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Embalagens de salgadinhos ficam preto e branco após guerra no Irã provocar falta de tinta

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 17/05/2026 05:44

Empreendedorismo Guia do empreendedor Embalagens de salgadinhos ficam preto e branco após guerra no Irã provocar falta de tinta Escassez de insumos derivados do petróleo leva gigante japonesa de snacks a trocar embalagens coloridas por versões monocromáticas. Por Associated Press

Guerra no Irã interrompe fornecimento de um ingrediente usado na tinta colorida — Foto: NNN-NTV via AP

As embalagens de alguns salgadinhos no Japão estão adotando um visual em preto e branco, à medida que a guerra no Irã interrompe o fornecimento de um ingrediente usado na tinta colorida.

A Calbee Inc., empresa sediada em Tóquio que fabrica chips e cereais, informou que o conteúdo dos produtos permanece o mesmo. Os populares salgadinhos da marca são vendidos nas onipresentes lojas de conveniência do Japão e também exportados para Estados Unidos, China e Austrália.

“Esta medida visa ajudar a manter um fornecimento estável de produtos”, afirmou a empresa em comunicado divulgado esta semana.

A mudança afetará 14 itens da linha e entrará em vigor em 25 de maio, limitando o uso de tinta a apenas duas cores. Segundo a empresa, a decisão reflete a necessidade de se adaptar com flexibilidade às mudanças no cenário geopolítico.

Ainda não há previsão de quanto tempo essa alteração irá durar, de acordo com a Calbee, fundada em 1949. O grupo emprega mais de 5.000 pessoas.

A iniciativa é a mais recente resposta de empresas ao aumento dos preços e à escassez de petróleo e outros insumos, provocados pelo conflito no Oriente Médio e pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

O Japão, que depende quase totalmente de importações de petróleo, tem lidado com a situação de forma relativamente tranquila até agora. O governo tem buscado reduzir as preocupações ao destacar as reservas estratégicas do país.

Apesar disso, o país ainda enfrenta dificuldades no fornecimento de nafta, derivado do petróleo usado na produção de itens como plásticos e tintas.

As batatas fritas levemente salgadas da Calbee, conhecidas como "usu shio", eram vendidas em embalagens laranja vibrante, com a imagem de chips dourados e um mascote em forma de homem-batata usando chapéu.

A empresa, que também fabrica os chips de camarão “kappa ebisen”, havia anunciado em março uma estratégia ambiciosa de crescimento.

“A Calbee continuará a responder de forma ágil e flexível às mudanças em seu ambiente operacional, incluindo riscos geopolíticos, e segue comprometida em garantir o fornecimento estável de produtos seguros e de alta qualidade”, afirmou a companhia. “Agradecemos a compreensão.”

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Café agroecológico ganha espaço no ES com produção sustentável e grãos com mais sabor

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/05/2026 04:46

Espírito Santo Agronegócios Café agroecológico ganha espaço no ES com produção sustentável e grãos com mais sabor Cultivo em sistema agroflorestal, com plantas no meio da mata nativa, melhora conforto térmico dos cafezais, enriquece o solo e pode render até quatro vezes mais que o modelo tradicional. Por Roger Santana, TV Gazeta

O café agroecológico vem ganhando espaço no Espírito Santo ao aliar sustentabilidade, conforto térmico e alto valor agregado no mercado.

Nesse sistema, conhecido como agroflorestal, o café cresce sob a proteção de outras espécies vegetais, o que influencia diretamente na qualidade do grão.

O produtor Dieimes Bohry cultiva cerca de 700 pés de café conilon nesse modelo em uma propriedade em Vila Valério.

O cultivo segue um calendário dividido em duas etapas. Entre dezembro e abril, período mais quente, as árvores formam uma cobertura que protege os grãos.

Já entre maio e agosto, com temperaturas mais amenas, ocorre a colheita, fase em que as árvores passam por poda.

Um cafezal cultivado em meio à Mata Atlântica, com sombra de árvores nativas, manejo orgânico do solo e foco na qualidade da bebida. Esse é o modelo do café agroecológico, que vem ganhando espaço no Espírito Santo ao aliar sustentabilidade, conforto térmico para as plantas e alto valor agregado no mercado.

Nesse sistema, conhecido como agroflorestal, o café cresce sob a proteção de outras espécies vegetais, o que influencia diretamente na qualidade do grão.

O produtor Dieimes Bohry cultiva cerca de 700 pés de café conilon nesse modelo em uma propriedade em Vila Valério, no Norte do estado, e pontua os benefícios.

“O café demora um pouco mais a amadurecer porque a planta está na sombra. Isso traz um conforto térmico melhor e, com mais tempo no pé, há maior acúmulo de açúcar no grão”, explicou.

Café agroecológico ganha espaço entre produtores do Espírito Santo, unindo sustentabilidade e maior valor de mercado — Foto: TV Gazeta

ENTENDA: Nem todo mel é igual, cor e sabor do produto mudam conforme a florVEJA QUAIS E ONDE ESTÃO: Queijos do ES estão entre os melhores do BrasilIMPACTO: Guerra no Oriente prejudica envio de pimenta e café, e exportadores têm dificuldade de negociar produtos

O cultivo segue um calendário dividido em duas etapas. Entre dezembro e abril, período mais quente, as copas das árvores formam uma cobertura verde que protege os cafezais do sol intenso e das chuvas fortes.

Já entre maio e agosto, com temperaturas mais amenas, ocorre a colheita, fase em que as árvores passam por poda.

“Nosso solo é adubado com esterco de animais e com a própria poda das árvores. Essa matéria orgânica enriquece o solo, de onde o café retira os nutrientes que precisa”, disse Bohry.

Após a colheita, o café passa por etapas rigorosas de seleção. Os grãos são lavados para eliminar impurezas e separar os que boiam, considerados de menor qualidade.

Em seguida, são secos em terreiros suspensos, passam por nova triagem e seguem para descascamento e torra.

Todo o processo conta com acompanhamento técnico do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Amostras são enviadas para análise em laboratório, onde são avaliadas características físicas, além de sabor e aroma da bebida.

Grãos de café conilon produzido no modelo agroecológico são secos em terreiros suspensos, passam por nova triagem e seguem para descascamento e torra — Foto: TV Gazeta

“A forma de manejo e o cuidado no pós-colheita estão resultando em cafés de excelente qualidade, que têm potencial para se destacar no mercado”, afirmou.

O café conilon produzido em sistema agroflorestal pode alcançar preços até quatro vezes superiores aos do cultivo convencional. Esse diferencial tem incentivado produtores a investir no modelo.

“O café especial é diferenciado desde o plantio. Quando chega à xícara, o consumidor está disposto a pagar mais pela qualidade”, disse.

Café conilon produzido em sistema agroflorestal pode alcançar preços até quatro vezes superiores aos do cultivo convencional. Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

“A ideia da agrofloresta é não agredir o meio ambiente, preservar árvores nativas e gerar produtos de alto valor agregado. No nosso caso, o café especial agroecológico realmente vale a pena cultivar”, destacou Bohry.

Maior produtor de café conilon do Brasil, o Espírito Santo responde por cerca de 70% da produção nacional. A cultura representa 38% do PIB agrícola do estado.

Atualmente, são cerca de 286 mil hectares plantados, distribuídos em 49 mil propriedades rurais em 68 municípios. Entre os maiores produtores estão Linhares, Rio Bananal, Jaguaré, Vila Valério e Nova Venécia.

Espírito Santo responde por cerca de 70% da produção nacional de café conilon — Foto: TV Gazeta

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Por motivos religiosos, médico cria clínica de fertilização conservadora que não descarta embriões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/05/2026 04:46

Trabalho e Carreira Por motivos religiosos, médico cria clínica de fertilização conservadora que não descarta embriões Especialista em fertilização in vitro abandonou modelo tradicional após questionar descarte de embriões e abriu clínica baseada em princípios cristãos Por Associated Press

Dr. John Gordon abriu uma clínica de fertilização guiada por princípios cristãos. — Foto: AP Photo/Jessie Wardarski

O Dr. John Gordon, endocrinologista reprodutivo, é um homem de fé há anos. Quando começou a ter dúvidas, elas não eram sobre Deus, mas sobre o trabalho de sua vida.

Ele escolheu a especialidade de infertilidade para ajudar as pessoas. Trinta anos depois, os avanços científicos tornaram esse objetivo mais acessível do que nunca, mas também trouxeram novos dilemas éticos.

Como codiretor de uma clínica de fertilização nos arredores de Washington, D.C., Gordon passou a se preocupar com a criação de embriões excedentes, que muitas vezes ficavam armazenados por longos períodos ou eram descartados.

Com a expansão dos testes genéticos, os casais passaram a poder escolher o sexo do bebê e identificar doenças graves, mas também condições mais leves, como a perda auditiva.

Em 2018, sua esposa o incentivou a mudar a prática médica. Ambos acreditavam, por sua fé cristã, na santidade dos embriões. Ao olhar para a casa onde criaram quatro filhos, Allison Gordon passou a sentir que a vida confortável que levavam parecia ter sido construída sobre “ganhos ilícitos”.

John Gordon então comprou uma clínica em Knoxville, Tennessee, e a alinhou às suas convicções religiosas, que vinham se transformando ao longo do tempo. Sua clínica, a Rejoice Fertility, não descarta embriões viáveis, não realiza testes genéticos nem os doa para pesquisa. Também limita a quantidade de embriões produzidos.

A trajetória mudou em paralelo ao crescente debate sobre a fertilização in vitro (FIV). Decisões judiciais recentes reacenderam discussões sobre o tema — desde a revogação do direito federal ao aborto pela Suprema Corte dos EUA até a decisão da Suprema Corte do Alabama que passou a considerar embriões como crianças.

Ainda assim, a FIV segue amplamente aceita pela opinião pública, e o presidente Donald Trump adotou medidas para ampliar o acesso ao procedimento.

A base cristã conservadora de Trump demonstra menor apoio à fertilização in vitro. A Igreja Católica há muito se opõe à prática, e o tema vem gerando debates cada vez mais intensos entre evangélicos. Em 2024, a Convenção Batista do Sul, maior denominação protestante dos Estados Unidos, defendeu restrições à FIV quando há destruição da “vida humana embrionária”.

Gordon acredita que sua prática responde a muitas dessas questões morais. Ele tinha 55 anos quando decidiu fazer essa mudança desafiadora: “Não gosto nem de trocar de marca de pasta de dente”.

A clínica de Gordon não descarta embriões considerados viáveis — Foto: AP Photo/Jessie Wardarski

A clínica Rejoice atrai pacientes de todo o país. Folhetos evangélicos e uma cruz de madeira ficam expostos na sala de espera. Na área de recuperação, um versículo bíblico diz: “Não tenham medo nem se desanimem, pois o Senhor, o seu Deus, estará com vocês por onde vocês andarem”.

Em janeiro, Maggie e Cade Lichfield, membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, em Knoxville, seguravam uma imagem de ultrassom — a segunda desde a confirmação da gravidez, após três tentativas frustradas de transferência de embriões.

Eles reconhecem as controvérsias envolvendo a fertilização in vitro, mas valorizam o fato de a Rejoice não realizar testes genéticos nem descartar embriões.

Domenic e Olivia D’Agostino cogitaram desistir da fertilização in vitro por razões religiosas, até conhecerem a Rejoice, localizada a quase duas horas de sua casa, no Tennessee.

Eles não sabiam que existia uma clínica que não descartasse embriões. “Esse era o principal problema para mim, porque, na minha visão, não há muita diferença entre descartar um embrião e realizar um aborto”, disse Domenic D’Agostino. “Simplesmente não estávamos dispostos a fazer isso.”

Para eles, a descoberta pareceu providencial. Gordon compartilha o interesse do casal pela teologia reformada e pela ideia de que Deus é soberano sobre todas as coisas — inclusive sobre as incertezas dos tratamentos de fertilidade.

“O que mais gosto nele é que ele ora conosco antes das transferências”, disse Domenic D’Agostino. “Ele ressalta a soberania de Deus e a importância de nos submetermos à vontade divina nesse processo.”

Gordon foi criado em uma família judaica nos arredores de Boston, filho e neto de médicos. Recebeu uma educação de alto nível: escola preparatória, seguida por Princeton, faculdade de medicina em Duke e residência em Stanford.

Ele conheceu a esposa em Duke, onde ela fez doutorado em engenharia. Allison Gordon cresceu em uma família cristã, em uma pequena cidade da Carolina do Norte. Um pastor e um rabino celebraram o casamento dos dois, que por anos mantiveram uma união inter-religiosa.

A mudança aconteceu quando o filho mais velho, ainda na terceira série, foi hospitalizado com uma doença grave. Foi nesse momento que Gordon teve uma experiência de conversão. “Eu me ajoelhei e disse: ‘Senhor, o Senhor tem a minha atenção’.”

Após a recuperação do filho, o casal passou a frequentar uma igreja presbiteriana tradicional, onde Gordon foi batizado em 2000. Hoje, eles integram a Igreja Presbiteriana Evangélica Conservadora da América. Os líderes da igreja, Christ Covenant, apoiam a missão da Rejoice.

A clínica não exige que funcionários ou pacientes compartilhem as crenças religiosas de Gordon. Sarah Coe Atkinson, embriologista sênior, afirmou: “Não concordo necessariamente com tudo o que ele acredita, mas acredito no que fazemos ao ajudar esses embriões a se tornarem vidas.”

Ela supervisiona o laboratório, que aceita praticamente qualquer embrião, independentemente de sua condição. “Às vezes, os embriões menos promissores dão origem aos bebês mais bonitos”, costuma dizer.

Quando um casal recebeu um embrião doado que estava congelado havia quase 31 anos, a Rejoice prestou todo o suporte necessário. A criança, nascida em 2025, estabeleceu o que se acredita ser um recorde de maior tempo entre congelamento de um embrião e nascimento.

Para treinar outros profissionais, Atkinson criou uma biblioteca com dispositivos antigos de armazenamento de embriões e instruções para abri-los, organizadas em uma pasta com folhas plásticas protetoras. Em um dos documentos, referente a uma ampola de vidro antiga, há o alerta: “Pode explodir”.

A clínica limita a quantidade de embriões criados em cada tratamento. — Foto: AP Photo/Jessie Wardarski

Especialistas estimam que cerca de 1,5 milhão de embriões congelados estejam armazenados nos Estados Unidos, embora alguns defensores da prática acreditem que o número possa ser ainda maior.

Gordon procura não ampliar esse total. Ele adapta os tratamentos ao tamanho ideal da família de cada paciente e se especializa em ciclos de fertilização in vitro com menor uso de medicamentos, o que reduz custos e costuma resultar em menos óvulos.

As pacientes também podem optar por fertilizar menos óvulos. Outras clínicas oferecem essas alternativas, mas a Rejoice se destaca por priorizá-las.

A desvantagem é que, caso os embriões disponíveis sejam utilizados e haja necessidade de um novo ciclo, o custo pode variar entre US$ 8.000 e US$ 10.000 na Rejoice. Ainda assim, segundo Gordon, muitas pacientes preferem produzir menos embriões por motivos de consciência.

Emily Martin afirma que se sente angustiada pelos embriões que mantém armazenados. “Eu acordava no meio da noite pensando: ‘Meu Deus, o que fizemos?’, e sentia um peso enorme”, disse.

Cristã contrária ao aborto em Knoxville, ela lamenta não ter conhecido a Rejoice antes de produzir mais embriões do que usaria em outra clínica. “Esse é um aspecto pouco discutido”, afirmou.

Em casos raros em que restam embriões não utilizados, Gordon sugere que sejam disponibilizados para adoção. Em círculos cristãos conservadores, essa prática é conhecida como “adoção de embriões”, por considerar os embriões não como propriedade, mas como filhos.

Recentemente, a clínica lançou o programa Rejoice Embryo Rescue, que Gordon descreve como um “orfanato”. O projeto armazena embriões doados e trabalha com agências — em sua maioria cristãs — especializadas em coordenar adoções.

Adrienne e Colby McKnight haviam considerado a adoção tradicional antes de conhecerem a adoção de embriões em sua comunidade de ensino domiciliar, em Augusta, Geórgia.

Eles adotaram um embrião, chamado Gloria, que estava congelado havia 11 anos. Quando a transferência não resultou em gravidez, ficaram tristes, mas gratos pela oportunidade.

“Para nós, trata-se de dar a ela uma chance de viver e de sair do congelamento”, disse Adrienne McKnight. “De qualquer forma, ela poderá seguir em frente. Estará com o Senhor.”

Pacientes da clínica participam de orações antes da transferência de embriões. — Foto: AP Photo/Jessie Wardarski

“É difícil conciliar fé e profissão”, disse Gordon. Citando um trecho bíblico, afirmou que os cristãos são chamados a demonstrar “fé por meio das obras”.

A Rejoice permitiu que ele integrasse essas duas dimensões, embora o caminho tenha sido desafiador. O relacionamento com o médico de quem comprou a clínica se deteriorou, levando a disputas judiciais.

Gordon também enfrentou críticas de outros cristãos e ativistas contrários ao aborto que consideram qualquer forma de fertilização in vitro antiética.

“Ele está na direção certa”, disse Matthew Lee Anderson, especialista em ética cristã da Universidade Baylor, que se opõe à FIV. “É notável que tenha tomado medidas para mudar sua prática, e espero que avance ainda mais.”

Em um domingo, após o culto, ele voltou à clínica. No laboratório, Atkinson preparava o embrião congelado de um casal da Carolina do Norte para a transferência, prevista para aquela tarde.

À medida que o embrião descongelava, se expandia em uma placa de cultura: as células se reidratavam e ganhavam vitalidade. Ali havia uma possibilidade de vida, que seria enviada com esperança — e, na Rejoice, também com uma oração.

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Da laje ao hub cultural: estúdio musical na periferia de Salvador fatura R$ 80 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 17/05/2026 03:49

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Da laje ao hub cultural: estúdio musical na periferia de Salvador fatura R$ 80 mil por mês Criado no fim dos anos 1990 para ensaios de banda, o espaço fundado por Irmão Carlos Psicofunk virou negócio sustentável, revelou artistas e ajudou a movimentar a cena musical da capital baiana. Por PEGN

O músico Carlos, conhecido como Irmão Carlos Psicofunk, transformou um espaço de ensaio na periferia de Salvador em um próspero hub cultural.

O negócio, que começou cobrando R$ 5 por hora, hoje fatura R$ 80 mil mensais e movimenta até R$ 400 mil anuais em projetos.

Mais de 250 artistas e 1.800 músicas foram produzidas no estúdio, incluindo o primeiro álbum solo do sambista Guiga de Ogum.

O projeto demonstra que a união de música e propósito pode gerar renda e transformar realidades, mesmo fora dos grandes centros.

Empreender na música sempre foi um desafio no Brasil, especialmente fora dos grandes centros econômicos.

Em Salvador, cidade reconhecida por lançar tendências e nomes fundamentais da música brasileira, um estúdio criado de forma improvisada na laje de uma casa na periferia se transformou, ao longo de mais de duas décadas, em um negócio sólido, culturalmente relevante e financeiramente sustentável.

A história começa no fim dos anos 1990, quando o músico e produtor Carlos — conhecido artisticamente como Irmão Carlos Psicofunk — buscava apenas um lugar para ensaiar com sua banda.

Aproveitando um cômodo ainda inacabado da casa de sua mãe, Dona Neusa, no bairro da Boca do Rio, ele montou um pequeno espaço de ensaio. Sem planejamento formal, o local passou a atrair bandas da vizinhança e, pouco a pouco, começou a gerar renda.

“Eu não comecei pensando em empreender. Eu precisava de um lugar para ensaiar, e o estúdio nasceu da necessidade. Quando vi, aquilo já estava pagando contas e se tornando trabalho de verdade”, afirma Carlos.

A estratégia inicial foi simples e decisiva: cobrar cerca de um terço do valor praticado por estúdios já consolidados na cidade. Enquanto a concorrência cobrava R$ 15 por hora, Carlos alugava o espaço por R$ 5.

O preço acessível, aliado ao boca a boca, fez o estúdio ganhar visibilidade entre músicos independentes, em um período em que a divulgação ainda era feita com cartazes, panfletos e indicações pessoais.

Com o aumento da demanda, o espaço evoluiu. O que era apenas uma sala de ensaio tornou-se um estúdio de gravação, depois um ponto de shows e, mais recentemente, um hub cultural que reúne gravação, produção musical, oficinas, workshops, mentorias e eventos.

Hoje, o estúdio cobra R$ 150 por três horas de ensaio e R$ 150 por hora de gravação, atendendo artistas de Salvador e também de outras regiões do país, por meio de serviços de mixagem e masterização à distância.

O faturamento mensal do estúdio gira em torno de R$ 80 mil. Além disso, o hub movimenta entre R$ 300 mil e R$ 400 mil por ano em projetos desenvolvidos com parceiros, editais de incentivo à cultura e premiações.

Ao longo da trajetória, mais de 250 artistas e bandas já passaram pelo espaço, que soma cerca de 1.800 músicas produzidas. Um dos marcos do estúdio foi a gravação do primeiro álbum solo de Guiga de Ogum, sambista de 81 anos, morador da Ladeira da Preguiça, em Salvador.

O projeto ajudou a registrar e preservar a memória do samba tradicional da cidade, reforçando o papel social do negócio. “O sonho de qualquer artista é gravar seu disco. Quando isso acontece, a emoção é de quem grava e de quem ajuda a tornar possível”, afirma Carlos.

Para o produtor, a principal lição do negócio é começar com o que se tem. “Não precisa esperar o equipamento ideal ou o cenário perfeito. Dá para começar pequeno, buscar conhecimento, se profissionalizar aos poucos e reinvestir. O primeiro investimento não é o equipamento, é o aprendizado”, diz.

A trajetória do estúdio mostra que, quando música e propósito caminham juntos, o empreendedorismo cultural pode gerar renda, formar profissionais e transformar realidades — mesmo longe dos grandes centros e dos holofotes tradicionais do mercado.

📍 Endereço: R Jayme Sapolnik Nº 01 – Boca Do Rio/Marback Salvador/BA – CEP: 41710045📞 Telefone: (71) 99991-6121🌐 Site: https://linktr.ee/cavernadosom📧 E-mail: irmaocarlos.c@hotmail.com📘 Facebook: https://www.facebook.com/cavernadosom/?locale=pt_BR📸 Instagram: https://www.instagram.com/estudiocavernadosom

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Novo ‘morango do amor’? Entenda por que bolo-pudim virou febre em 2026

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 17/05/2026 03:49

Empreendedorismo Guia do empreendedor Novo ‘morango do amor’? Entenda por que bolo-pudim virou febre em 2026 Mistura de bolo e pudim viralizou nas redes sociais, aumentou as vendas em confeitarias e se transformou em aposta de pequenos empreendedores. Especialistas apontam que o apelo une nostalgia e experiência gastronômica. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Depois do “morango do amor”, o bolo-pudim virou a nova febre gastronômica de 2026. A sobremesa viralizou nas redes sociais, impulsionou vendas em confeitarias e se transformou em aposta de pequenos empreendedores pelo país.

Em cidades como Belo Horizonte (MG), São José do Rio Preto (SP) e Juiz de Fora (MG), confeiteiras relatam filas, centenas de fatias vendidas em poucas horas e milhões de visualizações nas redes sociais.

Especialistas afirmam que o sucesso está na combinação entre nostalgia, apelo visual e experiência sensorial. A mistura de duas receitas clássicas desperta memória afetiva e curiosidade ao mesmo tempo.

Segundo analistas, fenômenos como o bolo-pudim mostram como tendências das redes sociais conseguem se transformar rapidamente em consumo e oportunidade de negócio.

Novo ‘morango do amor’? Entenda por que bolo‑pudim virou febre em 2026 — Foto: Reprodução/Youtube

Depois do “morango do amor”, que viralizou nas redes sociais no ano passado, uma nova febre gastronômica tem tomado conta da internet em 2026: o bolo‑pudim.

A sobremesa, que combina duas receitas clássicas da confeitaria brasileira, se espalhou rapidamente por vídeos nas redes sociais, impulsionou vendas e virou aposta de pequenos empreendedores em diferentes regiões do país.

Em Belo Horizonte (MG), por exemplo, a confeiteira Maria Tereza dos Santos vendeu mais de 400 pedaços de bolo‑pudim em poucas horas durante uma feira hippie realizada em janeiro.

Por volta das 7h, já havia fila de clientes à espera do doce, vendido a R$ 25 a unidade. Algumas pessoas chegaram a aguardar até duas horas. Antes mesmo do fim da feira, por volta das 11h, todas as fatias já haviam se esgotado.

O sucesso também se repetiu com a empreendedora Elisângela da Silva Marques, em São José do Rio Preto (SP). Ela vendeu mais de 600 fatias em apenas duas horas em uma barraca montada em um canteiro da cidade.

Para dar conta da demanda, as massas são preparadas às quartas‑feiras e a montagem acontece às sextas. Ao todo, são produzidos 20 bolos, com média de 30 fatias cada. A equipe reúne oito pessoas, incluindo familiares.

Já em Juiz de Fora (MG), a confeiteira Raphaela Garbeto Brandi afirma ter vendido mais de 500 fatias em apenas dez dias, além de diversos bolos inteiros.

O preparo e o corte do doce chamaram tanta atenção nas redes sociais que os vídeos publicados ultrapassaram 18 milhões de visualizações. Hoje, o perfil da confeiteira soma mais de 20 mil seguidores.

Carro-chefe de confeiteira é bolo de pudim em Rio Preto (SP) — Foto: Lisa Cake Design/Arquivo pessoa

Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que o bolo‑pudim reúne dois fatores centrais do consumo contemporâneo: memória afetiva e forte apelo visual, potencializados pela lógica das redes sociais, que aceleram a transformação de tendências gastronômicas em fenômenos quase instantâneos.

Segundo Bruno Sola, especialista em marketing e CEO da agência Bunch Marketing & Growth, produtos com forte apelo visual, afetivo e sensorial encontram terreno fértil em plataformas como TikTok e Instagram.

“Vídeos curtos e imagens impactantes despertam desejo imediato. A curiosidade gerada no ambiente digital rapidamente se converte em demanda no mundo real”, analisa.

De acordo com ele, o sucesso dessas tendências vai além da estética. “Produtos que combinam nostalgia, curiosidade, indulgência e experiência sensorial acionam gatilhos emocionais que geram mais compartilhamentos, comentários e conteúdos espontâneos. Isso cria um efeito de validação social que impulsiona ainda mais a procura”, explica.

Para empreendedores menores, esse movimento representa uma oportunidade estratégica de crescimento orgânico. “Pequenos negócios conseguem testar sabores, formatos, embalagens e apresentações em tempo real, surfando tendências antes que elas se desgastem”, afirma Sola.

Ele destaca ainda a habilidade do empreendedor brasileiro nesse cenário: “Existe uma capacidade muito intuitiva de entender a lógica dos algoritmos e produzir conteúdos alinhados ao que tem maior potencial de recomendação e engajamento”.

O bolo‑pudim segue a mesma lógica de outros fenômenos recentes, como o “morango do amor” e a paleta mexicana. “A curiosidade gerada no ambiente digital se transforma rapidamente em vendas”, resume o especialista.

O caso do “morango do amor”, que viralizou massivamente no Brasil em julho de 2025, ilustra esse efeito. As buscas pelo doce cresceram 1.333% em apenas uma semana no Google, atingindo pico nacional em 24 de julho daquele ano, enquanto os pedidos no iFood aumentaram mais de 2.300% no mesmo período.

O crescimento foi tão intenso que chegou a impactar a cadeia de suprimentos, elevando o preço do morango em algumas regiões de São Paulo. A expectativa do setor é que o bolo‑pudim siga trajetória semelhante, impulsionado pela mesma dinâmica de viralização e compartilhamento.

Fotos mostram confeiteira que criou a torta pudim, Maria Tereza dos Santos, segurando bandeja com o doce que causou euforia na Feira Hippie de BH — Foto: Divulgação

Para Karine Karam, professora de comportamento do consumidor da ESPM e sócia da consultoria Markka Pesquisas, o sucesso da sobremesa está na combinação entre familiaridade e novidade.

Ela ressalta o forte componente emocional envolvido. “Tanto o bolo quanto o pudim fazem parte da memória afetiva do brasileiro. Estão associados à infância, à casa da avó, a encontros familiares. Quando aparecem juntos, há uma potencialização dessa nostalgia”, diz.

Em um cenário de excesso de estímulos e ansiedade cotidiana, segundo a pesquisadora, doces indulgentes acabam funcionando como uma forma de conforto emocional. O apelo visual também é decisivo para a viralização.

“O bolo‑pudim é extremamente ‘instagramável’: as camadas bem definidas, a calda escorrendo, o contraste de texturas e o momento do corte geram forte estímulo visual. Hoje, muitos alimentos são consumidos primeiro pelos olhos e pela câmera do celular”, observa.

Na avaliação de Karine Karam, o doce vai além de uma moda passageira. “O bolo‑pudim faz parte de uma tendência maior da confeitaria contemporânea, que valoriza produtos híbridos, exagerados e altamente sensoriais. O alimento deixa de ser apenas comida e vira experiência, entretenimento e conteúdo”, conclui.

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Bolsa Família: aplicativo ganhará novas funções a partir desta segunda; veja detalhes

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/05/2026 02:45

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O aplicativo do Bolsa Família vai receber novas funcionalidades a partir desta segunda-feira (18). Com isso será possível conferir informações detalhadas sobre o benefício e composição familiar, além de o beneficiário receber notificações sobre pendências.

Não será necessário baixar um novo aplicativo. Uma mensagem de atualização irá aparecer para o usuário e as novas funções estarão disponíveis ao atualizar o app do Bolsa Família.

🔍Nesse primeiro momento, apenas os beneficiários que tenham telefone com sistema operacional Android vão conseguir fazer a atualização.

Nessa fase, as novidades são a visualização de pendências relacionadas à família do beneficiário, o acesso a informações relacionadas ao bloqueio do benefício e a outros programas do governo federal (Confira todas as novas funcionalidades mais abaixo).

“Eu não tenho casa, como faço para acessar o Minha Casa Minha Vida? O aplicativo também vai ajudar com informações de um conjunto de programas integrados ao Cadastro Único”, exemplificou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), essas melhorias não vão substituir o atendimento nos Centro de Referência da Assistência Social (CRAS).

Ainda será necessário ir ao CRAS para atendimentos de alterações cadastrais e manutenção do benefício.

"Com o novo aplicativo, espera-se que o beneficiário consiga identificar previamente suas pendências, comparecendo ao CRAS já munido das informações e documentos necessários, o que tende a reduzir a necessidade de mais de um deslocamento para a resolução da demanda", explicou a pasta.

🔍 Segundo o MDS, são 6 milhões de usuários ativos na plataforma Android e aproximadamente 270 mil usuários na plataforma iOS no app do Bolsa Família.

O aplicativo também terá a funcionalidade de acesso de não beneficiários destinado a famílias que querem começar o processo para participar do programa.

Nesse modo, é possível ver o calendário de pagamentos, ter acesso a informações gerais do programa e um canal direto com a Caixa — responsável pelo pagamento dos beneficiários do programa.

informações como rastreio e situação do cartão;permissão para que o beneficiário escolha a conta onde quer receber o benefício;e possibilidade para que o beneficiário solicite o retorno garantido — mecanismo que assegura que famílias beneficiárias do Bolsa Família, que melhoraram de renda e depois voltaram a ficar em situação de vulnerabilidade, voltem ao programa com prioridade, sem precisar passar pela fila de espera.

Informações detalhadas sobre benefício, composição familiar e pendências;Área para o não beneficiário e área para o novo entrante.

Informações sobre cartão, como rastreio e situação;Permissão para que o beneficiário escolha a conta onde quer receber o benefício; Possibilidade para que o beneficiário solicite o retorno garantido.

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