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Samsung Electronics e sindicato estendem negociações para evitar greve

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Samsung Electronics e sindicato estendem negociações para evitar greve

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 12:57

Tecnologia Samsung Electronics e sindicato estendem negociações para evitar greve O temor é que a paralisação, com mais de 45 mil funcionários, prejudique a economia da Coreia do Sul e cause atrasos no fornecimento de produtos para empresas em vários países. Por Reuters

A Samsung Electronics e o sindicato de trabalhadores da companhia na Coreia do Sul pretendem retomar as negociações nesta terça-feira (19) em uma tentativa de evitar a maior greve da história da gigante da tecnologia.

A preocupação é que uma paralisação envolvendo mais de 45 mil funcionários afete a economia do país e interrompa cadeias globais de suprimentos.

A Samsung é a maior fabricante de chips de memória do mundo e responde por quase um quarto das exportações da Coreia do Sul.

O sindicato exige que a Samsung elimine o teto de bônus equivalente a 50% dos salários anuais e destine 15% do lucro operacional anual para um programa de participação nos resultados voltado aos trabalhadores.

Para aumentar a pressão sobre o sindicato, um tribunal sul-coreano aceitou parcialmente o pedido da Samsung por uma liminar contra ações consideradas ilegais durante a greve.

A Samsung Electronics e o sindicato de trabalhadores da companhia na Coreia do Sul pretendem retomar as negociações nesta terça-feira (19) em uma tentativa de evitar a maior greve da história da gigante da tecnologia.

A preocupação é que uma paralisação envolvendo mais de 45 mil funcionários afete a economia do país e interrompa cadeias globais de suprimentos.

A ameaça de uma greve de 18 dias, prevista para começar na quinta-feira (21), ocorre em meio à escassez global de chips de memória.

As negociações desta segunda-feira aconteceram após o fracasso, na semana passada, da primeira rodada de conversas mediadas pelo governo sul-coreano sobre salários e bônus.

A Samsung é a maior fabricante de chips de memória do mundo e responde por quase um quarto das exportações da Coreia do Sul.

Um representante do sindicato afirmou que as conversas continuarão na terça-feira e disse que a entidade está “comprometida com negociações de boa fé”.

Park Su-keun, presidente da Comissão Nacional de Relações Trabalhistas, também informou que as negociações serão retomadas na terça-feira, após afirmar que as duas partes continuaram distantes de um acordo nesta segunda-feira.

O sindicato exige que a Samsung elimine o teto de bônus equivalente a 50% dos salários anuais e destine 15% do lucro operacional anual para um programa de participação nos resultados voltado aos trabalhadores.

A Samsung propôs reservar entre 9% e 10% do lucro operacional anual para bônus, valor que, segundo o sindicato, deve superar 200 trilhões de wons neste ano. A empresa, no entanto, pretende manter o limite de 50% para o pagamento adicional.

Para aumentar a pressão sobre o sindicato, um tribunal sul-coreano aceitou parcialmente o pedido da Samsung por uma liminar contra ações consideradas ilegais durante a greve.

Com a decisão, milhares de funcionários poderão ser obrigados a trabalhar em caso de paralisação para evitar danos a materiais e instalações de produção. Cerca de 47 mil trabalhadores afirmaram que pretendem aderir à greve.

Um porta-voz do tribunal informou que os dois principais sindicatos podem receber multas de 100 milhões de wons (US$ 72 mil) por dia caso descumpram a decisão. Já os líderes sindicais poderão ser multados em 10 milhões de wons por dia.

O sindicato afirmou, em nota, que a decisão judicial não impede a realização da greve caso as negociações terminem sem acordo. A Samsung Electronics não comentou o caso.

As autoridades sul-coreanas têm demonstrado preocupação crescente com a possibilidade de greve e alertam que uma paralisação pode representar um risco relevante para o crescimento econômico, as exportações e os mercados financeiros do país.

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, considerado próximo aos sindicatos, afirmou nesta segunda-feira, na rede social X, que os direitos da administração das empresas devem ser respeitados tanto quanto os direitos dos trabalhadores.

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