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Huawei propõe novo caminho para desenvolver chips em meio a sanções dos EUA
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/05/2026 23:52
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A Huawei espera projetar chips de ponta até 2031 com densidade de transistores equivalente a processos de 1,4 nanômetro.
A projeção foi feita em apresentação da Huawei sobre o que ela chama de "Lei de Escalonamento Tau" (Tau Scaling Law).
Estande da Huawei da World Artificial Intelligence Conference em Xangai, China, em julho de 2025 — Foto: REUTERS/Go Nakamura
A companhia chinesa Huawei afirmou neste domingo (24, já segunda-feira, 25, em Xangai) que espera projetar chips de ponta até 2031 com densidade de transistores equivalente a processos de 1,4 nanômetro, apesar das sanções dos Estados Unidos. As sanções dificultam que a China obtenha os equipamentos necessários para fabricar esses chips.
A projeção foi feita em apresentação da Huawei sobre o que ela chama de "Lei de Escalonamento Tau" (Tau Scaling Law), um princípio para aprimorar chips em um momento em que a indústria já não pode depender da redução do tamanho dos transistores.
He Tingbo, presidente da divisão de semicondutores da Huawei e diretora do comitê científico da empresa, apresentou o conceito em um discurso intitulado “Novo Caminho dos Semicondutores na Prática”, durante o Simpósio Internacional IEEE sobre Circuitos e Sistemas (ISCAS) de 2026, em Xangai.
Embora a empresa não tenha apresentado dados independentes de desempenho, a meta é significativa porque o processo de 1,4 nm deve estar próximo da fronteira global da fabricação avançada de chips no fim desta década.
A Lei de Escalonamento Tau concentra-se em reduzir o tempo necessário para que sinais e dados se movimentem por chips e sistemas computacionais, afirmou a Huawei. Se tiver sucesso, ela poderá oferecer à empresa uma forma de melhorar desempenho e densidade dos chips apesar das restrições ao acesso da China aos equipamentos semicondutores mais avançados.
A Huawei afirmou que seus chips Kirin programados para serem lançados no segundo semestre de 2026 serão os primeiros a utilizar uma arquitetura relacionada chamada LogicFolding, que, segundo a empresa, reduzirá o comprimento das conexões internas dos chips e melhorará consideravelmente o desempenho.
A empresa informou que projetou e produziu em massa 381 chips nos últimos seis anos com base na Lei de Escalonamento Tau, para uso em setores como smartphones e computação de inteligência artificial.
A Huawei está sujeita a sanções dos Estados Unidos desde 2019. Na época, o governo americano disse haver risco de que a empresa atuasse em espionagem virtual para favorecer o governo chinês. No mesmo ano, o Google suspendeu seus principais acordos com a Huawei.
Washington restringiu o acesso da Huawei a ferramentas avançadas de litografia e a outras tecnologias-chave de semicondutores.
A companhia acabou desenvolvendo tecnologia própria para contornar sanções – a exemplo de um sistema operacional para celulares da marca.
De acordo com a última divulgação de resultados da empresa, a Huawei Technologies cresceu 2,2% em receita em 2025. O avanço foi impulsionado principalmente pelas áreas de infraestrutura de rede e de dispositivos de consumo, enquanto o negócio de computação em nuvem teve queda no faturamento.
A empresa, que tem sede em Shenzhen, alcançou receita de US$ 127,5 bilhões em 2025. O resultado mostra uma desaceleração significativa frente ao crescimento de 22,4% registrado em 2024.
O desempenho de 2025 representa a segunda maior receita anual da Huawei, abaixo apenas do recorde de US$ 128,9 bilhões obtido em 2020. O lucro líquido cresceu 8,6%, chegando a US$ 9,8 bilhões.
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