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Mega-Sena 30 anos: prêmio especial sobe para R$ 320 milhões; g1 transmite sorteio no domingo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/05/2026 14:52

Loterias Oferecido por: Mega-Sena 30 anos: prêmio especial sobe para R$ 320 milhões; g1 transmite sorteio no domingo Sorteio será realizado em 24 de maio. As apostas podem ser registradas até as 22h (horário de Brasília) de 23 de maio. Por Redação g1 — São Paulo

A Caixa Econômica Federal aumentou a estimativa do prêmio do concurso especial de 30 anos da Mega-Sena para R$ 320 milhões. O sorteio será realizado às 11h do dia 24 de maio.

A estimativa para o concurso 3.010 era inicialmente de R$ 150 milhões, conforme divulgado pela Caixa em abril. O valor subiu para R$ 200 milhões, depois foi elevado novamente para R$ 320 milhões, e chegou a R$ 320 milhões neste sábado (23).

Segundo as regras divulgadas pela Caixa, o prêmio do sorteio especial não acumula. Com isso, se ninguém acertar as seis dezenas, o valor principal será dividido entre os apostadores que acertarem a quina.

Se ainda assim não houver vencedores suficientes, seguirá para a quadra, aumentando as chances de alguém acertar a sequência de números.

As apostas podem ser feitas até às 22h (horário de Brasília) do dia 23 de maio pelo aplicativo Loterias Caixa, pelo portal Loterias Caixa ou em qualquer lotérica do país. Clientes do banco também podem fazer suas apostas pelo internet banking.

O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A Caixa havia informado que, desde domingo (17), todas as apostas na modalidade da Mega-Sena passarão a ser exclusivas para a Mega 30 anos.

Para jogar, basta marcar de 6 a 20 números dentre os 60 disponíveis nos volantes ou deixar que o sistema escolha as dezenas, por meio da Surpresinha. A aposta simples custa R$ 6.

Quem aposta também pode escolher participar do concurso por meio de bolões, preenchendo o campo específico no volante.

De acordo com a Caixa, 980 apostas já receberam prêmios milionários desde a criação da loteria. O maior prêmio pago em um concurso regular da Mega-Sena — sem considerar a Mega da Virada — foi de R$ 317,8 milhões, em outubro de 2022.

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Dona da Fleischmann assina acordo de compra da rede de franquias Casa de Bolos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/05/2026 13:35

RIBEIRÃO E FRANCA Dona da Fleischmann assina acordo de compra da rede de franquias Casa de Bolos Negócio prevê aquisição de 100% da empresa de Ribeirão Preto (SP). Valor da transação não foi divulgado e ainda depende de aprovação do Cade. Por g1 Ribeirão e Franca

AB Mauri Brasil, dona das marcas Fleischmann e Ovomaltine, anunciou a compra de 100% da rede de franquias Casa de Bolos.

Segundo o Cade, após a avaliação, a Superintendência-Geral pode aprovar a compra sem restrições, aprovar mediante condições ou encaminhar para apreciação do Tribunal do Cade.

A rede de franquias foi fundada em 2010, em Ribeirão Preto, e atualmente conta com mais de 600 lojas em mais de 250 cidades brasileiras.

A AB Mauri Brasil, subsidiária da Associated British Foods (ABF) e dona das marcas Fleischmann e Ovomaltine, anunciou nesta semana que assinou um acordo de compra para adquirir 100% da Casa de Bolos, rede de franquias com sede em Ribeirão Preto (SP).

O valor da transação está em sigilo e ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A Casa de Bolos fechou o ano de 2025 com faturamento de R$ 720 milhões.

Segundo a empresa, após a conclusão da transação, ela continuará operando de forma independente, como uma unidade de negócios dentro da AB Mauri Brasil, mantendo a marca, o posicionamento, o portfólio e o modelo de franquias.

Ao g1, o Cade informou que foi notificado pelas empresas na terça-feira (19) e disse que, após o protocolo da operação, o processo será instruído pela Superintendência-Geral do Cade, que vai avaliar os possíveis impactos concorrenciais da operação.

Ainda segundo o Cade, após a avaliação, a Superintendência-Geral do órgão pode aprovar a compra sem restrições, aprovar mediante condições ou encaminhar para apreciação do Tribunal do Cade.

"Caso a operação seja analisada sob procedimento sumário, o prazo é de até 30 dias. Se o ato de concentração tramitar sob procedimento ordinário, em que a análise é mais complexa, aplica-se o prazo legal de até 240 dias, prorrogável nas hipóteses previstas na Lei nº 12.529/2011".

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A rede de franquias Casa de Bolos foi fundada em 2010, em Ribeirão Preto, e atualmente conta com mais de 600 lojas em mais de 250 cidades brasileiras.

A AB Mauri Brasil tem de mais de 90 anos de história e atualmente, atende clientes com amplo portfólio de produtos sob as marcas Fleischmann, Fleischmann Gran Finale, Mauri, Aromaferm, Sohovos e Softase-R, além de atuar como parceira de distribuição de Twinings, Ovomaltine, Amigos do Bem e Danke.

Rede de franquias Casa de Bolos foi criada em 2010, em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

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Estresse causado por moscas reduz produção de leite e gera prejuízo a produtores em MS

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/05/2026 10:45

Mato Grosso do Sul Estresse causado por moscas reduz produção de leite e gera prejuízo a produtores em MS Produtores de Costa Rica relatam perdas na produção de leite e apontam possível ligação entre a infestação e o uso de vinhaça em lavouras de cana-de-açúcar. Por Débora Ricalde, Alyson Maruyama, g1 MS e TV Morena

O problema, que se intensificou nos últimos anos no município, afeta o gado, reduz a alimentação dos animais e provoca queda na produção de leite.

A usina citada pelos produtores fica a cerca de 10 quilômetros de Costa Rica. A vinhaça, gerada durante o processamento da cana-de-açúcar, é utilizada como biofertilizante nas lavouras.

Pequenos produtores rurais de Costa Rica relatam prejuízos causados pela infestação da mosca-do-estábulo. O problema, que se intensificou nos últimos anos no município, afeta o gado, reduz a alimentação dos animais e provoca queda na produção de leite. Em uma das propriedades atingidas, a perda chegou a 30%.

Segundo os produtores, a infestação se agravou nos últimos anos. Eles suspeitam que o aumento da população de moscas esteja relacionado ao manejo da vinhaça, resíduo gerado na produção de açúcar e etanol e utilizado como fertilizante em lavouras de cana-de-açúcar.

As moscas se concentram no corpo dos animais, que tentam se proteger permanecendo agrupados. O comportamento foge do habitual, já que o gado normalmente fica espalhado pelo pasto.

Diferentemente da mosca doméstica, a mosca-do-estábulo possui estrutura adaptada para picar e sugar o sangue dos animais.

O produtor rural Manoel Rodrigues afirma que os animais passam grande parte do dia tentando se defender dos insetos. Segundo ele, a situação compromete a alimentação do rebanho e reduz a produção de leite.

"Ele não consegue alimentar, só alimenta à noite. Durante o dia ele fica todo montuado e se batendo, encosta umas nas outras pra se defender, porque onde ela tá encostada ali, ela não vai ser atingida, né? E é dessa forma aí que a gente tá convivendo há vários dias aqui", conta.

O produtor Vanderlei de Souza relata situação semelhante. Para ele, a infestação pode estar relacionada às atividades de uma usina instalada nas proximidades do município.

"Acredito que é da usina. Porque não tinha isso aqui com o tempo. E, às vezes, quando eles param na época de moagem, de jogar essa vinhaça, elas diminui. Então, da noite pro dia, ela forma muito", comenta.

A usina citada pelos produtores fica a cerca de 10 quilômetros de Costa Rica. A vinhaça, gerada durante o processamento da cana-de-açúcar, é utilizada como biofertilizante nas lavouras. O manejo do material deve seguir normas técnicas, incluindo medidas para evitar o acúmulo de líquido nas áreas agrícolas.

O produtor Arionildo Nogueira afirma que a presença da mosca-do-estábulo se tornou frequente após a instalação da usina na região, há cerca de 14 anos.

"A gente está aqui há 30 anos, né? E, de 14 anos pra cá, que a usina instalou aqui no nosso município, começou o ataque da mosca e nunca teve um ano que não teve. Tem os altos e baixos".

Para tentar reduzir a infestação, a usina tem aplicado produtos de controle em áreas próximas às propriedades rurais e instalado armadilhas nas cercas. Os dispositivos são formados por faixas plásticas com material adesivo que captura os insetos.

Apesar das medidas adotadas, os produtores afirmam que os resultados ainda são insuficientes e cobram uma solução definitiva para o problema.

"Ninguém está pedindo para que a usina feche, pare de operar. A gente só quer que eles resolvam o problema e deixem a gente trabalhar", diz Manoel.

Manoel destaca ainda que os prejuízos atingem principalmente os pequenos produtores, que dependem da renda gerada pela atividade rural.

"Para o pequeno, o impacto se torna maior ainda, né? Porque aquilo ali já é a rendinha dele sobreviver. Ele conta com todo o centavo ali para sobreviver. E aí, vem esses prejuízos aí, o cara deixa de produzir, e no final do ano ele está no vermelho, devendo. Não consegue fechar a conta."

Em nota, a indústria informou que realiza o manejo da vinhaça de acordo com protocolos agronômicos, a legislação vigente e as práticas técnicas do setor. A empresa também afirmou que mantém monitoramento contínuo das áreas e diálogo com produtores rurais e órgãos competentes.

Segundo a Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), a mosca-do-estábulo é um desafio para a agropecuária. A entidade afirma que a ocorrência do inseto está relacionada a diferentes fatores ambientais e climáticos, principalmente em períodos de temperaturas elevadas e maior volume de chuvas.

Ainda conforma a Biosul, a associação atuam há mais de uma década em parceria com produtores rurais, usinas, órgãos públicos e a Embrapa Gado de Corte. O trabalho inclui pesquisas, ações preventivas e protocolos voltados ao manejo de áreas agrícolas e resíduos orgânicos.

Gados apresentam comportamento incomum de ficarem agrupados por causa de moscas em Costa Rica (MS) — Foto: Sergio Saturnino/TV Morena

Estresse causado por moscas reduz produção de leite e gera prejuízo em MS — Foto: Sergio Saturnino/TV Morena

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Convocação vale publi? Como Neymar e outros atletas da seleção podem lucrar após lista da Copa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/05/2026 05:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%MoedasDólar ComercialR$ 5,0280,55%Dólar TurismoR$ 5,2260,43%Euro ComercialR$ 5,8360,41%Euro TurismoR$ 6,0820,39%B3Ibovespa176.210 pts-0,81%Oferecido por

A convocação dos 26 jogadores que vão representar a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 movimentou o mercado publicitário.

O próprio formato de divulgação dos nomes relacionados ao Mundial, realizado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) na última segunda-feira (18), foi um indicativo do que o esporte se transformou quando o assunto é marketing e engajamento de empresas.

Em um megaevento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, diversas companhias aproveitaram para ativar suas marcas e surfar a onda do ato inicial do maior torneio esportivo do mundo.

Neymar, o jogador mais midiático do futebol brasileiro, foi o grande destaque em ações de marketing, em meio a dúvidas sobre a presença do atacante do Santos na lista de Ancelotti.

O técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, incluiu o Neymar, do Santos, em sua convocação durante a coletiva de imprensa. — Foto: Reuters/Ricardo Moraes

A convocação dos 26 jogadores que vão representar a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 movimentou o mercado publicitário e deve render ganhos aos atletas da seleta lista do treinador Carlo Ancelotti.

O próprio formato de divulgação dos nomes relacionados ao Mundial, realizado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) na última segunda-feira (18), foi um indicativo do que o esporte se transformou quando o assunto é marketing e engajamento de empresas.

Em um megaevento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro — com estimativa de mais de mil convidados e cerca de 700 jornalistas credenciados — diversas companhias aproveitaram para ativar suas marcas e surfar a onda do ato inicial do maior torneio esportivo do mundo.

O movimento, claro, também ocorreu na televisão e nas redes sociais. Neymar, o jogador mais midiático do futebol brasileiro, foi o grande destaque em ações de marketing, em meio a dúvidas sobre a presença do atacante do Santos na lista de Ancelotti.

🔎 Além dele, outros três convocados participaram de iniciativas publicitárias, mostra levantamento da consultoria de análise de dados Bites (veja abaixo). Recorte considera o período entre segunda-feira (18), dia do anúncio, e quarta (20).

Sozinho, Neymar emplacou seis posts no Instagram com cinco marcas diferentes logo após o anúncio: Red Bull (dois vídeos), Canção Alimentos, Mercado Livre, Puma e Loovi. Além disso, publicou um story da Blaze. Todas já mantinham parceria com o atleta.

O jovem talento Endrick, por sua vez, fez uma ação no Instagram com a Neosaldina — marca com a qual também já possui contrato — logo após a divulgação da lista.

Enquanto isso, a novidade veio do volante Casemiro, homem de confiança de Carlo Ancelotti, anunciado como embaixador da companhia aérea Azul ao longo da Copa.

O jogador repostou, nos stories, uma publicação da empresa sobre a parceria. Além de escolher o atleta do Manchester United como embaixador, a companhia já havia anunciado, em abril, acordo de patrocínio com a CBF até 2030.

O especialista em marketing esportivo Idel Halfen explica que é difícil mensurar os ganhos nesses casos, já que, na prática, pode haver diferentes formas de remuneração — a depender do que consta em cada contrato. Alguns já preveem, por exemplo, gatilhos por performance.

"Pode até ser que já exista algum tipo de bonificação pelos resultados obtidos. Uma coisa é a marca patrocinar um jogador que não vai ser convocado e outra, um que vai para a Copa. Em muitos casos, há uma premiação por isso", diz.

Os gatilhos contratuais estão relacionados, principalmente, à grande exposição do atleta em eventos como a Copa. "Na prática, a convocação gera exposição, crescimento digital e, consequentemente, maior interesse comercial", acrescenta.

O movimento também encarece a imagem do atleta, o que pode garantir maior rentabilidade em futuras parcerias.

Apesar de o destaque publicitário inicial ter ido para Neymar, Vinícius Júnior e Endrick — que estão, atualmente, entre os atletas mais midiáticos da seleção brasileira —, os outros jogadores também deverão ser beneficiados pela visibilidade.

Os benefícios também passam pelos números nas redes sociais. A convocação rendeu a Neymar 2,1 milhões de novos seguidores no Instagram até a última quarta-feira (20). O jogador lidera a lista de ganhos, seguida pelo perfil oficial da CBF (+684 mil) e pelo de Endrick (+620,6 mil).

Dados levantados pela consultoria de dados Bites mostram que a convocação rendeu oito milhões de publicações sobre o assunto em diferentes redes sociais, incluindo Instagram, Facebook, TikTok e LinkedIn. O número de interações superou 372 milhões.

"Na prática, isso mostra como o futebol ainda é um dos grandes motores das redes. Ele ainda chama mais atenção do que política, cinema e, muitas vezes, até TV", analisa André Eler, diretor técnico da Bites.

Ele afirma que, além do potencial comercial, a convocação reforça o poder de influência dos atletas, que passam a ter maior engajamento do público nas redes — com impactos também no longo prazo.

Idel Halfen reforça que os valores pagos pelos vídeos publicitários nas redes dependem, principalmente, pela quantidade de seguidores e de interações.

"Então, quando você é convocado, aumenta seu engajamento e seu número de seguidores. Isso tem um preço", conclui.

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Entrada da SpaceX na bolsa pode consolidar Musk como um dos homens mais poderosos do planeta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/05/2026 05:46

Inovação Entrada da SpaceX na bolsa pode consolidar Musk como um dos homens mais poderosos do planeta IPO da SpaceX pode aproximar Elon Musk do posto de primeiro trilionário da história e ampliar sua influência na tecnologia, no espaço e até na geopolítica mundial. Por Darlan Helder, Janize Colaço, g1 — São Paulo

Presidente eleito dos EUA, Donald Trump, acompanhou lançamento da Starship junto com o bilionário Elon Musk, na base aérea da SpaceX — Foto: Brandon Bell/Pool via AP

A SpaceX, empresa do bilionário Elon Musk, caminha para entrar na bolsa de valores dos Estados Unidos. O pedido de IPO foi protocolado na quarta-feira (20), com expectativa de estreia em meados de junho.

🔎 Um IPO é a primeira oferta pública de uma empresa, quando vende parte de suas ações e passa a ser negociada na bolsa de valores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas.

A SpaceX estima que seu valor de mercado seja de US$ 1,25 trilhão (cerca de R$ 6 trilhões). As ações da empresa devem ser negociadas na Nasdaq (bolsa de tecnologia norte-americana) sob o código SPCX.

A abertura de capital da SpaceX, antes considerada improvável pelo bilionário, agora é vista como um desejo de Musk, e pode ampliar ainda mais sua influência nos setores de tecnologia e espacial, além da geopolítica.

Caso a operação se concretize, o empresário, que já é o homem mais rico do mundo, poderá se aproximar do posto de primeiro trilionário da história do planeta Terra.

Além disso, a SpaceX deixaria de ser vista apenas como uma empresa de lançamentos espaciais para atuar como um conglomerado com diferentes serviços e fontes de receita, o que pode ampliar ainda mais seu faturamento. É o que dizem especialistas consultados pelo g1.

Em fevereiro, Musk anunciou a compra da sua empresa de inteligência artificial, xAI, pela SpaceX. O negócio também envolveu a Starlink, operação de internet via satélite ligada à SpaceX. Com isso, a companhia passou a controlar também o X, rede social que já fazia parte do grupo xAI.

"O que Musk busca com o IPO é organizar melhor todos esses negócios ele que criou, além de ganhar acesso a mais capital (dinheiro) e ao mercado de varejo. Estamos falando, provavelmente, do maior IPO da história", afirma Pedro Waengertner, CEO da ACE Ventures.

Segundo Alvaro Machado Dias, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em IA, projetos como a Starship — considerada a maior nave espacial do mundo —, além dos planos da SpaceX de levar data centers para o espaço e avançar na industrialização lunar, exigem um volume de investimento que só o mercado público consegue oferecer.

Com o IPO, enquanto os investidores comuns terão acesso a ações com direito a um voto, haverá uma classe especial de ações destinada a Musk com 10 votos por cada papel.

"Essa estrutura permitirá que ele controle cerca de 85% dos votos da companhia, mantendo o domínio total sobre os rumos do negócio", explica Diogo Cortiz, professor especializado em tecnologia e inovação da PUC-SP.

Starship posicionada em base de lançamento da SpaceX, em foto divulgada em 27 de maio de 2025 — Foto: Divulgação/SpaceX

Em 2025, a SpaceX gerou US$ 18,67 bilhões em receita, sendo boa parte desse valor vinda da Starlink, que já tem presença global mais consolidada do que a SpaceX.

Ao mesmo tempo, a empresa registrou um prejuízo de US$ 4,94 bilhões no ano passado, impulsionado pelos altos custos com pesquisa e desenvolvimento, de acordo com o jornal "The Wall Street Journal".

➡️ Segundo o próprio documento enviado ao regulador dos EUA para abrir capital, a SpaceX afirmou ter faturado, em 2025:

Conectividade (Starlink): US$ 11,39 bilhõesEspaço (SpaceX): US$ 4,09 bilhõesIA (xAI/X): US$ 3,20 bilhões

Enquanto a Starlink responde por quase toda a receita, o restante das operações da empresa consome dinheiro em um ritmo tão acelerado que as rodadas de investimento privado já não conseguem sustentar o negócio com a mesma facilidade, analisa Alvaro Machado Dias.

Um possível "super IPO", como é esperado, pode ampliar ainda mais a influência de Elon Musk e facilitar o avanço de pautas de interesse dos seus negócios, avalia Diogo Cortiz.

O professor destaca que o movimento acontece em um momento estratégico da disputa geopolítica entre Estados Unidos e China, em que a SpaceX ocupa um papel central em áreas consideradas críticas, como exploração espacial e inteligência artificial.

"Talvez ele se torne o primeiro trilionário da história da humanidade, controlando uma empresa poderosa e com diferentes frentes de atuação", afirma o especialista.

Álvaro Machado Dias avalia que o IPO também coloca uma estrutura considerada estratégica para a defesa dos EUA sob a lógica do mercado financeiro, sem que o governo reduza sua dependência da empresa.

Segundo ele, isso cria uma espécie de "tecnoabsolutismo", em que o poder passa a ser dividido de forma híbrida entre Musk e o Estado americano.

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Jovens voltam a usar iPods para fugir das distrações do celular: ‘Só quero ouvir música em paz’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/05/2026 05:46

Tecnologia Jovens voltam a usar iPods para fugir das distrações do celular: ‘Só quero ouvir música em paz’ Fenômeno envolve nostalgia, busca por mais foco e até uma rejeição simbólica da hiperconectividade, segundo especialista. Buscas e vendas de iPods cresceram em plataformas de revenda no Brasil. Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

Jovens da Geração Z voltaram a usar iPods para ouvir música longe de notificações, algoritmos e distrações do celular.

Segundo usuários ouvidos pelo g1, o aparelho tem sido usado em treinos, estudos e deslocamentos do dia a dia.

🎵 O ritual parece ter saído de 2006: conectar um fone com fio, girar a roda do aparelho e escolher um álbum baixado manualmente. Mas a cena acontece em 2026, com jovens que estão trocando o celular por… iPods.

O MP3 player lançado pela Apple há mais de duas décadas voltou à rotina da Geração Z — não só pela nostalgia, mas justamente pelo que ele não tem: notificações, algoritmos e feeds infinitos. 🔕

O g1 conversou com jovens que voltaram a usar o iPod no dia a dia para ouvir música durante treinos, estudos e deslocamentos. Segundo eles, o celular passou a atrapalhar demais por causa das notificações e das redes sociais.

"Até hoje existe uma comunidade enorme de pessoas que restauram iPods antigos com bateria nova e mais armazenamento, seja para manter o produto vivo como lembrança ou até mesmo para usá-lo no dia a dia", conta o especialista em Apple Filipe Esposito, que acompanha a empresa há 17 anos.

E a procura pelo dispositivo vem aumentando, segundo empresas consultadas pelo g1. O site de vendas Enjoei informou que o valor total de iPods vendidos na plataforma no primeiro trimestre deste ano (janeiro, fevereiro e março) foi 47% maior do que no mesmo período de 2025.

Já a OLX informou que as buscas por iPods cresceram 18,9% em abril de 2026 na comparação com abril de 2025. De janeiro a abril deste ano, o aumento foi de 22% em relação ao mesmo período do ano passado.

Emanuelle Assunção, de 27 anos, Lisandra Reis, de 29, e Cláudio Wollace, de 26, não se conhecem, mas têm algo em comum: estão cansados de perder tempo nas redes sociais. Por isso, voltaram a usar o iPod, que, além do gostinho de nostalgia, ajuda os três a evitar distrações.

"Eu sentia que o celular acabava me atrapalhando um pouco. Às vezes, eu saía para correr na rua e acabava parando porque chegava alguma notificação e eu ficava curiosa para ver. Óbvio que eu também adoro a vibe nostálgica que ele passa, mas é muito mais para ouvir música em paz", conta Lisandra.

Ela tem um iPod Touch, aquele modelo parecido com um iPhone, e comprou o dispositivo em 2019. Lisandra diz não se lembrar quanto pagou pelo aparelho na época.

Quem também tem um iPod Touch é Emanuelle (todo decorado com adesivos na capinha 💅). Ela conta que comprou o MP3 da Apple em 2024, de segunda mão, por R$ 230.

"Hoje eu uso ele durante os treinos de musculação, às vezes quando estou lendo e também nos deslocamentos de carro por aplicativo", diz Emanuelle.

Segundo ela, em 2024 ainda conseguia usar o Spotify no iPod Touch — modelo que permitia baixar aplicativos. Mas, quando voltou a usar o aparelho em 2026, o aplicativo já não funcionava mais.

Por causa disso, voltou a baixar músicas manualmente no computador para depois transferi-las para o iPod. O g1 verificou que, na App Store, loja de aplicativos da Apple, o Spotify não aparece mais como compatível com nenhum modelo de iPod.

Cláudio diz que muita gente considera ruim o processo de baixar músicas no computador e transferi-las para o iPod, mas que, para ele, isso é "revigorante". Segundo ele, o fato de o aparelho não ter algoritmos também faz diferença, porque permite ouvir apenas as músicas que decidiu colocar ali.

"Mesmo assinando serviços de streaming, como o Spotify, eu ainda prefiro o iPod. Sinto que a qualidade sonora é até melhor", conta.

Ele usa um iPod Nano de segunda mão, comprado em 2025 por R$ 130. O aparelho costuma acompanhá-lo na academia e nos estudos da faculdade. "Eu gosto porque é um aparelho feito só para música, sem notificações ou outras coisas que tirem minha atenção".

Cláudio também diz ter uma relação afetiva com o iPod. "Quando eu era mais novo, sempre quis ter um, principalmente o iPod Touch de 4ª geração, mas não tinha condições na época. Hoje, minha vontade mesmo é ter um iPod Classic (um dos primeiros lançados). Para mim, ele é o top dos tops, mas está muito caro".

Para o especialista em Apple Filipe Esposito, a combinação entre iTunes e iPod não só ajudou a combater a pirataria, como também consolidou o aparelho no mercado. "Existiam outros tocadores de MP3, mas nenhum tinha a conveniência de uma loja própria de músicas ou um gerenciador de playlists como o iTunes", diz.

O primeiro iPod funcionava apenas com computadores Mac, o que limitou as vendas no início. Segundo Esposito, o cenário mudou quando a Apple lançou uma versão do iTunes para PC e tornou o iPod compatível com o sistema da Microsoft.

Pouco tempo depois do lançamento do iPod, a Apple também criou a iTunes Store, sua loja online de músicas.

"Pela primeira vez, os usuários podiam comprar músicas separadamente por US$ 0,99 (cerca de R$ 1,80 na época). Todo o processo era extremamente rápido e fácil, e as músicas podiam ser transferidas em segundos para o iPod", afirma.

A sensação é de que estamos cada vez mais resgatando produtos que pareciam ter ficado no passado: foi assim com os fones de ouvido com fio, com as câmeras Cyber-shot e, agora, com os iPods.

Para Angelica Mari, especialista em cyberpsicologia, área que estuda os impactos da tecnologia no comportamento humano, a tendência reflete uma busca por um período em que a tecnologia tinha limites mais definidos e interferia menos na atenção das pessoas.

Segundo ela, o movimento representa uma recusa simbólica da hiperconectividade e também uma tentativa de diferenciação social.

"No caso dos iPods, baixar as músicas e atualizar manualmente as playlists vão na contramão da conveniência a que fomos acostumados, mas também devolvem um certo nível de autonomia. Hoje, quando uma playlist termina, as plataformas logo sugerem uma sequência parecida para manter o usuário em um ciclo infinito", diz.

Segundo a especialista, o retorno dos fones com fio tem um efeito parecido. "A pessoa sente o cabo, que literalmente conecta o usuário ao dispositivo. Existe uma materialidade que foi eliminada com o Bluetooth", afirma.

Ela também avalia que essa busca por simplicidade acabou ficando cara, o que pode ser percebido nos preços de dispositivos antigos, como iPods, walkmans e câmeras Cyber-shot, em sites de revenda. Um iPod Classic usado — modelo que Cláudio diz sonhar em ter — pode custar mais de R$ 1 mil na internet.

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Brasil tem quase 20 ‘presidentes da República’ ou vice com registro em carteira de trabalho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/05/2026 05:46

Trabalho e Carreira Brasil tem quase 20 ‘presidentes da República’ ou vice com registro em carteira de trabalho Dados do Ministério do Trabalho mostram presidentes e vices contratados por indústrias de móveis, restaurantes, lavanderias e empresas de transporte rodoviário de carga. Especialistas apontam que trabalhadores devem ficar atentos a erros cadastrais. Por Bianca Muniz, Rayane Moura, g1 — São Paulo

Dados do Ministério do Trabalho mostram que o Brasil tinha 19 vínculos ativos registrados para os cargos de presidente da República e vice em 2024, apesar de os ocupantes exercerem funções incompatíveis.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, os casos refletem erros de preenchimento em sistemas trabalhistas, que podem se espalhar automaticamente para bases como Carteira de Trabalho Digital e INSS.

As inconsistências ficaram mais comuns após a digitalização dos sistemas trabalhistas e podem gerar constrangimentos profissionais, além de afetar benefícios sociais e previdenciários.

O Ministério do Trabalho afirma que os dados podem ser corrigidos pelo empregador ou diretamente pelo trabalhador junto ao INSS. Dependendo do prejuízo causado, o empregado pode pedir indenização na Justiça por danos morais.

O município de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, tem, ao menos, três presidentes da República em exercício desde 2002. O primeiro caso divulgado pelo g1 foi o da técnica de enfermagem Aldenize Ferreira, de 46 anos.

Na semana passada, ao procurar emprego na Agência do Trabalhador da região, a técnica de enfermagem descobriu que o nome dela consta, há 24 anos e 2 meses, como ocupante do cargo de presidente da República.

Além de Aldenize Ferreira, outras duas mulheres da mesma cidade descobriram ser, pelo menos na carteira de trabalho, chefes de Estado. E esses casos não são os únicos.

Dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram a existência de 19 vínculos empregatícios ativos, no fim de 2024, registrados para os cargos de presidente e vice-presidente da República.

As informações constam em bases oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e envolvem funções públicas eletivas que, em tese, não se enquadram no modelo tradicional de emprego formal regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

No entanto, os dados mostram "Presidentes da República" contratados por indústrias de móveis, restaurantes, lavanderias e empresas de transporte rodoviário de carga.

Em Apucarana (PR), por exemplo, uma mulher de 57 anos aparecia registrada como presidente da República, mesmo trabalhando no comércio varejista de vestuário e recebendo entre 1 e 2 salários mínimos.

Ou no município de Abaetetuba, no Pará, que em maio de 2024 registrou a admissão de uma mulher de 28 anos com a ocupação de presidente da República. O vínculo, ativo no final daquele ano, mostrava um salário de aproximadamente R$ 1,5 mil em uma empresa do setor de serviços hoteleiros.

Em dezembro de 2024, o dado mais recente disponível da RAIS, a base indicava a existência de 13 vínculos ativos como presidente da República e 6 vices.

🔎 Na RAIS, “vínculo” é o registro de uma relação formal de trabalho entre uma pessoa e um empregador. Se uma pessoa trabalhou em duas empresas diferentes no mesmo ano, ela terá dois vínculos (cada contrato ou relação de trabalho registrada). Se mudou de emprego durante o ano, pode aparecer mais de uma vez na base de dados.

Além dos vínculos ativos, outros 40 vínculos de presidência e 2 de vice foram registrados em 2024, mas ficaram inativos ao término daquele ano.

Muitos desses registros inativos estão concentrados em prefeituras municipais, onde o cargo de "Presidente da República" é frequentemente confundido com cargos de gestão local ou contratos temporários.

Canto do Buriti (PI): 28 vínculos (todos inativos em dezembro de 2024)Jacareacanga (PA): 7 vínculos (todos inativos em dezembro de 2024)Tasso Fragoso (MA): 2 (sendo 1 ativo em dezembro de 2024)Apucarana (PR): 2 (ambos ativos em dezembro de 2024)Santos (SP): 2 (ambos ativos em dezembro de 2024)Amapá (AP): 1 (ativo em dezembro de 2024)Barra do Mendes (BA): 1 (ativo em dezembro de 2024)Riachão do Jacuípe (BA): 1 (inativo)Aiuaba (CE): 1 (ativo em dezembro de 2024)Canindé (CE): 1 (inativo)Brasília (DF): 1 (ativo em dezembro de 2024)Colinas (MA): 1 (ativo em dezembro de 2024)Gonzaga (MG): 1 (inativo)São Sebastião do Paraíso (MG): 1 (ativo em dezembro de 2024)Abaetetuba (PA): 1 (ativo em dezembro de 2024)Campina Grande (PB): 1 (inativo)Arapongas (PR): 1 (inativo)Muliterno (RS): 1 (inativo)Santiago (RS): 1 (ativo em dezembro de 2024)Uruguaiana (RS): 1 (ativo em dezembro de 2024)Navegantes (SC): 1 (ativo em dezembro de 2024)São Paulo (SP): 1 (ativo em dezembro de 2024)

Dados da RAIS mostram 58 vínculos de presidente da República e vice em 2024. — Foto: Alberto Correa – Arte/g1

Os vínculos de presidentes e vice presentes na RAIS correspondem à empresas com as atividades abaixo:

Administração pública em geralTelecomunicaçõesAtividades de organizações sindicaisSeguridade socialComércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentíciosAtividades de assessoria em gestão empresarialFabricação de artefatos de concreto, cimento, fibrocimento, gesso e estuqueEstabelecimentos hoteleirosEnsino fundamentalComércio varejista de artigos do vestuário e complementos

Técnica de enfermagem Aldenize Ferreira da Silva foi registrada em carteira de trabalho digital como presidente da República — Foto: Reprodução/WhatsApp

Além da RAIS, outro sistema do Ministério do Trabalho mostra contratações e demissões de presidentes da República e vices com informações incompatíveis com a realidade: o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O Caged registra 62 movimentações entre 2009 e 2025 envolvendo admissões e desligamentos de presidentes da República e vice-presidentes. No período, o Brasil teve cinco movimentações na Presidência da República.

Dados do CAGED entre 2009 e 2025 mostram admissões e desligamentos incompatíveis com as funções de presidente da República e vice. — Foto: Alberto Correa – Arte/g1

Entre esses casos, destacam-se uma admissão para o cargo de Presidente da República em uma empresa de fabricação de móveis em Arapongas (PR) em 2021, com salário de R$ 1.766,88, e desligamentos em empresas de transporte de carga em São Paulo.

🔎 O Caged é um sistema voltado ao acompanhamento das admissões e desligamentos de trabalhadores com carteira assinada. Criado para monitorar a evolução do emprego formal no Brasil, o cadastro passou a ser integrado ao eSocial e hoje é utilizado para gerar os indicadores mensais de criação e fechamento de vagas formais no país.

Procurada pelo g1, a assessoria do Ministério do Trabalho e Emprego afirmou que o preenchimento dos dados da RAIS é de responsabilidade dos empregadores, e ao identificar inconsistências, notifica os estabelecimentos para correção. (veja nota completa abaixo)

Segundo a advogada trabalhista Isabel Cristina, do escritório Ferraz dos Passos, erros desse tipo se tornaram mais comuns após a digitalização dos sistemas trabalhistas e previdenciários do governo federal.

A especialista explica que, desde a implementação do eSocial e da Carteira de Trabalho Digital, um único lançamento incorreto pode ser replicado automaticamente para diferentes bases do governo, como INSS, Receita Federal e a própria carteira digital do trabalhador.

“O erro acontece em um sistema só, mas se replica em efeito cascata para todos os outros”, afirma.

De acordo com a advogada, na maioria dos casos não há fraude, mas sim falhas operacionais, como o uso incorreto da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) ou lançamentos equivocados feitos por equipes de recursos humanos (RH).

Ainda segundo Isabel, a alta rotatividade em prefeituras e a falta de treinamento técnico em setores administrativos ajudam a explicar esse tipo de erro. “O Brasil tem mais de 5,5 mil municípios e a realidade estrutural deles é muito desigual. Nem todas as prefeituras possuem um RH consolidado, com servidores concursados e permanentes”, explica.

“Muitas vezes, essa função é exercida por servidores comissionados ou empresas terceirizadas. Com a troca de governo a cada quatro anos, há uma rotatividade natural de pessoal e, infelizmente, perda de dados e histórico”, completa a advogada.

Segundo Isabel, o eSocial é uma ferramenta complexa e passa por atualizações constantes. Sem treinamento técnico adequado, especialmente em trocas de gestão, erros podem ocorrer nos registros trabalhistas.

Os problemas, no entanto, podem trazer consequências imediatas para o empregado. Um vínculo em aberto pode indicar ao sistema que a pessoa ainda está empregada, o que pode levar ao bloqueio do seguro-desemprego, à negativa de benefícios previdenciários e até a constrangimentos em processos seletivos.

"O novo empregador certamente vai pedir esclarecimentos para saber se a pessoa realmente acumulava duas funções ou se a carteira de trabalho está com informações incorretas, o que pode gerar constrangimento desnecessário ou até perda da vaga."

Outro ponto é que o registro também pode afetar benefícios sociais, como o Bolsa Família, porque o vínculo – ainda que incorreto – indica que aquela pessoa estaria empregada e recebendo renda mensal.

Nesses casos, a responsabilidade pela correção das informações é exclusivamente do empregador, que tem acesso ao sistema para retificação dos dados. Caso o empregado identifique essa situação, a primeira medida é procurar diretamente o setor de Recursos Humanos da empresa, prefeitura ou órgão que consta como empregador.

“Se o cidadão trabalhou lá, mas o contrato não foi fechado, o pedido deve ser para inserir a data de encerramento. Agora, se a pessoa nunca trabalhou naquele local e o vínculo é totalmente fictício, o pedido deve ser de exclusão imediata dos dados”, explica a advogada.

Ela ainda destaca que, na prática, o problema só costuma ser resolvido quando o trabalhador identifica a inconsistência e cobra providências. Caso não haja solução administrativa, pode ser necessário recorrer à Justiça. Nesses casos, a advogada alerta que existem dois caminhos.

“A depender de como o município organiza suas leis trabalhistas, a ação terá que correr na Justiça Comum ou na Justiça do Trabalho. Por isso, o auxílio de um advogado ou da Defensoria Pública é fundamental para direcionar o processo para o tribunal correto”, afirma.

Por isso, a recomendação é que o próprio trabalhador acompanhe regularmente suas informações nos aplicativos oficiais, como Carteira de Trabalho Digital, Meu INSS e FGTS. “Hoje, mais do que nunca, é fundamental que o cidadão fiscalize seus próprios dados. A prevenção digital se tornou uma ferramenta essencial de proteção de direitos”, conclui.

Apesar dos transtornos, Isabel Cristina ressalta que registros fictícios não geram automaticamente direitos trabalhistas, como salários, FGTS ou verbas rescisórias, quando não houve prestação de serviço. Segundo ela, no Direito do Trabalho, o que vale é a realidade dos fatos: se não houve trabalho, não há direito a essas verbas.

Além disso, registros incorretos podem inflar o número de funcionários da empresa. Isso pode obrigá-la a contratar mais jovens aprendizes ou pessoas com deficiência (PCDs) para cumprir metas legais que talvez não precisasse atingir, sob pena de multas do Ministério do Trabalho.

Por outro lado, dependendo do prejuízo causado, o trabalhador pode pedir indenização na Justiça por danos morais. “Nesse caso, a pessoa precisa comprovar que sofreu um prejuízo real com a anotação incorreta. Por exemplo: perdeu o Bolsa Família, o seguro-desemprego ou uma nova vaga de emprego por causa disso”, completa.

Carolina Lima descobriu que está registrada como 'presidente da República' na carteira de trabalho digital — Foto: Reprodução/TV Globo

Em nota enviada ao g1, o Ministério do Trabalho e Emprego afirmou que, entre 2002 e 2019, algumas empresas registraram de forma equivocada a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) de trabalhadores em sistemas previdenciários, incluindo, em alguns casos, o código referente ao cargo de Presidente da República.

Segundo a pasta, as informações exibidas atualmente na Carteira de Trabalho Digital foram importadas automaticamente da base do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O ministério destacou ainda que, com a implantação do eSocial e da Carteira de Trabalho Digital, esse tipo de inconsistência foi reduzido, já que passou a ser exibido o cargo informado diretamente pela empresa.

O MTE informou também que erros cadastrais podem ser corrigidos pelo trabalhador junto ao INSS, por meio do serviço “Atualização de Vínculos e Remunerações”, disponível pelo telefone 135 e pelo portal Meu INSS.

Ainda segundo o ministério, esse tipo d'e inconsistência não impede a concessão da aposentadoria e não há risco de o trabalhador perder o direito ao benefício por causa do erro cadastral.

“O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) esclarece que, entre 2002 até 2019, os empregadores informavam ao INSS os vínculos empregatícios de seus trabalhadores por meio da Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP). Nesse período, algumas empresas registraram a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), incluindo, em determinados casos, o código referente ao cargo de Presidente da República.

Com a implantação da Carteira de Trabalho Digital, em setembro de 2019, as informações passaram a ser importadas da base de dados do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), administrado pelo INSS. Dessa forma, registros enviados pelos empregadores foram automaticamente reproduzidos na carteira digital, que fica na aba outros vínculos.

Para os vínculos já da Carteira de Trabalho Digital, não há mais apresentação da descrição da CBO e sim do cargo informado pela empresa na descrição do campo "cargo" do eSocial, o que evita esse tipo de erro.

O MTE ressalta que as informações relativas aos vínculos empregatícios, inclusive os códigos da CBO, são de responsabilidade do empregador, cabendo às empresas o correto envio dos dados ao eSocial e a devida regularização das informações quando identificada qualquer inconsistência cadastral.

Os trabalhadores podem também fazer essa correção ligando para a Central 135 ou pelo portal MEU INSS. O atendimento telefônico é fundamental para abrir o protocolo, segundo o INSS. O trabalhador deve solicitar ‘Atualização de Vínculos e Remunerações’. Depois, envia um documento pelo site do Meu INSS ou pelo aplicativo”.

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Mega-Sena faz 30 anos e paga R$ 300 milhões; relembre maiores prêmios e saiba o que dá para comprar com esses valores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/05/2026 04:47

Loterias Oferecido por: Mega-Sena faz 30 anos e paga R$ 300 milhões; relembre maiores prêmios e saiba o que dá para comprar com esses valores A cobertura de Neymar em Dubai, 130 mil passagens para Paris, 635 mil quilos da carne mais cara do mundo – esses são alguns dos luxos que os cinco valores mais altos da história do prêmio podem comprar. Por BBC

A Caixa Econômica Federal anunciou um sorteio especial da Mega-Sena para celebrar os 30 anos da modalidade com uma premiação de R$ 300 milhões.

O primeiro sorteio foi realizado em 11 de março 1996. Desde então, a Mega-Sena se consolidou como a modalidade de apostas mais popular do país e movimentou R$ 115,2 bilhões.

Mas quais foram os maiores prêmios já pagos até hoje? E o que dá para comprar atualmente com esses valores?

Acompanhe o sorteio da Mega 30 anos no site do g1Acompanhe o sorteio da Mega 30 anos no canal do g1 no YouTube

Os cinco prêmios mais altos da história são todos de Megas da Virada. O sorteio do ano de 2021 pagou R$ 378.124.727,48.

O total pago pela Caixa é equivalente a 32.883 Iphones 17 Pro — o modelo com 256 GB está à venda no Brasil hoje por R$ 11.499,00.

Com esse prêmio, também é possível comprar a cobertura de altíssimo luxo do jogador de futebol Neymar em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Em 2024, o imóvel estava avaliado em 200 milhões de dirhams (R$ 275 milhões de reais na cotação atual).

Ainda seria possível usar o dinheiro restante para comprar o carro mais caro em circulação hoje no Brasil, uma Ferrari LaFerrari ano 2016 de edição limitada com valor de mercado estimado em R$ 38.043.737,00 — e ainda sobrariam mais cerca de R$ 60 milhões.

O edifício Bugatti Residences em Dubai, onde Neymar comprou uma cobertura, está atualmente em construção. — Foto: Binghatti Properties via BBC

O quarto maior prêmio foi dado na Mega da Virada de 2022: R$ 541.969.966,30. Cada um dos cinco ganhadores recebeu R$ 108.393.993,26.

Se uma única pessoa tivesse levado a bolada sozinha poderia comprar a mansão do cantor Jay-Z em Bel Air, Los Angeles, Estados Unidos. O imóvel está atualmente avaliada em cerca de US$ 100 milhões, equivalente a R$ 500 milhões.

O valor total do prêmio também seria suficiente para comprar um dos quadros mais caros já vendidos em leilões de arte: Blumenwiese (Prado Florido), do artista austríaco Gustav Klimt.

A obra foi leiloada em Nova York no ano passado por US$ 86 milhões (cerca de R$ 433,26 milhões na cotação atual).

A Mega da Virada de 2023 pagou R$ 588.891.021,25. Cinco apostas acertaram os seis números e receberam R$ 117.778.204,25 cada.

O prêmio total pago naquele ano seria suficiente para comprar hoje 14 unidades da cobertura mais cara de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, cidade com o metro quadrado mais valorizado do país.

Os R$ 588 milhões pagos pela Caixa também seriam suficientes para comprar 130.666 passagens de avião (ida e volta) de classe econômica de São Paulo para Paris, considerando cada uma com um preço médio de R$ 4.500.

Se as passagens forem de primeira classe, com cada uma custando em média R$ 70 mil, seria possível ir e voltar da capital francesa 8.400 vezes.

O segundo maior prêmio, da Mega da Virada de 2024, foi de R$ 635.486.165,36. O total foi dividido entre oito ganhadores e cada um levou R$ 79.435.770,67.

Uma das apostas vencedoras foi de um bolão realizado em Osasco, São Paulo, em que cada uma das 56 cotas ganhou R$ 1.418.495,90. Mas um dos participantes desse bolão não apareceu para retirar seu prêmio no prazo de 90 dias exigido pela Caixa e ficou sem o dinheiro.

Mas se uma única pessoa tivesse levado a bolada de R$ 635 milhões sozinha poderia comprar 635 mil quilos da carne mais cara do mundo, o Wagyu categoria A5.

A categoria A5 representa o nível máximo de qualidade do Wagyu, uma raça de gado originária do Japão. No Brasil, o quilo do corte é vendido a uma média de R$ 1.000.

O quilo do Wagyu categoria A5 custa em média R$ 1.000 no Brasil. — Foto: AFP via Getty Images via BBC

Também seria possívelo comprar 1.058 imóveis imóveis de R$ 600 mil, o valor máximo permitido atualmente pela Caixa para financiar casas ou apartamentos novos usando o programa Minha Casa, Minha Vida. Ainda assim, o vencedor único ainda teria mais R$ 200 mil para investir em outros bens.

Com o total do prêmio, um único vencedor poderia adquirir o clube de futebol Vitória, avaliado atualmente em R$ 826 milhões, segundo um ranking elaborado pela Sports Value.

O colar 'La Peregrina' pertenceu à atriz americana Elizabeth Taylor, mas foi comprada inicialmente pelo rei Filipe 2º da Espanha para sua noiva, a rainha Maria 1ª da Inglaterra (1516-1558). — Foto: AFP via Getty Images via BBC

Os R$ 1.091 bilhão pagos pela Caixa também seriam suficientes para comprar toda a coleção exclusiva de itens que pertenceram a Elizabeth Taylor, leiloada em 2011. Na época, o leilão arrecadou US$ 156.756.576, o que hoje equivale a mais de R$ 786 milhões.

O elemento mais caro foi um colar de pérolas, diamantes e rubis do século 16, vendido por US$ 11,84 milhões (R$ 59,7 milhões na cotação atual).

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Por que o lançamento de um relógio gerou confrontos e fechou lojas ao redor do mundo

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/05/2026 04:47

Empreendedorismo Guia do empreendedor Por que o lançamento de um relógio gerou confrontos e fechou lojas ao redor do mundo Uma linha de relógios da Swatch e da marca de luxo Audemars Piguet está causando um frenesi em diversas cidades do mundo. Por Tim Muffett, Vinnie O’Dowd

As vendas começaram no sábado com grandes multidões em lojas em todo o mundo — Foto: Getty Images

O lançamento de um relógio de bolso exclusivo provocou um frenesi que forçou lojas em todo o mundo a fecharem e, em alguns casos, levou policiais e seguranças a ter que lidar com grandes multidões desordeiras.

A coleção de relógios Royal Pop, uma colaboração muito aguardada entre a Swatch e a marca de luxo Audemars Piguet (AP), começou a ser vendida no sábado (16) em lojas selecionadas ao redor do mundo.

Semelhante a vendas anteriores desse tipo, algumas pessoas fizeram fila por dias para conseguir um dos oito modelos.

Mas a intensidade do interesse pelo produto, tanto online quanto nas ruas de comércio, dividiu opiniões sobre marketing responsável e sobre se os relógios realmente valem a pena.

Mais conhecida por seus relógios coloridos da década de 1980, a AP Swatch descreveu a coleção Royal Pop como "uma colaboração disruptiva entre dois ícones da relojoaria suíça".

Embora as vendas originais da coleção tenham ocorrido exclusivamente em lojas selecionadas — com as pessoas só conseguindo comprar um relógio de US$ 448 (R$ 2,2 mil) por pessoa — elas foram impulsionadas por uma campanha online que durou meses.

A especialista em varejo Catherine Shuttleworth disse que a Swatch fez um trabalho fantástico ao divulgar o produto, aproveitando o gosto dos consumidores mais jovens por colaborações, exclusividade e novidade.

"O hype funcionou", disse ela à BBC, acrescentando que os consumidores conseguiriam pagar uma fração do custo normal por um produto da AP.

A crítica e podcaster Britt Pearce concorda — e diz que esses tipos de colaboração são "um fenômeno passageiro, mas um fenômeno passageiro muito empolgante".

Pessoas ficaram na fila por dias para comprar um Audemars Piguet x Swatch Royal Pop — Foto: AFP via Getty Images

No Reino Unido, a Swatch fechou suas lojas em várias cidades depois que centenas de pessoas fizeram fila do lado de fora e a polícia foi chamada. Houve relatos de comportamento ameaçador e pelo menos uma prisão.

Também houve relatos de brigas em Amsterdã e Milão, bem como em cidades da Ásia e do Oriente Médio.

De acordo com a agência de notícias Reuters, policiais dispararam gás lacrimogêneo para controlar 300 pessoas do lado de fora de uma loja da Swatch perto de Paris, e quatro pessoas relataram ter sido agredidas na multidão do lado de fora de uma loja em Lille, norte da França.

Alguns em Nova York acamparam por uma semana e houve relatos de que pessoas passaram mal durante a espera.

Em uma postagem nas redes sociais depois que multidões se reuniram em filiais em todo o mundo, a Swatch pediu às pessoas que "não corressem para nossas lojas em grande número" e fechou suas lojas por motivos de segurança quando a multidão se tornou muito grande.

A empresa foi criticada por algumas pessoas, que dizem que os relógios deveriam estar disponíveis em seu site e que recursos policiais foram desviados desnecessariamente.

Pearce disse que a Swatch parece "estar criando situações perigosas para as pessoas colecionarem um relógio".

Shuttleworth disse que as vendas online também registraram problemas, com pessoas usando bots e outras tecnologias para tentar enganar o sistema.

Os relógios estão sendo revendidos online por várias vezes seu valor no varejo — Foto: Getty Images

Na segunda-feira (18), a Swatch divulgou um comunicado afirmando que a resposta à coleção de relógios Royal Pop foi "fenomenal em todo o mundo", acrescentando que houve problemas em apenas 20 das 220 lojas da Swatch onde os relógios foram colocados à venda.

Ele comparou a venda com a do MoonsWatch — uma colaboração de 2022 com a fabricante de relógios de luxo Omega — quando a polícia foi chamada e lojas foram fechadas.

"Assim como com o MoonSwatch, a situação agora se normalizou um pouco após o dia do lançamento, especialmente depois de termos comunicado mais uma vez que a coleção Royal Pop estará disponível por vários meses", acrescentou a Swatch.

Britt disse que visitou uma das lojas da Swatch em Londres na noite de sexta-feira e viu os seguranças "perderem um pouco o controle" à medida que a multidão aumentava de tamanho antes do lançamento do relógio.

Ela também afirmou que viu pessoas saindo da loja após comprar um relógio sendo abordadas por indivíduos oferecendo pagar o dobro do valor.

Enquanto algumas pessoas na fila para comprar os relógios são entusiastas, outras os compram para vendê-los online.

Jaylen disse à BBC que comprou um dos relógios de 335 libras (R$ 2,2 mil) no domingo e o vendeu por pouco mais de mil libras (R$ 6,7 mil).

"Vou voltar para comprar mais. É um por pessoa, mas tenho amigos a quem paguei para consegui-los em outras lojas", disse.

Embora haja relatos de relógios Royal Pop sendo revendidos por grandes quantias online, a revista britânica especializada em relógios WatchPro alertou que alguns desses anúncios são falsos.

A BBC também viu alguns relógios Royal Pop listados no eBay por entre 3 mil e 5 mil libras (R$ 20 mil e R$ 33 mil).

Ahmed, que também comprou um dos relógios, disse à BBC que estava pensando no longo prazo e que manteria o seu por agora, prevendo que ele deve aumentar significativamente de valor quando a venda limitada terminar.

"Eles já estão passando de mil libras (R$ 6,7 mil) no mercado, então quando pararem completamente de produzi-los e não houver mais sendo lançados… é uma decisão óbvia", disse.

A Swatch afirma que a reação ao Royal Pop foi 'fenomenal em todo o mundo' — Foto: EPA/Shutterstock

"Sinto que é algo que pode ser guardado e passado adiante. Pode ser memorável, valioso e aumentar de valor ao longo do tempo se for de estoque limitado", disse Corzo, que está na fila há dias e afirmou ter observado uma melhora na comunicação e cooperação entre as pessoas na multidão.

"A Swatch colaborou com uma marca muito boa, que é a AP. E é muito bom ter isso na minha coleção de relógios", disse outro homem, que ficou na fila por dois dias e dormiu em uma barraca.

"Não acho que valha o dinheiro nem o tempo de ficar na fila", disse Tabassum, de 18 anos, em Birmingham.

Britt Pearce disse que havia ficado empolgada com a colaboração entre duas renomadas marcas de relógios e achou que isso poderia incentivar as pessoas a se interessarem mais por relógios.

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Salão de Pequim: g1 testa Leapmotor A10, elétrico mais barato da marca e que pode vir ao Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/05/2026 03:55

Carros Salão de Pequim: g1 testa Leapmotor A10, elétrico mais barato da marca e que pode vir ao Brasil SUV compacto foi apresentado na China e pode vir para disputar espaço com BYD Dolphin e Yuan Pro, Chevrolet Spark EUV, GWM Ora 03 e GAC Aion Y. Por André Fogaça, g1 — Hangzhou, China

A Leapmotor aproveitou o espaço do estande no Salão do Automóvel de Pequim para apresentar o A10. O modelo é um SUV compacto criado para ser o carro elétrico mais barato da marca.

Se chegar ao mercado brasileiro, o modelo disputará espaço com BYD Dolphin e Yuan Pro, Chevrolet Spark EUV, GWM Ora 03 e GAC Aion Y — carros que custam entre R$ 144.990 e R$ 182.990. Pela faixa de preço, também tentará atrair consumidores que ainda preferem modelos a combustão, como Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta e Jeep Renegade.

O g1 testou o carro por alguns minutos em uma pista dentro da fábrica da Leapmotor, na China. No local, foi possível dirigir o veículo sem a necessidade de fazer curso ou obter a habilitação especial exigida para estrangeiros circularem por ruas e estradas do país.

O nome B03x não começa com a mesma letra do Leapmotor B10 por acaso. Os dois modelos usam a mesma plataforma e, ao observar apenas a silhueta, têm visual bastante semelhante.

Ambos têm linhas retas e proporções compactas, mas o B03x é o menor dos dois. Ele é 24 centímetros mais curto, sete centímetros mais estreito e tem distância entre-eixos 13 centímetros menor.

Para efeito de comparação, os 4,27 metros de comprimento do A10 são iguais aos do Renegade e sete centímetros maiores que os do T-Cross. No entanto, como o modelo foi projetado desde o início para ser elétrico, a distância entre os eixos é maior que a do Jeep: 2,60 metros, contra 2,56 metros do Renegade.

Esses centímetros extras no entre-eixos se refletem em um porta-malas maior, oficialmente anunciado com 602 litros de capacidade. Durante o teste, porém, o espaço pareceu bem menor que os 518 litros do Fiat Fastback, embora claramente superior aos 320 litros do Renegade.

O A10 conta ainda com um compartimento inferior, localizado abaixo de uma tampa. No teste, foi possível acomodar duas mochilas nesse espaço, com folga para outras quatro sem que ficassem apertadas.

No visual externo, o Leapmotor A10 segue a fórmula adotada por muitos carros chineses: linhas arredondadas em toda a carroceria, frente com grade fechada e formato pontiagudo, além de maçanetas embutidas, que ajudam na aerodinâmica.

Na traseira, há um respiro em relação à falta de criatividade do conjunto. As lanternas parecem ter LEDs “flutuando” sobre um fundo preto, o que reforça o visual futurista. Juntas, elas formam algo parecido com um rosto sorridente.

No interior, o acabamento traz mais superfícies macias ao toque do que plástico rígido. Já o minimalismo, que foi alvo de críticas no B10, também aparece aqui:

A chave é um cartão plástico, semelhante a um cartão bancário;Não há controles físicos para o ar-condicionado;Os ajustes dos retrovisores laterais são feitos apenas pela central multimídia;Alguns botões do volante acumulam mais de uma função, alterada pela central multimídia.

Minimalismo é regra no Leapmotor A10, chamado de B03x fora da China — Foto: divulgação/Leapmotor

O teste foi feito com uma versão do A10 destinada ao mercado chinês, o que ficou evidente na boa dirigibilidade combinada com uma suspensão mais macia, típica do gosto local.

Esse acerto contrasta com a preferência do consumidor brasileiro, que costuma optar por suspensões mais firmes. Isso já levou alguns modelos a mudar, como o BYD Dolphin, que teve a suspensão reforçada nas atualizações da versão vendida no Brasil.

O trajeto não incluía curvas fechadas nem permitia ultrapassar os 80 km/h, com exceção de uma reta mais longa. Ainda assim, o carro enfrentou uma sequência de buracos e, nesse cenário, a suspensão mais macia absorveu bem os impactos.

Foi nessa mesma reta que apareceu um dos fatores que ajudam a explicar o preço mais baixo do A10: a aceleração é bem mais contida do que a do Leapmotor B10, testado em São Paulo.

A resposta ao acelerador não foi tão lenta quanto a de alguns motores 1.0 ou 1.3 turbo, mas ficou abaixo do que se espera de um conjunto com 204 cv de potência — quase o dobro dos 116 cv do motor 1.0 turbo do Volkswagen Tera, por exemplo.

Essa aceleração mais gradual não deve incomodar no uso urbano, mas exige atenção redobrada em ultrapassagens na estrada, com um cálculo mais cuidadoso do “vai dar?” antes de avançar sobre outro veículo.

Outra curiosidade: o Leapmotor A10 tem tração traseira, característica que deve ser mantida caso o modelo seja lançado no Brasil, já que outros carros da marca seguem essa configuração.

Esse detalhe confere ao carro um comportamento mais esportivo, mas, nos testes realizados em pista fechada, não foi necessário mudar a forma de acelerar nas curvas por causa desse tipo de tração.

O carro mostrou controle suficiente para que até alguém sem experiência com veículos de tração traseira pudesse conduzir o A10 com facilidade, sem perceber que o motor não movimenta as rodas dianteiras.

Além da experiência ao volante, o Leapmotor A10 apresenta números interessantes. No ciclo chinês, conhecido por ser mais otimista, a autonomia declarada é de 505 km com uma única carga. Em um carregador rápido, é possível ir de 30% a 80% da bateria em 16 minutos.

No interior, a central multimídia tem tela de 14,6 polegadas e, junto com outros sistemas do veículo, é comandada pelo mesmo chip Snapdragon usado no Leapmotor B10. O resultado é uma navegação fluida, com animações tão suaves quanto as de smartphones modernos de alto padrão, como o iPhone.

Mesmo sendo o modelo mais acessível da marca, o carro conta com 12 alto-falantes distribuídos pela cabine, bancos dianteiros com ventilação e aquecimento, além de um sistema de comandos de voz com inteligência artificial.

A Leapmotor ainda não tomou a decisão final sobre o lançamento do A10 no Brasil. No entanto, durante o teste na China, a marca informou ao g1 que, caso o modelo chegue ao país, seguirá o padrão adotado em outros mercados e será rebatizado como B03x.

Esse sinal indica uma possível previsão de lançamento e reforça a chance de o carro chegar ao mercado nacional, percepção reforçada pela lista de modelos apresentados aos jornalistas.

O A10 recebeu mais tempo de destaque do que os demais modelos. Ainda assim, dividiu a atenção dos presentes com outros cinco carros da marca: B05, C16 (já confirmado e exibido no Salão do Automóvel de 2025), B01, C11 e D19.

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