contas públicas no país, o que dificultou esse tipo de operação. (entenda abaixo)

Carreta criogênica da Edge, empresa da Compass, transporta GNL do Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP) para indústrias localizadas em regiões sem acesso a gasodutos. — Foto: Divulgação

A Compass, empresa de gás e energia da Cosan, controla diversos negócios e atua em diferentes etapas do mercado de gás natural no Brasil, incluindo distribuição, infraestrutura e comercialização.

Entre seus principais ativos está a participação na Comgás, maior distribuidora de gás canalizado do país, com atuação em São Paulo.

A empresa também tem participação em outras distribuidoras, como Sulgás (RS), Compagás (PR), MS Gás e SCGás, além de operar o Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP), no Porto de Santos.

O terminal é responsável por importar gás natural liquefeito (GNL) — combustível transportado em navios e convertido novamente em gás no Brasil para abastecer o mercado nacional.

A Compass também investe na expansão da rede de distribuição para atender residências, comércios e indústrias, principalmente em regiões de forte atividade econômica.

Com cerca de 3,1 milhões de clientes conectados, a empresa opera uma rede de aproximadamente 28 mil quilômetros, por onde são distribuídos 14,4 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Desde 2020, os investimentos somaram cerca de R$ 15 bilhões, segundo a companhia.

De acordo com o documento apresentado aos investidores para o IPO, a companhia encerrou 2025 com patrimônio líquido de R$ 7,43 bilhões.

A capitalização total ajustada da empresa — indicador que reflete sua estrutura de capital e considera patrimônio líquido, empréstimos, financiamentos e debêntures — somava R$ 25,36 bilhões no fim de 2025.

O Brasil ficou mais de quatro anos sem IPOs. O último havia ocorrido em setembro de 2021, quando a empresa de insumos agrícolas Vittia estreou na bolsa de valores. Foi a 45ª abertura de capital daquele ano, segundo dados da B3.

A retomada do mercado após o hiato começou neste ano, mas no exterior. Em janeiro, o banco digital PicPay realizou sua oferta pública inicial nos Estados Unidos e levantou cerca de US$ 434,3 milhões com a oferta de aproximadamente 22,9 milhões de ações na Nasdaq.

Como mostrou o g1, a seca na bolsa brasileira ocorreu, em grande parte, devido à disparada dos juros no país nos últimos anos, movimento que levou a taxa Selic a 15% ao ano — o maior patamar em cerca de duas décadas. Atualmente, ela está em 14,50% ao ano, com perspectiva de queda.

A lógica é simples: quanto maiores os juros, maior tende a ser o retorno de aplicações de renda fixa, que costumam oferecer menos risco. Dessa forma, muitos investidores preferem direcionar recursos para esses investimentos, reduzindo o interesse por IPOs.

Além dos juros elevados, também pesou a preocupação com as contas públicas do país. Antes de lançar uma oferta inicial de ações, as empresas costumam levar em conta todo esse cenário econômico, além de fatores internos e das condições do mercado.

Apesar das incertezas provocadas pelo tarifaço do presidente dos EUA, Donald Trump, e pelos conflitos no Oriente Médio, a expectativa do mercado é de queda da taxa Selic para 13% ao ano, o que tende a melhorar o ambiente para esse tipo de operação. Para o fim de 2027, a projeção é de juros em 11% ao ano.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

O que faz a Compass, empresa que estreia na bolsa nesta segunda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/05/2026 00:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%Oferecido por

A Compass, empresa de gás e energia controlada pela Cosan, estreia nesta segunda-feira (11) na B3 com uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) que deve movimentar cerca de R$ 3,2 bilhões.

A empresa controla diversos negócios e atua em diferentes etapas do mercado de gás natural no Brasil, incluindo distribuição, infraestrutura e comercialização.

Entre seus principais ativos está a participação na Comgás, maior distribuidora de gás canalizado do país, com atuação em São Paulo.

A Compass será listada na B3 sob o código “PASS3”. A companhia definiu o preço de suas ações em R$ 28 no IPO, no piso da faixa estimada para a oferta, que ia até R$ 35 por papel. Com isso, a operação irá movimentar cerca de R$ 3,2 bilhões.

Carreta criogênica da Edge, empresa da Compass, transporta GNL do Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP) para indústrias localizadas em regiões sem acesso a gasodutos. — Foto: Divulgação

A Compass, empresa de gás e energia controlada pela Cosan, estreia nesta segunda-feira (11) na B3 com uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) que deve movimentar até cerca de R$ 3,2 bilhões. É a primeira companhia a abrir capital na bolsa brasileira desde 2021. (leia mais abaixo)

🔎 Um IPO (Initial Public Offering) é a primeira oferta pública de ações de uma empresa. A operação marca a entrada da companhia na bolsa e permite que investidores passem a negociar seus papéis no mercado.

A empresa de gás e energia controla diversos negócios e atua em diferentes etapas do mercado de gás natural no Brasil, incluindo distribuição, infraestrutura e comercialização.

Entre seus principais ativos está a participação na Comgás, maior distribuidora de gás canalizado do país, com atuação em São Paulo.

A empresa também tem participação em outras distribuidoras, como Sulgás (RS), Compagás (PR), MS Gás e SCGás, além de operar o Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP), no Porto de Santos.

O terminal é responsável por importar gás natural liquefeito (GNL) — combustível transportado em navios e convertido novamente em gás no Brasil para abastecer o mercado nacional.

A Compass também investe na expansão da rede de distribuição para atender residências, comércios e indústrias, principalmente em regiões de forte atividade econômica.

Com cerca de 3,1 milhões de clientes conectados, a empresa opera uma rede de aproximadamente 28 mil quilômetros, por onde são distribuídos 14,4 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Desde 2020, os investimentos somaram cerca de R$ 15 bilhões, segundo a companhia.

De acordo com o documento apresentado aos investidores para o IPO, a companhia encerrou 2025 com patrimônio líquido de R$ 7,43 bilhões.

A capitalização total ajustada da empresa — indicador que reflete sua estrutura de capital e considera patrimônio líquido, empréstimos, financiamentos e debêntures — somava R$ 25,36 bilhões no fim de 2025.

A Compass será listada na B3 sob o código “PASS3”. A companhia definiu o preço de suas ações em R$ 28 no IPO, no piso da faixa estimada para a oferta, que ia até R$ 35 por papel. Com isso, a operação irá movimentar cerca de R$ 3,2 bilhões.

Inicialmente, a oferta envolveu 89,3 milhões de ações, em uma operação de cerca de R$ 2,5 bilhões. Diante da demanda dos investidores, a oferta foi ampliada com lotes adicionais de ações, elevando o valor total em aproximadamente R$ 700 milhões.

💵 A operação é totalmente secundária — ou seja, não envolve a emissão de novas ações. Na prática, os papéis ofertados já pertencem a acionistas atuais, que estão reduzindo suas participações. Com isso, os recursos da oferta não irão para o caixa da companhia, mas para os vendedores.

Entre os investidores que estão vendendo ações estão a controladora Cosan, fundos da Atmos e da Brasil Capital, além de Bradesco Vida e Previdência e do grupo Bússola. Com isso, a operação serve para reforçar o caixa da Cosan.

Planta de biometano da OneBio, em Paulínia (SP), controlada pela Edge, empresa da Compass. — Foto: Divulgação

O BTG Pactual atua como coordenador líder da operação — ou seja, é o banco responsável por organizar a oferta e liderar a venda das ações ao mercado. A operação também conta com Bank of America, Bradesco BBI, Citi, Itaú BBA, Santander, JPMorgan, XP, BNP Paribas e UBS BB.

Em comunicado ao mercado, a controladora Cosan informou que irá reduzir sua participação de 88% para 77,25%, podendo chegar a 75,37% caso as ações adicionais também sejam negociadas no IPO. A oferta envolve 76,8 milhões de ações, com lote suplementar que pode contemplar 13,4 milhões de papéis.

Ainda segundo a Cosan, caso todas as ações suplementares sejam vendidas, a oferta pode chegar a R$ 3,2 bilhões, dos quais R$ 2,5 bilhões ficam com a companhia. O movimento ocorre em um processo em que o grupo busca reduzir o endividamento.

Segundo o documento apresentado aos investidores para o IPO, a oferta é voltada apenas a investidores profissionais, como fundos de investimento, bancos e instituições financeiras.

O Brasil ficou quase cinco anos anos sem IPOs. O último havia ocorrido em setembro de 2021, quando a empresa de insumos agrícolas Vittia estreou na bolsa de valores. Foi a 45ª abertura de capital daquele ano, segundo dados da B3.

A retomada do mercado após o hiato começou neste ano, mas no exterior. Em janeiro, o banco digital PicPay realizou sua oferta pública inicial nos Estados Unidos e levantou cerca de US$ 434,3 milhões com a oferta de aproximadamente 22,9 milhões de ações na Nasdaq.

Como mostrou o g1, a seca na bolsa brasileira ocorreu, em grande parte, devido à disparada dos juros no país nos últimos anos, movimento que levou a taxa Selic a 15% ao ano — o maior patamar em cerca de duas décadas. Atualmente, ela está em 14,50% ao ano, com perspectiva de queda.

A lógica é simples: quanto maiores os juros, maior tende a ser o retorno de aplicações de renda fixa, que costumam oferecer menos risco. Dessa forma, muitos investidores preferem direcionar recursos para esses investimentos, reduzindo o interesse por IPOs.

Além dos juros elevados, também pesou a preocupação com as contas públicas do país. Antes de lançar uma oferta inicial de ações, as empresas costumam levar em conta todo esse cenário econômico, além de fatores internos e das condições do mercado.

Apesar das incertezas provocadas pelo tarifaço do presidente dos EUA, Donald Trump, e pelos conflitos no Oriente Médio, a expectativa do mercado é de queda da taxa Selic para 13% ao ano, o que tende a melhorar o ambiente para esse tipo de operação. Para o fim de 2027, a projeção é de juros em 11% ao ano.

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Aplicação a partir de R$ 1, rendimento atrelado à Selic: como funciona o novo Tesouro Reserva

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/05/2026 00:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%Oferecido por

Governo lança o Tesouro Reserva, novo investimento com aplicação a partir de R$ 1 — Foto: Divulgação

Um novo tipo de investimento do Tesouro Direto, plataforma do governo federal para aplicação em títulos públicos, já está disponível para investidores que buscam alternativas mais simples e com previsibilidade de rendimento.

O Tesouro Reserva é lançado oficialmente nesta segunda-feira (11) como alternativa à poupança, aos CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e às caixinhas digitais dos bancos. O novo título permite aplicações a partir de R$ 1 e tem rentabilidade atrelada à taxa básica de juros, a Selic.

🔎 O investimento se diferencia do já conhecido Tesouro Selic pela simplificação: o Tesouro Reserva tem aplicação mínima menor, permite resgate a qualquer momento e não traz a mesma complexidade da chamada marcação a mercado — mecanismo que atualiza diariamente o preço dos títulos e que pode afetar o valor recebido pelo investidor em caso de resgate antecipado. (leia mais abaixo)

Alguns clientes do Banco do Brasil (BB) já tiveram acesso ao investimento durante a fase de testes. A liberação integral para os correntistas começou na última quinta-feira (7). Hoje, ocorre o tradicional toque da campainha na B3, a bolsa de valores brasileira, dando início à oferta do título ao público geral.

O que é o Tesouro Reserva?Quais as condições de aplicação e resgate?Qual a rentabilidade e o risco?Onde e como investir?Por que concorre com CDBs?

É um novo título de dívida pública do Tesouro Direto, plataforma do governo federal para investimentos em papéis públicos. Segundo o Ministério da Fazenda, o produto foi criado para formação de reserva financeira, “com foco em simplicidade e previsibilidade”.

O Tesouro Reserva terá investimento mínimo de R$ 1. Segundo especialistas, isso democratiza e facilita o acesso por investidores iniciantes.

O sistema permite investir e resgatar o dinheiro a qualquer hora do dia, todos os dias da semana, inclusive com possibilidade de transferência via PIX.

"Isso aproxima o Tesouro Direto da experiência que hoje o investidor já encontra nas fintechs [bancos e plataformas digitais]", avalia Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.

O vencimento do papel será de 3 anos, mas o resgate pode ser feito a qualquer momento, sem descontos.

O novo título terá rendimento atrelado à Selic, a taxa básica de juros da economia, atualmente em 14,50% ao ano. Ainda não foi detalhado, porém, se a rentabilidade será equivalente a 100% da taxa.

Por ser um título público de renda fixa emitido pelo governo federal, o investimento é considerado de baixo risco. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, o produto mira quem “quer rentabilidade, mas também quer segurança”.

🔎 O investimento não está sujeito à volatilidade diária típica da chamada marcação a mercado — mecanismo que faz o valor de títulos oscilar diariamente conforme mudam as expectativas do mercado para os juros e a inflação.

Na prática, isso significa que o valor aplicado não sofrerá oscilações no momento da compra ou do resgate, trazendo mais previsibilidade ao investidor.

O investimento já está disponível para clientes do Banco do Brasil, que desenvolveu o produto em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional.

Segundo o Ministério da Fazenda, a oferta do título em outras instituições financeiras dependerá da adesão e implementação por parte de cada banco.

A pasta acrescenta que, para investir, o processo segue o fluxo tradicional do Tesouro Direto: o cliente do Banco do Brasil deve acessar a área do Tesouro Direto no aplicativo de investimentos, selecionar o Tesouro Reserva, definir o valor da aplicação e confirmar a operação.

Nos demais bancos, a operação deverá funcionar de forma semelhante após a disponibilização do título.

Por ser um investimento prático, com valor mínimo baixo, resgate a qualquer momento e rendimento atrelado à Selic, o Tesouro Reserva se torna uma alternativa interessante aos CDBs, às caixinhas digitais e à poupança, dizem especialistas.

“O desafio será competir com o retorno de CDBs, LCIs e LCAs, que muitas vezes são mais atrativos e não têm taxas”, diz Edson Mendes, sócio-fundador da Private Investimentos.

💰Os CDBs são investimentos de renda fixa em que o cliente empresta dinheiro ao banco em troca de juros.🏠 As LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) são títulos de renda fixa usados pelos bancos para financiar o setor imobiliário, geralmente isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas.🌾 As LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) funcionam de forma semelhante às LCIs, mas os recursos são direcionados ao financiamento do agronegócio.🐷 Já nas caixinhas digitais, o banco organiza e aplica automaticamente o dinheiro do cliente em investimentos de renda fixa voltados a objetivos específicos.

“Em relação aos custos, a B3 ainda não divulgou qual será a taxa. Atualmente, os títulos do Tesouro Direto têm taxa próxima de 0,20% ao ano, cobrada em duas parcelas semestrais. No caso do Tesouro Reserva, isso ainda não está claro”, acrescenta Mendes.

Marcos Praça, da ZERO Markets, tem a mesma leitura. Ele avalia que o Tesouro Reserva tende a ser uma alternativa competitiva para a reserva de emergência, principalmente pela combinação entre segurança, rapidez no saque e previsibilidade.

"Em um ambiente de juros ainda altos no Brasil, produtos atrelados à Selic continuam muito atrativos para o investidor conservador", conclui.

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O Brasil e a nova estratégia chinesa – O Assunto #1716

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/05/2026 00:50

Podcasts O Assunto O Brasil e a nova estratégia chinesa – O Assunto #1716 O país asiático vem reduzindo sua dependência externa, especialmente de importações como soja e proteínas brasileiras, o que pode, no longo prazo, afetar exportadores. Por Victor Boyadjian

A China passa por uma transformação que afeta diretamente o Brasil. A potência asiática busca reduzir sua dependência externa — especialmente de importações como soja e proteínas brasileiras.

Pequim acelera uma estratégia de autossuficiência alimentar porque a fome, historicamente presente no país, é tratada hoje como uma "vulnerabilidade".

Diante disso, analistas avaliam que a relação bilateral permanece sólida no curto prazo, mas impõe um desafio estratégico: como o Brasil deve se posicionar diante de uma China que continua investindo aqui, mas busca depender cada vez menos do mundo?.

A China passa por uma transformação que afeta diretamente o Brasil. Como explica Larissa Wachholz, especialista do núcleo de Ásia do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), a potência asiática busca reduzir sua dependência externa — especialmente de importações como soja e proteínas brasileiras.

Pequim acelera uma estratégia de autossuficiência alimentar porque a fome, historicamente presente no país, é tratada hoje como uma "vulnerabilidade". Por isso, o 15º Plano Quinquenal, que orienta o desenvolvimento do gigante asiático, projeta um crescimento mais moderado e maior foco no fortalecimento do mercado interno. Nesse contexto, segurança alimentar e segurança nacional passam a caminhar juntas.

Esse movimento já aparece nos indicadores: na última década, a participação das importações no PIB chinês caiu de 22% para menos de 18%. Na área de alimentos, a estratégia combina tecnologia, subsídios, expansão da produção doméstica e estoques elevados — um cenário que tende a pressionar exportadores no longo prazo. Hoje, o Brasil responde por 25% de tudo o que a China importa do agronegócio global.

Diante disso, analistas avaliam que a relação bilateral permanece sólida no curto prazo, mas impõe um desafio estratégico: como o Brasil deve se posicionar diante de uma China que continua investindo aqui, mas busca depender cada vez menos do mundo?

Para Wachholz, o país também precisa ficar atento a possíveis acordos entre Estados Unidos e China e ampliar seu leque de parceiros comerciais.

Convidado: Larissa Wachholz, especialista do núcleo de Ásia do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais)

O Brasil é dependente da China? E quais os riscos disso?;Como a trégua entre EUA e China impacta as exportações de soja do Brasil;O plano da China que pode mudar a economia global;JN: A cidade que simboliza o avanço tecnológico da China;Como a China venceu corrida global das baterias para veículos elétricos;Qual é o papel da China na crise climática?;FANTÁSTICO: Da bicicleta ao carro voador: a revolução na China que atropela o Ocidente.

O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti , Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Victor Boyadjian. Colaborou neste episódio Paula Paiva Paulo.

O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

'Efeito China': aproximação com o gigante asiático pode enfraquecer a indústria no Brasil? — Foto: Getty Images via BBC

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