RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

O que investimento de Joesley Batista em fabricante brasileira de armamentos em dificuldade indica sobre boom do setor bélico

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 07:51

Vale do Paraíba e Região O que investimento de Joesley Batista em fabricante brasileira de armamentos em dificuldade indica sobre boom do setor bélico As exportações do Brasil no setor vêm crescendo, em um mercado com ampla demanda por equipamentos brasileiros, que vão de munição convencional a aviões. Por Matheus Gouvea de Andrade

E o Brasil também vive uma espécie de "boom" do seu setor bélico — os gastos militares no país aumentaram 13% no ano passado, muito acima da média global de quase 3%.

Além de gastar mais, o Brasil tem exportado mais, com ampla demanda global por equipamentos brasileiros, que vão de munição convencional a aviões.

E o aporte de R$ 300 milhões de diversos investidores na Avibrás, empresa brasileira líder na produção de sistemas de defesa e do setor aeroespacial, chamou a atenção.

E o Brasil também vive uma espécie de "boom" do seu setor bélico — os gastos militares no país aumentaram 13% no ano passado, muito acima da média global de quase 3% no mesmo período. Além de gastar mais, o Brasil tem exportado mais, com ampla demanda global por equipamentos brasileiros, que vão de munição convencional a aviões.

Com esse mercado aquecido, grandes negócios no setor militar brasileiro chamaram a atenção de investidores e analistas nos últimos meses.

Um deles foi o aporte milionário de diversos investidores na Avibrás, empresa brasileira líder na produção de sistemas de defesa e do setor aeroespacial, especializada em foguetes e mísseis.

Fundada em 1961, a Avibrás estava desde 2022 em recuperação judicial. No mês passado, após uma crise financeira que incluiu uma greve de 1.281 dias, a Avibrás retomou suas atividades em sua fábrica de São José dos Campos (SP) — agora rebatizada de Avibrás Aeroco.

Nos últimos anos, movimentos pela aquisição da Avibrás por grupos da China e dos Emirados Árabes chegaram a ser reportados. Mas a produção de mísseis e foguetes está sendo retomada graças a um aporte de R$ 300 milhões de diversos investidores, entre eles o bilionário Joesley Batista, do grupo JBS.

Na última semana, a Embraer anunciou que fechou o maior pedido internacional já feito por um único país, os Emirados Árabes, para o cargueiro C-390 Millennium, o maior avião desenvolvido pela companhia.

Segundo o último relatório sobre o tema elaborado pelo Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), os gastos militares mundiais aumentaram 2,9% em termos reais para US$ 2,887 trilhões em 2025. Foi o 11º ano consecutivo de crescimento e o maior nível de gastos já registrado pelo SIPRI. O total representou 2,5% do PIB global em 2025.

O Brasil foi o país que mais investiu na América do Sul, aumentando seus gastos militares em 13% em 2025, chegando a US$ 23,9 bilhões. Esse aumento se deveu principalmente ao maior investimento em desenvolvimento tecnológico naval e aos custos mais elevados com pessoal militar, segundo o SIPRI.

Um dos destaques neste rearmamento global são os países europeus integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Com conflitos e ameaças à região, nações menos militarizadas nas últimas décadas como a Alemanha vêm ampliando gastos com o setor.

Como resultado, entre os cinco maiores compradores de equipamentos militares do Brasil no último ano, três são da região: Alemanha, Bulgária e Portugal. Os outros foram Emirados Árabes e Estados Unidos.

Em 2025, a indústria de defesa brasileira atingiu novo recorde histórico de exportações. Foram US$ 3,1 bilhões em autorizações para exportações de produtos e serviços, crescimento de 74% em relação a 2024 (US$ 1,78 bilhão), segundo o ministério da Defesa. O valor é mais que o dobro do registrado em 2023 (US$ 1,45 bilhão). Houve um aumento acumulado de cerca de 114%, entre 2023 e 2025.

A Base Industrial de Defesa (BID) — que é o conjunto de empresas estatais e privadas articuladas pelo Ministério da Defesa que desenvolve, produz e mantém produtos estratégicos militares — comercializa atualmente para 140 países em todos os continentes, com 80 empresas exportadoras. O setor representa cerca de 3,5% do PIB e gera quase 3 milhões de empregos diretos e indiretos.

"Há certo grau de segurança em dizer que os gastos militares globais seguirão crescendo. Houve uma mudança na percepção das pessoas. Observamos mais de 100 países aumentando seus gastos em 2025, o que mostra que é algo mais generalizado", aponta à BBC News Brasil Diego Lopes, pesquisador sênior do programa de despesas militares e produção de armamentos do SIPRI.

"A guerra está no horizonte, ainda que os países não estejam envolvidos, mas pensam em se preservar. Há um paradoxo, já que quando há aumento dos gastos de um país, os vizinhos tendem também a elevar seus investimentos, gerando uma espiral", acrescenta.

Mas como um país que tem em sua tradição diplomática o afastamento de conflitos ganhou destaque na indústria militar global?

"O Brasil é um grande exportador de armas e munições leves desde os anos 70", conta Marcos Barbieri, professor de economia da Unicamp e especialista em indústria de defesa. Entre as grandes empresas do setor, estão a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) e a IMBEL, estatal criada durante o regime militar.

A CBC é uma das líderes globais do segmento e conta atualmente com fábricas nos Estados Unidos e na Europa, e é atualmente grande fornecedora de munição para os países da Otan.

Neste século, o país passou a investir na produção de equipamentos militares de maior complexidade. "Em 2008, se estabeleceu no Brasil uma estratégia nacional de defesa que reuniu projetos e criou diretrizes, o que acabou levando à formação de programas estratégicos", explica Barbieri.

A empresa já vendeu unidades para mais de dez países, com aeronaves em operação atualmente em Portugal, na Hungria e na Coreia do Sul, além do recente contrato com os Emirados Árabes. Segundo Barbieri, atualmente, a Otan usa o KC-390, denominação do C-390 quando equipado com a capacidade de reabastecimento em voo, como padrão da aliança.

"Desde então, o Brasil passou a ter produtos de qualidade que passaram a ser exportados", afirma o especialista. Outro exemplo é a fragata Tamandaré, navio nacional que a Marinha vem defendendo como possível exportação visando aquecer a indústria local.

No caso da Avibrás, Barbieri afirma que é uma empresa estratégica que conta com toda a competência técnica para a produção de itens como mísseis de cruzeiro. Por sua vez, ao longo dos últimos anos, a empresa esteve envolvida em dificuldades administrativas. Procurada, a Avibrás não se manifestou.

Militares russos disparam tiros durante o funeral de sargento morto no conflito entre Rússia e Ucrânia — Foto: Getty images

Um raro consenso no cenário de incerteza internacional na economia é o de que a demanda do setor seguirá aquecida. Na visão de Barbieri, este cenário traz oportunidades para as empresas brasileiras em uma série de frentes.

"Há expectativa de o setor crescer muito. O conflito na Ucrânia tem sua importância em razão das munições, que vêm sendo essenciais e auxiliam na demanda pelos produtos brasileiros. É uma guerra com tropas paradas com grande necessidade de artilharia", explica.

O conflito no Irã, que vem sendo marcado pelo uso de mísseis é um reforço das oportunidades para a Avibrás, avalia.

"No processo de rearmamento que várias regiões do mundo estão passando, há aumento na demanda, o que aumenta o mercado e cria maior escala", aponta Lopes. Neste contexto, a produção brasileira depende da exportação destes equipamentos, já que é uma forma como consegue elevar seu nível de vendas que não é sustentado apenas pela demanda interna, diminuindo os custos de produção, explica.

Na visão de Barbieri, o fato do Brasil ser percebido como não alinhado é uma grande vantagem geopolítica. Segundo ele, o país é visto sem desconfianças por grande parte dos importadores, o que vem sendo cada vez mais relevante em um mundo preocupado com a dependência de equipamentos estrangeiros.

O destino destes materiais é alvo de intensa preocupação por analistas do setor. Governos repressivos, crime organizado, mercenários e até grupos terroristas são eventuais receptores finais das armas, especialmente as mais leves e munições.

"Há exportação para regiões instáveis, como na África e no Oriente Médio, incluindo a governos autocráticos que podem usar estas armas contra a população civil", afirma Bruno Langeani, consultor-sênior do instituto Sou da Paz e analista de dados do Conflict Armament Research

Em 2024, o Brasil registrou uma disparada nas exportações de armas e munições para Burkina Faso. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, naquele ano as vendas ao país da África Ocidental somaram US$ 8,4 milhões. No final de 2022, o país sofreu um golpe militar e vive desde então com denúncias constantes sobre a morte de civis pelo governo.

Na década passada, a empresa brasileira Condor, que produz armamentos não letais, foi denunciada pelas vendas ao Bahrein, país cujo governo vinha reprimindo manifestações.

À época, circularam imagens de artefatos de gás lacrimogênio com o logo da companhia que estariam sendo usados para dissuadir os protestos. No mesmo período, o uso de armas brasileiras na guerra do Iêmen foi bastante criticado.

"O cenário de grandes guerras pelo mundo faz com que a pressão pela regulamentação e maior controle perca a força", aponta Langeani. Ele aponta que nos mercados ilegais, já é observada uma grande circulação de armas brasileiras.

Um risco é ainda o chamado efeito bumerangue. Neste cenário, exportações para países vizinhos ao Brasil podem acabar retornando ao país através do crime organizado transfronteiriço. Segundo o especialista, material bélico brasileiro vem sendo apreendido em países da região nas mãos de criminosos.

A CBC conta com um código de conduta para terceiros visando o combate ao tráfico de armas. Segundo a empresa, é necessário "realizar operações de exportação ou importação somente mediante autorização dos órgãos competentes, como: Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores, Diretoria de Produtos Controlados do Exército e o Departamento de Estado norte-americano".

Além disso, não é permitido "realizar operações com países cujo momento civil esteja em conflito interno e possa gerar sofrimento para a população local ou que sejam usadas para fins não autorizados", aponta. Procurada, a CBC não se manifestou.

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Casa própria: como construtoras fraudaram famílias com dinheiro da Caixa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 07:51

Fantástico Casa própria: como construtoras fraudaram famílias com dinheiro da Caixa Casais que economizaram a vida inteira para construir a casa dos sonhos descobriram que a obra estava parada e o dinheiro do financiamento, sumido. Por Fantástico

Casais por todo o país denunciam construtoras por fraude na construção da casa própria com financiamento da Caixa.

Obras foram abandonadas, apresentam atraso ou sequer avançaram, apesar do dinheiro liberado pelo banco. Há casos de assinaturas falsas em perícias.

Especialistas afirmam que inconsistências nos laudos, como assinaturas falsas ou percentuais irreais de avanço, poderiam ter sido identificadas.

Um sonho antigo que virou pesadelo. Casais em diferentes regiões do país denunciam um esquema de fraude envolvendo construtoras e financiamentos imobiliários da Caixa Econômica Federal. Mesmo após anos de pagamento e liberação de grandes valores pelo banco, as obras das casas continuam inacabadas, ou sequer avançaram como relatado na reportagem exibida pelo Fantástico.

Em um dos casos, o casal Isael e Marcela contratou financiamento de cerca de R$ 400 mil a R$ 500 mil para construir a casa própria. Três anos depois do início das obras, o terreno permanece com sinais de abandono. “Era para ser o lugar onde nossa filha ia crescer”, lamenta Marcela. A família vive de aluguel enquanto a construção permanece parada.

Segundo o modelo do financiamento, a Caixa libera o dinheiro em parcelas conforme o avanço da obra atestado por laudos técnicos. No caso do casal, esses relatórios indicavam que mais de 80% da casa estava pronta. Mas a realidade era bem diferente. Uma perícia apontou falsificação nas assinaturas de Marcela e concluiu que menos da metade da obra havia sido concluída.

Após suspeitar da fraude, o casal interrompeu o pagamento das parcelas. Como consequência, recebeu a informação de que o imóvel pode ir a leilão para quitar a dívida.

O mesmo tipo de irregularidade aparece em outras histórias. Em 2022, Guilherme e Bruna financiaram R$ 290 mil para construir a casa em Alvorada (RS). O responsável pela obra, que também se apresentava como funcionário da Caixa, orientava o casal durante o processo.

Apesar de a construtora ter recebido mais de R$ 200 mil do financiamento, a obra foi abandonada poucos meses depois. Nos relatórios enviados ao banco, itens como cobertura, instalações elétricas e hidráulicas apareciam como praticamente concluídos — mas, na prática, nem sequer haviam sido iniciados.

O caso foi denunciado, e o homem ligado à construtora foi demitido da Caixa por justa causa, mas ainda não há condenação na Justiça.

Além do impacto emocional, as vítimas relatam prejuízos financeiros significativos. Guilherme, por exemplo, contraiu uma dívida superior a R$ 200 mil com o banco e ainda pagou R$ 62 mil diretamente à construtora. “A gente só queria uma casa para morar”, diz.

Já em Pernambuco, outro casal enfrentou situação semelhante. A construtora responsável foi denunciada por cobrar valores acima do executado na obra e se apropriar da diferença. O dono da empresa foi condenado por estelionato; o prejuízo ultrapassou R$ 126 mil.

Em geral, os contratos desse tipo colocam o cliente como responsável por administrar os pagamentos da obra. Para o banco, em geral, se houver fraude, trata-se de uma questão entre cliente e construtora. A Caixa também informou que apura eventuais irregularidades cometidas por funcionários.

Ainda assim, especialistas apontam que inconsistências nos laudos, como assinaturas falsas ou percentuais irreais de avanço, poderiam ter sido identificadas previamente.

Mesmo após as fraudes, alguns casais conseguiram finalizar as casas com esforço próprio e ajuda de familiares. É o caso de Renata e Michel, que investiram mais de R$ 386 mil antes de perceber irregularidades. A construção só foi concluída após novos empréstimos e apoio da família.

“É a casa dos sonhos, a gente não quis desistir”, afirma o casal, que ainda enfrenta dificuldades financeiras, mas conseguiu seguir com o projeto.

Em nota, a construtora Âmbar Prumo afirma que todas as obras foram conduzidas dentro das normas da Caixa e que eventuais acusações serão respondidas na Justiça.

Já o ex-funcionário da Caixa e que respondia pela construtora Vitro Viana, Pedro André Marchesi Cecegolo, recorre na Justiça do Trabalho contra a demissão e nega ter causado qualquer prejuízo financeiro à Caixa.

O dono da Multicons, condenado por estelionato, diz que os valores recebidos foram integralmente aplicados na obra e recorre da decisão.

Casa própria: como construtoras fraudaram famílias com dinheiro da Caixa — Foto: Reprodução/TV Globo

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Trump sobre Irã: ‘Estão morrendo de vontade de assinar acordo’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 06:52

Mundo Trump sobre Irã: 'Estão morrendo de vontade de assinar acordo' Em entrevista à revista 'Fortune', o presidente americano também foi questionado sobre quem acredita que deveria ser seu sucessor, mas fugiu de uma resposta direta. Por Redação g1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã está "morrendo de vontade de assinar um acordo" em entrevista a revista "Fortune", divulgada nesta segunda-feira (18).

Em meio a uma conversa sobre negócios, tarifas e inteligência artificial, ao ser questionado sobre os efeitos econômicos da guerra para os americanos, Trump, que vem pressionando por cortes na taxa de juros desde o começo do novo mandato, disse que "não tem como analisar os números" antes que o conflito termine.

Para a revista, o republicano retrata a liderança iraniana como se fosse mais um rival comercial obstinado:

"Eles gritam o tempo todo. Posso afirmar uma coisa: eles estão loucos para fechar um acordo. Mas eles fecham o acordo e depois enviam um documento que não tem nada a ver com o acordo feito. Eu digo: 'Vocês estão malucos?'".

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante evento na Casa Branca em 11 de maio de 2026. — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

Trump também foi perguntado sobre sua sucessão e quem ele consideraria mais apto a dar continuidade ao seu legado de negociações: o filho Don Jr.; o secretário de Estado, Marco Rubio; ou seu vice-presidente, J.D. Vance. Ele optou por não responder.

"Quem conseguir esse [cargo] será muito importante. E se escolherem a pessoa errada: desastre", afirmou de forma evasiva.

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Petróleo dispara e passa de US$ 111 após Trump ameaçar Irã novamente

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 03:03

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%Oferecido por

Bombas de extração de petróleo inativas em um campo agrícola em Dacano, Colorado, nos EUA. — Foto: Kevin Mohatt / Reuters

O preço do petróleo registrou forte alta nesta segunda-feira (18), impulsionado pelo alerta do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o "tempo está correndo" para Teerã, à medida que as negociações entre os EUA e o Irã para um fim definitivo da guerra estão estagnadas.

O petróleo Brent, a referência internacional, subiu 1,9% e atingiu US$ 111,31 por barril (cerca de R$ 563,76). O valor representa uma disparada em comparação ao final de fevereiro, antes do início da guerra com o Irã, quando a commodity era negociada a cerca de US$ 70 o barril. Nos EUA, o petróleo de referência saltou 2,3%, cotado a US$ 107,83 por barril (cerca de R$ 546,13).

A escalada de preços reflete o temor dos investidores após Trump publicar em uma rede social, após ligação com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que o Irã deve se mexer rápido "ou não sobrará nada deles".

O mercado mantém forte cautela sobre o fluxo global de energia, uma vez que o Estreito de Ormuz permanece majoritariamente fechado e os EUA impuseram, desde o mês passado, um bloqueio marítimo aos portos iranianos. O clima de tensão piorou no fim de semana após um ataque de drone contra uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos.

"Os riscos de uma nova escalada estão aumentando", escreveram Warren Patterson e Ewa Manthey, estrategistas de commodities do ING. Eles destacaram que a reação do mercado também reflete a falta de resultados tangíveis sobre a guerra após a cúpula entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim.

Embora a Casa Branca tenha afirmado que ambos concordam que o Estreito de Ormuz deve reabrir, e que Xi sinalizou que a China "gostaria de ajudar", ainda não está claro como Pequim usará sua influência econômica com o Irã.

A alta dos custos de energia elevou as expectativas de avanço da inflação e derrubou as bolsas globais. Na Ásia, a maior parte das ações recuou:

Tóquio (Nikkei 225): caiu 0,9%, para 60.843,09 pontos.Hong Kong (Hang Seng): perdeu 1,6%, para 25.543,32 pontos.Xangai (Composto): recuou 0,1%, impactado também por dados fracos do varejo chinês em abril.Austrália (S&P/ASX 200): caiu 1,4%.Nova York: Os contratos futuros dos EUA recuaram mais de 0,6%, após os índices S&P 500 (-1,2%), Dow Jones (-1,1%) e Nasdaq (-1,5%) fecharem em queda na sexta-feira.

A pressão inflacionária do petróleo também impulsionou o rendimento dos títulos públicos. O rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA subiu para cerca de 4,63%, bem acima do patamar de quase 4% registrado antes da guerra.

No Japão, o rendimento dos títulos de 10 anos do governo saltou para 2,8%, o nível mais alto desde o final dos anos 1990, impulsionado pelas expectativas de inflação e pela elevação gradual de juros pelo Banco do Japão.

No mercado de câmbio, o dólar americano se fortaleceu e subiu para 159,02 ienes japoneses. O euro operou em leve alta a US$ 1,1626.

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Bolsa Família 2026: pagamentos de maio começam nesta segunda; veja calendário

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 00:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%Oferecido por

Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1.

Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como estar com a vacinação em dia e frequência de crianças e adolescentes na escola.

A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de maio do Bolsa Família 2026 nesta segunda-feira (18). Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo)

O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados.

🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos.

Final do NIS: 1 – pagamento em 18/5Final do NIS: 2 – pagamento em 19/5Final do NIS: 3 – pagamento em 20/5Final do NIS: 4 – pagamento em 21/5Final do NIS: 5 – pagamento em 22/5Final do NIS: 6 – pagamento em 25/5Final do NIS: 7 – pagamento em 26/5Final do NIS: 8 – pagamento em 27/5Final do NIS: 9 – pagamento em 28/5Final do NIS: 0 – pagamento em 29/5

Junho: de 17/6 a 30/6;Julho: de 20/7 a 31/7;Agosto: de 18/8 a 31/8;Setembro: de 17/9 a 30/9;Outubro: de 19/10 a 30/10;Novembro: de 16/11 a 30/11;Dezembro: de 10/12 a 23/12.

Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família.

manter crianças e adolescentes na escola;fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes);manter as carteiras de vacinação atualizadas.

O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de:

R$ 150 por criança de até 6 anos;R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos;R$ 50 por bebê de até seis meses.

Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento.

Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada.

Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque.

Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito.

Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.

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China deve comprar mais produtos agrícolas dos EUA, diz Casa Branca

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 00:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%Oferecido por

Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026 — Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS

A China concordou em aumentar o comércio de produtos agrícolas dos EUA, como carne bovina e aves, comprando a uma taxa anualizada de US$ 17 bilhões por ano em 2026 e nesse mesmo nível em 2027 e 2028, anunciou a Casa Branca no domingo (17).

O anúncio ocorre dois dias depois de o presidente Donald Trump retornar de uma cúpula crucial em Pequim, onde buscou amenizar o impacto da guerra comercial que iniciou no ano passado sobre os agricultores americanos .

A Casa Branca anunciou que a China restabelecerá o acesso ao mercado de carne bovina dos EUA e retomará as importações de aves de estados americanos considerados livres da gripe aviária pelo Departamento de Agricultura dos EUA. Os acordos somam-se aos compromissos de compra de soja assumidos pela China no ano passado.

Os acordos oferecem alguma esperança aos agricultores americanos prejudicados pela guerra comercial, que viram um importante mercado de exportação para soja e outros produtos secar. Os agricultores também estão sentindo novas pressões das políticas do governo Trump, a guerra que os EUA e Israel lançaram contra o Irã restringiu a navegação pelo Estreito de Ormuz, um corredor comercial vital que limitou o fornecimento global de fertilizantes e fez com que seus preços disparassem .

O Ministério do Comércio da China afirmou no sábado (6) que os dois lados "resolveriam ou fariam progressos substanciais na resolução de certas barreiras não tarifárias e questões de acesso ao mercado" relativas a produtos agrícolas.

Os EUA "trabalharão ativamente" para abordar as preocupações da China em relação à retenção de seus produtos lácteos, frutos do mar, exportação de bonsai em vasos e o reconhecimento da província de Shandong como zona livre de gripe aviária. Enquanto isso, o lado chinês "da mesma forma, trabalhará ativamente" para abordar as preocupações dos EUA em relação ao registro de instalações de processamento de carne bovina e à exportação de carne de aves de certos estados para a China, disse um porta-voz do ministério.

Os dois lados também concordaram em expandir o comércio, incluindo o de produtos agrícolas, por meio de medidas como reduções tarifárias recíprocas em "uma gama específica de produtos", embora o porta-voz não tenha especificado quais produtos.

A China, reconhecendo a ligação entre segurança alimentar e segurança nacional, diversificou suas fontes de importação de soja, carne bovina e outros produtos agrícolas, recorrendo cada vez mais ao Brasil, à Argentina e a outros países em detrimento dos Estados Unidos.

A adoção de uma taxa de 25% sobre a soja americana pelos chineses abriu espaço para o Brasil, que caminha para fechar o ano com recorde de exportação do produto. Até outubro, as vendas estavam em US$ 24 bilhões, alta de mais de 27% ante 2017 — Foto: Getty Images via BBC

Dados do Departamento de Agricultura dos EUA mostram que as importações chinesas de produtos agrícolas americanos atingiram o pico em 2022, com US$ 38 bilhões, mas caíram para US$ 8 bilhões em 2025. Esses valores incluem quase US$ 18 bilhões em compras de soja em 2022 e US$ 3 bilhões em 2025.

Não está imediatamente claro quanto mais a China compraria dos produtores americanos de soja, que foram particularmente afetados pela guerra comercial. A China, tradicionalmente a maior compradora estrangeira de soja americana, parou completamente de comprá-la no ano passado, depois que Trump aumentou as tarifas sobre produtos chineses.

O acordo mais recente baseia-se numa trégua comercial que Trump firmou com o presidente chinês Xi Jinping em outubro, na qual a China concordou em retomar a compra de soja americana. A Casa Branca afirmou, na ocasião, que a China se comprometeu a comprar 12 milhões de toneladas métricas no atual ano comercial e 25 milhões de toneladas métricas em cada um dos próximos três anos.

Segundo a Casa Branca, centenas de frigoríficos americanos, incluindo os da Tyson e da Cargill, poderão voltar a exportar para a China, embora não esteja claro de imediato qual será o volume de carne bovina que as empresas americanas venderão para o país.

Tyson, JBS, Marfrig e Seaboard são as grandes empresas processadoras de carne — Foto: Getty Images

A China deixou expirar as licenças de centenas de frigoríficos americanos no ano passado, e o valor das importações para 2025 caiu para menos de US$ 500 milhões, segundo dados do USDA. As compras chinesas de carne bovina americana atingiram o pico de US$ 2,14 bilhões em 2022, conforme mostram os dados do governo.

China renova licença de mais de 400 exportadores de carne bovina dos EUA após encontro entre Trump e Xi Jinping

As exportações americanas de carnes e produtos avícolas para a China totalizaram US$ 286 milhões em 2025, uma queda em relação aos mais de US$ 1 bilhão registrados em 2022.

Durante a cúpula da semana passada, Trump e Xi discutiram maneiras de aprimorar a cooperação econômica, incluindo a expansão do acesso de empresas americanas ao mercado chinês e o aumento do investimento chinês em indústrias americanas, segundo a Casa Branca. Os dois líderes concordaram em criar conselhos de comércio e investimento separados — embora tenham oferecido poucos detalhes sobre as propostas ou como elas se diferenciariam dos diálogos comerciais existentes.

De acordo com a Casa Branca, o Conselho de Comércio permitirá que os dois governos gerenciem o comércio de "bens não sensíveis", e o Conselho de Investimentos proporcionará um fórum para que ambos os lados discutam questões relacionadas a investimentos.

O Ministério do Comércio da China afirmou que os dois órgãos abordariam as respectivas preocupações relativas ao comércio e ao investimento. O Conselho de Comércio, segundo o porta-voz do ministério, permitiria que as duas partes discutissem questões como a redução de tarifas sobre produtos específicos. "Em princípio, as duas partes concordaram em reduzir as tarifas sobre produtos de interesse mútuo em escala equivalente", disse o porta-voz.

Xi Jinping afirmou na semana passada que as portas da China se abrirão ainda mais durante seu encontro com líderes empresariais americanos que acompanham Trump na viagem. Entre os que viajaram a Pequim estava Brian Sikes, CEO da gigante agrícola Cargill.

A soja, utilizada na China para alimentação animal e produção de biocombustíveis, está entre os principais produtos agrícolas de exportação dos EUA. No passado, as exportações de soja para a China representavam cerca de metade das exportações americanas de produtos agrícolas para aquele país asiático.

Dados do USDA mostram que os EUA exportaram 10,9 milhões de toneladas métricas de soja para a China até 7 de maio, colocando a China no caminho certo para cumprir seu compromisso anterior até o final do ano comercial, em 31 de agosto. Esse volume está bem abaixo dos 25 a 30 milhões de toneladas métricas que a China comprava em anos anteriores.

Antes da viagem inicialmente planejada de Trump a Pequim no final de março — que foi adiada devido à guerra com o Irã — a Associação Americana de Soja o instou a priorizar a soja nas negociações comerciais com Xi.

Scott Metzger, presidente da associação, disse na quinta-feira que o grupo gostaria de ver "compras adicionais de soja neste ano comercial, bem como progresso contínuo no cumprimento dos compromissos de compra futuros".

“Maior certeza e consistência no mercado ajudam a dar aos agricultores a confiança necessária para tomarem decisões para o ano seguinte”, disse ele.

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Crimes financeiros: por que o Brasil não consegue impedi-los? – O Assunto #1721

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 00:52

Podcasts O Assunto Crimes financeiros: por que o Brasil não consegue impedi-los? – O Assunto #1721 Nos casos do Banco Master e da Refit, as redes criminosas causaram prejuízo à União, a estados e municípios e, claro, ao cidadão. Por Victor Boyadjian — São Paulo

Nos últimos meses, o noticiário brasileiro foi tomado por dois escândalos de fraudes financeira e tributária cujos prejuízos estão na casa das dezenas de bilhões de reais. O caso do Banco Master estourou depois de causar um rombo de R$ 12 bilhões para o BRB, banco estatal do Distrito Federal, de acordo com a Polícia Federal – e mostra ramificações da ação criminosa em diversas esferas de poder. Na última sexta-feira (15), a Operação Sem Refino revelou um esquema de fraudes fiscais, evasão de recursos públicos e favorecimento ilegal ligados ao grupo Refit que envolve até o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) – a PF aponta até R$ 52 bilhões em passivos tributários. Nos dois casos, as redes criminosas causaram prejuízo à União, a estados e municípios e, claro, ao cidadão.

Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista o jornalista Léo Arcoverde e o economista Felipe Salto para explicar por que o Brasil não consegue fiscalizar e impedir este tipo de crime. Léo relata quais são os problemas do vazio regulatório do país. E Felipe analisa os prejuízos das fraudes ao erário público.

Convidados: Léo Arcoverde, repórter especial da GloboNews, e Felipe Salto, economista-chefe na Warren Investimentos, ex-secretário de Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo e ex-diretor-executivo do Instituto Fiscal Independente.

‘Cooptação integral do estado’: Castro atuou para ‘blindar’ Refit e favorecer esquemas de MagroMoraes limita atuação do Coaf para fornecer relatórios de inteligência financeiraRelator publica novo parecer da PEC que possibilita ao Banco Central ter orçamento próprioComo as fintechs mudaram o sistema financeiro no BrasilComo o caso Master expõe limites do sistema regulatório brasileiro

O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti , Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Victor Boyadjian.

O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

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