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Dólar inicia o dia atento ao cenário político no Brasil e ao encontro entre Xi e Trump
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Dólar inicia o dia atento ao cenário político no Brasil e ao encontro entre Xi e Trump
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 09:56
Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%Oferecido por
O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (14) de olho no cenário interno e externo. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
▶️ No Brasil, o noticiário repercute a revelação de áudios que ligam o senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro. O parlamentar, pré-candidato à Presidência, era visto por investidores como um nome capaz de promover mudanças na política econômica. O caso adiciona incerteza ao cenário político doméstico.
🔎 No mercado financeiro, a leitura dos investidores é de que o episódio pode reduzir as chances de mudança de governo, influenciando expectativas sobre ajustes fiscais. Ontem, a bolsa caiu 1,8% e o dólar subiu mais de 2%, voltando à casa dos R$ 5.
▶️ Ainda sobre o caso Master, a Polícia Federal prendeu Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, durante nova fase da Operação Compliance Zero. A operação cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão.
As investigações apuram fraudes financeiras e a atuação de grupos suspeitos de coerção, obtenção de informações sigilosas e invasão de dispositivos.
▶️ No exterior, os mercados observam o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump em Pequim, em meio a sinais de aproximação diplomática entre China e Estados Unidos.
Em um banquete em homenagem ao presidente norte-americano, os dois trocaram elogios e sinalizaram parceria. Trump chamou Xi de “amigo” e o convidou para uma visita oficial aos Estados Unidos em 24 de setembro.
A viagem do presidente americano, Donald Trump, com um grupo de executivos para a China fica no centro das atenções dos mercados financeiros nesta quarta-feira. Esse é o primeiro encontro bilateral entre os dois países desde 2017.
O encontro do republicano com o presidente chinês, Xi Jinping, acontece em meio a tensões ente as duas principais potências econômicas do mundo — incluindo acusações de Trump de que a China estaria realizando testes nucleares.
O principal objetivo da visita, segundo já afirmou o presidente dos EUA, é tentar fazer com que a China abra mais seu mercado para empresas americanas, mas outros temas também devem ganhar destaque durante a estadia de Trump em Pequim. Entre eles:
a prorrogação da trégua alcançada em outubro na guerra das tarifas;a guerra com o Irã — Trump quer pressionar Pequim a utilizar sua influência para contribuir para uma saída da crise no Golfo;a relação dos dois países com Taiwan;a disputa sobre inteligência artificial e a produção de chips, entre outros.
ENTENDA: por que Taiwan é tão importante na disputa de poder entre EUA e China?Por que encontro entre Trump e Xi deve definir relação entre superpotências
As chances de um cessar-fogo entre Irã e os EUA diminuíram após Donald Trump afirmar que a trégua está “respirando por aparelhos”.
O Irã rejeitou a proposta americana para encerrar o conflito e exigiu o fim da guerra, compensações pelos danos e o fim do bloqueio naval dos EUA.
🔎As tensões na região continuam a mexer com os preços do petróleo no mercado internacional: o barril do Brent ultrapassou US$ 107 com o temor de interrupções no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás.
Autoridades iranianas mantiveram o tom duro e afirmaram que o país pode ampliar seu programa nuclear caso volte a ser atacado.
Enquanto isso, os EUA anunciaram novas sanções contra empresas e pessoas acusadas de ajudar o Irã a vender petróleo para a China.
O cenário político brasileiro também fica no radar, em meio à proximidade cada vez maior das eleições presidenciais, que acontecem em outubro neste ano.
Uma nova pesquisa da Quaest, divulgada hoje, mostrou o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados tecnicamente em um cenário de 2º turno. Lula voltou a ficar à frente numericamente, com 42% das intenções de voto. Flávio tem 41%.
Na pesquisa anterior da Quaest, de abril, era o senador quem aparecia à frente. Em março, eles estavam numericamente empatados, com 41% cada. O presidente tinha uma vantagem de dez pontos em dezembro, que depois caiu para sete pontos e janeiro e cinco em fevereiro.
"É o terceiro mês consecutivo em que vemos um empate técnico entre Lula e Flávio. As movimentações acontecem todas na margem de erro, sugerindo um cenário bastante competitivo até aqui", afirmou o diretor da Quaest, Felipe Nunes.
Além disso, o presidente Lula anunciou, ontem, o fim da chamada taxa das blusinhas. O termo é utilizado para se referir ao imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, cobrado através do programa Remessa Conforme.
A medida não muda regras do ICMS, um imposto estadual que também é cobrado nessas compras. Em abril, dez estados elevaram a alíquota do ICMS para essas compras de 17% para 20%.
A cobrança foi iniciada em agosto de 2024, após aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional, que foi sancionada por Lula. Empresas brasileiras que competem com os produtos importados defendiam a manutenção da taxa.
A mudança foi vista como uma medida eleitoreira e coloca atenção ao quadro fiscal do país, uma vez que também representa uma perda de arrecadação para o governo.
Em Wall Street, os três principais índices americanos fecharam sem direção única nesta quarta-feira (13), conforme investidores repercutiam novos dados de inflação ao produtor nos EUA.
Os dados vieram acima do esperado e voltaram a reforçar a perspectiva de que o Federal reserve (Fed, o banco central dos EUA) deve manter os juros elevados por mais tempo.
Já na Europa, as principais bolsas fecharam em alta. O índice alemão DAX subiu 0,76%, enquanto o francês CAC 40 avançou 0,35%. Já o FTSE 100, de Londres, avançou 0,58%.
Na Ásia as ações de Xangai atingiram as máximas em 11 anos nesta quarta-feira, conforme investidores aproveitavam a queda antecipada do setor de tecnologia antes da reunião entre os líderes dos EUA e da China.
O índice Shangai Composite subiu 0,7%, atingindo o nível mais alto desde julho de 2015. Já em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,2%, e o japonês Nikkei teve ganhos de 0,8%.
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