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Óculos feitos com tampinhas e resíduos plásticos viram negócio autoral em SP
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Óculos feitos com tampinhas e resíduos plásticos viram negócio autoral em SP
Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/05/2026 03:55
Pequenas Empresas & Grandes Negócios Óculos feitos com tampinhas e resíduos plásticos viram negócio autoral em SP Empreendedores transformam materiais descartados em armações personalizadas e sustentáveis; marca já fatura cerca de R$ 171 mil por ano. Por PEGN
As peças são feitas com tampinhas de garrafa, resíduos de armações e outros materiais descartados.
Os óculos são produzidos seguindo a tradição do lunetier, termo usado para designar artesãos especializados na criação de armações autorais.
Além dos modelos da coleção, inspirados na cidade de São Paulo, os empreendedores também produzem óculos sob medida, adaptados ao formato do rosto de cada pessoa.
O que para muita gente é lixo pode se transformar em estilo. Em São Paulo, tampinhas de garrafa, resíduos de armações e outros materiais descartados ganham nova vida nas mãos de um casal de empreendedores que criou uma marca de óculos sustentáveis e autorais.
Antes de chegarem ao rosto dos clientes, as peças percorrem um caminho improvável: passam por um processo artesanal que reaproveita materiais e transforma resíduos em design.
A marca foi criada por Vitor Frutuoso e Stephanie Oliveira, que decidiram unir experiência técnica e criatividade para desenvolver um produto com identidade própria.
A ideia do empreendimento surgiu a partir de uma inquietação com o excesso de plástico descartado no centro de São Paulo.
“A gente já sentia esse incômodo com o lixo plástico que via pela cidade. Então a marca já nasceu com um propósito”, conta o casal.
Stephanie é designer e visagista, especializada em trabalhar a identidade e a expressão no rosto das pessoas. Já Vitor tem mais de duas décadas de experiência como técnico óptico e trabalhou por anos no mercado tradicional de óculos.
Foi justamente no contato com clientes que surgiu o insight para criar algo diferente. “Muita gente dizia que estava procurando algo fora do comum. Isso me fez buscar algo novo”, afirma Vitor.
Óculos feitos com tampinhas e resíduos plásticos viram negócio autoral — Foto: Reprodução/PEGN
Para tirar a ideia do papel, os empreendedores participaram de um programa de aceleração que ajudou a estruturar o negócio.
Com o aporte inicial de R$ 45 mil, eles montaram um ateliê e compraram equipamentos que permitiram iniciar a produção das armações.
Uma das matérias-primas utilizadas é o acetato, material feito a partir da fibra do algodão e de óleos vegetais. Além disso, sobras de produção também são reaproveitadas.
“A indústria perde um óculos quando corta a peça. A gente não. O que sobra a gente recicla e usa novamente”, explica Stephanie.
Óculos feitos com tampinhas e resíduos plásticos viram negócio autoral — Foto: Reprodução/PEGN
No ateliê, os óculos são produzidos seguindo a tradição do lunetier, termo usado para designar artesãos especializados na criação de armações autorais.
Cada peça é feita manualmente, o que permite maior atenção aos detalhes e personalização para cada cliente.
Além dos modelos da coleção, inspirados na cidade de São Paulo, os empreendedores também produzem óculos sob medida, adaptados ao formato do rosto de cada pessoa.
Segundo Vitor, isso permite um encaixe mais confortável e natural. “A gente respeita o tamanho do nariz, a posição das têmporas e o formato do rosto. O óculos já nasce feito para aquela pessoa”, diz.
As vendas acontecem principalmente em feiras de moda e design, além de atendimentos online e consultorias personalizadas.
No atendimento remoto, os clientes enviam fotos do rosto para que os empreendedores analisem as características faciais e indiquem o modelo mais adequado.
Atualmente, o negócio registra faturamento anual de cerca de R$ 171 mil. Para os clientes, o diferencial vai além do design. “É um acessório que traz a personalidade para fora”, diz Antonia Mendes, cliente da marca.
Para o casal, trabalhar com design autoral exige autenticidade. “Moda sai de moda, mas estilo não”, afirma Vitor.
Mais do que vender óculos, os empreendedores dizem que querem estimular a liberdade de expressão — nas cores, nas formas e na forma como cada pessoa escolhe se apresentar ao mundo.
Óculos feitos com tampinhas e resíduos plásticos viram negócio autoral — Foto: Reprodução/PEGN
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