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O que as novas compras agrícolas da China nos EUA significam para o comércio global?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 12:57

Agro O que as novas compras agrícolas da China nos EUA significam para o comércio global? Países concordaram em expandir o comércio agrícola e eliminar as barreiras não tarifárias para carne bovina e aves, informou o Ministério do Comércio chinês. Por Ella Cao, Naveen Thukral

A China prometeu importar pelo menos US$ 17 bilhões (R$ 86,1 bilhões) por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos, além de soja, durante três anos.

Maior importadora de produtos agrícolas do mundo, a China reduziu drasticamente as compras dos EUA após a guerra comercial do ano passado entre as duas maiores economias globais.

No entanto, os dois países concordaram em expandir o comércio agrícola e eliminar as barreiras não tarifárias para carne bovina e aves.

A promessa de US$ 17 bilhões (R$ 86,1 bilhões), além dos compromissos existentes com a soja, levaria o total das importações agrícolas da China nos EUA para perto de US$ 28 bilhões a US$ 30 bilhões (de R$ 141,8 bilhões a R$ 152 bilhões) por ano.

O aumento das compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos deve ocorrer às custas das exportações de fornecedores rivais.

O presidente dos EUA, Donald Trump (à esquerda), posa para fotos com o presidente da China, Xi Jinping, durante uma visita ao Jardim Zhongnanhai, em Pequim, em 15 de maio de 2026. — Foto: Evan Vucci / Pool / AFP

A China se comprometeu a comprar pelo menos US$ 17 bilhões (R$ 86,1 bilhões) por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos, além de soja, durante três anos, informou a Casa Branca no último domingo (17), após uma cúpula dos líderes dos dois países em Pequim, na semana passada.

Maior importadora de produtos agrícolas do mundo, a China reduziu drasticamente as compras dos EUA após a guerra comercial do ano passado entre as duas maiores economias globais.

No entanto, os dois países concordaram em expandir o comércio agrícola e eliminar as barreiras não tarifárias para carne bovina e aves, informou o Ministério do Comércio chinês.

A seguir, os principais detalhes do comércio agrícola entre os países e como essas compras podem evoluir:

A promessa de US$ 17 bilhões (R$ 86,1 bilhões), além dos compromissos existentes com a soja, levaria o total das importações agrícolas da China nos EUA para perto de US$ 28 bilhões a US$ 30 bilhões (de R$ 141,8 bilhões a R$ 152 bilhões) por ano, segundo operadores e analistas.

O valor ainda fica abaixo do pico de US$ 38 bilhões (R$ 192,5 bilhões) em 2022, mas muito acima dos US$ 8 bilhões (R$ 40,5 bilhões) do ano passado e dos US$ 24 bilhões (R$ 121,6 bilhões) em 2024.

Para atingir essa meta, Pequim terá de ampliar significativamente as compras de trigo, grãos para ração, carne e produtos agrícolas não alimentícios, como algodão e madeira, segundo operadores e analistas.

Pequim cumpriu o compromisso de comprar 12 milhões de toneladas de soja, além de adquirir algum volume de trigo e uma grande quantidade de sorgo, após um acordo firmado em outubro passado entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping.

Como parte desse acordo, a Casa Branca afirmou que a China compraria pelo menos 25 milhões de toneladas de soja por ano.

O aumento das compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos deve ocorrer às custas das exportações de fornecedores rivais…

"Alcançar US$ 17 bilhões anuais excluindo a soja provavelmente exigiria que a China redirecionasse intencionalmente as compras dos fornecedores existentes para os Estados Unidos por motivos políticos e estratégicos, e não por motivos puramente comerciais", disse Cheang Kang Wei, vice-presidente da StoneX em Cingapura, à Reuters.

O Brasil, principal fornecedor de soja da China, com 73,6% de participação no mercado em 2025, também se tornou seu principal fornecedor de milho. No ano passado, a China aprovou as importações de grãos secos de destilaria brasileiros (DDGS), ingrediente para ração animal com alto teor de proteína obtido durante o processo de fabricação de etanol.

A Austrália, que foi o principal fornecedor de trigo da China em 2023 e de sorgo em 2025, pode enfrentar queda na demanda se o trigo e o sorgo dos EUA ganharem terreno. As importações de cevada também podem sofrer pressão, enquanto as maiores compras de carne bovina dos EUA podem reduzir a demanda pela carne bovina premium da Austrália na China.

Outros grandes fornecedores, como o Canadá e a França, no caso do trigo, e a Argentina, no caso do sorgo, também podem ter uma demanda menor.

Espera-se que a China comece a comprar soja dos Estados Unidos da nova safra para embarques a partir de outubro, já que os preços da produção norte-americana estão competitivos em relação aos brasileiros, segundo operadores do mercado.

"A compra de 25 milhões de toneladas de soja dos EUA não deve ser um problema, pois os preços dos EUA estão bastante atraentes agora", disse um especialista que negocia sementes oleaginosas à Reuters. "Eles podem comprar para esmagamento e também para estocagem."

As estatais Cofco e Sinograin devem liderar as compras de soja dos Estados Unidos enquanto a China mantiver uma tarifa adicional de 10%, segundo operadores.

A China reduziu drasticamente sua dependência da soja dos Estados Unidos desde o primeiro mandato de Donald Trump. Em 2024, o produto norte-americano representou cerca de um quinto das importações chinesas, ante 41% em 2016.

É provável que os comerciantes estatais chineses continuem como principais compradores de milho e trigo dos Estados Unidos, já que recebem cotas de importação com tarifas reduzidas.

A China possui cotas de importação de 9,64 milhões de toneladas para o trigo e 7,2 milhões para o milho, com tarifa de 1%. As compras que excedem essas cotas estão sujeitas a tarifas de até 65%.

Em 2025, a China comprou apenas US$ 5 milhões (R$ 25,3 milhões) em milho dos Estados Unidos, bem abaixo dos US$ 561,5 milhões (R$ 2,8 bilhões) registrados no ano anterior. Os embarques foram interrompidos após junho, segundo dados da alfândega chinesa.

As importações de trigo caíram para quase zero em 2025, após somarem 1,9 milhão de toneladas, equivalentes a cerca de US$ 600 milhões (cerca de R$ 3 bilhões), em 2024.

Espera-se que a China aumente as compras de grãos para ração, incluindo sorgo, após fortes chuvas prejudicarem a produção no norte do país em 2025.

Desde novembro, Pequim comprou pelo menos 2,5 milhões de toneladas de sorgo dos Estados Unidos para compensar a escassez de milho no mercado interno. Já compras mais relevantes de DDGS dependeriam da suspensão das tarifas antidumping e antissubsídios em vigor desde 2017.

A China é um mercado importante para produtos como pés de frango, orelhas de porco e miúdos dos Estados Unidos — itens com pouca demanda no mercado americano.

As importações de carne bovina e de aves dos Estados Unidos devem aumentar após Pequim indicar que os dois países vão trabalhar para resolver pendências comerciais.

Na sexta-feira, a China concedeu extensões de registro por cinco anos a 425 unidades produtoras de carne bovina dos Estados Unidos, que haviam sido em grande parte suspensas após o vencimento das licenças no ano passado. Além disso, aprovou novos registros de cinco anos para outras 77 unidades.

Pequim introduziu, em dezembro passado, um sistema de cotas para importação de carne bovina, com tarifa de 55% para volumes acima do limite estabelecido. A medida atinge os principais fornecedores, incluindo os Estados Unidos, e tem como objetivo proteger a indústria local.

As importações chinesas também podem incluir produtos não alimentícios, como algodão e madeira. No caso do algodão, as compras caíram de US$ 1,85 bilhão (R$ 9,4 bilhões) em 2024 para US$ 225,7 milhões (R$ 1,1 bilhão) no ano passado.

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Furtos de energia no Brasil causam um prejuízo bilionário

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 10:58

Jornal Nacional MoedasDólar ComercialR$ 5,011-1,11%Dólar TurismoR$ 5,229-0,89%Euro ComercialR$ 5,841-0,82%Euro TurismoR$ 6,106-0,64%B3Ibovespa176.270 pts-0,57%MoedasDólar ComercialR$ 5,011-1,11%Dólar TurismoR$ 5,229-0,89%Euro ComercialR$ 5,841-0,82%Euro TurismoR$ 6,106-0,64%B3Ibovespa176.270 pts-0,57%MoedasDólar ComercialR$ 5,011-1,11%Dólar TurismoR$ 5,229-0,89%Euro ComercialR$ 5,841-0,82%Euro TurismoR$ 6,106-0,64%B3Ibovespa176.270 pts-0,57%Oferecido por

Só no ano passado, os gatos causaram 620 mil apagões em todo o país, prejudicando pelo menos 2,1 milhões residências e pontos comerciais em todo país.

As ligações clandestinas desviaram energia elétrica no Brasil causam prejuízo bilionário. Além de interrupções no fornecimento, o furto a também pesa no preço da conta de luz do brasileiro.

É nesse emaranhado de fios que uma das maiores riquezas produzidas pelo país é furtada. Os prejuízos causados pelos gatos de energia elétrica chegam a patamares inimagináveis.

De acordo com a Associação das Distribuidoras de Energia, só em 2024 foram desviados mais de 22,5 bilhões de kWh no país. Quase o dobro de toda a produção de Belo Monte, a segunda maior usina hidrelétrica do Brasil.

Energia suficiente para abastecer toda a Região Sudeste por um mês. Quando a gente olha para os estados, o Amazonas bate recorde no ranking de energia furtada.

"Com a própria modernização de redes , já se combatem os desvios de energia nesses locais onde está sendo feita a modernização. E combatendo as perdas, nós poderíamos usar esse recurso para fazer investimento", diz o engenheiro de perdas Rodrigo Inocêncio.

No total consolidado por estados, o Amapá fica em segundo lugar, com R$ 22 de perdas. Depois vêm Rio de Janeiro, Pará, Rondônia e Pernambuco.

O furto de energia não traz problemas apenas para as distribuidoras, mas principalmente para os consumidores. As ligações clandestinas sobrecarregam o sistema, provocam incêndios e quedas de fornecimento nos períodos de maior consumo.

Só no ano passado, os gatos causaram 620 mil apagões em todo o país, prejudicando pelo menos 2,1 milhões residências e pontos comerciais em todo país.

Os gatos provocaram um prejuízo de R$ 10 bilhões de reais para as concessionárias em 2025. Uma perda que é dividida com o consumidor que paga sua conta regularmente. As distribuidoras estimam que o impacto na conta de luz é de quase 3%.

"Acontece principalmente no que nós chamamos de áreas de restrição operativa em comunidades conflagradas muitas vezes pelo crime e que as distribuidoras muitas vezes são impedidas de estarem operando e precisam das forças de segurança para poder fiscalizar esses furtos", diz Patricia Audi, presidente da Abradee.

Mas os furtos acontecem também em outras áreas. Em Salvador, a polícia encontrou uma ligação clandestina em uma fábrica de bebidas energéticas.

Luz suficiente para abastecer 3.200 residências por 15 dias. No Rio, a polícia já encontrou gato para carregador de carro elétrico.

Se a gente considerar apenas as distribuidoras, a Light tem o maior índice de perdas: 22% em furtos. A companhia atende a 31 municípios do estado do Rio, incluindo grande parte da Região Metropolitana.

"O ano passado a gente regularizou mais de 140 mil entre regularizações e cortes de ligações irregulares na área de concessão. Mesmo assim, o volume perdido de energia do ano passado é equivalente a alimentar uma cidade de 80 mil habitantes por um ano inteiro", comentou Rodrigo Brandão, diretor de distribuição da Light.

O especialista em energia, Jerson Kelman, diz que os gatos são um problema de segurança pública e que a população mais vulnerável é altamente prejudicada.

"É principalmente um problema para a população que vive em áreas ocupadas por facções, onde o Estado não consegue entrar, não tem segurança, e que essas populações, às vezes, têm que pagar a quem ocupa o território. Enquanto tiverem bolsões onde o Estado brasileiro não consegue estar presente, nós vamos ter uma situação desarranjada em que a população é desassistida, tem um serviço de péssima qualidade e a população em geral paga parte do custo da energia que é furtada", ressaltou Jerson Kelman – professor da UFRJ.

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Comissão aprova projeto de lei que suspende por 10 anos CNH de motorista que causar morte ao volante

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 10:58

Carros Comissão aprova projeto de lei que suspende por 10 anos CNH de motorista que causar morte ao volante Projeto aumenta também pena de reclusão para motorista condenado por homicídio culposo ao conduzir veículo. Texto vai passar por comissões antes de ser votado no Congresso. Por Redação g1

São Carlos registra 27 mortes em acidentes de trânsito em 1 ano, aponta Infosiga — Foto: Ely Venancio/EPTV

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que endurece as penas para o crime de homicídio culposo (quando não existe intenção de matar) ao conduzir veículos.

O texto do PL 276/26, aprovado na última quarta-feira (13), estabelece em 10 anos a suspensão da CNH e aumenta o tempo de prisão.

Atualmente, o artigo 293 do Código Brasileiro de Trânsito (CTB) determina entre dois meses e cinco anos o tempo de suspensão do direito de dirigir para o condutor que for condenado por homicídio culposo.

Hoje, a pena de reclusão determinada pelo CTB é de dois a quatro anos. O projeto de lei aumenta esse tempo para detenção de quatro a oito anos.

O projeto agora será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Na mesma sessão, a comissão também aprovou regras para o uso de óculos inteligentes ao volante.

Segundo a autora do projeto, deputada Delegada Ione (Avante-MG), aumentar o tempo de suspensão de CNH tem caráter preventivo, pois afasta por período significativo o condutor que mostrou-se incapaz de dirigir com segurança.

Ainda de acordo com a deputada, é legítimo o Estado adotar uma pena para desestimular comportamentos imprudentes e negligentes ao volante.

O relator do projeto na Comissão, deputado Bebeto (PP-RJ), manteve a redação original do projeto. “Embora o tipo penal permaneça culposo, é inegável que muitas das condutas enquadradas nesse dispositivo decorrem de violações graves do dever objetivo de cuidado, revelando acentuada reprovabilidade social”, detalhou o deputado em seu voto.

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Donald Trump desiste de processo de US$ 10 bilhões contra Receita dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 10:58

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,014-1,06%Dólar TurismoR$ 5,230-0,86%Euro ComercialR$ 5,843-0,78%Euro TurismoR$ 6,107-0,61%B3Ibovespa176.405 pts-0,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,014-1,06%Dólar TurismoR$ 5,230-0,86%Euro ComercialR$ 5,843-0,78%Euro TurismoR$ 6,107-0,61%B3Ibovespa176.405 pts-0,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,014-1,06%Dólar TurismoR$ 5,230-0,86%Euro ComercialR$ 5,843-0,78%Euro TurismoR$ 6,107-0,61%B3Ibovespa176.405 pts-0,5%Oferecido por

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desistiu do processo de US$ 10 bilhões contra a Receita americana.

Ele apresentava a ação em nome pessoal, ao lado de seus dois filhos mais velhos, Eric e Donald Jr., e do conglomerado da família.

A denúncia era de que o órgão não teria evitado o vazamento das declarações de imposto de renda do republicano para a imprensa.

O caso começou após um ex-funcionário terceirizado da Receita Federal dos EUA repassar documentos fiscais de Trump para a imprensa.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 12 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump desistiu do processo de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 50 bilhões) que movia contra a Receita Federal americana (IRS, na sigla em inglês), segundo um documento judicial divulgado nesta segunda-feira (18) e obtido pela agência Reuters.

Em janeiro deste ano, Trump apresentou a ação em nome pessoal, e não como presidente, ao lado de seus dois filhos mais velhos, Eric e Donald Jr., e do conglomerado da família, a Trump Organization.

Eles acusavam o órgão de não ter evitado o vazamento das declarações de imposto de renda do republicano para a imprensa durante seu primeiro mandato.

O caso começou após um ex-funcionário terceirizado da Receira americana, Charles Littlejohn, repassar documentos fiscais de Trump para veículos como o The New York Times e a ProPublica em 2019 e 2020.

Littlejohn se declarou culpado em 2023 pelo vazamento. Atualmente, ele cumpre uma pena de prisão de cinco anos.

Durante seu primeiro mandato presidencial, as declarações de impostos de Trump foram foco de especulação depois que o presidente rompeu com a tradição de seus antecessores e se recusou a divulgá-las como candidato.

Uma reportagem do The New York Times publicada em setembro de 2020 revelou que Donald Trump pagou apenas US$ 750 (cerca de R$ 3,7 mil) em imposto de renda federal em 2016 e 2017 e não pagou o tributo em 10 dos 15 anos anteriores.

Após a divulgação, Trump afirmou ter pago “milhões de dólares em impostos”, mas sem apresentar provas. O republicano disse que utilizou mecanismos legais, como créditos fiscais e depreciação, para reduzir o valor devido.

"Eu paguei muitos milhões de dólares em impostos, mas tive direito, assim como todo mundo, a depreciação e créditos fiscais", escreveu na época.

"Eu não estou nem um pouco endividado — eu tenho poucas dívidas comparadas ao valor dos meus ativos."

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Formalização abre portas: pequenos negócios ampliam renda, segurança e presença em novos mercados

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 18/05/2026 10:58

Empreenda com Sebrae Especial Publicitário Formalização abre portas: pequenos negócios ampliam renda, segurança e presença em novos mercados Na Semana do MEI 2026, histórias de empreendedores que saíram da informalidade revelam o potencial de abrir seu CNPJ. Por Sebrae

O MEI simplifica o começo, mas é a organização que impulsiona o crescimento do negócio. — Foto: Foto: Acervo pessoal de Raphael Muniz

Empreender vem se consolidando como uma escolha estratégica e de vida para o brasileiro, indo além de uma alternativa ao desemprego. Segundo o relatório Empreendedorismo no Brasil 2025, do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), ter o próprio negócio é o segundo maior sonho da população adulta entre 18 e 64 anos. E, para muitos, o objetivo tem se tornado realidade. Em 2026, o Brasil registrou a formalização de quase 1,6 milhão de empresas apenas no primeiro trimestre. Desse total, mais de 1,2 milhão (76,4%) são Microempreendedores Individuais (MEI).

Em 2017, Raphael da Silva Muniz, de 32 anos, morador de Nova Friburgo (RJ), também abriu seu MEI. Como gerente de uma casa de festas infantis, Raphael enxergou a oportunidade na produção de lembrancinhas personalizadas em MDF. Ousado, comprou uma máquina e apostou suas fichas nesse mercado, mesmo sem nenhum contato anterior. Após três meses produzindo nos fundos de casa, deixou o emprego para se dedicar totalmente ao negócio. De ouvido atento aos clientes, passou também a produzir em acrílico — sua principal matéria-prima hoje.

Assim, o que nasceu como renda extra, hoje alcança todo o Brasil. Raphael está à frente da fábrica Inova a Laser e da marca In Store ao lado da esposa e sócia, Vitória Bernardo e Souza, que lidera o marketing. Juntos, produzem itens personalizados para diversos segmentos, com destaque para o mercado de saúde, beleza e estética.

A dúvida é válida, especialmente para quem ainda enxerga o negócio como uma renda complementar. A resposta é: sim! Formalizar vale a pena, começando pela renda. Raphael Muniz conta que sentiu essa mudança na prática. Após abrir o CNPJ, passou a emitir notas fiscais e conquistar clientes maiores, como uma cervejaria local que saiu de 20 pedidos pontuais para encomendas de mil caixas personalizadas. “Conseguimos pedidos maiores e clientes maiores também. Isso nos fez entender que não era só mais um extra”, relembra.

Dados do Data Sebrae referentes ao quarto trimestre de 2024 mostram que donos de negócios formais recebem, em média, R$ 6.117 por mês, enquanto trabalhadores informais registram rendimento médio de R$ 2.115.

Espelhos de mão, bandejas, organizadores, caixas e placas de comunicação visual são os personalizados mais vendidos pelo casal — Foto: Foto: Acervo de Raphael Muniz

Cristiano Faquini, analista de inteligência de mercado e da Unidade de Relacionamento com Cliente do Sebrae, lista mais vantagens atreladas ao pagamento mensal do MEI: regularização jurídica do negócio, acesso a descontos, pagamento simplificado e redução de impostos, além de cobertura previdenciária.

“Certa vez atendi um pintor, no balcão de atendimento do Sebrae, que sofreu um acidente de moto e ficou por volta de cinco meses sem trabalhar. Como ele era MEI, entrou em contato com o INSS e recebeu um salário-mínimo durante esse período. Quando se recuperou, voltou a trabalhar e a receber normalmente", conta Faquini.

Fernanda Pereira Cavalcante, gestora nacional de mobilizações e analista da Unidade de Relacionamento com Cliente do Sebrae, reforça o incentivo. “Não há por que o empreendedor trabalhar na informalidade. Há benefícios como auxílio-doença e, para a mulher, licença-maternidade. Inclusive, hoje existem iniciativas do próprio governo federal em que o MEI é convidado a prestar serviços para esferas estaduais e municipais”.

A iniciativa governamental mencionada pela gestora é a Contrata+Brasil. Para apoiar os microempreendedores nesse processo, o Sebrae oferece o curso Contrata+Brasil na prática, que mostra como o MEI pode se cadastrar, acessar oportunidades e prestar serviços ao Governo com mais segurança e menos burocracia. Saiba como participar.

A formalização também pode abrir caminho para novos mercados. Em 2023, o casal viu o faturamento da fábrica multiplicar por dez quando Vitória teve a ideia de levar os personalizados para marketplaces. Em um mês, o crescimento acelerado exigiu mudanças: a equipe saltou de três para quase 30 funcionários, e a Inova a Laser deixou um espaço de 35 m² para operar em um galpão de 100 m². No ano seguinte, o negócio mudou para o regime de Empresa de Pequeno Porte (EPP) e a produção passou a ter escala industrial na atual sede, de 1.000 m².

Em 2025, Raphael participou da Missão China, iniciativa do programa ProGlobal. Com subsídio de 80% do Sebrae, o empreendedor mergulhou numa imersão de 15 dias no país, voltada à inovação e indústria. Durante a viagem, conheceu novas tecnologias, modelos de negócio e se inspirou na velocidade de desenvolvimento aliada à alta qualidade dos chineses. Hoje, o empreendedor mantém contato com fornecedores do país asiático para a importação de insumos e já deu os primeiros passos, exportando para países como EUA, Suíça e Emirados Árabes Unidos. A empresa também se prepara para ampliar a presença em plataformas globais de e-commerce.

O movimento de expansão para além do mercado local não é exclusivo da Inova a Laser e In Store. Assim como Raphael e Vitória, um empreendedor de Minas Gerais saiu da informalidade para o registro como MEI e hoje atua como EPP. À frente da Queijo D’Alagoa-MG, Osvaldo Martins de Barros Filho foi pioneiro na venda de queijo artesanal pela internet em 2009. A profissionalização do negócio e a busca por excelência renderam mais de 80 prêmios nacionais e internacionais, incluindo uma medalha de ouro na França.

Faturando cerca de R$ 4 milhões por ano, a inovação já faz parte da rotina de Raphael e Vitória. “Usamos inteligência artificial no design para ajudar a melhorar a qualidade das imagens que recebemos dos clientes”, conta Raphael. Os próximos passos, segundo Vitória, são automatizar e agilizar o atendimento com IA para aumentar a conversão de vendas e responder perguntas frequentes por 24 horas.

Após investir em novos maquinários, o casal também se prepara para entrar em outro segmento: a produção de peças em metal e inox, como bandejas e potes personalizados. Para o especialista Faquini, a inovação e a inteligência artificial também são pilares da gestão estratégica do MEI que deseja crescer, ao lado de planejamento, marketing, vendas e organização financeira.

Todos esses temas estarão no centro da Semana do MEI 2026, que acontece entre os dias 25 e 29 de maio em todo o Brasil. O evento é voltado para quem é MEI ou ainda deseja abrir ou formalizar um negócio. Antes disso, o Sebrae promove palestras no Esquenta Semana do MEI. A partir da terça-feira (19/05), grandes nomes como Zica Assis, Thiago Godoy, Gil Giardelli e Ana Tex vão compartilhar experiências em palestras on-line apenas para quem fizer a inscrição.

Além das atividades on-line, a Semana do MEI promove atividades presenciais em todos os estados do país. Confira a agenda completa e encontre os eventos do seu estado aqui.

Ficou inspirado, mas não sabe por onde começar? O Sebrae separou quatro passos para quem quer escalar seu negócio, passando pelo MEI e indo além. Confira!

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Carros inteligentes: como você pode estar sendo espionado sem saber (e o que fazer para evitar)

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 09:49

Carros Carros inteligentes: como você pode estar sendo espionado sem saber (e o que fazer para evitar) Dos seus dados físicos às suas expressões faciais, passando pelos lugares por onde você circula, os carros coletam uma quantidade surpreendente de informações sobre você. Por BBC

Os carros modernos são computadores sobre rodas, e grandes corporações estão usando esses veículos para coletar detalhes íntimos sobre a sua vida e lucrar ainda mais com isso — Foto: Getty Images via BBC

Carros costumavam significar liberdade. Quando peguei as chaves do velho Toyota da minha família pela primeira vez, parecia um rito de passagem. Era um sinal de que eu já tinha idade suficiente para escapar do olhar vigilante dos meus pais e entrar em um mundo em que o tempo e as decisões pertenciam apenas a mim. As coisas mudaram.

Os carros modernos são computadores sobre rodas, e grandes corporações estão usando esses veículos para coletar detalhes íntimos sobre a sua vida e lucrar ainda mais com isso.

Se você acha que dirigir ainda representa um momento de privacidade e independência, talvez seja melhor pensar novamente. E tudo indica que a situação está prestes a piorar bastante.

As próprias montadoras admitem isso, se você ler as suas políticas de privacidade. As informações coletadas podem incluir dados precisos sobre todos os lugares por onde você passa, quem está no carro com você, o que toca no rádio e até se você coloca o cinto de segurança, dirige acima da velocidade ou freia bruscamente.

Algumas empresas conseguem coletar informações ainda mais inesperadas, como peso, idade, raça e expressões faciais. Você cutuca o nariz?

Alguns carros têm câmeras internas apontadas para o banco do motorista. E a maioria já sai de fábrica conectada à internet, que pode enviar esses dados enquanto você dirige sem perceber.

Esse problema de privacidade também pode afetar o seu bolso. Entre os principais clientes desses dados estão as seguradoras, que usam essas informações para cobrar preços mais altos de alguns motoristas. Mas é impossível saber exatamente para onde seus dados estão indo.

Algumas montadoras admitem vender essas informações, mas não são obrigadas a revelar quem as compra. Isso sem falar no desconforto que tudo isso pode causar. Segundo especialistas, a maioria dos consumidores nem sabe que isso acontece.

"As pessoas ficariam chocadas com a quantidade de dados que seus carros coletam e transmitem para as montadoras ou aplicativos externos", afirma Darrell West, pesquisador sênior do Center for Technology Innovation, do Brookings Institute, em Washington D.C., nos Estados Unidos. "Basicamente, isso significa que a sua vida pode ser reconstruída quase segundo a segundo."

Você já está se sentindo desconfortável? Uma lei federal prestes a entrar em vigor nos EUA vai ampliar ainda mais a quantidade de dados que os carros poderão coletar sobre seus motoristas.

Em breve, montadoras americanas serão obrigadas a instalar câmeras biométricas infravermelhas e outros sistemas capazes de analisar linguagem corporal, rastrear movimentos dos olhos e monitorar outros aspectos do comportamento para identificar se o motorista está bêbado ou cansado demais para dirigir.

Ao mesmo tempo, isso abrirá espaço para uma nova leva de dados sobre saúde e hábitos pessoais. Não existem regras que limitem o que as montadoras podem fazer com essas informações.

É claro que também existem vantagens. Carros conectados à internet podem ser mais práticos. Os sensores instalados nesses veículos podem tornar a direção mais segura e confortável. Seguradoras também podem decidir cobrar menos de motoristas considerados prudentes ao volante.

Mas, com as montadoras expandindo rapidamente seus impérios de dados, este é um momento importante para entender o que acontece nesse universo e como isso afeta você.

Se o seu carro for relativamente novo, provavelmente já faz parte disso. A consultoria McKinsey estimou que 50% dos carros em circulação em 2021 tinham conexão com a internet e previu que esse número chegará a 95% até 2030. Se o seu carro está conectado, privacidade provavelmente já é uma questão que deveria preocupar você.

As montadoras também conseguem monitorar usuários quando eles conectam o celular ao sistema multimídia do veículo ou utilizam determinados aplicativos voltados para dirigir.

Alguns motoristas ainda aderem aos sistemas de telemetria das seguradoras, que acompanham o comportamento ao volante em troca de possíveis descontos.

Uma análise feita em 2023 pela Mozilla, responsável pelo navegador de internet Firefox, examinou as políticas de privacidade de 25 marcas de automóveis.

Nenhuma delas atendeu aos padrões de privacidade e segurança usados pela Mozilla em suas comparações. Segundo a Mozilla, carros são "a pior categoria de produto que já avaliamos em termos de privacidade".

De acordo com o relatório, as montadoras se reservam o direito de coletar informações como nome, idade, raça, peso, dados financeiros, expressões faciais, tendências psicológicas e outros dados pessoais. A política de privacidade da Kia, por exemplo, sugere que a empresa pode até coletar informações sobre a "vida sexual" e a saúde geral dos motoristas.

James Bell, porta-voz da Kia, afirmou que a empresa nunca coletou dados sobre a vida sexual ou a saúde de motoristas. Segundo Bell, essas categorias aparecem na política de privacidade apenas porque a companhia reproduz a definição de "dados sensíveis" adotada pelo Estado da Califórnia.

Ele afirmou que as práticas de privacidade da Kia são transparentes e que a empresa só compartilha dados com seguradoras quando os motoristas autorizam. A companhia, no entanto, não explicou quais tipos de "dados sensíveis" efetivamente coleta.

As informações coletadas podem incluir dados precisos sobre todos os lugares por onde você passa, quem está no carro com você, o que toca no rádio e até se você coloca o cinto de segurança, dirige acima da velocidade ou freia bruscamente — Foto: Getty Images via BBC

Talvez seja difícil imaginar concretamente como isso funciona, mas os carros atuais estão repletos de sensores: nos bancos, no painel, no motor, no volante, praticamente em toda parte.

Muitos veículos, por exemplo, têm câmeras internas e externas. Se você faz alguma coisa dentro de um carro moderno, há grandes chances de existir algum mecanismo capaz de informar a empresa disso.

A Mozilla descobriu que 19 montadoras afirmam, em suas políticas, que podem vender dados dos usuários, e isso já acontece na prática.

Nos EUA, órgãos estaduais e federais adotaram medidas contra a General Motors (GM) por supostamente vender dados de localização de veículos sem consentimento dos motoristas. Senadores americanos também acusaram a Honda e a Hyundai de práticas semelhantes, e esses são apenas os casos que vieram a público.

"Elas pegam todas as informações que coletam sobre você, e isso é muita coisa, e usam esses dados para tirar conclusões sobre quem você é, qual é o seu nível de inteligência, seu perfil psicológico e suas crenças políticas", afirma Jen Caltrider, analista de privacidade que liderou a pesquisa da Mozilla sobre automóveis. "Esse é o tipo de coisa em que as pessoas normalmente não pensam."

Segundo Caltrider, praticamente não existem regras sobre quem pode comprar esses dados ou para quais finalidades eles podem ser usados.

Isso vai além de as empresas espiarem sua vida privada. Por exemplo, a GM vendeu informações de motoristas para uma empresa chamada LexisNexis, especializada na compra e venda de dados de consumidores.

Um motorista que obteve acesso ao material descobriu, segundo relatos, que a LexisNexis tinha 130 páginas de informações detalhando todas as viagens feitas por ele e pela esposa ao longo de seis meses.

Ele contou ao jornal americano The New York Times que, depois de um aumento de 21% no valor do seguro, um corretor informou que os dados haviam influenciado o reajuste. A LexisNexis não respondeu ao pedido de entrevista da BBC.

A Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, na sigla em inglês) tomou medidas contra a GM, que agora está proibida de vender dados de veículos pelos próximos cinco anos. Depois disso, a GM poderá retomar a prática desde que obtenha o consentimento explícito dos motoristas e cumpra outras exigências.

Enquanto isso, a LexisNexis e outras empresas continuam comercializando dados de veículos obtidos de outras montadoras e de aplicativos usados por motoristas. A GM também não respondeu aos pedidos de entrevista da BBC.

Acordos entre seguradoras, montadoras e empresas especializadas na compra e venda de dados são comuns e, desde que essas práticas estejam descritas nas políticas de privacidade aceitas pelos usuários, tudo isso é perfeitamente legal.

"As seguradoras vêm coletando enormes quantidades de dados dos consumidores, especialmente informações sobre hábitos de direção, e usando isso para tentar cobrar prêmios [preços] mais altos, negar cobertura ou classificar clientes em diferentes categorias", afirma Michael DeLong, pesquisador e ativista da Consumer Federation of America, organização sem fins lucrativos dos EUA voltada à defesa do consumidor.

As montadoras afirmam que obtêm autorização antes de monitorar os motoristas. Na prática, isso normalmente significa aceitar formulários e políticas de privacidade ao configurar o sistema multimídia do veículo ou aplicativos conectados ao carro. Em alguns modelos, esses avisos aparecem toda vez que o motorista liga o veículo. Você leu esses termos? Provavelmente não.

As montadoras também conseguem monitorar usuários quando eles conectam o celular ao sistema multimídia do veículo ou utilizam determinados aplicativos voltados para dirigir — Foto: Getty Images via BBC

Nos EUA, não existe uma lei federal abrangente sobre privacidade. As proteções adotadas por alguns Estados são fragmentadas e, segundo especialistas, insuficientes.

A situação é um pouco melhor na Europa, incluindo o Reino Unido, onde existem proteções específicas para determinados tipos de dados sensíveis e consumidores têm alguns direitos, como acessar informações pessoais e solicitar sua exclusão. Ainda assim, o problema está longe de ser resolvido na Europa.

"Os europeus continuam subordinados às políticas de privacidade", afirma Caltrider. "E é preciso confiar que as regras serão cumpridas e fiscalizadas, algo que nem sempre acontece, especialmente no setor automotivo."

O problema não é novo, mas há motivos para acreditar que ele esteja se acelerando. Uma lei americana determina que, nos próximos anos, montadoras instalem em novos veículos de passeio tecnologias avançadas de prevenção à direção sob efeito de álcool ou fadiga.

O objetivo é impedir que pessoas dirijam alcoolizadas, cansadas ou sem condições adequadas para conduzir, usando câmeras infravermelhas e outros sistemas de monitoramento.

O problema, segundo Caltrider e outros especialistas, é que a lei não prevê nenhuma regra sobre o destino dos dados gerados por essas tecnologias.

Um porta-voz da Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário dos EUA (NHTSA, na sigla em inglês), órgão responsável por implementar a regra, afirmou que a agência "está comprometida em reduzir mortes causadas por motoristas sob efeito de álcool usando todas as ferramentas disponíveis" e que "continua avaliando temas críticos e complexos", como preocupações relacionadas à privacidade.

A implementação da lei provavelmente será adiada porque a tecnologia ainda não está pronta, mas especialistas em privacidade já demonstram preocupação.

"Precisamos impedir que motoristas alcoolizados dirijam, e seria ótimo se houvesse garantias de que esses dados não serão usados para outras finalidades, mas não é isso que está acontecendo", afirma Caltrider. "Muitos dos avanços de coleta de dados em carros são apresentados sob o argumento da segurança."

Segundo Caltrider, isso pode entregar à indústria automotiva um enorme volume de informações que, na prática, equivalem a dados médicos — sem salvaguardas adequadas.

Como acontece com muitos problemas ligados à privacidade, a questão dos dados automotivos não tem uma solução simples, mas há algumas medidas que os consumidores podem tomar.

"Se você se preocupa com privacidade, não participe dos programas de telemetria das seguradoras", afirma DeLong. Segundo ele, os riscos são relevantes e os descontos prometidos não são garantidos.

Uma análise feita pelo Estado de Maryland, nos EUA, mostrou que 31% dos motoristas tiveram redução no valor do seguro, enquanto 24% passaram a pagar mais. Para 45%, não houve mudança.

No Reino Unido, na União Europeia e em alguns Estados americanos, consumidores podem solicitar uma cópia dos dados coletados pelas empresas e optar por impedir a venda ou o compartilhamento dessas informações. Também é possível exigir às empresas a exclusão dos dados.

No Brasil, as regras sobre compartilhamento de dados pessoais estão definidas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Algumas montadoras oferecem configurações de privacidade capazes de limitar o compartilhamento e a coleta de informações. Essas opções costumam estar disponíveis no sistema multimídia do veículo e nos aplicativos conectados ao carro. A revista americana Consumer Reports publicou um guia detalhado sobre o tema.

Essas medidas podem ajudar, afirma Caltrider, mas ele argumenta que os consumidores não deveriam precisar fazer tanto esforço para impedir violações de privacidade.

"Enquanto as regras não mudarem, enquanto os dados não forem realmente nossos e as empresas tiverem de pedir autorização para usá-los, acho que esse problema só vai piorar cada vez mais."

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Mercado eleva estimativa de inflação pela 10ª semana seguida em 2026 e vê espaço menor para corte de juros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 09:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%Oferecido por

Analistas do mercado financeiro elevaram mais uma vez sua estimativa para a inflação em 2026. Esta é décima semana seguida de aumento.

As expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (4) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera, nesta segunda, acima de US$ 110 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado continuou em 1,85%.

Os economistas do mercado financeiro elevaram novamente sua estimativa para a inflação em 2026. Esta é décima semana seguida de aumento.

As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

Os economistas também passaram a ver um espaço menor para o corte de juros neste ano (veja mais abaixo nessa reportagem).

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera, nesta segunda, acima de US$ 110 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

➡️ Para 2026, a estimativa subiu de 4,91% para 4,92%;➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu em 4%;➡️ Para 2028, a previsão subiu de 3,64% para 3,65%;➡️ Para 2029, a estimativa permaneceu em 3,50%.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Preço do barril de petróleo cai após declaração de Trump de que guerra no Oriente Médio está perto do fim — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros.

Porém, a estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 subiu de 13% para 13,25% ao ano na última semana, embutindo uma redução menor no decorrer do ano.Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 11,25% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado continuou em 1,85%.

O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar.

Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos caiu de R$ 5,30 para R$ 5,27 por dólar.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Em Paris, ministro da Fazenda faz ‘chamada’ por investimentos estrangeiros e diz que Brasil está ‘barato’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 09:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (18) que os ativos brasileiros, como ações, títulos públicos e outras aplicações financeiras, estão baratos.

Ele está em Paris (França) para compromissos relacionados ao G7 e encontros sobre inteligência artificial, transição energética e cooperação econômica internacional.

🔎O G7 é um grupo formado por sete das maiores economias industrializadas do mundo. O grupo se reúne regularmente para discutir temas globais como economia, comércio, segurança, guerras, clima e energia. A União Europeia também participa das reuniões, mas não é contada como integrante oficial.

Em meio à tensão nas bolsas de valores ao redor do mundo, resultado da guerra no Oriente Médio, Durigan disse que o Brasil pode ser classificado como um "porto seguro".

"Esse debate sobre a economia brasileira, como o nosso real está estável, como a bolsa brasileira, apesar das últimas semanas ter sofrido, como todas no mundo sofreram, é a bolsa que mais tem respondido bem ao investimento. Como os ativos brasileiros ainda me parecem interessantes, como estão ainda baratos, me parece, uma chamada para investimento no Brasil também tem sido bastante importante", disse Durigan.

Analistas têm observado que o Brasil tem atraído recursos durante a guerra por ser um exportador de "commodites" (produtos básicos com cotação internacional, como petróleo e alimentos) e por ter juros elevados.

Entre as oportunidades de investimento no Brasil, o ministro da Fazenda citou os chamados minerais críticos, essenciais para produtos de alta tecnologia, como bateria de celular e carro elétrico, chip de computador, painéis solares, turbinas eólicas e sistemas militares.

Ele lembrou que a Câmara dos Deputados aprovou, neste mês, um projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos.

"A diretriz da soberania, a União Brasileira é proprietária dos minerais críticos, não só dos minerais críticos, mas também reforçar esse papel, avançar para um estímulo à industrialização desses minerais no Brasil, fugindo um pouco da lógica histórica da gente ser meramente exportador de mineral crítico. E para isso, o incentivo ao investimento no país é fundamental e é fundamental da segurança jurídica. Por isso, um novo marco que garanta procedimentos céleres, procedimentos seguros, evitando judicialização com grande impactação com o setor", declarou Durigan.

Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, fala em coletiva de imprensa final da Trilha de Finanças do G20 — Foto: Diogo Zacarias/MF

Há 2 horas Mundo Caso MasterInédito: investigação revela como hackers de Vorcaro planejavam ataques

Há 13 horas Fantástico O ASSUNTO: por que crimes financeiros não são evitadosHá 13 horasBlog do Valdo CruzLula fala em reenviar nome de Messias ao STF, mas ala avalia riscos

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar inicia o dia de olho no petróleo e no cenário político do Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 09:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (18) em queda, recuando 0,37% na abertura, cotado a R$ 5,0539. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

Enquanto o petróleo sobe diante do impasse entre Estados Unidos e Irã, investidores locais monitoram novas investigações envolvendo o Banco Master e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

▶️ No exterior, os preços do petróleo avançam após o presidente Donald Trump afirmar que “o tempo está correndo” para Teerã em meio às negociações estagnadas para encerrar a guerra. Em publicação feita após conversa com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ele disse que o Irã precisa agir rapidamente “ou não sobrará nada deles”.

Por volta das 7h30, o petróleo Brent subia 0,91%, a US$ 110,25 por barril, enquanto o WTI avançava 1,26%, a US$ 102,29.

▶️ No Brasil, a Polícia Federal busca rastrear movimentações financeiras ligadas a estruturas nos EUA e esclarecer o destino de recursos solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência pelo Partido Liberal (PL), ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, para a produção do filme "Dark Horse" sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

▶️ Documentos indicam a previsão de aportes de cerca de R$ 134 milhões para o projeto. Parte dos recursos teria sido transferida pela Entre Investimentos, empresa ligada a Vorcaro, para o Havengate Development Fund LP, no Texas. O fundo é administrado por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL).

O episódio amplia a cautela dos investidores ao levantar dúvidas sobre a capacidade da oposição de lançar uma candidatura competitiva contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com isso, ganham força as apostas de menor alternância no poder, o que influencia as expectativas em relação ao ajuste das contas públicas e pode pressionar o dólar e a bolsa.

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, admitiu ter pedido recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, projeto sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

🗣️ Em áudio revelado pelo site The Intercept Brasil — cuja existência e conteúdo foram confirmados pela TV Globo junto a investigadores e pessoas com acesso às informações —, o senador solicita US$ 24 milhões, valor que correspondia, à época, a cerca de R$ 134 milhões. Posteriormente, Flávio confirmou o envio da mensagem e afirmou que não cometeu qualquer irregularidade.

O episódio ganhou repercussão porque, até então, o senador vinha negando envolvimento nas tratativas. Ao mesmo tempo, intensificou críticas públicas ao Banco Master e defendia a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo envolvendo a instituição.

A Polícia Federal apura se recursos ligados a Vorcaro teriam sido usados para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos EUA. Segundo a investigação, o filme pode ter servido como justificativa formal para a transferência dos valores.

Os investigadores buscam esclarecer se o dinheiro foi efetivamente destinado à produção audiovisual, se houve desvio de finalidade ou se parte dos recursos acabou sendo usada para financiar a permanência de Eduardo no exterior.

A repercussão do caso também afetou os mercados financeiros na quarta-feira. O dólar subiu 2,31% e encerrou o dia cotado a R$ 5,0085, enquanto o Ibovespa recuou 1,80%, aos 177.098 pontos.

▶️ Investidores avaliam que a controvérsia pode desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro e reduzir suas chances na disputa presidencial. Essa percepção alterou as expectativas sobre uma eventual mudança de governo e seus possíveis impactos sobre as contas públicas, pressionando o câmbio e contribuindo para a queda da bolsa.

Os preços do petróleo operavam em forte alta nesta sexta-feira (15), mesmo após o encontro entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, em Pequim.

O mercado segue preocupado com os riscos para o fornecimento global de energia diante das tensões no Oriente Médio e da situação no Estreito de Ormuz.

Apesar do tom conciliador adotado por Trump e Xi durante a reunião, investidores continuam atentos aos impactos da crise envolvendo Irã e EUA.

Em comunicado divulgado no encerramento da visita da comitiva americana à China, Pequim pediu uma trégua duradoura no Oriente Médio e a reabertura imediata das rotas marítimas na região.

O governo chinês alertou que o conflito pressiona o crescimento econômico global, as cadeias de suprimentos e o abastecimento de energia. O Estreito de Ormuz, citado nas conversas entre os líderes, é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Ainda assim, o encontro não foi suficiente para aliviar totalmente as preocupações do mercado com possíveis interrupções no fluxo global de petróleo. Paralelamente, temas sensíveis entre China e EUA continuam sem solução, com poucos acordos concretos.

Em Nova York, os principais índices de Wall Street fecharam no vermelho. O Dow Jones recuou 1,07%, aos 49.526,11 pontos. O S&P 500 caiu 1,24%, aos 7.408,50 pontos, enquanto o Nasdaq, mais concentrado em empresas de tecnologia, teve baixa de 1,54%, aos 26.225,15 pontos.

Na Europa, o movimento também foi de perdas. O índice pan-europeu STOXX 00 fechou em queda de 1,5%, em 606,92 pontos.

Em Londres, o FTSE 100 recuou 1,71%, a 10.195,37 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 1,60%, a 7.952,55 pontos. Já em Frankfurt, o DAX caiu 2,07%, a 23.950,57 pontos.

Na Ásia, os mercados encerraram o pregão em baixa. Em Xangai, o índice Shanghai Composite caiu 1,02%, aos 4.135 pontos. O CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 1,12%, aos 4.859 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,62%, aos 25.962 pontos. Já em Tóquio, o Nikkei caiu 2%, aos 1.245 pontos.

Há 52 minutos Rio de Janeiro Copa do Mundo 🏆Quando começa? E os jogos do Brasil? E seus adversários? Tire suas dúvidas

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

‘Prévia’ do PIB do Banco Central mostra crescimento de 1,3% no 1º trimestre e aceleração da atividade

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 09:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%Oferecido por

O Banco Central informou nesta segunda-feira (18) que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado a "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), registrou crescimento de 1,3% no primeiro trimestre deste ano.

O resultado pelo BC foi calculado após ajuste sazonal — uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes. A comparação foi feita com o quarto trimestre de 2025.

O dado divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central mostra aceleração da economia. Isso porque, no quarto trimestre de 2025, o IBC-BR teve uma expansão menor, de 0,37%.O crescimento do IBC-Br no 1º trimestre 2026 foi o segundo resultado positivo seguido. A última retração do indicador foi registrada no terceiro trimestre de 2025 (-0,82%).Essa também foi a maior alta desde o terceiro trimestre de 2024, quando o indicador avançou 1,42%.

Os dados do BC mostram crescimento em todo setores da economia, com a que a indústria se destacando. Veja abaixo o desempenho setor por setor:

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial do período, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), será divulgado em 29 de maio.

Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Ou seja, o consumo e o investimento total é menor. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem estar social.

A aceleração no ritmo de crescimento da economia acontece em um ano eleitoral, com o governo federal tendo zerado a tributação do IR para quem ganha até R$ 5 mil, além de ter liberado o FGTS e linhas de crédito mais baratas para a população.

Apesar do bom resultado da prévia do PIB no primeiro trimestre deste ano, o mercado financeiro acredita em desaceleração da economia no ano de 2026 fechado.

O mercado estima um crescimento de 1,86% em 2026, contra 2,3% no ano passado. O BC projeta uma expansão de 1,6% neste ano.

O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter a inflação no país.

▶️Na ata da última reunião do Copom, divulgada nesta semana, o BC informou que o chamado "hiato do produto" segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.

De acordo com o Banco Central, em março deste ano, na comparação com o mês anterior, o IBC-Br registrou uma queda de 0,7%.

Com isso, houve piora na comparação com fevereiro, quando o indicador teve crescimento de 0,87%. Essa também foi a primeira queda em três meses.Na comparação com março de 2025, a chamada prévia do PIB do BC teve alta de 2,3% (sem ajuste sazonal).

Ainda segundo o Banco Central, o IBC-Br apresentou crescimento de 0,3% na comparação com os três primeiros meses de 2025.

E, em 12 meses até março, a expansão foi de 0,7%. Nesses casos, o índice foi calculado sem ajuste sazonal.

Os resultados do IBC-Br são considerados a "prévia do PIB". Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do IBGE.

O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria mais pressão inflacionária, o que poderia contribuir para conter a queda dos juros.

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