Imposto de Renda
Ex-modelo conta como Jeffrey Epstein usava falsas propostas de trabalho para atrair vítimas
RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica
Ex-modelo conta como Jeffrey Epstein usava falsas propostas de trabalho para atrair vítimas
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/05/2026 03:47
Trabalho e Carreira Ex-modelo conta como Jeffrey Epstein usava falsas propostas de trabalho para atrair vítimas Investigações apontam que a rede explorava a vulnerabilidade profissional de modelos com promessas de carreira internacional. Por RFI
A ex-modelo francesa Juliette posa durante uma sessão de fotos em Paris em 10 de março de 2026 — Foto: Joël Saget / AFP
Após a procuradora Laure Beccuau revelar à rádio RTL que novas potenciais vítimas de Jeffrey Epstein procuraram a promotoria de Paris, a ex‑modelo francesa Juliette, hoje com 43 anos, decidiu contar como escapou há mais de 20 anos.
Seu relato surge enquanto duas investigações avançam na França sobre violência sexual e aspectos financeiros ligados à rede do milionário.
Quatro meses após a divulgação dos “Epstein Files” pela justiça dos EUA, novos testemunhos continuam emergindo. Na França, ao menos dez potenciais vítimas se apresentaram à promotoria de Paris, segundo informou a procuradora Laure Beccuau, em entrevista à rádio RTL.
Entre elas está Juliette, ex‑modelo francesa que, aos vinte e poucos anos, cruzou o caminho de Jeffrey Epstein – sem saber quem ele era – e conseguiu escapar antes de ser capturada pela engrenagem de exploração sexual que hoje é investigada em vários países.
Juliette guardou quase tudo daquela época: o book, e‑mails, anotações e até a agenda onde escreveu à mão os contatos de Epstein e de Daniel Siad, um recrutador de modelos.
Anos depois, descobriria que Siad era suspeito pelo FBI de identificar e recrutar jovens para o milionário. Foi ele quem a abordou em Paris, em 2004, entre dois castings, oferecendo “oportunidades” em Nova York. Sua agência confirmou que Siad era “confiável”. Juliette aceitou.
“Me deram o endereço de um apartamento em Nova York. Não sabia se era ligado a uma agência. Não me deram detalhes, nem horários, nada. Presumi que era profissional. Se não me davam informações, era porque não havia perguntas a fazer.”
O primeiro encontro: passaporte retido e mal‑estar Ao chegar a Nova York, Juliette encontrou Epstein rapidamente. Ele não tinha “tempo para recebê‑la”, tomou seu passaporte e marcou para o dia seguinte.
Sua mãe, desconfiada, ligou para alertá‑la sobre o risco de uma rede de tráfico sexual. Juliette hesitou, mas decidiu voltar: “Nada tinha acontecido. Eu tinha um objetivo: conseguir contrato.”
Epstein tentou deixá‑la à vontade, mostrou o apartamento, apresentou um estúdio que não parecia profissional. Fotos de close de partes íntimas de mulheres cobriam paredes.
“Olhei com curiosidade e pensei: que fascinação é essa? Achei inadequado. Comecei a me sentir mal.”
Ele a conduziu por um corredor com quartos. Sentou‑se na cama e fez sinal para que ela se aproximasse. Juliette parou na porta:
“Te aviso, não vou fazer nada.” Epstein recuou, disse que só queria “avaliar” se poderia apresentá‑la às agências. Ela entrou. Ele pediu que ficasse de roupa íntima – comum no meio – mas também que tirasse o sutiã, o que não era.
Epstein a examinou, tocou suas coxas, quadris, nádegas. Disse que ela “não estava pronta”, que precisava perder peso e que levaria três meses até ser apresentada às agências. Ofereceu acesso a academias e “pequenos trabalhos” enquanto esperava: aeromoça em jato privado, acompanhante à noite. Foi aí que Juliette entendeu o risco.
“Acho que ele sentiu que eu não ia permitir, ou que eu tinha entendido como funcionava”, relembra a jovem. Ela ficou mais alguns dias em Nova York, fez castings, mas percebeu que estava “queimada” em todas as agências. “É uma loucura.”
“Vergonha se fosse uma oportunidade de trabalho que perdi. Vergonha se fosse uma rede criminosa, por ter acreditado que podia ser outra coisa.”
Em 2019, ao ouvir o nome de Epstein no rádio, Juliette entrou em choque. Só então compreendeu o que havia escapado. Sua história, reconstruída com base nos documentos que guardou e no depoimento prestado à polícia francesa em 2019, revela como funcionava o processo de aliciamento do predador. (Entenda mais abaixo)
Epstein já tinha sido condenado em 2008 por solicitação de prostituição e incitação de menores, cumprindo apenas 13 meses. Em 2019, foi preso novamente e encontrado morto na cela um mês depois.
Juliette prestou depoimento à polícia francesa em 2019. Seu nome aparece nos “Epstein Files”, os três milhões de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA em janeiro de 2026. Ela acredita que o milionário a expor a “níveis de submissão” para medir até onde iria em troca de trabalho.
As investigações abertas na França – uma sobre violência sexual, outra sobre aspectos financeiros – buscam entender como funcionava a rede de Epstein em Paris, onde ele viveu por anos.
Recrutadores identificavam jovens modelos, mas também algumas em fim de carreira, oferecendo contratos internacionais. A vulnerabilidade profissional era explorada como porta de entrada.
Juliette reconhece hoje os sinais: a falta de informações, o visto inadequado, o apartamento sem vínculo com agência, o controle do passaporte, a pressão psicológica, a promessa de “oportunidades” nebulosas. “Ele testava limites. Era um processo.”
“Eu não sabia quem ele era. E tinha vergonha.” Hoje, aos 43 anos, ela tenta reconstruir a narrativa da própria vida. “Passei anos revendo a cena. Só em 2019 entendi de verdade.”
Seu testemunho, agora público, ajuda a mapear o funcionamento da rede e a compreender como tantas jovens foram capturadas por um sistema que misturava glamour, poder e violência.
Há 2 horas Mundo Trump diz que acordo está ‘amplamente negociado’ após conversa com líderes do Oriente MédioHá 2 horasAgência iraniana nega versão americana e afirma que Teerã quer impor regras ao Estreito
Há 7 horas Jornal Nacional Estados UnidosHomem que fez disparos perto da Casa Branca é morto por agentes; outra pessoa é baleada
Há 6 horas Mundo Casa Branca chegou a ser interditada após disparosHá 6 horasSuspeita de elo com PCCDeolane: ostentação criou ‘cenário fértil’ para lavagem e deu ar de legalidade ao dinheiro, diz polícia
Há 4 horas São Paulo Deolane deverá retirar mega hair em cadeia por ‘risco de fuga’Há 4 horasCafé às 7h, banho de sol: como é a rotina no presídio de DeolaneHá 4 horasLoterias 🍀🍀🍀
Há 9 horas São Paulo Meio ambienteDesastres ambientais no Brasil deixaram mais de 3 mil mortos em 13 anos
