RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Nubank tem lucro de US$ 871,4 milhões no 1º trimestre, abaixo do esperado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 23:30

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%Oferecido por

O Nubank divulgou nesta quinta-feira (14) lucro líquido no primeiro trimestre abaixo das expectativas dos analistas, pressionado pelo aumento das provisões relacionadas ao forte crescimento da carteira de empréstimos.

A Nu Holdings reportou lucro líquido de US$ 871,4 milhões, enquanto analistas previam US$ 980 milhões. Já a receita subiu para US$ 5,3 bilhões, acima das expectativas de US$ 4,5 bilhões.

O diretor financeiro da companhia, Guilherme Lago, disse à Reuters que o lucro foi impactado pela expansão mais acelerada do crédito, o que levou a empresa a reforçar provisões de forma antecipada.

A carteira de crédito total do Nubank cresceu 40% em relação ao ano anterior, alcançando US$ 37,2 bilhões.

O índice de inadimplência entre 15 e 90 dias subiu para 5,0%, ante 4,1% no trimestre anterior. Segundo Lago, porém, o avanço reflete a sazonalidade típica do primeiro trimestre, e não uma piora na qualidade da carteira de crédito. Já a inadimplência acima de 90 dias recuou levemente, de 6,6% para 6,5%.

O Nubank divulgou nesta quinta-feira (14) lucro líquido no primeiro trimestre abaixo das expectativas dos analistas, pressionado pelo aumento das provisões relacionadas ao forte crescimento da carteira de empréstimos.

A Nu Holdings reportou lucro líquido de US$ 871,4 milhões, enquanto analistas previam US$ 980 milhões. Já a receita subiu para US$ 5,3 bilhões, acima das expectativas de US$ 4,5 bilhões.

O diretor financeiro da companhia, Guilherme Lago, disse à Reuters que o lucro foi impactado pela expansão mais acelerada do crédito, o que levou a empresa a reforçar provisões de forma antecipada.

A carteira de crédito total do Nubank cresceu 40% em relação ao ano anterior, alcançando US$ 37,2 bilhões.

O índice de inadimplência entre 15 e 90 dias subiu para 5,0%, ante 4,1% no trimestre anterior. Segundo Lago, porém, o avanço reflete a sazonalidade típica do primeiro trimestre, e não uma piora na qualidade da carteira de crédito. Já a inadimplência acima de 90 dias recuou levemente, de 6,6% para 6,5%.

O Nubank encerrou março com 135,2 milhões de clientes, incluindo mais de 15 milhões no México, onde a operação atingiu o ponto de equilíbrio pela primeira vez.

A empresa também afirmou que adotará uma estratégia cautelosa para a expansão nos Estados Unidos, com investimentos limitados a menos de 100 pontos-base do índice de eficiência consolidado em 2026 e 2027.

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Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 65 milhões; veja números do concurso 3.008

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 21:59

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 65 milhões; veja números do concurso 3.008 O prêmio para o ganhador da edição desta quinta-feira (14) é de R$ 56.9 milhões. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3.008 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (14), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 56.9 milhões. No entanto, Ninguém levou a faixa principal, e o prêmio acumulou para R$ 65 milhões.

O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Caixa tem lucro de R$ 3,5 bilhões no 1º trimestre, queda de 34,4% em um ano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 21:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%Oferecido por

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 34,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A Caixa encerrou o primeiro trimestre de 2026 com carteira de crédito de R$ 1,41 trilhão, alta de 11,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O avanço foi puxado pelos financiamentos imobiliários, que cresceram 13,9%, enquanto o agronegócio teve expansão de 2,2%.

Já o índice de inadimplência acima de 90 dias subiu para 3,71%, alta de 1,22 ponto percentual em relação a um ano antes.

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 34,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo relatório da administração divulgado nesta quinta-feira (14).

A Caixa encerrou o primeiro trimestre de 2026 com carteira de crédito de R$ 1,41 trilhão, alta de 11,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço foi puxado pelos financiamentos imobiliários, que cresceram 13,9%, enquanto o agronegócio teve expansão de 2,2%.

Já o índice de inadimplência acima de 90 dias subiu para 3,71%, alta de 1,22 ponto percentual em relação a um ano antes.

Enquanto isso, a provisão para perdas com inadimplência alcançou R$ 6,51 bilhões, avanço de 211,5% na comparação anual, o que pressionou o lucro do banco.

O Índice de Basileia, indicador que mede a capacidade dos bancos de absorver perdas e honrar compromissos financeiros, ficou em 15,1%, ante 15,3% registrados no primeiro trimestre de 2025.

Segundo a Caixa, a margem financeira alcançou R$ 18,3 bilhões no primeiro trimestre, com alta de 11,8% em relação ao mesmo período de 2025 e de 4,2% na comparação com o trimestre anterior, impulsionada pelo aumento das receitas com operações de crédito.

No crédito comercial, a carteira de pessoas físicas somou R$ 154,9 bilhões, alta de 10,4%, puxada principalmente pelo consignado, que respondeu por 73,7% do total, com saldo de R$ 114,2 bilhões.

Já a carteira de pessoas jurídicas totalizou R$ 114,3 bilhões, avanço de 8,8%. O banco também destacou a atuação no crédito ao trabalhador, cujo saldo alcançou R$ 5,1 bilhões.

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Inflação na Argentina desacelera para 2,6% em abril e acumula 32,4% em 12 meses

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 19:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%Oferecido por

Os dados da série histórica do Indec mostram que o índice oficial de preços da Argentina apresentou forte melhora no ritmo mensal ao longo de 2024, primeiro ano da gestão Milei.

A inflação na Argentina foi de 2,6% em abril, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec).

O resultado representa uma forte desaceleração em relação aos 3,4% registrados em março. No acumulado em 12 meses até abril, o indicador ficou em 32,4%, abaixo dos 32,6% registrados no mês anterior.

Os setores com maiores altas em abril foram transporte (4,4%) e educação (4,2%). Na sequência, aparecem comunicação (4,1%), habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (3,5%), vestuário e calçados (3,2%) e equipamentos e manutenção do lar (2,9%).

Os dados da série histórica do Indec mostram que o índice oficial de preços da Argentina apresentou forte melhora no ritmo mensal ao longo de 2024, primeiro ano da gestão Milei.

Em 2025, no entanto, a taxa mensal permaneceu entre 2% e 3%, com poucas leituras abaixo de 2%. O cenário se tornou menos favorável a partir de maio, quando os números passaram a indicar uma aceleração gradual da inflação, evidenciando os desafios do governo de Javier Milei para reduzir o índice de forma consistente.

A Argentina passou por um forte ajuste econômico sob o comando de Milei. No segundo semestre de 2025, uma crise política afetou as expectativas, e o líder argentino buscou o apoio de Donald Trump, nos Estados Unidos, para conter a instabilidade nos mercados e no câmbio. (leia mais abaixo)

A Argentina, que já vinha enfrentando uma forte recessão, passa por uma ampla reforma econômica. Após tomar posse, em dezembro de 2023, Milei decidiu paralisar obras federais e interromper o repasse de dinheiro para os estados.

Foram retirados subsídios às tarifas de água, gás, luz, transporte público e serviços essenciais. Com isso, houve um aumento expressivo nos preços ao consumidor.

O país também observou uma intensificação da pobreza no primeiro semestre de 2024, com 52,9% da população nessa situação. No segundo semestre de 2025, o percentual caiu para 28,2%, no menor nível em sete anos.

Enquanto isso, o presidente conseguiu uma sequência de superávits (arrecadação maior do que gastos) e retomada da confiança de parte dos investidores.

No terceiro trimestre de 2025, no entanto, Milei passou a enfrentar uma forte crise política após um escândalo envolvendo Karina Milei, secretária-geral da Presidência e irmã do presidente.

Um áudio gravado por um ex-aliado de Javier Milei, no qual Karina é acusada de corrupção, vazou para a imprensa e está sendo investigado pela Justiça. Leia mais aqui.

Em meio à crise, Javier Milei sofreu uma dura derrota, em setembro, nas eleições da província de Buenos Aires — a mais importante da Argentina, que concentra quase 40% do eleitorado nacional.

Os reflexos foram sentidos no mercado: os títulos públicos, as ações das empresas e o peso argentino despencaram um dia após o pleito.

Com o resultado, a moeda argentina atingiu seu menor valor histórico até então, cotada a 1.423 por dólar. Ao longo de 2025, o peso derreteu quase 40% frente ao dólar, encerrando a 1.451,50, em um cenário bastante prejudicial para a inflação.

Diante do cenário, Milei viu sua popularidade despencar nas pesquisas mais recentes, com desaprovação de 64,5%, segundo dados da consultoria Zuban Córdoba.

O pessimismo no mercado surgiu após investidores demonstrarem preocupação de que o governo de Javier Milei não conseguiria avançar com sua agenda de cortes de gastos e reestruturação das contas públicas na Argentina.

A partir de então, ocorreram sucessivas quedas do peso em relação ao dólar, levando o Banco Central da Argentina a retomar intervenções no câmbio para controlar a disparada da moeda norte-americana. (leia mais abaixo)

A volatilidade só começou a ceder depois que o governo dos EUA anunciou apoio à Argentina. Em 20 de outubro, os países oficializaram um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões. Além disso, foi prometido outro incentivo do mesmo valor, elevando o socorro financeiro para US$ 40 bilhões.

Na prática, as medidas aumentam o volume de dólares nas reservas argentinas e buscam recuperar a confiança dos investidores.

Após a confirmação do apoio financeiro pelo governo de Donald Trump, Javier Milei obteve, em 26 de outubro, uma vitória importante nas eleições para a Câmara dos Deputados e o Senado, o que ajudou a conter a disparada do dólar — e pode garantir a continuidade das reformas do atual governo.

Milei anunciou pacote de medidas para tentar aumentar a circulação de dólares na economia argentina — Foto: Agustin Marcarian/Reuters

No início do governo Milei, a melhora nos indicadores econômicos fez com que o líder alcançasse, em 11 abril, um acordo de US$ 20 bilhões em empréstimos junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A primeira parcela, de US$ 12 bilhões, foi disponibilizada ao país poucos dias depois.

O repasse dos recursos representa um voto de confiança do fundo internacional no programa econômico do presidente argentino. Os valores anunciados se somam a dívidas antigas do país junto ao FMI, que já superavam os US$ 40 bilhões.

Nesse cenário, reduzir a inflação é fundamental para o governo do líder argentino, que deseja eliminar completamente os controles de capitais que prejudicam os negócios e os investimentos. Para isso, Milei quer que a inflação permaneça abaixo de 2% ao mês.

Logo após o acordo com o FMI, o banco central da Argentina anunciou uma redução dos controles cambiais, o chamado “cepo”. A flexibilização determinou o fim da paridade fixa para o peso argentino e introduziu o "câmbio flutuante" — quando o valor da moeda é determinado pela oferta e demanda do mercado.

Com isso, o governo de Javier Milei passou a ensaiar o fim do sistema de restrição cambial que estava em vigor desde 2019, limitando a compra de dólares e outras moedas estrangeiras pelos argentinos. A deterioração recente nos mercados, porém, fez o país voltar a intervir no câmbio. (leia abaixo)

Ao longo do último ano, o governo e o Banco Central da Argentina lançaram medidas de naturezas monetária, fiscal e cambial para injetar dólar no país, com o objetivo de fortalecer o cumprimento do acordo com o FMI para a recuperação econômica.

Em maio de 2025, o governo também anunciou sua decisão de permitir que os cidadãos utilizem dólares mantidos fora do sistema financeiro — ou seja, guardados "debaixo do colchão" — sem a obrigatoriedade de declarar a origem dos recursos.

Em 10 de junho, lançou medidas como a flexibilização no uso de pesos e dólares no mercado de títulos públicos e um plano de captação de empréstimo de US$ 2 bilhões com emissões de títulos. Além disso, se comprometeu a reduzir a emissão de moeda pelo BC.

Já na semana anterior às eleições de Buenos Aires — e em meio à forte queda do peso frente ao dólar —, o governo de Milei anunciou sua intervenção no mercado de câmbio.

O secretário de Finanças, Pablo Quirno, afirmou em 2 de setembro que o Tesouro Nacional atuaria diretamente na compra e venda de dólares para garantir oferta suficiente e evitar desvalorizações abruptas.

O objetivo do governo é estabilizar a inflação, reforçar as reservas comerciais, melhorar o câmbio e atrair investimentos, enquanto avança no rigoroso ajuste econômico promovido por Milei.

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Mulheres negras vivem com metade da renda dos homens brancos, aponta estudo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 18:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%Oferecido por

As mulheres negras ganham, em média, cerca de metade da renda dos homens brancos, segundo estudo da Fundação Grupo Volkswagen em parceria com o Fundo Agbara.

O levantamento analisou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) entre 2016 e 2023, e mede como raça e gênero influenciam o acesso da população a renda, educação, emprego e moradia no Brasil.

O estudo mostra que a estrutura de desigualdade econômica no Brasil permaneceu praticamente inalterada entre 2016 e 2023, formando uma “pirâmide econômica rígida”.

Segundo o levantamento, homens brancos seguem no topo dos indicadores de justiça econômica e renda no país, seguidos por mulheres brancas, homens negros e, na base, mulheres negras, que registraram os piores resultados em todo o período analisado.

Além da renda mais baixa, as mulheres negras concentram os piores indicadores em emprego e condições de trabalho. Segundo o estudo, elas enfrentam maiores taxas de desemprego, informalidade e subocupação, além de menor presença em empregos formais.

Mulheres negras seguem na base da desigualdade, segundo o Índice de Justiça Econômica Racial (IJER) — Foto: Feepik

Apesar dos avanços do Brasil nos últimos anos em áreas como educação, distribuição de renda e inclusão social, as desigualdades raciais e de gênero continuam profundas no país, especialmente para as mulheres negras.

Os dados fazem parte do Índice de Justiça Econômica Racial (IJER), divulgado nesta quinta-feira (14) pela Fundação Grupo Volkswagen em parceria com o Fundo Agbara, instituição de apoio às mulheres negras do Brasil.

💰Em 2016, por exemplo, a renda domiciliar per capita (valor médio por pessoa no domicílio) das mulheres negras era de R$ 862,98, enquanto a dos homens brancos chegava a R$ 1.821,55. 💰Em 2023, a diferença permaneceu praticamente: R$ 1.191,66 para mulheres negras, contra R$ 2.381,43 para homens brancos.

O levantamento analisou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) entre 2016 e 2023, e mede como raça e gênero influenciam o acesso da população a renda, educação, emprego e moradia no Brasil.

O estudo mostra que a estrutura de desigualdade econômica no Brasil permaneceu praticamente inalterada entre 2016 e 2023, formando uma “pirâmide econômica rígida”.

Com isso, apesar do aumento da renda para todos os grupos nos últimos anos, as desigualdades históricas ligadas à raça e gênero praticamente não diminuíram.

Segundo o levantamento, homens brancos seguem no topo dos indicadores de justiça econômica e renda no país, seguidos por mulheres brancas, homens negros e, na base, mulheres negras, que registraram os piores resultados em todo o período analisado.

Para Marcos Maestri, supervisor de Advocacy da Fundação Grupo Volkswagen, “a mensagem do estudo é: o elevador social do Brasil está quebrado”. Ele ressalta que outros dados indicam que uma pessoa pode levar até nove gerações para sair da pobreza e alcançar a classe média no país.

Na prática, isso significa que as condições médias de vida melhoraram, mas as posições na hierarquia social permaneceram praticamente as mesmas.

Homens brancos: R$ 2.844,21;Mulheres brancas: R$ 2.410,43;Homens negros: R$ 1.567,88;Mulheres negras: R$ 1.402,18.🔎 Os anos de 2020 e 2021, período da pandemia de COVID-19, foram excluídos da série histórica do Índice de Justiça Econômica Racial (IJER) porque, nesse período, as entrevistas da PNAD Contínua passaram a ser feitas por telefone, alterando a metodologia de coleta de dados.

O levantamento também aponta que, em média, as mulheres brasileiras recebem 78% da renda dos homens. Entre as mulheres negras, porém, esse percentual cai para 59%. No geral, pessoas brancas têm, em média, rendimentos 87% maiores do que pessoas negras no país.

Segundo Priscila Soares, coordenadora de pesquisa do Fundo Agbara, a desigualdade salarial está ligada tanto ao nível de escolaridade quanto ao tipo de ocupação acessado por diferentes grupos no mercado de trabalho.

“Homens brancos e mulheres brancas, em sua maioria, têm escolaridade mais alta, o que traz um retorno salarial maior. Já as mulheres negras estão mais concentradas em trabalhos informais, ligados a tarefas de cuidado e com vínculos mais precários”, afirmou.

O Índice de Justiça Econômica Racial avançou de 0,53 em 2016 para 0,59 em 2023 no Brasil. O indicador varia de 0 a 1, sendo 1 o maior nível de justiça econômica.

Apesar da melhora geral, os pesquisadores afirmam que o crescimento ocorreu de forma paralela entre os grupos, sem reduzir as desigualdades históricas.

“As mulheres negras são o único grupo que permanece abaixo da média nacional em todos os anos analisados. Mesmo com os avanços gerais, elas não conseguem alcançar o nível médio de justiça econômica do país”, afirma o estudo.

Os homens brancos registraram os maiores índices da série histórica, variando entre 0,67 e 0,69 — cerca de 18% acima da média nacional. Já o índice das mulheres negras ficou, em média, 11% abaixo do resultado nacional.

Já as mulheres brancas apresentaram índices de justiça econômica consistentemente superiores aos de homens negros. “Isso indica que a interação entre raça e gênero produz posições específicas na distribuição de oportunidades”, diz a pesquisa.

Além da renda mais baixa, as mulheres negras concentram os piores indicadores em emprego e condições de trabalho. Segundo o estudo, elas enfrentam maiores taxas de desemprego, informalidade e subocupação, além de menor presença em empregos formais.

Em 2023, apenas 33,3% das mulheres negras trabalhavam com carteira assinada — o menor percentual entre os grupos analisados.

O levantamento mostra ainda que elas continuam sendo maioria no trabalho doméstico, principalmente em ocupações sem carteira assinada.

Para os pesquisadores, essa diferença não é resultado de escolhas individuais, mas de desigualdades estruturais no mercado de trabalho.

“Muitas vezes elas precisam buscar renda muito cedo e acabam perdendo uma janela de capacitação que costuma ser acessível para outros grupos sociais”, afirmou Marcos Maestri.

Segundo ele, mesmo quando conseguem acessar o ensino superior, muitas mulheres negras precisam conciliar os estudos com empregos de baixa remuneração para ajudar financeiramente a família, o que compromete a profissionalização e a mobilidade social.

Ele destaca que o problema não está apenas no acesso ao trabalho, mas também na qualidade das oportunidades disponíveis.

maior presença em trabalhos essenciais e mal remunerados, como limpeza, cuidados e serviço doméstico;concentração em empregos informais e instáveis;maiores taxas de desemprego e dificuldade de acesso a vagas mais bem remuneradas.

O estudo também identificou diferenças persistentes em educação, infraestrutura e saneamento. Segundo os pesquisadores, o acesso ao ensino superior continua sendo uma das principais barreiras para a população negra.

📚 As mulheres brancas seguem com maior presença nos níveis mais altos de escolaridade, incluindo graduação e pós-graduação. Já a população negra continua sub-representada no ensino superior, especialmente os homens negros, que registram os menores índices de acesso e conclusão dos cursos.

Entre os principais obstáculos enfrentados por estudantes negros estão a necessidade de começar a trabalhar mais cedo, a menor qualidade da educação básica, a falta de políticas de permanência estudantil e a presença de racismo institucional no ambiente acadêmico.

Na área de moradia, os dados mostram que 31,6% das mulheres negras dependiam, em 2023, de fossas não ligadas à rede de esgoto. Entre mulheres brancas, o percentual era de 20,7%.

O levantamento aponta ainda menor acesso das mulheres negras a bens domésticos, como máquinas de lavar, o que aumenta a sobrecarga de trabalho dentro de casa.

Segundo Priscila Soares, apesar dos avanços recentes, como políticas afirmativas e programas de transferência de renda, ainda faltam estratégias voltadas especificamente para mulheres negras.

“Hoje ainda é difícil encontrar políticas públicas que levem em conta ao mesmo tempo as desigualdades de raça e de gênero”, afirmou. “Quando pensamos em inclusão produtiva sem considerar gênero e raça ao mesmo tempo, continuamos fazendo com que mulheres negras permaneçam nessa posição de vulnerabilidade social”, disse.

Ao analisar toda a série histórica, o estudo conclui que os avanços econômicos e sociais dos últimos anos não foram suficientes para alterar a estrutura de desigualdade racial e de gênero no Brasil.

A coordenadora de pesquisa do Fundo Agbara afirma que houve avanços recentes, com mais mulheres negras ocupando espaços antes pouco acessíveis, como gestão, economia e finanças, mas em ritmo lento.

“Hoje vemos mulheres negras em posições antes não vistas, mas isso ainda não é suficiente. Não dá para dizer que o problema foi resolvido”, afirmou.

Segundo o estudo, mesmo com as melhorias gerais, não houve políticas públicas que pensassem a justiça econômica com um viés de equidade, ou seja, com o objetivo de corrigir as assimetrias históricas que prejudicam certos grupos há muito tempo.

O estudo recomenda que políticas universais não são suficientes para reduzir desigualdades estruturais e defende ações focadas em raça, gênero e território.

As propostas incluem priorizar mulheres negras em políticas públicas, garantir permanência no ensino com apoio financeiro e estrutural, e valorizar o trabalho de cuidado como atividade econômica.

Também defende criar mais oportunidades de emprego com carteira assinada, diminuir a presença de mulheres negras em trabalhos informais e mal pagos, e valorizar conhecimentos e habilidades que, ao longo da história, foram pouco reconhecidos.

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Do que Daniel Vorcaro é acusado? Veja as suspeitas da PF contra o dono do Banco Master

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 14/05/2026 15:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,46%Dólar TurismoR$ 5,188-0,39%Euro ComercialR$ 5,821-0,75%Euro TurismoR$ 6,072-0,6%B3Ibovespa178.833 pts0,98%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,46%Dólar TurismoR$ 5,188-0,39%Euro ComercialR$ 5,821-0,75%Euro TurismoR$ 6,072-0,6%B3Ibovespa178.833 pts0,98%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,46%Dólar TurismoR$ 5,188-0,39%Euro ComercialR$ 5,821-0,75%Euro TurismoR$ 6,072-0,6%B3Ibovespa178.833 pts0,98%Oferecido por

A prisão de Henrique Vorcaro nesta quinta-feira (14) inaugurou uma nova fase da Operação Compliance Zero. Henrique é pai de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master — instituição que sofreu liquidação pelo Banco Central (BC) no fim do ano passado após a prisão do banqueiro.

A investigação começou apurando a suspeita de venda de títulos financeiros falsos, mas acabou revelando um esquema ainda maior.

Atualmente, a Polícia Federal (PF) investiga um leque complexo de crimes atribuídos a Daniel Vorcaro, que inclui lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa, além de táticas de intimidação, coerção e invasão de dispositivos informáticos, entre outros crimes.

Entenda, abaixo, os detalhes dos esquemas sob investigação e as acusações que pesam contra o empresário.

Segundo a PF, o coração do esquema era inflar artificialmente o valor do Banco Master para fazer a instituição parecer muito mais rica e sólida do que realmente era.

A investigação aponta que isso permitia atrair bilhões de reais de investidores e realizar operações financeiras mesmo sem garantias reais.

⚖️ Gestão fraudulenta e estelionato: Leis: Artigo 4º da Lei 7.492/86 e Artigo 171 do Código Penal. Penas de 3 a 12 anos de prisão (Gestão fraudulenta) e 1 a 5 anos de prisão (Estelionato)

Segundo a PF, o banco mantinha uma espécie de “linha de produção” de documentos artificiais. Funcionários criariam contratos, extratos, planilhas e procurações usados para simular empréstimos e operações financeiras que nunca existiram.

Em diversos casos, pessoas apontadas como clientes afirmaram não reconhecer os empréstimos registrados em seus nomes.

A suspeita é que essas carteiras de crédito falsas eram usadas para registrar patrimônio inexistente dentro do banco. Segundo os investigadores, o grupo criava uma aparência artificial de riqueza.

Um dos exemplos citados envolve títulos antigos do extinto Banco do Estado de Santa Catarina (Besc). Segundo a investigação, ativos comprados por cerca de R$ 850 mil chegaram a ser registrados como se valessem mais de R$ 10 bilhões.

O Banco Central também identificou falhas graves em certificados de depósito bancário (CDBs) e inconsistências incompatíveis com operações reais.

🔎 O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um investimento de renda fixa em que o investidor empresta dinheiro ao banco e recebe juros em troca. Essa remuneração pode ser pré-fixada (definida no momento da aplicação) ou pós-fixada (atrelada a indicadores como o CDI).

O Banco Master emitiu R$ 50 bilhões em CDBs prometendo juros acima das taxas de mercado e sem comprovar que tinha liquidez, ou seja, que conseguiria pagar esses títulos no futuro.

Segundo a PF, Daniel Vorcaro também utilizava uma rede de fundos de investimento e empresas para dificultar o rastreamento do dinheiro.

Os investigadores afirmam que ativos circulavam entre diferentes fundos administrados pela Reag Investimentos, gestora responsável por negociar ativos ligados ao Banco Master, em uma espécie de “ciranda financeira”.

O objetivo seria esconder perdas, movimentar recursos entre empresas ligadas ao grupo e criar uma falsa percepção de rentabilidade.

💰 A lavagem de dinheiro funciona como uma tentativa de fazer dinheiro obtido de forma ilegal parecer legítimo. Segundo a investigação, recursos suspeitos passavam por diversas empresas e fundos para dificultar a identificação da origem.

🏦 O Banco Master atraía investidores oferecendo CDBs com rendimentos altos.💸 Parte desse dinheiro foi emprestada a uma empresa e enviada para fundos administrados pela Reag.🌀 Os recursos circularam rapidamente entre vários fundos em operações feitas em minutos.📄 Fundos compraram títulos antigos e registraram valores muito acima do real para inflar artificialmente o patrimônio.🔄 Depois, o dinheiro voltou ao próprio Banco Master por meio da compra de CDBs.🔎 Segundo a investigação, o objetivo era criar uma falsa aparência de solidez financeira.

A PF também apura suspeitas de ligação entre a estrutura financeira ligada ao Banco Master e a Operação Carbono Oculto, que investiga lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os investigadores apontam que o mesmo mecanismo financeiro utilizado para inflar resultados do banco aparecia em operações ligadas a empresas suspeitas de conexão com a facção criminosa.

Um dos focos da investigação é o fundo Gold Style, administrado pela Reag. Segundo a PF, o fundo recebeu cerca de R$ 1 bilhão de empresas apontadas como ligadas ao PCC, como Aster Petróleo, BK Bank e Inovanti.

Ao mesmo tempo, o Gold Style teria enviado cerca de R$ 180 milhões para a empresa Super Empreendimentos, que teve como diretor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro.

A PF também investiga se recursos utilizados na compra de participação da SAF do Atlético-MG tiveram origem em operações ligadas à lavagem de dinheiro.

⚖️ Crimes investigados: Lavagem de Dinheiro (Lei 9.613/98). Pena de 3 a 10 anos de prisão e multa

Para sustentar e proteger o esquema de fraudes financeiras, a investigação aponta que Daniel Vorcaro comandava uma estrutura organizada e divisão clara de tarefas.

Segundo a PF, Daniel Vorcaro e o pai comandavam dois braços operacionais coordenados por Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, apontado como operador violento ligado às fraudes financeiras. Mourão morreu após tentar suicídio em uma cela da Polícia Federal em Belo Horizonte.

Um dos grupos era chamado de “A Turma”, responsável por ações presenciais, como ameaças, monitoramento clandestino e intimidações;O outro núcleo era conhecido como “Os Meninos” e seria formado por hackers especializados em invasões de sistemas, espionagem digital e ataques cibernéticos.

Segundo a investigação, ambos os grupos atuavam para proteger interesses econômicos e pessoais da família Vorcaro por meio de ameaças, intimidação e monitoramento de jornalistas, concorrentes e ex-funcionários.

A PF afirma que Daniel Vorcaro era a figura central da estrutura criminosa e que Henrique Vorcaro atuava tanto como articulador quanto como financiador do grupo.

Os investigadores apontam que Henrique seria responsável por pagamentos mensais de cerca de R$ 400 mil para manter as atividades da organização.

⚖️Organização criminosa (Artigo 2º da Lei 12.850/13). Pena prevista de 3 a 8 anos de prisão.⚖️ Constituição de milícia privada e coação: artigos 288-A e 344 do Código Penal. Penas previstas: 4 a 8 anos de prisão por milícia privada e 1 a 4 anos por coação.

Segundo a PF, o grupo não atuava apenas escondido, mas também tentava influenciar órgãos públicos responsáveis pela fiscalização.

Daniel Vorcaro é acusado de pagar até R$ 1 milhão por mês para servidores da alta hierarquia do Banco Central. Em troca, os funcionários antecipariam fiscalizações, revisariam documentos ligados ao Banco Master e forneceriam informações privilegiadas.

Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), os servidores investigados foram afastados e passaram a usar tornozeleira eletrônica.

Além do Banco Central, a PF também investiga suspeitas de infiltração dentro da própria Polícia Federal.

Segundo os investigadores, o agente Anderson Wander da Silva Lima e a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva teriam realizado consultas indevidas em sistemas sigilosos para monitorar investigações envolvendo Daniel e Henrique Vorcaro.

A PF afirma que o objetivo era obter informações estratégicas para proteger o grupo e dificultar o avanço das investigações.

⚖️ Corrupção ativa e corrupção passiva: artigos 333 e 317 do Código Penal | Penas previstas: 2 a 12 anos de prisão.

Segundo a investigação, o núcleo de hackers conhecido como “Os Meninos” realizava ataques cibernéticos e espionagem digital.

O grupo teria invadido sistemas e acessado ilegalmente informações sigilosas de órgãos como a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e agências internacionais de investigação dos Estados Unidos e de outros países, como a Interpol e até o FBI.

O objetivo era descobrir antecipadamente quais informações as autoridades já possuíam sobre o esquema para permitir que os integrantes se preparassem antes das operações policiais.

O grupo também é acusado de derrubar perfis em redes sociais, monitorar adversários e acessar informações sigilosas de forma ilegal.

⚖️ Invasão de dispositivo informático: artigo 154-A do Código Penal | Pena prevista: 1 a 4 anos de prisão, podendo aumentar em caso de obtenção de dados sigilosos.

Um dos pontos destacados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público é que o grupo teria continuado funcionando mesmo após as primeiras fases da Operação Compliance Zero.

A organização manteve pagamentos, monitoramentos e ações clandestinas mesmo após buscas, prisões e bloqueios judiciais.

Para a PF, isso demonstraria alta capacidade de reorganização, além de risco de continuidade criminosa. Esse foi um dos argumentos usados para justificar pedidos de prisão preventiva dos investigados na nova fase da operação Compliance Zero nesta quinta-feira (14).

"Constata-se que decisão se baseia em fatos cuja comprovação da respectiva licitude e o lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo. E não estão porque não foram solicitados à defesa e nem a ele.

O ideal seria ouvir as explicações antes de medida tão grave e desnecessária. Cuidaremos imediatamente de demonstrar a estamos a dizer ainda hoje."

Em troca de mensagens com a então namorada, Vorcaro diz que negócio de banco é igual a máfia — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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Trump diz que China concordou em comprar 200 jatos da Boeing

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 14:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,987-0,44%Dólar TurismoR$ 5,189-0,38%Euro ComercialR$ 5,823-0,71%Euro TurismoR$ 6,074-0,57%B3Ibovespa179.317 pts1,25%MoedasDólar ComercialR$ 4,987-0,44%Dólar TurismoR$ 5,189-0,38%Euro ComercialR$ 5,823-0,71%Euro TurismoR$ 6,074-0,57%B3Ibovespa179.317 pts1,25%MoedasDólar ComercialR$ 4,987-0,44%Dólar TurismoR$ 5,189-0,38%Euro ComercialR$ 5,823-0,71%Euro TurismoR$ 6,074-0,57%B3Ibovespa179.317 pts1,25%Oferecido por

A China concordou em encomendar 200 aviões da Boeing, afirmou o presidente dos EUA, Donald Trump, em entrevista exibida pela Fox News nesta quinta-feira (14).

Segundo ele, trata-se da primeira compra de jatos comerciais fabricados nos EUA pelo país asiático em quase uma década.

"Uma coisa que ele concordou hoje: vai encomendar 200 jatos… A Boeing queria 150, eles conseguiram 200", disse Trump, segundo trecho exibido pela Fox News, ao se referir ao presidente chinês, Xi Jinping.

Poucos detalhes sobre o acordo foram divulgados, mas as ações da Boeing caíram mais de 4% após o anúncio de Trump.

Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026 — Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS

O número ficou abaixo de relatos da imprensa que apontavam que a fabricante de aviões estaria perto de fechar um acordo para vender 500 ou mais aeronaves à China.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, já havia afirmado que esperava um anúncio sobre um grande pedido da Boeing durante a visita de Trump a Pequim.

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Advogado de Musk questiona credibilidade de Altman em julgamento da OpenAI

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 14:45

Tecnologia Advogado de Musk questiona credibilidade de Altman em julgamento da OpenAI Processo movido por Elon Musk entra na reta final nos EUA, com acusações de desvio da missão original da OpenAI e pedido de US$ 150 bilhões em indenização. Por Reuters

Elon Musk chega ao tribunal para o julgamento contra a OpenAI. — Foto: Godofredo A. Vásquez/AP Photo

Um julgamento que pode moldar o futuro da OpenAI entrou em sua fase final nesta quinta-feira (14), enquanto um advogado de Elon Musk tentou convencer o júri a responsabilizar os líderes da criadora do ChatGPT por transformarem a organização sem fins lucrativos em um veículo de enriquecimento próprio.

Musk processa a OpenAI e seu presidente-executivo, Sam Altman, por suposta violação de confiança beneficente e enriquecimento ilícito, acusando-os de “roubar uma instituição de caridade” ao se afastarem da missão original da OpenAI de desenvolver inteligência artificial segura para beneficiar a humanidade.

O homem mais rico do mundo afirmou que os réus da OpenAI o manipularam para que ele doasse US$ 38 milhões, apenas para depois criarem, sem seu conhecimento, uma empresa com fins lucrativos vinculada à entidade original sem fins lucrativos, além de aceitarem dezenas de bilhões de dólares da Microsoft e de outros investidores para expandir o negócio.

A OpenAI afirmou que a organização se fortaleceu como entidade com fins lucrativos, incluindo a organização sem fins lucrativos que hoje é acionista da corporação, e que Musk simplesmente queria controle sobre a empresa.

Em sua alegação final no tribunal federal de Oakland, na Califórnia, o advogado de Musk, Steven Molo, questionou a credibilidade de Altman, citando depoimentos de que ele era visto como desonesto. O advogado pediu que os jurados usassem o “bom senso”.

“A credibilidade de Sam Altman está diretamente em questão neste caso”, disse Molo. “Se vocês não acreditarem nele, eles não podem vencer.”

Ele também questionou a credibilidade do presidente da OpenAI, Greg Brockman, afirmando que ele e Altman não declararam de forma inequívoca, durante seus depoimentos, que eram honestos.

Musk pede cerca de US$ 150 bilhões em indenização da OpenAI e da Microsoft, valor que seria destinado à entidade sem fins lucrativos da OpenAI para apoiar seus objetivos altruístas.

Ele também quer que Altman e Brockman sejam removidos de seus cargos. Um executivo da Microsoft testemunhou que a empresa já investiu mais de US$ 100 bilhões em sua parceria com a OpenAI.

A OpenAI compete com empresas de inteligência artificial como a Anthropic e a xAI, startup menor de Musk, e prepara uma possível oferta pública inicial (IPO) que pode avaliar o negócio em US$ 1 trilhão.

A xAI de Musk agora faz parte da SpaceX, sua empresa espacial e de foguetes, que também prepara um potencial IPO bilionário.

A juíza distrital dos EUA Yvonne Gonzalez Rogers supervisiona o caso. Ainda não está claro quando o júri de nove pessoas começará as deliberações.

Se não houver veredicto até segunda-feira, a juíza e os advogados retornarão ao tribunal nesse dia para discutir como a OpenAI deveria ser reestruturada e quais indenizações deveriam ser pagas caso Musk vença.

Gonzalez Rogers definirá as medidas cabíveis e não concederá nenhuma reparação caso Musk perca.

O julgamento ocorre em meio a preocupações crescentes do público sobre a inteligência artificial à medida que ela avança na sociedade.

As pessoas usam IA para inúmeras finalidades, como reconhecimento facial, aconselhamento financeiro, jornalismo, diagnósticos médicos e criação de deepfakes nocivos. Muitos demonstram desconfiança em relação à tecnologia e temem que ela substitua empregos humanos.

A OpenAI foi fundada por Altman, Musk e outras pessoas em 2015, embora Musk tenha deixado o conselho da empresa em 2018.

A sinceridade de Altman e Musk em relação às suas posições sobre a OpenAI e aos objetivos do negócio de IA tem sido uma questão central no julgamento, e nenhum dos dois saiu ileso.

A OpenAI tentou demonstrar que até mesmo Musk apoiava a criação de uma empresa com fins lucrativos para arrecadar recursos destinados ao poder computacional e enfrentar rivais como o Google.

A empresa também afirmou que Musk exigiu controle unilateral para garantir a continuidade de seu apoio. A tentativa de Musk, no ano passado, de comprar a OpenAI por meio de um consórcio liderado pela xAI também se tornou ponto de disputa, com a OpenAI tentando demonstrar que isso era incompatível com os objetivos alegados por Musk no processo.

Os advogados de Musk tentaram retratar Altman e Brockman como interessados em enriquecer pessoalmente.

Eles apresentaram depoimentos segundo os quais Altman possuía uma participação superior a US$ 2 bilhões em empresas que faziam negócios com a OpenAI, além da declaração de Brockman de que sua própria participação na OpenAI valia quase US$ 30 bilhões.

Os questionamentos de Musk sobre a honestidade de Altman incluíram depoimentos sobre sua destituição do conselho da OpenAI em 2023, motivada por dúvidas sobre sua transparência. Altman foi reconduzido ao cargo em menos de uma semana.

O ex-cientista-chefe da OpenAI, Ilya Sutskever, testemunhou ter reunido evidências para demonstrar um “padrão consistente de mentiras” por parte de Altman.

O advogado de Musk também questionou se Altman tinha conflitos de interesse por causa de seu envolvimento em empresas que trabalhavam com a OpenAI.

Altman afirmou não possuir participação acionária direta na OpenAI, embora tenha participação em um fundo que investe na empresa.

Elon Musk e Sam Altman travam na Justiça batalha pela OpenAI — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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Azara Capital anuncia aquisição da Naskar, fintech acusada de desaparecer com ao menos R$ 335 milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 11:45

Distrito Federal Azara Capital anuncia aquisição da Naskar, fintech acusada de desaparecer com ao menos R$ 335 milhões Naskar é investigada pela Polícia Civil do DF após clientes relatarem dificuldade para acessar valores investidos, problemas no aplicativo e falta de respostas da companhia. Com a aquisição, Azara Capital assume auditoria junto aos investidores. Por Ygor Wolf, g1 DF — Brasília

A norte-americana Azara Capital anunciou, nesta quinta-feira (14), a aquisição da Naskar, fintech acusada de desaparecer com ao menos R$ 335 milhões.

A Naskar é investigada pela Polícia Civil do DF após clientes registrarem boletins de ocorrência denunciando dificuldade para acessar valores investidos, problemas no aplicativo e falta de respostas da companhia.

Fintech é acusada de desaparecer com ao menos R$ 335 milhões e omitir informações; polícia registra ocorrências no DF — Foto: Reprodução

A companhia norte-americana Azara Capital anunciou, nesta quinta-feira (14), a aquisição da Naskar, fintech acusada de desaparecer com ao menos R$ 335 milhões e omitir informações. A aquisição foi divulgada pela assessoria da Naskar.

A Naskar é investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal após clientes registrarem boletins de ocorrência denunciando dificuldade para acessar valores investidos, problemas no aplicativo e falta de respostas da companhia.

Com a aquisição da Naskar, a Azara Capital assume auditoria junto aos investidores. A companhia norte-americana também vai adquirir a 7Trust e Next. O valor da transação é de aproximadamente R$ 1.2 bilhão.

Segundo a Naskar, a Azara Capital assumirá integralmente a condução do processo relacionado à base de investidores e irão tocar as tratativas em andamento, análise individual dos casos e gestão dos compromissos associados à operação.

Uma das ocorrências contra a Naskar na Polícia Civil foi registrada pelo empresário do Wesley Miranda Albuquerque, sócio-administrador de uma empresa de planejamento financeiro em Brasília.

De acordo com o registro policial, Wesley afirma que sua empresa atuava na indicação de clientes para produtos financeiros da Naskar e que, ao longo da parceria, cerca de 135 clientes fizeram aportes que somam aproximadamente R$ 47 milhões.

Segundo o empresário, os problemas começaram quando pagamentos previstos deixaram de ser feitos, e o aplicativo utilizado pelos clientes para consultar saldos e solicitar resgates saiu do ar.

“Meu dinheiro da vida está dentro dessa instituição. Minha mãe vendeu uma casa que ela tinha e colocou o dinheiro lá para viver da renda”, afirmou Wesley ao g1.

Segundo Wesley, clientes e parceiros passaram anos confiando na empresa e nunca haviam enfrentado atrasos semelhantes.

Wesley afirma ainda que representantes da empresa deixaram de responder mensagens, ligações e notificações formais, sem apresentar esclarecimentos sobre os valores investidos ou previsão de regularização.

Segundo ele, após orientação jurídica, decidiu registrar boletim de ocorrência e entrar com medida cautelar na Justiça.

“O medo é que essas pessoas estejam fugindo com o nosso dinheiro. A gente quer que o dinheiro seja bloqueado para ressarcir os clientes”, afirmou.

A crise envolvendo a empresa também motivou uma ação judicial do Grupo Nexco contra a Naskar Holding, após atrasos considerados inéditos em pagamentos e dificuldades de acesso à operação. — Foto: Reprodução

A crise envolvendo a empresa também motivou uma ação judicial do Grupo Nexco contra a Naskar Holding, após atrasos considerados inéditos em pagamentos e dificuldades de acesso à operação.

Segundo a Nexco, os repasses previstos em contratos de mútuo — espécie de empréstimo entre as partes — deveriam ter sido feitos no primeiro dia útil do mês, mas não foram honrados.

A empresa afirma que clientes e agentes também relataram impossibilidade de acessar o aplicativo, movimentar contas e obter respostas da Naskar.

Para o grupo, a situação deixou de ser um atraso pontual e passou a representar uma “crise de confiança e de informação”.

“O problema deixou de ser apenas um atraso e passou a ser uma crise de confiança e de informação. A ausência de respostas concretas, somada à indisponibilidade da operação, tornou inevitável a busca pela tutela judicial”, afirma o advogado Kauê Machado, que representa a Nexco e clientes.

A empresa diz que cerca de 1.250 clientes, colaboradores e pessoas ligadas à sua base podem ter sido afetados, com prejuízo estimado em R$ 288 milhões.

A Nexco também afirma que não havia identificado, até então, qualquer sinal de irregularidade na operação da Naskar que justificasse a interrupção ou inviabilizasse a comercialização dos contratos.

A companhia diz ainda que seus próprios diretores e colaboradores estão entre os prejudicados e que passou a organizar ações judiciais para reunir os clientes afetados e buscar reparação.

Clientes da Naskar passaram a relatar problemas na plataforma e dificuldades para acessar valores em publicações no site Reclame Aqui. As queixas mencionam indisponibilidade do aplicativo e falta de comunicação por parte da empresa.

“Estou sem acesso ao banco Naskar há vários dias. Aparece uma mensagem de problemas no sistema. Quero resgatar meu dinheiro”, escreveu um usuário de Brasília.

Outro cliente, do Paraná, afirma que o aplicativo saiu do ar sem aviso prévio e relata prejuízo financeiro.

"Desde segunda-feira, sem nenhum comunicado por parte da instituição. O aplicativo sumiu do ar e todo o meu dinheiro investido simplesmente desapareceu do dia para a noite. Foram anos trabalhando”, disse.

Há ainda relatos de ausência de posicionamento oficial da empresa diante da situação. “Até o presente momento, não houve qualquer comunicado oficial por parte da Naskar que justificasse o bloqueio dos valores ou que apresentasse um cronograma de devolução”, diz outra reclamação.

As manifestações reforçam o aumento da insatisfação entre clientes e a pressão por esclarecimentos sobre a situação da empresa.

“A Naskar informa que iniciou um processo interno de auditoria após identificar inconsistências em sua base de dados. As equipes técnicas seguem atuando na revisão e validação das informações para garantir segurança e precisão no tratamento dos dados. Os clientes serão atualizados o mais breve possível".

"Nexco entra com processo contra Naskar após atraso inédito e falta de informações sobre contratos de mútuo

Grupo ajuizou ação com pedido cautelar para resguardar seus direitos e os de clientes afetados; empresa afirma que também foi surpreendida pela interrupção operacional e pela ausência de respostas.

O Grupo Nexco ajuizou ação contra a Naskar Holding após uma sequência de fatos que causaram forte insegurança sobre o que ocorreu com a operação. Conforme a sistemática contratual, os pagamentos que deveriam ocorrer sempre no primeiro dia útil de cada mês, não foram honrados, e a medida judicial foi adotada após a confirmação da impossibilidade de acesso ao aplicativo, movimentação das contas e a ausência de resposta às tentativas de contato por clientes e agentes.

Na avaliação da companhia, o ponto que transformou a situação em crise foi justamente o fato de que esse atraso nunca havia ocorrido, somado à falta de transparência dos sócios da Naskar sobre a origem do problema e os desdobramentos da operação. A Nexco afirma que, até o momento, também não recebeu esclarecimentos consistentes sobre o que de fato aconteceu, o que levou à adoção das medidas judiciais cabíveis.

“O problema deixou de ser apenas um atraso e passou a ser uma crise de confiança e de informação. A ausência de respostas concretas, somada à indisponibilidade da operação, tornou inevitável a busca pela tutela judicial para resguardar direitos e buscar esclarecimentos”, afirma Kauê Machado, do escritório Machado Gobbo, que representa o grupo e alguns clientes.

A empresa destaca que os instrumentos firmados com a Naskar são contratos de mútuo, isto é, contratos de empréstimo com amparo no Código Civil, com previsão de prazos, condições de devolução e remuneração pactuadas entre as partes. Segundo a Nexco, trata-se de uma relação civil contratual, e não de produto financeiro ou investimento regulado pelo mercado de capitais.

A companhia também ressalta que sua atuação comercial sempre envolveu diferentes soluções e modalidades contratuais, como seguros, consórcios e outros produtos que igualmente não se enquadram como investimentos financeiros. No caso da Naskar, a Nexco afirma que a comercialização ocorreu porque acreditava na regularidade da operação e na transparência apresentada pela empresa, posicionando-se também como cliente.

De acordo com a companhia, a própria Nexco foi diretamente atingida pela situação, uma vez que Diretores e diversos colaboradores do grupo aderiram à solução e hoje figuram entre os prejudicados, ao lado da própria empresa.

“Tão logo a gravidade da situação foi verificada, a Nexco acionou seu corpo jurídico para dar suporte aos parceiros e clientes. A partir daí, foi estruturado o procedimento para adesão dos prejudicados, com o objetivo de permitir que essas pessoas integrem os processos de forma conjunta e tenham seus direitos resguardados de forma organizada”, afirma o advogado.

A estimativa apresentada pela companhia é de que cerca de 1.250 clientes, colaboradores e pessoas ligadas à base da Nexco tenham sido afetados, com prejuízo estimado em aproximadamente R$ 288 milhões. Considerando toda a operação da Naskar, mensura-se que a empresa possui cerca de R$ 850 milhões em contratos de mútuo, com impacto potencial sobre mais de 2.700 pessoas.

A Nexco afirma ainda que, até o surgimento do problema, não havia identificado em registros públicos ou em suas verificações qualquer sinal que indicasse irregularidade capaz de inviabilizar a continuidade da comercialização do produto. Segundo a companhia, não houve alerta prévio de órgãos como Procon ou Ministério Público que apontassem, até então, qualquer impedimento conhecido em relação à atuação da Naskar.

Para o grupo, a ação judicial tem dupla finalidade: buscar proteção patrimonial e documental para os afetados e, ao mesmo tempo, forçar o esclarecimento institucional sobre a dimensão do problema. A companhia diz que seguirá concentrando sua comunicação por meio da assessoria jurídica e de imprensa, e que manterá os afetados informados dentro dos limites processuais.

“O Grupo Nexco lamenta profundamente o ocorrido. A companhia acreditou na operação apresentada pela Naskar, assim como seus clientes, colaboradores e diretores. Diante do atraso inédito, da frustração das expectativas de pagamento e da falta de transparência dos sócios da empresa, a via judicial foi a medida necessária para buscar esclarecimento, responsabilização e resguardo de direitos”, afirma a banca.

A Nexco diz que continuará acompanhando o caso e reforça que sua postura seguirá pautada pela escuta dos afetados e pela transparência possível dentro dos limites do processo judicial. A empresa afirma ainda que a divulgação do episódio também busca alertar o mercado para evitar que outras pessoas sejam expostas à mesma situação."

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Governo libera R$ 8,4 bilhões de trabalhadores que optaram do saque-aniversário no fim de maio e disponibiliza uso para dívidas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 10:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,989-0,39%Dólar TurismoR$ 5,192-0,32%Euro ComercialR$ 5,832-0,55%Euro TurismoR$ 6,087-0,37%B3Ibovespa178.239 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 4,989-0,39%Dólar TurismoR$ 5,192-0,32%Euro ComercialR$ 5,832-0,55%Euro TurismoR$ 6,087-0,37%B3Ibovespa178.239 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 4,989-0,39%Dólar TurismoR$ 5,192-0,32%Euro ComercialR$ 5,832-0,55%Euro TurismoR$ 6,087-0,37%B3Ibovespa178.239 pts0,64%Oferecido por

Mais de 10,5 milhões de trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário e que foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025 poderão sacar R$ 8,4 bilhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) a partir de 26 de maio, informou o Ministério do Trabalho nesta quinta-feira (14).

"Permanecerão bloqueados apenas os valores vinculados a operações de antecipação do saque-aniversário contratadas junto às instituições financeiras, conforme as condições previstas em cada contrato", informou o governo.

O Ministério do Trabalho informou que, antes do dia 25 de maio, os valores que serão creditados aos trabalhadores deixarão de aparecer no saldo disponível das contas do FGTS, em razão do processamento da operação.

O governo também informou que os trabalhadores poderão consultar, a partir do dia 25 de maio, o saldo do FGTS disponível para utilização no programa de renegociação de dívidas Novo Desenrola.

"A medida permitirá o uso de até 20% do saldo do Fundo de Garantia ou até R$ 1 mil — prevalecendo o maior valor — para amortização ou quitação de dívidas em atraso. A estimativa é de que até R$ 8,2 bilhões do FGTS possam ser utilizados para renegociação de dívidas por meio do programa", informou o governo.

Após a consulta do saldo, segundo o Ministério do Trabalho, as instituições financeiras terão um prazo estimado de até 30 dias para formalizar os contratos com os trabalhadores e registrar as informações nos sistemas da Caixa Econômica Federal.

Após a validação do contrato, a Caixa fará a transferência direta do valor do FGTS à instituição financeira.

Neste momento, o governo informou que Caixa Federal está finalizando a integração dos sistemas e iniciando os testes operacionais.

Na terça-feira (13/05), foi disponibilizado às instituições financeiras o swagger, documento que reúne as regras e especificações técnicas que serão utilizadas no processo.

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